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domingo, 21 de Setembro de 2014

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Um ano de Twitter num infográfico. Muito bom
 
Colocado por Paulo Querido
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27 Dezembro 2010 Comentar
 

Um ano de Twitter num infográfico. Muito bom (clique para ver maior)

 

A Year of Twitter

Autoria: Flowtown - Social Media Marketing Application

Facebook, Twitter e TV: breves estatísticas e indícios
 
Colocado por Paulo Querido 12 Outubro 2010 Comentar
 

O número de minutos passados no Facebook duplicou entre Novembro e Agosto. Vai-se aproximando do tempo dedicado à televisão. Mas a métrica é desfavorável à TV: os estudos demonstram que o aparelho permanece ligado enquanto a atenção das pessoas se distribui por outras actividades.

Os jogos e passatempos do Facebook disputam a atenção do consumidor com a telenovela e os concursos da televisão. E os media tradicionais estão ausentes do entretenimento no Facebook, constata-se analisando a lista das aplicações com mais utilizadores activos (www.appdata.com).

Se o Facebook é o príncipe do entretenimento, o Twitter vencerá no campo do noticiário. A última mudança no site reforçou o carácter de agência noticiosa global e imbatível, além de versátil. Com uma vantagem: canaliza tráfego para os sites informativos.

Duas conclusões breves sobre estes indícios. Primeira: cada vez mais, a televisão sobra para quem não tem Internet. Segunda: o Twitter é "amigo" da Imprensa online e da televisão, enquanto o Facebook é concorrente.

(Versão aumentada da crónica saída neste domingo na edição papel)
Os (sempre impressionantes) números do Twitter: escrevemos mais depressa que um disco rígido!
 
Colocado por Paulo Querido 12 Setembro 2010 Comentar
 

Os números do Twitter nunca param de me impressionar. O "slideshow" que reproduzo abaixo mostra alguns, tendo a vantagem de ser muito recente e de o autor ser uma autoridade especial: Raffi Krikorian (@raffi), formado no Media Lab do MIT, é o engenheiro-chefe da tecnologia de API do Twitter. Os números foram divulgados há menos de 3 dias, no momento de publicação desta chamada de atenção.

Atualmente escrevem-se 70 milhões de tweets por dia -- são 800 por segundo.

Em termos de débito, estamos a falar de 12 GB por dia. De texto simples! (Cada tweet, recordo, tem um máximo de 140 caracteres).

Se os twitteres escrevessem diretamente para um disco rígido, a velocidade dos discos médios no mercado não dava vazão: eles escrevem 100 MB por segundo, enquanto os discos não passam dos 80 MB por segundo.

Incrível: a taxa de crescimento quase duplicou de 2008 para 2009: de 752% para 1.358%.

 

9 milhões de tweets durante a final do Mundial de futebol
 
Colocado por Paulo Querido 11 Julho 2010 Comentar
 

A rede Twitter registou cerca de 9 milhões de tweets durante as duas horas que durou a final do Mundia de futebol -- um número que supera o registo normal, que é de cerca de 3 milhões por hora.

Se o Facebook é uma plataforma de lazer, o Twitter tornou-se na plataforma de acompanhamento da realidade mediática. Em acontecimentos de forte pendor noticioso, e sobretudo no caso de transmissões televisivas em direto, a rede é imbatível. Sem ela não teria existido o fenómeno do polvo Paul.

Talvez por isso, o Twitter tem vindo a crescer enquanto recurso de pesquisa. Segundo Biz Stone, seu co-fundador, realizam-se atualmente 800 milhões de pesquisas por dia. Embora ainda longe do Google, mas já tem crescimento mais rápido que o Bing. E a pesquisa não era sequer o seu "campeonato".

A CNN mediu os tweets durante a final, produzindo um  infográfico animado muito interessante. Abaixo reproduzo uma imagem, mas nada como ir ver ao site.

Com @Cristiano e Vítor Baía (@TMNpt), irá o Twitter descolar de vez em Portugal?
 
Colocado por Paulo Querido 16 Junho 2010 Comentar
 

Ontem passei a informação em pleno Twitter, hoje desenvolvo no Diário2. Ronaldo aderiu às redes sociais: @Cristiano no Twitter, no Facebook e no YouTube.

O Mundial trouxe ainda para o Twitter Vítor Baía, que mesmo retirado não deixa de ser uma figura. Baía dá a cara não em conta própria mas pela conta da @TMNpt, comentando os jogos um pouco à semelhança do que Ronaldo (o outro, o Fenómeno) fez no Brasil com outro operador móvel, a Claro (@ClaroRonaldo).

As explosões de crescimento do Twitter ocorrem em geral associadas à entrada de figuras das indústrias do entretenimento ou com grande exposição mediática. Também no Brasil, onde a febre Twitter chegou mais tarde que a Portugal, o fenómeno se verificou: jornalistas e pivôs de televisão populares e cantoras pressionaram o crescimento.

A questão agora é esta. Será que com Baía, ainda que temporariamente, e com Ronaldo vai existir a massa crítica suficiente para dar sequência à expansão de 2009 e fazer o Twitter descolar em Portugal?

Os humoristas populares, com Nuno Markl (@havidaemmarkl) à cabeça, e a pivô Alberta Marques Fernandes (@AlbertaMF) não podiam, sozinhos, preencher o núcleo duro necessário à criação de forças centrípetas, mesmo com o empurrão de figuras interessantes, mas mediaticamente menos brilhantes, como alguns secretários de Estado, deputados e diretores de jornais.

Campeões da popularidade como Ronaldo e Baía farão o ponteiro oscilar?

Vítor Baía vai tuitar o Mundial a partir da conta da TMN
 
Colocado por Paulo Querido 09 Junho 2010 Comentar
 

O ex-futebolista do FC Porto e da selecção Vítor Baía vai tuitar o Mundial a partir da conta da TMN, atualmente @tmn_pt, confirmei ontem.

Baía começa a escrever tweets com as suas impressões acerca da competição no dia 11, data de arranque oficial da prova.

A ideia de ter um futebolista a emitir através de um canal Twitter segue de perto o exemplo de Ronaldo com a Claro, no Brasil. No Twitter, patrocinado pela operadora de telefonia, o maior artilheiro da história das Copas do Mundo emitirá opiniões e fará comentários sobre os jogos, os times em disputa e o desempenho dos jogadores.

Em Portugal Vítor Baía fará mais ou menos a mesma coisa. Os seus tweets serão assinados com as iniciais VB para se distinguirem dos restantes. A conta da TMN tinha 2.202 followers no momento em que publicamos este exclusivo. O antigo guarda-redes da selecção va ligar-se ao Twitter pela primeira vez. Tem um endereço na web, onde está a fundação com o seu nome, Vítor Baía.

Chávez no Twitter, 119.233 followers depois
 
Colocado por Paulo Querido 30 Abril 2010 Comentar
 
Não é propriamente o primeiro chefe de Estado a ter conta no Twitter, mas tem outras duas distinções que a Imprensa poderia evocar para título. É o mais controverso e teve o crescimento mais rápido de que há memória no Twitter. Falo de Hugo Chávez, o presidente da Venezuela, que tuíta em @chavezcandanga.

Não tem tuitado propriamente muito: 2 vezes em 48 horas. Entre os 2 tweets há quase 100.000 followers de diferença. Uma verdadeira explosão, como diz o próprio.



Chávez não sabe é o que eu sei: que a sua conta é a de crescimento inicial mais rápido de sempre, no Twitter. Até Eric Schmidt, o presidente da Google, e Bill Gates, o multimilionário, ficaram para trás (Schmidt teve menos de 15.000 nas primeiras 48 horas após a divulgação e confirmação da sua conta).

A conta @chavezcandanga foi criada no dia 1 de Abril mas passou despercebida do grande público. Só no dia 27 se soube através de publicações especializadas em redes sociais. E o primeiro tweet é de dia 28.

Hugo Chávez Frías tem na sua bio: Presidente de la República Bolivariana de Venezuela. Soldado Bolivariano, Socialista y Antiimperialista. A conta é Verified Account -- ou seja, está confirmado pelo próprio Twitter que aquele Hugo Chávez Frías é o Hugo Chávez Frías presidente da Venezuela.



Anatomia de uma "notícia" sobre o Twitter e os vulcões (act.)
 
Colocado por Paulo Querido 21 Abril 2010 Comentar
 
"O Twitter tem sido uma armadilha fatal para os jornalistas", é o título de uma peça publicada na parte noticiosa do Sapo. Eu não teria lá chegado se o título não tivesse sido tuítado: prefiro usar agregadores de notícias em que confio, isto quando não vou diretamente aos meios, ou os agrego eu usando as ferramentas tecnológicas ao dispor.


Tudo na pretensa notícia está errado. A autora tinha uma ideia (a de que o Twitter é "mau") e para a passar (ver actualização, em baixo) parte de um facto, que interpreta erradamente, e vai de distorção e erro em distorção e erro até à conclusão final. De caminho cita um professor universitário para emprestar credibilidade à sua própria opinião. Acontece aos melhores e o problema não está, obviamente, no que disse Hélder Bastos.


A peça, enquanto opinião, poderia ter algum valor. Podia estar alicerçada numa demonstração de factos. Podia usar a eloquência, podia usar a lógica. Estaria certo, seria leal para com o leitor. Mas não foi o que se passou: pega-se num facto, interpreta-se ao contrário e tiram-se conclusões gerais que nada têm a ver com a origem do facto, publicando o resultado final num sítio que tem notícias.






Desmontando a "notícia":


1. O "obscuro utilizador" breakingnews é, na realidade, propriedade da cadeia MSNBC, referida na peça como tendo usado "enganadamente" a informação pretensamente obtida a ler aquele tweet. Quando se passou precisamente o contrário. De posse de uma informação, a cadeia MSNBC fez o que é já rotina no seu modus operandi: meteu a informação em curto na conta @breakingnews (que, como o nome indica, é mesmo para isso). De nada disto nos informa a "notícia"; pelo contrário, desinforma, garantindo precisamente o oposto.


2. Tudo na "notícia" está redigido de forma a levar o leitor a crer que foi o malvado Twitter o culpado, quando o erro está na própria fonte. Os jornalistas da MSNBC foram induzidos em erro pelas etiquetas das câmaras de monitorização de vulcões (ver imagem abaixo da câmara que os enganou). Eles próprios, aliás, o explicaram -- mas quem escreveu a "notícia" não leu a explicação, ou se leu ignorou-a na altura da redacção, o que seria muito mais grave.


Eis a explicação, dada por Alex Johnson:

1. What happened with Hekla reports? We held off on first bulletins, awaiting second source, which was Iceland's RUV, streaming webcam ...





2. ... labeled "Hekla." We tweeted that, with link, as an "indication" that Hekla was erupting. Many retweets stripped out the hedging. ...
3. ... Remember that that tweets, which stress speed, are only as good as original sources ^AJ



3. A cadeia de retransmissão Twitter, neste caso, fez o que está certo: retransmitiu a informação de fontes absolutamente credíveis. A conta @BreakingNews é uma das fontes Twitter com maior credibilidade. A sua fonte era uma fonte oficial islandesa. Se as primeiras duas fontes da informação original erraram, a responsabilidade principal é delas e não da cadeia de retransmissão. 


Imaginemos que não havia Twitter. A MSNBC dava o breaking news da actividade vulcânica em antena. As outras cadeias e jornais o que faziam? Iam a correr comprovar a fonte, ou publicavam? Uma minoria não daria sem confirmar pelos seus próprios meios, mas a maioria retransmitia ao mesmo tempo que destaca alguém para averiguar e seguir os desenvolvimentos. É a prática corrente: avaliar o risco, ficar de fora ou entrar e procurar apanhar o fio da meada.


Imagino o título da correspondente "notícia", cuidadosamente colocado entre aspas para parecer uma citação que tem alguma coisa a ver com o assunto (basta ler o que disse o Hélder para perceber que é um abuso puxar aquilo para título): "a televisão tem sido uma armadilha fatal para jornalistas".


4. Se um jornalista transmite uma informação sem a confirmar, o problema é do meio utilizado para a obter?


É isso que fica entendido na peça. Digamos que é subverter a ordem natural da cadeia de responsabilidade. Se uma fonte oficial dá uma informação, a sua credibilidade é elevada. O jornalista pode passar a informação em breaking news, tratando do seu aprofundamento em seguida. Não é, de todo em todo, o mesmo que ler algo de uma fonte desconhecida, ou de credibilidade não avaliada, no Twitter e passá-lo como verdadeiro -- que é o que a "notícia" em análise nos quer fazer crer que aconteceu.


5. A assunção de que os "600" retweets (eram mais de 800 já na altura, mas isso agora não interessa) constituem uma medida do "sucesso" do tweet de origem obscura e mentiroso que enganou as pobres televisões, com o intuito de reforçar o lado "perigoso" do Twitter, é um disparate que não resiste a uma verificação mínima do que se passa normalmente com a conta @breakingnews, que tem um alto perfil e 1,7 milhões de followers. A título de exemplo, estoutro tweet recente teve mais de 800 retransmissões diretas e mais de 7.000 indiretas. A conta @BreakingNews está entre as mais retweeted, ou retransmitidas, o que nos dá uma indicação do prestígio de que goza.




Concluindo. Este caso é de facto um excelente exemplo do estado do jornalismo português (falo especificamente do jornalismo sobre as tecnologias e os novos espaços de fronteira por elas aberto, isso a que chamamos agora a web 2.0).


O Twitter é um pau de 2 bicos, disse -- e bem, porque o é -- o Hélder Bastos. O Sapo é um pau de 2 bicos, digo eu: também é uma plataforma para passar como notícia uma informação mal fundamentada e interpretada. (O Sapo e qualquer outro website que publique notícias, não há aqui nada de particular, digo isto para evitar desde já mal entendidos e mal intencionados.)


Mas o caso da erupção é o último a invocar para explicar os perigos do Twitter. Exactamente porque os envolvidos no engano são fontes oficiais e jornalistas profissionais, não são fontes de credibilidade indeterminada e amadores ansiosos por brilhar no "tempo real". Podia ter acontecido noutro suporte ou meio à mesma equipa de 18 - jornalistas profissionais - 18 que editam a conta @breakingnews para a MSNBC.


Fontes complementares:
Actualização: a autora da notícia, a jornalista Alice Barcellos, entrou em contato comigo. Tinha duas coisas a dizer-me: que não era sua intenção passar a sua opinião no texto e que -- e isto é importante -- o seu título não é o que saiu. O seu título original era (e ela tentará que venha a ser de novo, junto da editora): "Uma erupção que só durou algumas horas". O trabalho dos editores às vezes trai o jornalista no terreno.
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Olá, o meu nome é Paulo Querido e mantenho este espaço como extensão  em linha de uma coluna no Correio da Manhã. Sou consultor de new media, jornalista e escrevo livros e artigos (e também algum código) sobre a net e na net desde 1989.


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