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Um aluno do 3º ano de jornalismo da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, Tiago Teixeira, está a fazer-me uma grande entrevista no âmbito de um trabalho do curso. Dada a atualidade do tema, decidi publicar em forma de diálogo 3 das perguntas e as respetivas respostas.
Tiago Teixeira: O WikiLeaks é um tema que está na ordem do dia; considera este meio de difusão de informação confidencial jornalismo?
Paulo Querido: Não. É o oposto do jornalismo, na medida em que é debitar informação não
curada. E é afluente do jornalismo, ou seja, está a montante do processamento da matéria prima do jornalismo.
P: Este novo fenómeno poderá abrir novos precedentes?
R: Claro. Mas atenção: nada tem de novo. Nem mesmo a brutalidade.
P: O que representa esta nova situação para os meios de comunicação, relativamente à transparência de informação?
R: Representa um perigo, como para o resto da sociedade. Mas, como tantos
outros perigos, é preciso corrê-lo, enfrentá-lo sem temor. Este é, de
resto, um perigo esperável e aceitável, na medida em que decorre da
evolução do uso das tecnologias.
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