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Está a levar um pouco mais de tempo do que na música, mas o efeito digital está a alterar radical e definitivamente o status quo financeiro da indústria dos media. As experiências com as paywalls simplesmente não saem da cêpa torta (conferir Clay Sirky, The Times’ Paywall and Newsletter Economics).
Ora, se levarmos em consideração as reações dos industriais que já foram apanhados antes no turbilhão, podemos prever o próximo passo de Murdoch, Balsemão e o pelotão de executivos dos media que resiste a compreender o que é e como funcionam as redes (que se juntam na rede das redes, a Internet).
O que resta da antiga indústria musical insiste na via legal para recuperar o império. É patético, mas porém sejamos práticos: há uma bateria de advogados e de funcionários das empresas resistentes que ainda tem salário garantido por essa via.
Há sinais de que as perseguições judiciais, brandindo conceitos desajustados como os "direitos de autor" e ameaçando todo o tipo de práticas de difusão não controladas pelos incumbentes, estão entre a artilharia a usar a seguir. Claro que é legal -- mas essa está longe de ser a questão essencial. Perseguir o clipping é louvável -- mas vem tarde: é um alvo perfeitamente secundário, ele próprio em mutação acelerada e destinado à substituição.
O futuro das empresas ainda incumbentes joga-se agora na velocidade de transformação e adaptação. Nota: o tempo começa a fugir.
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