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<?xml-stylesheet type="text/xsl" href="http://comunidade.xl.pt/JNegocios/utility/FeedStylesheets/rss.xsl" media="screen"?><rss version="2.0" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/" xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/" xmlns:itunes="http://www.itunes.com/dtds/podcast-1.0.dtd"><channel><title>Jornal de Negócios</title><link>http://comunidade.xl.pt/JNegocios/blogs/default.aspx?GroupID=43</link><description>Jornal de Negócios</description><dc:language>en-US</dc:language><generator>CommunityServer 2008.5 SP2 (Debug Build: 40407.4157)</generator><item><title>Martim vs Raquel: de que lado está a literatura sobre o salário mínimo?</title><link>http://comunidade.xl.pt/JNegocios/blogs/massamonetaria/archive/2013/05/22/martim-vs-raquel-de-que-lado-est-225-a-literatura-sobre-o-sal-225-rio-m-237-nimo.aspx</link><pubDate>Wed, 22 May 2013 14:15:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="false">34e15d2d-3e48-4f1b-ad6d-78e9292216db:72616</guid><dc:creator>NunoAguiar</dc:creator><slash:comments>0</slash:comments><description>&lt;p&gt;&amp;Eacute; um daqueles momentos televisivos com uma profundidade limitada, mas que marca simbolicamente uma discuss&amp;atilde;o. No &amp;quot;Pr&amp;oacute;s &amp;amp; Contras&amp;quot; de segunda-feira, Martim Neves, um rapaz de 16 anos que criou uma marca de roupa, deu uma resposta &amp;agrave; historiadora Raquel Varela que contagiou imediatamente as redes sociais e lan&amp;ccedil;ou a discuss&amp;atilde;o na blogosfera. Por esta altura, j&amp;aacute; deve ter visto o v&amp;iacute;deo, mas se tiver chegado hoje &lt;span style="text-decoration:line-through;"&gt;da caverna&lt;/span&gt; de f&amp;eacute;rias, veja em baixo:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;iframe src="http://www.youtube.com/embed/mghEvA1imV4" frameborder="0" height="315" width="420"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O objectivo de Martim n&amp;atilde;o era defender o valor do sal&amp;aacute;rio m&amp;iacute;nimo, mas esta troca de argumentos relan&amp;ccedil;ou uma discuss&amp;atilde;o que tinha sido despertada pela &amp;uacute;ltima vez por Pedro Passos Coelho. O primeiro-ministro argumentou em Mar&amp;ccedil;o deste ano que, num contexto de desemprego muito elevado, &amp;quot;a medida mais sensata que se pode tomar&amp;quot; &amp;eacute; reduzir o sal&amp;aacute;rio m&amp;iacute;nimo, incentivando a cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o de mais postos de trabalho pelas empresas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O impacto do sal&amp;aacute;rio m&amp;iacute;nimo no emprego &amp;eacute; um t&amp;oacute;pico de discuss&amp;atilde;o antigo e existe bastante literatura portuguesa sobre o tema. Em 2006, num &lt;a target="_blank" href="http://www.bportugal.pt/pt-PT/BdP%20Publicaes%20de%20Investigao/AB200610_p.pdf"&gt;paper do Banco de Portugal (BdP)&lt;/a&gt;, Pedro Portugal escrevia que &amp;quot;o resultado da altera&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos sal&amp;aacute;rios m&amp;iacute;nimos sobre o emprego &amp;eacute; amb&amp;iacute;guo&amp;quot; e que &amp;quot;a investiga&amp;ccedil;&amp;atilde;o emp&amp;iacute;rica acumulou um vast&amp;iacute;ssimo reposit&amp;oacute;rio de resultados contradit&amp;oacute;rios, por vezes suportando a indica&amp;ccedil;&amp;atilde;o de perdas de emprego, noutras vezes apontando para a aus&amp;ecirc;ncia de efeitos sobre o emprego ou at&amp;eacute; para algum ganho modesto de emprego&amp;quot;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;J&amp;aacute; este ano, o investigador do BdP mostrava-se &lt;a target="_blank" href="http://www.aip.pt/?lang=pt&amp;amp;page=homepage/homepage.jsp&amp;amp;detail=60ddfa3c-4d8a-3010-a6bb-a6c2545ac463"&gt;cr&amp;iacute;tico &amp;agrave; ideia de aumentar o sal&amp;aacute;rio m&amp;iacute;nimo&lt;/a&gt;. &amp;quot;O sal&amp;aacute;rio m&amp;iacute;nimo em Portugal corresponde j&amp;aacute; a cerca de 77% do sal&amp;aacute;rio mediano (um dos valores mais elevados da OCDE) e cerca de 50% dos trabalhadores rec&amp;eacute;m-contratados auferem, precisamente, o sal&amp;aacute;rio m&amp;iacute;nimo. Esta &amp;eacute; uma indica&amp;ccedil;&amp;atilde;o clara de que o actual n&amp;iacute;vel da remunera&amp;ccedil;&amp;atilde;o m&amp;iacute;nima garantida &amp;eacute;, de facto, uma restri&amp;ccedil;&amp;atilde;o activa&amp;quot;, escreve. &amp;quot;&amp;Eacute; absolutamente leg&amp;iacute;timo que uma sociedade decida estabelecer um n&amp;iacute;vel m&amp;iacute;nimo de remunera&amp;ccedil;&amp;atilde;o do trabalho de acordo com as suas prefer&amp;ecirc;ncias &amp;eacute;ticas e sociais. N&amp;atilde;o &amp;eacute; poss&amp;iacute;vel, contudo, deixar de ter presente que o estabelecimento de sal&amp;aacute;rios m&amp;iacute;nimos muito desalinhados com a produtividade, geram necessariamente desemprego e inactividade que ter&amp;atilde;o de ser adequadamente apoiados atrav&amp;eacute;s de pol&amp;iacute;ticas p&amp;uacute;blicas.&amp;quot;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em 2011, outros investigadores do BdP - M&amp;aacute;rio Centeno, Cl&amp;aacute;udia Duarte e &amp;Aacute;lvaro Novo - &lt;a target="_blank" href="http://www.bportugal.pt/pt-PT/BdP%20Publicaes%20de%20Investigao/AB201016_p.pdf"&gt;voltaram ao tema&lt;/a&gt;: &amp;quot;Globalmente os resultados apontam para um efeito negativo de aumentos do sal&amp;aacute;rio m&amp;iacute;nimo do emprego de trabalhadores com baixos sal&amp;aacute;rios, que tem como contrapartida pequenos ganhos salariais&amp;quot;, pode ler-se no estudo. &amp;quot;As atualiza&amp;ccedil;&amp;otilde;es mais recentes e de maior dimens&amp;atilde;o do sal&amp;aacute;rio m&amp;iacute;nimo conduziram a redu&amp;ccedil;&amp;otilde;es significativas da desigualdade salarial na aba inferior da distribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos sal&amp;aacute;rios. Esta compress&amp;atilde;o dos sal&amp;aacute;rios foi explicada por aumentos salariais significativos nos percentis mais baixos e aumentos salariais abaixo da m&amp;eacute;dia da economia nos sal&amp;aacute;rios medianos. No entanto, estes aumentos tamb&amp;eacute;m est&amp;atilde;o associados a redu&amp;ccedil;&amp;otilde;es no emprego, com um aumento da instabilidade de emprego dos trabalhadores com sal&amp;aacute;rios mais baixos.&amp;quot;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a target="_blank" href="http://www.eeg.uminho.pt/uploads/eventos/EV_4693/20111114544410506250.pdf"&gt;Um paper conjunto da Universidade do Minho e da Universidade do Porto&lt;/a&gt; (2011) apoia esta argumenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Para os investigadores, &amp;quot;o aumento do sal&amp;aacute;rio m&amp;iacute;nimo tem um efeito negativo sobre a sobreviv&amp;ecirc;ncia das empresas, embora a magnitude desse efeito seja reduzida&amp;quot;. &amp;quot;Conclui-se, por isso, que os efeitos negativos identificados sobre o n&amp;iacute;vel de emprego n&amp;atilde;o resultam tanto do encerramento de empresas, mas antes da din&amp;acirc;mica de cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o e destrui&amp;ccedil;&amp;atilde;o de emprego por empresas que se mant&amp;ecirc;m em actividade.&amp;quot; E s&amp;atilde;o ainda mais incisivos. &amp;quot;Com base nos resultados obtidos, &amp;eacute; poss&amp;iacute;vel prever que o aumento imediato do SMN para &amp;euro;500, conforme acordado em 2006, originar&amp;aacute; uma diminui&amp;ccedil;&amp;atilde;o do emprego que variar&amp;aacute; entre -0.34% no cen&amp;aacute;rio de baixo aumento dos pre&amp;ccedil;os da produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o interna (1%) e -0.01% no cen&amp;aacute;rio de aumento dos pre&amp;ccedil;os alta (3%).&amp;quot;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Esta n&amp;atilde;o &amp;eacute;, contudo, a &amp;uacute;nica perspectiva sobre o tema. &lt;a target="_blank" href="http://iscte.pt/~rpme/RPM_2008_BMEP.pdf"&gt;Um paper escrito por Ricardo Paes Mamede&lt;/a&gt;, no Gabinete de Estrat&amp;eacute;gia e Estudos, do Minist&amp;eacute;rio da Economia, apresentava conclus&amp;otilde;es diferentes, argumentando que o acordo de Concerta&amp;ccedil;&amp;atilde;o Social para subir o sal&amp;aacute;rio m&amp;iacute;nimo representa apenas 0,13% do volume total de ganhos dos trabalhadores por conta de outrem a tempo integral. &amp;quot;O impacto relativamente modesto do acordo sobre a evolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o da RMMG [Remunera&amp;ccedil;&amp;atilde;o M&amp;iacute;nima Mensal Garantida] em termos de custos salariais refor&amp;ccedil;a a ideia de que o acordo alcan&amp;ccedil;ado poder&amp;aacute; estar a contribuir para diminuir a incid&amp;ecirc;ncia do fen&amp;oacute;meno dos &amp;#39;trabalhadores pobres&amp;#39; em Portugal, sem com isso p&amp;ocirc;r em risco o desempenho da economia portuguesa na sua globalidade. Tendo em conta que os sal&amp;aacute;rios s&amp;atilde;o apenas uma parcela dos custos totais das empresas, os efeitos globais do acordo para a competitividade do conjunto das empresas portuguesas em 2008 ser&amp;atilde;o provavelmente diminutos.&amp;quot;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Num &lt;a target="_blank" href="http://gemf.fe.uc.pt/workingpapers/pdf/2013/gemf_2013-08.pdf"&gt;outro estudo publicado pela Faculdade de Economia, da Universidade de Coimbra&lt;/a&gt;, e da autoria de John Addison, McKinley Blackburn e Chad Cotti, a conclus&amp;atilde;o &amp;eacute; que &amp;quot;mesmo durante uma recess&amp;atilde;o econ&amp;oacute;mica significativa, aumentos do sal&amp;aacute;rio m&amp;iacute;nimo n&amp;atilde;o parecem ter efeitos particularmente fortes na redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o do emprego no sector da economia mais prov&amp;aacute;vel de ser afectado pelo sal&amp;aacute;rio m&amp;iacute;nimo&amp;quot;. Contudo, para alguns grupos espec&amp;iacute;ficos, como os adolescentes,&amp;quot;sugere-se que o grande aumento do desemprego jovem durante a recess&amp;atilde;o &amp;eacute; pelo menos parcialmente explicado por um aumento paralelo do sal&amp;aacute;rio m&amp;iacute;nimo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Com algumas diferen&amp;ccedil;as, parece ser mais ou menos consensual que um aumento significativo do sal&amp;aacute;rio m&amp;iacute;nimo tem efeitos negativos sobre o emprego. Mas (e &amp;eacute; um &amp;quot;mas&amp;quot; decisivo), a literatura tamb&amp;eacute;m parece indiciar que esse impacto econ&amp;oacute;mico &amp;eacute; menos relevante do que muitas vezes parece. A partir da&amp;iacute;, a pondera&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; pol&amp;iacute;tica.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Actualmente, quase 600 mil portugueses recebem 485 euros por m&amp;ecirc;s (432 l&amp;iacute;quidos), o que representa 12,7% dos trabalhadores quando, em 2007, eram apenas 6%.&lt;/p&gt;&lt;div style="clear:both;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://comunidade.xl.pt/JNegocios/aggbug.aspx?PostID=72616" width="1" height="1"&gt;</description><category domain="http://comunidade.xl.pt/JNegocios/blogs/massamonetaria/archive/tags/Pontos+cr_26002300_237_3B00_ticos/default.aspx">Pontos cr&amp;#237;ticos</category></item><item><title>BCE e Portugal visto por alguns dos "bloggers" mais influentes do mundo</title><link>http://comunidade.xl.pt/JNegocios/blogs/massamonetaria/archive/2013/05/21/bce-e-portugal-visto-por-alguns-dos-melhores-bloggers-do-mundo.aspx</link><pubDate>Tue, 21 May 2013 15:37:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="false">34e15d2d-3e48-4f1b-ad6d-78e9292216db:71812</guid><dc:creator>Rui Peres Jorge</dc:creator><slash:comments>0</slash:comments><description>&lt;p&gt;&lt;a href="http://comunidade.xl.pt/JNegocios/cfs-file.ashx/__key/CommunityServer.Blogs.Components.WeblogFiles/massamonetaria/1780.Draghi_5F00_Gaspar_5F00_ok.jpg"&gt;&lt;img src="http://comunidade.xl.pt/JNegocios/resized-image.ashx/__size/550x0/__key/CommunityServer.Blogs.Components.WeblogFiles/massamonetaria/1780.Draghi_5F00_Gaspar_5F00_ok.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:xx-small;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:xx-small;"&gt;Mario Draghi, presidente do BCE e V&amp;iacute;tor Gaspar, ministro das Finan&amp;ccedil;as portugu&amp;ecirc;s Fonte: Bloomberg.&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;br /&gt;H&amp;aacute; um debate a decorrer na blogosesfera sobre Portugal e o BCE. Ou melhor:&amp;nbsp;sobre o&amp;nbsp;que &amp;eacute; que o BCE pode (deve) fazer pelo pequeno pa&amp;iacute;s da periferia. No debate est&amp;atilde;o Tyler Cowen (Marginal Revolution), Ryan Avent (Free Exchange - Economist), Karl Smith (Forbes) e Paul Krugman a fazer uma apari&amp;ccedil;&amp;atilde;o no final.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mas o que junta t&amp;atilde;o distintos &amp;quot;bloggers&amp;quot; em torno de Portugal e do BCE? A resposta est&amp;aacute; num dos maiores problemas da uni&amp;atilde;o monet&amp;aacute;ria, o que em &amp;ldquo;econom&amp;ecirc;s&amp;rdquo; ganhou o nome de &amp;ldquo;fragmenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o financeira da Zona Euro&amp;rdquo; ou de &amp;ldquo;trav&amp;atilde;o/problema no mecanismo de transmiss&amp;atilde;o da pol&amp;iacute;tica monet&amp;aacute;ria&amp;rdquo;. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Dito assim parece complicado mas &amp;eacute; na verdade relativamente simples: as taxas de juro em Portugal (e periferia da Zona Euro) continuam exageradamente elevadas apesar das decis&amp;otilde;es de cortes de juros adoptadas pelo BCE. Isto significa que o BCE &amp;eacute; mais autoridade monet&amp;aacute;ria da Europa &amp;ldquo;core&amp;rdquo; do que da Europa do Sul, visto na periferia onde n&amp;atilde;o consegue baixar os custos de financiamento mesmo para empresas e projectos saud&amp;aacute;veis. Isso significa muitas empresas e muitos empregos destru&amp;iacute;dos por uma inefici&amp;ecirc;ncia da uni&amp;atilde;o monet&amp;aacute;ria.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mas ser&amp;aacute; que o BCE n&amp;atilde;o consegue ou n&amp;atilde;o quer? &amp;Eacute; este o debate que vai quente.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;Eacute; certo que o BCE e Mario Draghi deram passos importantes para garantir a sobreviv&amp;ecirc;ncia do euro, merecendo destaque a ced&amp;ecirc;ncia ilimitada de liquidez aos bancos por prazos longos, a cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um mecanismo de compra de d&amp;iacute;vida p&amp;uacute;blica e a press&amp;atilde;o para a cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o de uma uni&amp;atilde;o banc&amp;aacute;ria que vai, aos poucos, fazendo o seu caminho &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mas podem desenvolvimento justificar a inac&amp;ccedil;&amp;atilde;o nos casos em que&amp;nbsp; existam mais instrumentos anti-crise dispon&amp;iacute;veis? E ser&amp;aacute; que existem?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ryan Avent, no &lt;a target="_blank" href="http://www.economist.com/blogs/freeexchange/2013/05/european-central-bank?fsrc=scn/tw_ec/broken_transmission_mechanisms"&gt;Free Exchange&lt;/a&gt;, abre o debate sugerindo que sim, que h&amp;aacute;&amp;nbsp; instrumentos que o BCE poderia utilizar, como o mecanismo de &amp;ldquo;empr&amp;eacute;stimos por cr&amp;eacute;dito concedido&amp;rdquo; adoptado&amp;nbsp; durante a crise no Reino Unido. Trata-se um mecanismo no qual o banco central aceita dos cr&amp;eacute;ditos que estes concederam &amp;agrave;s PME dando-lhes em troca activos com menos risco (por exemplo obriga&amp;ccedil;&amp;otilde;es) &amp;ndash; activos estes que os bancos, por sua vez, podem usar como colateral nos empr&amp;eacute;stimos que pedem ao banco central para financiar a economia&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Esta op&amp;ccedil;&amp;atilde;o, &amp;agrave; semelhan&amp;ccedil;a da compra&amp;nbsp;directa aos bancos de cr&amp;eacute;ditos concedidos a PMEs, s&amp;atilde;o varia&amp;ccedil;&amp;otilde;es do &amp;ldquo;quantitative easing&amp;rdquo; (al&amp;iacute;vio quantitativo, em tradu&amp;ccedil;&amp;atilde;o livre), um instrumento de pol&amp;iacute;tica monet&amp;aacute;ria que o BCE se tem recusado a utilizar, ao contr&amp;aacute;rio do que fizeram a Reserva Federal norte-americana (Fed) e o Banco de Inglaterra (BoE).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Este tipo de pol&amp;iacute;ticas visa:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;1)&amp;nbsp;Estimular uma economia quando as taxas de juro j&amp;aacute; n&amp;atilde;o podem baixar mais &amp;ndash; contornando a chamada armadilha da liquidez; e ou &lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;2)&amp;nbsp;Baixar as taxas de juro onde elas permanecem elevadas por problemas no mecanismo de transmiss&amp;atilde;o da pol&amp;iacute;tica monet&amp;aacute;ria;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os c&amp;eacute;pticos usam v&amp;aacute;rios argumentos contra o &amp;ldquo;quantitative easing&amp;rdquo; (QE):&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;ndash; Injectar mais dinheiro na economia gera infla&amp;ccedil;&amp;atilde;o sem estimular efectivamente o crescimento, atiram tipicamente os alem&amp;atilde;es;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;ndash; O BCE j&amp;aacute; fornece liquidez sem limites, diz por seu lado o BCE;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;ndash; Os problemas estruturais do Sul resultam de n&amp;iacute;veis de endividamento pouco saud&amp;aacute;veis nos sectores privado e p&amp;uacute;blico&amp;nbsp; e falta de reformas estruturais;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;ndash; As economias do Sul s&amp;atilde;o pouco competitivas e precisam &amp;eacute; de ajustar os sal&amp;aacute;rios nominais para ganharem competitividade e assim crescerem;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Tyler Cowen, do Marginal Revolution, est&amp;aacute; entre os c&amp;eacute;pticos e em &lt;a target="_blank" href="http://marginalrevolution.com/marginalrevolution/2013/05/does-the-eurozone-have-a-monetary-policy-transmission-mechanism-or-rather-a-liquidity-leak.html?utm_source=feedly&amp;amp;utm_medium=feed&amp;amp;utm_campaign=Feed%3A+marginalrevolution%2Ffeed+%28Marginal+Revolution%29"&gt;dois&lt;/a&gt; &lt;a target="_blank" href="http://marginalrevolution.com/marginalrevolution/2013/05/karl-smith-on-the-liquidity-leak.html"&gt;posts&lt;/a&gt;&amp;nbsp; exp&amp;otilde;e, com clareza, os problemas que o QE enfrenta, usando para isso Portugal como exemplo:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;P1) H&amp;aacute; um problema de risco moral na compra de activos: o banco central estaria a incentivar os bancos a emprestarem dinheiro mesmo que a projectos pouco v&amp;aacute;lidos;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;P2) Se o BCE injectar mais no Sul, os fundos limitar-se-&amp;atilde;o a &amp;ldquo;caminhar&amp;rdquo; novamente para o Norte, onde est&amp;atilde;o os investimentos e os bancos mais seguros;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;P3) Injectar mais dinheiro na economia da Zona Euro criar&amp;aacute; infla&amp;ccedil;&amp;atilde;o na Alemanha (e sal&amp;aacute;rios mais elevados) sem gerar muita mais procura por bens de Portugal, visto que Portugal e Alemanha n&amp;atilde;o competem em muitos mercados e a Alemanha n&amp;atilde;o compra assim tantos bens a Portugal;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&lt;em&gt;Uma chamada de aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o Luis Aguiar-Conraria&amp;nbsp;a uma partilha de Pedro Lains&amp;nbsp;nota que, entretanto,&amp;nbsp;Tyler Cowen &lt;/em&gt;&lt;a target="_blank" href="http://marginalrevolution.com/marginalrevolution/2013/05/on-recoveries-elasticities-and-portuguese-exports.html"&gt;&lt;em&gt;respondeu a Krugman&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; que havia contestado esta ideia.&amp;nbsp;Cowen alerta para a inexist&amp;ecirc;ncia de resultados definitivos&amp;nbsp;quanto ao impacto das taxas de c&amp;acirc;mbio&amp;nbsp;reais sobre as exporta&amp;ccedil;&amp;otilde;es e lembra que uma desvaloriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do euro&amp;nbsp;(motivada por infla&amp;ccedil;&amp;atilde;o mais forte na Alemanha) tamb&amp;eacute;m&amp;nbsp;aumenta a factura mais elevada&amp;nbsp;das importa&amp;ccedil;&amp;otilde;es:&amp;nbsp;a energia.&lt;/em&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;P4) A ac&amp;ccedil;&amp;atilde;o do BCE poder&amp;aacute; ajudar a resolver o diferencial de sal&amp;aacute;rios entre Portugal e a Alemanha, mas n&amp;atilde;o resolve os problemas banc&amp;aacute;rios do Sul: demasiado endividamento, falta de reformas estruturais;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;P5) Vender activos aos alem&amp;atilde;es criar&amp;aacute; problemas pol&amp;iacute;ticos graves a Sul;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Cowen recebeu respostas de Krugman, Avent e Karl Smith que tentamos organizar:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;1)&amp;nbsp;Mais infla&amp;ccedil;&amp;atilde;o (e sal&amp;aacute;rios mais altos) a Norte s&amp;atilde;o essenciais para o funcionamento regular da uni&amp;atilde;o monet&amp;aacute;ria &amp;ndash; esse &amp;eacute; um mecanismo central no reajuste de pre&amp;ccedil;os relativos (a alternativa &amp;eacute; o esfor&amp;ccedil;o de defla&amp;ccedil;&amp;atilde;o a Sul com n&amp;iacute;veis de desemprego catastr&amp;oacute;ficos), explica &lt;a target="_blank" href="http://www.forbes.com/sites/modeledbehavior/2013/05/17/the-ecbs-liquidity-leak/"&gt;Karl Smith&lt;/a&gt;. Mais dinheiro a Norte permitir&amp;aacute; aos agentes econ&amp;oacute;micos olhar com interesse para o Sul, comprar e investir a&amp;iacute;, complementa &lt;a target="_blank" href="http://www.economist.com/blogs/freeexchange/2013/05/euro-crisis-0?fsrc=rss"&gt;Avent&lt;/a&gt;; &lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;2)&amp;nbsp;A ideia de recusar mais activismo monet&amp;aacute;rio porque ele n&amp;atilde;o resolve todos os problemas do Sul &amp;eacute; considerada inaceit&amp;aacute;vel por Avent: n&amp;atilde;o resolve todos, mas resolve alguns e ajuda na situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o grave em que Portugal e outros pa&amp;iacute;ses se encontram e portanto deve ser usado, defende;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;3)&amp;nbsp;&lt;a target="_blank" href="http://krugman.blogs.nytimes.com/2013/05/20/german-wages-and-portuguese-competitiveness-a-bit-wonkish/"&gt;Krugman&lt;/a&gt;, por seu lado, diz que mais infla&amp;ccedil;&amp;atilde;o a Norte implica n&amp;atilde;o s&amp;oacute; mais procura e investimento da Alemanha no Sul. Implicaria tamb&amp;eacute;m um euro mais fraco que promoveria as exporta&amp;ccedil;&amp;otilde;es portuguesas para Alemanha (nos produtos que compitam com pa&amp;iacute;ses fora do euro), mas tamb&amp;eacute;m ajudaria &amp;agrave;s vendas directas para outros destinos fora da Zona Euro&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;4)&amp;nbsp;A ideia de&amp;nbsp; que, no Sul, se aceita melhor o desemprego do que a venda de activos a estrangeiros &amp;eacute; questionada por Avent;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;5)&amp;nbsp;Finalmente, argumentam Krugman e Avent, mais infla&amp;ccedil;&amp;atilde;o a Norte &amp;eacute;, nesta situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, uma obriga&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos pa&amp;iacute;ses do Norte da uni&amp;atilde;o monet&amp;aacute;ria. Este pode ser um projecto econ&amp;oacute;mico mas tamb&amp;eacute;m &amp;eacute;, em grande medida, um projecto pol&amp;iacute;tico com obriga&amp;ccedil;&amp;otilde;es dos v&amp;aacute;rios lados nos momentos dif&amp;iacute;ceis.&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&lt;em&gt;&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&lt;em&gt;Tyler Cowen&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;a target="_blank" href="http://marginalrevolution.com/marginalrevolution/2013/05/on-recoveries-elasticities-and-portuguese-exports.html"&gt;&lt;em&gt;contesta&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;&amp;nbsp;esta argumenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o moral sobre&amp;nbsp;quest&amp;otilde;es econ&amp;oacute;micas. Antes de chegar a&amp;iacute;, defende,&amp;nbsp;o que importa &amp;eacute; estabelecer&amp;nbsp;um consenso sobre quais os reais impactos em Portugal de mais infla&amp;ccedil;&amp;atilde;o na Alemanha.&lt;/em&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A concentra&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos argumentos em torno das press&amp;otilde;es inflacionistas&amp;nbsp; resulta da import&amp;acirc;ncia das din&amp;acirc;micas macroecon&amp;oacute;micas para resolver os problemas do euro, mas reflecte tamb&amp;eacute;m o papel central da Alemanha e da sua avers&amp;atilde;o &amp;agrave; infla&amp;ccedil;&amp;atilde;o na hesita&amp;ccedil;&amp;atilde;o que o BCE demonstra em adoptar uma pol&amp;iacute;tica monet&amp;aacute;ria mais agressiva. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Paralelamente valeria a pena debater mais profundamente a efic&amp;aacute;cia destes instrumentos a baixar os juros na periferia e qual o risco para o BCE de embarcar por este caminho. A Alemanha, o BCE e outros duvidam. Fed e BoE, com desempregos bem mais baixos, acham que faz sentido.&lt;/p&gt;&lt;div style="clear:both;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://comunidade.xl.pt/JNegocios/aggbug.aspx?PostID=71812" width="1" height="1"&gt;</description><category domain="http://comunidade.xl.pt/JNegocios/blogs/massamonetaria/archive/tags/Pontos+cr_26002300_237_3B00_ticos/default.aspx">Pontos cr&amp;#237;ticos</category></item><item><title>Abenomics vai salvar o Japão?</title><link>http://comunidade.xl.pt/JNegocios/blogs/massamonetaria/archive/2013/05/17/abenomics-vai-salvar-o-jap-227-o.aspx</link><pubDate>Fri, 17 May 2013 12:08:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="false">34e15d2d-3e48-4f1b-ad6d-78e9292216db:70766</guid><dc:creator>Rui Peres Jorge</dc:creator><slash:comments>1</slash:comments><description>&lt;p&gt;&lt;a href="http://comunidade.xl.pt/JNegocios/cfs-file.ashx/__key/CommunityServer.Blogs.Components.WeblogFiles/massamonetaria/7041.Abe.jpg"&gt;&lt;img src="http://comunidade.xl.pt/JNegocios/resized-image.ashx/__size/550x0/__key/CommunityServer.Blogs.Components.WeblogFiles/massamonetaria/7041.Abe.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:xx-small;"&gt;Shinzo Abe, o primeiro-ministro japon&amp;ecirc;s esta semana em T&amp;oacute;quio &lt;strong&gt;Fonte:&lt;/strong&gt; Kiyoshi Ota/Bloomberg&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O primeiro ministro japon&amp;ecirc;s que entrou em fun&amp;ccedil;&amp;otilde;es em Dezembro elegeu como objectivo acabar com a defla&amp;ccedil;&amp;atilde;o e retirar o Pa&amp;iacute;s da profunda crise que atravessa. Para isso decidiu usar todos os instrumentos dispon&amp;iacute;veis num plano que j&amp;aacute; foi baptizado por &amp;ldquo;Abenomics&amp;rdquo; e que inclui um plano de investimento p&amp;uacute;blico (100 mil milh&amp;otilde;es de euros), uma pol&amp;iacute;tica monet&amp;aacute;ria agressiva, e um plano de desenvolvimento industrial baseado em tecnologia &amp;ndash; que dever&amp;aacute; apresentar hoje, &lt;a target="_blank" href="http://www.bloomberg.com/news/2013-05-17/abe-s-growth-strategy-to-support-investment-in-japan-technology.html"&gt;escreve a Bloomberg&lt;/a&gt;. Com Abe no poder, o iene desvalorizou e a bolsa disparou; as exporta&amp;ccedil;&amp;otilde;es subiram e o consumo tamb&amp;eacute;m. No entanto, o investimento ainda n&amp;atilde;o chegou para suportar a retoma e a defla&amp;ccedil;&amp;atilde;o continua. A &amp;ldquo;Abenomics&amp;rdquo; est&amp;aacute; no palco medi&amp;aacute;tico internacional e ocupa um espa&amp;ccedil;o de destaque no &amp;ldquo;Estamos a Ler&amp;rdquo; de hoje:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;br /&gt;2. &lt;a target="_blank" href="http://www.economist.com/news/leaders/21578044-shinzo-abe-has-vision-prosperous-and-patriotic-japan-economics-looks-better"&gt;Abe&amp;rsquo;s master plan&lt;/a&gt;. A The Economist faz o balan&amp;ccedil;o dos cinco meses do plano de Abe baseado&amp;nbsp;em forte&amp;nbsp;est&amp;iacute;mulo econ&amp;oacute;mico e numa mensagem nacionalista. &amp;ldquo;A pol&amp;iacute;tica econ&amp;oacute;mica parece melhor que o nacionalismo&amp;rdquo;, l&amp;ecirc;-se na edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o desta semana.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;3. &lt;a target="_blank" href="http://economia.elpais.com/economia/2013/05/16/actualidad/1368691631_726779.html"&gt;El experimento japon&amp;eacute;s dispara el PIB&lt;/a&gt;. O El Pa&amp;iacute;s tamb&amp;eacute;m d&amp;aacute; a sua vers&amp;atilde;o da experi&amp;ecirc;ncia japonesa, considerando que, por enquanto, oferece um balan&amp;ccedil;o misto.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;4. Consumers put at the heart into Japan growth. O Financial Times&amp;nbsp;descreve a evolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o da economia japonesa, que cresce hoje ao ritmo mais r&amp;aacute;pido entre as sete maiores economias do mundo, mas continua em defla&amp;ccedil;&amp;atilde;o e com falta de investimento.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;5. &lt;a target="_blank" href="http://fatasmihov.blogspot.pt/2013/05/the-myth-of-liquidity-and-bubbles-in.html"&gt;The myth of liquidity and bubbles in financial markets&lt;/a&gt;. Antonio Fatas faz uma critica &amp;agrave; an&amp;aacute;lise de Gillian Teett no FT sobre a asser&amp;ccedil;&amp;atilde;o de que a subida das bolsas se deve &amp;agrave; imensa liquidez injecta pelos bancos centrais.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;br /&gt;6. &lt;a target="_blank" href="http://www.reuters.com/article/2013/05/17/us-ecb-banks-support-idUSBRE94G05020130517"&gt;ECB eyes supervisor role to squeeze weak banks&lt;/a&gt;. A Reuters analisa a forma como o BCE poder&amp;aacute; usar a nova informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o sobre a sa&amp;uacute;de dos bancos para pressionar os bancos mais fracos e limitar o apoio que concede via politica monet&amp;aacute;ria.&lt;/p&gt;&lt;div style="clear:both;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://comunidade.xl.pt/JNegocios/aggbug.aspx?PostID=70766" width="1" height="1"&gt;</description><category domain="http://comunidade.xl.pt/JNegocios/blogs/massamonetaria/archive/tags/Estamos+a+Ler/default.aspx">Estamos a Ler</category></item><item><title>Portugal precisa com urgência de investimento e de exportar</title><link>http://comunidade.xl.pt/JNegocios/blogs/massamonetaria/archive/2013/05/15/portugal-precisa-com-urg-234-ncia-de-exporta-231-245-es-e-ide.aspx</link><pubDate>Wed, 15 May 2013 14:33:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="false">34e15d2d-3e48-4f1b-ad6d-78e9292216db:70403</guid><dc:creator>Rui Peres Jorge</dc:creator><slash:comments>0</slash:comments><description>&lt;p&gt;&lt;a target="_blank" href="http://www.jornaldenegocios.pt/economia/conjuntura/detalhe/economia_portuguesa_registra_contraccao_homologa_de_39_no_primeiro_trimestre.html"&gt;Economia portuguesa contrai 3,9%&lt;/a&gt;.&amp;nbsp;Paula Carvalho do BPI diz que os dados divulgados hoje pelo BPI&amp;nbsp;n&amp;atilde;o trazem grandes surpresas, mas considera que os &amp;ldquo;detalhes s&amp;atilde;o pouco favor&amp;aacute;veis&amp;rdquo;, avisando para os riscos que resultam da continua da queda do investimento. Rui Bernardes Serra, do Montepio, tamb&amp;eacute;m sublinha a queda do investimento e&amp;nbsp;sublinha&amp;nbsp;que &amp;ldquo;o actual per&amp;iacute;odo de recess&amp;atilde;o j&amp;aacute; dura h&amp;aacute; 10 trimestres, encontrando-se o PIB no n&amp;iacute;vel mais baixo desde o 2&amp;ordm;T2000&amp;rdquo;. Filipe Garcia, da IMF considera que&amp;nbsp;&amp;ldquo;a economia portuguesa s&amp;oacute; poder&amp;aacute; voltar ao crescimento perante uma evolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o extraordinariamente positiva do com&amp;eacute;rcio externo&amp;rdquo;. A import&amp;acirc;ncia da frente externa &amp;eacute; igualmente evidenciada pela equipa do NECEP, da Universidade Cat&amp;oacute;lica, que perante os dados conhecidos at&amp;eacute; agora, faz a an&amp;aacute;lise mais positiva: &amp;ldquo;O NECEP acredita que o resultado do 1&amp;ordm;T2013 pode reflectir efectivamente uma melhoria relativa do desempenho econ&amp;oacute;mico&amp;rdquo;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:x-small;"&gt;&lt;i&gt;Nota do editor: No &amp;quot;Reac&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos Economistas&amp;quot; pode ler, sem edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Neg&amp;oacute;cios, a an&amp;aacute;lise aos principais indicadores econ&amp;oacute;micos pelos gabinetes de estudos do Montepio, Millennium bcp, BPI, NECEP (Universidade Cat&amp;oacute;lica) e IMF,&amp;nbsp;isto sem preju&amp;iacute;zo de outras contribui&amp;ccedil;&amp;otilde;es menos regulares. Esta &amp;eacute; parte da &amp;quot;mat&amp;eacute;ria-prima&amp;quot; com que o Neg&amp;oacute;cios trabalha e que agora fica tamb&amp;eacute;m ao seu dispor.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;N&amp;uacute;cleo de Estudos de Conjuntura sobre a Economia Portuguesa (NECEP) da Universidade Cat&amp;oacute;lica&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;1.&amp;nbsp;No 1&amp;ordm; trimestre de 2013 (1&amp;ordm;T2013), a economia portuguesa registou uma quebra de 0,3% face ao trimestre anterior e uma contra&amp;ccedil;&amp;atilde;o hom&amp;oacute;loga de 3,9% (-1,8% e -3,8%, respetivamente, no 4&amp;ordm;T2012). Este &amp;eacute; o d&amp;eacute;cimo trimestre consecutivo de decl&amp;iacute;nio do PIB, que apresenta uma quebra acumulada neste per&amp;iacute;odo de 7,3%.&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;2.&amp;nbsp;A quebra em cadeia de 0,3% registada no 1&amp;ordm;T2013 representa uma melhoria evidente face aos &amp;uacute;ltimos trimestres. Contudo, este valor ter&amp;aacute; beneficiado de um efeito base positivo decorrente da fort&amp;iacute;ssima quebra do PIB no trimestre anterior (contra&amp;ccedil;&amp;atilde;o de 1,8% em cadeia), explic&amp;aacute;vel apenas por fatores pontuais ou n&amp;atilde;o recorrentes. Conv&amp;eacute;m notar que houve efeitos de calend&amp;aacute;rio e meteorol&amp;oacute;gicos que tiveram uma influ&amp;ecirc;ncia oposta. Em especial, foi not&amp;oacute;rio o impacto adverso que as condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es climat&amp;eacute;ricas tiveram na constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&lt;br /&gt;3. Com base nos indicadores dispon&amp;iacute;veis, o NECEP acredita que o resultado do 1&amp;ordm;T2013 pode refletir efetivamente uma melhoria relativa do desempenho econ&amp;oacute;mico, ainda que este continue muito dependente do comportamento da economia europeia, que registou nova contra&amp;ccedil;&amp;atilde;o no in&amp;iacute;cio do ano&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Paula Carvalho - Departamento de Estudos do Banco BPI&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;1. O comportamento da economia portuguesa nos primeiros tr&amp;ecirc;s meses do ano esteve em linha com as expectativas, registando-se apenas um ligeiro agravamento da taxa de varia&amp;ccedil;&amp;atilde;o hom&amp;oacute;loga por compara&amp;ccedil;&amp;atilde;o com o trimestre anterior. Mas os pormenores adiantados pelo INE suscitam alguma preocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;ndash; Por um lado, o aumento da queda das importa&amp;ccedil;&amp;otilde;es &amp;eacute; o principal factor citado para o refor&amp;ccedil;o do contributo favor&amp;aacute;vel das exporta&amp;ccedil;&amp;otilde;es l&amp;iacute;quidas. O que sugere que as exporta&amp;ccedil;&amp;otilde;es poder&amp;atilde;o ter mantido uma performance menos boa, em linha com a informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o nominal.&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;ndash; Um segundo aspecto, a maior queda do investimento, num contexto em que a forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o l&amp;iacute;quida de capital j&amp;aacute; &amp;eacute; negativa e o peso do Investimento no PIB se situa entre os mais baixos dos pa&amp;iacute;ses da OCDE (cerca de 18%). Sugerindo que esta vari&amp;aacute;vel merece ser olhada com algum cuidado e detalhe. Sugere tamb&amp;eacute;m a necessidade de promover a atrac&amp;atilde;o de investimento estrangeiro e de fomentar o investimento dom&amp;eacute;stico. De prefer&amp;ecirc;ncia, investimento produtivo e em sectores e actividades transaccion&amp;aacute;veis. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Filipe Garcia &amp;ndash; Informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Mercados Financeiros&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;1.&amp;nbsp;A divulga&amp;ccedil;&amp;atilde;o de mais uma taxa de crescimento negativa em cadeia do PIB n&amp;atilde;o pode surpreender ningu&amp;eacute;m, tendo em conta a traject&amp;oacute;ria dos &amp;uacute;ltimos anos da economia portuguesa bem como a evolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o da envolvente externa.&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;2.&amp;nbsp;Apesar de -0.3% ser melhor do que o esperado e comparar com -1.8% no trimestre anterior, n&amp;atilde;o se pode ainda dizer que a recess&amp;atilde;o esteja a abrandar. A varia&amp;ccedil;&amp;atilde;o hom&amp;oacute;loga do PIB continua a agravar-se, o que acontece pelo quarto trimestre consecutivo.&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;3.&amp;nbsp;Tamb&amp;eacute;m n&amp;atilde;o constitui surpresa que seja a procura interna a contribuir de forma mais negativa para o crescimento do produto, mas o facto de ser o investimento em constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o a destacar-se mostra bem a import&amp;acirc;ncia deste sector e, eventualmente, os excessos das &amp;uacute;ltimas d&amp;eacute;cadas.&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;4.&amp;nbsp;Naturalmente, para que o processo de converg&amp;ecirc;ncia or&amp;ccedil;amental acordado tenha alguma hip&amp;oacute;tese de ter sucesso, ser&amp;aacute; necess&amp;aacute;rio que a economia portuguesa estabilize em termos de queda do produto. Os n&amp;uacute;meros do INE confirmam o que todos observam &amp;ndash; essa estabiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o ainda n&amp;atilde;o ocorreu. Desta forma, o cumprimento dos objectivos, econ&amp;oacute;micos e financeiros, ser&amp;aacute; consecutivamente adiado at&amp;eacute; que o produto comece a crescer.&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;5.&amp;nbsp;A economia portuguesa s&amp;oacute; poder&amp;aacute; voltar ao crescimento perante uma evolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o extraordinariamente positiva do com&amp;eacute;rcio externo &amp;ndash; que se afigura dif&amp;iacute;cil tendo em conta a situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o econ&amp;oacute;mica dos parceiros comerciais &amp;ndash; ou atrav&amp;eacute;s de algum tipo de incentivo &amp;agrave; procura interna, algo que o OE 2013 n&amp;atilde;o parece promover, pelo contr&amp;aacute;rio.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Rui Bernardes Serra &amp;ndash; Departamento de Estudos do Montepio&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;1.&amp;nbsp;A estimativa preliminar do INE para o Produto Interno Bruto (PIB) de Portugal no 1&amp;ordm;T2013 apontou para uma descida de 0.3%, em linha com a mediana das proje&amp;ccedil;&amp;otilde;es das institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es contactadas pela Bloomberg (-0.3%) e com aquelas que eram as nossas perspetivas antes de terem sido conhecidos os dados de mar&amp;ccedil;o da balan&amp;ccedil;a comercial no passado dia 10 de maio, sendo que desde ent&amp;atilde;o apont&amp;aacute;vamos para uma queda de 0.1%, embora esta descida de 0.3% se enquadre perfeitamente no nosso intervalo de previs&amp;atilde;o, j&amp;aacute; que o erro padr&amp;atilde;o do nosso modelo &amp;eacute; de 0.5 p.p..&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;2.&amp;nbsp;Trata-se de um significativo abrandamento do ritmo de contra&amp;ccedil;&amp;atilde;o, sendo inclusivamente a menor descida desde o 1&amp;ordm;T2012 (+0.1%), depois de no 4&amp;ordm;T2012 a economia ter ca&amp;iacute;do 1.8%, a maior queda desde o 1&amp;ordm;T2009, quando a economia mundial se encontrava na Grande Recess&amp;atilde;o. De resto, tamb&amp;eacute;m a contra&amp;ccedil;&amp;atilde;o de 0.6% observada no 4&amp;ordm;T2012 no conjunto da Zona Euro foi a maior desde aquele trimestre.&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;3.&amp;nbsp;O atual per&amp;iacute;odo de recess&amp;atilde;o j&amp;aacute; dura h&amp;aacute; 10 trimestres, encontrando-se o PIB no n&amp;iacute;vel mais baixo desde o 2&amp;ordm;T2000. No ano de 2012 registou-se simultaneamente a menor (-0.1% no 1&amp;ordm;T2012) e a maior contra&amp;ccedil;&amp;atilde;o trimestral durante esta recess&amp;atilde;o. Note-se que o PIB portugu&amp;ecirc;s &amp;eacute; particularmente vol&amp;aacute;til, sendo que a m&amp;eacute;dia m&amp;oacute;vel de 4 trimestres revelou uma contra&amp;ccedil;&amp;atilde;o de 1.0% face ao ano m&amp;oacute;vel terminado no 4&amp;ordm;T2012 (i.e. o ano de 2012), a maior desde o 1&amp;ordm;T2009 e a 9&amp;ordf; consecutiva, com o ritmo de contra&amp;ccedil;&amp;atilde;o a intensificar-se nos &amp;uacute;ltimos 4 trimestres.&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;4.&amp;nbsp;Em termos de comportamento em cadeia, apesar de com esta estimativa inicial o INE ainda n&amp;atilde;o divulgar dados em detalhe do PIB, face a este resultado, continuamos a considerar que, na &amp;oacute;tica da despesa, os dados da balan&amp;ccedil;a comercial de bens e servi&amp;ccedil;os (ainda com o registo de mar&amp;ccedil;o indispon&amp;iacute;vel para a balan&amp;ccedil;a de servi&amp;ccedil;os) sugerem um contributo positivo das exporta&amp;ccedil;&amp;otilde;es l&amp;iacute;quidas para o crescimento do PIB (depois de dois trimestres a penalizar), refletindo um acr&amp;eacute;scimo das exporta&amp;ccedil;&amp;otilde;es e uma queda das importa&amp;ccedil;&amp;otilde;es. A atividade no 1&amp;ordm;T2013 ter&amp;aacute; sido somente penalizada pelo investimento &amp;ndash; tanto ao n&amp;iacute;vel do investimento em capital fixo (FBCF), que ter&amp;aacute; registado uma nova queda (se bem que em desagravamento), como da varia&amp;ccedil;&amp;atilde;o de exist&amp;ecirc;ncias, que ter&amp;aacute; revertido o forte contributo positivo do trimestre anterior &amp;ndash;, com o consumo p&amp;uacute;blico a dever evidenciar um contributo sensivelmente nulo e com o consumo privado a regressar aos crescimentos, provavelmente crescendo um pouco menos do que o que esper&amp;aacute;vamos (admite-se que grande parte do nosso erro de previs&amp;atilde;o para o crescimento do PIB possa ter resultado precisamente das estimativas mais otimistas para esta vari&amp;aacute;vel).&amp;nbsp; &lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;5.&amp;nbsp;Relativamente &amp;agrave; &amp;oacute;tica da oferta, para o desagravamento da queda em cadeia do PIB no 1&amp;ordm;T2013 ter&amp;aacute; sido decisivo o comportamento do setor industrial, que ter&amp;aacute; regressado aos crescimentos, ao passo que os servi&amp;ccedil;os e a constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o ter&amp;atilde;o permanecido em contra&amp;ccedil;&amp;atilde;o, se bem que, em ambos os casos, em desagravamento. Para o conjunto do ano de 2013, continuamos a apontar para uma queda do PIB de 2.3%, embora com alguns riscos descendentes, sobretudo devido ao impacto das novas medidas de austeridade que ser&amp;atilde;o implementadas a partir de 2014 (e que somente n&amp;atilde;o prolongar&amp;atilde;o a recess&amp;atilde;o da economia portuguesa no pr&amp;oacute;ximo ano porque se espera uma recupera&amp;ccedil;&amp;atilde;o da economia europeia). Riscos associados quer ao impacto j&amp;aacute; este ano das medidas que ser&amp;atilde;o anunciadas em sede de OE-2014, quer de eventuais novas medidas anunciadas em sede do retificativo do OE-2013.&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;6.&amp;nbsp;Na realidade refira-se que a previs&amp;atilde;o de uma queda de 2.3% requer alguma recupera&amp;ccedil;&amp;atilde;o da atividade no 2&amp;ordm; semestre deste ano. Em todo o caso, em 2014 a economia dever&amp;aacute; crescer menos do que o previsto pelo Governo e pela troika (+0.6%), devendo crescer apenas entre 0.0% e 0.5%, relativamente em linha com a simula&amp;ccedil;&amp;atilde;o efetuada pelo Banco de Portugal no seu Boletim Econ&amp;oacute;mico de Primavera, que, para al&amp;eacute;m do cen&amp;aacute;rio central com as medidas legislativas aprovadas (+1.1%), efetuou uma simula&amp;ccedil;&amp;atilde;o com base em cortes adicionais na despesa equivalentes a 1.5% do PIB, apontando ent&amp;atilde;o para um crescimento do PIB de apenas 0.3%.&lt;/p&gt;&lt;div style="clear:both;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://comunidade.xl.pt/JNegocios/aggbug.aspx?PostID=70403" width="1" height="1"&gt;</description><category domain="http://comunidade.xl.pt/JNegocios/blogs/massamonetaria/archive/tags/Reac_26002300_231_3B0026002300_227_3B00_o+dos+Economistas/default.aspx">Reac&amp;#231;&amp;#227;o dos Economistas</category></item><item><title>Inflação volta a cair</title><link>http://comunidade.xl.pt/JNegocios/blogs/massamonetaria/archive/2013/05/13/infla-231-227-o-volta-a-cair.aspx</link><pubDate>Mon, 13 May 2013 18:03:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="false">34e15d2d-3e48-4f1b-ad6d-78e9292216db:70082</guid><dc:creator>Rui Peres Jorge</dc:creator><slash:comments>2</slash:comments><description>&lt;p&gt;&lt;a target="_blank" href="http://www.jornaldenegocios.pt/economia/conjuntura/detalhe/inflacao_homologa_recua_para_02_em_abril.html"&gt;Infla&amp;ccedil;&amp;atilde;o recua para 0,2% em Abril&lt;/a&gt;.&amp;nbsp;Jos&amp;eacute; Miguel Moreira, do Montepio, diz que&amp;nbsp;os primeiros dado do&amp;nbsp;ano&amp;nbsp;sinalizam que as press&amp;otilde;es inflacionistas de 2012 foram tempor&amp;aacute;rias e aponta para uma infla&amp;ccedil;&amp;atilde;o m&amp;eacute;dia deste ano&amp;nbsp;nos 0,7%.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;span style="font-size:x-small;"&gt;&lt;i&gt;&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:x-small;"&gt;&lt;i&gt;&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:x-small;"&gt;&lt;i&gt;Nota do editor: No &amp;quot;Reac&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos Economistas&amp;quot; pode ler, sem edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Neg&amp;oacute;cios, a an&amp;aacute;lise aos principais indicadores econ&amp;oacute;micos pelos gabinetes de estudos do Montepio, Millennium bcp, BPI, NECEP (Universidade Cat&amp;oacute;lica) e IMF,&amp;nbsp;isto sem preju&amp;iacute;zo de outras contribui&amp;ccedil;&amp;otilde;es menos regulares. Esta &amp;eacute; parte da &amp;quot;mat&amp;eacute;ria-prima&amp;quot; com que o Neg&amp;oacute;cios trabalha e que agora fica tamb&amp;eacute;m ao seu dispor.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Jos&amp;eacute; Miguel Moreira &amp;ndash; Departamento de Estudos do Montepio&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&lt;strong&gt;1. Infla&amp;ccedil;&amp;atilde;o hom&amp;oacute;loga (IPC) desceu em abril de 0.5% para 0.2%, retomando a tend&amp;ecirc;ncia de queda que vem a evidenciar desde novembro de 2011 e aproximando-se dos m&amp;iacute;nimos desde dez-09 registados em fevereiro (0.0%).&lt;/strong&gt;&amp;nbsp; A infla&amp;ccedil;&amp;atilde;o, medida pela varia&amp;ccedil;&amp;atilde;o hom&amp;oacute;loga do IPC, registou um crescimento hom&amp;oacute;logo de 0.2%, inferior ao esperado pelo consenso da Bloomberg (+0.4%) e ao valor observado no m&amp;ecirc;s anterior (+0.5%), representando um regresso &amp;agrave; tend&amp;ecirc;ncia descendente que o indicador vem a evidenciar desde novembro de 2011 e aproximando-se dos m&amp;iacute;nimos desde dezembro de 2009 observados em fevereiro, quando estabilizou. Em termos mensais, o IPC , o que compara com a varia&amp;ccedil;&amp;atilde;o de 1.7% registada no m&amp;ecirc;s anterior e de 0.3% no m&amp;ecirc;s hom&amp;oacute;logo do ano anterior. &lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&lt;strong&gt;2. A taxa de varia&amp;ccedil;&amp;atilde;o hom&amp;oacute;loga do IPC core foi de 0.3%, id&amp;ecirc;ntica &amp;agrave; do m&amp;ecirc;s anterior e passando a estar num n&amp;iacute;vel ligeiramente superior ao do IPC geral (+0.2%).&lt;/strong&gt; O diferencial entre a taxa de varia&amp;ccedil;&amp;atilde;o hom&amp;oacute;loga deste indicador e a do IPC passou assim a ser marginalmente positivo, depois de mais de 3 anos (40 meses) a apresentar valores negativos, evidenciando que as press&amp;otilde;es inflacionistas advinham, em parte, dos pre&amp;ccedil;os da energia, mas com a infla&amp;ccedil;&amp;atilde;o core a tamb&amp;eacute;m n&amp;atilde;o ter estado imune &amp;agrave;s altera&amp;ccedil;&amp;otilde;es fiscais que foram sendo efetuadas desde meados de 2010. &lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&lt;strong&gt;3. Estes primeiros dados do ano para a infla&amp;ccedil;&amp;atilde;o continuam a confirmar as nossas perspetivas, de que as anteriores press&amp;otilde;es inflacionistas assumiam um car&amp;aacute;cter largamente tempor&amp;aacute;rio&lt;/strong&gt;. Assim, prevemos que a dissipa&amp;ccedil;&amp;atilde;o desses efeitos tempor&amp;aacute;rios ao longo do presente ano, em conjuga&amp;ccedil;&amp;atilde;o com uma descida do pre&amp;ccedil;o m&amp;eacute;dio anual do petr&amp;oacute;leo, um crescimento relativamente moderado dos pre&amp;ccedil;os de importa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de bens n&amp;atilde;o energ&amp;eacute;ticos, a manuten&amp;ccedil;&amp;atilde;o de uma forte modera&amp;ccedil;&amp;atilde;o salarial se traduzam numa redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o da infla&amp;ccedil;&amp;atilde;o (medida pela varia&amp;ccedil;&amp;atilde;o hom&amp;oacute;loga do IHPC) em 2013 para cerca de 0.7%, um valor que &amp;eacute; o 2&amp;ordm; mais baixo desde que existem registos, apenas superado pela queda de 0.9% registada em 2009, depois do colapso dos pre&amp;ccedil;os do petr&amp;oacute;leo. &lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&lt;strong&gt;4. Note-se que em 2012 a infla&amp;ccedil;&amp;atilde;o j&amp;aacute; abrandou dos 3.6% observados em 2011 para 2.8%, todavia continuando ainda acima da m&amp;eacute;dia da Zona Euro&lt;/strong&gt; &amp;ndash; refletindo, essencialmente, o impacto de altera&amp;ccedil;&amp;otilde;es da tributa&amp;ccedil;&amp;atilde;o indireta e de pre&amp;ccedil;os condicionados por procedimentos de natureza administrativa em 2011 e 2012, no contexto das medidas de consolida&amp;ccedil;&amp;atilde;o inclu&amp;iacute;das programa de ajustamento econ&amp;oacute;mico e financeiro (PAEF) acordado com a troika.&lt;/p&gt;&lt;div style="clear:both;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://comunidade.xl.pt/JNegocios/aggbug.aspx?PostID=70082" width="1" height="1"&gt;</description><category domain="http://comunidade.xl.pt/JNegocios/blogs/massamonetaria/archive/tags/Reac_26002300_231_3B0026002300_227_3B00_o+dos+Economistas/default.aspx">Reac&amp;#231;&amp;#227;o dos Economistas</category></item><item><title>Gastos com pensões explicam estagnação portuguesa?</title><link>http://comunidade.xl.pt/JNegocios/blogs/massamonetaria/archive/2013/05/09/gastos-com-pens-245-es-explicam-estagna-231-227-o-portuguesa.aspx</link><pubDate>Thu, 09 May 2013 19:28:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="false">34e15d2d-3e48-4f1b-ad6d-78e9292216db:69299</guid><dc:creator>Rui Peres Jorge</dc:creator><slash:comments>7</slash:comments><description>&lt;p&gt;&lt;a href="http://comunidade.xl.pt/JNegocios/cfs-file.ashx/__key/CommunityServer.Blogs.Components.WeblogFiles/massamonetaria/5127.OLD-AGE_5F00_OK.jpg"&gt;&lt;img src="http://comunidade.xl.pt/JNegocios/resized-image.ashx/__size/550x0/__key/CommunityServer.Blogs.Components.WeblogFiles/massamonetaria/5127.OLD-AGE_5F00_OK.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:xx-small;"&gt;Fonte:&amp;nbsp;Yuriko Nakao/Bloomberg&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Esque&amp;ccedil;a a concorr&amp;ecirc;ncia da China, o mercado de trabalho muito r&amp;iacute;gido ou os gastos p&amp;uacute;blicos discricion&amp;aacute;rios. A explica&amp;ccedil;&amp;atilde;o para a estagna&amp;ccedil;&amp;atilde;o da economia portuguesa est&amp;aacute; nos gastos com pens&amp;otilde;es &amp;ndash; com grandes responsabilidades para os governos de Cavaco Silva &amp;ndash; e no mau trabalho desempenhado pelos bancos na primeira d&amp;eacute;cada da moeda &amp;uacute;nica &amp;ndash; que canalizaram o enorme fluxo de recursos financeiros que chegou a Portugal com o euro para os sectores menos produtivos. Esta &amp;eacute; a conclus&amp;atilde;o de Ricardo Reis, economista e professor na Universidade de Columbia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em &amp;ldquo;&lt;a target="_blank" href="http://www.brookings.edu/~/media/Projects/BPEA/Spring%202013/2013a_reis.pdf"&gt;The Portuguese Slump-Crash and the Euro crisis&lt;/a&gt;&amp;rdquo;, artigo citado por V&amp;iacute;tor Gaspar nas suas apresenta&amp;ccedil;&amp;otilde;es e que, depois de apresentado no &lt;a target="_blank" href="http://www.brookings.edu/"&gt;Brookings&lt;/a&gt;, est&amp;aacute; no &lt;a target="_blank" href="http://www.irisheconomy.ie/index.php/2013/03/21/spring-2013-brookings-panel-on-economic-activity/"&gt;menu internacional&lt;/a&gt; dos artigos sobre a crise portuguesa, Ricardo Reis analisa a d&amp;eacute;cada perdida iniciada em 2000. As suas conclus&amp;otilde;es interessam para o debate sobre a sa&amp;iacute;da da crise. As duas &amp;aacute;reas que identifica como problem&amp;aacute;ticas est&amp;atilde;o no centro da receita de ajustamento da troika e do Governo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;br /&gt;A tese de Ricardo Reis &amp;eacute; a de que, por um lado, os bancos canalizaram o fluxo de dinheiro que chegou a rodos com a entreda no euro para ind&amp;uacute;strias&amp;nbsp;com baixa produtividade&amp;nbsp;de sectores n&amp;atilde;o transaccion&amp;aacute;veis, com destaque para servi&amp;ccedil;os como a educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o&amp;nbsp;ou o com&amp;eacute;rcio.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&lt;em&gt;Portugal went through a sharp increase in capital inows from 2000 onwards. Whereas these led to a boom elsewhere, in Portugal they triggered a slump. I argued that this was due to two factors. First, underdeveloped credit markets in Portugal implied that most of the capital inows went to fund unproductive firms in the non-tradable sector. This causes productivity to fall and the real exchange rate to appreciate, and it took resources away from the tradables sector.&lt;/em&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O economista n&amp;atilde;o explica o que levou os bancos a esta escolha sem sentido econ&amp;oacute;mico. Pode ser que os bancos, em vez de estarem ao servi&amp;ccedil;o da economia, tenham estado ao servi&amp;ccedil;o de sectores pouco produtivos. Reis chama-lhe &amp;ldquo;mercado de cr&amp;eacute;dito subdesenvolvido&amp;rdquo;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mas um segundo factor central para a estagna&amp;ccedil;&amp;atilde;o foi o aumento da carga fiscal na economia portuguesa para fazer face &amp;agrave;s despesas com pens&amp;otilde;es. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&lt;em&gt;Second, because of generous past promises on old age pensions, the Portuguese government continuously raised taxes between 2000 and 2007. This discouraged work, and combined with the mis-allocation of resources, produced a slump&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;br /&gt;O economista concretiza que os governos de Cavaco Silva nos anos 90 e&amp;nbsp;a exisit&amp;ecirc;ncia de pens&amp;otilde;es m&amp;iacute;nimas a todos os reformados num contexto de uma sociedade pobre e&amp;nbsp;envelhecida&amp;nbsp;(as pens&amp;otilde;es m&amp;iacute;nimas existem desde h&amp;aacute; muito tempo mas tiveram um aumento expressivo no Governo de Dur&amp;atilde;o Barroso, com Bag&amp;atilde;o F&amp;eacute;lix, como nota o &lt;a target="_blank" href="http://www.portugal.gov.pt/media/816306/PRT_FAD_TA_Report_Expenditure_Policy_Reform_Options_January_2013.pdf"&gt;relat&amp;oacute;rio do FMI sobre cortes de despesa, p&amp;aacute;g. 35&lt;/a&gt;).&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;It is dificult to see signs of large discretionary spending in the data. In fact, in education, culture, or economic affairs, there were cuts in spending during the slump. More than 100% of the increase in total spending comes from a particular sub-category of social protection spending: old age retirement. &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&lt;em&gt;&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&lt;em&gt;Previous to the reform [2007], the system&amp;#39;s generosity impacted spending through two specic channels. First, Portugal has one of the highest rates of old-age poverty in the OECD (OECD, 2009), and addresses this social concern by having a minimum pension for everyone. The combination of population aging and the slump implied large increased the spending in this anti-poverty aspect of Social Security. Second, the large expansions in the generosity of the system occurred in the early 1990s, especially for public servants. It was during the years of 2000-07 that these past promises came due, and spending rose.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&lt;em&gt;&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&lt;em&gt;Looking at the government, therefore, the more promising shock to explain the slump is the hike in taxes. This was mostly due to the need to keep up with a large increase in spending as a result of the slump or of past promises towards pensions. Portugal set up its welfare state in the early 1990s, and a very generous one that placed a large strain on public finances ten years later. Only by 2007 was there a serious reform of the system and by then taxes had been rising continuous to keep up.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;br /&gt;O economista considera que estes s&amp;atilde;o os dois principais factores a explicar a&amp;nbsp;estagna&amp;ccedil;&amp;atilde;o portuguesa que fragilizou o pa&amp;iacute;s. Al&amp;eacute;m de desvalorizar o papel da despesa p&amp;uacute;blica discricion&amp;aacute;ria, Reis desvaloriza tamb&amp;eacute;m o impacto da entrada da China nos mercados internacionais (v&amp;aacute;rios pa&amp;iacute;ses sofreram esse choque) e de um mercado de trabalho excessivamente r&amp;iacute;gido (ficou muito mais flex&amp;iacute;veis na &amp;uacute;ltima d&amp;eacute;cada).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Diagn&amp;oacute;stico influencia pol&amp;iacute;ticas actuais&amp;nbsp;&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Especialmente nos &amp;uacute;ltimos meses as despesas com pens&amp;otilde;es t&amp;ecirc;m estado no centro das pol&amp;iacute;ticas de redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o de d&amp;eacute;fice or&amp;ccedil;amental. O argumento &amp;eacute; o de que &amp;eacute; preciso baixar a despesa p&amp;uacute;blica, para assim reduzir o d&amp;eacute;fice e, logo que poss&amp;iacute;vel, permitir uma redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o de impostos que estimule a economia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Esta prescri&amp;ccedil;&amp;atilde;o de pol&amp;iacute;tica econ&amp;oacute;mica tem impl&amp;iacute;cito o diagn&amp;oacute;stico de que as despesas do Estado subiram demais &amp;ndash; com destaque para pens&amp;otilde;es (e funcion&amp;aacute;rios p&amp;uacute;blicos) &amp;ndash;, o que por sua vez for&amp;ccedil;ou um aumento de impostos que prejudica o crescimento e que &amp;eacute; preciso reverter. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ricardo Reis n&amp;atilde;o toma posi&amp;ccedil;&amp;atilde;o no artigo sobre as politicas que est&amp;atilde;o a ser adoptadas. Mas do diagn&amp;oacute;stico resulta que uma prov&amp;aacute;vel sa&amp;iacute;da para crise deva ser reduzir a despesa excessiva com pens&amp;otilde;es - assim&amp;nbsp;se compreende que&amp;nbsp;h&amp;aacute; uns dias, quando questionado sobre o que pensava do artigo, um investidor em d&amp;iacute;vida p&amp;uacute;blica portuguesa que lera o artigo, tenha respondido de imediato: &amp;ldquo;o problema foram as pens&amp;otilde;es&amp;rdquo;, validando o planos que o Governo e a troika t&amp;ecirc;m sobre a mesa.&lt;/p&gt;&lt;div style="clear:both;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://comunidade.xl.pt/JNegocios/aggbug.aspx?PostID=69299" width="1" height="1"&gt;</description><category domain="http://comunidade.xl.pt/JNegocios/blogs/massamonetaria/archive/tags/Em+Teoria/default.aspx">Em Teoria</category></item><item><title>Menos 230 mil empregos num ano</title><link>http://comunidade.xl.pt/JNegocios/blogs/massamonetaria/archive/2013/05/09/menos-230-mil-empregos-num-ano.aspx</link><pubDate>Thu, 09 May 2013 10:47:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="false">34e15d2d-3e48-4f1b-ad6d-78e9292216db:69237</guid><dc:creator>Rui Peres Jorge</dc:creator><slash:comments>2</slash:comments><description>&lt;p&gt;&lt;a target="_blank" href="http://www.jornaldenegocios.pt/economia/emprego/mercado_de_trabalho/detalhe/taxa_de_desemprego_dispara_para_177.html"&gt;A taxa de desemprego aumentou para os&amp;nbsp;17,7% no primeiro trimestre&lt;/a&gt;. A taxa de desemprego &lt;a target="_blank" href="http://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&amp;amp;xpgid=ine_destaques&amp;amp;DESTAQUESdest_boui=151972007&amp;amp;DESTAQUESmodo=2&amp;amp;xlang=pt"&gt;medida pelo INE&lt;/a&gt; atinge um novo recorde, puxada pela destrui&amp;ccedil;&amp;atilde;o de 4,9% dos empregos na economia no &amp;uacute;ltimo ano, escreve Filipe Garcia, da IMF. O n&amp;uacute;mero de empregos na economia est&amp;aacute; agora nos 4,43 milh&amp;otilde;es, menos 230 mil que h&amp;aacute; um ano. Jos&amp;eacute; Miguel Moreira, do Montepio, considera que estes dados revelam &amp;quot;um mercado bastante deteriorado, constituindo um dos principais constrangimentos para a economia portuguesa&amp;quot;. E Paula Carvalho, do BPI, considera que h&amp;aacute; &amp;quot;tend&amp;ecirc;ncias preocupantes&amp;quot;, nomeadamente o aumento do desemprego de longa dura&amp;ccedil;&amp;atilde;o e entre os menos qualificados e tamb&amp;eacute;m a destrui&amp;ccedil;&amp;atilde;o de emprego na ind&amp;uacute;stria transformadora.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:x-small;"&gt;&lt;i&gt;&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:x-small;"&gt;&lt;i&gt;Nota do editor: No &amp;quot;Reac&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos Economistas&amp;quot; pode ler, sem edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Neg&amp;oacute;cios, a an&amp;aacute;lise aos principais indicadores econ&amp;oacute;micos pelos gabinetes de estudos do Montepio, Millennium bcp, BPI, NECEP (Universidade Cat&amp;oacute;lica) e IMF,&amp;nbsp;isto sem preju&amp;iacute;zo de outras contribui&amp;ccedil;&amp;otilde;es menos regulares. Esta &amp;eacute; parte da &amp;quot;mat&amp;eacute;ria-prima&amp;quot; com que o Neg&amp;oacute;cios trabalha e que agora fica tamb&amp;eacute;m ao seu dispor.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Paula Carvalho - Departamento de Estudos do BPI&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;1. A informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o relativa ao mercado de trabalho em Portugal, nos primeiros tr&amp;ecirc;s meses do ano pontua novamente pela negativa.&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;2. H&amp;aacute; v&amp;aacute;rias tend&amp;ecirc;ncias que suscitam alguma inquieta&amp;ccedil;&amp;atilde;o, entre as quais destacaria:&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:60px;"&gt;&amp;ndash; O aumento em 35% em termos hom&amp;oacute;logos do desemprego de longa dura&amp;ccedil;&amp;atilde;o (indiv&amp;iacute;duos que procuram trabalho h&amp;aacute; mais de 1 ano), que abrange quase 60% dos desempregados (560 mil pessoas).&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:60px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:60px;"&gt;&amp;ndash; O aumento do desemprego (+16.1%) afectou maioritariamente indiv&amp;iacute;duos com qualifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o at&amp;eacute; ao terceiro ciclo (9&amp;ordm; ano); o contributo para o aumento do desemprego &amp;eacute; superior a 50%. &lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:60px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:60px;"&gt;&amp;ndash; O volume de emprego sofreu uma queda de 4.9% face ao per&amp;iacute;odo hom&amp;oacute;logo, menos 229 300 postos de trabalho. Desta queda, cerca de 27% (61 600 empregos) fica a dever-se ao sector da ind&amp;uacute;stria transformadora, actividade tipicamente transaccion&amp;aacute;vel.&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;3. As duas primeiras tend&amp;ecirc;ncias referidas preocupam porque sinalizam falta de capacidade de ajustamento da popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o activa &amp;agrave;s necessidades dos empregadores, confirmando que a falta de qualifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; de facto um elemento de vulnerabilidade no posicionamento do indiv&amp;iacute;duo no mercado de trabalho. Comprovando esta aprecia&amp;ccedil;&amp;atilde;o, salienta-se o aumento do emprego de indiv&amp;iacute;duos qualifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o superior. &lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;4. O terceiro factor mencionado sinaliza que a economia n&amp;atilde;o est&amp;aacute; ainda visivelmente a ajustar no sentido de refor&amp;ccedil;ar o peso do sector transaccion&amp;aacute;vel, embora o sector industrial n&amp;atilde;o seja o &amp;uacute;nico com estas caracter&amp;iacute;sticas.&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;5. Por fim uma nota positiva. N&amp;atilde;o obstante o enorme aumento da taxa de desemprego, os dados agora divulgados enquadram-se nas nossas previs&amp;otilde;es e sobretudo sinalizam algum desagravamento da tend&amp;ecirc;ncia de aumento do desemprego. Ou seja, o n&amp;uacute;mero de desempregados continua a aumentar, ainda na casa dos dois d&amp;iacute;gitos, mas h&amp;aacute; algum al&amp;iacute;vio, o que poder&amp;aacute; indiciar que estamos mais pr&amp;oacute;ximos de uma tend&amp;ecirc;ncia de estabiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o, ainda que esta n&amp;atilde;o se perspective t&amp;atilde;o cedo. &lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;6. Acresce referir que, atendendo &amp;agrave;s perspectivas que actualmente se colocam quanto ao enquadramento global e dom&amp;eacute;stico, e &amp;agrave; possibilidade de aprofundamento da recess&amp;atilde;o para al&amp;eacute;m dos n&amp;iacute;veis actualmente esperados, os riscos s&amp;atilde;o ainda de agravamento do cen&amp;aacute;rio no mercado de trabalho.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Jos&amp;eacute; Miguel Moreira &amp;ndash; Departamento de Estudos do Montepio&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&lt;strong&gt;1. Taxa de desemprego voltou a subir&amp;nbsp;para 17.7%, renovando n&amp;iacute;veis m&amp;aacute;ximos hist&amp;oacute;ricos&lt;/strong&gt;, prevendo-se que se continue a agravar nos pr&amp;oacute;ximos trimestres e com o pico trimestral m&amp;aacute;ximo (acima de 18%) a dever ser atingido somente entre o final deste ano e o in&amp;iacute;cio de 2014.&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&lt;strong&gt;2.&amp;nbsp;O resultado que traduz um novo forte agravamento face aos 16.9%&lt;/strong&gt; observados no trimestre anterior, apenas ligeiramente superior ao que perspetiv&amp;aacute;vamos (17.6%), representando um valor 2.8 p.p. superior ao observado no trimestre hom&amp;oacute;logo de 2012 e o n&amp;iacute;vel mais elevado da atual e da anterior s&amp;eacute;rie hist&amp;oacute;rica. &lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&lt;strong&gt;3. Quer a subida trimestral, quer a subida hom&amp;oacute;loga da taxa de desemprego resultaram de aumentos do desemprego e de quedas do emprego&lt;/strong&gt;. Considerando os dados ajustados de sazonalidade (c&amp;aacute;lculos do Departamento de Estudos do Montepio), a taxa de desemprego no 1&amp;ordm;T2013 &amp;eacute; de 17.5% (16.8% no 4&amp;ordm;T2012), representado o n&amp;iacute;vel mais elevado desde, pelo menos, o 1&amp;ordm;T1977 (considerando os dados ajustados de sazonalidade das s&amp;eacute;ries trimestrais do Banco de Portugal).&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&lt;strong&gt;4. Refira-se que esta taxa de desemprego ajustada de sazonalidade no 1&amp;ordm;T2013 est&amp;aacute; em linha com a m&amp;eacute;dia das estimativas mensais avan&amp;ccedil;adas pelo Eurostat ao longo do trimestre&lt;/strong&gt;, n&amp;atilde;o devendo implicar (ao contr&amp;aacute;rio do que tem sido &amp;eacute; habitual) qualquer revis&amp;atilde;o da s&amp;eacute;rie do Eurostat que afete o n&amp;iacute;vel m&amp;eacute;dio trimestral.&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&lt;strong&gt;5.&amp;nbsp; Estes dados persistem assim a revelar um mercado bastante deteriorado&lt;/strong&gt;, constituindo um dos principais constrangimentos para a economia portuguesa, devendo continuar a agravar-se, ademais que este ano de 2013 ser&amp;aacute; particularmente dif&amp;iacute;cil, tendo em considera&amp;ccedil;&amp;atilde;o o conjunto de medidas de ajustamento com que a economia se est&amp;aacute; a confrontar. &lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&lt;strong&gt;6. De resto, em termos prospectivos, e reflectindo designadamente o agravamento do desemprego ligeiramente superior ao esperado no 1&amp;ordm;T2013, revimos em alta a nossa previs&amp;atilde;o&lt;/strong&gt; de taxa de desemprego para 2013, apontando-se agora para um valor mais pr&amp;oacute;ximo dos 18.0%, devendo o pico trimestral m&amp;aacute;ximo ser atingido somente entre o final deste ano e o in&amp;iacute;cio de 2014.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;b&gt;Filipe Garcia &amp;ndash; Informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Mercados Financeiros&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&lt;strong&gt;1. O desemprego continua a subir, reflexo do ciclo recessivo ainda em curso&lt;/strong&gt;. A traject&amp;oacute;ria permanece clara e sem sinais de invers&amp;atilde;o, com a economia incapaz de gerar emprego. &lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&lt;strong&gt;2. H&amp;aacute; v&amp;aacute;rias din&amp;acirc;micas que t&amp;ecirc;m dificultado a cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o de emprego, mesmo em economias em crescimento&lt;/strong&gt;, pelo que uma economia em recess&amp;atilde;o fica ainda mais vulner&amp;aacute;vel ao aumento do desemprego.&amp;nbsp; &lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&lt;strong&gt;3. Como sempre, parece-nos t&amp;atilde;o ou mais relevante analisar os n&amp;uacute;meros do emprego do que da taxa de desemprego. E, mais uma vez, o n&amp;uacute;mero de empregos na economia voltou a diminuir, desta vez 4.9% em termos hom&amp;oacute;logos e 2.2% em termos trimestrais&lt;/strong&gt;, o que &amp;eacute; verdadeiramente preocupante. A popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o activa continua tamb&amp;eacute;m a diminuir. Portanto, n&amp;atilde;o h&amp;aacute; nada de bom neste relat&amp;oacute;rio do emprego. &lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&lt;strong&gt;4. O fluxo migrat&amp;oacute;rio n&amp;atilde;o &amp;eacute; um fen&amp;oacute;meno marginal&lt;/strong&gt; e h&amp;aacute; j&amp;aacute; muitos portugueses que n&amp;atilde;o se inscrevem nos centros de emprego - e por isso a taxa de desemprego n&amp;atilde;o &amp;eacute; ainda mais alta.&amp;nbsp; &lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&lt;strong&gt;5. Importa relembrar que a cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o de emprego &amp;eacute; uma vari&amp;aacute;vel que sofre de desfasamento em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao ciclo econ&amp;oacute;mico&lt;/strong&gt;. Ou seja, &amp;eacute; de esperar que a situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o apenas mostre melhorias algum tempo ap&amp;oacute;s o produto crescer ou, pelo menos estabilizar. Dado que os indicadores relativos ao PIB continuam a deteriorar-se, a invers&amp;atilde;o da tend&amp;ecirc;ncia no desemprego continua &amp;ldquo;adiada&amp;rdquo;.&lt;/p&gt;&lt;div style="clear:both;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://comunidade.xl.pt/JNegocios/aggbug.aspx?PostID=69237" width="1" height="1"&gt;</description><category domain="http://comunidade.xl.pt/JNegocios/blogs/massamonetaria/archive/tags/Reac_26002300_231_3B0026002300_227_3B00_o+dos+Economistas/default.aspx">Reac&amp;#231;&amp;#227;o dos Economistas</category></item><item><title>Credores só recuperam 6,1% no fim de uma insolvência</title><link>http://comunidade.xl.pt/JNegocios/blogs/massamonetaria/archive/2013/04/30/credores-s-243-recuperam-6-1-no-fim-de-uma-insolv-234-ncia.aspx</link><pubDate>Tue, 30 Apr 2013 20:00:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="false">34e15d2d-3e48-4f1b-ad6d-78e9292216db:67766</guid><dc:creator>Filomena Lança</dc:creator><slash:comments>0</slash:comments><description>&lt;p&gt;Os credores que se apresentam a reclamar cr&amp;eacute;ditos no &amp;acirc;mbito de um processo de insolv&amp;ecirc;ncia t&amp;ecirc;m cada vez menos esperan&amp;ccedil;as de recuperar os seus valores. Em m&amp;eacute;dia conseguem reaver apenas 6,1% do total, sendo que os restantes 93,9% dos cr&amp;eacute;ditos reconhecidos pelos tribunais nunca chegam aos seus bolsos. Os n&amp;uacute;meros s&amp;atilde;o do Minist&amp;eacute;rio da Justi&amp;ccedil;a, segundo o qual no &amp;uacute;ltimo trimestre do ano passado deram entrada 5.389 novos processos. Entre as insolv&amp;ecirc;ncias declaradas, as fam&amp;iacute;lias continuam cada vez mais &amp;agrave; frente das empresas, representando j&amp;aacute; 65,3% do total.&lt;/p&gt;&lt;div style="clear:both;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://comunidade.xl.pt/JNegocios/aggbug.aspx?PostID=67766" width="1" height="1"&gt;</description><category domain="http://comunidade.xl.pt/JNegocios/blogs/massamonetaria/archive/tags/N_26002300_250_3B00_meros+que+contam/default.aspx">N&amp;#250;meros que contam</category></item><item><title>Desunião bancária</title><link>http://comunidade.xl.pt/JNegocios/blogs/massamonetaria/archive/2013/04/17/a-desuni-227-o-banc-225-ria.aspx</link><pubDate>Wed, 17 Apr 2013 13:11:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="false">34e15d2d-3e48-4f1b-ad6d-78e9292216db:65535</guid><dc:creator>Rui Peres Jorge</dc:creator><slash:comments>1</slash:comments><description>&lt;p&gt;&lt;a href="http://comunidade.xl.pt/JNegocios/cfs-file.ashx/__key/CommunityServer.Blogs.Components.WeblogFiles/massamonetaria/7041.Spirit-of-Europe_5F00_Linksman_5F00_Flickr_5F00_CC.jpg"&gt;&lt;img src="http://comunidade.xl.pt/JNegocios/resized-image.ashx/__size/550x0/__key/CommunityServer.Blogs.Components.WeblogFiles/massamonetaria/7041.Spirit-of-Europe_5F00_Linksman_5F00_Flickr_5F00_CC.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:xx-small;"&gt;Fonte: Linksman_Flickr_CC&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O&amp;nbsp;balde &amp;aacute;gua fria das reuni&amp;otilde;es do Ecofin e Eurogrupo da semana passada surgiu quase no fim dos trabalhos, no s&amp;aacute;bado, quando Wolfgang Schauble, o ministro das Finan&amp;ccedil;as alem&amp;atilde;o afirmou que tal uni&amp;atilde;o implicar&amp;aacute; uma &lt;a target="_blank" href="http://www.jornaldenegocios.pt/empresas/detalhe/alemanha_recusa_uniao_bancaria_com_actual_tratado_da_uniao_europeia.html"&gt;revis&amp;atilde;o do Tratado da UE&lt;/a&gt;. A &amp;Aacute;ustria apressou-se a apoiar essa posi&amp;ccedil;&amp;atilde;o. E o presidente do Eurogrupo afirmou que, perante a posi&amp;ccedil;&amp;atilde;o alem&amp;atilde;, poder&amp;aacute; ser inevit&amp;aacute;vel uma &amp;ldquo;revis&amp;atilde;o limitada&amp;rdquo; do Tratado.&amp;nbsp; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Uma uni&amp;atilde;o banc&amp;aacute;ria implica tr&amp;ecirc;s&amp;nbsp; institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es. Um supervisor comum, um sistema comum de resolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o e recapitaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de bancos (que definir&amp;aacute; as regras do jogo ter&amp;aacute; o poder de decis&amp;atilde;o sobre quando fechar ou recapitalizar uma institui&amp;ccedil;&amp;atilde;o) e, finalmente, um sistema de garantia comum para os dep&amp;oacute;sitos banc&amp;aacute;rios at&amp;eacute; determinado limite (em princ&amp;iacute;pio os actuais 100 mil euros).&amp;nbsp; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os mais c&amp;iacute;nicos argumentar&amp;atilde;o, eventualmente com raz&amp;atilde;o, que o pa&amp;iacute;s mais poderoso da Europa, e alguns dos seus mais frequentes aliados pol&amp;iacute;ticos, n&amp;atilde;o est&amp;atilde;o preparados para delegar numa institui&amp;ccedil;&amp;atilde;o europeia decis&amp;otilde;es como fechar ou recapitalizar as suas institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es financeiras. O facto da avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o sobre o imperativo legal de uma revis&amp;atilde;o do Tratados da UE ser contestada por v&amp;aacute;rios especialistas, &lt;a target="_blank" href="http://www.bloomberg.com/news/2013-04-15/how-to-kill-a-banking-union-the-german-way.html"&gt;incluindo a Comiss&amp;atilde;o Europeia&lt;/a&gt;, alimenta esta perspectiva. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mas, olhando para os &lt;a target="_blank" href="http://comunidade.xl.pt/JNegocios/blogs/massamonetaria/archive/2013/04/17/um-balan-231-o-da-uni-227-o-banc-225-ria-e-a-import-226-ncia-do-exemplo-cipriota.aspx"&gt;detalhes da uni&amp;atilde;o banc&amp;aacute;ria&lt;/a&gt;, dificilmente se pode negar que h&amp;aacute; boas raz&amp;otilde;es para se defender que a uni&amp;atilde;o banc&amp;aacute;ria desafia princ&amp;iacute;pios do Tratado da UE que&amp;nbsp; pro&amp;iacute;be transfer&amp;ecirc;ncias or&amp;ccedil;amentais entre Estados-membros, consagra uma independ&amp;ecirc;ncia &amp;iacute;mpar do BCE perante os governos e postula a separa&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre a pol&amp;iacute;tica monet&amp;aacute;ria e a pol&amp;iacute;tica or&amp;ccedil;amental.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O caminho de uma revis&amp;atilde;o do Tratado &amp;eacute; espinhoso especialmente num contexto de crescente cepticismo sobre o projecto europeu. Em v&amp;aacute;rios pa&amp;iacute;ses ser&amp;atilde;o necess&amp;aacute;rios referendos e s&amp;oacute; haver&amp;aacute; acordo quando os 27 concordarem. O Reino Unido, por seu lado, j&amp;aacute; afirmou que no &amp;acirc;mbito das negocia&amp;ccedil;&amp;otilde;es pretende levar &amp;agrave; mesa a sua pr&amp;oacute;pria ambi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de recuperar poderes para Londres, enervando os que querem apenas uma altera&amp;ccedil;&amp;atilde;o limitada. A uni&amp;atilde;o banc&amp;aacute;ria amea&amp;ccedil;a transformar-se numa desuni&amp;atilde;o. &lt;/p&gt;&lt;div style="clear:both;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://comunidade.xl.pt/JNegocios/aggbug.aspx?PostID=65535" width="1" height="1"&gt;</description><category domain="http://comunidade.xl.pt/JNegocios/blogs/massamonetaria/archive/tags/Pontos+cr_26002300_237_3B00_ticos/default.aspx">Pontos cr&amp;#237;ticos</category></item><item><title>Justificação teórica da austeridade ameaçada por... erro de Excel</title><link>http://comunidade.xl.pt/JNegocios/blogs/massamonetaria/archive/2013/04/17/justifica-231-227-o-te-243-rica-da-austeridade-cai-devido-a-erro-de-excel.aspx</link><pubDate>Wed, 17 Apr 2013 12:50:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="false">34e15d2d-3e48-4f1b-ad6d-78e9292216db:65522</guid><dc:creator>NunoAguiar</dc:creator><slash:comments>3</slash:comments><description>&lt;p&gt;&lt;a href="http://comunidade.xl.pt/JNegocios/cfs-file.ashx/__key/CommunityServer.Blogs.Components.WeblogFiles/massamonetaria/6278.rogoff.JPG"&gt;&lt;img src="http://comunidade.xl.pt/JNegocios/resized-image.ashx/__size/550x0/__key/CommunityServer.Blogs.Components.WeblogFiles/massamonetaria/6278.rogoff.JPG" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:xx-small;"&gt;Rogoff tentou justificar-se ontem &amp;agrave; noite. &lt;b&gt;Fonte: &lt;/b&gt;Jerome Favre/Bloomberg&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Bom, esta &amp;eacute; daquelas que muda tudo &lt;span style="text-decoration:line-through;"&gt;ou n&amp;atilde;o vai mudar nada&lt;/span&gt;. Pelos vistos, pode n&amp;atilde;o ser assim t&amp;atilde;o &amp;oacute;bvio que uma d&amp;iacute;vida p&amp;uacute;blica mais elevada tem um impacto negativo no crescimento econ&amp;oacute;mico de um pa&amp;iacute;s. &lt;a target="_blank" href="http://www.peri.umass.edu/fileadmin/pdf/working_papers/working_papers_301-350/WP322.pdf"&gt;Num estudo publicado segunda-feira&lt;/a&gt;, tr&amp;ecirc;s acad&amp;eacute;micos da Universidade de Massachusetts vieram colocar um gigantesco ponto de interroga&amp;ccedil;&amp;atilde;o sobre as conclus&amp;otilde;es do paper de Carmen Reinhardt e Kenneth Rogoff, &lt;a target="_blank" href="http://www.nber.org/papers/w15639.pdf"&gt;&amp;ldquo;Growth in a Time of Debt&amp;rdquo;&lt;/a&gt; (2010), questionando, n&amp;atilde;o s&amp;oacute; as premissas utilizadas por ambos, como apontando falhas b&amp;aacute;sicas em c&amp;aacute;lculos de Excel.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;ldquo;Por que raio &amp;eacute; que isto &amp;eacute; importante?&amp;rdquo;. O estudo de Reinhardt e Rogoff (RR) &amp;eacute; &lt;a target="_blank" href="http://www.reinhartandrogoff.com/related-research/growth-in-a-time-of-debt-featured-in"&gt;uma das principais obras de refer&amp;ecirc;ncia no que diz respeito &amp;agrave; discuss&amp;atilde;o em torno da necessidade de estabiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do endividamento p&amp;uacute;blico&lt;/a&gt;, sendo citada frequentemente para defender processos agressivos de consolida&amp;ccedil;&amp;atilde;o or&amp;ccedil;amental. A sua principal conclus&amp;atilde;o &amp;eacute;: economias com um r&amp;aacute;cio de d&amp;iacute;vida p&amp;uacute;blica superior a 90% do PIB v&amp;ecirc;em o seu crescimento econ&amp;oacute;mico penalizado. Uma conclus&amp;atilde;o que serviu como pilar acad&amp;eacute;mico para os esfor&amp;ccedil;os de austeridade que arrancaram na Europa em 2010, por exemplo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O paper de RR j&amp;aacute; foi &lt;a target="_blank" href="http://www.theatlantic.com/business/archive/2013/03/no-the-united-states-will-never-ever-turn-into-greece/273748/"&gt;v&amp;aacute;rias&lt;/a&gt; &lt;a target="_blank" href="http://rortybomb.wordpress.com/2010/08/19/new-working-paper-the-boom-not-the-slump-the-right-time-for-austerity/"&gt;vezes&lt;/a&gt; &lt;a target="_blank" href="http://www.levyinstitute.org/pubs/wp_603.pdf"&gt;criticado&lt;/a&gt;, mas as suas fragilidades nunca tinham sido postas a nu &lt;a target="_blank" href="http://www.peri.umass.edu/fileadmin/pdf/working_papers/working_papers_301-350/WP322.pdf"&gt;desta forma&lt;/a&gt;. Thomas Herndon, Michael Ash e Robert Pollin replicaram o estudo de RR, utilizando exactamente a mesma base de dados e concluem que &amp;ldquo;erros de c&amp;oacute;digo [Excel], exclus&amp;atilde;o selectiva de dados dispon&amp;iacute;veis e uma pondera&amp;ccedil;&amp;atilde;o pouco convencional de estat&amp;iacute;sticas levam a erros s&amp;eacute;rios que representam de forma imprecisa a rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre d&amp;iacute;vida p&amp;uacute;blica e crescimento do PIB entre 20 economias avan&amp;ccedil;adas no per&amp;iacute;odo p&amp;oacute;s-guerra&amp;rdquo;. Os tr&amp;ecirc;s autores concluem que &amp;ldquo;o crescimento com r&amp;aacute;cios de d&amp;iacute;vida p&amp;uacute;blica/PIB acima de 90% n&amp;atilde;o s&amp;atilde;o dramaticamente diferentes&amp;rdquo; de situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es em que o endividamento p&amp;uacute;blico &amp;eacute; mais baixo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Depois de terem tentado - sem sucesso - replicar os resultados de RR com os dados p&amp;uacute;blicos dispon&amp;iacute;veis, Herndon, Ash e Pollin pediram directamente a RR a base de dados que estes usaram no estudo de 2010. Ao analisar esses dados, os tr&amp;ecirc;s investigadores concluem que existem tr&amp;ecirc;s grandes problemas com o paper de RR. Por um lado, s&amp;atilde;o exclu&amp;iacute;dos da an&amp;aacute;lise anos em que d&amp;iacute;vidas acima de 90% conviveram com crescimentos econ&amp;oacute;micos s&amp;oacute;lidos (Austr&amp;aacute;lia (1946-1950), Nova Zel&amp;acirc;ndia (1946-1949) e Canad&amp;aacute; (1946-1950)). Outro problema &amp;eacute; que RR d&amp;atilde;o o mesmo peso a observa&amp;ccedil;&amp;otilde;es com dura&amp;ccedil;&amp;otilde;es diferentes. Por exemplo, o Reino Unido teve um crescimento m&amp;eacute;dio de 2,4% durante 19 anos com d&amp;iacute;vida superior a 90%. A Nova Zel&amp;acirc;ndia teve uma recess&amp;atilde;o de 7,6% num s&amp;oacute; ano em que a d&amp;iacute;vida estava acima desse valor. RR d&amp;atilde;o o mesmo peso a ambos, apesar de o per&amp;iacute;odo de observa&amp;ccedil;&amp;atilde;o ser 19 vezes maior no primeiro. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mas a cereja no topo do bolo &amp;eacute;, sem d&amp;uacute;vida, o c&amp;oacute;digo de Excel... &amp;ldquo;Um erro de c&amp;oacute;digo na folha de Excel de RR exclui totalmente cinco pa&amp;iacute;ses, Austr&amp;aacute;lia, &amp;Aacute;ustria, B&amp;eacute;lgica, Canad&amp;aacute; e Dinamarca da an&amp;aacute;lise. RR fizeram a m&amp;eacute;dia das c&amp;eacute;lulas nas linhas 30 a 44, em vez das linhas 30 a 49&amp;rdquo;, escrevem os tr&amp;ecirc;s autores. Mike Konczal, que escreve &lt;a target="_blank" href="http://www.nextnewdeal.net/rortybomb/researchers-finally-replicated-reinhart-rogoff-and-there-are-serious-problems#.UW147o4A23o.twitter"&gt;este belo resumo&lt;/a&gt;, admite que duvidou da exist&amp;ecirc;ncia desse erro de c&amp;oacute;digo e pediu a Herndon-Ash-Pollin para lhe enviarem o Excel. Eles mandaram-lhe este &amp;ldquo;print-screen&amp;rdquo;, onde &amp;eacute; poss&amp;iacute;vel observar que faltam algumas c&amp;eacute;lulas na an&amp;aacute;lise.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img src="http://www.nextnewdeal.net/sites/default/files/styles/large/public/content_images/reinhart_rogoff_coding_error_0.png" class="decoded" alt="" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:xx-small;"&gt;A m&amp;eacute;dia calculada na linha 51 exclui cinco linhas da base de dados.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Eliminando este erro de c&amp;oacute;digo, incluindo todos os pa&amp;iacute;ses da base de dados e considerando cada ano acima de 90% com o mesmo peso (crit&amp;eacute;rio tamb&amp;eacute;m discut&amp;iacute;vel), Herndon-Ash-Pollin concluem portanto que &amp;ldquo;a m&amp;eacute;dia de crescimento real do PIB para pa&amp;iacute;ses com um r&amp;aacute;cio de d&amp;iacute;vida/PIB acima de 90% &amp;eacute;, na realidade, 2,2% e n&amp;atilde;o -0,1%&amp;rdquo; como conclu&amp;iacute;am RR. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O Twitter &lt;span style="text-decoration:line-through;"&gt;dos jornalistas de economia&lt;/span&gt; explodiu. A argumenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos investigadores de Massachusetts ajusta-se perfeitamente &amp;agrave;s teorias daqueles que sempre defenderam n&amp;atilde;o existir uma&amp;nbsp;causalidade directa entre d&amp;iacute;vida alta e crescimento mais fraco, defendendo at&amp;eacute; que a rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; inversa: isto &amp;eacute;, &amp;eacute;&amp;nbsp;o crescimento mais d&amp;eacute;bil leva a uma acumula&amp;ccedil;&amp;atilde;o de d&amp;iacute;vida.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;ldquo;Alguns de n&amp;oacute;s nunca compraram [a teoria de RR], argumentando que a correla&amp;ccedil;&amp;atilde;o observada entre d&amp;iacute;vida e crescimento reflecte uma causalidade inversa. Mas mesmo eu nunca sonhei que uma grande parte do resultado alegado pudesse resultar de nada mais profundo do que m&amp;aacute; aritm&amp;eacute;tica&amp;rdquo;, &lt;a target="_blank" href="http://krugman.blogs.nytimes.com/2013/04/16/holy-coding-error-batman/"&gt;escrevia o Nobel Paul Krugman&lt;/a&gt;, poucas horas ap&amp;oacute;s o estudo ter come&amp;ccedil;ado a circular (depois acrescentaria &lt;a target="_blank" href="http://krugman.blogs.nytimes.com/2013/04/16/reinhart-rogoff-continued/"&gt;isto&lt;/a&gt;). &amp;ldquo;Se for verdade, isto &amp;eacute; embara&amp;ccedil;oso para RR. Mas os verdadeiros culpados aqui s&amp;atilde;o as pessoas que aproveitaram um resultado de investiga&amp;ccedil;&amp;atilde;o d&amp;uacute;bio, n&amp;atilde;o sabendo nada sobre a investiga&amp;ccedil;&amp;atilde;o, porque ela dizia aquilo que eles queriam ouvir.&amp;rdquo;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Escreve Mike Konczal: &amp;ldquo;Se este erro acabar por ter sido um engano de RR, bom, podemos apenas esperar que os futuros historiadores escrevam que um dos principais argumentos emp&amp;iacute;ricos que providenciou as bases intelectuais para a movimenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o mundial para austeridade no in&amp;iacute;cio de 2010 foi baseada em algu&amp;eacute;m acidentalmente n&amp;atilde;o ter actualizado uma f&amp;oacute;rmula de Excel.&amp;rdquo; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Carmen Reinhardt e Kenneth Rogoff &lt;a target="_blank" href="http://www.businessinsider.com/reinhart-and-rogoff-respond-to-critique-2013-4"&gt;responderiam ter&amp;ccedil;a-feira &amp;agrave; noite&lt;/a&gt;. As suas principais linhas de argumenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o s&amp;atilde;o que sempre estiveram mais preocupados com mostrar uma associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e n&amp;atilde;o com provar a exist&amp;ecirc;ncia de uma causalidade entre d&amp;iacute;vida e crescimento; destacam tamb&amp;eacute;m que os resultados medianos (e n&amp;atilde;o m&amp;eacute;dios) s&amp;atilde;o semelhantes aos que publicaram em 2010. Sobre o erro de c&amp;oacute;digo de Excel? Nem uma palavra. Economistas e analistas classificaram a resposta como algo &lt;a target="_blank" href="http://krugman.blogs.nytimes.com/2013/04/16/reinhart-rogoff-continued/"&gt;desapontante&lt;/a&gt;. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O que vai ent&amp;atilde;o mudar? Provavelmente, pouco ou nada. Entre as autoridades europeias, por exemplo, o consenso pol&amp;iacute;tico &amp;eacute; relativamente alargado em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o aos esfor&amp;ccedil;os de austeridade e o bar&amp;oacute;metro alem&amp;atilde;o continua a apontar nessa direc&amp;ccedil;&amp;atilde;o. No entanto, foi um bom in&amp;iacute;cio de semana para os keynesianos que acusam os esfor&amp;ccedil;os de austeridade de serem in&amp;uacute;teis e o debate acad&amp;eacute;mico acabou de ganhar uma nova ruga importante.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;i&gt;Actualiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o (17h30): Carmen Reinhardt e Kenneth Rogoff publicaram hoje &lt;a target="_blank" href="http://www.businessweek.com/pdf/rogoffresponse.pdf"&gt;uma resposta mais longa e completa&lt;/a&gt;.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="clear:both;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://comunidade.xl.pt/JNegocios/aggbug.aspx?PostID=65522" width="1" height="1"&gt;</description><category domain="http://comunidade.xl.pt/JNegocios/blogs/massamonetaria/archive/tags/Pontos+cr_26002300_237_3B00_ticos/default.aspx">Pontos cr&amp;#237;ticos</category></item><item><title>Um balanço da União Bancária (e a importância do exemplo cipriota)</title><link>http://comunidade.xl.pt/JNegocios/blogs/massamonetaria/archive/2013/04/17/um-balan-231-o-da-uni-227-o-banc-225-ria-e-a-import-226-ncia-do-exemplo-cipriota.aspx</link><pubDate>Wed, 17 Apr 2013 12:40:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="false">34e15d2d-3e48-4f1b-ad6d-78e9292216db:65532</guid><dc:creator>Rui Peres Jorge</dc:creator><slash:comments>1</slash:comments><description>&lt;p&gt;&lt;a href="http://comunidade.xl.pt/JNegocios/cfs-file.ashx/__key/CommunityServer.Blogs.Components.WeblogFiles/massamonetaria/8816.Klaus-Regling_5F00_EU-Council-Eurozone_5F00_Flickr_5F00_CC.jpg"&gt;&lt;img src="http://comunidade.xl.pt/JNegocios/resized-image.ashx/__size/550x0/__key/CommunityServer.Blogs.Components.WeblogFiles/massamonetaria/8816.Klaus-Regling_5F00_EU-Council-Eurozone_5F00_Flickr_5F00_CC.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:xx-small;"&gt;Klaus Regling, o presidente do Mecanismo Europeu de Estabilidade, o fundo que recapitalizar&amp;aacute; os bancos numa uni&amp;atilde;o banc&amp;aacute;ria e Jeroen Dijsselbloem, presidente do Eurogrupo Fonte: EU Council Eurozone_Flickr_CC&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Simplificando poder-se-&amp;aacute; afirmar que os bancos portugueses ca&amp;iacute;ram pelo risco do seu soberano, e que o soberano irland&amp;ecirc;s caiu pelo risco dos seus bancos. Este &amp;ldquo;ciclo diab&amp;oacute;lico&amp;rdquo; entre sistema financeiro e as finan&amp;ccedil;as p&amp;uacute;blicas &amp;eacute; a &lt;a target="_blank" href="http://europa.eu/rapid/press-release_MEMO-12-662_en.htm?locale=en"&gt;raz&amp;atilde;o central&lt;/a&gt; para a cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o de uma uni&amp;atilde;o banc&amp;aacute;ria na UE. Dada a fragilidade de Portugal e da Irlanda um avan&amp;ccedil;o r&amp;aacute;pido nesta frente &amp;eacute; visto como importante para aliviar a press&amp;atilde;o dos mercados. Em que ponto est&amp;aacute; este projecto europeu? &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Uma uni&amp;atilde;o banc&amp;aacute;ria implica tr&amp;ecirc;s&amp;nbsp;institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es: um supervisor comum; um sistema comum de resolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o e recapitaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de bancos (que definir&amp;aacute; as regras do jogo e ter&amp;aacute; o poder de decis&amp;atilde;o sobre quando fechar ou recapitalizar uma institui&amp;ccedil;&amp;atilde;o); e, finalmente, um sistema de garantia comum para os dep&amp;oacute;sitos banc&amp;aacute;rios at&amp;eacute; determinado limite (em princ&amp;iacute;pio os actuais 100 mil euros).&amp;nbsp; Fa&amp;ccedil;amos um ponto de situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Mecanismo de Supervis&amp;atilde;o Comum&lt;/strong&gt; &amp;ndash; Os l&amp;iacute;deres europeus chegaram na sexta-feira passada em Dublin a um&amp;nbsp;acordo pol&amp;iacute;tico sobre a sua cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Se tudo correr bem,&amp;nbsp;a decis&amp;atilde;o final com valor legal&amp;nbsp;poder&amp;aacute; acontecer ainda este semestre&amp;nbsp;e o MSC entrar&amp;aacute; em fun&amp;ccedil;&amp;otilde;es em Junho de 2014. Entretanto o BCE, a quem caber&amp;aacute;&amp;nbsp;este papel, ter&amp;aacute; de construir uma infraestrutura humana e t&amp;eacute;cnica que garanta a separa&amp;ccedil;&amp;atilde;o efectiva entre as suas fun&amp;ccedil;&amp;otilde;es como supervisor e como autoridade monet&amp;aacute;ria;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Sistema de garantia de dep&amp;oacute;sitos comum &amp;ndash;&lt;/strong&gt; &amp;eacute; um dos&amp;nbsp;temas mais pol&amp;eacute;micos e dif&amp;iacute;ceis. Se um banco ou um sistema financeiro nacional&amp;nbsp;entrar em colapso, quem garante os 100 mil euros por dep&amp;oacute;sito: os fundos europeus atrav&amp;eacute;s do Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE) ou o respectivo governo nacional?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Se for o segundo, cai por terra o objectivo de quebrar o &amp;quot;ciclo diab&amp;oacute;lico&amp;quot; entre risco soberano e risco banc&amp;aacute;rio &amp;ndash; e a uni&amp;atilde;o deixa de fazer sentido. Mas se os riscos or&amp;ccedil;amentais forem efectivamente mutualizados directamente e sempre&amp;nbsp;atrav&amp;eacute;s do MEE, ent&amp;atilde;o n&amp;atilde;o se estar&amp;aacute;, na pr&amp;aacute;tica, a&amp;nbsp;avan&amp;ccedil;ar para uma uni&amp;atilde;o or&amp;ccedil;amental?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A prov&amp;aacute;vel resposta positiva a esta pergunta parece ser a justifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o&amp;nbsp;para que este tema&amp;nbsp;tenha sido&amp;nbsp;atirado para as calendas gregas nas negocia&amp;ccedil;&amp;otilde;es, podendo mesmo n&amp;atilde;o entrar em funcionamento ao mesmo tempo que as restantes duas pe&amp;ccedil;as da uni&amp;atilde;o (o surpervisor e o mecanismo de resolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o)&amp;nbsp;- as quais, no melhor cen&amp;aacute;rio, estar&amp;atilde;o em funcionamento pleno no in&amp;iacute;cio de 2015;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Mecanismo de Resolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o Comum &amp;ndash;&lt;/strong&gt; O plano da Comiss&amp;atilde;o Europeia passa por, no final deste semestre, aprovar o SSC e lan&amp;ccedil;ar a negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o sobre o detalhe do MRC. Este&amp;nbsp;&amp;eacute; neste momento o tema que mais tempo ocupa&amp;nbsp;&amp;agrave;s equipas t&amp;eacute;cnicas&amp;nbsp;que trabalham a uni&amp;atilde;o banc&amp;aacute;ria.&amp;nbsp;A seguir vir&amp;atilde;o as negocia&amp;ccedil;&amp;otilde;es.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nestas negocia&amp;ccedil;&amp;otilde;es h&amp;aacute; duas dimens&amp;otilde;es centrais: &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;1) A primeira &amp;eacute; a ordem pela qual os accionistas, os obrigacionistas, os depositantes e, finalmente, os contribuintes ser&amp;atilde;o chamados a pagar&amp;nbsp;as recapitaliza&amp;ccedil;&amp;otilde;es.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A posi&amp;ccedil;&amp;atilde;o do BCE,&amp;nbsp;novamente explicitada na reuni&amp;otilde;es de Dublin,&amp;nbsp;e que parece merecer apoio da maioria dos&amp;nbsp;Estados membros, &amp;eacute; que os primeiros a pagar ser&amp;atilde;o os accionistas, depois os detentores de obriga&amp;ccedil;&amp;otilde;es, seguidos dos depositantes n&amp;atilde;o seguros (isto &amp;eacute;, os montantes superiores a 100 mil euros). Os&amp;nbsp;peqeuno depositantes ficar&amp;atilde;o protegidos e s&amp;oacute; se o dinheiro n&amp;atilde;o for suficiente &amp;eacute; que entrar&amp;atilde;o os fundos dos contribuintes. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao dinheiro dos contribuintes h&amp;aacute; ainda quem defenda que, em primeiro lugar,&amp;nbsp;ter&amp;aacute; sempre de entrar o dinheiro&amp;nbsp;dos contribuintes do pa&amp;iacute;s de resid&amp;ecirc;ncia do banco, e s&amp;oacute; depois o dos contribuintes europeus, atrav&amp;eacute;s do MEE.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E&amp;nbsp;&amp;eacute; este debate que&amp;nbsp;torna o caso cipriota &amp;eacute; t&amp;atilde;o relevante. No Chipre, pela primeira vez na crise europeia, aplicou-se exactamente esta ordem de prioridade. Neste ponto a pequena ilha&amp;nbsp;n&amp;atilde;o &amp;eacute; uma excep&amp;ccedil;&amp;atilde;o, &amp;eacute; a nova regra, e uma regra que parece razo&amp;aacute;vel: n&amp;atilde;o&amp;nbsp;&amp;eacute; facilmente aceit&amp;aacute;vel que os contribuintes paguem&amp;nbsp;por banco falido e os obrigacionistas&amp;nbsp;fiquem a salvo&amp;nbsp;(como mostra o caso irland&amp;ecirc;s).&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;2) A segunda dimens&amp;atilde;o a resolver&amp;nbsp;&amp;eacute; exactamente saber em que condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es o MEE entra em ac&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/strong&gt; E aqui o debate e trabalho de estudo nas institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es europeias est&amp;aacute; a avan&amp;ccedil;ar em for&amp;ccedil;a. O objectivo &amp;eacute; que exista um esbo&amp;ccedil;o de proposta at&amp;eacute; ao final do semestre, na esperan&amp;ccedil;a que decis&amp;otilde;es possam finais possam ser tomadas a tempo da entrada em funcionamento at&amp;eacute; 2015.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em cima da mesa est&amp;atilde;o temas como:&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&lt;br /&gt;1) Se o MEE entrar no capital de num banco, como se distribuem os activos t&amp;oacute;xicos (para se ter uma ideia, a Irlanda aplicou cerca de 30 mil milh&amp;otilde;es de euros nos dois bancos que procurou salvar e esse investimento vale agora apenas 8 mil milh&amp;otilde;es)&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;2) Se um Estado entrar no capital do banco e tal se vier a revelar catastr&amp;oacute;fico for&amp;ccedil;ando &amp;agrave; interven&amp;ccedil;&amp;atilde;o do MEE, &amp;eacute; ou n&amp;atilde;o poss&amp;iacute;vel operar-se uma recapitaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o retroactiva (Este &amp;eacute; uma grande esperan&amp;ccedil;a da Irlanda para aliviar a sua d&amp;iacute;vida p&amp;uacute;blica)&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;3) H&amp;aacute; ou n&amp;atilde;o um limite m&amp;aacute;ximo para o dinheiro que o MEE poder&amp;aacute; aplicar numa s&amp;oacute; institui&amp;ccedil;&amp;atilde;o? E condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es poder&amp;aacute; colocar a essa institui&amp;ccedil;&amp;atilde;o, nomeadamente em termos de r&amp;aacute;cio de capital, cr&amp;eacute;dito concedido, etc ?&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;4) Se um banco encontrar problemas, deve o ESM cobrir todo o activo, ou apenas ou activos que foi criado ap&amp;oacute;s o Mecanismo Comum e Supervis&amp;atilde;o;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;5) Poder-se-&amp;aacute; sempre for&amp;ccedil;ar a uma recapitaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o parcial e priorit&amp;aacute;ria por parte dos cofres nacionais. E nesse caso, qual o limite?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O&amp;nbsp;debate sobre em que momento ou com que quantidade de dinheiro entrar&amp;aacute; o MEE em ac&amp;ccedil;&amp;atilde;o promete pol&amp;eacute;mica.&amp;nbsp;Se as condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es para aceder ao MEE forem suficientemente restritivas, elimina-se, na pr&amp;aacute;tica, o risco de dinheiro europeu financiar bancos nacionais &amp;ndash; o que &amp;eacute; o memos que matar a uni&amp;atilde;o &amp;agrave; nascen&amp;ccedil;a; Se forem demasiado f&amp;aacute;ceis ou autom&amp;aacute;ticas poder-se argumentar que implica uma uni&amp;atilde;o or&amp;ccedil;amental.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A&amp;nbsp;decis&amp;atilde;o de fechar ou a recapitalizar um banco e&amp;nbsp;a avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o sobre se e quando se adicionar&amp;atilde;o recursos europeus aos nacionais tem uma forte dimens&amp;atilde;o or&amp;ccedil;amental e pol&amp;iacute;tica, colocando a UE a caminho para uma uni&amp;atilde;o nestas duas dimens&amp;otilde;es, o que desafia os Tratados da UE.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A Comiss&amp;atilde;o Europeia, por seu lado, diz que est&amp;aacute; confiante que n&amp;atilde;o ser&amp;atilde;o necess&amp;aacute;rias altera&amp;ccedil;&amp;otilde;es ao Tratado, reafirmou sexta-feira em Dublin. Para isso ir&amp;aacute; por exemplo propor uma institui&amp;ccedil;&amp;atilde;o separada do BCE (Uma autoridade para a resolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o banc&amp;aacute;ria)&amp;nbsp;para ser&amp;nbsp;o &amp;uacute;ltimo respons&amp;aacute;vel pol&amp;iacute;tico por estas decis&amp;otilde;es. Espera assim convencer os que temem pela independ&amp;ecirc;ncia do BCE, pela viola&amp;ccedil;&amp;atilde;o da proibi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de transfer&amp;ecirc;ncias or&amp;ccedil;amentais entre Estados-membros e tamb&amp;eacute;m os que est&amp;atilde;o contra uma uni&amp;atilde;o pol&amp;iacute;tica mais profunda na UE. A Alemanha j&amp;aacute; afirmou que n&amp;atilde;o est&amp;aacute; convencida.&lt;/p&gt;&lt;div style="clear:both;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://comunidade.xl.pt/JNegocios/aggbug.aspx?PostID=65532" width="1" height="1"&gt;</description><category domain="http://comunidade.xl.pt/JNegocios/blogs/massamonetaria/archive/tags/Pontos+cr_26002300_237_3B00_ticos/default.aspx">Pontos cr&amp;#237;ticos</category></item><item><title>Inflação continua ajustamento em baixa</title><link>http://comunidade.xl.pt/JNegocios/blogs/massamonetaria/archive/2013/04/10/infla-231-227-o-continua-ajustamento-em-baixa.aspx</link><pubDate>Wed, 10 Apr 2013 16:57:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="false">34e15d2d-3e48-4f1b-ad6d-78e9292216db:64417</guid><dc:creator>Rui Peres Jorge</dc:creator><slash:comments>0</slash:comments><description>&lt;p&gt;&lt;a target="_blank" href="http://www.jornaldenegocios.pt/economia/conjuntura/detalhe/subida_media_dos_precos_cobrados_aos_consumidores_abrandou_nos_ultimos_12_meses.html"&gt;A infla&amp;ccedil;&amp;atilde;o hom&amp;oacute;loga em Mar&amp;ccedil;o foi de 0,5%&lt;/a&gt;, divulgou o INE. Filipe Garcia, da IMF, nota que o aumento de pre&amp;ccedil;os em cadeia face a Fevereiro foi elevado em termos hist&amp;oacute;ricos. Contudo, em termos hom&amp;oacute;logos, as varia&amp;ccedil;&amp;otilde;es continuam a ser relativamente baixas. A infla&amp;ccedil;&amp;atilde;o m&amp;eacute;dia do ano dever&amp;aacute; ficar entre 0,8% e 1,2%, estima. &amp;nbsp; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:x-small;"&gt;&lt;i&gt;Nota
 do editor: No &amp;quot;Reac&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos Economistas&amp;quot; pode ler, sem edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o do 
Neg&amp;oacute;cios, a an&amp;aacute;lise aos principais indicadores econ&amp;oacute;micos pelos 
gabinetes de estudos do Montepio, Millennium bcp, BPI, NECEP 
(Universidade Cat&amp;oacute;lica) e IMF,&amp;nbsp;isto sem preju&amp;iacute;zo de outras contribui&amp;ccedil;&amp;otilde;es
 menos regulares. Esta &amp;eacute; parte da &amp;quot;mat&amp;eacute;ria-prima&amp;quot; com que o Neg&amp;oacute;cios 
trabalha e que agora fica tamb&amp;eacute;m ao seu dispor.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;b&gt;Filipe Garcia &amp;ndash; Informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Mercados Financeiros&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&lt;b&gt;1. Mar&amp;ccedil;o &amp;eacute; um dos meses em que historicamente a infla&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; mais alta&lt;/b&gt;, o que resulta da introdu&amp;ccedil;&amp;atilde;o das novas colec&amp;ccedil;&amp;otilde;es de vestu&amp;aacute;rio e cal&amp;ccedil;ado. &lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&lt;b&gt;2. Este ano os pre&amp;ccedil;os voltaram a subir em Mar&amp;ccedil;o, mas bem mais do que esperado&lt;/b&gt;, com base precisamente nas categorias com maior sazonalidade. Foi a maior alta percentual de pre&amp;ccedil;os em Mar&amp;ccedil;o desde que Portugal se encontra no euro, mas se considerarmos o impacto destas categorias em pontos percentuais face h&amp;aacute; um ano atr&amp;aacute;s, verifica-se que o efeito &amp;eacute; relativamente semelhante. &lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&lt;b&gt;3. Este n&amp;uacute;mero n&amp;atilde;o &amp;eacute;, de todo, reflexo de um aumento na procura interna e em termos de contexto, n&amp;atilde;o h&amp;aacute; altera&amp;ccedil;&amp;otilde;es relevantes&lt;/b&gt;.&amp;nbsp; No que diz respeito &amp;agrave; infla&amp;ccedil;&amp;atilde;o m&amp;eacute;dia, continua o ajustamento em baixa, resultante da dilui&amp;ccedil;&amp;atilde;o do impacto da subida do IVA na energia registado no ano passado. Tendo em conta a infla&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Mar&amp;ccedil;o, agora anunciada, a infla&amp;ccedil;&amp;atilde;o m&amp;eacute;dia dever&amp;aacute; ficar este ano entre 0.8% e 1.2%.&lt;/p&gt;&lt;div style="clear:both;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://comunidade.xl.pt/JNegocios/aggbug.aspx?PostID=64417" width="1" height="1"&gt;</description></item><item><title>O Papa devia ser brasileiro?</title><link>http://comunidade.xl.pt/JNegocios/blogs/massamonetaria/archive/2013/04/05/o-papa-devia-ser-brasileiro.aspx</link><pubDate>Fri, 05 Apr 2013 11:03:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="false">34e15d2d-3e48-4f1b-ad6d-78e9292216db:63682</guid><dc:creator>NunoAguiar</dc:creator><slash:comments>2</slash:comments><description>&lt;p&gt;&lt;a href="http://comunidade.xl.pt/JNegocios/cfs-file.ashx/__key/CommunityServer.Blogs.Components.WeblogFiles/massamonetaria/1881.chapeus-cardeais.jpg"&gt;&lt;img src="http://comunidade.xl.pt/JNegocios/resized-image.ashx/__size/550x0/__key/CommunityServer.Blogs.Components.WeblogFiles/massamonetaria/1881.chapeus-cardeais.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:xx-small;"&gt;Se fosse respeitado o princ&amp;iacute;pio de representatividade, haveria mais cardeais do Sul a usar o Solid&amp;eacute;u no conclave. &lt;strong&gt;Fonte:&lt;/strong&gt; Alessia Pierdomenico/Bloomberg&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O Papa Francisco tem feito sucesso na imprensa e nas redes sociais, com quebras de protocolo e uma maior proximidade&amp;nbsp;dos fieis no seu primeiro m&amp;ecirc;s &amp;agrave; frente da Igreja Cat&amp;oacute;lica. Um papado que &amp;eacute; revolucion&amp;aacute;rio desde o momento da escolha do argentino Jorge Bergoglio, o primeiro Papa sul-americano. Uma decis&amp;atilde;o que d&amp;aacute; alguma justi&amp;ccedil;a representativa &amp;agrave; rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre o hemisf&amp;eacute;rio Norte e hemisf&amp;eacute;rio Sul. Ainda assim, o resultado poderia ser diferente com&amp;nbsp;outro conclave. Se fosse respeitado o princ&amp;iacute;pio de representatividade,&amp;nbsp;o pa&amp;iacute;s com maior n&amp;uacute;mero de cardeais seria o Brasil. Um Papa brasileiro? Nada melhor para irritar os argentinos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a target="_blank" href="http://www.voxeu.org/article/voting-theory-and-papal-conclave"&gt;No Vox, Nicolas Boccard&lt;/a&gt; aplica princ&amp;iacute;pios da teoria da vota&amp;ccedil;&amp;atilde;o, concluindo que, apesar da escolha de Bergoglio para Papa, a representatividade do conclave - com base da distribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o da popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o cat&amp;oacute;lica - est&amp;aacute; altamente distorcida.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Comecemos por esta tabela:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img src="http://www.voxeu.org/sites/default/files/image/FromApr2012/boccard%20table1%2027%20mar.png" class="decoded" alt="" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:xx-small;"&gt;&lt;strong&gt;Legenda:&lt;/strong&gt; Card. - n&amp;uacute;mero de cardeais; % - percentagem do conclave; Cat. - n&amp;uacute;mero de Cat&amp;oacute;licos; % - percentagem dos cat&amp;oacute;licos de todo o mundo;&amp;nbsp;Q - r&amp;aacute;cio de desigualdade.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em 50 anos, o n&amp;uacute;mero de cat&amp;oacute;licos mais de duplicou em todo o mundo, com o principal contributo a vir dos pa&amp;iacute;ses do Sul. Em 1963, a representatividade no conclave estava claramente distorcida: 50% dos cat&amp;oacute;licos viviam em pa&amp;iacute;ses do Sul, mas apenas 23% dos cardeais vinham dessas regi&amp;otilde;es. Em 2013, essa distor&amp;ccedil;&amp;atilde;o agravou-se. Apesar de haver agora uma maior percentagem de cardeais do Sul (35%), esse aumento esteve longe de acompanhar o ritmo de crescimento da popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o cat&amp;oacute;lica nesses pa&amp;iacute;ses, que j&amp;aacute; ultrapassa os dois ter&amp;ccedil;os do total (67%). Desde 1978 que&amp;nbsp;a propor&amp;ccedil;&amp;atilde;o no conclave praticamente&amp;nbsp;n&amp;atilde;o muda.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Numa an&amp;aacute;lise&amp;nbsp;pa&amp;iacute;s a pa&amp;iacute;s, Boccard calcula&amp;nbsp;quais os estados com&amp;nbsp;cardeais em &amp;quot;excesso&amp;quot; e aqueles que deveriam ter mais do que t&amp;ecirc;m actualmente, tendo por base o n&amp;uacute;mero de cat&amp;oacute;licos que abrigam. A tabela &amp;eacute; bastante expl&amp;iacute;cita:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img src="http://www.voxeu.org/sites/default/files/image/FromApr2012/boccard%20table3%2027%20mar.png" class="decoded" alt="" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:xx-small;"&gt;&lt;strong&gt;Legenda:&lt;/strong&gt; Cat. - n&amp;uacute;mero de cat&amp;oacute;licos do pa&amp;iacute;s; Exact - n&amp;uacute;mero &amp;quot;justo&amp;quot; de cardeais; Fair - n&amp;uacute;mero &amp;quot;justo&amp;quot; de cardeais (arredondado); Card. - n&amp;uacute;mero actual de cardeais; Diff - diferen&amp;ccedil;a entre o n&amp;uacute;mero actual e o n&amp;uacute;mero &amp;quot;justo&amp;quot; de cardeais.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Num mundo em que o conclave fosse escolhido em fun&amp;ccedil;&amp;atilde;o da distribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o geogr&amp;aacute;fica dos cat&amp;oacute;licos, o Brasil teria 14 cardeais em vez dos actuais 5, o M&amp;eacute;xico&amp;nbsp;10 em vez de 3. It&amp;aacute;lia 5, em vez de 28. Portugal ficaria com apenas 1 e n&amp;atilde;o com os 2 que tem hoje.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E&amp;nbsp;quem merece&amp;nbsp;ter um cardeal?&amp;nbsp;O estudo faz uma outra divis&amp;atilde;o entre:&amp;nbsp;pa&amp;iacute;ses que t&amp;ecirc;m um cardeal e &amp;quot;merecem&amp;quot; mant&amp;ecirc;-lo;&amp;nbsp;pa&amp;iacute;ses que t&amp;ecirc;m um cardeal, mas que deveriam perd&amp;ecirc;-lo; e pa&amp;iacute;ses que n&amp;atilde;o t&amp;ecirc;m nenhum cardeal e deveriam ter um (ou dois, no caso do Uganda).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img src="http://www.voxeu.org/sites/default/files/image/FromApr2012/boccard%20table4%2027%20mar.png" class="decoded" alt="" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No total, significaria que a Am&amp;eacute;rica Latina passaria a ter 46 cardeais&amp;nbsp;no conclave&amp;nbsp;(39% dos 117), em vez dos actuais 19 (16%). It&amp;aacute;lia deixaria de ter 1/4 dos cardeais, para passar a ter apenas 4%.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&lt;em&gt;&amp;quot;A &amp;uacute;nica explica&amp;ccedil;&amp;atilde;o l&amp;oacute;gica tem a ver com a hierarquia da Igreja, que parece n&amp;atilde;o estar disposta a abdicar de poder em favor daqueles que representam a maior massa de Cat&amp;oacute;licos&amp;quot;, escreve Boccard. &amp;quot;As origens sul-americanas do novo Papa pode ser interpretado como uma oportunidade para uma mudan&amp;ccedil;a justa.&amp;quot;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&lt;em&gt;&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Consulte aqui todos os &lt;a target="_blank" href="https://skydrive.live.com/view.aspx?resid=80E87B799F559C21!1296&amp;amp;app=Excel&amp;amp;authkey=!AGY4hHurpjlhRm0"&gt;n&amp;uacute;meros do autor&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;&lt;div style="clear:both;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://comunidade.xl.pt/JNegocios/aggbug.aspx?PostID=63682" width="1" height="1"&gt;</description><category domain="http://comunidade.xl.pt/JNegocios/blogs/massamonetaria/archive/tags/Pontos+cr_26002300_237_3B00_ticos/default.aspx">Pontos cr&amp;#237;ticos</category></item><item><title>Contratação de 600 enfermeiros? Foi mentira, senhora deputada</title><link>http://comunidade.xl.pt/JNegocios/blogs/massamonetaria/archive/2013/04/03/contrata-231-227-o-de-600-enfermeiros-201-mentira-senhora-deputada-deputada-do-psd-cai-na-mentira-do-dia-1-de-abril.aspx</link><pubDate>Wed, 03 Apr 2013 16:38:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="false">34e15d2d-3e48-4f1b-ad6d-78e9292216db:63387</guid><dc:creator>Marlene Carriço</dc:creator><slash:comments>0</slash:comments><description>&lt;p&gt;Ainda h&amp;aacute; quem caia nas mentiras do primeiro dia de Abril. Que o diga a deputada social-democrata, Laura Esperan&amp;ccedil;a, que acreditou que o Minist&amp;eacute;rio da Sa&amp;uacute;de ia mesmo contratar mais 600 enfermeiros este ano.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O rol de elogios &amp;agrave; equipa de Paulo Macedo j&amp;aacute; ia longo quando Laura Esperan&amp;ccedil;a congratulou o ministro da Sa&amp;uacute;de pela contrata&amp;ccedil;&amp;atilde;o de cerca de 600 enfermeiros ainda em 2013. As gargalhadas fizeram-se ouvir bem alto e o murmurinho come&amp;ccedil;ou a correr imediatamente. Isto por que a not&amp;iacute;cia a que a deputada se referia &amp;eacute; falsa.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;ldquo;Essa not&amp;iacute;cia &amp;eacute; falsa senhora deputada e j&amp;aacute; foi desmentida&amp;rdquo;, disparou o deputado do PS, e ex-secret&amp;aacute;rio de Estado Adjunto da Sa&amp;uacute;de, Manuel Pizarro, entre gargalhadas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O epis&amp;oacute;dio sucedeu-se esta manh&amp;atilde; durante a Comiss&amp;atilde;o de Sa&amp;uacute;de, no Parlamento. Na &amp;uacute;ltima ronda de quest&amp;otilde;es, a deputada do PSD elencava um conjunto de medidas promovidas pela actual equipa ministerial e acabou por referir uma que n&amp;atilde;o passou de uma mensagem falsa veiculada por correio electr&amp;oacute;nico e que circulou na segunda-feira, dia das mentiras.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Al&amp;eacute;m desta not&amp;iacute;cia, foi ainda usado um endere&amp;ccedil;o electr&amp;oacute;nico oficial do secretaria de Estado da Cultura para emitir um comunicado falso a dar conta da aloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o de mais verbas para apoios &amp;agrave;s artes. O secret&amp;aacute;rio de Estado da Presid&amp;ecirc;ncia do Conselho de Ministros negou no pr&amp;oacute;prio dia que o Governo estivesse sob ataque inform&amp;aacute;tico, esclarecendo que os comunicados falsos enviados a partir de e-mails oficiais tiveram origem na apropria&amp;ccedil;&amp;atilde;o indevida dos endere&amp;ccedil;os electr&amp;oacute;nicos. Entretanto a organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o Mayday Lisboa reivindicou a autoria das not&amp;iacute;cias falsas.&lt;/p&gt;&lt;div style="clear:both;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://comunidade.xl.pt/JNegocios/aggbug.aspx?PostID=63387" width="1" height="1"&gt;</description><category domain="http://comunidade.xl.pt/JNegocios/blogs/massamonetaria/archive/tags/Pontos+cr_26002300_237_3B00_ticos/default.aspx">Pontos cr&amp;#237;ticos</category></item><item><title>Lições de Chipre: feridas por sarar</title><link>http://comunidade.xl.pt/JNegocios/blogs/massamonetaria/archive/2013/04/03/li-231-245-es-de-chipre-feridas-por-sarar.aspx</link><pubDate>Wed, 03 Apr 2013 16:24:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="false">34e15d2d-3e48-4f1b-ad6d-78e9292216db:63391</guid><dc:creator>NunoAguiar</dc:creator><slash:comments>0</slash:comments><description>&lt;p&gt;&lt;a href="http://comunidade.xl.pt/JNegocios/cfs-file.ashx/__key/CommunityServer.Blogs.Components.WeblogFiles/massamonetaria/0336.chipre.jpg"&gt;&lt;img src="http://comunidade.xl.pt/JNegocios/resized-image.ashx/__size/550x0/__key/CommunityServer.Blogs.Components.WeblogFiles/massamonetaria/0336.chipre.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:xx-small;"&gt;Cipriotas criticam &amp;quot;solidariedade europeia&amp;quot;. &lt;b&gt;Fonte:&lt;/b&gt; Simon Dawson/Bloomberg&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nada ser&amp;aacute; como antes. A crise da Zona Euro tem sido tudo menos entediante, mas a gest&amp;atilde;o do resgate cipriota veio apimentar ainda mais as coisas, trazendo para o debate p&amp;uacute;blico um conjunto de ideias e solu&amp;ccedil;&amp;otilde;es in&amp;eacute;ditas. Assistimos a propostas para taxar pequenos depositantes, bancos centrais a amea&amp;ccedil;ar directamente um pa&amp;iacute;s e a estreia de controlos de capital num Estado-membro da moeda &amp;uacute;nica. Veja as li&amp;ccedil;&amp;otilde;es e as cicatrizes deixadas pela crise em Chipre:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;1 -&lt;b&gt; &lt;/b&gt;Os &lt;b&gt;dep&amp;oacute;sitos j&amp;aacute; n&amp;atilde;o s&amp;atilde;o sagrados.&lt;/b&gt;&amp;nbsp;&lt;a target="_blank" href="http://www.jornaldenegocios.pt/economia/detalhe/presidente_do_chipre_optou_por_envolver_todos_os_depositantes_na_nova_taxa.html"&gt;A proposta para taxar os depositantes&amp;nbsp;cipriotas inicial era bastante agressiva&lt;/a&gt; e castigava quase de forma igual &amp;ndash; 2,74 pontos de diferen&amp;ccedil;a &amp;ndash; um dep&amp;oacute;sito de mil euros e outro de dez milh&amp;otilde;es. Taxar os depositantes manteve-se como condi&amp;ccedil;&amp;atilde;o essencial para o resgate, mas contas com menos de 100 mil euros foram salvaguardadas na propostas final. Ainda assim, clientes do Laiki dever&amp;atilde;o ter um haircut de 80%. &lt;a target="_blank" href="http://www.ft.com/intl/cms/s/0/4a1bb1d6-9926-11e2-af84-00144feabdc0.html#axzz2PP7zs2HU"&gt;No Banco de Chipre pode chegar aos 60%.&lt;/a&gt;&amp;nbsp;Num processo feito de sucessivos&amp;nbsp;avan&amp;ccedil;os e recuos, os respons&amp;aacute;veis europeus&amp;nbsp;reconhecem agora que impor perdas a dep&amp;oacute;sitos abrangidos pelo fundo de garantia foi um erro. Contudo, fica claramente a ideia de que,&amp;nbsp;em crises mais graves, os&amp;nbsp;dep&amp;oacute;sitos - mesmo que apenas os mais elevados -&amp;nbsp;deixaram de ser terreno sagrado e poder&amp;atilde;o voltar a ser chamados a pagar.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;2 - &lt;b&gt;Um pa&amp;iacute;s do euro pode ter controlos de capital.&lt;/b&gt; Chipre vai testar esta teoria, mas ela tem, pelo menos o acordo de Bruxelas, FMI e BCE. No m&amp;iacute;nimo durante o pr&amp;oacute;ximo m&amp;ecirc;s estar&amp;atilde;o em vigor &lt;a target="_blank" href="http://www.jornaldenegocios.pt/economia/europa/detalhe/banca_reabre_hoje_mas_cipriotas_ficam_impedidos_de_transferir_dinheiro_para_fora.html"&gt;fortes e in&amp;eacute;ditas limita&amp;ccedil;&amp;otilde;es &amp;agrave; circula&amp;ccedil;&amp;atilde;o de capitais dentro da ilha&lt;/a&gt;, assim como para outros Estados Membros. Isto depois de os bancos cipriotas terem sido for&amp;ccedil;ados a encerrar durante quase duas semanas. Hoje e no curto prazo, &lt;a target="_blank" href="http://ftalphaville.ft.com/2013/03/25/1438412/controls-continued-as-is-their-wont/"&gt;um euro vale o mesmo em Nic&amp;oacute;sia e em Berlim?&lt;/a&gt; &lt;a target="_blank" href="http://www.canfieldpress.com/a-cypriot-euro-is-not-a-euro"&gt;Economistas e analistas acham que n&amp;atilde;o.&lt;/a&gt; O que levanta outra quest&amp;atilde;o mais complexa: com estas limita&amp;ccedil;&amp;otilde;es, a Zona Euro ainda &amp;eacute; uma verdadeira uni&amp;atilde;o econ&amp;oacute;mica e monet&amp;aacute;ria? O governo cipriota e as autoridades europeias argumentam que s&amp;atilde;o controlos tempor&amp;aacute;rios, mas a &lt;a target="_blank" href="http://www.cnbc.com/id/100596387"&gt;Isl&amp;acirc;ndia est&amp;aacute; h&amp;aacute; v&amp;aacute;rios anos a tentar levant&amp;aacute;-los&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;3 -&lt;b&gt; Sa&amp;iacute;das da Zona Euro j&amp;aacute; n&amp;atilde;o&amp;nbsp;s&amp;atilde;o tabu.&lt;/b&gt; A crise grega e a rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o dif&amp;iacute;cil entre o governo de Atenas e a troika j&amp;aacute; tinham aberto esta porta, mas Chipre deixou-a escancarada. Durante o processo de negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o, respons&amp;aacute;veis europeus fizeram &lt;a target="_blank" href="http://www.jornaldenegocios.pt/economia/detalhe/wolfgang_schuble_diz_que_criticas_a_alemanha_devem_se_a_inveja.html"&gt;declara&amp;ccedil;&amp;otilde;es muito agressivas&lt;/a&gt; em &lt;a target="_blank" href="http://www.nytimes.com/2013/03/28/world/europe/germany-faces-criticism-in-cyprus-for-policies-on-bailout-program.html?_r=0"&gt;rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o a Chipre&lt;/a&gt; e a sa&amp;iacute;da da ilha ter&amp;aacute; sido &lt;a target="_blank" href="http://www.reuters.com/article/2013/03/21/uk-eurozone-cyprus-call-idUKBRE92K0DW20130321"&gt;discutida abertamente em algumas reuni&amp;otilde;es&lt;/a&gt;. Quinta-feira, Mario Draghi disse que n&amp;atilde;o admitia cen&amp;aacute;rios de sa&amp;iacute;da do euro, mas poucas semanas antes, o&amp;nbsp;Banco Central Europeu (BCE) amea&amp;ccedil;ou indirectamente Nic&amp;oacute;sia com a sa&amp;iacute;da da moeda &amp;uacute;nica, dizendo que poderia deixar de apoiar os seus bancos. Mas j&amp;aacute; l&amp;aacute; vamos.&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;4&amp;nbsp;- O&lt;b&gt; &lt;a target="_blank" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Groupthink"&gt;&amp;ldquo;pensamento de grupo&amp;rdquo;&lt;/a&gt; &amp;eacute; um &lt;a target="_blank" href="http://www.ft.com/intl/cms/s/0/ae1f144c-8fe5-11e2-ae9e-00144feabdc0.html#axzz2O3ypfDmQ"&gt;perigo real&lt;/a&gt;&lt;/b&gt; para a Zona Euro. A crise tem-se assemelhado a uma intermin&amp;aacute;vel reprise do &lt;a target="_blank" href="http://www.imdb.com/title/tt0107048/"&gt;&amp;ldquo;Groundhog Day&amp;rdquo;&lt;/a&gt;. Quantas vezes j&amp;aacute; n&amp;atilde;o assistimos a este cen&amp;aacute;rio: um grupo de respons&amp;aacute;veis europeus re&amp;uacute;nem-se e, depois de um debate aceso com propostas e contra-propostas, chegam a uma solu&amp;ccedil;&amp;atilde;o que acaba por agravar a crise. Parece ter sido o caso da cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o do imposto sobre dep&amp;oacute;sitos abaixo de 100 mil euros, que estariam protegidos pelo fundo de garantia. No entanto...&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;5 - &amp;hellip;quando encurralados, os &lt;b&gt;respons&amp;aacute;veis europeus s&amp;atilde;o capazes de ceder&lt;/b&gt;. Esgotadas o rejeitadas as suas op&amp;ccedil;&amp;otilde;es iniciais, a Europa acaba por recuar.&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;6 - &lt;b&gt;O BCE pode amea&amp;ccedil;ar um pa&amp;iacute;s&lt;/b&gt; com a expuls&amp;atilde;o do euro. Durante o impasse nas negocia&amp;ccedil;&amp;otilde;es, o &lt;a target="_blank" href="http://www.jornaldenegocios.pt/economia/detalhe/pela_primeira_vez_bce_ameaca_empurrar_um_pais_para_fora_do_euro.html"&gt;BCE amea&amp;ccedil;ou o governo cipriota de deixar de apoiar os seus bancos&lt;/a&gt;. Os economistas concordam que, caso isso acontecesse, seria praticamente inevit&amp;aacute;vel uma sa&amp;iacute;da da moeda &amp;uacute;nica. O banco central j&amp;aacute; tinha feito press&amp;otilde;es semelhantes nos bastidores, mas nunca de forma oficial, levantando importantes quest&amp;otilde;es de legitimidade democr&amp;aacute;tica. Na pr&amp;aacute;tica, um &amp;oacute;rg&amp;atilde;o n&amp;atilde;o-eleito estaria a expulsar um Estado Membro. &lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;7 - &lt;b&gt;A democracia perde&lt;/b&gt;. Num primeiro momento, o parlamento cipriota chumbou o programa de resgate proposto pelo governo e pela troika. Contudo, depois de ajustes &amp;agrave; proposta inicial e uma forte press&amp;atilde;o do BCE, foi encontrada uma solu&amp;ccedil;&amp;atilde;o de reestrutura&amp;ccedil;&amp;atilde;o do sistema financeiro, que n&amp;atilde;o teve de passar pelo Parlamento. &lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;8 - Os pa&amp;iacute;ses do Norte &amp;ndash; Alemanha, &amp;Aacute;ustria, Holanda e Finl&amp;acirc;ndia &amp;ndash; est&amp;atilde;o cada vez mais hesitantes em aceitar novos resgates. Mesmo que os aceitem, est&amp;atilde;o a exigir mais dos pa&amp;iacute;ses em dificuldades. Em Berlim, parece sentir-se o impacto das elei&amp;ccedil;&amp;otilde;es de Setembro. A nova lideran&amp;ccedil;a europeia, cuja face &amp;eacute; o novo presidente do Eurogrupo, &lt;a target="_blank" href="http://www.jornaldenegocios.pt/economia/europa/uniao_europeia/zona_euro/detalhe/eurogrupo_admite_que_chipre_possa_ser_exemplo_a_seguir_em_caso_de_problemas_na_banca.html"&gt;Jeroen Dijsselbloem, parece ser tamb&amp;eacute;m mais radical&lt;/a&gt;. A ideia de que &lt;b&gt;n&amp;atilde;o h&amp;aacute; almo&amp;ccedil;os gr&amp;aacute;tis&lt;/b&gt; foi e continuar&amp;aacute; a ser sublinhada. O condicionalismo ser&amp;aacute; cada vez mais a regra. &lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;9 - &lt;b&gt;&lt;a target="_blank" href="http://www.reuters.com/article/2013/03/21/eurozone-cyprus-banking-size-idUSL6N0CDEMT20130321"&gt;O tamanho interessa&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;. Os respons&amp;aacute;veis europeus parecem mais confort&amp;aacute;veis a castigar um pequeno pa&amp;iacute;s da moeda &amp;uacute;nica do que gigantes, com poss&amp;iacute;veis problemas sist&amp;eacute;micos. &lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;10 - O sector privado ser&amp;aacute; mais vezes chamado a pagar a crise. Nas palavras do BNP Paribas: &amp;ldquo;A troika tentar&amp;aacute; &lt;b&gt;utilizar dinheiro privado quando puder limitar o envolvimento do sector p&amp;uacute;blico&lt;/b&gt;. Apesar de cada caso ser &amp;uacute;nico, os princ&amp;iacute;pios s&amp;atilde;o os mesmos.&amp;rdquo; Em pa&amp;iacute;ses pequenos, o sector privado parece enfrentar agora mais risco.&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;11 - O &lt;b&gt;fundo de garantia de dep&amp;oacute;sitos serve apenas para cobrir &lt;a target="_blank" href="http://www.voxeu.org/article/deposit-insurance-after-iceland-and-cyprus"&gt;bancos e crises de pequena dimens&amp;atilde;o&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;. &lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;12 - O FMI deixou de ser um parceiro tolerante. A crise de Chipre parece ter acentuado as divis&amp;otilde;es dentro da troika, particularmente entre Bruxelas e o FMI. Escreve o Barclays: &amp;ldquo;&lt;b&gt;O Fundo est&amp;aacute; claramente a avaliar de forma mais cr&amp;iacute;tica os novos programas&lt;/b&gt;, especialmente quando o r&amp;aacute;cio de d&amp;iacute;vida em percentagem do PIB ultrapassa os 100%. Isto &amp;eacute;, haver&amp;aacute; uma maior preocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o sobre o impacto da arquitectura do resgate na sustentabilidade da d&amp;iacute;vida de um pa&amp;iacute;s. No caso de Chipre, por exemplo, isso significou um empr&amp;eacute;stimo mais baixo (dez mil milh&amp;otilde;es de euros) e encontrar outras fontes de financiamento (taxar dep&amp;oacute;sitos).&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;13 -&amp;nbsp;BNP Paribas: &lt;b&gt;&amp;ldquo;O risco moral foi reduzido.&amp;rdquo;&lt;/b&gt; Para a institui&amp;ccedil;&amp;atilde;o financeira, as solu&amp;ccedil;&amp;otilde;es de bail-in ajudam a reduzir o &amp;ldquo;moral hazard&amp;rdquo;. &lt;a target="_blank" href="http://www.bruegel.org/nc/blog/detail/article/1063-with-cyprus-europe-risks-being-too-tough-on-banking-moral-hazard/#.UVxflmefW9s"&gt;Ser&amp;aacute; demais?&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="clear:both;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://comunidade.xl.pt/JNegocios/aggbug.aspx?PostID=63391" width="1" height="1"&gt;</description><category domain="http://comunidade.xl.pt/JNegocios/blogs/massamonetaria/archive/tags/Pontos+cr_26002300_237_3B00_ticos/default.aspx">Pontos cr&amp;#237;ticos</category></item><item><title>37 dias para aprovar uma pensão</title><link>http://comunidade.xl.pt/JNegocios/blogs/massamonetaria/archive/2013/04/03/37-dias-para-aprovar-uma-pens-227-o.aspx</link><pubDate>Wed, 03 Apr 2013 16:20:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="false">34e15d2d-3e48-4f1b-ad6d-78e9292216db:63384</guid><dc:creator>Elisabete Miranda</dc:creator><slash:comments>4</slash:comments><description>&lt;p&gt;Pedro Mota Soares garantiu esta quarta-feira no Parlamento que o tempo que medeia o pedido e a aprova&amp;ccedil;&amp;atilde;o de uma pens&amp;atilde;o de reforma foi de 37 dias em m&amp;eacute;dia, na Seguran&amp;ccedil;a Social.&amp;nbsp;Os dados s&amp;atilde;o de 2012 e registam uma redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o&amp;nbsp;em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o aos anos precedentes, em que o tempo m&amp;eacute;dio de 49 e 45 dias respectivamente e 2010 e 2011.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os n&amp;uacute;meros contrastam com a realidade descrita pelo Provedor de Justi&amp;ccedil;a. Num of&amp;iacute;cio enviado h&amp;aacute; duas semanas&amp;nbsp;ao Ministro da Solidariedade e da Seguran&amp;ccedil;a Social e &amp;agrave; presidente do Instituto da Seguran&amp;ccedil;a Social, Mariana Ribeiro Ferreira, o Provedor descrevia atrasos que aguardam resposta h&amp;aacute;&amp;nbsp;um ano. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A responsabilidade &amp;eacute; do deficiente funcionamento do Centro Nacional de Pens&amp;otilde;es, que ter&amp;aacute; sofrido uma sangria de pessoal, mas tamb&amp;eacute;m da sua fraca articula&amp;ccedil;&amp;atilde;o com os Centros Distritais de Seguran&amp;ccedil;a Social, nomeadamente o do Porto, que concentra o maior n&amp;uacute;mero de queixas. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Pedir uma pens&amp;atilde;o que precisa de ser acumulada com pens&amp;otilde;es oriundas do estrangeiro, aumenta ainda mais o pesadelo, diz o Provedor. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Alfredo Jos&amp;eacute; de Sousa&amp;nbsp;fala de &amp;quot;impactos muito negativos na vida dos interessados, sobretudo daqueles que vivem em situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es dram&amp;aacute;ticas de insufici&amp;ecirc;ncia econ&amp;oacute;mica e se v&amp;ecirc;em privados, durante longos per&amp;iacute;odos de tempo, da sua pens&amp;atilde;o&amp;quot;. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O Governo desdramatiza a situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;div style="clear:both;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://comunidade.xl.pt/JNegocios/aggbug.aspx?PostID=63384" width="1" height="1"&gt;</description><category domain="http://comunidade.xl.pt/JNegocios/blogs/massamonetaria/archive/tags/N_26002300_250_3B00_meros+que+contam/default.aspx">N&amp;#250;meros que contam</category></item><item><title>E se o cliente lava dinheiro ou financia terroristas?  </title><link>http://comunidade.xl.pt/JNegocios/blogs/massamonetaria/archive/2013/03/28/e-se-o-cliente-lava-dinheiro-ou-financia-terroristas.aspx</link><pubDate>Thu, 28 Mar 2013 18:23:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="false">34e15d2d-3e48-4f1b-ad6d-78e9292216db:62380</guid><dc:creator>João Maltez</dc:creator><slash:comments>3</slash:comments><description>&lt;p&gt;Um &lt;a target="_blank" href="http://www.oa.pt/Conteudos/Artigos/detalhe_artigo.aspx?idc=31632&amp;amp;ida=124406"&gt;parecer da Ordem dos Advogados&lt;/a&gt;&amp;nbsp;critica de forma severa uma proposta do Parlamento e o Conselho europeus para alterar a legisla&amp;ccedil;&amp;atilde;o sobre preven&amp;ccedil;&amp;atilde;o da utiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do sistema financeiro para efeitos de branqueamento de capitais e de financiamento do terrorismo. Exige-se respeito pelo sigilo profissional do advogado, diz o parecer assinado pelo baston&amp;aacute;rio.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em causa est&amp;aacute; a manuten&amp;ccedil;&amp;atilde;o da regra que obriga os advogados a prescindir do sigilo profissional e a comunicar &amp;agrave;s autoridades factos que lhes tenham sido revelados pelos respectivos clientes. Desde que, de forma directa ou indirecta, possam ter por objecto actos ou opera&amp;ccedil;&amp;otilde;es de &amp;ldquo;lavagem de dinheiro&amp;rdquo; e financiamento de actos terroristas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Fica a opini&amp;atilde;o de dois especialistas em Direito Europeu, a partir das duas perguntas que se seguem:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&lt;strong&gt;1 - Concorda com a posi&amp;ccedil;&amp;atilde;o cr&amp;iacute;tica da Ordem dos Advogados relativamente &amp;agrave; proposta de directiva do Parlamento e Conselho europeus? Porqu&amp;ecirc;?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&lt;strong&gt;2 - Devem ou n&amp;atilde;o os advogados, individualmente, estar sujeitos &amp;agrave; obriga&amp;ccedil;&amp;atilde;o de comunicar &amp;agrave;s autoridades eventuais casos de clientes que incorram no crime de branqueamento de capitais? Porqu&amp;ecirc;?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;br /&gt;Jo&amp;atilde;o Paulo Teixeira de Matos&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;S&amp;oacute;cio da Garrigues, &lt;br /&gt;&lt;/em&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Advogado especialista em Direito Europeu e da Concorr&amp;ecirc;ncia&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;1 -&lt;/strong&gt; No que respeita &amp;agrave;s obriga&amp;ccedil;&amp;otilde;es de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o por parte dos advogados &amp;agrave;s autoridades, a proposta de directiva n&amp;atilde;o se afasta substancialmente das obriga&amp;ccedil;&amp;otilde;es de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o j&amp;aacute; hoje previstas nas&amp;nbsp; &lt;a target="_blank" href="http://www.oa.pt/Conteudos/Artigos/detalhe_artigo.aspx?idc=31632&amp;amp;ida=124406"&gt;Diretivas 2005/60/CE&lt;/a&gt; e&amp;nbsp;&lt;a target="_blank" href="http://eur-lex.europa.eu/LexUriServ/LexUriServ.do?uri=OJ:L:2006:214:0029:0034:PT:PDF"&gt;2006/70/CE&lt;/a&gt;, transpostas para o ordenamento jur&amp;iacute;dico interno pela &lt;a target="_blank" href="http://dre.pt/pdf1sdip/2008/06/10800/0318603199.PDF"&gt;Lei n&amp;ordm; 25/2008&amp;ordm; 25/2008&lt;/a&gt;, de 5 de Junho.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Essas obriga&amp;ccedil;&amp;otilde;es j&amp;aacute; existem, tendo Portugal optado, a meu ver bem, pelo menor dos males &amp;ndash; em lugar de estabelecer uma rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o directa entre os advogados e as autoridades policiais, &amp;agrave; luz do que permitem as directivas, interp&amp;ocirc;s-se a Ordem dos Advogados. Ou seja, a comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; feita pelos advogados &amp;agrave; respectiva Ordem.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No parecer ora publicado a Ordem dos Advogados pronuncia-se contra qualquer tipo de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre advogados e autoridades policiais, seja uma comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o directa, seja uma comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o por interposta pessoa, como sucede no regime actual, posi&amp;ccedil;&amp;atilde;o com a qual concordo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;2-&lt;/strong&gt; N&amp;atilde;o. Mesmo que atrav&amp;eacute;s da Ordem dos Advogados. O direito vigente j&amp;aacute; obriga os advogados a efectuarem tais comunica&amp;ccedil;&amp;otilde;es, atrav&amp;eacute;s da Ordem dos Advogados. Sempre me pareceu uma m&amp;aacute; solu&amp;ccedil;&amp;atilde;o (ainda que atrav&amp;eacute;s da Ordem dos Advogados)&amp;nbsp; na medida em que contende com algo que deveria ser &amp;ldquo;sagrado&amp;rdquo; na profiss&amp;atilde;o de advogado &amp;ndash; o sigilo profissional. O sigilo profissional existe primordialmente para proteger o cliente &amp;ndash; &amp;eacute; um direito que este tem a que o que chega ao conhecimento do advogado no exerc&amp;iacute;cio da sua rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o profissional (e n&amp;atilde;o necessariamente por comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o do cliente) deve permanecer sob reserva absoluta. Em meu entender este &amp;eacute; um principio fundamental, estruturante de um estado de direito e de uma sociedade regida pelo primado do direito. &amp;Eacute; um direito dos cidad&amp;atilde;os enquanto tais. N&amp;atilde;o est&amp;aacute; obviamente em causa a m&amp;aacute; utiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do sigilo profissional para encobrir a pr&amp;aacute;tica de actividades il&amp;iacute;citas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A advocacia &amp;eacute; uma profiss&amp;atilde;o que se rege por princ&amp;iacute;pios &amp;eacute;ticos e deontol&amp;oacute;gicos muito fortes, que sempre soube criar os mecanismos para - seja por via disciplinar, seja por via criminal &amp;ndash; reagir eficazmente a eventuais utiliza&amp;ccedil;&amp;otilde;es abusivas e il&amp;iacute;citas do sigilo profissional. O que est&amp;aacute; em causa na legisla&amp;ccedil;&amp;atilde;o vigente e que se mant&amp;eacute;m no projecto de directiva, &amp;eacute; a compress&amp;atilde;o desse direito fundamental dos cidad&amp;atilde;os por for&amp;ccedil;a de um valor que o legislador considera mais importante que &amp;eacute; a investiga&amp;ccedil;&amp;atilde;o das actividades de branqueamento de capitais e de financiamento do terrorismo. N&amp;atilde;o retiro import&amp;acirc;ncia &amp;agrave; investiga&amp;ccedil;&amp;atilde;o e &amp;agrave; repress&amp;atilde;o do branqueamento de capitais ou do financiamento do terrorismo, mas penso que tal n&amp;atilde;o se dever&amp;aacute; fazer &amp;agrave; custa da limita&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um direito t&amp;atilde;o fundamental como &amp;eacute; o sigilo profissional do advogado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;br /&gt;Miguel Mendes Pereira&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;S&amp;oacute;cio da Vieira de Almeida&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Advogado especialista em Direito Europeu e da Concorr&amp;ecirc;ncia&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;1 -&lt;/strong&gt; Concordo com alguns dos pontos expressos no parecer da OA, nomeadamente o sublinhar do sigilo profissional a que est&amp;atilde;o sujeitos os advogados como garantia do Estado de Direito democr&amp;aacute;tico e o apelo a que em circunst&amp;acirc;ncia alguma os advogados fiquem obrigados a comunicar informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;agrave; Unidade de Informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Financeira.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;N&amp;atilde;o me revejo totalmente na forma absolutista como a quest&amp;atilde;o &amp;eacute; enunciada porque justamente num Estado de Direito democr&amp;aacute;tico n&amp;atilde;o existem valores absolutos &amp;ndash; nem a vida &amp;ndash; e h&amp;aacute; que proceder constantemente a uma pondera&amp;ccedil;&amp;atilde;o e concilia&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos valores que a comunidade entendeu merecerem tutela constitucional.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Tenho tamb&amp;eacute;m s&amp;eacute;rias d&amp;uacute;vidas de legalidade relativas ao apelo feito para que a Directiva venha a impor aos Estados-membros o fim das ac&amp;ccedil;&amp;otilde;es ao portador. O art. 345.&amp;ordm; do.&amp;nbsp; &lt;a target="_blank" href="http://eur-lex.europa.eu/pt/treaties/index.htm"&gt;Tratado sobre o Funcionamento da Uni&amp;atilde;o&lt;/a&gt;&amp;nbsp;determina que o Direito da UE em nada prejudica o regime de propriedade nos Estados membros e a imposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de p&amp;ocirc;r termo &amp;agrave;s ac&amp;ccedil;&amp;otilde;es ao portador parece-me chocar de frente com este princ&amp;iacute;pio sacrossanto do Direito Europeu.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;2 -&lt;/strong&gt; Um advogado ficar sujeito individualmente &amp;agrave; obriga&amp;ccedil;&amp;atilde;o de comunicar ou informar as autoridades, em caso algum, porque isso seria abrir uma porta perigosa. Mas n&amp;atilde;o me choca que nalguns casos o advogado deva tomar uma decis&amp;atilde;o em conjunto com a sua Ordem profissional, nomeadamente com o seu Baston&amp;aacute;rio. Sublinhe-se que estamos a falar sempre e s&amp;oacute; de casos muito graves, de financiamento de terrorismo e branqueamento de capitais, todos os outros casos est&amp;atilde;o exclu&amp;iacute;dos desta discuss&amp;atilde;o e por isso a quest&amp;atilde;o nem se suscita.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Se um advogado se aperceber a dado momento que a transac&amp;ccedil;&amp;atilde;o do seu cliente que &amp;eacute; suposto assessorar se destina a financiar uma opera&amp;ccedil;&amp;atilde;o terrorista, parece-me que qualquer troca de informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o a este prop&amp;oacute;sito s&amp;oacute; deve ter lugar entre o advogado e o respons&amp;aacute;vel m&amp;aacute;ximo da Ordem dos Advogados. Qualquer obriga&amp;ccedil;&amp;atilde;o de informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o que seja imposta neste contexto deve ser institucional e recair sobre a Ordem, a qual funcionar&amp;aacute; como filtro do advogado individual, trazendo a pondera&amp;ccedil;&amp;atilde;o, dist&amp;acirc;ncia e frieza que uma decis&amp;atilde;o t&amp;atilde;o s&amp;eacute;ria sempre implicar&amp;aacute;.&lt;/p&gt;
&lt;/p&gt;&lt;div style="clear:both;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://comunidade.xl.pt/JNegocios/aggbug.aspx?PostID=62380" width="1" height="1"&gt;</description><category domain="http://comunidade.xl.pt/JNegocios/blogs/massamonetaria/archive/tags/Pontos+cr_26002300_237_3B00_ticos/default.aspx">Pontos cr&amp;#237;ticos</category></item><item><title>Controlo de capitais em Chipre: uma história de dois euros</title><link>http://comunidade.xl.pt/JNegocios/blogs/massamonetaria/archive/2013/03/27/controlo-de-capitais-uma-hist-243-ria-de-dois-euros.aspx</link><pubDate>Wed, 27 Mar 2013 15:54:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="false">34e15d2d-3e48-4f1b-ad6d-78e9292216db:62184</guid><dc:creator>Rui Peres Jorge</dc:creator><slash:comments>1</slash:comments><description>&lt;p&gt;&lt;a href="http://comunidade.xl.pt/JNegocios/cfs-file.ashx/__key/CommunityServer.Blogs.Components.WeblogFiles/massamonetaria/5381.EUROS.jpg"&gt;&lt;img src="http://comunidade.xl.pt/JNegocios/resized-image.ashx/__size/550x0/__key/CommunityServer.Blogs.Components.WeblogFiles/massamonetaria/5381.EUROS.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:xx-small;"&gt;Pre&amp;ccedil;os em euro num supermercado cipriota &lt;b&gt;Fonte:&lt;/b&gt; Simon Dawson/Bloomberg&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Come&amp;ccedil;am a conhecer-se as medidas de controlo de capital em Chipre. Segundo o Guardian, dep&amp;oacute;sitos a prazo n&amp;atilde;o poder&amp;atilde;o ser levantados antes de tempo; cheques podem ser depositados mas n&amp;atilde;o levantados; os pagamentos para fora de Chipre est&amp;atilde;o proibidos (com excep&amp;ccedil;&amp;otilde;es: os cipriotas podem sair do pa&amp;iacute;s com um m&amp;aacute;ximo de 3 mil euros; os pagamentos de importa&amp;ccedil;&amp;otilde;es s&amp;atilde;o permitidos contra apresenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o da &amp;ldquo;documenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o relevante&amp;rdquo;; e os cipriotas poder&amp;atilde;o transferir um m&amp;aacute;ximo de 10 mil euros por trimestre para filhos que estudem no estrangeiro); al&amp;eacute;m disso, e entre outras, os pagamentos com cart&amp;atilde;o de cr&amp;eacute;dito no estrangeiro n&amp;atilde;o podem ultrapassar os cinco mil euros por m&amp;ecirc;s. As medidas dever&amp;atilde;o vigorar durante 7 dias.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que &amp;eacute; que isto significa para a uni&amp;atilde;o monet&amp;aacute;ria?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;S&amp;atilde;o impressionantes as an&amp;aacute;lises que se l&amp;ecirc;em nestes dias sobre este tema. N&amp;atilde;o &amp;eacute; para menos: &amp;eacute; que se o caso cipriota anima o debate geral sobre os benef&amp;iacute;cios e malef&amp;iacute;cios dos controlos de capitais, a sua dimens&amp;atilde;o &amp;uacute;nica &amp;eacute; estas limita&amp;ccedil;&amp;otilde;es acontecerem dentro de uma uni&amp;atilde;o monet&amp;aacute;ria. Isso &amp;eacute; &amp;uacute;nico significar&amp;aacute;, em termos substantivos e se se prolongar por mais que uns dias, que deixou rigorosamente de existir apenas uma moeda na uni&amp;atilde;o monet&amp;aacute;ria europeia, como escreve &lt;a target="_blank" href="http://economistsview.typepad.com/timduy/2013/03/do-capital-controls-mean-cyprus-has-already-left-the-eurozone.html"&gt;Tim Duy no seu Fed&amp;rsquo;s Watch&lt;/a&gt;. Guntram B. Wolff, no Bruegel, argumenta na mesma linha: com o controlo de capitais, &lt;a target="_blank" href="http://www.bruegel.org/nc/blog/detail/article/1060-capital-controls-will-put-the-euro-at-risk/"&gt;um euro em Chipre vale menos que um euro em qualquer noutro pa&amp;iacute;s da Zona Euro&lt;/a&gt;, um desenvolvimento pol&amp;iacute;tico &amp;ldquo;que mina o sistema monet&amp;aacute;rio &amp;uacute;nico&amp;rdquo; e &amp;ldquo;arrisca enviar um sinal fatal aos mercados que poder&amp;aacute; muito bem iniciar futuras corridas aos dep&amp;oacute;sitos noutros locais&amp;rdquo;. Wolff e Darvas, tamb&amp;eacute;m no Bruegel, num post publicado j&amp;aacute; hoje avisam para &lt;a target="_blank" href="http://www.bruegel.org/nc/blog/detail/article/1061-it-is-not-yet-too-late-to-drop-the-idea-of-capital-controls-in-cyprus/"&gt;cinco riscos&lt;/a&gt; concretos da decis&amp;atilde;o de controlar capitais, entre elas a viola&amp;ccedil;&amp;atilde;o de principios b&amp;aacute;sicos do Tratado da Uni&amp;atilde;o Europeia. Al&amp;eacute;m destes textos estamos tamb&amp;eacute;m a ler:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;2. &lt;a target="_blank" href="http://ftalphaville.ft.com/2013/03/27/1438772/capital-controls-and-the-cypri-outlier/"&gt;Capital controls and the Cypri-outlier&lt;/a&gt;. Uma boa an&amp;aacute;lise de Cardiff Garcia no Alphaville sobre o debate em torno dos controlos de capitais e a distin&amp;ccedil;&amp;atilde;o que deve ser feita quando se aplicam numa uni&amp;atilde;o monet&amp;aacute;ria;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;3. &lt;a target="_blank" href="http://www.ft.com/intl/cms/s/0/243a4eda-954a-11e2-a4fa-00144feabdc0.html#axzz2OkfoVI4F"&gt;Cyprus adds to Europe&amp;rsquo;s confusion&lt;/a&gt;. Martin Wolf, no FT, analisa o caso cipriota, olha para o caso dos dois euros, e coloca o enfoque na necessidade de um verdadeira uni&amp;atilde;o banc&amp;aacute;ria (e or&amp;ccedil;amental) na Zona Euro;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. &lt;a target="_blank" href="http://www.bloomberg.com/news/2013-03-27/cyprus-capital-controls-first-in-eu-could-last-years.html"&gt;Cyprus Capital Controls First in EU Could Last Years&lt;/a&gt;. A Bloomberg olha para casos anteriores de controlos de capitais e diz que duraram entre seis meses e v&amp;aacute;rios anos. Na Isl&amp;acirc;ndia, cinco anos depois, ainda h&amp;aacute; medidas de controlo;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. &lt;a target="_blank" href="http://www.bbc.co.uk/news/business-21937615"&gt;Cyprus crisis: What are capital controls and why does it need them?&amp;nbsp; &lt;/a&gt;A BBC faz uma an&amp;aacute;lise simples ao controlo de capitais cipriota;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="clear:both;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://comunidade.xl.pt/JNegocios/aggbug.aspx?PostID=62184" width="1" height="1"&gt;</description><category domain="http://comunidade.xl.pt/JNegocios/blogs/massamonetaria/archive/tags/Estamos+a+Ler/default.aspx">Estamos a Ler</category></item><item><title>Mil milhões de euros: a despesa fiscal em reestruturações empresariais </title><link>http://comunidade.xl.pt/JNegocios/blogs/massamonetaria/archive/2013/03/26/mil-milh-245-es-de-euros-a-despesa-fiscal-em-reestrutura-231-245-es-empresariais.aspx</link><pubDate>Tue, 26 Mar 2013 12:24:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="false">34e15d2d-3e48-4f1b-ad6d-78e9292216db:62028</guid><dc:creator>Elisabete Miranda</dc:creator><slash:comments>0</slash:comments><description>&lt;p&gt;Franquelim Alves, secret&amp;aacute;rio de Estado do Empreendedorismo, Competitividade e Inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o, disse na semana passada que o Governo est&amp;aacute; a estudar novas formas de incentivo &amp;agrave;s fus&amp;otilde;es e aquisi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de empresas portuguesas, com o objectivo de lhes conferir &amp;quot;massa cr&amp;iacute;tica&amp;quot;. Al&amp;eacute;m desta iniciativa, estar&amp;aacute; tamb&amp;eacute;m a ser trabalhado um plano de reindustrializa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Pa&amp;iacute;s. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;De acordo com o &lt;a target="_blank" href="http://www.portugal.gov.pt/media/856397/Relatorio_Despesa_Fiscal_2012.pdf"&gt;relat&amp;oacute;rio da despesa fiscal de 2013&lt;/a&gt;, o Estado deixar&amp;aacute; de encaixar este ano 1.013 milh&amp;otilde;es de euros em impostos como o IRC, IMT e imposto de selo nas reestrutura&amp;ccedil;&amp;otilde;es empresariais (fus&amp;otilde;es, aquisi&amp;ccedil;&amp;otilde;es e cis&amp;otilde;es de empresas). Este valor corresponde a 10% de todos os benef&amp;iacute;cios fiscais concedidos no Pa&amp;iacute;s, sendo o segundo maior, em valor, depois dos apoios &amp;agrave; protec&amp;ccedil;&amp;atilde;o social. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Se as previs&amp;otilde;es do Governo se confirmarem, as&amp;nbsp;reestrutura&amp;ccedil;&amp;otilde;es empresariais representar&amp;atilde;o este ano tr&amp;ecirc;s vezes mais despesa fiscal do que os incentivos ao&amp;nbsp;investimento, onze vezes mais do que a investiga&amp;ccedil;&amp;atilde;o e desenvolvimento e 24 vezes mais do que os apoios &amp;agrave; cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o de emprego. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;S&amp;atilde;o a maior despesa fiscal no IRC, representando 74,5% do imposto que o Estado deixa de cobrar neste imposto.&amp;nbsp; &lt;/p&gt;&lt;div style="clear:both;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://comunidade.xl.pt/JNegocios/aggbug.aspx?PostID=62028" width="1" height="1"&gt;</description><category domain="http://comunidade.xl.pt/JNegocios/blogs/massamonetaria/archive/tags/N_26002300_250_3B00_meros+que+contam/default.aspx">N&amp;#250;meros que contam</category></item><item><title>Chipre e os três tipos de crises financeiras: liquidez, solvência e estupidez</title><link>http://comunidade.xl.pt/JNegocios/blogs/massamonetaria/archive/2013/03/22/chipre-e-os-tr-234-s-tipos-de-crises-financeiras-liquidez-solv-234-ncia-e-estupidez.aspx</link><pubDate>Fri, 22 Mar 2013 13:18:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="false">34e15d2d-3e48-4f1b-ad6d-78e9292216db:61548</guid><dc:creator>Rui Peres Jorge</dc:creator><slash:comments>0</slash:comments><description>&lt;p&gt;&lt;a href="http://comunidade.xl.pt/JNegocios/cfs-file.ashx/__key/CommunityServer.Blogs.Components.WeblogFiles/massamonetaria/1732.Gimme.JPG"&gt;&lt;img src="http://comunidade.xl.pt/JNegocios/resized-image.ashx/__size/550x0/__key/CommunityServer.Blogs.Components.WeblogFiles/massamonetaria/1732.Gimme.JPG" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:xx-small;"&gt;Cartoon de Patrick Chappatte &lt;b&gt;Fonte:&lt;/b&gt; Acting Man&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os cartoons ajudam a relativizar: aqui fica contributo de Pater Tenebrarum de onde pedimos emprestado o desenho acima com que abrimos este &amp;quot;Estamos a ler&amp;quot; dedicado &amp;agrave; crise cipriota e que segue com a &lt;a target="_blank" href="http://www.bruegel.org/nc/blog/detail/article/1048-europes-cyprus-blunder-and-its-consequences/#.UUt76FcpuSo"&gt;an&amp;aacute;lise&lt;/a&gt; de Nicolas V&amp;eacute;ron aos desenvolvimentos da &amp;uacute;ltima semana, com enfoque na proposta inicial que, ao financiamento de 10 mil milh&amp;otilde;es de euros da UE e do FMI, juntava uma taxa sobre todos os dep&amp;oacute;sitos, incluindo os de valor abaixo de 100 mil euros. O autor diz que lhe vem &amp;agrave; cabe&amp;ccedil;a uma frase de um ex-economista chefe do FMI, Mike Musa, que a prop&amp;oacute;sito das crises asiat&amp;aacute;ticas do final dos anos 90 ter&amp;aacute; dito: &amp;quot;h&amp;aacute; tr&amp;ecirc;s tipos de crise financeiras: crises de liquidez, crises de solv&amp;ecirc;ncia e crises de estupidez&amp;quot;. Vale a pena ler o texto de V&amp;eacute;ron pela forma como enquadra as v&amp;aacute;rias dimens&amp;otilde;es &amp;ndash; pol&amp;iacute;tica, econ&amp;oacute;mica e financeira &amp;ndash; da crise cipriota, na qual se evidenciam os riscos da decis&amp;atilde;o irreflectida de taxar dep&amp;oacute;sitos abaixo de 100 mil euros e a forma como as elei&amp;ccedil;&amp;otilde;es e a pol&amp;iacute;tica alem&amp;atilde; est&amp;atilde;o a prejudicar a gest&amp;atilde;o da crise. Estamos tamb&amp;eacute;m a ler: &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;2. &lt;a target="_blank" href="http://www.bruegel.org/nc/blog/detail/article/1051-options-for-cyprus/"&gt;Options for Cyprus&lt;/a&gt;. Zsolt Darvas, no Bruegel, analisa as op&amp;ccedil;&amp;otilde;es dispon&amp;iacute;veis para o Chipre &amp;agrave; entrada do fim de semana que, no limite, poder&amp;aacute; ditar a sa&amp;iacute;da do pa&amp;iacute;s da Zona Euro. O &amp;quot;Ciprexit&amp;quot; seria pontencialmente desastroso, diz, defendendo no entanto a posi&amp;ccedil;&amp;atilde;o do BCE de fechar a torneira caso n&amp;atilde;o exista acordo;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;3. &lt;a target="_blank" href="http://www.guardian.co.uk/business/2013/mar/21/cyprus-risks-unthinkable-bailout-ultimatum"&gt;Cyprus crisis: EU risks the unthinkable if bailout ultimatum fails&lt;/a&gt;. Larry Elliot, no The Guardian, analisa o cen&amp;aacute;rio mais dr&amp;aacute;m&amp;aacute;tico desta crise: uma sa&amp;iacute;da do Chipre;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;4. &lt;a target="_blank" href="http://marginalrevolution.com/marginalrevolution/2013/03/a-short-history-of-bank-deposit-and-levies.html"&gt;A short history of bank deposit levies&lt;/a&gt;. M&amp;aacute;s noticias para os que v&amp;ecirc;em as taxas sobre dep&amp;oacute;sitos como uma excentricidade cipriota: j&amp;aacute; aconteceu v&amp;aacute;rias vezes e na Europa, nota o Tyler Cowen no Merginal Revolution; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;5. &lt;a target="_blank" href="http://www.reuters.com/article/2013/03/21/uk-eurozone-cyprus-call-idUKBRE92K0DW20130321"&gt;Euro zone call notes reveal extent of alarm over Cyprus&lt;/a&gt;. A pe&amp;ccedil;a da Reuters que noticiou o debate entre os l&amp;iacute;deres europeus sobre uma eventual sa&amp;iacute;da do Chipre da Zona Euro;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;6. &lt;a target="_blank" href="http://www.voxeu.org/article/cyprus-what-are-alternatives"&gt;Cyprus: What are the alternatives?&lt;/a&gt; Uma an&amp;aacute;lise &amp;agrave; import&amp;acirc;ncia de reestruturar o sistema banc&amp;aacute;rio cipriota por Thorsten Beck, no Vox;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;7. &lt;a target="_blank" href="http://www.zerohedge.com/news/2013-03-21/ubs-george-magnus-asks-why-are-european-streets-relatively-quiet"&gt;UBS&amp;#39; George Magnus Asks &amp;quot;Why Are The European Streets Relatively Quiet?&lt;/a&gt;. Tyler Durden, do Zero Hedge, d&amp;aacute; destaque &amp;agrave; opini&amp;atilde;o de George Magnus, da UBS, que questiona porque &amp;eacute; que as ruas est&amp;atilde;o t&amp;atilde;o calmas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;8. &lt;a target="_blank" href="http://krugman.blogs.nytimes.com/2013/03/21/cyprus-the-sum-of-all-fubar/"&gt;Cyprus: The Sum of All FUBAR&lt;/a&gt;. Krugman diz que o Chipre &amp;eacute; a soma de todos os FUBAR (para quem n&amp;atilde;o reconhece, &amp;eacute; rever o &amp;ldquo;Resgate do Soldado Ryan&amp;rdquo;).&lt;/p&gt;&lt;div style="clear:both;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://comunidade.xl.pt/JNegocios/aggbug.aspx?PostID=61548" width="1" height="1"&gt;</description><category domain="http://comunidade.xl.pt/JNegocios/blogs/massamonetaria/archive/tags/Estamos+a+Ler/default.aspx">Estamos a Ler</category></item><item><title>O importante discurso de Carlos Costa sobre o pós-troika</title><link>http://comunidade.xl.pt/JNegocios/blogs/massamonetaria/archive/2013/03/20/o-importante-discurso-de-carlos-costa-sobre-o-p-243-s-troika.aspx</link><pubDate>Wed, 20 Mar 2013 17:50:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="false">34e15d2d-3e48-4f1b-ad6d-78e9292216db:61283</guid><dc:creator>Rui Peres Jorge</dc:creator><slash:comments>0</slash:comments><description>&lt;p&gt;&lt;a href="http://comunidade.xl.pt/JNegocios/cfs-file.ashx/__key/CommunityServer.Blogs.Components.WeblogFiles/massamonetaria/3823.Carlos-Costa.jpg"&gt;&lt;img src="http://comunidade.xl.pt/JNegocios/resized-image.ashx/__size/550x0/__key/CommunityServer.Blogs.Components.WeblogFiles/massamonetaria/3823.Carlos-Costa.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:xx-small;"&gt;&lt;b&gt;Fonte:&lt;/b&gt; Neg&amp;oacute;cios&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para o governador Portugal dever&amp;aacute; candidatar-se a um programa cautelar do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (com poss&amp;iacute;vel apoio do programa de compra de d&amp;iacute;vida p&amp;uacute;blica do BCE)&amp;nbsp;para, no p&amp;oacute;s-Junho de 2014, substituir o actual programa de assist&amp;ecirc;ncia. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Se juntarmos a &lt;a target="_blank" href="http://www.bportugal.pt/pt-PT/OBancoeoEurosistema/IntervencoesPublicas/Lists/FolderDeListaComLinks/Attachments/189/intervpub20130319.pdf"&gt;posi&amp;ccedil;&amp;atilde;o tornada p&amp;uacute;blica ontem&lt;/a&gt;, &amp;agrave;s declara&amp;ccedil;&amp;otilde;es j&amp;aacute; deste ano de Olli Renh, ent&amp;atilde;o torna-se como cada vez mais prov&amp;aacute;vel que ao actual programa de ajustamento se siga um outro programa&amp;nbsp;&amp;ndash; &lt;a target="_blank" href="http://comunidade.xl.pt/JNegocios/blogs/massamonetaria/archive/2013/02/01/portugal-candidato-a-mais-um-ano-de-troika.aspx"&gt;como aqui hav&amp;iacute;amos notado em Fevereiro&lt;/a&gt; &amp;ndash; com caracter&amp;iacute;sticas diferentes, mas com condicionalidade de pol&amp;iacute;ticas econ&amp;oacute;micas e&amp;nbsp;avalia&amp;ccedil;&amp;otilde;es regulares &amp;agrave; economia. Vale a pena ler o que disse Carlos Costa, num discurso&amp;nbsp;que analisamos em&amp;nbsp;seis pontos:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;1. Portugal chega ao fim do programa em situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o fr&amp;aacute;gil ...&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Chegados ao fim do Programa, Portugal precisa de convencer os investidores de que lhe podem emprestar dinheiro. Contudo, a economia est&amp;aacute; numa situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o fr&amp;aacute;gil que decorre tamb&amp;eacute;m dos resultados terem ficado aqu&amp;eacute;m das metas iniciais.&amp;nbsp;Eis a aprecia&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Governador do Banco de Portugal:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&lt;i&gt;No final do Programa, a correc&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos desequil&amp;iacute;brios macroecon&amp;oacute;micos acumulados pela economia portuguesa n&amp;atilde;o estar&amp;aacute; completa, tal como n&amp;atilde;o estar&amp;aacute; ainda consolidada a nossa credibilidade junto dos mercados.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&lt;i&gt;&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&lt;i&gt;Com efeito, terminado o Programa, e de acordo com os novos limites para o d&amp;eacute;fice or&amp;ccedil;amental e para a d&amp;iacute;vida p&amp;uacute;blica, acordados no &amp;acirc;mbito do 7&amp;ordm; exame regular do PAEF:&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&lt;i&gt;&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:60px;"&gt;&lt;i&gt;&amp;ndash; O d&amp;eacute;fice or&amp;ccedil;amental dever&amp;aacute; apresentar em 2014 um valor de 4.0%; apenas em 2015 dever&amp;aacute; ser inferior a 3% do PIB (2.5% do PIB);&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:60px;"&gt;&lt;i&gt;&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:60px;"&gt;&lt;i&gt;&amp;ndash; O r&amp;aacute;cio da d&amp;iacute;vida dever&amp;aacute; atingir um m&amp;aacute;ximo de 124% em 2014 e diminuir gradualmente, estando em 2016 apenas ligeiramente abaixo dos 120%. &lt;/i&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&lt;i&gt;&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&lt;i&gt;Assim, no final do Programa estaremos ainda com n&amp;iacute;veis de endividamento muito elevados e, no caso da d&amp;iacute;vida p&amp;uacute;blica, ainda numa fase ascendente. Sem o financiamento oficial, teremos de assegurar o financiamento dos d&amp;eacute;fices e o refinanciamento da d&amp;iacute;vida nos mercados financeiros. Neste contexto, &amp;eacute; fundamental nesse per&amp;iacute;odo assegurar a confian&amp;ccedil;a dos mercados na nossa economia. &lt;/i&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;b&gt;2. No p&amp;oacute;s-Junho 2014 Portugal dever&amp;aacute; procurar um programa europeu de assist&amp;ecirc;ncia: o &amp;quot;Programa Cautelar&amp;quot;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O regresso aos mercados pode ser atribulado e a &amp;uacute;ltima coisa que o Pa&amp;iacute;s quer &amp;eacute; ensaiar um regresso para acabar exclu&amp;iacute;do novamente. Carlos Costa considera por isso que s&amp;atilde;o necess&amp;aacute;rios mecanismos de interven&amp;ccedil;&amp;atilde;o no mercado de d&amp;iacute;vida p&amp;uacute;blica que evitem que os investidores fujam novamente:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&lt;i&gt;No per&amp;iacute;odo de transi&amp;ccedil;&amp;atilde;o, n&amp;atilde;o podemos excluir situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es de volatilidade excessiva do mercado. Assim, &amp;eacute; essencial que, para fazer face a situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es contingentes, se disponha de mecanismos de interven&amp;ccedil;&amp;atilde;o no mercado prim&amp;aacute;rio e secund&amp;aacute;rio da d&amp;iacute;vida p&amp;uacute;blica que evitem que os investidores se afastem da economia portuguesa. A meu ver, a credibilidade das nossas pol&amp;iacute;ticas macroecon&amp;oacute;micas e do nosso ajustamento dever&amp;aacute; ser refor&amp;ccedil;ada pela operacionaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos mecanismos europeus de interven&amp;ccedil;&amp;atilde;o no mercado da d&amp;iacute;vida p&amp;uacute;blica, o que pressup&amp;otilde;e, como contrapartida, a adop&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um Programa Cautelar.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;b&gt;3. Um programa cautelar n&amp;atilde;o &amp;eacute; um programa de assist&amp;ecirc;ncia mas&amp;nbsp;&amp;eacute; um programa&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Para um pa&amp;iacute;s como Portugal, que sai de um Programa de Assist&amp;ecirc;ncia Financeira, um Programa Cautelar funciona como um instrumento de refor&amp;ccedil;o da credibilidade do processo de ajustamento macroecon&amp;oacute;mico no per&amp;iacute;odo imediatamente a seguir ao final do Programa.&lt;/i&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;Eacute; f&amp;aacute;cil imaginar o debate p&amp;uacute;blico perante a op&amp;ccedil;&amp;atilde;o de recorrer ao programa cautelar: &amp;eacute; ou n&amp;atilde;o um novo resgate? Por um lado, &amp;eacute; certo que se trata de um mecanismo de financiamento para casos de emerg&amp;ecirc;ncia, e nesse sentido muito diferente do actual programa. Por outro lado o mecanismo proposto por Carlos Costa implica a assinatura de um memorando de entendimento e nova condicionalidade de pol&amp;iacute;tica. Eis o que diz o l&amp;iacute;der da autoridade monet&amp;aacute;ria nacional:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&lt;i&gt;Um Programa Cautelar &amp;eacute; um programa de acompanhamento das pol&amp;iacute;ticas e da evolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o econ&amp;oacute;mica de um pa&amp;iacute;s que apresenta algumas vulnerabilidades. N&amp;atilde;o &amp;eacute; um programa de assist&amp;ecirc;ncia financeira. Pode ser visto como um mecanismo de seguro, com uma linha de cr&amp;eacute;dito de reserva associada, que pode ser utilizada para superar perturba&amp;ccedil;&amp;otilde;es tempor&amp;aacute;rias no financiamento de mercado, associadas, nomeadamente a efeitos de cont&amp;aacute;gio resultantes de acontecimentos externos &amp;agrave; economia portuguesa&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&lt;i&gt;(...)&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&lt;i&gt;&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&lt;i&gt;A condicionalidade que lhe est&amp;aacute; associada &amp;eacute; a contrapartida da solidariedade dos nossos parceiros europeus e contribui para consolidar a confian&amp;ccedil;a dos mercados nas pol&amp;iacute;ticas econ&amp;oacute;micas do pa&amp;iacute;s.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF), na &lt;a target="_blank" href="http://www.efsf.europa.eu/attachments/efsf_guideline_on_precautionary_programmes.pdf"&gt;introdu&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;agrave; descri&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos programas&lt;/a&gt;&amp;nbsp;cautelares,&amp;nbsp;diz que este deve ser um mecanismo mais leve e&amp;nbsp;que reduza o estigma do programa de assist&amp;ecirc;ncia:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;Beyond helping to reinforce the credibility of the country&amp;rsquo;s macroeconomic performance, an important contribution of a precautionary programme may be the positive signal that it sends to markets. This means a precautionary programme should be designed in a way that reduces the stigma effect of a regular programme, while ensuring an appropriate strict conditionality.&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&lt;br /&gt;By its nature as a crisis prevention tool, the precautionary programme should have lighter procedures and be more swiftly implementable than the regular crisis resolution programmes supported by the EFSF. The less cumbersome procedures should allow countries to react in a timelier manner in order to prevent a crisis and reduce exposure to contagion, as well as to send a positive signal and comfort financial markets that this is only a short-term arrangement.&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;4. Qual &amp;eacute; afinal a condicionalidade que est&amp;aacute; associada a um programa cautelar?&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O Governador diz que a condicionalidade &amp;eacute; a que decorre do cumprimento do pacto or&amp;ccedil;amental, nos quais se inclui o objectivo de redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o de d&amp;iacute;vida p&amp;uacute;blica (passar dos 124% do PIB de 2014 para 60% do PIB em 20 anos) e de manuten&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um d&amp;eacute;fice estrutural de 0,5% do PIB:&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&lt;i&gt;&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&lt;i&gt;No caso de Portugal, a condicionalidade do Programa Cautelar deve corresponder &amp;agrave; que decorre do cumprimento do &lt;a target="_blank" href="http://www.ecb.int/pub/pdf/other/art1_mb201205en_pp79-94en.pdf"&gt;Pacto Or&amp;ccedil;amental&lt;/a&gt; &amp;ndash; o qual inclui, em particular, a regra de equil&amp;iacute;brio do saldo or&amp;ccedil;amental estrutural e a regra de redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o da divida p&amp;uacute;blica - mas com uma vigil&amp;acirc;ncia refor&amp;ccedil;ada. Seria uma esp&amp;eacute;cie de &amp;ldquo;Pacto Or&amp;ccedil;amental Refor&amp;ccedil;ado&amp;rdquo; (Enhanced Fiscal Compact). &lt;/i&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O &amp;ldquo;refor&amp;ccedil;o&amp;rdquo; do pacto or&amp;ccedil;amental est&amp;aacute; associado &amp;agrave; necessidade de assinatura de um memorando de entendimento ao abrigo do programa cautelar. N&amp;atilde;o existindo experi&amp;ecirc;ncia anterior, n&amp;atilde;o &amp;eacute; certo exactamente o detalhe desse memorando. Se associado ao programa cautelar estiver a disponibiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do rec&amp;eacute;m-criado programa de compra de d&amp;iacute;vida p&amp;uacute;blica do BCE (OMT), ent&amp;atilde;o a condicionalidade ser&amp;aacute; &amp;ldquo;estrita e efectiva&amp;rdquo;, diz o pr&amp;oacute;prio BCE, &lt;a target="_blank" href="http://www.ecb.int/press/pr/date/2012/html/pr120906_1.en.html"&gt;na especifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o do OMT&lt;/a&gt;:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&lt;i&gt;Uma condi&amp;ccedil;&amp;atilde;o necess&amp;aacute;rio para o OMT &amp;eacute; a aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o de condicionalidade estrita e efectiva associada a um programa do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira/Mecanismo Europeu de Estabilidade. Esses programas podem assumir a forma de programas completos de ajustamento macroecon&amp;oacute;mico do EFSF/ESM ou de um programa de preven&amp;ccedil;&amp;atilde;o (Enhanced Conditions Credit Line), desde que incluam a possibilidade de compras em mercado prim&amp;aacute;rio pelo FEEF/ESM.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para perceber esta quest&amp;atilde;o, vale a pena voltar ao FEEF e ao que nos diz sobre a condicionalidade associada a estes programas:&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Interessam neste caso os programas definidos como &amp;ldquo;3.2 An enhanced conditions credit line (ECCL)&amp;rdquo; e &amp;ldquo;3.3 An enhanced conditions credit line with sovereign partial risk protection (ECCL+)&amp;rdquo;. No primeiro caso trata-se da possibilidade de empr&amp;eacute;stimos directos, no segundo caso &amp;eacute; facultado pelo FEEF um seguro parcial de risco (PPC) sobre as obriga&amp;ccedil;&amp;otilde;es portuguesas.&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Access to the ECCL+ corresponds - as a basis - to the same criteria and conditionality as that of the ECCL, while reflecting the specific circumstances requiring the issuance of a PPC. The MoU will detail the corrective measures to be adopted during the availability period and the commitment to comply with the eligibility criteria for the duration of the PPCs. Non-compliance would lead to a revised or new MoU including new policy measures if needed.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&lt;i&gt;&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&lt;i&gt;A Member State receiving an ECCL, ECCL+ or drawing a PCCL is placed under enhanced surveillance by the Commission for its availability period. The content of the enhanced surveillance will vary according to the nature of the risks to financial stability or imbalances to address.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&lt;i&gt;&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&lt;i&gt;The Commission, in liaison with the ECB, will carry out an enhanced surveillance of the Member State concerned (where a ECCL/ECCL+ is granted or a PCCL drawn) and report every three months to the members of the Eurogroup Working Group on the persistence of the risk of future problems in maintaining access to market financing on reasonable terms and on the continuous respect of the policy conditions (including the implementation of the corrective measures announced by the beneficiary Member State in case of ECCL/ECCL+). &lt;/i&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;In case the Member State deviates from its policy conditions or if those commitments have become clearly inadequate to resolve the threat of financial disturbance, the members of the Eurogroup, after having received an analysis from the Commission prepared in liaison with the ECB, may decide on a proposal from the EFSF to close the credit line. The beneficiary Member State will then be expected to request a regular stability support, with a full macroeconomic adjustment programme, following the procedure applicable to it.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Resumindo: n&amp;atilde;o sendo ainda claro o grau de detalhe, sabe-se que haver&amp;aacute; &amp;quot;supervis&amp;atilde;o melhorada&amp;quot;, no &amp;acirc;mbito de um&amp;nbsp;memorando de entendimento, o qual ser&amp;aacute;&amp;nbsp;avaliado numa base trimestral (n&amp;atilde;o se sabendo se a avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o ser&amp;aacute; p&amp;uacute;blica). O FEEF &amp;eacute; ainda claro ao afirmar que a viola&amp;ccedil;&amp;atilde;o das condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de pol&amp;iacute;tica poder&amp;atilde;o levar ao fecho da linha de cr&amp;eacute;dito. A assist&amp;ecirc;ncia do FMI no desenho do programa ser&amp;aacute; &amp;ldquo;activamente procurada em todos so casos&amp;rdquo;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;5. Como &amp;eacute; que o programa &amp;eacute; activado?&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O programa em si &amp;eacute; activado mal seja solicitado o acesso pelo Estado-membro e aprovado pelas autoridades europeias. Estes programas t&amp;ecirc;m dura&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um ano, podendo ser renovados por duas vezes por per&amp;iacute;odos de seis meses. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Concedido o acesso ao programa, fica garantida a possibilidade de activar a linha de cr&amp;eacute;dito a qualquer momento. Novamente o FEEF:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;b&gt;
&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;The activation of the credit line is at the initiative of the beneficiary Member State. The Member State has the flexibility to request the draw-down of funds or a primary market intervention at any time during the availability period of the credit line according to the agreed terms. It shall inform the EFSF at least a week in advance of its intention to draw funds, depending on the intended size. The maximum size of a tranche or primary market purchase shall be set in the initial decision to grant a credit line. The lending conditions will be the same as for regular EFSF loans. &lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&lt;br /&gt;The fulfilment of the conditionality of the MoU shall be reassessed and the adequacy of a precautionary programme re-evaluated by the members of the Eurogroup Working Group, on the basis of an EFSF proposal that incorporates the analysis from the Commission, in liaison with the ECB, when funds are drawn by the beneficiary Member State. A decision shall be taken on a case by case basis by the Eurogroup Working Group on whether the beneficiary Member State steps out from its guarantee to the EFSF.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;6. &amp;ldquo;A nova normalidade&amp;rdquo; or&amp;ccedil;amental aposta no controlo efectivo da despesa&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A segunda parte do discurso de Carlos Costa olha depois para o p&amp;oacute;s-programa cautelar. &amp;Eacute; nesse contexto que defende regras or&amp;ccedil;amentais que garantam os resultados definidos no pacto or&amp;ccedil;amental e um &amp;ldquo;pacto de regime&amp;rdquo; em torno dessas metas; um &amp;ldquo;pacto social&amp;rdquo; em torno das pol&amp;iacute;ticas de rendimentos e da competitividade; e uma aposta numa economia mais din&amp;acirc;mica. Atentamos aqui &amp;agrave; dimens&amp;atilde;o or&amp;ccedil;amental que, refere Carlos Costa,&amp;nbsp;tem como objectivo:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&lt;i&gt;&amp;eacute; imperativo o equil&amp;iacute;brio or&amp;ccedil;amental, definido como um d&amp;eacute;fice estrutural n&amp;atilde;o superior a 0.5% do PIB. Adicionalmente, o r&amp;aacute;cio da d&amp;iacute;vida p&amp;uacute;blica dever&amp;aacute; convergir para 60% do PIB em 20 anos. A t&amp;iacute;tulo ilustrativo, e admitindo hip&amp;oacute;teses para o crescimento do PIB nominal e para a taxa de juro da d&amp;iacute;vida de cerca de 4 por cento por ano (em ambos os casos), a diminui&amp;ccedil;&amp;atilde;o do r&amp;aacute;cio da d&amp;iacute;vida para o valor de refer&amp;ecirc;ncia requer excedentes or&amp;ccedil;amentais prim&amp;aacute;rios de cerca de 2 por cento do PIB, por ano, durante 20 anos. Trata-se de um esfor&amp;ccedil;o de consolida&amp;ccedil;&amp;atilde;o or&amp;ccedil;amental sem precedente na hist&amp;oacute;ria recente da economia portuguesa.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Perante a dimens&amp;atilde;o do desafio, o governador sublinha a import&amp;acirc;nica de cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o de v&amp;aacute;rias regras:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&lt;i&gt;a disciplina or&amp;ccedil;amental deve assentar na defini&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um Quadro Or&amp;ccedil;amental Plurianual vi&amp;aacute;vel e eficaz&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&lt;i&gt;&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&lt;i&gt;A viabilidade desse Quadro deve ser suportada pelo estabelecimento de um designado &amp;ldquo;Pacto de Regime&amp;rdquo;, isto &amp;eacute;, um acordo entre as principais for&amp;ccedil;as pol&amp;iacute;ticas que defina de forma clara as restri&amp;ccedil;&amp;otilde;es incontorn&amp;aacute;veis que se imp&amp;otilde;em ao(s) partido(s) que esteja(m) no governo (...) este acordo deve tamb&amp;eacute;m contemplar regras de distribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o, entre redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o de d&amp;iacute;vida p&amp;uacute;blica e redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o de impostos, de b&amp;oacute;nus de crescimento econ&amp;oacute;mico que venham a ocorrer&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&lt;i&gt;&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&lt;i&gt;A&amp;nbsp;efic&amp;aacute;cia do Quadro Or&amp;ccedil;amental Plurianual deve ser suportada pela defini&amp;ccedil;&amp;atilde;o de limites vinculativos para a despesa p&amp;uacute;blica nominal num horizonte de m&amp;eacute;dio prazo. Estes limites t&amp;ecirc;m de ser respeitados nas propostas anuais de or&amp;ccedil;amento do Estado, s&amp;oacute; podendo ser ultrapassados em circunst&amp;acirc;ncias muito excecionais. &lt;/i&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&lt;i&gt;&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&lt;i&gt;Ancorar a estrat&amp;eacute;gia or&amp;ccedil;amental em limites plurianuais para a despesa p&amp;uacute;blica tem a vantagem de responder &amp;agrave; principal fonte de indisciplina das contas p&amp;uacute;blicas que h&amp;aacute; d&amp;eacute;cadas se manifesta em Portugal.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;i&gt;&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="clear:both;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://comunidade.xl.pt/JNegocios/aggbug.aspx?PostID=61283" width="1" height="1"&gt;</description><category domain="http://comunidade.xl.pt/JNegocios/blogs/massamonetaria/archive/tags/Pontos+cr_26002300_237_3B00_ticos/default.aspx">Pontos cr&amp;#237;ticos</category></item><item><title>Arquitectos da reestruturação grega propõem resgate alternativo para Chipre</title><link>http://comunidade.xl.pt/JNegocios/blogs/massamonetaria/archive/2013/03/19/arquitectos-da-reestrutura-231-227-o-grega-prop-245-em-resgate-alternativo-para-chipre.aspx</link><pubDate>Tue, 19 Mar 2013 12:36:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="false">34e15d2d-3e48-4f1b-ad6d-78e9292216db:61096</guid><dc:creator>Rui Peres Jorge</dc:creator><slash:comments>0</slash:comments><description>&lt;p&gt;&lt;a href="http://comunidade.xl.pt/JNegocios/cfs-file.ashx/__key/CommunityServer.Blogs.Components.WeblogFiles/massamonetaria/8611.CYPRUS_5F00_I-Love.jpg"&gt;&lt;img src="http://comunidade.xl.pt/JNegocios/resized-image.ashx/__size/550x0/__key/CommunityServer.Blogs.Components.WeblogFiles/massamonetaria/8611.CYPRUS_5F00_I-Love.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:xx-small;"&gt;T-shirt &amp;agrave; venda para turistas no Chipre &lt;b&gt;Fonte:&lt;/b&gt; Chris Ratcliffe / Bloomberg&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Lee Buchheit e Mitu Gulati, os arquitectos da reestrutura&amp;ccedil;&amp;atilde;o grega, est&amp;atilde;o a fazer furor com um texto de ontem onde prop&amp;otilde;em um plano alternativo para o resgate cipriota. Em &amp;ldquo;&lt;a target="_blank" href="http://papers.ssrn.com/sol3/papers.cfm?abstract_id=2235359"&gt;Walking Back From Cyprus&lt;/a&gt;&amp;rdquo; os autores criticam a op&amp;ccedil;&amp;atilde;o europeia de atacar os dep&amp;oacute;sitos de valor inferior &amp;agrave; garantia euopeia de 100 mil euros ao mesmo tempo que protegem os detentores de obriga&amp;ccedil;&amp;otilde;es do Estado grego. A sua solu&amp;ccedil;&amp;atilde;o, passa por proteger esses depositantes, fazer uma reestrutura&amp;ccedil;&amp;atilde;o ligeira da d&amp;iacute;vida p&amp;uacute;blica grega e dos dep&amp;oacute;sitos nos montantes acima de 100 mil euros, mas sempre garantindo o capital e alguns juros. Vale a pena ler. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os autores apresentam as quatro op&amp;ccedil;&amp;otilde;es que estavam em cima da mesa:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;Entering Friday&amp;rsquo;s meeting, the leaders had four options on the table, none of them pleasant:&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;(i) Give Cyprus a complete bailout (estimated to cost &amp;euro;18 billion);&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;(ii) Restructure the outstanding Cypriot bonds, &amp;euro;4.4 billion of which are governed by Cypriot law and &amp;euro;3.8 billion by English law; &lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;(iii) Haircut excess deposits in the Cypriot banking system; that is, deposits in excess of the &amp;euro;100,000 minimum covered by the local deposit insurance scheme. These represent about half of the total deposit base;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;(iv) Haircut the insured deposits;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A solu&amp;ccedil;&amp;atilde;o escolhida pela troika e pelo governo cipriota usou as op&amp;ccedil;&amp;otilde;es (iii) e (iv) com as seguintes implica&amp;ccedil;&amp;otilde;es:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;a) A proposta inicial passou por taxar dep&amp;oacute;sitos acima de 100 mil euros em 9,9% e os dep&amp;oacute;sitos abaixo de 100 mil euros em 6,75%. Entretanto est&amp;atilde;o a ser negociadas altera&amp;ccedil;&amp;otilde;es a estes valores, mas os 5,8 mil milh&amp;otilde;es de receita dever&amp;atilde;o manter-se; &lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;b) Os detentores de obriga&amp;ccedil;&amp;otilde;es, entre os quais, notam Buchheit e Gulati, est&amp;atilde;o v&amp;aacute;rios &amp;ldquo;hedge funds&amp;rdquo; que investiram em t&amp;iacute;tulos gregos, comprando a desconto de 25% e 30% saem sem perdas. A 3 de Junho vence uma obriga&amp;ccedil;&amp;atilde;o de 1,4 mil milh&amp;otilde;es de euros;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Se os l&amp;iacute;deres europeus tivessem decidido proteger os dep&amp;oacute;sitos e privilegiassem os perdas aos detentores de obriga&amp;ccedil;&amp;otilde;es, ent&amp;atilde;o os autores prop&amp;otilde;em:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;1) Assegurar que todos dep&amp;oacute;sitos abrangidos pelo sistema de garantia de dep&amp;oacute;sitos (100 mil euros) s&amp;atilde;o est&amp;atilde;o, efectivamente garantidos;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;2) Aos montantes em excesso a 100 mil euros seria imposta uma troca por certificados de dep&amp;oacute;sito, no mesmo montante em excesso, com uma maturidade entre 5 e 10 anos, e com uma taxa vari&amp;aacute;vel. Estes t&amp;iacute;tulos, pelo menos nas maturidades mais longas, poderiam receber uma garantia atrav&amp;eacute;s das reservas de g&amp;aacute;s natural;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;3) A maturidade de todas as obriga&amp;ccedil;&amp;otilde;es seria estendida, por exemplo, por 5 anos &amp;ndash; o que adiaria aos cofres do Estado cerca de 6,6 mil milh&amp;otilde;es em despesas nos pr&amp;oacute;ximos tr&amp;ecirc;s anos (per&amp;iacute;odo do &amp;ldquo;bailout&amp;rdquo; a ser financiado pela troika)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Com esta solu&amp;ccedil;&amp;atilde;o, defendem:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;1) Garantir-se-ia por cinco a dez anos financiamento para os bancos, o que lhes permitiria atravessar a crise melhor&amp;nbsp; e tornaria mais f&amp;aacute;cil desenhar um plano de estabiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o para o sistema financeiro;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;2) Por outro lado, adiar-se-iam despesas significativas de refinanciamento da d&amp;iacute;vida (com um reestrutura&amp;ccedil;&amp;atilde;o muito ligeira), o que aliviaria em muito as necessidades de financiamento oficial;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Est&amp;aacute; feito o resumo, mas o melhor &amp;eacute; mesmo &lt;a target="_blank" href="http://papers.ssrn.com/sol3/papers.cfm?abstract_id=2235359"&gt;ler o texto&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="clear:both;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://comunidade.xl.pt/JNegocios/aggbug.aspx?PostID=61096" width="1" height="1"&gt;</description><category domain="http://comunidade.xl.pt/JNegocios/blogs/massamonetaria/archive/tags/Pontos+cr_26002300_237_3B00_ticos/default.aspx">Pontos cr&amp;#237;ticos</category></item><item><title>Imposto cipriota sobre depósitos renderia 18 mil milhões de euros em Portugal</title><link>http://comunidade.xl.pt/JNegocios/blogs/massamonetaria/archive/2013/03/19/imposto-cipriota-sobre-dep-243-sitos-renderia-18-mil-milh-245-es-de-euros-em-portugal.aspx</link><pubDate>Tue, 19 Mar 2013 11:31:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="false">34e15d2d-3e48-4f1b-ad6d-78e9292216db:61086</guid><dc:creator>Rui Peres Jorge</dc:creator><slash:comments>4</slash:comments><description>&lt;p&gt;&lt;a href="http://comunidade.xl.pt/JNegocios/cfs-file.ashx/__key/CommunityServer.Blogs.Components.WeblogFiles/massamonetaria/6644.Gaspar-e-Guindos.jpg"&gt;&lt;img src="http://comunidade.xl.pt/JNegocios/resized-image.ashx/__size/550x0/__key/CommunityServer.Blogs.Components.WeblogFiles/massamonetaria/6644.Gaspar-e-Guindos.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:xx-small;"&gt;V&amp;iacute;tor Gaspar, ministro das Finan&amp;ccedil;as portugu&amp;ecirc;s e Luis de Guindo, ministro da Economia espanhol, num Eurogrupo. Fonte: Jock Fistick / Bloomberg&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mais um grande evento na Zona Euro: um novo resgate e mais um porta aberta &amp;agrave; forma de financiamento dos Estados: taxas sobre patrim&amp;oacute;nio e neste caso, mais concretamente, sobre dep&amp;oacute;sitos. Quanto renderia nos perif&amp;eacute;ricos? Bom, segundo a Goldmans Sachs um impostos cipriota em Portugal poderia render 18 milh&amp;otilde;es de euros (11% do PIB).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os l&amp;iacute;deres europeus t&amp;ecirc;m vincado que a solu&amp;ccedil;&amp;atilde;o cipriota &amp;eacute; &amp;uacute;nica. Ontem, ao longo do dia, cresceu a confian&amp;ccedil;a de que n&amp;atilde;o haveria um efeito de cont&amp;aacute;gio na Gr&amp;eacute;cia, nem de corridas aos bancos noutros pa&amp;iacute;ses perif&amp;eacute;ricos &amp;ndash; um risco considerado reduzido, mas n&amp;atilde;o negligenci&amp;aacute;vel.&amp;nbsp; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No entanto, como sublinharam v&amp;aacute;rios especialistas, h&amp;aacute; portas que depois de abertas j&amp;aacute; n&amp;atilde;o &amp;eacute; poss&amp;iacute;vel fechar totalmente: a decis&amp;atilde;o cipriota coloca no menu de op&amp;ccedil;&amp;otilde;es algo totalmente novo: a possibilidade de taxar riqueza, e dep&amp;oacute;sitos em particular, como forma de financiamento dos Governos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E foi por isso mesmo que os economistas do Goldman Sachs, numa nota amplamente citada nos &amp;uacute;ltimos dias, calcularam qual seria a receita &amp;agrave; disposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos v&amp;aacute;rios governos perif&amp;eacute;ricos com uma taxa deste tipo: 18 mil milh&amp;otilde;es, no caso portugu&amp;ecirc;s, se a taxa m&amp;eacute;dia sobre os dep&amp;oacute;sitos for 8,5% como a inicialmente desenhada no Chipre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis a quest&amp;atilde;o para, Jernej Omahen, do Goldman:&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&lt;i&gt;Um depositante num banco perif&amp;eacute;rico ir&amp;aacute; provavelmente colocar a quest&amp;atilde;o &amp;oacute;bvia: Qu&amp;atilde;o prov&amp;aacute;vel &amp;eacute; um imposto sobre os meus dep&amp;oacute;sitos?&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&lt;i&gt;Um imposto sobre dep&amp;oacute;sitos ir&amp;aacute; certamente requerer aos depositantes nos bancos dos GIIPS [acr&amp;oacute;nimo com iniciais dos pa&amp;iacute;ses perif&amp;eacute;ricos] que avaliem duas aspectos: (1) a probabilidade das poupan&amp;ccedil;as serem usadas para salvar bancos (&amp;lsquo;bail-in&amp;rsquo;) e (2) a percep&amp;ccedil;&amp;atilde;o das suas poupan&amp;ccedil;as como base potencial para um imposto sobre a riqueza&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&lt;i&gt;Na nossa opini&amp;atilde;o, &amp;eacute; pouco prov&amp;aacute;vel que o risco de &amp;ldquo;bail-in&amp;rdquo; afecte os depositantes da periferia neste ponto &amp;ndash; afinal, o Chipre est&amp;aacute; a atrasado em lidar com os seus assuntos banc&amp;aacute;rios (...) a percep&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos dep&amp;oacute;sitos como base para uma potencial tributa&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute;, no entanto, novo, e a dura&amp;ccedil;&amp;atilde;o e alcance do seu impacto dif&amp;iacute;cil de avaliar&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Seguem-se as contas para tr&amp;ecirc;s cen&amp;aacute;rios: uma taxa de 0,1% sobre todos os dep&amp;oacute;sitos, uma taxa de 1% e uma taxa de 8,5%, equivalente ao que o Chipre se prepara para fazer (embora com taxas distintas entre montantes de depositantes). Portugal poderia alcan&amp;ccedil;ar um encaixe pr&amp;oacute;ximo de 18 mil milh&amp;otilde;es de euros... tentador&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://comunidade.xl.pt/JNegocios/cfs-file.ashx/__key/CommunityServer.Blogs.Components.WeblogFiles/massamonetaria/3302.Goldman.JPG"&gt;&lt;img src="http://comunidade.xl.pt/JNegocios/resized-image.ashx/__size/550x0/__key/CommunityServer.Blogs.Components.WeblogFiles/massamonetaria/3302.Goldman.JPG" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="clear:both;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://comunidade.xl.pt/JNegocios/aggbug.aspx?PostID=61086" width="1" height="1"&gt;</description><category domain="http://comunidade.xl.pt/JNegocios/blogs/massamonetaria/archive/tags/Pontos+cr_26002300_237_3B00_ticos/default.aspx">Pontos cr&amp;#237;ticos</category></item><item><title>Inflação de 0% em Fevereiro</title><link>http://comunidade.xl.pt/JNegocios/blogs/massamonetaria/archive/2013/03/12/infla-231-227-o.aspx</link><pubDate>Tue, 12 Mar 2013 16:18:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="false">34e15d2d-3e48-4f1b-ad6d-78e9292216db:59962</guid><dc:creator>Rui Peres Jorge</dc:creator><slash:comments>0</slash:comments><description>&lt;p&gt;&lt;a target="_blank" href="http://www.jornaldenegocios.pt/economia/conjuntura/detalhe/precos_em_portugal_nao_variaram_em_fevereiro.html"&gt;Os pre&amp;ccedil;os n&amp;atilde;o variaram em Fevereiro&lt;/a&gt;&amp;nbsp;deste ano face a 2011, mediu o INE.&amp;nbsp;Filipe Garcia, da IMF, comenta os resultados, diz que a infla&amp;ccedil;&amp;atilde;o s&amp;oacute; n&amp;atilde;o foi negativa porque o pre&amp;ccedil;os dos&amp;nbsp;combust&amp;iacute;veis subiu, mas lembra tamb&amp;eacute;m&amp;nbsp;que Fevereiro &amp;eacute; tipicamente um m&amp;ecirc;s de infla&amp;ccedil;&amp;atilde;o baixa. Jos&amp;eacute; Miguel Moreira, do Montepio l&amp;ecirc; neste valor um sinal de confirma&amp;ccedil;&amp;atilde;o das an&amp;aacute;lises que vieram fazendo durante o ano passado de que as press&amp;otilde;es inflacionistas de&amp;nbsp;2012&amp;nbsp;seriam, em grande medida, tempor&amp;aacute;rias.&amp;nbsp;Paula Carvalho sublinha que, excluindo os pre&amp;ccedil;os energ&amp;eacute;ticos, a infla&amp;ccedil;&amp;atilde;o est&amp;aacute; negativa desde Janeiro, um sintoma da fragilidade da actividade econ&amp;oacute;mica.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:x-small;"&gt;&lt;i&gt;Nota do editor: No &amp;quot;Reac&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos Economistas&amp;quot; pode ler, sem edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Neg&amp;oacute;cios, a an&amp;aacute;lise aos principais indicadores econ&amp;oacute;micos pelos gabinetes de estudos do Montepio, Millennium bcp, BPI, NECEP (Universidade Cat&amp;oacute;lica) e IMF,&amp;nbsp;isto sem preju&amp;iacute;zo de outras contribui&amp;ccedil;&amp;otilde;es menos regulares. Esta &amp;eacute; parte da &amp;quot;mat&amp;eacute;ria-prima&amp;quot; com que o Neg&amp;oacute;cios trabalha e que agora fica tamb&amp;eacute;m ao seu dispor.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Paula Carvalho - Departamento de Estudos do Banco BPI&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&lt;strong&gt;1. A recente tend&amp;ecirc;ncia da infla&amp;ccedil;&amp;atilde;o constitui mais um sinal da debilidade da procura interna, pois a taxa de infla&amp;ccedil;&amp;atilde;o subjacente, excluindo os pre&amp;ccedil;os mais vol&amp;aacute;teis dos bens alimentares e energia, est&amp;aacute; em terreno negativo desde Janeiro (-0.5% em Fevereiro).&lt;/strong&gt; O facto de forte contrac&amp;ccedil;&amp;atilde;o da procura s&amp;oacute; agora se reflectir no andamento da infla&amp;ccedil;&amp;atilde;o justifica-se pelos aumentos de impostos indirectos implementados em 2011 e 2012, que causando aumentos discretos no &amp;iacute;ndice, influenciam o patamar da taxa de infla&amp;ccedil;&amp;atilde;o durante um ano, dada a forma de constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o do indicador. O facto de os pre&amp;ccedil;os dos combust&amp;iacute;veis estarem mais estabilizados, embora num n&amp;iacute;vel elevado, contribui tamb&amp;eacute;m para este cen&amp;aacute;rio.&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&lt;strong&gt;2. A infla&amp;ccedil;&amp;atilde;o negativa ou muito baixa tem consequ&amp;ecirc;ncias positivas.&lt;/strong&gt; Por um lado, constitui um factor de compensa&amp;ccedil;&amp;atilde;o para as fam&amp;iacute;lias, favorecendo o rendimento dispon&amp;iacute;vel real, ou seja, a efectiva capacidade de aquisi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um determinado cabaz de bens de consumo; por outro lado, favorece a competitividade internacional, nomeadamente dentro dos pa&amp;iacute;ses da UEM, onde sendo a taxa de c&amp;acirc;mbio fixa, s&amp;atilde;o os diferenciais de infla&amp;ccedil;&amp;atilde;o e de evolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o salarial que contam para os n&amp;iacute;veis relativos de competitividade.&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&lt;strong&gt;3. Todavia, este cen&amp;aacute;rio tem tamb&amp;eacute;m consequ&amp;ecirc;ncias menos favor&amp;aacute;veis, sobretudo no que diz respeito aos n&amp;iacute;veis de endividamento, mais facilmente dissol&amp;uacute;veis num ambiente de infla&amp;ccedil;&amp;atilde;o positiva e elevada&lt;/strong&gt;. E este &amp;eacute; um problema transversal &amp;agrave; economia portuguesa, fam&amp;iacute;lias, empresas e estado. Concretamente, no que concerne &amp;agrave; d&amp;iacute;vida p&amp;uacute;blica, um cen&amp;aacute;rio de queda de pre&amp;ccedil;os (deflator do PIB) dificultaria o alcance de uma traject&amp;oacute;ria sustent&amp;aacute;vel, exigindo obten&amp;ccedil;&amp;atilde;o de saldos prim&amp;aacute;rios excedent&amp;aacute;rios superiores, para o mesmo custo de financiamento. &amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;b&gt;Filipe Garcia &amp;ndash; Informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Mercados Financeiros&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&lt;strong&gt;1. O m&amp;ecirc;s de Fevereiro &amp;eacute;, normalmente, um m&amp;ecirc;s de em que os pre&amp;ccedil;os se alteram pouco e essa situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o voltou a verificar-se&lt;/strong&gt;. A queda no &amp;ldquo;vestu&amp;aacute;rio e cal&amp;ccedil;ado volta a merecer destaque&amp;rdquo; e&lt;br /&gt;mostra a tentativa de adapta&amp;ccedil;&amp;atilde;o deste sector em acompanhar as din&amp;acirc;micas do consumo das fam&amp;iacute;lias, que est&amp;atilde;o francamente preocupadas com a redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o do rendimento dispon&amp;iacute;vel. O retalho continua a fazer promo&amp;ccedil;&amp;otilde;es muito fortes para se adaptar a esta realidade. A infla&amp;ccedil;&amp;atilde;o s&amp;oacute; n&amp;atilde;o foi mais negativa porque se registaram subidas ligeiras nos pre&amp;ccedil;os dos combust&amp;iacute;veis.&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&lt;strong&gt;2. No que diz respeito &amp;agrave; infla&amp;ccedil;&amp;atilde;o m&amp;eacute;dia, continua o ajustamento em baixa&lt;/strong&gt;, resultante da dilui&amp;ccedil;&amp;atilde;o do impacto da subida do IVA na energia.&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&lt;strong&gt;3. Estamos curiosos para ver os n&amp;uacute;meros relativos a Mar&amp;ccedil;o&lt;/strong&gt;, um m&amp;ecirc;s que normalmente apresenta valores altos em termos de infla&amp;ccedil;&amp;atilde;o pois ir&amp;aacute; condicionar de forma significativa o valor da infla&amp;ccedil;&amp;atilde;o m&amp;eacute;dia de 2013.&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;b&gt;Jos&amp;eacute; Miguel Moreira&amp;nbsp;&amp;ndash;&amp;nbsp;Departamento de&amp;nbsp;Estudos do Montepio&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&lt;strong&gt;1. A infla&amp;ccedil;&amp;atilde;o, medida pela varia&amp;ccedil;&amp;atilde;o hom&amp;oacute;loga do IPC, registou uma estabiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o hom&amp;oacute;loga, um registo inferior ao esperado pelo consenso da Bloomberg&lt;/strong&gt; (-0.1%) e ao observado no m&amp;ecirc;s anterior (+0.2%) e representando a mais baixa leitura desde dezembro de 2009 (-0.1%), dando assim continuidade &amp;agrave; tend&amp;ecirc;ncia descendente evidenciada desde novembro de 2011. &lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&lt;strong&gt;2. Em termos mensais, o IPC registou uma diminui&amp;ccedil;&amp;atilde;o de 0.1%, 0.2 p.p. menor que a verificada no m&amp;ecirc;s hom&amp;oacute;logo do ano, com este comportamento a ser ditado essencialmente pelos pre&amp;ccedil;os do vestu&amp;aacute;rio e cal&amp;ccedil;ado&lt;/strong&gt;, que registaram uma queda de 5.2%, apresentando um forte contributo negativo de -0.34 p.p.. J&amp;aacute; a contribuir positivamente para a evolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o do IPC esteve sobretudo a classe dos transportes (+0.13 p.p.), associado a um crescimento mensal dos pre&amp;ccedil;os de 0.9% e que refletiu essencialmente o agravamento dos pre&amp;ccedil;os dos combust&amp;iacute;veis. &lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&lt;strong&gt;3. A taxa de varia&amp;ccedil;&amp;atilde;o hom&amp;oacute;loga do IPC core foi de -0.5%, inferior em 0.2 p.p. &amp;agrave; observada no m&amp;ecirc;s anterior e permanecendo num n&amp;iacute;vel bastante inferior ao do IPC geral (0.0%)&lt;/strong&gt;. O diferencial entre a taxa de varia&amp;ccedil;&amp;atilde;o hom&amp;oacute;loga deste indicador e a do IPC permaneceu negativo pelo 39&amp;ordm; m&amp;ecirc;s consecutivo, evidenciando que as press&amp;otilde;es inflacionistas advinham, em parte, dos pre&amp;ccedil;os da energia, mas com a infla&amp;ccedil;&amp;atilde;o core a tamb&amp;eacute;m n&amp;atilde;o ter estado imune &amp;agrave;s altera&amp;ccedil;&amp;otilde;es fiscais que foram sendo efetuadas desde meados de 2010. &lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&lt;strong&gt;4. Estes primeiros dados do ano para a infla&amp;ccedil;&amp;atilde;o parecem assim vir confirmar as nossas perspetivas, de que as anteriores press&amp;otilde;es inflacionistas assumiam um car&amp;aacute;cter largamente tempor&amp;aacute;rio.&lt;/strong&gt; Assim, depois da infla&amp;ccedil;&amp;atilde;o no pa&amp;iacute;s (medida pela varia&amp;ccedil;&amp;atilde;o hom&amp;oacute;loga do IHPC) ter abrandado dos 3.6% observados em 2011 para 2.8% em 2012, continuando ainda acima da m&amp;eacute;dia da Zona Euro &amp;ndash; refletindo, essencialmente, o impacto de altera&amp;ccedil;&amp;otilde;es da tributa&amp;ccedil;&amp;atilde;o indireta e de pre&amp;ccedil;os condicionados por procedimentos de natureza administrativa em 2011 e 2012, no contexto das medidas de consolida&amp;ccedil;&amp;atilde;o or&amp;ccedil;amental inclu&amp;iacute;das no programa de ajustamento econ&amp;oacute;mico e financeiro (PAEF) acordado com a troika &amp;ndash;, prevemos que a dissipa&amp;ccedil;&amp;atilde;o desses efeitos tempor&amp;aacute;rios ao longo do presente ano, em conjuga&amp;ccedil;&amp;atilde;o com uma descida do pre&amp;ccedil;o m&amp;eacute;dio anual do petr&amp;oacute;leo, um crescimento relativamente moderado dos pre&amp;ccedil;os de importa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de bens n&amp;atilde;o energ&amp;eacute;ticos, a manuten&amp;ccedil;&amp;atilde;o de uma forte modera&amp;ccedil;&amp;atilde;o salarial &amp;ndash; refletindo a intensa recess&amp;atilde;o econ&amp;oacute;mica que o pa&amp;iacute;s atravessa (apontamos para uma queda anual de 3.0% do PIB em 2012 e de 2.0% em 2013), bem como as novas medidas de austeridade j&amp;aacute; anunciadas &amp;ndash;, e a continua&amp;ccedil;&amp;atilde;o da deteriora&amp;ccedil;&amp;atilde;o do mercado laboral, se traduza num regresso da infla&amp;ccedil;&amp;atilde;o para n&amp;iacute;veis bem mais modestos em 2013, devendo a infla&amp;ccedil;&amp;atilde;o ficar abaixo de 1%, em cerca de 0.8%.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;div style="clear:both;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://comunidade.xl.pt/JNegocios/aggbug.aspx?PostID=59962" width="1" height="1"&gt;</description><category domain="http://comunidade.xl.pt/JNegocios/blogs/massamonetaria/archive/tags/Reac_26002300_231_3B0026002300_227_3B00_o+dos+Economistas/default.aspx">Reac&amp;#231;&amp;#227;o dos Economistas</category></item><item><title>Exportações de Janeiro são bom augúrio para 2013</title><link>http://comunidade.xl.pt/JNegocios/blogs/massamonetaria/archive/2013/03/12/d-233-fice-comercial-nos-250-ltimos-meses-cai-mais-pelas-importa-231-245-es.aspx</link><pubDate>Tue, 12 Mar 2013 16:04:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="false">34e15d2d-3e48-4f1b-ad6d-78e9292216db:59960</guid><dc:creator>Rui Peres Jorge</dc:creator><slash:comments>1</slash:comments><description>&lt;p&gt;&lt;a target="_blank" href="http://www.jornaldenegocios.pt/economia/conjuntura/detalhe/exportacoes_voltam_a_acelerar_no_arranque_do_ano.html"&gt;Exporta&amp;ccedil;&amp;otilde;es de bens cresceram 5,6% em Janeiro&lt;/a&gt;,&amp;nbsp;mediu o INE.&amp;nbsp;Filipe Garcia, da IMF, analisa os dados referentes aos tr&amp;ecirc;s meses&amp;nbsp;findos em Janeiro para evidenciar que, nesse per&amp;iacute;odo, a redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o do d&amp;eacute;fice comercial aconteceu mais pela&amp;nbsp;queda das&amp;nbsp;importa&amp;ccedil;&amp;otilde;es do que pelo crescimento das exporta&amp;ccedil;&amp;otilde;es.&amp;nbsp;Ainda&amp;nbsp;assim, resultado positivo, sem d&amp;uacute;vida, diz.&amp;nbsp;Jos&amp;eacute; Miguel Moreira, do Montepio, evidencia por seu lado, o bom arranque de 2013 com os dados de Janeiro a apontarem para um uma recupera&amp;ccedil;&amp;atilde;o significativa das exporta&amp;ccedil;&amp;otilde;es. Paula Carvalho, do BPI,&amp;nbsp;faz uma leitura semelhante e espera que&amp;nbsp;que o pior, no que ao mercado externo diz respeito, esteja para tr&amp;aacute;s.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:x-small;"&gt;&lt;i&gt;Nota do editor: No &amp;quot;Reac&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos Economistas&amp;quot; pode ler, sem edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Neg&amp;oacute;cios, a an&amp;aacute;lise aos principais indicadores econ&amp;oacute;micos pelos gabinetes de estudos do Montepio, Millennium bcp, BPI, NECEP (Universidade Cat&amp;oacute;lica) e IMF,&amp;nbsp;isto sem preju&amp;iacute;zo de outras contribui&amp;ccedil;&amp;otilde;es menos regulares. Esta &amp;eacute; parte da &amp;quot;mat&amp;eacute;ria-prima&amp;quot; com que o Neg&amp;oacute;cios trabalha e que agora fica tamb&amp;eacute;m ao seu dispor.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Paula Carvalho&amp;nbsp;- Departamento de Estudos do Banco BPI&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;1. O comportamento das exporta&amp;ccedil;&amp;otilde;es de mercadorias em Janeiro constitui um bom aug&amp;uacute;rio, sugerindo que a tend&amp;ecirc;ncia observada ao longo dos &amp;uacute;ltimos anos &amp;eacute; sustentada, tendo por base ganhos de competitividade e esfor&amp;ccedil;os de penetra&amp;ccedil;&amp;atilde;o nos mercados externos por parte dos empres&amp;aacute;rios portugueses. A evolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o registada, ainda que care&amp;ccedil;a de confirma&amp;ccedil;&amp;atilde;o nos pr&amp;oacute;ximos meses, comprova a ideia de que a evolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o do com&amp;eacute;rcio externo registada nos &amp;uacute;ltimos tr&amp;ecirc;s meses de 2012 foi tempor&amp;aacute;ria, fruto de factores espec&amp;iacute;ficos, entre os quais o acentuado arrefecimento dos principais parceiros externos e a ocorr&amp;ecirc;ncia de greves no sector portu&amp;aacute;rio. &lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;2. A relativa dispers&amp;atilde;o dos factores que justificam o bom desempenho das exporta&amp;ccedil;&amp;otilde;es em Janeiro, a n&amp;iacute;vel de mercados de destino e de tipo de produtos, constitui um sinal inequ&amp;iacute;voco de resili&amp;ecirc;ncia acrescida no sector dos bens transacion&amp;aacute;veis: as exporta&amp;ccedil;&amp;otilde;es totais inverteram a traject&amp;oacute;ria de queda (-0.1% em Novembro, -3.2% em Dezembro e +5.6% em Janeiro), evidenciando-se a acelera&amp;ccedil;&amp;atilde;o das exporta&amp;ccedil;&amp;otilde;es com destino &amp;agrave; Uni&amp;atilde;o Europeia: o com&amp;eacute;rcio intracomunit&amp;aacute;rio aumentou 3.3% em Janeiro depois de recuar cerca de 2.5% nos &amp;uacute;ltimos tr&amp;ecirc;s meses de 2012. Destaca-se tamb&amp;eacute;m o bom comportamento das exporta&amp;ccedil;&amp;otilde;es para fora da EU: aumentaram 12% destacando-se os contributos dos mercados de Angola, Arg&amp;eacute;lia, R&amp;uacute;ssia, Brasil e Tun&amp;iacute;sia. Em termos de produtos vendidos ao exterior, refira-se que esta traject&amp;oacute;ria das exporta&amp;ccedil;&amp;otilde;es de mercadorias ocorre num contexto de queda das exporta&amp;ccedil;&amp;otilde;es de dois importantes grupos de produtos: os combust&amp;iacute;veis refinados e os autom&amp;oacute;veis. Destacam-se os contributos positivos das M&amp;aacute;quinas e Equipamentos, Metais Comuns, Bens Agr&amp;iacute;colas e Alimentares, Qu&amp;iacute;micos, entre outros.&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;3. N&amp;atilde;o obstante este bom comportamento, &amp;eacute; de real&amp;ccedil;ar que ser&amp;aacute; mais dif&amp;iacute;cil que as Exporta&amp;ccedil;&amp;otilde;es contribuam de forma expressiva para o andamento do PIB em 2013 dados os elevados ritmos de crescimento registados desde 2010. Todavia, &amp;eacute; essencial a manuten&amp;ccedil;&amp;atilde;o de uma traject&amp;oacute;ria positiva nesta vertente de forma a gerar crescimento econ&amp;oacute;mico sustentado no futuro, assente tamb&amp;eacute;m na retoma do investimento e do emprego e, mais tarde, do consumo. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Jos&amp;eacute; Miguel Moreira - Departamento de Estudos do Montepio&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1. D&amp;eacute;fice comercial arranca ano em forte desagravamento, reflectindo um forte e superior acr&amp;eacute;scimo das exporta&amp;ccedil;&amp;otilde;es face &amp;agrave;s importa&amp;ccedil;&amp;otilde;es&lt;/strong&gt;, sugerindo um regresso das exporta&amp;ccedil;&amp;otilde;es l&amp;iacute;quidas aos crescimentos no 1&amp;ordm;T2013. Balan&amp;ccedil;a comercial registou uma forte diminui&amp;ccedil;&amp;atilde;o do d&amp;eacute;fice em Janeiro, quando ajustada de sazonalidade, com este comportamento a reflectir fortes acr&amp;eacute;scimos tanto das exporta&amp;ccedil;&amp;otilde;es, como das importa&amp;ccedil;&amp;otilde;es mas bastante mais elevado no primeiro caso. &lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&lt;strong&gt;2. Assim, depois da perda de fulgor evidenciada pela balan&amp;ccedil;a comercial desde meados de 2012, este primeiro registo do ano parece indiciar uma retoma da tend&amp;ecirc;ncia de melhoria&lt;/strong&gt; que vinha sendo apresentada desde 2010, com o d&amp;eacute;fice comercial a cair em Janeiro para um n&amp;iacute;vel m&amp;iacute;nimo desde Agosto de 1996.&amp;nbsp; Em termos trimestrais, os primeiros dados para o 1&amp;ordm;T2013 evidenciam um desagravamento do d&amp;eacute;fice da balan&amp;ccedil;a comercial de bens a pre&amp;ccedil;os correntes, sugerindo para j&amp;aacute; um contributo positivo para o crescimento do PIB neste trimestre. &lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&lt;strong&gt;3. Trata-se de um resultado que se dever&amp;aacute; ser confirmado em termos reais&lt;/strong&gt;, apontando-se para um contributo positivo das exporta&amp;ccedil;&amp;otilde;es l&amp;iacute;quidas de bens e servi&amp;ccedil;os para o crescimento do PIB, reflectindo um regresso das exporta&amp;ccedil;&amp;otilde;es aos crescimentos e com as importa&amp;ccedil;&amp;otilde;es a deverem por sua vez continuar a contrair, continuando a reflectir a pior din&amp;acirc;mica interna da economia.&amp;nbsp; &lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&lt;strong&gt;4. Isto depois de, no 4&amp;ordm;T2012, as exporta&amp;ccedil;&amp;otilde;es l&amp;iacute;quidas terem evidenciado um contributo negativo, com as exporta&amp;ccedil;&amp;otilde;es a acabarem por contrair mais do que o que hav&amp;iacute;amos inicialmente admitido&lt;/strong&gt; (com um contributo de -0.8 p.p.) &amp;ndash; em resultado designadamente da maior intensifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o do ritmo de contra&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Zona Euro no final do ano passado &amp;ndash;, contraindo inclusivamente mais do que as importa&amp;ccedil;&amp;otilde;es e mais do que anulando o contributo positivo de 0.5 p.p. apresentado por estas &amp;uacute;ltimas, que registaram em todo o caso tamb&amp;eacute;m uma intensa queda, permanecendo muito condicionadas pela bastante fraca din&amp;acirc;mica interna da economia. Refira-se que as importa&amp;ccedil;&amp;otilde;es s&amp;oacute; n&amp;atilde;o desceram mais porque se assistiu a um aumento dos stocks, que, como referido, implicou um contributo bastante positivo da varia&amp;ccedil;&amp;atilde;o de exist&amp;ecirc;ncias.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;b&gt;Filipe Garcia &amp;ndash; Informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Mercados Financeiros&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&lt;strong&gt;1. Analisando apenas os n&amp;uacute;meros relativos ao trimestre que terminou Janeiro, o mais significativo &amp;eacute; que a redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o do d&amp;eacute;fice da balan&amp;ccedil;a comercial se deu muito mais pelo lado da redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o das importa&amp;ccedil;&amp;otilde;es do que pelo aumento das exporta&amp;ccedil;&amp;otilde;es&lt;/strong&gt;. Trata-se de um sintoma do contexto de recess&amp;atilde;o econ&amp;oacute;mica do pa&amp;iacute;s.&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&lt;strong&gt;2. Vale a pena referir que o se tratou de um per&amp;iacute;odo influenciado por dois aspectos que prejudicaram as exporta&amp;ccedil;&amp;otilde;es&lt;/strong&gt;: as greves nos portos portugueses e o contexto global de abrandamento econ&amp;oacute;mico. A generalidade das economias mundiais registou um abrandamento ou mesmo um recuo no &amp;uacute;ltimo trimestre de 2012, a que Portugal n&amp;atilde;o ficou imune.&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&lt;strong&gt;3. Em todo o caso, trata-se um n&amp;uacute;mero positivo em termos de ajustamento de longo prazo&lt;/strong&gt;, atenuando o desequil&amp;iacute;brio em termos de com&amp;eacute;rcio externo e que &amp;eacute; uma das principais amea&amp;ccedil;as &amp;agrave; economia portuguesa.&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&lt;strong&gt;4. Destaque ainda para o processo de diversifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o de destinos das exporta&amp;ccedil;&amp;otilde;es portuguesas&lt;/strong&gt;, que continua em curso. As exporta&amp;ccedil;&amp;otilde;es para a UE ca&amp;iacute;ram 1.1%, mas subiram 6.4% para fora da comunidade&lt;/p&gt;&lt;div style="clear:both;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://comunidade.xl.pt/JNegocios/aggbug.aspx?PostID=59960" width="1" height="1"&gt;</description><category domain="http://comunidade.xl.pt/JNegocios/blogs/massamonetaria/archive/tags/Reac_26002300_231_3B0026002300_227_3B00_o+dos+Economistas/default.aspx">Reac&amp;#231;&amp;#227;o dos Economistas</category></item></channel></rss>