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2011 promete ser mediaticamente muito interessante. É bastante provável que muitas soluções para os desafios nas várias plataformas venham a ser tentadas. Até de forma sistemática.
A criatividade dos media vai ser particularmente posta à prova. E porquê tamanho teste, que é ainda mais intenso no caso das estações de televisão com canais generalistas ou noticiosos?
Porque em 2011 não há eleições nos EUA (e em Portugal as presidenciais não constituem desafio porque ocorrem logo em Janeiro e de qualquer forma não há procura do público, antes pelo contrário).
Em 2011 não teremos Jogos Olímpicos.
Em 2011 não decorrerão campeonatos de futebol do Mundo ou da Europa.
Sem esses acontecimentos para cobrir em direto, sobram milhares de horas de antena para encher. Menos assuntos para seguir nas redes sociais em tempo real vão obrigar a esforço suplementar para levar a atenção das pessoas aos sites dos media.
Pode ser um ano muito interessante, no que respeita à relação dos media com a cultura reticular. Com alguma sorte, será o ano em que alguns dos principais grupos mostrem, finalmente, que entendem, respeitam e aceitam a vida em rede e agem em conformidade.
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