. Massa Monetária
 
 
1 Abr 2014 21:25
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentar este Post
 



Fonte: Chris Ratcliffe/Bloomberg

 

A Europa chegou finalmente o acordo sobre a união bancária europeia, o que é considerado por muitos como o maior passo de integração financeira (e política) na Zona Euro desde a criação da moeda única.

Em “sete notas sobre união bancária” no final do ano passado explicámos os dos principais instrumentos então em discussão. Vale a pena voltar ao tema agora que as negociações terminaram com um conjunto de perguntas e respostas.

...

Ler Mais

1 Abr 2014 20:30
Colocado por: Elisabete Miranda
Comentar este Post
 

Créditos: Simon Dawson/Bloomberg

 

Numa das vezes que escrevi sobre o facto de haver milhares de pensionistas que, apesar de suportarem a contribuição extraordinária de solidariedade, não vão deduzi-la no IRS devido à forma como a dedução específica está desenhada, fui desafiada pelo leitor Manuel Torres da Silva a apresentar simulações que indiquem exactamente os níveis de rendimento a partir dos quais a CES começa a abater ao rendimento bruto para efeitos de tributação.

 

Porque, argumenta Manuel Torres da Silva, e bem, não é só quem recebe até 22.500 euros por ano (1.607 euros) que não pode fazer qualquer dedução adicional e absorver fiscalmente a CES – a partir desse patamar de 22.500 euros, há ainda um conjunto de pensões que, devido à formula de cálculo da dedução específica, não incorporarão a CES no IRS.

 

Vamos então a isso, começando por recordar o que dizem as regras.

...

Ler Mais

26 Mar 2014 18:32
Colocado por: Catarina Almeida Pereira
Comentar este Post
 


Luís Montenegro, líder parlamentar do PSD, garantiu esta quarta-feira, 26 de Março, que os funcionários públicos não terão, em qualquer caso, uma diminuição da retribuição que recebem.

 

 

"O nosso princípio e a nossa estratégia é esta: os funcionários públicos não vão ter uma retribuição inferior àquela que têm hoje, se houver necessidade de haver substituição de medidas, ela não vai implicar um agravamento em termos de redução salarial face àquilo que está hoje em vigor", reforçou o líder Parlamentar do PSD, citado pela agência Lusa.

...

Ler Mais

20 Mar 2014 20:27
Colocado por: Catarina Almeida Pereira
Comentar este Post
 

 

Três semanas depois de ter eleito a natalidade como prioritária nas políticas a aplicar, Passos Coelho assumiu que quer discutir com os parceiros sociais a redução das indemnizações por despedimentos ilícitos. No primeiro caso falava o presidente do PSD. No segundo caso falou o primeiro-ministro.

 

Entre as duas intenções há potenciais conflitos: o despedimento injustificado de grávidas é ilegal e, por enquanto, custa bem mais caro às empresas. 

...

Ler Mais

12 Mar 2014 16:23
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentar este Post
 

A inflação homóloga regressou a terreno negativo em Fevereiro. Transportes, vestuário e calçado deram os principais contributos para a inflação negativa registada em Fevereiro, analisa José Miguel Moreira, economista do Montepio, que revê a projecção de inflação para 2014 de 0,6% para 0,3%. Filipe Garcia, da IMF, destaca que a eficácia da inflação baixa em Portugal a gerar ganhos de competitividade pelos preços para o país é mitigada pelo facto de toda a Zona Euro estar também com inflação baixa.

 

Nota do editor: No "Reacção dos Economistas" pode ler, sem edição do Negócios, a análise aos principais indicadores económicos pelos gabinetes de estudos do Montepio, Millennium bcp, BPI, NECEP (Universidade Católica) e IMF, isto sem prejuízo de outras contribuições menos regulares. Esta é parte da "matéria-prima" com que o Negócios trabalha e que agora fica também ao seu dispor.  

...

Ler Mais

11 Mar 2014 16:40
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentar este Post
 

A economia portuguesa cresceu 1,7% em termos homólogos no último trimestre do ano. Filipe Garcia, da Informação de Mercados Financeiros, diz que são bons resultados e evidencia o desempenho positivo do investimento. A equipa de economistas do NECEP, da Universidade Católica, considera o regresso do crescimento do investimento como a melhor notícia dos dados divulgados pelo INE. Paula Carvalho, do BPI, e José Miguel Moreira do Montepio destacam além do investimento, o bom desempenho das exportações, como o economista do Montepio a salientar que há sinais animadores quanto à sustentabilidade da recuperação do investimento. Vários economistas evidenciam também o aumento do consumo público, o qual é influenciado pelo aumento do número de horas trabalhadas no Estado de 35 para 40 horas. Ainda assim fica o aviso: se o consumo estiver a aumentar por outras razões, o objectivo de défice será mais difícil de cumprir.

 

Nota do editor: No "Reacção dos Economistas" pode ler, sem edição do Negócios, a análise aos principais indicadores económicos pelos gabinetes de estudos do Montepio, Millennium bcp, BPI, NECEP (Universidade Católica) e IMF, isto sem prejuízo de outras contribuições menos regulares. Esta é parte da "matéria-prima" com que o Negócios trabalha e que agora fica também ao seu dispor.  

 

 ...

Ler Mais

6 Mar 2014 21:08
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentar este Post
 

 

Perante uma inflação homóloga de 0,8% na região, o cenário de quatro anos afastado da sua meta de inflação “abaixo, mas próximo de 2%”, e uma taxa de desemprego nos 12% – quase o dobro da norte-americana – o BCE optou ontem por não tomar qualquer medidas de estímulo monetário adicional. O argumento central do BCE é o de que está em curso apenas um processo natural de ajustamento de preços no rescaldo de uma das maiores crises financeiras da história, o qual tem sido influenciado por alguns factores externos temporários, pelo que não se justifica uma actuação mais enérgica.

 

As opções em Frankfurt contrariam no entanto um número cada vez mais visível de especialistas que vêm avisando para os riscos quer de deflação, quer de inflação muito baixa por um longo período de tempo na Zona Euro. Ontem o tema voltou a marcar a reunião mensal do BCE. Draghi teve de responder a um “post” publicado esta semana por economistas do FMI – incluindo o director do departamento Europeu – que defendiam a urgência do BCE actuar, e explicar a uma jornalista japonesa, que acompanha o Banco de Japão há 15 anos, que lições é que o BCE tira deflação nipónica e porque que não actua de forma preventiva contra risco de deflação.

 

Dada a importância desta questão, em especial para os países da chamada periferia da Zona Euro, vale a pena recuperar argumentos e contra-argumentos.

...

Ler Mais

26 Fev 2014 20:12
Colocado por: Manuel Esteves
Comentar este Post
 

A correcção do défice veio para ficar, diz a Comissão Europeia. Mas as razões invocadas pela comissão não são as mais risonhas, de tal maneira que até parece que são os críticos do programa os mais optimistas. 

...

Ler Mais

21 Fev 2014 11:00
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentar este Post
 

 

Chefes de missão ad troika: Subir Lall, do FMI, e Rasmus Ruffer, do BCE Fonte: Negócios

 

O debate sobre o recurso de Portugal a um programa cautelar tem animado os últimas semanas e assim deverá continuar, pois o Governo garante que não tomará qualquer decisão até Abril. O último contributo para o debate nacional chegou do "think-tank" europeu Bruegel que reconheceu sinais positivos na economia e nos mercados, mas defendeu que ainda assim o País deve recorrer a um programa cautelar, como avançou o Negócios na quinta-feira. Os economistas sustentam a sua posição em dois argumentos: por um lado, Portugal precisa de continuar a implementar reformas que promovam o crescimento económico, e para isso o enquadramento de um programa da troika pode ajudar; por outro, a situação nacional é frágil que não faz sentido arriscar perder a confiança dos investidores enquanto a incerteza sobre a retoma e sobre o futuro permanece elevada. "A economia portuguesa permanecerá frágil e vulnerável a potenciais choques por algum tempo", avisam.

 

Para evidenciarem a fragilidade nacional, os economistas comparam vários indicadores macroeconómicos do Portugal "pré-crise" com o Portugal "pós-troika". Aproveitámos esse trabalho e juntámos-lhe a posição de investimento internacional. Os que se opõem a um programa cautelar apoiam-se na ideia de que os mercados querem saber mais das dinâmicas (dívida e défices em queda) do que dos níveis (muito elevados que permanecem). Ainda assim, é difícil ficar descansado com a comparação que se segue.

...

Ler Mais

21 Fev 2014 8:44
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentar este Post
 

Hoje escrevemos na edição em papel que nas 1.081 páginas de relatórios de avaliação da Comissão Europeia (do programa inicial à nona revisão) não aparecem referidas uma única vez as palavras "pobreza" ou "desigualdade". No outro extremo do "ranking" estão as palavras "orçamental" (que em média surge quase uma vez por página), "emprego" ou "desemprego" (duas vezes em cada três páginas) e "reforma" (uma vez por cada três páginas). As contas são do Bruegel, um "think tank" de Bruxelas, que analisou os vários relatórios da Comissão Europeia num estudo que fez para o Parlamento Europeu e que o Negócios avançou na quinta-feira. O trabalho de análise quantitativa de palavras não se ficou por aqui. Os economistas foram por exemplo à procura da frequência de utilização dos termos "reformas estruturais" e "ajustamento orçamental". Os resultados contam mais um pouco da história do programa de ajustamento português, como mostra o gráfico abaixo:

 

...

Ler Mais

14 Fev 2014 12:42
Colocado por: NunoAguiar
Comentar este Post
 

O INE publicou esta manhã a variação do PIB para o quarto trimestre de 2013, apresentando o primeiro crescimento homólogo desde o final de 2010 (1,6%). Filipe Garcia, do IMF, nota que é "um número positivo", mas lembra que o PIB está ainda 6,7% abaixo do "pico" pré-crise. Já Paula Carvalho, economista-chefe do BPI, antecipa que este resultado terá impacto em 2014, tanto no crescimento como no défice.

 

Nota do editor: No "Reacção dos Economistas" pode ler, sem edição do Negócios, a análise aos principais indicadores económicos pelos gabinetes de estudos do Montepio, Millennium bcp, BPI, NECEP (Universidade Católica) e IMF, isto sem prejuízo de outras contribuições menos regulares. Esta é parte da "matéria-prima" com que o Negócios trabalha e que agora fica também ao seu dispor.

...

Ler Mais

12 Fev 2014 16:50
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentar este Post
 

A taxa de inflação baixou para 0,1% em Janeiro. José Miguel Moreira, do Departamento de Estudos do Montepio, evidencia que o valor saiu abaixo do esperado, o que coloca a inflação em valores muito baios em termos históricos, mas ainda assim positivos. O economista aponta para uma inflação média em 2014 de 0,6%. Filipe Garcia, da IMF, também aposta numa ligeira subida da inflação no resto do ano, mas subinha que se a inflação baixa, que em princípio ajudaria o País a ganhar competitividade face ao resto da Zona Euro, poderá ter efeitos pequenos na competitividade, pois o resto da Zona Euro também tem está a registar inflação baixa.

 

Nota do editor: No "Reacção dos Economistas" pode ler, sem edição do Negócios, a análise aos principais indicadores económicos pelos gabinetes de estudos do Montepio, Millennium bcp, BPI, NECEP (Universidade Católica) e IMF, isto sem prejuízo de outras contribuições menos regulares. Esta é parte da "matéria-prima" com que o Negócios trabalha e que agora fica também ao seu dispor.  

...

Ler Mais

11 Fev 2014 20:04
Colocado por: NunoAguiar
Comentar este Post
 

Os dados de comércio internacional publicados ontem pelo INE mostram que a venda de bens ao exterior continuou a crescer pelo quarto ano consecutivo em 2013 (4,6%), embora a um ritmo mais lento que no ano anterior. Filipe Garcia, do IMF, considera que os números do INE "confirmam um ano muito positivo em termos de balança comercial". Uma ideia também sublinhada por Paula Carvalho, economista-chefe do BPI, apesar dos riscos que 2014 traz, nomeadamente o abrandamento das exportações de combustíveis e as limitações à entrada de bens nacionais em Angola.

 

Nota do editor: No "Reacção dos Economistas" pode ler, sem edição do Negócios, a análise aos principais indicadores económicos pelos gabinetes de estudos do Montepio, Millennium bcp, BPI, NECEP (Universidade Católica) e IMF, isto sem prejuízo de outras contribuições menos regulares. Esta é parte da "matéria-prima" com que o Negócios trabalha e que agora fica também ao seu dispor. 

...

Ler Mais

5 Fev 2014 20:18
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentar este Post
 

Inflação homóloga

 

 

Fonte: Eurostat

 

O BCE anuncia pela hora de almoço de quinta-feira as suas decisões de política monetária de Fevereiro. Em cima da mesa, como hipóteses mais prováveis, estão há vários meses um corte nas taxas de juro principais (incluindo uma taxa de juro de depósitos negativa que desincentive os bancos a acumular excesso de liquidez no BCE) e outro empréstimo de longo prazo aos bancos (que incluia condições que incentivem a cedência de crédito à economia). É no entanto cada vez maior o número de economistas que defende que o BCE tem de ser mais ousado, especialmente face aos riscos de deflação que se está a instalar na periferia europeia (a taxa de inflação da Zona Euro nos 0,7% em Janeiro é já o valor mais baixo desde 2009). Compras de activos directamente aos bancos que possam aliviar as taxas de juro na periferia está entre as opções mais referidas. Recolhemos aqui quatro análises públicadas esta semana que pressionam Draghi a fazer mais.

...

Ler Mais

5 Fev 2014 18:15
Colocado por: NunoAguiar
Comentar este Post
 

A taxa de desemprego voltou a cair no último trimestre de 2013, para os 15,3%. José Miguel Moreira, do Departamento de Estudos do Montepio, considera que os "dados são inegavelmente animadores", uma vez que marcam a "interrupção do período de deterioração"do mercado de trabalho. Paula Carvalho, economista-chefe do BPI, concorda, mas alerta para o nível ainda elevado da taxa de desemprego e para o facto de os ganhos no emprego virem "quase exclusivamente em contratos a termo".

 

Nota do editor: No "Reacção dos Economistas" pode ler, sem edição do Negócios, a análise aos principais indicadores económicos pelos gabinetes de estudos do Montepio, Millennium bcp, BPI, NECEP (Universidade Católica) e IMF, isto sem prejuízo de outras contribuições menos regulares. Esta é parte da "matéria-prima" com que o Negócios trabalha e que agora fica também ao seu dispor.  

...

Ler Mais

4 Fev 2014 20:07
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentar este Post
 

 

Fonte: Yuriko Nakao / Bloomberg

 

O arranque do ano fica marcado pela forte turbulência cambial que está a percorrer as economias emergentes. Dois artigos interessantes publicados recentemente no VOX ajudam a perceber por que estão a sofrer muitas potências em desenvolvimento e o que podem fazer os seus governos e bancos centrais. Uma das conclusões mais interessantes é a de que a criação de mercados financeiros grandes e líquidos (e pouco regulados) pode enebriar em tempos de bonança, mas arrisca transformar-se num sucesso caro quando a turbulência começa.

...

Ler Mais

4 Fev 2014 19:21
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentar este Post
 

 

"Peinture (Etoile Bleue)", quadro que bateu record num leilão da Sotheby's em 2012, atingindo quase 33 milhões de dólares. Fonte: Via Bloomberg

 

Quem acompanha o Massa Monetária desde início poderá saber que Joan Miró está entre os pintores preferidos cá da casa. É por isso com interesse que acompanhamos a polémica que se instalou nos últimos dias em torno da tentativa pelo Governo de vender os 85 quadros do surrealista espanhol, a qual acabou por não se concretizar esta semana devido a incertezas legais que amedrontaram a leiloeira responsável por levar as peças à praça.

...

Ler Mais

20 Dez 2013 12:35
Colocado por: Elisabete Miranda
Comentar este Post
 

O Tribunal Constitucional chumbou o corte nas pensões da Caixa Geral de Aposentações com o argumento de que ela é uma medida avulsa (não está integrada numa reforma global da Segurança Social) e selectiva (só atinge um grupo pequeno de reformados).

 

Os juízes reafirmam que a Constituição não impede reduções de pensões, e até apontam o caminho ao Governo: para que se tornem toleráveis, medidas desta natureza têm de se inserir num contexto de reforma global da Segurança Social (leia-se pública e privada); é preciso que sejam proporcionais (salvaguardem rendimentos mais baixos); e é necessário que garantam a solidariedade intergeracional. 

 

As conclusões do Acórdão fazem-nos convocar uma entrevista concedida por José Carlos Vieira de Andrade ao Negócios, ainda em Junho, no rescaldo da discussão em torno da introdução de uma espécie de "TSU" sobre os pensionistas dos dois sistemas públicos (CGA e Segurança Social), à qual o Tribunal Constitucional parece deixar um apoio implícito.

...

Ler Mais

13 Dez 2013 12:33
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentar este Post
 

 

Helder Rosalino, secretário de Estado da Administração Pública Fonte: Negócios 

 

Segundo o Tribunal de Contas, o programa de reforma do Estado (PREMAC) não falhou apenas em objectivos quantitativos – o que é evidenciado por um aumento do número de postos de trabalho e pelos riscos de subida da despesa pública, noticiados hoje pelo Negócios. O PREMAC falhou pelo facto de, na prática, não reunir as condições para poder se poder chamar uma reforma, conclui-se da análise do Tribunal de Contas ao PREMAC, que coloca em xeque o Governo, e em particular Hélder Rosalino, secretário de Estado da Administração Pública, e Carlos Moedas, o responsável pela coordenação do programa de ajustamento. Dada a importância do documento, vale a pena sintetizar as principais críticas do Tribunal de Contas.

...

Ler Mais

12 Dez 2013 13:09
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentar este Post
 

 

Se não está a perceber nada sobre a união bancária, não se preocupe. Está a acompanhada de milhares de pessoas, mesmo economistas e jornalistas especializados, e talvez até de alguns altos responsáveis ministeriais. E a razão é simples: é que as negociações sobre o tema são mesmo uma grande confusão. Aqui ficam alguns elementos que o poderão ajudar a perceber aquela que é considerada potencialmente a maior transferência de soberania nacional desde a criação do euro.
1) A união bancária tem como principal objectivo quebrar a relação entre o risco de solvabilidade dos Governo e o dos bancos. Para isso contará com:
a. Mecanismo Comum de Supervisão: SSM, liderado pelo BCE, que terá a cargo a supervisão prudencial dos bancos da Zona Euro;
b. Mecanismo Comum de Resolução (SRM, actualmente em negociação) e que terá como missão avaliar e propor a reestruturação de instituições financeiras.   
c. Fundo Comum de Resolução (actualmente em negociação, e que deverá ser financiado pelos bancos) que servirá como um seguro a nível europeu financiado pela própria indústria;
d. Mecanismo Europeu de Estabilidade (ESM/MEE, o sucessor do FEEF que emprestou dinheiro a Portugal) passará a recapitalizar directamente os bancos europeus (ao contrário por exemplo do que aconteceu em Espanha em que os dinheiro para os bancos fez aumentar a dívida pública espanhola);
e. Para ser uma união bancária efectiva, será necessária a criação de um sistema comum de garantia de depósitos, mas este tema nem sequer está em cima da mesa por enquanto;  
 
2) A união bancária deverá começar a funcionar em pleno em Janeiro de 2015, embora se aspire a que pelo menos alguns elementos, como um mecanismo de resolução de bancos e a recapitalização directa de bancos, possam funcionar um pouco antes, em Novembro de 2014.
3) Estas datas são importantes porque no Outuno de 2014 os bancos europeus serão informados das necessidades de recapitalização que decorrem dos testes de stress e das avaliações de activos que serão realizados pelo BCE. Mario Draghi tem insistido na importância dos líderes europeus preparem soluções orçamentais que possam acomodar potenciais choques;
4) Na semana passada os líderes europeus declaram estar prontos para apoiar os bancos, mas nunca admitiram que o ESM/MEE possa recapitalizar directamente os bancos já em 2014. 
5) Sem união bancária a funcionar, as recapitalizações de 2014 funcionarão com as regras actuais para recapitalizações: primeiro os bancos procuram soluções privadas, incluindo o bail-in de detentores de obrigações juniores (mas não de seniores nem de depósitos acima de 100 mil euros); caso esse esforço não chegue, será a vez dos Governos entrarem em acção procurando recursos próprios e no mercados; e finalmente chegará a vez do ESM/MEE emprestar, mas sem recapitalização directa.

Jeroen Dijsselbloem, presidente do Eurogrupo Fonte:

 

Se está com dificuldades em perceber a união bancária de que tanto se fala, não se preocupe demais. Mesmo economistas e alguns altos responsáveis governamentais estarão confusos. E a razão é simples: as negociações sobre o tema são mesmo uma grande confusão. Aqui ficam alguns elementos que poderão ajudar a perceber aquela que é considerada a maior transferência de soberania nacional desde a criação do euro. 

...

Ler Mais

10 Dez 2013 21:17
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentar este Post
 

O Banco de Portugal reviu em alta as previsões de crescimento da economia para 2014 e adoptou um tom optimista sobre o futuro da economia nacional, apontando para um crescimento da economia de 0,8% em 2014, suportado por exportações dinâmicas e um regresso do investimento e do consumo privado. Paula Carvalho, do BPI, diz que as projecções “parecem um pouco optimistas” especialmente no que diz respeito às exportações. José Miguel Moreira do Montepio também considera que o banco central pode estar demasiado optimista, mas especialmente no que diz respeito ao final deste ano. Para se confirmarem as previsões do banco central, a economia terá de crescer no último trimestre, o que dados os últimos anos não parece provável.    

...

Ler Mais

10 Dez 2013 15:30
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentar este Post
 

A economia portuguesa cresceu 0,2% no terceiro trimestre e caiu 1% em termos homólogos, revelou ontem o INE. O NECEP da Universidade Católica evidencia o bom desempenho do consumo privado e do investimento e avisa para riscos nas exportações. Paula Carvalho, economista-chefe do BPI, admite uma recessão este ano inferior a 1,8%. Os economistas da Católica e do BPI elegem o investimento como variável central a acompanhar para melhor perceber a sustentabilidade do que parece ser a inversão do ciclo recessivo nacional.

...

Ler Mais

20 Nov 2013 16:28
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentar este Post
 

 

Na recta final para a aprovação do Orçamento do Estado vale a pena notar as muitas falhas que afectam a credibilidade e a transparência do documento.
No seu relatório de avaliação ao Orçamento do Estado, o Conselho de Finanças Públicas dedica um capítulo à transparência orçamental, no qual destaca, com sinal positivo, “a enumeração e parcial quantificação dos riscos, quer do cenário macroeconómico, quer das projecções orçamentais. Estes são acompanhados de uma provisão (dotação provisional) de nível análogo ao integrado no OE/2013”, embora preferisse “uma ligação mais explícita entre esta e os riscos”.
Pela negativa, o Conselho evidencia duas dimensões: o desrespeito pelas novas leis das Finanças Locais e Regionais, considerando que “a incerteza jurídica assim criada é contraproducente, não só por destruir a confiança na estabilidade da legislação, mas também por impedir o planeamento necessário ao ajustamento duradouro e positivo das finanças subnacionais”; e considera ser “indispensável aprofundar o alcance e transparência do processo de revisão estrutural da despesa esboçado na POE/2014”. De forma mais geral refere a importância de melhorar a informação orçamental referente a PPP, às perspectivas de médio e longo prazo para as contas públicas e às projecções que as definem.  
Esta formulação geral, que aponta para aspectos importantes, passa ao lado da explicitação de informação central que está ausente do relatório do Orçamento do Estado. A opção do CFP é mais notada dada a própria definição de transparência orçamental considerada pelos especialistas da equipa de Teodora Cardoso (Kopits e Craig (1998)):
“A transparência orçamental consiste em disponibilizar ao público em geral a informação respeitante à estrutura e funções do Estado, às intenções da política orçamental, às contas públicas e às projecções. Implica o acesso fácil a informação fiável, completa, actualizada, compreensível e comparável internacionalmente sobre as actividades do governo, por forma a permitir aos eleitores e aos mercados financeiros avaliar com precisão a posição financeira do Estado, bem como os verdadeiros custos e benefícios das actividades do sector público, incluindo as suas consequências económicas e sociais, presentes e futuras”.
Aqui ficam alguns dos elementos de que sentimos falta depois destas semanas de análise:
- As Administrações Públicas cobertas pelo Orçamento incluem vários subsectores: Estado (essencialmente os serviços ministeriais); Serviços e Fundos Autónomos (essencialmente institutos públicos com receitas próprias); Administração Local e Regional. No relatório do OE, o Governo opta por juntar o Estado e os Serviços e Fundos Autónomos num único subsector, a “Administração Central”: perder-se informação essencial sobre o funcionamento da máquina pública, nomeadamente o défice do subsector Estado, que é central para o cálculo das necessidade de financiamento do Estado;
- No cálculo das necessidade de financiamento para 2014, a um défice orçamental de 7.385 milhões de euros, o Governo junta cerca de 4,472 milhões de euros de necessidades de financiamento para comprar activos financeiros. Nunca explica para quê – o CFP tem uma boa análise na página 38 do documento sobre o tema – com base em informação fornecida posteriormente pelo Governo;
- A quantificação das medidas de austeridade é particularmente pobre. Por um lado, nunca é feito um exercício de comparação entre as estimativas orçamentais das medidas de austeridade previstas para 2013 e o que efectivamente renderam.  
- Por outro lado, na apresentação das medidas de austeridade de 2014 é impossível perceber os efeitos brutos e líquidos dos cortes nos salários e nas pensões.
- As rubricas “outras despesas” e “outras receitas”, em alguns casos de volumes muito consideráveis, não merecem explicação no relatório.
- Relativamente ao ministério das Finanças, e em nome de uma “concentração do processo orçamental”, que juntou o orçamento de vários organismos na secretária geral do ministérios das Finanças, deixou de ser publicada informação de departamentos tão importantes como as despesas dos gabinetes de cada secretário de Estado e do ministro, da DGO entre muitas outras, como avançou o Negócios. 
- O desempenho da receita fiscal, nomeadamente o IRS e o IRC não estão devidamente justificados no relatório. Esta é uma falha especialmente importante uma vez que o Governo avançou com uma reforma fiscal em sede de IRC e fez alterações relevantes na tributação de automóveis de empresa.
- O Governo não faz qualquer esforço por explicar quais os possíveis efeitos nas contas públicas de uma alteração na metodologia contabilística europeia que deverá incluir mais empresas públicas no perímetro das Administrações Públicas.

 

 

Na recta final para a aprovação do Orçamento do Estado vale a pena notar as muitas falhas que afectam a credibilidade e a transparência do documento e que passaram sem referência explícita na análise à transparência orçamental do Conselho de Finanças Públicas. 

...

Ler Mais

19 Nov 2013 17:28
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentar este Post
 

 

 

Michael Noonan, ministro das Finanças irlandês Fonte: Negócios

 

Os ministros das Finanças do euro reuniram-se a semana passada e voltarão encontrar-se esta sexta-feira para um eurogrupo extraordinário com o objectivo de fazer um balanço da estratégia anti-crise. Dois programas de assistência financeira chegarão ao fim em Dezembro (Irlanda e Espanha, esta última com um programa dedicado apenas ao sector financeiro) e até ao final do ano será preciso chegar a um acordo sobre a união bancária – isto para cumprir a meta que prevê o arranque da união com todos os seus mecanismos em Janeiro de 2015.

 

Na união bancária não houve novidades – nem deverá haver mesmo no Eurogrupo desta semana, em grande medida porque a Alemanha continua sem Governo. Mas da reunião da semana passada houve uma novidade, com consequências importantes para Portugal: a Irlanda decidiu sair do seu programa de resgate sem recurso a qualquer linha de crédito cautelar após Dezembro. Michael Noonan explicou a decisão com o momento excepcional que os mercados atravessam (a Irlanda está a pagar taxas de juro mais baixas que as que pagava antes da crise) e há sinais de algum crescimento na economia, mesmo que concentrado no sector de multinacionais. Por outro lado, a Irlanda tem cerca de 20 mil milhões de dinheiro em reservas que lhe cobrem as necessidades de financiamento de 2014.

 

Ainda assim, são muitos os que desconfiam que a Irlanda não recorreu a um programa cautelar (uma linha de crédito de reserva do ESM que pode ser usada em caso de necessidade e que permite estar elegível para o programa de compra de dívida do BCE) porque os países credores mostraram relutância em permiti-lo, dadas as boas condições de mercado e, talvez o mais importante, dadas as negociações para formação do governo alemão entre a CDU e o SPD. Esta é por exemplo a convicção de Karl Whelan, um economista irlandês com experiência em banca central, que se tem destacado na análise da crise.

 

Mas chegados aqui, o que significa a decisão irlandesa para Portugal? Nos corredores de Bruxelas há argumentos para todos os gostos. Aqui ficam prós e contras para ajudar ao debate:

...

Ler Mais

14 Nov 2013 18:26
Colocado por: NunoAguiar
Comentar este Post
 

Segundo publicou hoje o INE, a economia portuguesa continua em contracção face a 2012, mas voltou a registar um crescimento em cadeia entre Julho e Setembro (0,2%). Para Rui Bernardes Serra, economista chefe do Montepio, "apesar desta estimativa do INE ter ficado aquém das nossas expetativas, continuamos a considerar que, de um modo geral, os sinais das nossas estimativas estão corretos", continuando a apostar numa quebra de 1,6% do PIB para este ano. Ligeiramente abaixo da previsão do Governo (-1,8%). Os economistas do NECEP da Universidade Católica não têm dúvidas: "De facto, os sinais positivos são inequívocos." Já Filipe Garcia, do IMF, avisa que os riscos nos próximos trimestres estão relacionados "com a aplicação do Orçamento 2014, com ou sem alterações que decorram do Tribunal Constitucional, que pode influenciar negativamente a procura interna".

...

Ler Mais

12 Nov 2013 16:14
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentar este Post
 

A inflação em Portugal regressou a terreno negativo. Filipe Garcia, da Informação de Mercados Financeiros, explica que os preços dos transportes (muito influenciados pelos combustíveis e lubrificante) estão a ser decisivos para a evolução dos preços. A inflação média está em terreno positivo, mas deve continuar a cair "pelo menos até final do ano", diz o economista. José Miguel Moreira, do Montepio, aponta para que, no final do ano, a inflação média (medida pelo índice harmonizado europeu) fique nos 0,5% este ano, subindo ligeiramente para 0,8% em 2014. A confirmar-se serão valores que serão os segundos mais baixos "desde que existem registos", apenas superados "pela queda de 0.9% registada em 2009, depois do colapso dos preços do petróleo". Finalmente, Paula Carvalho do Banco BPI, aponta os prós e os contras da inflação baixa: por um lado, alívia as famílias de aumentos de preços e facilita ganhos de competitividade externa, mas por outro, significa que a economia crescerá menos, dificultando a desalavancagem da economia.   

 

Nota do editor: No "Reacção dos Economistas" pode ler, sem edição do Negócios, a análise aos principais indicadores económicos pelos gabinetes de estudos do Montepio, Millennium bcp, BPI, NECEP (Universidade Católica) e IMF, isto sem prejuízo de outras contribuições menos regulares. Esta é parte da "matéria-prima" com que o Negócios trabalha e que agora fica também ao seu dispor.  

...

Ler Mais

8 Nov 2013 16:08
Colocado por: NunoAguiar
Comentar este Post
 

Durante vários trimestres consecutivos a narrativa do emprego era fácil de contar. A taxa de desemprego explodia, acompanhada por um ritmo de destruição de postos de trabalho muito mais rápido do que o Governo e a troika tinham antecipado. No entanto, nos últimos dois trimestres, os números do emprego revelaram-se mais complexos, contando duas histórias quase antagónicas: uma em cadeia e outra homóloga. A primeira convence-nos que se iniciou um ciclo de inversão do mercado de trabalho; a segunda aponta para um cenário muito negativo, com emigrantes e desencorajados a desempenharem um papel decisivo no mercado de trabalho. Segue a explicação de ambas.

...

Ler Mais

4 Nov 2013 19:53
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentar este Post
 

 

É o que se chama tirar com uma mão para dar com outra. O vice-primeiro-ministro português justificou hoje em Macau que a nova contribuição das empresas energéticas ocorre "num momento extraordinário" e lembrou que as empresas chinesas a operar em Portugal vão beneficiar da descida do IRC.

...

Ler Mais

4 Nov 2013 19:35
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentar este Post
 

 

Fonte: Negócios

 

A 22 de Outubro avançámos no Negócios os resultados de um artigo publicado pela Comissão Europeia sobre as políticas de austeridade na Europa que continua a dar que falar por evidenciar os custos da austeridade simultânea aplicada entre 2011 e 2013. Um dos desenvolvimentos mais ricos é uma breve troca de argumentos entre o autor (Jan in ‘t Veld) e Simon Wren-Lewis na caixa de comentários do blogue deste último. Com as frases dos autores (em inglês) montamos um frente-a-frente sobre as políticas de austeridade na Zona Euro durante a crise.

...

Ler Mais

25 Out 2013 16:42
Colocado por: Marlene Carriço
Comentar este Post
 

Há ossos com sete cães à volta, mas há farmácias com 243 interessados. O Infarmed recebeu 3.407 candidaturas para os concursos de abertura de 14 farmácias.

...

Ler Mais

21 Out 2013 16:08
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentar este Post
 

 

A equipa das Finanças na tomada de posse. Da esquerda para a direita: Hélder Rosalino (Sec. Estado da Administração Pública), Paulo Núncio (SE Fisco), Manuel Rodrigues (SE Finanças), Joaquim Pais Jorge (SE Tesouro, entrentanto substituido após demissão por Isabel Castelo Branco), Hélder Reis (SE Orçamento) e Maria Luís Albuquerque (ministra) Fonte: Negócios

 

Maria Luís Albuquerque explicou em entrevista ao Negócios (disponível apenas para assinantes) o essencial das opções do Orçamento do Estado para 2014. Existem vários pontos que merecem reflexão, mas um dos mais interessantes é a forma pragmática como a ministra da Finanças desvaloriza, no actual contexto, os modelos e os instrumentos de análise dos efeitos na economia da austeridade e dos estímulos orçamentais. A ministra considera, por exemplo, que o debate em torno dos multiplicadores orçamentais "não acrescenta nada" e que o impacto do IRC é uma questão de "convicção". As posições da responsável podem surpreender dada a carta de demissão de Vítor Gaspar mas alinham com o discurso de Olli Rehn.

...

Ler Mais

17 Out 2013 14:16
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentar este Post
 

 

Fonte: João Miguel Rodrigues/Negócios

 

Qual será o impacto da consolidação orçamental sobre o crescimento do próximo ano? Esta é uma das perguntas de ouro do OE2014 – se por acaso a economia não crescer será difícil dissociar essa evolução do choque de austeridade proposto no documento. A resposta não é fácil, mas vale a pena perceber os riscos. Se o multiplicador orçamental (que mede o impacto da austeridade no PIB) for o até agora deefendido pelo Governo e pal Comissão Europeia, a economia portuguesa crescerá. Se pelo contrário for maior como avisam várias estudos do FMI e Banco de Portugal, então a recessão prolongar-se-á para 2014. E com ela o objectivo de défice falhará, o desemprego chegará aos 18% e dívida pública continuará a crescer.

...

Ler Mais

17 Out 2013 12:52
Colocado por: Filomena Lança
Comentar este Post
 

 

Sem renovação da clausula especial de salvaguarda, a generalidade dos proprietários vai suportar o IMI pela totalidade a partir do próximo ano. Isso, no entanto, apenas se reflectirá na factura que chegará aos contribuintes em 2015, uma vez que o pagamento do IMI é sempre feito com referência ao ano anterior. Se dúvidas havia quanto a isto, dissiparam-se quando foi conhecida a proposta de Orçamento do Estado (OE) para 2014. Já a salvaguarda para contribuintes de baixos recursos financeiros, mantém-se até porque a lei não lhe estipula qualquer limitação no tempo.

...

Ler Mais

17 Out 2013 12:25
Colocado por: Bruno Simões
Comentar este Post
 

Que a situação em Portugal é de crise já todos sabemos, assim como sabemos que os tempos para a diplomacia portuguesa já estiveram melhores dias. O que não se esperava é que tudo isto se pudesse reflectir nas bandeiras que acompanham as intervenções do primeiro-ministro no estrangeiro.

 

 

 

...

Ler Mais

15 Out 2013 16:34
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentar este Post
 

Como avançamos hoje no Negócios, o Governo já apresentou à comunidade de investidores as linhas centrais do OE – tal como definidas na avaliação com a troika que terminou no início do mês – usando para isso uma nota do IGCP que resume o essencial dos planos do Executivo na frente orçamental e macroeconómica. Uma mensagens importantes é a queda do "stock" de dívida pública em 2014. Este resultado é conseguido por uma alteração não explicada da política de compras de dívida pela Segurança Social.

 

...

Ler Mais

10 Out 2013 16:19
Colocado por: NunoAguiar
Comentar este Post
 

Dependência da exportações de combustíveis pode ser enganador. Fonte: Bloomberg

 

Um aviso prévio: não tenho resposta para a pergunta do título. Mas a existência da questão já é motivo de debate. Os muito elogiados avanços conseguidos nos últimos anos no equilíbrio da balança corrente portuguesa têm sido conseguidos através do crescimento das exportações, mas também de uma queda acentuada das importações, esta última motivada pela depressão do mercado interno. Alguns economistas têm alertado para um possível retrocesso nesses progressos assim que o consumo e o investimento voltarem a mexer o dedo do pé e a economia recuperar.

...

Ler Mais

25 Set 2013 20:20
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentários (1)
 

No final de Agosto denunciámos no Negócios a publicação pelo FMI de um conjunto de dados, fornecidos pelo Governo, que deturpava as dinâmica das actualizações salariais em Portugal em 2012. Os números evidenciavam uma elevada prevalência de salários estagnados como sinal da rigidez salarial no País, mas escondiam quase um quarto da amostra de contratos - o quarto que permitia concluir que 27% experimentaram cortes salariais em 2012. Aqui ficam os dados completos, agora com uma actualização para 2013.

 

 

...

Ler Mais

21 Ago 2013 18:15
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentar este Post
 

 

Preparação da conferência de imprensa conjunta de Pedro Passos Coelho e Angela Merkel, em Lisboa, em 2012 Fonte: Mario Proença / Bloomberg

 

O debate sobre a estratégia de desvalorização interna como mecanismo de aumento da competitividade, o seu impacto nas relações de comércio internacional, e as possíveis soluções para o reequílibrio sustentável do défice externo português continua como um dos mais relevantes para o futuro do País. A sua relevância ultrapassa no entanto a dimensão nacional. Afinal para muitos economistas a crise da Zona Euro é, antes de qualquer outra coisa, uma crise de balança de pagamentos. Juntamos aqui vários contributos interessantes, alguns com perspectivas alternativas, que podem complementar este debate.

...

Ler Mais

21 Ago 2013 17:12
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentar este Post
 

Sabia que a maior diferença entre os países excedendários e os deficitários foi o desempenho das importações e não o das exportações? Esta é uma das conclusões mais surpreendentes de um estudo que a Comissão Europeia publicou no final do ano passado, e no qual oferece um análise profunda os desequilíbrios externos na União Europeia com o enfoque nos países excedentários. Vale muito a pena ler “Current account surpluses in the EU”. Esta semana publicámos no Negócios seis das conclusões que nos pareceram mais interessantes que recuperamos aqui.

...

Ler Mais

14 Ago 2013 20:27
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentar este Post
 

A economia portuguesa cresceu 1,1% em cadeia no segundo trimestre e superou todas as previsões. Filipe Garcia, da Informação de Mercados Financeiros, diz que são bons resultados mas avisa para impactos negativos dos impactos da austeridade de 2014. Rui Bernardes Serra, do Montepio, identifica cinco factores que terão ajudado a economia a crescer e entre eles está o Chumbo do Tribunal Constitucional. 

 

Nota do editor: No "Reacção dos Economistas" pode ler, sem edição do Negócios, a análise aos principais indicadores económicos pelos gabinetes de estudos do Montepio, Millennium bcp, BPI, NECEP (Universidade Católica) e IMF, isto sem prejuízo de outras contribuições menos regulares. Esta é parte da "matéria-prima" com que o Negócios trabalha e que agora fica também ao seu dispor.   

...

Ler Mais

8 Ago 2013 11:02
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentar este Post
 

 

Fonte: Bloomberg

 

No editorial de ontem do Negócios, sobre o corte das pensões no Estado proposta pelo Governo e aumento da idade de reforma para 66 anos, uma frase causou perplexidade a muitos leitores. A frase é esta:

 

“Actualmente, um reformado recebe de pensão líquida 110% do último salário líquido, mas em quarenta anos esta percentagem vai descer para 70%. Eis a ‘conspiração grisalha’: a geração futura vai receber menos que e por causa da geração actual.”

 

Pedro Santos Guerreiro e Elisabete Miranda explicam como (ainda) é possível receber mais como pensionista do que como trabalhador.

...

Ler Mais

7 Ago 2013 13:07
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentar este Post
 

A taxa de desemprego baixou para os 16,4% no segundo trimestre, surpreendendo pela positiva. Paula Carvalho, do BPI, vê "sinais positivos" e diz que a redução não é explicada apenas pela sazonalidade. Filipe Garcia, da Informação de Mercados Financeiros também lê nos dados do INE uma "melhoria das condições de base do mercado de trabalho".

 

Nota do editor: No "Reacção dos Economistas" pode ler, sem edição do Negócios, a análise aos principais indicadores económicos pelos gabinetes de estudos do Montepio, Millennium bcp, BPI, NECEP (Universidade Católica) e IMF, isto sem prejuízo de outras contribuições menos regulares. Esta é parte da "matéria-prima" com que o Negócios trabalha e que agora fica também ao seu dispor.  

...

Ler Mais

6 Ago 2013 20:01
Colocado por: Filomena Lança
Comentar este Post
 

Fonte: Negócios

Faz amanhã 15 dias que os novos ministros tomaram posse, mas contactá-los não é, ainda, uma tarefa fácil. Pelo menos no caso do Ministério do Ambiente, Ordenamento do Território e Energia (MAOTE), liderado por Jorge Moreira da Silva. 

...

Ler Mais

5 Ago 2013 16:29
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentar este Post
 

O novo chefe de missão da Comissão elogia os esforços de ajustamento do Sul, critica a desconfiança dos países do Norte, e alerta para riscos de atrasos na união bancária. Estas são três das principais mensagens de John Berrigan, de quem fizemos um  perfil na edição de hoje do Negócios (a par com o de Subir Lall, o novo homem forte do FMI), e para o qual contámos com um seminário sobre a crise europeia que  Berringan deu na Universidade de Oxford, no final de Abril. Vale a pena ver a vídeo de cerca de 50 minutos com a sua apresentação, onde deixa uma leitura rica sobre a crise na perspectiva da Comissão Europeia, num tom descontraído e que pontua com algum sentido de humor (contido) sobre as criticas a que a Comissão tem estado sujeita. Destacamos aqui alguns dos pontos que nos parecerem mais interessantes, mas aconselhamos o vídeo todo.

 

...

Ler Mais

16 Jul 2013 14:19
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentar este Post
 

 

Alfama, Março de 2012 Fonte: Mário Proença/Bloomberg


A Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO) vem oferecendo alguns dos documentos mais valiosos para a análise da situação orçamental em Portugal. Desta vez, os técnicos do Parlamento oferecem uma versão em português do memorando de entendimento que conta para Bruxelas (o Memorando de Entendimento sobre as Condicionalidades de Política Económica). Pode parecer estranho dada a importância do documento para a vida dos portugueses, mas é a primeira que existe uma tradução por um organismo público.

...

Ler Mais

16 Jul 2013 12:47
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentar este Post
 



Marcação de cortes de mármore em Vila Viçosa, Portugal Fonte: Mário Proença, Bloomberg

 

O debate sobre o impacto orçamental das medidas de austeridade continua. Desta vez, o contributo chegou da equipa de investigação do Banco de Portugal que usando um modelo calibrado para Portugal estimou os multiplicadores de curto prazo de processos de consolidação orçamental, considerando o tipo de consolidação (por despesa ou receita) e as condições económicas em que ocorre (em tempos de crise ou em tempos normais). O debate está garantido: no ano do choque, e em tempos de crise, os economistas do banco central estimam que o corte de um euro na despesa pública roube até dois euros ao PIB, o que torna a austeridade pela despesa muito mais recessiva que por aumento de impostos. No entanto, os resultados mudam muito se análise for feita no médio prazo.

...

Ler Mais

10 Jul 2013 16:18
Colocado por: NunoAguiar
Comentar este Post
 

Depois de dois meses com variações negativas das exportações, as vendas de bens ao exterior regressaram ao crescimento em Abril e Maio deste ano. Os dados de comércio externo, publicados esta manhã pelo INE revelaram um aumento de 5,7% das exportações e uma queda de 1,6% das importações.Paula Carvalho, economista-chefe do BPI, considera que este resultado "favorece a perspectiva de que a tendência de diversificação da actividade económica se mantém, a favor dos sectores transaccionáveis, afastando receios de uma espiral recessiva".

 

Nota do editor: No "Reacção dos Economistas" pode ler, sem edição do Negócios, a análise aos principais indicadores económicos pelos gabinetes de estudos do Montepio, Millennium bcp, BPI, NECEP (Universidade Católica) e IMF, isto sem prejuízo de outras contribuições menos regulares. Esta é parte da "matéria-prima" com que o Negócios trabalha e que agora fica também ao seu dispor.  

...

Ler Mais

9 Jul 2013 17:03
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentar este Post
 

Depois de uma forte queda em 2012, empresários esperam novo recuo este ano, embora menor que em 2012. Os dados do inquérito semestral do INE aos empresários apontam para um recuo puxado essencialmente pela PME. Filipe Garcia, da IMF, analisa que "o investimento apenas poderá ter um comportamento mais positivo perante perspetivas de aumento da procura, sobretudo das PME".

 

Nota do editor: No "Reacção dos Economistas" pode ler, sem edição do Negócios, a análise aos principais indicadores económicos pelos gabinetes de estudos do Montepio, Millennium bcp, BPI, NECEP (Universidade Católica) e IMF, isto sem prejuízo de outras contribuições menos regulares. Esta é parte da "matéria-prima" com que o Negócios trabalha e que agora fica também ao seu dispor.   

...

Ler Mais

4 Jul 2013 11:46
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentar este Post
 

 

Fotografia de família da Cimeira da UE de Dezembro de 2010 Fonte: Jock Fistick, Bloomberg

 

A Europa não ata nem desata com a união bancária. O Chipre insiste perante o BCE que não consegue fazer o ajustamento planeado no resgate do País e fez um “default selectivo” numa troca de obrigações. Na Grécia, voltaram os ultimatos sobre o cumprimento das metas da troika e já se fala em nova renegociação da dívida. E por cá a crise política deixa Portugal no limbo. É um bom momento para recuperar as garantias dadas pelos líderes europeus: confiem o pior da crise já passou. E começou logo em Julho de 2010.

...

Ler Mais

28 Jun 2013 10:57
Colocado por: NunoAguiar
Comentar este Post
 

Keynes (à direita) não ficou impressionado com os conhecimentos económicos de FDR

 

Apesar de terem trocado elogios na imprensa, o economista britânico e o Presidente dos Estados Unidos não tiveram um primeiro frente-a-frente agradável. Entre as críticas mais curiosas feitas por Franklin D. Roosevelt está que John M. Keynes “deve ser matemático e não um economista político.”

 

A descrição é feita no livro “The Roosevelt I Knew”, da secretária do Trabalho de FDR, Frances Perkins, lembrada há poucos dias por Eric Rauchway, professor do Departamento de História da Universidade da Califórnia. Perkins lembra o primeiro encontro entre os dois, em 1934:

 

Roosevelt disse-me depois, “eu estive com o teu amigo Keynes. Ele despejou uma confusão de números. Deve ser matemático e não um economista político.

...

Ler Mais

26 Jun 2013 12:22
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentar este Post
 

 

Olli Rehn (Comissário Europeu dos Assuntos Económicos e Financeiros), Christine Lagarde (directora-geral do FMI) e Durão Barroso (Presidente da Comissão Europeia) Fonte: Hannelore Foerster / Bloomberg 

 

Sem se perceber bem porquê (já lá vamos) o arco do poder em Portugal virou baterias contra o FMI. Cavaco Silva não quer a instituição na troika, o PS também diz que quer soluções europeias e o Paulo Portas conta o tempo para ver o FMI fora daqui. Uma coisa é segura: Portugal contará com a presença e pressão do Washington por muitos e bons anos. 

...

Ler Mais

25 Jun 2013 19:40
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentar este Post
 

O Massa Monetária já tinha ouvido dizer, mas ainda não tinha confirmado. Hoje dissiparam-se as dúvidas o relógio de Vítor Gaspar marca mesmo uma hora a mais do que em Lisboa, seguindo a hora de Bruxelas... ou será de Frankfurt?

 

O Miguel Baltazar tirou esta foto hoje, no Parlamento, pouco depois das 17 horas:

 

 

Fonte: Miguel Baltazar

...

Ler Mais

19 Jun 2013 13:25
Colocado por: Elisabete Miranda
Comentar este Post
 

 Créditos: Flickr, Francis P. Johnson, State Library and Archives, Florida

 

O Ministro Miguel Poiares Maduro foi ontem à TVI dizer que o subsídio de férias já está a ser pago desde Janeiro, sugerindo que o Estado até já está a favorecer os pensionistas e os trabalhadores do Estado, cedendo-lhes liquidez antecipada.

 

Há poucos dias, Pedro Passos Coelho disse o mesmo: o subsídio de férias já está a ser processado desde Janeiro e o de Natal será pago em Novembro, como sempre.

 

Acossados perante a chuva de críticas, um e outro lançaram mão de uma derradeira explicação que, se fosse verdadeira, teria um valor meramente formal: em bom rigor, a distribuição de um subsídio por duodécimos à Função Pública e pensionistas não é uma opção, mas uma imposição, que escamoteia a dimensão da “colossal” factura fiscal que se abateu sobre as famílias este ano, no IRS.  

 

Mas acontece que o argumento é factualmente errado.

 

...

Ler Mais

7 Jun 2013 14:25
Colocado por: NunoAguiar
Comentar este Post
 

Terá Cristas tramado Gaspar? Fonte: Negócios.

 

O Governo parece ter um problema com o clima português. Esta manhã, em resposta a uma pergunta de Pedro Marques do PS, o ministro das Finanças justificou os maus resultados do investimento no primeiro trimestre, em parte, com “condições meteorológicas” difíceis que terão prejudicado o sector da construção. “Naturalmente é muito preocupante, sendo no entanto que o investimento no primeiro trimestre foi adversamente afectado pelas condições meteorológicas no início do ano, que afectaram a actividade da construção”, afirmou Vítor Gaspar.

...

Ler Mais

5 Jun 2013 16:18
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentar este Post
 

Afinal, economia portuguesa contraiu 4% no primeiro trimestre, revelou hoje o INE, revendo em baixa em uma décima a estimativa rápida. Paula Carvalho do BPI diz que ”detalhe do PIB reforça riscos negativos" e evidencia evolução muito negativa de consumo privado e, mais importante, do investimento. Economia cairá pelo menos 2,5%, estima. José Moreira do Montepio aponta para contracção de 2,4% com riscos descendentes. Filipe Garcia, da IMF, diz que não haverá forma de cumprir com as metas financeira e económicas enquando o PIB não estabilizar.

 

Nota do editor: No "Reacção dos Economistas" pode ler, sem edição do Negócios, a análise aos principais indicadores económicos pelos gabinetes de estudos do Montepio, Millennium bcp, BPI, NECEP (Universidade Católica) e IMF, isto sem prejuízo de outras contribuições menos regulares. Esta é parte da "matéria-prima" com que o Negócios trabalha e que agora fica também ao seu dispor.  

...

Ler Mais

28 Mai 2013 21:33
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentar este Post
 

Este pode não ser o gráfico mais importante na análise da UTAO ao Documento de Estratégia Orçamental, mas é sem dúvida o mais eficaz.

 

 

...

Ler Mais

28 Mai 2013 21:22
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentar este Post
 

 

Vítor Gaspar numa visita a Nova Iorque há um ano Fonte: Bloomberg 

 

A análise da UTAO ao documento de estratégia orçamental (DEO 2013-2017) levanta uma dúvida impressionante sobre a receita orçamental que está a ser prescrita a Portugal em 2013. Este ano, o Governo propõe-se a baixar o défice orçamental em menos de 1 ponto percentual do PIB - se considerarmos a variação sem medidas extraordinárias então a redução é de apenas 0,2 pontos de PIB. No entanto, as medidas de austeridade previstas ascendem a 3,6% do PIB. Porquê?

...

Ler Mais

28 Mai 2013 21:12
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentar este Post
 

 

O presidente do Eurogrupo numa reunião em Bruxelas Fonte: Bloomberg

 

Dijsselbloem foi o homem que afirmou pela primeira vez que o modelo de resgate dos bancos de Chipre envolvendo os credores seria para generalizar na Europa. As declarações, verdadeiras na sua essência como se sabe agora, valeram-lhe a alcunha de “Dijssel–bomb”. Em Lisboa, e embora a uma escala diferente, assistimos a mais uma bomba: o Eurogrupo admite renegociações sucessivas das condições dos empréstimos europeus a Portugal.  

 

...

Ler Mais

22 Mai 2013 15:15
Colocado por: NunoAguiar
Comentários (1)
 

É um daqueles momentos televisivos com uma profundidade limitada, mas que marca simbolicamente uma discussão. No "Prós & Contras" de segunda-feira, Martim Neves, um rapaz de 16 anos que criou uma marca de roupa, deu uma resposta à historiadora Raquel Varela que contagiou imediatamente as redes sociais e lançou a discussão na blogosfera. Por esta altura, já deve ter visto o vídeo, mas se tiver chegado hoje da caverna de férias, veja em baixo:

 

 

O objectivo de Martim não era defender o valor do salário mínimo, mas esta troca de argumentos relançou uma discussão que tinha sido despertada pela última vez por Pedro Passos Coelho. O primeiro-ministro argumentou em Março deste ano que, num contexto de desemprego muito elevado, "a medida mais sensata que se pode tomar" é reduzir o salário mínimo, incentivando a criação de mais postos de trabalho pelas empresas.

...

Ler Mais

21 Mai 2013 16:37
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentar este Post
 

 

Mario Draghi, presidente do BCE e Vítor Gaspar, ministro das Finanças português Fonte: Bloomberg. 

 


Há um debate a decorrer na blogosesfera sobre Portugal e o BCE. Ou melhor: sobre o que é que o BCE pode (deve) fazer pelo pequeno país da periferia. No debate estão Tyler Cowen (Marginal Revolution), Ryan Avent (Free Exchange - Economist), Karl Smith (Forbes) e Paul Krugman a fazer uma aparição no final.

 

Mas o que junta tão distintos bloggers em torno de Portugal e do BCE? A resposta está num dos maiores problemas da união monetária, o que em “economês” ganhou o nome de “fragmentação financeira da Zona Euro” ou de “travão/problema no mecanismo de transmissão da política monetária”.

...

Ler Mais

17 Mai 2013 13:08
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentários (2)
 

 

Shinzo Abe, o primeiro-ministro japonês esta semana em Tóquio Fonte: Kiyoshi Ota/Bloomberg

 

O primeiro ministro japonês que entrou em funções em Dezembro elegeu como objectivo acabar com a deflação e retirar o País da profunda crise que atravessa. Para isso decidiu usar todos os instrumentos disponíveis num plano que já foi baptizado por “Abenomics” e que inclui um plano de investimento público (100 mil milhões de euros), uma política monetária agressiva, e um plano de desenvolvimento industrial baseado em tecnologia – que deverá apresentar hoje, escreve a Bloomberg. Com Abe no poder, o iene desvalorizou e a bolsa disparou; as exportações subiram e o consumo também. No entanto, o investimento ainda não chegou para suportar a retoma e a deflação continua. A “Abenomics” está no palco mediático internacional e ocupa um espaço de destaque no “Estamos a Ler” de hoje:


2. Abe’s master plan. A The Economist faz o balanço dos cinco meses do plano de Abe baseado em forte estímulo económico e numa mensagem nacionalista. “A política económica parece melhor que o nacionalismo”, lê-se na edição desta semana.

 

3. El experimento japonés dispara el PIB. O El País também dá a sua versão da experiência japonesa, considerando que, por enquanto, oferece um balanço misto.

...

Ler Mais

15 Mai 2013 15:33
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentários (1)
 

Economia portuguesa contrai 3,9%. Paula Carvalho do BPI diz que os dados divulgados hoje pelo BPI não trazem grandes surpresas, mas considera que os “detalhes são pouco favoráveis”, avisando para os riscos que resultam da continua da queda do investimento. Rui Bernardes Serra, do Montepio, também sublinha a queda do investimento e sublinha que “o actual período de recessão já dura há 10 trimestres, encontrando-se o PIB no nível mais baixo desde o 2ºT2000”. Filipe Garcia, da IMF considera que “a economia portuguesa só poderá voltar ao crescimento perante uma evolução extraordinariamente positiva do comércio externo”. A importância da frente externa é igualmente evidenciada pela equipa do NECEP, da Universidade Católica, que perante os dados conhecidos até agora, faz a análise mais positiva: “O NECEP acredita que o resultado do 1ºT2013 pode reflectir efectivamente uma melhoria relativa do desempenho económico”  

 

Nota do editor: No "Reacção dos Economistas" pode ler, sem edição do Negócios, a análise aos principais indicadores económicos pelos gabinetes de estudos do Montepio, Millennium bcp, BPI, NECEP (Universidade Católica) e IMF, isto sem prejuízo de outras contribuições menos regulares. Esta é parte da "matéria-prima" com que o Negócios trabalha e que agora fica também ao seu dispor.   

  

...

Ler Mais

13 Mai 2013 19:03
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentários (2)
 

Inflação recua para 0,2% em Abril. José Miguel Moreira, do Montepio, diz que os primeiros dado do ano sinalizam que as pressões inflacionistas de 2012 foram temporárias e aponta para uma inflação média deste ano nos 0,7%.   

Nota do editor: No "Reacção dos Economistas" pode ler, sem edição do Negócios, a análise aos principais indicadores económicos pelos gabinetes de estudos do Montepio, Millennium bcp, BPI, NECEP (Universidade Católica) e IMF, isto sem prejuízo de outras contribuições menos regulares. Esta é parte da "matéria-prima" com que o Negócios trabalha e que agora fica também ao seu dispor.   

 

...

Ler Mais

9 Mai 2013 20:28
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentários (7)
 

 

Fonte: Yuriko Nakao/Bloomberg

 

Esqueça a concorrência da China, o mercado de trabalho muito rígido ou os gastos públicos discricionários. A explicação para a estagnação da economia portuguesa está nos gastos com pensões – com grandes responsabilidades para os governos de Cavaco Silva – e no mau trabalho desempenhado pelos bancos na primeira década da moeda única – que canalizaram o enorme fluxo de recursos financeiros que chegou com o euro para os sectores menos produtivos. Esta é conclusão de Ricardo Reis, economista e professor na Universidade de Columbia.

...

Ler Mais

9 Mai 2013 11:47
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentários (2)
 

A taxa de desemprego aumentou para os 17,7% no primeiro trimestre. A taxa de desemprego medida pelo INE atinge um novo recorde, puxada pela destruição de 4,9% dos empregos na economia no último ano, escreve Filipe Garcia, da IMF. O número de empregos na economia está agora nos 4,43 milhões, menos 230 mil que há um ano. José Miguel Moreira, do Montepio, considera que estes dados revelam "um mercado bastante deteriorado, constituindo um dos principais constrangimentos para a economia portuguesa". E Paula Carvalho, do BPI, considera que há "tendências preocupantes", nomeadamente o aumento do desemprego de longa duração e entre os menos qualificados e também a destruição de emprego na indústria transformadora. 

 

Nota do editor: No "Reacção dos Economistas" pode ler, sem edição do Negócios, a análise aos principais indicadores económicos pelos gabinetes de estudos do Montepio, Millennium bcp, BPI, NECEP (Universidade Católica) e IMF, isto sem prejuízo de outras contribuições menos regulares. Esta é parte da "matéria-prima" com que o Negócios trabalha e que agora fica também ao seu dispor.   

...

Ler Mais

30 Abr 2013 21:00
Colocado por: Filomena Lança
Comentar este Post
 

Os credores que se apresentam a reclamar créditos no âmbito de um processo de insolvência têm cada vez menos esperanças de recuperar os seus valores. Em média conseguem reaver apenas 6,1% do total, sendo que os restantes 93,9% dos créditos reconhecidos pelos tribunais nunca chegam aos seus bolsos. Os números são do Ministério da Justiça, segundo o qual no último trimestre do ano passado deram entrada 5.389 novos processos. Entre as insolvências declaradas, as famílias continuam cada vez mais à frente das empresas, representando já 65,3% do total.

...

Ler Mais

17 Abr 2013 14:11
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentários (1)
 

 

 

Fonte: Linksman_Flickr_CC 

 

O balde água fria das reuniões do Ecofin e Eurogrupo da semana passada surgiu quase no fim dos trabalhos, no sábado, quando Wolfgang Schauble, o ministro das Finanças alemão afirmou que tal união implicará uma revisão do Tratado da UE. A Áustria apressou-se a apoiar essa posição. E o presidente do Eurogrupo afirmou que, perante a posição alemã, poderá ser inevitável uma “revisão limitada” do Tratado. 

...

Ler Mais

17 Abr 2013 13:50
Colocado por: NunoAguiar
Comentários (3)
 

Rogoff tentou justificar-se ontem à noite. Fonte: Jerome Favre/Bloomberg

 

Bom, esta é daquelas que muda tudo ou não vai mudar nada. Pelos vistos, pode não ser assim tão óbvio que uma dívida pública mais elevada tem um impacto negativo no crescimento económico de um país. Num estudo publicado segunda-feira, três académicos da Universidade de Massachusetts vieram colocar um gigantesco ponto de interrogação sobre as conclusões do paper de Carmen Reinhardt e Kenneth Rogoff, “Growth in a Time of Debt” (2010), questionando, não só as premissas utilizadas por ambos, como apontando falhas básicas em cálculos de Excel.

...

Ler Mais

17 Abr 2013 13:40
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentários (1)
 


Klaus Regling, o presidente do Mecanismo Europeu de Estabilidade, o fundo que recapitalizará os bancos numa união bancária e Jeroen Dijsselbloem, presidente do Eurogrupo Fonte: EU Council Eurozone_Flickr_CC

 

Simplificando poder-se-á afirmar que os bancos portugueses caíram pelo risco do seu soberano, e que o soberano irlandês caiu pelo risco dos seus bancos. Este “ciclo diabólico” entre sistema financeiro e as finanças públicas é a razão central para a criação de uma união bancária na UE. Dada a fragilidade de Portugal e da Irlanda um avanço rápido nesta frente é visto como importante para aliviar a pressão dos mercados. Em que ponto está este projecto europeu?

 

...

Ler Mais

10 Abr 2013 17:57
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentar este Post
 

A inflação homóloga em Março foi de 0,5%, divulgou o INE. Filipe Garcia, da IMF, nota que o aumento de preços em cadeia face a Fevereiro foi elevado em termos históricos. Contudo, em termos homólogos, as variações continuam a ser relativamente baixas. A inflação média do ano deverá ficar entre 0,8% e 1,2%, estima.  

 

Nota do editor: No "Reacção dos Economistas" pode ler, sem edição do Negócios, a análise aos principais indicadores económicos pelos gabinetes de estudos do Montepio, Millennium bcp, BPI, NECEP (Universidade Católica) e IMF, isto sem prejuízo de outras contribuições menos regulares. Esta é parte da "matéria-prima" com que o Negócios trabalha e que agora fica também ao seu dispor.

...

Ler Mais

5 Abr 2013 12:03
Colocado por: NunoAguiar
Comentários (2)
 

Se fosse respeitado o princípio de representatividade, haveria mais cardeais do Sul a usar o Solidéu no conclave. Fonte: Alessia Pierdomenico/Bloomberg

 

O Papa Francisco tem feito sucesso na imprensa e nas redes sociais, com quebras de protocolo e uma maior proximidade dos fieis no seu primeiro mês à frente da Igreja Católica. Um papado que é revolucionário desde o momento da escolha do argentino Jorge Bergoglio, o primeiro Papa sul-americano. Uma decisão que dá alguma justiça representativa à relação entre o hemisfério Norte e hemisfério Sul. Ainda assim, o resultado poderia ser diferente com outro conclave. Se fosse respeitado o princípio de representatividade, o país com maior número de cardeais seria o Brasil. Um Papa brasileiro? Nada melhor para irritar os argentinos.

...

Ler Mais

3 Abr 2013 17:38
Colocado por: Marlene Carriço
Comentar este Post
 

Ainda há quem caia nas mentiras do primeiro dia de Abril. Que o diga a deputada social-democrata, Laura Esperança, que acreditou que o Ministério da Saúde ia mesmo contratar mais 600 enfermeiros este ano.

...

Ler Mais

3 Abr 2013 17:24
Colocado por: NunoAguiar
Comentar este Post
 
Cipriotas criticam "solidariedade europeia". Fonte: Simon Dawson/Bloomberg Nada será como antes. A crise da Zona Euro tem sido tudo menos entediante, mas a gestão do resgate cipriota veio apimentar ainda mais as coisas, trazendo...

Ler Mais

3 Abr 2013 17:20
Colocado por: Elisabete Miranda
Comentários (4)
 

Pedro Mota Soares garantiu esta quarta-feira no Parlamento que o tempo que medeia o pedido e a aprovação de uma pensão de reforma foi de 37 dias em média, na Segurança Social. Os dados são de 2012 e registam uma redução em relação aos anos precedentes, em que o tempo médio de 49 e 45 dias respectivamente e 2010 e 2011.

 

Os números contrastam com a realidade descrita pelo Provedor de Justiça. Num ofício enviado há duas semanas ao Ministro da Solidariedade e da Segurança Social e à presidente do Instituto da Segurança Social, Mariana Ribeiro Ferreira, o Provedor descrevia atrasos que aguardam resposta há um ano.

...

Ler Mais

28 Mar 2013 18:23
Colocado por: João Maltez
Comentários (3)
 

Um parecer da Ordem dos Advogados critica de forma severa uma proposta do Parlamento e o Conselho europeus para alterar a legislação sobre prevenção da utilização do sistema financeiro para efeitos de branqueamento de capitais e de financiamento do terrorismo. Exige-se respeito pelo sigilo profissional do advogado, diz o parecer assinado pelo bastonário.

 

Em causa está a manutenção da regra que obriga os advogados a prescindir do sigilo profissional e a comunicar às autoridades factos que lhes tenham sido revelados pelos respectivos clientes. Desde que, de forma directa ou indirecta, possam ter por objecto actos ou operações de “lavagem de dinheiro” e financiamento de actos terroristas.

 

Fica a opinião de dois especialistas em Direito Europeu, a partir das duas perguntas que se seguem:

 

1 - Concorda com a posição crítica da Ordem dos Advogados relativamente à proposta de directiva do Parlamento e Conselho europeus? Porquê?

 

2 - Devem ou não os advogados, individualmente, estar sujeitos à obrigação de comunicar às autoridades eventuais casos de clientes que incorram no crime de branqueamento de capitais? Porquê?

 

...

Ler Mais

27 Mar 2013 15:54
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentários (1)
 

 

Preços em euro num supermercado cipriota Fonte: Simon Dawson/Bloomberg

 

Começam a conhecer-se as medidas de controlo de capital em Chipre. Segundo o Guardian, depósitos a prazo não poderão ser levantados antes de tempo; cheques podem ser depositados mas não levantados; os pagamentos para fora de Chipre estão proibidos (com excepções: os cipriotas podem sair do país com um máximo de 3 mil euros; os pagamentos de importações são permitidos contra apresentação da “documentação relevante”; e os cipriotas poderão transferir um máximo de 10 mil euros por trimestre para filhos que estudem no estrangeiro); além disso, e entre outras, os pagamentos com cartão de crédito no estrangeiro não podem ultrapassar os cinco mil euros por mês. As medidas deverão vigorar durante 7 dias.        

O que é que isto significa para a união monetária?

São impressionantes as análises que se lêem nestes dias sobre este tema. Não é para menos: é que se o caso cipriota anima o debate geral sobre os benefícios e malefícios dos controlos de capitais, a sua dimensão única é estas limitações acontecerem dentro de uma união monetária. Isso é único significará, em termos substantivos e se se prolongar por mais que uns dias, que deixou rigorosamente de existir apenas uma moeda na união monetária europeia, como escreve Tim Duy no seu Fed’s Watch. Guntram B. Wolff, no Bruegel, argumenta na mesma linha: com o controlo de capitais, um euro em Chipre vale menos que um euro em qualquer noutro país da Zona Euro, um desenvolvimento político “que mina o sistema monetário único” e “arrisca enviar um sinal fatal aos mercados que poderá muito bem iniciar futuras corridas aos depósitos noutros locais”. Wolff e Darvas, também no Bruegel, num post publicado já hoje avisam para cinco riscos concretos da decisão de controlar capitais, entre elas a violação de principios básicos do Tratado da União Europeia. Além destes textos estamos também a ler:

2. Capital controls and the Cypri-outlier. Uma boa análise de Cardiff Garcia no Alphaville sobre o debate em torno dos controlos de capitais e a distinção que deve ser feita quando se aplicam numa união monetária;

...

Ler Mais

26 Mar 2013 12:24
Colocado por: Elisabete Miranda
Comentar este Post
 

Franquelim Alves, secretário de Estado do Empreendedorismo, Competitividade e Inovação, disse na semana passada que o Governo está a estudar novas formas de incentivo às fusões e aquisições de empresas portuguesas, com o objectivo de lhes conferir "massa crítica". Além desta iniciativa, estará também a ser trabalhado um plano de reindustrialização do País.

 

De acordo com o relatório da despesa fiscal de 2013, o Estado deixará de encaixar este ano 1.013 milhões de euros em impostos como o IRC, IMT e imposto de selo nas reestruturações empresariais (fusões, aquisições e cisões de empresas). Este valor corresponde a 10% de todos os benefícios fiscais concedidos no País, sendo o segundo maior, em valor, depois dos apoios à protecção social.

 

Se as previsões do Governo se confirmarem, as reestruturações empresariais representarão este ano três vezes mais despesa fiscal do que os incentivos ao investimento, onze vezes mais do que a investigaçãoe desenvolvimento e 24 vezes mais do que os apoios à criação de emprego.

...

Ler Mais

22 Mar 2013 13:18
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentar este Post
 

 

Cartoon de Patrick Chappatte Fonte: Acting Man

 

Os cartoons ajudam a relativizar: aqui fica contributo de Pater Tenebrarum de onde pedimos emprestado o desenho acima com que abrimos este "Estamos a ler" dedicado à crise cipriota e que segue com a análise de Nicolas Véron aos desenvolvimentos da última semana, com enfoque na proposta inicial que, ao financiamento de 10 mil milhões de euros da UE e do FMI, juntava uma taxa sobre todos os depósitos, incluindo os de valor abaixo de 100 mil euros. O autor diz que lhe vem à cabeça uma frase de um ex-economista chefe do FMI, Mike Musa, que a propósito das crises asiatáticas do final dos anos 90 terá dito: "há três tipos de crise financeiras: crises de liquidez, crises de solvência e crises de estupidez". Vale a pena ler o texto de Véron pela forma como enquadra as várias dimensões – política, económica e financeira – da crise cipriota, na qual se evidenciam os riscos da decisão irreflectida de taxar depósitos abaixo de 100 mil euros e a forma como as eleições e a política alemã estão a prejudicar a gestão da crise. Estamos também a ler:          

 

2. Options for Cyprus. Zsolt Darvas, no Bruegel, analisa as opções disponíveis para o Chipre à entrada do fim de semana que, no limite, poderá ditar a saída do país da Zona Euro. O "Ciprexit" seria pontencialmente desastroso, diz, defendendo no entanto a posição do BCE de fechar a torneira caso não exista acordo;

 

3. Cyprus crisis: EU risks the unthinkable if bailout ultimatum fails. Larry Elliot, no The Guardian, analisa o cenário mais drámático desta crise: uma saída do Chipre;

 

4. A short history of bank deposit levies. Más noticias para os que vêem as taxas sobre depósitos como uma excentricidade cipriota: já aconteceu várias vezes e na Europa, nota o Tyler Cowen no Merginal Revolution;

...

Ler Mais

20 Mar 2013 17:50
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentar este Post
 

 

Fonte: Negócios 

 

Para o governador Portugal deverá candidatar-se a um programa cautelar do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (com possível apoio do programa de compra de dívida pública do BCE) para, no pós-Junho de 2014, substituir o actual programa de assistência.

 

Se juntarmos a posição tornada pública ontem, às declarações já deste ano de Olli Renh, então torna-se como cada vez mais provável que ao actual programa de ajustamento se siga um outro programa – como aqui havíamos notado em Fevereiro – com características diferentes, mas com condicionalidade de políticas económicas e avaliações regulares à economia. Vale a pena ler o que disse Carlos Costa, num discurso que analisamos em seis pontos.

...

Ler Mais

19 Mar 2013 12:36
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentar este Post
 

 

T-shirt à venda para turistas no Chipre Fonte: Chris Ratcliffe / Bloomberg

 

Lee Buchheit e Mitu Gulati, os arquitectos da reestruturação grega, estão a fazer furor com um texto de ontem onde propõem um plano alternativo para o resgate cipriota. Em “Walking Back From Cyprus” os autores criticam a opção europeia de atacar os depósitos de valor inferior à garantia euopeia de 100 mil euros ao mesmo tempo que se protegem os detentores de obrigações do Estado grego. A sua solução, passa por proteger esses depositantes, fazer uma reestruturação ligeira da dívida pública grega e dos depósitos nos montantes acima de 100 mil euros, mas sempre garantindo o capital e alguns juros. Vale a pena ler.

...

Ler Mais

19 Mar 2013 11:31
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentários (4)
 



Vítor Gaspar, ministro das Finanças português e Luis de Guindo, ministro da Economia espanhol, num Eurogrupo. Fonte: Jock Fistick / Bloomberg

 

Mais um grande evento na Zona Euro: um novo resgate e mais um porta aberta à forma de financiamento dos Estados: taxas sobre património e neste caso, mais concretamente, sobre depósitos. Quanto renderia nos periféricos? Bom, segundo a Goldmans Sachs um impostos cipriota em Portugal poderia render 18 milhões de euros (11% do PIB).

...

Ler Mais

12 Mar 2013 16:18
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentar este Post
 

Os preços não variaram em Fevereiro deste ano face a 2011, mediu o INE. Filipe Garcia, da IMF, comenta os resultados, diz que a inflação só não foi negativa porque o preços dos combustíveis subiu, mas lembra também que Fevereiro é tipicamente um mês de inflação baixa. José Miguel Moreira, do Montepio lê neste valor um sinal de confirmação das análises que vieram fazendo durante o ano passado de que as pressões inflacionistas de 2012 seriam, em grande medida, temporárias. 

 

Nota do editor: No "Reacção dos Economistas" pode ler, sem edição do Negócios, a análise aos principais indicadores económicos pelos gabinetes de estudos do Montepio, Millennium bcp, BPI, NECEP (Universidade Católica) e IMF, isto sem prejuízo de outras contribuições menos regulares. Esta é parte da "matéria-prima" com que o Negócios trabalha e que agora fica também ao seu dispor.

 

...

Ler Mais

12 Mar 2013 16:04
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentários (1)
 

Exportações de bens cresceram 5,6% em Janeiro, mediu o INE. Filipe Garcia, da IMF, analisa os dados referentes aos três meses findos em Janeiro para evidenciar que, nesse período, a redução do défice comercial aconteceu mais pela queda das importações do que pelo crescimento das exportações. Ainda assim, resultado positivo, sem dúvida, diz. José Miguel Moreira, do Montepio, evidencia por seu lado, o bom arranque de 2013 com os dados de Janeiro a apontarem para um uma recuperação significativa das exportações. Paula Carvalho, do BPI, faz uma leitura semelhante e espera que que o pior, no que ao mercado externo diz respeito, esteja para trás. 

 

Nota do editor: No "Reacção dos Economistas" pode ler, sem edição do Negócios, a análise aos principais indicadores económicos pelos gabinetes de estudos do Montepio, Millennium bcp, BPI, NECEP (Universidade Católica) e IMF, isto sem prejuízo de outras contribuições menos regulares. Esta é parte da "matéria-prima" com que o Negócios trabalha e que agora fica também ao seu dispor.

...

Ler Mais

11 Mar 2013 15:23
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentar este Post
 
O INE confirmou uma queda do PIB de 3,2% em 2012 . O mau desempenho das exportações foi evidente no último trimestre, mas não se confinou ao final de 2012: há três trimestres consecutivos que as exportações...

Ler Mais

8 Mar 2013 16:14
Colocado por: Catarina Almeida Pereira
Comentar este Post
 

 Fonte: Reuters

 

Têm mais qualificações e menos experiência, mas se descontarmos estes factores as mulheres ganham menos 20,5% do que os homens.  É deste diagnóstico que partem Ana Rute Cardoso, Paulo Guimarães e Pedro Portugal, num estudo que analisa informação relativa a 576 mil empresas e 4,1 milhões de trabalhadores, registada nos quadros de pessoal entre 1996 e 2008, onde tentam descobrir onde estão os "tectos de vidro" que explicam esta diferença.

...

Ler Mais

7 Mar 2013 18:35
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentar este Post
 

Perfil de amortizações da dívida de médio e longo prazo

 

 

Fonte: IGCP e Negócios Nota importante: Os dois maiores picos de refinanciamento aconteceu em 2016 e 2021, com cerca de 17 mil milhões de euros e 21 mil milhões de euros, respectivamente. Os empréstimos dos fundos europeus (FEEF e MEEF) que vencem nestes anos ascendem a 7.275 milhões de euros em 2016 e 11.352 milhões em 2021. 

 

 

É muita a confusão em torno das actuais negociações entre Portugal e os credores europeus com o objectivo de alongar as maturidades dos empréstimos concedidos pelo Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF, financiado pela Zona Euro) e pelo Mecanismo Europeu de Estabilidade Financeira (MEEF, financiado pela UE). Na terça-feira o Ecofin mandatou a troika para propor essa transformação. Mas, afinal, do que estamos a falar? Que empréstimos estão em causa e porquê? Quais os impactos financeiros desta decisão? Por exemplo, a situação financeira nacional melhora substancialmente? E a probabilidade de regresso aos mercados?

 

O Negócios falou com vários especialistas sobre o tema, concluindo que o alongamento das maturidades deverá ter um impacto positivo na perspectiva de regresso aos mercados, mas que fará muito pouco pela sustentabilidade da dívida. E, nesse sentido, novas renegociações são dadas como prováveis. Aqui ficam algumas respostas a várias questões que pretendem dar conta do bom e do mau na extensão das maturidades de que tanto se fala.

...

Ler Mais

4 Mar 2013 18:03
Colocado por: Bruno Simões
Comentar este Post
 

 

Fernando Ruas preside à Comissão de Honra de Bruno Carvalho. Fonte: Miguel Baltazar/Negócios

 

A polémica da limitação de mandatos continua a dar muito que falar. Mas há um número considerável de "dinossauros" autárquicos - nome atribuído a autarcas à frente do mesmo município há muitos anos - que encontrou uma forma de fintar este impedimento. Um número considerável destes políticos locais vai candidatar-se, sim, mas... às eleições do Sporting. Ficam por por terra as acusações de que os novos cargos das comunidades intermunicipais iriam servir estes autarcas?

...

Ler Mais

27 Fev 2013 13:39
Colocado por: NunoAguiar
Comentar este Post
 

Em três anos, Grillo tornou o M5S no maior partido italiano. Fonte: Alessia Pierdomenico/Bloomberg 

 

 

Em Outubro de 2009, um novo Movimento Nacional 5 Estrelas vai nascer. Nascerá na Internet. Os cidadãos italianos sem cadastro e que não seja membros de qualquer partido político poderão juntar-se... os partidos estão mortos. Eu não quero fundar 'um partido', um aparelho, uma estrutura de intermediação. Em vez disso, quero criar um Movimento com um programa.

 

                                                                                           - Beppe Grillo, a 9 de Setembro de 2009

...

Ler Mais

27 Fev 2013 12:34
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentar este Post
 

 

Os chefes de missão: Rasmus Ruffer (BCE), Jurgen Kroeger (Comissão Europeia) e Abebe Selassie (FMI) Fonte: Negócios

 

As previsões económicas da Comissão Europeia divulgadas na semana passada foram um balde de água sobre a estratégia europeia anti-crise e vieram evidenciar que o desafio do ajustamento português é provavelmente maior do que se admitia. Passamos em revista as nove previsões que fazem estremecer o programa de ajustamento português, do défice acima do esperado ao descalabro do desemprego e acabando com o sucesso no défice externo. Qualquer semelhança com o plano inicial é pura coincidência.

...

Ler Mais

26 Fev 2013 16:46
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentar este Post
 

Como já aqui demos conta, Olli Rehn endereçou recentemente aos ministros das Finanças europeus uma carta onde explanou sobre o maior enfoque que a Comissão Europeia passará a dar aos ajustamentos estruturais no défice orçamental, abrindo assim a porta a alguma flexibilização nos objectivos nominais de défice. A carta sublinha, contudo, que a consolidação orçamental e a estabilidade política são elementos centrais para sair da crise. Mas a mensagem de Rehn – escrita a poucos dias das eleições italianas – foi também um voto de confiança de Bruxelas a Mario Monti. Será que a importância de Monti, como descrita por Rehn, é exagerada?

 

 

 

 

...

Ler Mais

26 Fev 2013 15:46
Colocado por: NunoAguiar
Comentar este Post
 

 

 

O excelente resultado de Beppe Grillo nas eleições legislativas italianas carrega uma dose significativa de ironia, com uns pozinhos de justiça karmica. Apenas três anos depois de ter criado o "Movimento 5 Estrelas", o ex-comediante transformou-o no maior partido de Itália, conquistando mais de um quarto dos eleitores e tornando-se na força política chave para decidir o futuro de Itália.

 

Grillo correu contra os esforços de austeridade, propondo reformas do sistema político e um referendo à saída do euro. Recheados de sátira e populismo, os seus comícios misturam política económica e stand up, propostas sérias com manguitos aos outros candidatos. No entanto, a sua grande bandeira é a luta contra a corrupção. Curiosamente, foi exactamente esse o tema que fez com que fosse expulso da televisão pública italiana há quase 27 anos.

...

Ler Mais

25 Fev 2013 19:23
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentários (1)
 




Mario Draghi, presidente do BCE e Olli Rehn, comissário europeu dos assuntos financeiros e monetários, numa reunião do Eurogrupo Fonte: Jock Fistick / Bloomberg

 

Num momento em que dos defensores das políticas de austeridade na Europa estão sob forte pressão, vale a pena revisar os principais argumentos que BCE, Comissão e Governo britânico têm apresentado.

...

Ler Mais

25 Fev 2013 19:07
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentários (1)
 




Mario Draghi, presidente do BCE (esq. costas); George Osborne, ministro das Finanças do Reino Unido (esq. centro); Jean-Claude Juncker, ex-presidente do Eurogrupo (dir. centro) e Olli Rehn, comissário europeu dos assuntos monetários e financeiros (dir. costas) numa reunião do Ecofin Fonte: Jock Fistick /Bloomberg


A última semana foi dura para os “austeritários” europeus. Em poucos dias David Cameron, que mereceu um dos primeiros posts deste blogue, viu a Moody’s cortar a notação máxima ao Reino Unido pelo primeira vez deste 1978; em Itália, Monti está a caminho de uma derrota humilhante nas eleições legislativas; e na sexta-feira a Comissão Europeia reviu em baixa as perspectivas económicas para Europa e diz-se surpreendida.

Os críticos da estratégia europeia não perderam tempo aos que chamam de "austeritários" e entre eles estão nomes de peso na cena internacional, como Krugman, De Grauwe, Portes e Munchau.

...

Ler Mais

21 Fev 2013 18:00
Colocado por: Bruno Simões
Comentar este Post
 

 

Miguel Relvas no Parlamento. Fonte: Bruno Simão/Negócios

 

A contestação a Miguel Relvas tem aumentado de tom esta semana: os protestos de alguns estudantes impediram o ministro de discursar numa conferência organizada pela TVI. Na noite anterior Relvas foi interrompido em Gaia, mas pôde prosseguir a sua intervenção, contando, para isso, com a defesa enérgica de Joaquim Jorge. Relvas até se juntou aos manifestantes, entoando "Grândola Vila Morena".

 

Mas Miguel Relvas é bem-vindo em, pelo menos, um dos distritos do País.

...

Ler Mais

18 Fev 2013 16:12
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentar este Post
 

 

Vítor Constâncio e Mario Draghi, vice-presidente e presidente do BCE na conferência de imprensa mensal de 7 de Fevereiro Fonte: Ralph Orlowski/Bloomberg

 

É talvez a análise económica mais interessante nas notícias de hoje. O Financial Times dá conta de uma análise do Barclays ao financiamento obtido no mercado de capitais pelas empresas europeias na segunda metade de 2012 (Eurozone core cashes in on cheap borrowing). As empresas sedeadas em França, Alemanha, Bélgica e Holanda terão aumentado em termos líquidos o seu financiamento em 37 mil milhões de euros em empréstimos baratos, beneficiando das medidas adoptadas pelo BCE para baixar  risco da região. Já em Itália, Espanha, Portugal e Grécia o sector empresarial não financeiro aumentou o seu endividamento  mercado apenas 12 mil milhões de euros em termos líquidos, um montante concentrado em grandes empresas como a Telecom Itália e Telefonica. Ao mesmo tempo, escreve o jornal, estes países viram o financiamento bancário reduzir-se 65 mil milhões de euros. A fragmentação da Zona Euro pode ter-se reduzido, mas o problema mantém-se agudo. Além disso, estamos também a ler:

2. Carney says his Job is helping with BoE refounding. O futuro presidente do Banco de Inglaterra assume uma refundação na autoridade monetária britânica. Carney, que sai do Banco de Canadá, tem defendido que um banco central deve ter como referência de actuação o PIB nominal e não a inflação, como acontece com a maioria dos bancos centrais.


3. G-20 signals support for japan easing without yean talk. Os líderes do G-20 voltaram a vincar a importância dos principais blocos e países permitirem que as suas moedas flutuem ao sabor dos fundamentais económicos, mas suavizaram a posição sobre o Japão, que cuja política monetária recente tem explicitamente favorecido uma desvalorização do Yen.

...

Ler Mais

18 Fev 2013 14:39
Colocado por: Catarina Almeida Pereira
Comentar este Post
 

 

Pedro Passos Coelho no parlamento Fonte: Jornal de Negócios

 

No discurso que fez ao país para explicar as consequências da ajuda externa, a 3 de Maio de 2011, José Sócrates começou por anunciar o que não constava do acordo com os credores:

 

Não se mexe no 13º mês, nem no 14º mês, nem se substitui estes subsídios por títulos de poupança, não se mexe no 13º mês, nem no 14º mês dos reformados, não se prevê cortes no salário mínimo, não há cortes nas pensões acima dos 600 euros, mas apenas na acima dos 1500 euros, está expressamente admitido o aumento das pensões mínimas, não tem previstos cortes na função pública, não terá de haver revisão constitucional, não existirão despedimentos na função pública, nem aumento na idade de reforma, a CGD não será privatizada, mantém-se a orientação tendencialmente gratuita do serviço nacional de saúde, a escola pública mantém-se, não há privatização da segurança social, nem plafonamento das contribuições, nem alteração da idade de reforma.

 

Nos últimos dias, o discurso do Governo de Passos Coelho tem sido idêntico.

...

Ler Mais

15 Fev 2013 14:53
Colocado por: NunoAguiar
Comentar este Post
 

Os últimos dados do INE mostram um cenário absolutamente desolador no mercado de trabalho português, com a maior destruição trimestral de emprego desde a chegada a troika a Portugal e um novo máximo de 16,9% da taxa de desemprego. Em apenas três meses, desapareceram 125 mil postos de trabalho. O fenómeno foi transversal a quase toda a sociedade, com algumas excepções. Uma delas é especialmente interessante de analisar: o número de empregos ocupados por quem tem mais de 45 anos e está integrado nos quadros da empresa aumentou ligeiramente no último trimestre de 2012, face ao mesmo período do ano anterior (0,2%). Este segmento representa um terço da totalidade do emprego por conta de outrem.

...

Ler Mais

14 Fev 2013 16:32
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentar este Post
 

Economia terá contraído 3,2% em 2012, revelou o INE. Este é o resultado de um último trimestre do ano muito negativo que desapontou a maioria das previsões. Rui Bernardes Serra, do Montepio, salienta que foi mesmo o pior trimestre desde o início de 2009, "quando a economia mundial se encontrava em plena Grande Recessão" e diz que a contracção do PIB em 2013 deverá ficar entre os 2% e os 2,5%. O resultado do trimestre é tão mau que a equipa de economistas do NECEP, da Universidade Católica, admite que possam existir factores excepcionais com grande impacto nos resultados, como o ajustamento aos anúncios de austeridade do Governo. É o nono trimestre de recessão, vincam. Ricardo Santos, do BPN Paribas (em inglês), refere um "choque de confiança" e aponta para uma recessão de 2,7% em 2013.  

 

Nota do editor: No "Reacção dos Economistas" pode ler, sem edição do Negócios, a análise aos principais indicadores económicos pelos gabinetes de estudos do Montepio, Millennium bcp, BPI, NECEP (Universidade Católica) e IMF, isto sem prejuízo de outras contribuições menos regulares. Esta é parte da "matéria-prima" com que o Negócios trabalha e que agora fica também ao seu dispor.

...

Ler Mais

13 Fev 2013 14:02
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentar este Post
 

O desemprego atinge quase um milhão de portugueses, atingindo os 16,9% da população activa. Paula Carvalho, do BPI, classifica os dados como "preocupantes" e diz que "mercado de trabalho ainda distante do ponto de inversão", apontando para uma previsão de taxa de desemprego "em torno dos 17%". José Miguel Moreira, do Montepio, salienta que a deterioração do mercado de trabalho é superior ao que esperava, e aponta para um taxa de desemprego "em torno dos 17,5%". As empresas estão a tentar "adequar as suas estruturas laborais num contexto de menor procura, com o objectivo de assegurar a sua sobrevivência", escreve Filipe Garcia, da IMF.

 

Nota do editor: No "Reacção dos Economistas" pode ler, sem edição do Negócios, a análise aos principais indicadores económicos pelos gabinetes de estudos do Montepio, Millennium bcp, BPI, NECEP (Universidade Católica) e IMF, isto sem prejuízo de outras contribuições menos regulares. Esta é parte da "matéria-prima" com que o Negócios trabalha e que agora fica também ao seu dispor.

...

Ler Mais

12 Fev 2013 12:16
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentar este Post
 

A Irlanda reestruturou cerca de metade da dívida que contraiu durante a crise para fazer face aos problemas no seu sistema financeiro. A operação, anunciada no final da semana passada, é um marco na história da crise do país, mas também da Zona Euro: um sinal de flexibilização e negociação dentro da Zona Euro que merece ser analisado com detalhe. Alguns elementos centrais:

 

– A Irlanda troca 28 mil milhões de euros das agora famosas "notas promissórias" que emitiu no pico da crise para salvar os seus bancos por obrigações do Tesouro irlandês.

 

– A taxa de juro poderá ser um pouco mais baixa, mas a grande alteração está na maturidade. As primeiras, com uma maturidade de 7 a 8 anos, obrigavam o Estado a pagar 3,1 mil milhões de euros ao ano nesse período. As segundas têm uma maturidade média de 34 anos, e adiam a primeira amortização para daqui a 27 anos, aliviando a pressão no regresso aos mercados de um país com um "stock" de dívida acima dos 120% do PIB.

 

– O negócio, que envolve essencialmente o Governo e o banco central irlandês, mas conta com a anuência do BCE, poderá configurar financiamento monetário (isto é empréstimos do banco central ao Estado), o que está proibido pelos Tratados da UE - este é um tema que ainda promete dar que falar.

 

– Para tentar aliviar essa possível interpretação, o Banco da Irlanda irá procurar vender no mercado as obrigações irlandesas com que ficará em balanço (que substitutem as notas promissórias) e este é referido como um dos riscos de médio prazo da operação.

 

– Uma das grandes vantagens do alargamento das maturidades é o efeito da inflação sobre a dívida: pagar 28 mil milhões de euros daqui a 34 anos é muito diferente de ter de pagar o mesmo montante hoje ou daqui a 7 ou 8 anos. O Free Exchange, da The Economist, faz um bom resumo dos pontos essenciais do acordo (Untangling the promissory knot). Karl Whelan, o economista que toda a gente lê para perceber a dimensão financeira dos desafios irlandeses, aprofunda o tema no seu artigo na Forbes (Ireland's Promissory Note Deal). Além disso, e sobre o mesmo tema, estamos também a ler:

 

2. Rescheduling of promissory notes is monetary financing in all but name. Wolfgang Munchau, no FT, escreve sobre o acordo irlandês, diz que não há dúvidas que é financiamento monetário, mas defende que mesmo assim é a melhor forma de tentar resolver os problemas irlandeses.

 

3. Irish bank debt deal breaks deposit taboo. P O Neil, no “a fistful of euros”, escreve sobre uma dimensão pouco referida mas muito interessante da reestruturação irlandesa: alguns depositantes deverão perder parte do seu dinheiro. (O envolvimento dos depositantes está também a ser estudado no Chipre, escreveu esta semana o FT, aqui citado pela CNBC)

...

Ler Mais

8 Fev 2013 15:02
Colocado por: Manuel Esteves
Comentar este Post
 

O número de trabalhadores abrangidos por alterações aos contratos colectivos de trabalho caiu, em 2012, para um quarto do valor registado no ano precedente. Quais foram as razões de tamanha proeza?

...

Ler Mais

7 Fev 2013 20:32
Colocado por: NunoAguiar
Comentar este Post
 

Consumo está a sofrer forte quebra na Grécia. Fonte: Kostas Tsironis/Bloomberg.

 

Por vezes, uma percentagem vale por mil palavras. Um inquérito realizado por uma confederação empresarial de PME revela as dificuldades em que as sucessivas vagas de austeridade estão a colocar a população grega. Os números são directos e suficientemente ilustrativos.

...

Ler Mais

6 Fev 2013 10:35
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentar este Post
 

 

Pedro Marques, deputado do PS, recorreu à expressão no último debate parlamentar com Morais Sarmento, o secretário de Estado do Orçamento Fonte: Negócios

 

Uma breve pesquisa na internet revela que a expressão "manigâncias orçamentais" foi usada por várias vezes no debate orçamental ao longo dos anos, e por isso é com receio de alguma injustiça que escrevemos nos parece que, no passado mais recente, terá saltado para ribalta com uma intervenção de Francisco Louçã, em Janeiro de 2010, contra José Sócrates. 

 

Desde então, a expressão tem sido aproveitada por responsáveis políticos de vários quadrantes (normalmente na oposição). O último exemplo chegou no último debate parlamentar sobre a execução orçamental de 2012 por Pedro Marques, deputado socialista, que criticava e quantificava o número de operações não repetíveis com impacto nas contas públicas.

 

Uma das razões para a frequente referência às “manigâncias orçamentais” está na abundância destas operações irrepetíveis que, por várias razões, têm sido usadas pelos Governos ao longo dos anos. Muitas delas têm procurado salvar os défices orçamentais (as famosas receitas extraordinárias), outras são o resultado de decisões políticas conjunturais como a regularização de dívidas do passado, concessões de serviço público ou perdões fiscais, como o recente RERT.

...

Ler Mais

4 Fev 2013 16:00
Colocado por: Bruno Simões
Comentar este Post
 

 

O primeiro-ministro português, Passos Coelho. Fonte: DR

 

Enquanto a Comissão Europeia se dedica a analisar a qualidade das suas previsões - melhores que as do FMI mas piores do que as da OCDE, Passos Coelho desvalorizou, no último debate quinzenal, as do seu próprio Governo. Mas nem sempre é assim. Nos últimos dias o primeiro-ministro desvalorizou-as quando estiveram erradas, mas destacou-as quando nelas se vê uma convergência com as do Executivo.

...

Ler Mais

3 Fev 2013 18:37
Colocado por: Marlene Carriço
Comentar este Post
 

 

Angel Gurria, o secretário geral da OCDE, em Davos Fonte: Scott Eells / Bloomberg

 

“Portugal cortou na saúde o dobro do que acordou com a troika”. A mensagem tem sido difundida por vários órgãos de comunicação social nos últimos dias, que citam um relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE). O Ministério da Saúde já veio desmentir, mas a ideia continua a circular. Afinal, de onde tirou a OCDE os 11% de redução da despesa com saúde em Portugal? Este é um de dois erros relevantes de um recente artigo publicado pela instituição sobre a situação financeira do sistema de Saúde em Portugal - isto num momento que foi chamada pelo Governo para aconselhar na reforma do Estado.

...

Ler Mais

1 Fev 2013 12:31
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentários (1)
 

 

Os dois homens fortes do euro: Mario Draghi, presidente do BCE, e Olli Rehn, comissário europeu dos assuntos económicos e financeiros, em conferência de imprensa em Tóquio Fonte: Bloomberg 

 

Um dos principais desenvolvimentos na estratégia europeia anti-crise com impacto em Portugal (na minha opinião a principal notícia da semana passada) foi uma pequena frase de Olli Rehn que abriu a porta a um novo programa de assistência da troika (de curto prazo e mais ligeiro) para facilitar o regresso do País aos mercados de capitais quando, após Junho de 2014, e se tudo correr bem, passar a depender exclusivamente de financiamento de mercado.

...

Ler Mais

31 Jan 2013 16:45
Colocado por: Filomena Lança
Comentar este Post
 

 

Cavaco Silva, ontem, a discursar na abertura solene do ano judicial Fonte: Bruno Simão / Negócios

 

Cinco discursos, muitos recados, alguns cruzados, outros cifrados, um ou outro com destinatários muito bem definidos e identificados. O salão nobre do Supremo Tribunal de Justiça (STJ) recebeu os mais altos representantes da Justiça que, como todos os anos, deram como oficialmente aberto mais um ano judicial, apesar de este, na prática, já ter começado em Setembro passado, depois das férias judiciais, que é quando, na prática, o calendário se cumpre. Presidente da República, ministra da Justiça, Procuradora-geral da República, presidente do STJ e bastonário da Ordem dos Advogados discursaram durante quase duas horas perante uma plateia de gente ligada aos tribunais e num momento em que a austeridade provoca uma onde de indignação mais ou menos transversal entre os operadores judiciais. A crise, essa esteve presente em todos os discursos.

...

Ler Mais

31 Jan 2013 16:12
Colocado por: Catarina Almeida Pereira
Comentar este Post
 

Os trabalhadores do sector privado têm até segunda-feira para decidir se pretendem receber metade dos subsídios de férias e de Natal em duodécimos, ao longo deste ano. As empresas não são obrigadas a perguntar. E se os trabalhadores nada disserem o pagamento em duodécimos torna-se obrigatório. Por isso, se ainda não o fez, é melhor começar a pensar sobre o que vai decidir. Aqui ficam alguns argumentos a favor e contra.

...

Ler Mais

30 Jan 2013 18:04
Colocado por: NunoAguiar
Comentar este Post
 

Wolfgang Schäuble exerceu advocacia durante seis anos. Fonte: Joshua Roberts/Bloomberg

 

Depois de alemães contra gregos, portugueses contra finlandeses, FMI contra Comissão Europeia e jovens contra velhos, emerge uma nova cisão na zona euro: advogados contra economistas. A acreditar na notícia da "Der Spiegel" (aqui no original), a formação profissional dos líderes europeus parece suscitar provocações nos bastidores da resolução da crise da moeda única.

...

Ler Mais

30 Jan 2013 17:59
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentar este Post
 

A Comissão Europeia deu hoje conta de uma ligeira queda na confiança dos portugueses. Os economistas do NECEP da Universidade Católica analisam os dados da Comissão evidenciando que o efeito "regresso aos mercados" ainda não terá sido capturado. José Miguel Moreira, do Montepio, diz que o efeito era esperado dado o impacto previsível do OE 2013.   

 

Nota do editor: No "Reacção dos Economistas" pode ler, sem edição do Negócios, a análise aos principais indicadores económicos pelos gabinetes de estudos do Montepio, Millennium bcp, BPI, NECEP (Universidade Católica) e IMF, isto sem prejuízo de outras contribuições menos regulares. Esta é parte da "matéria-prima" com que o Negócios trabalha e que agora fica também ao seu dispor.

 

...

Ler Mais

25 Jan 2013 12:50
Colocado por: NunoAguiar
Comentar este Post
 

A resposta simples é “não”. Pelo menos segundo as conclusões do recente paper de Caroline Freund e Mélise Jaud. Calma, calma, não comece já a insultar-nos. Leia até ao fim.

 

As autoras, ambas do Banco Mundial, admitem que a literatura aponta duas conclusões distintas: comparações entre países mostram que não há impacto, estudos país-a-país mostram que existe uma correlação positiva. Freund e Jaud argumentam que os resultados mais positivos registados depois de uma transição para a democracia não se devem à alteração política, mas sim à própria mudança de regime. Utilizando um universo de 90 tentativas de democratização, observam que 45% são bem sucedidas, 40% falham e 15% atingem a democracia gradualmente (4 a 15 anos). 

...

Ler Mais

24 Jan 2013 16:38
Colocado por: NunoAguiar
Comentar este Post
 

 Economia portuguesa tem reagido de forma mais negativa à austeridade. Fonte: Mário Proença/Bloomberg

 

O crescimento económico parece estar a tornar-se uma espécie de mito sebastiânico do Portugal pós-crise financeira. Nos seis anos entre 2008 e 2013, conta-se um de criação de riqueza, outro de estagnação e quatro de recessão. 2014 continua a ser um grande ponto de interrogação.

 

Desde o início do programa da troika, a dimensão das revisões de estimativas de evolução do PIB tem sido impressionante. Neste ano e meio, 2013 deixou de representar o momento de arranque de uma retoma robusta, para passar a ser mais um ano abaixo da linha de água. 2014 passou do ano com maior crescimento anual do PIB desde 2000, para estar cada vez mais próximo da estagnação.

...

Ler Mais

24 Jan 2013 16:30
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentar este Post
 

O primeiro passo de Portugal de regresso aos mercados foi um sucesso. Paula Carvalho, do BPI, sublinha que o "regresso de Portugal aos mercados é um marco importante", evidencia os riscos que estão pela frente e aponta para o programa de compra de dívida pública do BCE (OMT) como uma peça central na recuperação do acesso ao mercado. Filipe Garcia, da IMF, também salienta o papel importante que o OMT pode vir a desempenhar no regresso de Portugal aos mercados. 

 

Nota do editor: No "Reacção dos Economistas" pode ler, sem edição do Negócios, a análise aos principais indicadores económicos pelos gabinetes de estudos do Montepio, Millennium bcp, BPI, NECEP (Universidade Católica) e IMF, isto sem prejuízo de outras contribuições menos regulares. Esta é parte da "matéria-prima" com que o Negócios trabalha e que agora fica também ao seu dispor.

...

Ler Mais

24 Jan 2013 15:43
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentar este Post
 

Portugal cumpriu a meta orçamental acordada com a troika para 2012. José Miguel Moreira, do Montepio, diz que os resultados da execução orçamental de 2012 em contabilidade pública são positivos mas teme que em contabilidade nacional (a que conta para Bruxelas) os resultados possam vir a ser piores. Paula Carvalho, do BPI, avisa: "Portugal cumpre meta do défice…mas vários desafios subsistem". Desde logo, o regresso ao crescimento.

 

Nota do editor: No "Reacção dos Economistas" pode ler, sem edição do Negócios, a análise aos principais indicadores económicos pelos gabinetes de estudos do Montepio, Millennium bcp, BPI, NECEP (Universidade Católica) e IMF, isto sem prejuízo de outras contribuições menos regulares. Esta é parte da "matéria-prima" com que o Negócios trabalha e que agora fica também ao seu dispor.

...

Ler Mais

24 Jan 2013 11:16
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentar este Post
 

 

João Moreira Rato, presidente do IGCP e Maria Luis Albuquerque, secretária de Estado do Tesouro, ontem na apresentação dos resultados da emissão Fonte: Miguel Baltazar, Negócios

 

Algumas das análises mais interessantes aos desenvolvimentos desta semana relacionados com o regresso aos mercados financeiros estão na blogoesfera. Os impactos da emissão na sustentabilidade da dívida, a fragilidade da situação nacional, a abertura de um caminho para uma intervenção do BCE (e logo um segundo resgate) são alguns dos temas analisados. Vale a pena ler:

...

Ler Mais

18 Jan 2013 12:58
Colocado por: Elisabete Miranda
Comentar este Post
 

 

Helder Rosalino; Créditos: Jornal de Negócios

 

As Finanças esclareceram oficialmente a forma como a polémica CES (contribuição extraordinária de solidariedade) opera mensalmente, em conjunto com as taxas de retenção na fonte, uma questão da maior relevância para os 300 mil pensionistas que serão sujeitos a esta "dupla tributação".

...

Ler Mais

16 Jan 2013 10:09
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentários (2)
 

 

Herman Van Rompuy, presidente do Conselho Europeu, Durão Barroso, presidente da Comissão Europeia, e Christine Lagarde, do dictora-geral do FMI na sessão de homenagem a Trichet na sua saída do BCE Fonte: Hannelore Foerster / Bloomberg

A crise não afectou significativamente a qualidade das previsões de Bruxelas, conclui a Comissão Europeia num recente estudo de avaliação às suas estimativas macroeconómicas. Em “The accuracy of the European Commission's forecasts re-examined” economistas da Comissão concluem até que, para o ano seguinte, as suas previsões são até melhores que as do FMI – embora piores que as OCDE. A explicação, escrevem, pode estar relacionada com o momento de elaboração das previsões (quem publica mais tarde, tem mais informação e acerta mais).

 

É inevitável relacionar o tema com a recente polémica em torno dos multiplicadores orçamentais (na qual o FMI, Comissão e BCE trocaram argumentos contrários a partir da posição de Washington, que tem vindo a defender que as previsões das instituições internacionais falharam durante a crise por terem subestimado o impacto da austeridade, como reafirmou recentemente Olivier Blanchard).

...

Ler Mais

14 Jan 2013 21:52
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentar este Post
 

O relatório do FMI sobre cortes na despesa pública tem dado muito que falar. Eugénio Rosa, economista da CGTP, conhecido pela frequente análise a temas de actualidade, faz uma leitura muito crítica das propostas do Fundo e oferece-nos uma tabela resumo que aqui reproduzimos com os impactos orçamentais das principais medidas: se aplicadas em conjunto valeriam entre 10,6 e 16,4 mil milhões de euros, conclui a partir dos dados do FMI. Quem também se lançou a analisar o documento foi Pedro Pita Barros, da Universidade Nova, especialista em Saúde, que diz que na Saúde o relatório é fraco, mas que melhora nas pensões.

...

Ler Mais

14 Jan 2013 21:40
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentar este Post
 

 

Mario Draghi na conferência de imprensa da reunião de 2012 em Barcelona onde destacou os problemas referentes à segmentação do mercado de trabalho Fonte: Bloomberg

 

A passagem de ano está a ser marcada por uma interessante discussão internacional sobre o papel dos todos poderosos bancos centrais. A Reserva Federal anunciou uma regra de médio longo prazo com enfoque na taxa de desemprego; o novo governador do Banco de Inglaterra admite trocar o objectivo de inflação por um baseado em PIB nominal; no Japão é a independência do banco central que é posta em causa em nome de políticas expansionistas. Na Europa, o BCE, com Draghi, tem testado os limites tradicionais do seu mandato, nomeadamente com a opção de compra de dívida pública para normalizar a fragmentação financeira no euro. Será que o BCE deveria ir mais longe?

...

Ler Mais

11 Jan 2013 14:48
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentar este Post
 

Inflação caiu para 2,8% em 2012. José Miguel Moreira, do Montepio, explica a queda de inflação em 2012 e justifica a sua previsão de que o aumento de preços continue a abrandar em 2013, para a casa dos 1%

 

Nota do editor: No "Reacção dos Economistas" pode ler, sem edição do Negócios, a análise aos principais indicadores económicos pelos gabinetes de estudos do Montepio, Millennium bcp, BPI, NECEP (Universidade Católica) e IMF, isto sem prejuízo de outras contribuições menos regulares. Esta é parte da "matéria-prima" com que o Negócios trabalha e que agora fica também ao seu dispor.

...

Ler Mais

10 Jan 2013 10:25
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentar este Post
 

 

Fachada do banco central da Grécia a 12 de Fevereiro de 2012 depois de um protesto contra mais um pacote de austeridade. Fonte: Fotografia incluída entre as melhores escolhidas pela Bloomberg para 2012 / Simon Dawson

...

Ler Mais

10 Jan 2013 10:20
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentar este Post
 

 

Luis de Guindos, o ministro das Finanças espanhol, responde irritado a jornalistas à entrada para mais um Conselho Europeu a 12 de Março. Fonte: Fotografia incluída entre as melhores escolhidas pela Bloomberg para 2012 / Jock Fistick 

...

Ler Mais

10 Jan 2013 10:06
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentar este Post
 

 

Congresso brasileiro a 8 de Fevereiro. O edifício em Brasília é de Oscar Niemyer Fonte: Fotografia incluída entre as melhores escolhidas pela Bloomberg para 2012 / Dado Galdieri

...

Ler Mais

10 Jan 2013 9:27
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentar este Post
 

 

Evangelos Venizelos, o ministro das Finanças grego em conferência de imprensa a 9 de Março explicando o sucesso da reestruturação da dívida grega. Fonte: Fotografia incluída entre as melhores escolhidas pela Bloomberg para 2012 / Kostas Tsironis

...

Ler Mais

7 Jan 2013 19:14
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentários (3)
 

Pedro Santana Lopes disse hoje o que muitos pensam:

 

“Estes poderes que estão previstos na Constituição são para serem exercidos com ponderação e moderação, e não neste espetáculo inédito de correria e competição institucional”, afirmou citado por vários órgãos de comunicação social

...

Ler Mais

7 Jan 2013 17:12
Colocado por: Elisabete Miranda
Comentários (1)
 

O pagamento mensal de parte dos subsídios de Natal e de férias tem alimentado uma profusa discussão sobre a forma como será aplicada a retenção de IRS: será que o Governo continuará a aplicar uma taxa de retenção autónoma à parcela mensal destes subsídios, ou vai optar por somá-los ao resto da remuneração, fazendo subir o IRS a adiantar mensalmente ao Estado pelos trabalhadores dependentes do privado e pensionistas?

 

À luz da lei, os receios dos partidos da oposição, e do PS em particular, parecem infundados.

...

Ler Mais

2 Jan 2013 7:00
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentários (1)
 

No início de Dezembro demos conta que o FMI reconheceu pela primeira vez do ponto de vista institucional que podem (em situações muito especiais) existir vantagens em aplicar controlos aos movimentos internacionais de capitais. O Fundo fez aliás questão de publicitar a decisão, no que foi lido como um sinal de que a instituição aprende com as crises e de que não é tão ortodoxa como os críticos a descrevem. Entretanto dois economistas especializados em desenvolvimento e fluxos de capitais (Kevin P. Gallagher da Universidade de Boston e Yilmaz Akyuz, do "think-tank" South Center) avisam que os resultados efectivos das recentes decisões do FMI são menores do que parecem. Akyuz diz mesmo que poderão ter o efeito contrário ao anunciado.

...

Ler Mais

28 Dez 2012 14:45
Colocado por: NunoAguiar
Comentar este Post
 

Boehner foi desautorizado pela sua própria bancada quando propôs mais impostos para milionários. Fonte: Andrew Harrer/Bloomberg

 

... é deixar a taxa marginal de IRS subir para os 39,6% para norte-americanos que ganhem mais de 400 mil dólares por ano (300 mil euros). Claro que existem outros pontos de discórdia, como a generosidade dos apoios sociais, mas é aqui que está centrada a discussão: cobrar aos mais ricos aquilo que Clinton cobrou entre 1993 e 2001.

...

Ler Mais

27 Dez 2012 16:09
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentários (2)
 

Nada como terminar o ano com uma boa discussão sobre a crise na macroeconomia. Tudo ganhou dimensão com um dos já típicos ataques de Paul Krugman aos economistas de água doce (os que descreve como não acreditando na utilidade nem para a política orçamental, nem para a monetária). Para o Nobel da Economia a macro ainda está podre. As respostas não se fizeram esperar, com intervenções de algumas das estrelas da blogoesfera económica dos EUA. Talvez o mais interessante no debate seja a afirmação por vários economistas de que as posições de Krugman não são, na verdade, assim tão diferentes das defendidas por aqueles que critica. Estamos assim a ler:

 

2. Macro, what have you done for me lately? Noah Smith faz um bom apanhado da recente discussão sobre o estado da macroeconomia e a diferença entre "água salgada" e "água doce" e defende que não há assim tantas diferenças.

 

3. Oh dear, oh dear, Krugman gets it so wrong, so wrong, on the state of macroeconomics. Lars Syll, no Real-World Economics Review, também defende que Krugman e Mankiw são muito mais parecidos do que fazem crer.

...

Ler Mais

27 Dez 2012 10:20
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentários (1)
 

Tim Duy descreve com profundidade e de forma relativamente simples uma das principais histórias do ano na política monetária: a potencial perda de independência do banco central do Japão a favor de uma estratégia de monetização explícita de défices. Em Missing The Big Japan Story Tim Duy recorre a vários artigos, incluindo um conhecido discurso de Ben Bernanke sobre a articulação entre a política monetária e a política orçamental, para sublinhar a importância do que está a acontecer no Japão (Este é um tipo de desenvolvimento que merece apoio de economistas menos ortodoxos). Vale também a pena ler a análise de Duy à recente alteração de regra de política monetária nos EUA. Além disso, estamos também a ler: 

 

2. Lack of progress in Macroeconomics. Antonio Fatás responde a críticas de Jeffrey Sachs aos keynesianos. Fatás diz que o conhecido economista ignora elementos consensuais entre economistas acabando por apresentar um artigo inconsistente que sofre do que chama "sindroma do 'é tão óbvio'" que nem precisa de ser fundamentado...

 

3. A Conservative Case for the Welfare State. Bruce Bartlett, economista que serviu Reagan e Bus pai, defende no Economix a importância do estado social nos EUA. "O Estado social foi criado para limar as arestas brutas do capitalismo e torná-lo mais sustentável", diz.

...

Ler Mais

21 Dez 2012 13:06
Colocado por: Elisabete Miranda
Comentários (21)
 

 

 

 

 Créditos: Miguel Baltazar/Negócios

 

 

 

Não será exagero afirmar que a contribuição especial de solidariedade (CES) exigida aos pensionistas será a questão de maior melindre que os juízes-conselheiros do Tribunal Constitucional terão de analisar.

 

 

A prova disso mesmo está no empenho que o Governo tem vindo a colocar na clarificação da sua natureza e impacto, entrando mesmo em despiques argumentativos com figuras públicas como o ex-ministro da Segurança Social, Bagão Félix.

...

Ler Mais

20 Dez 2012 17:24
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentários (7)
 

A propósito da queda da taxa de juro das obrigações portuguesas a 10 anos abaixo da barreira dos 7%, Luciano Amaral, no Crise Crónica (obrigado ao Pedro Lains), lembra-nos que "Nós somos a Grécia". Uma simples análise à correlação entre as taxas de juro das obrigações a 10 anos de Portugal e da Grécia permite-nos ir um pouco mais longe e afirmar que, pelo menos desde Julho deste ano, nós somos cada vez mais a Grécia. Se tal for efectivamente verdade então desaconselham-se quaisquer euforias sobre o que nos está a dizer este indicador de mercado.

 

 

...

Ler Mais

18 Dez 2012 18:50
Colocado por: NunoAguiar
Comentários (1)
 

 Até hoje, Obama nunca quis enfrentar o lobby da indústria de armamento. Fonte: Olivier Douliery/Bloomberg

 

O segundo maior massacre de sempre numa escola norte-americana mergulhou os Estados Unidos numa nova reflexão sobre o acesso e posse de armas de fogo. Adam Lanza, de 20 anos, matou 20 crianças de seis e sete anos e sete adultos com uma Bushmaster de calibre .223. Uma espingarda de assalto semi-automática com cartuchos de 30 balas, utilizada pelo exército dos EUA no Afeganistão. Foi a mãe - também assassinada - que o ensinou a disparar.


 
Apesar de os americanos - e a Administração Obama - terem assistido a vários assassinatos em massa em escolas, cinemas, templos e até a tentativa de homicídio de uma congressista, esses acontecimentos não provocaram um arrefecimento da sua relação com as armas. Muito pelo contrário, os números mostram que nunca se venderam tantas armas nos EUA, fazendo o sector atravessar um período de enorme expansão.

...

Ler Mais

14 Dez 2012 20:14
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentários (2)
 

 

Mario Draghi, presidente do BCE Fonte: Bloomberg

 

O BCE entrou na guerra dos multiplicadores esta semana dando mais um contributo para validar a hipótese de "Multiplicador é o que um economista quiser". Tal como o FMI e Comissão Europeia, o banco central também usou uma caixa de um documento oficial para dar a sua opinião sobre os impactos da austeridade no crescimento (Ver caixa 6 do boletim mensal). Frankfurt alinha com Bruxelas contra a posição de Washington: é simplista argumentar que a actividade económica na Europa está a abrandar "apenas" pela consolidação orçamental e os multiplicadores dificilmente chegarão aos níveis defendidos pelo FMI, mostra a investigação do banco central. Em todo o caso, sublinha o BCE, o que conta é o longo prazo. E aí os efeitos são positivos. Aqui ficam alguma passagens do texto do BCE.

...

Ler Mais

14 Dez 2012 19:09
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentar este Post
 

Rui Vilar e Rui Gaudêncio Nunes são presidente e vogal do Conselho de Auditoria do Banco de Portugal há 16 anos. Desde 2010, ano em que terminou o último mandato, estão em gestão corrente no único organismo independente com a missão de fiscalizar o banco central. Os sucessivos governos não viram necessidade de fazer rodar os auditores do BdP e o actual Executivo, que os recebeu já em gestão, justifica a demora com uma planeada alteração de estatutos que, diz as Finanças, ocorrerá em 2013. Esta será mais uma de várias mudanças significativas ocorridas na governance do banco central português nos últimos dois anos.

...

Ler Mais

12 Dez 2012 17:56
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentários (2)
 

 

Christine Lagarde, directora-geral do FMI Fonte: Bloomberg

 

Multiplicam-se os estudos publicados por economista do FMI a favor de reduções suaves do défice orçamental quando as economias enfrentam recessões graves. Os resultados da investigação do Fundo ganharam especial através de um recente debate sobre multiplicadores orçamentais a partir de um estudo assinado por Olivier Blanchard, o economista chefe da instituição, no último World Economic Outlook. O tema mantém-se na agenda por um crescente receio de que as estratégia de redução de défices na Europa se derrote a ela própria.

 

...

Ler Mais

12 Dez 2012 14:59
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentários (1)
 

A inflação homóloga baixou a barreira dos 2% pela primeira vez em dois anos.Filipe Garcia, da IMF, destaca a queda de preços entre Outubrto e Novembro e o contributo decisivo para esta evolução mensal que  tiveram os combustíveis para transportes de pessoal. Miguel Moreira, do Montepio, considera que este é mais um sinal da tendência de descida da inflação que se prolongará por 2013.

   

Nota do editor: No "Reacção dos Economistas" pode ler, sem edição do Negócios, a análise aos principais indicadores económicos pelos gabinetes de estudos do Montepio, Millennium bcp, BPI, NECEP (Universidade Católica) e IMF, isto sem prejuízo de outras contribuições menos regulares. Esta é parte da "matéria-prima" com que o Negócios trabalha e que agora fica também ao seu dispor.  

...

Ler Mais

12 Dez 2012 13:37
Colocado por: Elisabete Miranda
Comentar este Post
 

Esta foi a pergunta deixada esta semana pelo Professor Gomes Canotilho, durante um debate sobre a sustentabilidade do Estado Estado Social promovido pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa.

...

Ler Mais

11 Dez 2012 19:35
Colocado por: Elisabete Miranda
Comentários (2)
 

Depois de terem sido confrontados com a notícia de que para o ano sofrerão o maior aumento de IRS de que há memória em Portugal, os contribuintes querem agora saber como é que esse agravamento da carga fiscal se traduzirá na sua remuneração líquida mensal. A resposta a essa pergunta, está, contudo presa num emaranhado de prazos legislativos, problemas operacionais e silêncios opacos.

...

Ler Mais

11 Dez 2012 15:02
Colocado por: NunoAguiar
Comentários (1)
 

 

"Os mercados gostam dele". Fonte: "The Economist"

...

Ler Mais

7 Dez 2012 18:28
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentários (2)
 

Exportações e consumo atiraram economia para contracção de 3,5%. José Miguel Moreira do Montepio, a equipa de economistas do NECEP/Católica e Filipe Garcia apontam o mau desempenho das exportações como um dos factores determinantes na queda homóloga de 3.5% do PIB no terceiro trimestre, que é a maior desde segundo trimestre de 2009.

     

Nota do editor: No "Reacção dos Economistas" pode ler, sem edição do Negócios, a análise aos principais indicadores económicos pelos gabinetes de estudos do Montepio, Millennium bcp, BPI, NECEP (Universidade Católica) e IMF, isto sem prejuízo de outras contribuições menos regulares. Esta é parte da "matéria-prima" com que o Negócios trabalha e que agora fica também ao seu dispor.

...

Ler Mais

7 Dez 2012 11:07
Colocado por: Filomena Lança
Comentários (6)
 

“No choque da panela de barro com a de ferro quebra a mais fraca e as desigualdades sociais abrem caminho ao regresso do fascismo”. José Eduardo Faria, jurista, sociólogo, filósofo, esteve em Lisboa a falar sobre tribunais, cidadania e direitos e deixou uma mensagem de alerta: “Estas grades que tentam afastar as pedras, podem voltar-se contra nós em movimentos de protesto”. Afinal, “quanto de desigualdade e de exclusão social uma ordem institucional condicionada por reformas anti-jurídicas é capaz de tolerar?”. As consequências “já se viram há 60 anos atrás”: “o risco de lideranças irresponsáveis e inconsequentes pode acabar levando ao reaparecimento de aventuras autoritárias e totalitárias”. 

...

Ler Mais

6 Dez 2012 20:21
Colocado por: Marlene Carriço
Comentar este Post
 

Há 54 anos que os portugueses estão habituados a assistir, através da RTP, à festa da quadra natalícia no Centro de Reabilitação de Alcoitão e no Hospital de São João, no Porto. Mas há um concelho onde o “Natal dos Hospitais” é comemorado ... numa associação. O presidente da Câmara do Seixal pretende desta forma irónica sensibilizar o Governo para a necessidade de se avançar com a construção do hospital naquele município.

...

Ler Mais

6 Dez 2012 7:00
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentar este Post
 

 

Pedro Passos Coelho no seu discurso de vitória nas eleições de 2011 Fonte: Mario Proença/Bloomberg

 

O Negócios tem vindo a publicar ao longo das últimas semanas uma série de trabalhos sobre Funções do Estado. Num deles, a partir da reflexão de vários autores, procurámos enquadrar o debate analisando diferenças entre "dimensão" e "força" do Estado, e olhando para outras experiências de reforma, entre elas o muitas vezes citado caso sueco. Em "Reformar o Estado é muito diferente de poupar" tentámos sintetizar as principais conclusões. Para os que quiserem aprofundar a reflexão sobre o tema ficam aqui os links para os artigos centrais usados no artigo. Vale a pena ler:

 

...

Ler Mais

4 Dez 2012 19:42
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentários (6)
 
Afinal, o princípio de tratamento igual entre países ao abrigo do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira não é tão automático como Jean-Claude Juncker fez pensar há uma semana, baseado em critérios...

Ler Mais

4 Dez 2012 16:36
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentários (1)
 

 

Mario Draghi, presidente do BCE e Vítor Gaspar, numa reunião do Ecofin no início do ano Fonte: Jock Fistick/Bloomberg  

 

No debate público sobre o papel do BCE na união bancária europeia está a ocorrer uma interessante discussão em torno do risco moral. Será que uma certa ambiguidade sobre a garantia do banco central como credor de último recurso minimiza o apetite dos bancos pelo risco? O debate é importante para Portugal não apenas pelas consequências que poderá ter na eficácia da união bancária. É que esta estratégia de "ambiguidade construtiva" defendida por alguns economistas e políticos parece estar a ser aplicada em duas outras dimensões centrais para Portugal.

 

Por um lado, o BCE mantém-se pouco claro sobre se compra ou não dívida pública portuguesa, como se vê nas respostas que Jorg Asmussen dá na entrevista que concedeu ao Negócios esta semana. Por outro, os líderes europeus não abrem (mas também não fecham) a porta a condições mais favoráveis para os empréstimos português e irlandês. A ambiguidade europeia poderá defender os interesses do BCE e do Eurogrupo, mas será que é construtiva para os interesses nacionais?

...

Ler Mais

4 Dez 2012 12:51
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentários (2)
 

A crise impôs algumas alterações nos consensos dominantes em torno da condução da política económica. Para muitos, e provavelmente com razão dada a resistência institucional às mudanças, estas alterações não foram as suficientes. Ainda assim, não passa despercebido o facto de o FMI passar oficialmente a defender as vantagens de controlos de capitais. Como nota a Bloomberg, o apoio é limitado a condições muito específicas (países sem margem para mexer em taxas de juro ou que estejam a ser excessivamente afectados por movimentos de capitais) mas ler, numa posição institucional de Washington, que apesar dos fluxos de capitais terem vantagens, é preciso reconhecer que  "também acarretam riscos, que podem ser aumentados por falhas na estrutura financeira e institucional de países" merece nota. Além disso estamos a ler:

  

2. Is There a Case for Optimism About the Eurozone? Yves Smith faz uma análise pouco animadora da crise europeia. Mas para os optimistas, o texto no Naked Capitalism parte de  uma visão mais animadora de John Dizard, no FT. 

 

3. La UE aplaza al 12 de diciembre las negociaciones sobre la unión bancaria. O El País vinca a incapacidade dos líderes europeus de chegarem a acordo sobre a união bancária, esclarecendo o que está em cima da mesa das negociações.

...

Ler Mais

27 Nov 2012 20:15
Colocado por: Catarina Almeida Pereira
Comentar este Post
 

Com a opção prosseguida, a tributação dos rendimentos do trabalho em Portugal será, em 2013, fortemente desincentivadora para os recursos humanos, sobretudo os mais qualificados e que mais valor acrescentam nas respectivas actividades.

 

Declaração de voto de 18 deputados do PSD, que Miguel Frasquilho, primeiro subscritor, esclarece que era uma versão provisória.

 

...

Ler Mais

25 Nov 2012 16:56
Colocado por: Marlene Carriço
Comentários (1)
 

Haverá fecho de hospitais? Que serviços serão fundidos? A complementaridade na prestação de serviços entre hospitais e centros de saúde é para avançar? As respostas a estas perguntas serão apresentadas na próxima semana. Pelo menos à troika.

...

Ler Mais

23 Nov 2012 17:42
Colocado por: Filomena Lança
Comentários (6)
 

As Finanças mobilizaram todos os recursos possíveis, pressionaram quanto puderam os peritos avaliadores e até pediram ajuda... aos padres. ainda assim, a avaliação geral só deverá ficar concluída no final do primeiro trimestre de 2013 e o Governo até já tem o beneplácito da troika.

 

 

...

Ler Mais

22 Nov 2012 17:43
Colocado por: NunoAguiar
Comentários (11)
 

Entre os 32 países da OCDE, apenas em dois será mais difícil reduzir o nível de endividamento do que em Portugal. Segundo o relatório "Recuperar as Finanças Públicas", publicado ontem pela organização sedeada em Paris, Portugal é a terceira economia com maior necessidade de ajustamento do saldo primário para que em 2030 a sua dívida pública esteja nos 60% do PIB (limite exigido por Bruxelas).

 

 Consolidação orçamental necessária para estabilizar ou reduzir a dívida para 60% do PIB até 2030

...

Ler Mais

21 Nov 2012 19:34
Colocado por: Marlene Carriço
Comentar este Post
 

O ministro da Saúde, Paulo Macedo, já deixou claro que o sector da saúde será protegido na nova dieta do Estado, que terá lugar nos próximos dois anos. Mas será que o ministro vai mesmo conseguir passar ao lado dos cortes adicionais da despesa?

...

Ler Mais

19 Nov 2012 13:42
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentários (2)
 

 

 

Carlos Costa, Governador do Banco de Portugal, numa sessão parlamentar Fonte: Mario Proença, Bloomberg

 

Segundo a edição de hoje do Público o Banco de Portugal entregou ao ministério das Finanças uma proposta de alteração dos seus estatutos com duas alterações significativas: nomeação do Governador pelo Presidente da República e não pelo ministro das Finanças (por sugestão do primeiro ministro) e escolha da comissão de auditoria pelos deputados (até aqui também feita pelo Ministério das Finanças). Estas são opções que vão ao encontro de uma preocupação antiga: Portugal é um dos países em que o banco central mais depende do ministério das Finanças.

 

No final de 2008, no meio da crise de supervisão que afectou o Banco de Portugal, o Jornal de Negócios publicou uma sequência de trabalhos sobre a actuação dos bancos centrais e do Banco de Portugal em particular. O trabalho "Quem Governa os Governadores?" (que pode ler na íntegra) acabou por ser premiado no ano seguinte com o prémio Citi Journalistc Excellence Award. O diagnóstico sobre a "governance" do Banco de Portugal não era o melhor. Algumas das propostas avançadas agora por Carlos Costa vão no sentido certo. Aqui ficam algumas das principais conclusões de então.

...

Ler Mais

15 Nov 2012 13:00
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentários (14)
 

 

Um "zé povinho" em porcelana num mercado de Lisboa Fonte: Mário Proença, Bloomberg 

 

As previsões macroeconómicas são um elemento central na política económica moderna. Delas dependem as previsões fiscais dos orçamentos do Estado, é sobre elas que se constroem muitas das recomendações de política, e são um factor decisivo na formação das expectativas dos agentes económicos. Não admira por isso que Governo, FMI, Comissão Europeia, BCE, Banco de Portugal, OCDE, bancos comerciais, entre outras instituições publiquem com regularidade - e muita visibilidade - as suas estimativas de crescimento. Mas dada a sua importância será que sabemos o suficiente sobre elas? Ora veja algumas conclusões curiosas.

...

Ler Mais

15 Nov 2012 12:32
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentários (8)
 

PIB contraiu 3,4% no terceiro trimestre. A economia portuguesa registou a maior queda homóloga desde 2009 sublinha a equipa de economistas da Universidade Católica, apontando para o corte salarial na função pública com factor relevante para este desempenho. O NECEP espera uma contracção da economia de 2% no próximo ano. Uma queda de 2% é também a expectativa do Montepio: Rui Bernardes Serra atribui uma parte do mau desempenho do último trimestre a um aumento mais forte que o esperado das importações e aponta para uma recessão de 3% este ano e de 2% no próximo. No BPI, Paula Carvalho avisa que o pior de 2012 ainda estará para vir. E, embora aponte para uma recessão de apenas 1,5% em 2013, sublinha que o risco de revisão em baixa deste valor. Filipe Garcia, da IMF, destaca as dificuldades que este desempenho económico coloca aos objectivos orçamentais e o facto do investimento continuar a cair, reduzindo assim as hipóteses de um relançamento sustentado da economia.

     

Nota do editor: No "Reacção dos Economistas" pode ler, sem edição do Negócios, a análise aos principais indicadores económicos pelos gabinetes de estudos do Montepio, Millennium bcp, BPI, NECEP (Universidade Católica) e IMF, isto sem prejuízo de outras contribuições menos regulares. Esta é parte da "matéria-prima" com que o Negócios trabalha e que agora fica também ao seu dispor.

...

Ler Mais

15 Nov 2012 12:16
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentários (2)
 

A taxa de desemprego aumentou para 15,8% no terceiro trimestre. Os desenvolvimentos no mercado de trabalho reflectidos nos dados divulgados ontem pelo INE surpreenderam pela negativa. A taxa de desemprego para o ano deverá aproximar-se dos 17% e o pico na taxa de desemprego será atingido no final do ano ou em 2014, o que adia a recuperação no mercado de trabalho pelo menos até 2014, analisa José Miguel Moreira, do Montepio. O adiamento da recuperação no emprego também é notada por Filipe Garcia da IMF. Paula Carvalho, do BPI, sublinha o forte contributo do desemprego de longa duração para o aumento do desemprego total, mas encontra também sinais positivos no ajustamento no mercado de trabalho, nomeadamente o facto de grande parte do agravamento recair sobre os sectores de bens não transacionáveis.

 

Nota do editor: No "Reacção dos Economistas" pode ler, sem edição do Negócios, a análise aos principais indicadores económicos pelos gabinetes de estudos do Montepio, Millennium bcp, BPI, NECEP (Universidade Católica) e IMF, isto sem prejuízo de outras contribuições menos regulares. Esta é parte da "matéria-prima" com que o Negócios trabalha e que agora fica também ao seu dispor.

...

Ler Mais

13 Nov 2012 21:53
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentários (9)
 

Inflação baixou Outubro travada pelos combustíveis. Miguel Moreira do Montepio espera que o ritmo de abrandamento do aumento de preços continue para lá de 2012, apontando para uma inflação na casa dos 1% no próximo ano. Este é o limite inferior da expectativa de Filipe Garcia da Informação e Mercados Financeiros. Este ano a inflação deverá ficar o aumento homólogo de preços deverá ficar ligeiramente abaixo de 3%.

 

Nota do editor: No "Reacção dos Economistas" pode ler, sem edição do Negócios, a análise aos principais indicadores económicos pelos gabinetes de estudos do Montepio, Millennium bcp, BPI, NECEP (Universidade Católica) e IMF, isto sem prejuízo de outras contribuições menos regulares. Esta é parte da "matéria-prima" com que o Negócios trabalha e que agora fica também ao seu dispor. 

...

Ler Mais

9 Nov 2012 15:25
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentários (3)
 

Estará Mario Draghi a fazer "bluff" sobre os seus planos para salvar o euro? Esta é a pergunta que o Free Exchange deixa no ar. Vejamos porquê. Apesar de defender uma união bancária em toda a sua força (o que a teoria defende que implica supervisão comum de bancos e seguro pan-euro de depósitos comum) o Presidente do BCE parece estar a suavizar as condições dessa união, nomeadamente não defendendo um seguro de depósitos comum. Noutra frente, Draghi também parece cada vez mais relutante em usar o novo mecanismo de compra de obrigações aprovado pelo BCE, sinalizando que a condicionalidade associada será forte e que, mesmo com ela, não há garantias de intervenção do BCE, como sublinhou ontem para o caso espanhol. Além disso estamos também a ler:

 

2. EconoTrolls: An Illustrated Bestiary. Noah Smith faz uma inspirada caracterização das várias espécies de economistas. Vale (mesmo) a pena ler;

 

3. Target2 para miúdos. O Pedro Romano trocou-nos por outras paragens: vale a pena continuar a lê-lo agora no seu "Desvio Colossal". Neste post salienta um dos temas mais quentes da política monetária: quem deve o quê a quem entre os bancos centrais do euro.

...

Ler Mais

9 Nov 2012 12:45
Colocado por: NunoAguiar
Comentários (6)
 

Fonte: Bloomberg

 

Nestas eleições, os Estados Unidos discutiram aquilo que Portugal se prepara para debater nos próximos meses: que funções deve o Estado desempenhar e que peso deve ter na economia? O contraste entre Mitt Romney e Barack Obama foi claro ao longo da campanha e a reeleição do democrata aponta para uma preferência de ter "mais Estado".

 

O primeiro mandato de Obama arrancou com a maior crise financeira desde a Grande Depressão e obrigou o Presidente a colocar o Governo Federal no centro da recuperação da economia, transferindo algum do poder de Wall Street para Washington. A vitória de ontem assegura a preservação e continuação de algumas dessas políticas. A reforma do sistema de saúde – Obamacare – é para ficar, tal como uma regulação mais apertada do sector financeiro. Os norte-americanos mais ricos vão pagar mais impostos.

...

Ler Mais

8 Nov 2012 10:37
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentários (2)
 

Número de contactos entre Timothy Geithner e responsáveis envolvidos na crise Europeia entre Janeiro de 2010 e Junho de 2012 

 

 

 

Fonte: "Tim Geithner and Europe’s phone number", Jean Pisani-Ferry

 

"Para quem é que ligo, se quiser ligar para a Europa?" A pergunta retórica que é atribuída a Henry Kessinger – celebrizada por ilustrar da dificuldade de articular posições com a Europa – é finalmente respondida por Jean Pisani-Ferry, num "post" publicado recentemente no Bruegel, o think-tank que dirige. Uma análise aos registos de contactos (telefónicos e reuniões) entre Timothy Geithner, o secretário do Tesouro dos EUA, e vários responsáveis políticos envolvidos na crise europeia (entre Janeiro de 2010 e Junho de 2012), revela como o problema foi resolvido pelo actual governo norte-americano: Geithner ligou para mais de uma dezena de pessoas. Entre elas destacam-se a liderança do FMI (114 contactos), seguida dos presidentes dos BCE Trichet/Draghi (58 contactos). Schauble foi contactado apenas 36 vezes. E Van Rompuy é quase ignorado, mostram as conclusões de Pisani-Ferry.

...

Ler Mais

7 Nov 2012 15:44
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentários (7)
 

 

Olivier Blanchard, economista-chefe do FMI, assinou a avaliação do FMI aos multiplicadores orçamentais Fonte: Stephen Jaffe Bloomberg

 

A polémica em torno dos multiplicadores orçamentais – ou seja, da estimativa do custo da austeridade no crescimento  – não parece ter fim. O último desenvolvimento foi uma dura resposta da Comissão Europeia às contas do FMI. Para Bruxelas um euro de austeridade rouba menos de um euro ao crescimento, defendeu esta semana, deixando críticias metodológicas ao estudo de Washington. Para o debate em Portugal isso significa que o multiplicador orçamental que Vítor Gaspar diz estar implícito no Orçamento (0,8 pontos) é até superior ao de Bruxelas (entre 0,5 e 0,7 pontos). É caso para dizer que o multiplicador é o que um economista quiser.

...

Ler Mais

30 Out 2012 14:16
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentários (12)
 

O Vox está a promover há algum tempo um debate sobre para que serve a economia e o que deve mudar no seu ensino. A este respeito, vale a pena ler um texto de Alan Kirman, Professor da Universite Paul Cezanne in Aix-en Provence. Algumas ideias: em vez de assumirem que a economia está naturalmente em equilíbrio e que por vezes é abalada por choques externos, os economistas deveriam admitir que "podem estar a lidar com um sistema que se auto-organiza e que, de tempos a tempos, experimenta grandes e rápidas mudanças". No ensino da ciência, os economistas "deveriam gastar mais tempo a insitir na importância da coordenação como o principal problema das economias modernas, em vez da eficiência". E, finalmente, "todos deveríamos lembrarnos de que o actual pensamento económico será um dia ensinado como história do pensamento económico". Além disso, estamos também a ler:

 

2. 1892. A História é boa companheira em momentos históricos. Pedro Lains contribuiu revisitando a grande crise de pagamentos portuguesa do final do século XIX. Vale também a pena ler um exercício que fez há um ano sobre as necessidades de financiamento externo português: a crise dos 30?

 

3. Spain's bad bank lures investors with steep discounts. A Reuters dá conta de como o banco central espanhol planeia que o "bad bank" do país (que comprará aos bancos os maus créditos nos balanços) consiga captar o interesse de investidores privados. Os retornos podem chegar a 15%, diz o Banco de Espanha. A entrada de investidores privados é essencial para que o "bad bank" possa ficar fora das contas públicas.

...

Ler Mais

30 Out 2012 13:10
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentários (3)
 

 

Mario Draghi à esquerda com Norbert Lammert, president of the Bundestag, em frente ao Reichstag, o Parlamento alemão, que o Presidente do BCE visitou a semana passada Fonte: Michele Tantussi/Bloomberg 

 

Mario Draghi, o presidente do BCE, não dá muitas entrevistas. Esta semana foi uma rara oportunidade de o ler nesse registo. Sem surpresa, a entrevista foi concedida a uma revista alemã (Der Spiegel) e é, pelas perguntas e respostas, uma conversa para "alemão ler": está lá o receio da inflação, o controlo sobre o desregramento orçamental do Sul, os riscos para a independência do BCE do novo programa de compra de obrigações, os embates com Weidmann (o presidente do Bundesbank), as taxas de juro baixas demais na Alemanha, e até o quanto Draghi gosta de passear nos museus de Frankfurt. Escolhemos aqui algumas passagens que podem ser relevantes para Portugal.

...

Ler Mais

29 Out 2012 11:00
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentários (8)
 

Num “post” publicado a 18 de Outubro no Massa Monetária argumentou-se que as contas apresentas pelo Governo no Orçamento não batiam bem. Face aos planos dados a conhecer em Setembro,haveria impostos a mais e despesa a menos. As conclusões decorriam da análise de documento oficiais. A história acabou por ser desenvolvida com recurso a fontes adicionais na edição de 23 de Outubro, dando conta de um recuo do Governo nos planos de cortes de despesa. Questionado a 22 de Outubro à tarde, a resposta das Finanças chegou no dia 24. A mesma nota comenta o post do massa monetária. Aqui fica a posição das Finanças e três comentários finais.

...

Ler Mais

26 Out 2012 14:47
Colocado por: Marlene Carriço
Comentários (10)
 

Foi, provavelmente, um dos pontos na área da saúde que causou maior perplexidade quando o memorando foi conhecido, em Maio do ano passado. O Governo teria de adoptar medidas para assegurar a selecção transparente de administradores hospitalares, que deveriam ter reconhecida experiência na matéria. Na quinta avaliação do memorando, este ponto desaparece.

...

Ler Mais

24 Out 2012 13:48
Colocado por: Bruno Simões
Comentários (23)
 

Depois da embriaguez vem a ressaca. É para isso que existe o medicamento Guronsan: para ajudar a aliviar a dor de cabeça provocada pela ingestão exagerada de álcool. Neste Orçamento do Estado, o raciocínio do Governo parece ser o mesmo: depois da farra do Partido Socialista, o Executivo faz as vezes de colega de quarto e oferece um documento de estratégia orçamental que tenta mitigar as dores da folia dos últimos anos.

 

Gaspar nos encontros de Tóquio, entre FMI e Banco Mundial. Fonte:  Haruyoshi Yamaguchi/Bloomberg

...

Ler Mais

23 Out 2012 10:43
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentários (13)
 

 

 

Francois Hollande,presidente francês (esquerda), Mario Monti, primeiro ministro italiano (centro) e Enda Kenny, primeiro ministro irlandês na Cimeira da semana passada. Fonte: Jock Fistick/Bloomberg

 

Ao contrário de Portugal e Espanha, a Irlanda poderá vir beneficiar de recapitalização retroactiva dos seus bancos, depois de receber o apoio da Alemanha e da França. É um caso especial diz o eixo-franco alemão para gáudio irlandês como descreve o Público. A posição chega poucas semanas deppois de se saber que, em nome da transmissão da política monetária, o BCE poderá comprar obrigações de Espanha e Itália, mas não de Portugal e Irlanda. E em todo caso provavelmente antes de Irlanda do que de Portugal. No meio disto, o Governo português permanece em silêncio em Portugal e pelo vistos nas próprias negociações. Fica por perceber se a Europa escolhe vencedores na luta contra a crise (como afirma um responsável irlandês) como o faz. e qual a estratégia nacional. Além disso, estamos também a ler: 

...

Ler Mais

19 Out 2012 9:55
Colocado por: Catarina Almeida Pereira
Comentários (21)
 

O dia 14 de Novembro deixou de ser apenas o dia da greve da CGTP. Espanha e Grécia vão juntar-se, numa greve geral conjunta internacional. Esperam-se protestos noutros países.

 

 

Há vários meses que o Sul da Europa enfrenta problemas semelhantes, mas esta é a primeira vez que os sindicatos se coordenam. A iniciativa é patrocinada pela diplomática Confederação Europeia de Sindicatos (CES).

 

 

Em Maio, em entrevista ao Negócios, o presidente da CES, também secretário-geral da espanhola Comisiones Obreras (CCOO), explicava porque é que é difícil coordenar iniciativas conjuntas a nível europeu:

 

...

Ler Mais

18 Out 2012 13:33
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentários (20)
 

 

Num mês o Governo apresentou três versões diferentes do pacote de ajustamento orçamental para 2013: uma no início de Setembro enviada a investidores; uma segunda a 3 de Outubro após o recuo da TSU; e a última a 15 de Outubro com o Orçamento do Estado. Entre o plano acordado com a troika em Setembro e a actual versão há mais 600 milhões de euros de austeridade. Um aumento de 9,6% sem explicação evidente. Por exemplo, entre as duas últimas versões (ambas já em Outubro e sem “o problema” da TSU), apareceram mais 300 milhões de euros nas contas dos sacrifícios pedidos aos portugueses.

 

Talvez ainda mais interessante para analisar o espectáculo mediático e político sobre despesa e impostos que se montou nos últimos dias na coligação governamental, seja o facto de, com as alterações introduzidas o Governo ter desistido de cortar centenas de milhões de euros na despesa pública, carregando no aumento da carga fiscal, como se resume no gráfico.

...

Ler Mais

17 Out 2012 17:54
Colocado por: Elisabete Miranda
Comentários (22)
 

Ao que parece, as simulações ontem distribuídas por Miguel Relvas, Ministro dos Assuntos Parlamentares, aos deputados e hoje difundidas por alguns órgãos de comunicação social, contêm vários erros. A Lusa faz um enunciado dos mesmos, com base numa análise sistemática à metodologia seguida pelo Governo, feita pela PwC.

 

 

 

...

Ler Mais

16 Out 2012 19:55
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentários (28)
 

 

Christine Lagarde, em Tóquio, nas reuniões anuais do FMI Fonte:Tomohiro Ohsumi/Bloomberg
 

 

Continua a polémica em torno dos multiplicadores orçamentais a partir das conclusões do FMI que apontam para que, no actual contexto, a austeridade roube mais ao crescimento do que se pensava - ou pelo menos do que o FMI pensava. As declarações desta semana do ministro das Finanças na apresentação do Orçamento do Estado foram ricas para alimentar o debate. A análise às declarações do ministro não lhe são favoráveis. Gaspar tem razão em defender que o FMI não advogou um alívio da austeridade em Portugal, mas falha em quase tudo o resto. O FMI defende que já suavizou as metas em Portugal nesta revisão (em linha com as conclusões a que chegou) e considera que os novos resultados moldam as suas recomendações (não não foi Paul Krugman a abusar de Olivier Blanchard e Lagarde). 

...

Ler Mais

16 Out 2012 13:01
Colocado por: NunoAguiar
Comentários (5)
 

Ministro reconhece que Portugal "investiu de forma muito generosa" na sua educação Fonte: Bloomberg

 

 

Na conferência de imprensa de ontem, Vítor Gaspar desviou a pergunta sobre a sua saída do Governo dizendo:

 

Pela minha parte, a minha participação no Governo tem como único propósito retribuir ao País o enorme investimento que o País colocou na minha educação. A minha educação foi extraordinariamente cara e Portugal investiu na minha educação de forma muito generosa durante algumas décadas. É minha obrigação estar disponível para retribuir essa dádiva que o País me deu (...) Não tenho qualquer espécie de outra motivação.

...

Ler Mais

15 Out 2012 17:10
Colocado por: NunoAguiar
Comentários (17)
 

Se tudo correr pelo melhor, a dívida pública portuguesa continuará a ser demasiado elevada dentro de 17 anos. A conclusão é da Comissão Europeia no relatório da quinta avaliação do programa de ajustamento nacional. Segundo a actualização das estimativas de evolução do endividamento, mesmo que a economia cresça a uma média de 3% ao ano - mais um ponto percentual que o cenário base - em 2030, a dívida pública ainda estará próxima dos 80% do PIB. Bem acima dos limites exigidos aos estados-membros da União Europeia.

...

Ler Mais

14 Out 2012 13:06
Colocado por: Bruno Simões
Comentários (17)
 

 

Miguel Relvas no Parlamento. Fonte: Bruno Simão/Negócios

 

A reforma das freguesias foi idealizada por Miguel Relvas e está em marcha: até à próxima segunda-feira, os 308 municípios têm de enviar uma proposta, para uma unidade técnica que funciona na Assembleia da República, em que propõem a redução que se deve fazer no município. A lei tem critérios quantitativos – leia-se percentagens mínimas de redução – que devem ser observados nessa proposta. Mas os protagonistas da reforma foram os primeiros a desrespeitá-la.

...

Ler Mais

12 Out 2012 21:20
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentários (22)
 

 

 

Vítor Gaspar nas reuniões anuais do FMI em Washington no ano passado Fonte: Joshua Roberts/Bloomberg

 

Uma pequena caixa no último relatório semestral do FMI sobre a economia mundial (Box 1.1 do World Economic Outlook) causou impacto um pouco por todo o mundo. Olivier Blanchard, economista-chefe do Fundo e Daniel Leigh, também economista em Washington, confirmam um cenário temível: durante a Grande Recessão (desde 2007) os efeitos da austeridade sobre o crescimento têm sido muito superiores ao que se assumia até agora. São erros que custam caro. Que o diga Portugal que experimentou uma subida dramática do desemprego no último ano, contrariando todas as previsões da troika e do Governo.

...

Ler Mais

12 Out 2012 14:13
Colocado por: NunoAguiar
Comentários (6)
 

Do napalm aos alicates, as medidas inscritas no Orçamento do Estado para 2013 provocaram reacções violentas de várias áreas do espectro ideológico. As metáforas bélicas foram o modo de ilustração preferido de políticos, economistas e comentadores.

 

António Bagão Félix, antigo ministro das Finanças

 

A ideia que se dá ao País é que não vale a pena investir no futuro, no trabalho, na dedicação, no profissionalismo, no êxito, no sucesso. Não, não vale a pena. Porque, a partir de uma determinada altura, é um napalm fiscal, arrasa tudo. É devastador.”

 

O que nós estamos em presença é de um terramoto fiscal. A única dúvida é, na escala de Richter, se é 7, que é destruidor; se é 8, que é devastador. Porque isto dá cabo da economia.

...

Ler Mais

12 Out 2012 12:23
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentários (10)
 

A versão preliminar de OE a que o Negócios teve acesso mantém o que o Negócios avançou no início do mês: o limite inferior do escalão máximo de rendimentos colectáveis para efeitos de IRS baixará de 153.300 euros para 80.000 euros. E a taxa marginal desse escalão (a que se aplica à parte do rendimento colectável acima deste valor) passaria de 46,5% para 48%, aos que acrescem uma contribuição de solidariedade e uma sobretaxa. Na altura, o ex-presidente do PSD não conteve a indignação sobre as taxas aplicadas aos que ganham mais de 80 mil euros/ano

...

Ler Mais

12 Out 2012 12:15
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentários (13)
 

A bancada parlamentar do PS trocou de carros, o que causou forte polémica. O líder da bancada parlamentar não gostou de ver desprezado o esforço que fez de reduzir os custos com carros, passando de um BMW 5 para um Audi 5.

...

Ler Mais

11 Out 2012 13:31
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentários (6)
 

O ritmo de aumento de preços em Portugal abrandou em Setembro. O INE revelou hoje que a inflação homóloga baixou, mas manteve-se próxima dos 3% em Setembro. Miguel Moreira, explica o nível elevado e diz que espera que a inflação continue a diminuir este ano e no próximo. Filipe Garcia sublinha o contributo dos combustíveis num ritmo de aumento de preços que, ainda assim, é elevado.

     

Nota do editor: No "Reacção dos Economistas" pode ler, sem edição do Negócios, a análise aos principais indicadores económicos pelos gabinetes de estudos do Montepio, Millennium bcp, BPI, NECEP (Universidade Católica) e IMF, isto sem prejuízo de outras contribuições menos regulares. Esta é parte da "matéria-prima" com que o Negócios trabalha e que agora fica também ao seu dispor.  

...

Ler Mais

10 Out 2012 15:56
Colocado por: Marlene Carriço
Comentários (3)
 

O Governo levou à troika uma proposta de aumento do horário de trabalho dos funcionários públicos de 35 para 40 horas semanais, mas acabou por deixar cair a ideia. Contudo, dentro do Governo, há um ministro que está a discutir uma nova grelha de 40 horas: o da Saúde.

...

Ler Mais

10 Out 2012 15:20
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentários (2)
 

As exportações continuam com bom desempenho. Os dados do comércio internacional divulgados hoje pelo INE dão conta da continuação do bom desempenho das exportações, mas também de um abrandamento das importações. Gonçalo Pascoal, do Millennium bcp, sublinha que o contributo positivo do comércio externo para o PIB poderá estar a diminuir mas também que no total do ano até Agosto, a receita das exportações equivaleu a 82% dos gastos com importações.

    

Nota do editor: No "Reacção dos Economistas" pode ler, sem edição do Negócios, a análise aos principais indicadores económicos pelos gabinetes de estudos do Montepio, Millennium bcp, BPI, NECEP (Universidade Católica) e IMF, isto sem prejuízo de outras contribuições menos regulares. Esta é parte da "matéria-prima" com que o Negócios trabalha e que agora fica também ao seu dispor.  

...

Ler Mais

8 Out 2012 14:49
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentários (2)
 

 

Cadeira de Mario Draghi na sala de conferências de imprensa em Frankfurt Fonte: Hannelore Foerster/Bloomberg
 

 

A recém anunciada disponibilidade do BCE para intervir nos mercados de dívida pública da Zona Euro foi vista como uma ajuda importante para o regresso de Portugal aos mercados até ao final de 2013. Recordem-se, por exemplo, as palavras do Presidente da República quando, no início de Agosto, saudava as declarações de Mario Draghi a favor da intervenção do BCE, e questionava "porque não o BCE começar a aplicar já aos títulos da dívida pública da Irlanda e de Portugal a orientação anunciada pelo seu presidente?". Pois bem, dois meses volvidos as notícias não são animadoras. O BCE não comprou dívida até agora, nem o deverá fazer em breve ou sequer até à entrada de Portugal nos mercados por si, como escrevemos hoje no Negócios. Vejamos o que disse Draghi sobre o assunto.

...

Ler Mais

8 Out 2012 13:49
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentários (4)
 

 

Passos Coelho em entrevista em a 5 de Maio de 2012 Fonte: Mario Proenca/Bloomberg

 

A julgar pela sequências de afirmações do primeiro ministro após declarações do Presidente da República há uma coisa de que não se pode acusar Passos Coelho: de fazer orelhas moucas às palavras de Cavaco Silva. O mais recente exemplo foi o discurso do 5 de Outubro...

...

Ler Mais

4 Out 2012 11:51
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentários (5)
 

 

 

Bandeira portuguesa num barco "Rabelo" no Douro Fonte: Mario Proenca / Bloomberg

 

Há qualquer coisa que não bate bem nas contas que o Governo apresentou esta semana, só não se sabe bem o quê - o que em parte decorre do Ministério das Finanças considerar legítimo apresentar ao País um dos maiores aumentos de impostos de sempre sintetizado em meia dúzia de slides explicados de forma muito deficiente. Olhando para os dados disponíveis parece provável que o Executivo tenha trocado cortes de despesa em 2013 por aumentos de impostos. Ou então, que tenha efectivamente aumentado o pacote de austeridade à boleia do recuo na TSU. Senão vejamos.

...

Ler Mais

27 Set 2012 19:18
Colocado por: Filomena Lança
Comentários (10)
 

A lei prevê que, em caso de morte do titular de certificados de aforro, os herdeiros têm dez anos para os reclamar. Se o não fizerem durante esse período, os ditos instrumentos de poupança reverterão para o Estado, já que prescreverão a favor do Fundo de Regularização da Dívida pública. A partir de quando deve começar a ser contado esse prazo?

...

Ler Mais

25 Set 2012 16:11
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentários (6)
 

Como o Negócios notou pela manhã o recuo do Governo na TSU correu o mundo e pintou um quadro negativo sobre o ajustamento português: o Governo sai fragilizado e o próprio sucesso do programa de ajustamento começa a ser posto em causa. O FT chama-lhe um recuo embaraçoso. O El País classifica a medida abandonada como uma "experiência social" e diz que a coligação esteve por um fio. O Wall Street Journal considera que a aplicação de medidas de austeridade adicionais está agora mais difícil. E Ambrose Evans-Pritchard defende que Portugal entrou numa nova fase da crise. O fantasta da Grécia começa a pairar sobre Portugal. A piorar o cenário está a envolvente externa que piora a cada dia. A S&P reviu em baixa as previsões de crescimento para a Zona Euro e para Espanha e avisa que os problemas de liquidez resultarão em recessão certa em Portugal. Ontem, Christine Lagarde apontou para uma revisão em baixa do crescimento mundial por parte do FMI. Além disso, estamos também a ler:

 

2) Inside Mario Draghi's euro rescue plan. A Reuters faz um viagem aos bastidores da tomada de decisão do BCE em comprar dívida pública europeia.

 

3) Central Banks on the Offensive?. BCE, Fed e Banco do Japão anunciaram recentemente medidas anti-crise. Será que estão coordenados? No Project Sydicate Jean Pisani-Ferry diz que, infelizmente, não. 

...

Ler Mais

25 Set 2012 15:28
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentários (2)
 

O buraco com IVA, IRC e Segurança Social continua a aumentar. Os últimos dados da Direcção-geral do Orçamento reflectem bem as dificuldades orçamentais que Portugal enfrenta. Filipe Garcia, da IMF, avisa para o aumento do peso da dívida pública no PIB e defende que, para as empresas, as dificuldades de liquidez são um problema maior que a pressão negativa sobre a procura interna decorrente das medidas de austeridade. José Miguel Moreira do Montepio salienta que os resultados orçamentais só não foram piores porque um efeito de calendário favoreceu a receita de IRS. A recessão acabou por prejudicar a consolidação orçamental. Paula Carvalho, do BPI, frisa que, mais uma vez, Portugal só conseguirá atingir os objectivos orçamentais através através de receitas extraordinárias, mas evidencia também alguns aspectos positivos: o pagamento de dívidas atrasadas e maior transparência.          

    

Nota do editor: No "Reacção dos Economistas" pode ler, sem edição do Negócios, a análise aos principais indicadores económicos pelos gabinetes de estudos do Montepio, Millennium bcp, BPI, NECEP (Universidade Católica) e IMF, isto sem prejuízo de outras contribuições menos regulares. Esta é parte da "matéria-prima" com que o Negócios trabalha e que agora fica também ao seu dispor. 

    

...

Ler Mais

21 Set 2012 14:27
Colocado por: Elisabete Miranda
Comentários (5)
 

O Presidente da República quebrou hoje o silêncio sobre o novo pacote de austeridade para 2013 para reconhecer que se trata de medidas "muito duras" e para lembrar que só o Parlamento pode decidir sobre aumento de impostos.

 

"Foram anunciadas medidas muito duras mas nenhuma medida até ao momento foi aprovada. Elas hão-de chegar ao Parlamento e aí os deputados têm a responsabilidade de analisar as medidas com muito cuidado, debatê-las e de apresentar propostas para que eventualmente possam ser melhoradas e só depois é que temos orçamento. Nos termos da Constituição, só o Parlamento pode aprovar impostos, só o Parlamento pode pode aprovar o orçamento. E só depois disso é que o documento chega à posse do Presidente da República", disse Cavaco Silva aos jornalistas.

 

Depois de Manuela Ferreira Leite ter incitado os deputados do PSD e do CDS a rebelarem-se em relação às medidas anunciadas pelo Governo, a declaração do Presidente da República dificilmente pode ser interpretada como um mero enunciado das regras constitucionais.

...

Ler Mais

21 Set 2012 10:50
Colocado por: Catarina Almeida Pereira
Comentários (2)
 

“Não confundo determinação com intransigência”. Foi desta forma que o primeiro-ministro respondeu, esta sexta-feira, à pergunta de António José Seguro sobre se o Governo recuará na TSU.

...

Ler Mais

14 Set 2012 17:03
Colocado por: Manuel Esteves
Comentários (49)
 

 

Passos Coelho explicou ontem, em entrevista à RTP, que "muita gente, por receio ou por precaução, tinha dinheiro para gastar e não gastou. Por culpa dessa gente Portugal não cumpriu o défice. Para evitar novas forretices, o Estado fica agora com 7% dos seus salários.

...

Ler Mais

11 Set 2012 13:05
Colocado por: Filomena Lança
Comentários (2)
 

Basicamente, faltam dois pontos e dois parêntesis rectos. Um esquecimento de quem republicou o código do IVA - e entretanto já o alterou por várias vezes - lançou a dúvida sobre que taxa de imposto deveriam suportar as “conservas de carne e miudezas comestíveis”. A resposta veio agora, pela mão do director-geral da Autoridade Tributária e Aduaneira (AT), e o erro deverá ser corrigido já no próximo Orçamento do Estado (OE). Até lá, que ninguém tenha duvidas: aplica-se a taxa normal do IVA, ou seja, os 23% da praxe.

...

Ler Mais

5 Set 2012 15:11
Colocado por: Marlene Carriço
Comentários (6)
 

As escolas puseram este ano a concurso 12.114 horários, menos seis mil do que no ano lectivo passado. Mais de cinco mil professores contratados perderam o lugar. Mas estão ainda por ocupar 1.714 horários e durante o primeiro período deverão abrir mais vagas.

...

Ler Mais

31 Ago 2012 16:47
Colocado por: Elisabete Miranda
Comentários (337)
 

À medida que a avaliação geral dos imóveis para efeitos de IMI entra em velocidade cruzeiro, crescem os exemplos de erros nas diversas rubricas que integram a fórmula de cálculo do valor fiscal dos prédios (o chamado valor patrimonial tributário), bem como na classificação dos espaços.

 

Um dos relatos que nos chegou, pela mão de um leitor, merece ser destacado pela natureza das incorrecções, pela abundância delas, e por ser ilustrativo do impacto que um erro  numa variável pode ter no imposto final a pagar de 2013 em diante.

 

 

 

 

...

Ler Mais

31 Ago 2012 7:00
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentários (8)
 

De imediato ficámos com o país equilibrado, com a balança de transacções correntes em zero, o que é extraordinário. A confirmar-se será um dos ajustamentos mais rápidos das economias avançadas recentes, melhor até que outros países que tiveram sucesso com os mesmos programas, mas demorando mais tempo, o que nos deixa bastante confiantes em relação ao futuro

 

António Borges, 30 de Agosto de 2012

 

O Governo tem por várias vezes evidenciado o bom resultado na frente externa no primeiro semestre do ano (traduzido numa redução homóloga de 80% no défice externo, medido pelo saldo conjunto das balanças correntes e de capital). Perante o desaire orçamental que se adivinha, esta evolução deverá ainda ganhar mais destaque nas próximos meses. Esta semana António Borges, conselheiro do Governo, declarou mesmo a morte do défice externo nacional. Essa corre no entanto o risco de ser uma notícia exagerada. Os dados conhecidos até agora apontam para a difícil sustentabilidade dos resultados conseguidos.

...

Ler Mais

28 Ago 2012 13:06
Colocado por: Catarina Almeida Pereira
Comentários (11)
 

O caso está a ganhar dimensão nas redes sociais. Em causa está uma oferta de emprego disponível no portal Net Emprego, do IEFP, que além de descrever as características do posto de trabalho tinha a seguinte indicação: "Outros conhecimentos: só atribuir a Vera Pereira". Tal como aqui foi divulgado.

 

A oferta surge no âmbito do programa Estímulo 2012, que prevê que o IEFP financie 50% ou 60% do salário (até um máximo de 419,22 euros mensais, durante seis meses) na contratação de desempregados inscritos nos centros de emprego há mais de seis meses.

 

 

Os candidatos apresentados pela empresa devem ou não ter preferência? 

...

Ler Mais

24 Ago 2012 10:58
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentários (2)
 

Uma análise da revista “The Banker” traça o paralelismo entre a crise bancária no Japão nos anos 90 e a actual situação europeia. Em ambos casos um “boom” económico e imobiliário deram lugar a dolorosos processos de desalavangem no sistema financeiro. Da comparação, conclui-se que a crise bancária europeia está para ficar e também que “os bancos europeus enfrentam um desafio maior que os seus equivalentes japoneses no inicio dos anos 90”. Em termos de rendibilidade, escrevem mesmo os especialistas da revista, "pode estar só a começar para a Europa".

 

...

Ler Mais

22 Ago 2012 20:36
Colocado por: Elisabete Miranda
Comentários (21)
 

Muito oportunamente, a DECO, através da revista Direitos e Dinheiro, enviou ao Governo e ao Parlamento uma análise que fundamenta a sua preocupação sobre os efeitos da reavaliação geral dos imóveis urbanos. Lembra a entidade que, embora a medida seja justa e necessária, a forma como foi modelada terá efeitos desproporcionados e iníquos.   

 

Nós por cá já dedicámos numerosos artigos técnicos e de opinião no Negócios, sublinhando não só as regras principais com que os contribuintes se deparam, como as suas consequências financeiras - soubemos recentemente pela Comissão Europeia que o Governo espera, no final do processo, que a receita de IMI dispare 60%, mais 700 milhões de euros por ano, para um total de 1,9 mil milhões de euros.

 

Porque se trata de uma medida com efeitos ao retardador, e de significativo impacto orçamental, não será demais recapitular as questões mais relevantes. Aqui fica uma súmula.

...

Ler Mais

20 Ago 2012 7:00
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentários (3)
 

 

Mario Draghi numa conferência mensal do BCE Fonte: Hannelore Foerster/Bloomberg 

 

 

The ECB is ready to do whatever it takes to preserve the euro. And believe me, it will be enough

 

Mario Draghi, 26 de Julho

 


Como bem sintetizou Charles Wyplosz recentemente, o desempenho de Mario Draghi à frente do BCE tem sido impressionante. Desde que chegou a Frankfurt, em Novembro, o Presidente do banco central contornou as dificuldades de liquidez de final de ano com empréstimos de três anos nunca antes feitos pelo banco central, conseguiu que os líderes europeus avançassem com o pacto orçamental e com os primeiros passos de uma união bancária (na qual deverá desempenhará um papel central de supervisão) e, nas últimas semanas, abriu caminho à compra em larga escala de obrigações do Tesouro de países do euro, algo impensável há poucos meses.

 

A dimensão e amplitude das medidas é criticada pelos que têm uma visão mais conservadora do papel do BCE – enervando naturalmente o presidente do Bundesbank. Mas há uma outra dimensão da actuação de Draghi que tem começado a ser notada: a avaliação da sua (in)capacidade de comunicar  e de garantir que o BCE comunica com clareza. O último episódio está ligado à garantia que deu no final de Julho, num discurso em Londres, de que o BCE tudo fará para salvar o euro.

...

Ler Mais

17 Ago 2012 11:03
Colocado por: Elisabete Miranda
Comentários (3)
 

Na semana passada entraram em vigor novas regras que permitem acumular o subsídio de desemprego com salário, de modo a estimular os desempregados a manterem-se ligados ao mercado laboral.

 

Os contornos da medida são novos e com um alcance maior do que até aqui (permitem acumular um salário por trabalho a tempo completo, e não apenas parcial), mas o princípio tem mais de uma década.

 

Desde 1999 que as regras de atribuição do subsídio de desemprego prevêem este estímulo, tendo sofrido sucessivas alterações: de Ferro Rodrigues, passando por Bagão Félix, Helena André e Álvaro Santos Pereira, todos os ministros do Trabalho e/ou da Segurança Social aperfeiçoaram o regime.

 

Aqui fica uma sistematização da evolução da legislação e das regras actuais, feita em conjunto com a Catarina Almeida Pereira.

...

Ler Mais

16 Ago 2012 18:40
Colocado por: Manuel Esteves
Comentar este Post
 

O desemprego continua a aumentar mas o número de desempregados que declara não receber subsídio parece ter estabilizado. Pelo menos é isso que dizem os dados do Instituto Nacional de Estatística

...

Ler Mais

16 Ago 2012 7:00
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentários (3)
 

Sinal de emergência numa cabine telefónica ao pé da sede do BCE em Frankfurt Fonte: Hannelore Foerster/Bloomberg

 

Exceptionally high risk premia are observed in government bond prices in several countries and financial fragmentation hinders the effective working of monetary policy. Risk premia that are related to fears of the reversibility of the euro are unacceptable, and they need to be addressed in a fundamental manner. The euro is irreversible
 

There is no going back to the Lira or the Drachma or to any other currency. It is pointless to bet against the euro. It is pointless to go short on the euro. That was the message. It is pointless because the euro will stay and it is irreversible'

 

Mario Draghi, 26 de Julho e 02 de Agosto  

 

No início do mês Mario Draghi abriu a porta a uma nova fase da união monetária e financeira: a de credor de último recurso de Governos sempre que os mercados desafiarem a irreversibilidade do euro, impossibilitando a transmissão da política monetária e exigindo juros inaceitáveis a países membros da Zona Euro.

 

A forma como tudo acontecerá não é ainda clara, é polémica e implicará muito debate e negociações nas próximas semanas. Recuperamos e enquadramos alguma da muita informação disponível sobre o novo plano do BCE para salvar o euro.

...

Ler Mais

13 Ago 2012 17:14
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentários (3)
 

Um "souvenir" a marcar a data das últimas eleições gregas em Atenas Fonte: Chris Ratcliffe/Bloomberg

 

Se a primeira quinzena de Agosto foi relativamente suave em acontecimentos relevantes para o futuro da Zona Euro, o mês que se segue, especialmente a primeira quinzena de Setembro, guardam várias datas-chave. Aqui ficam onze dias em que pode querer ver notícias de economia.

...

Ler Mais

9 Ago 2012 16:45
Colocado por: Elisabete Miranda
Comentários (5)
 

Créditos: Direitos reservados; Montagem de Rosa Castelo/Negócios

 

 

Apesar de passarem despercebidos, vale a pena lançar os olhos sobre os relatórios anuais do Provedor de Justiça, a entidade que intercede pelos interesses dos cidadãos junto dos diversos organismos público e privado.

 

Embora sofra de um enviesamento de partida, pela negativa – lá se relatam as reclamações dos cidadãos sobre os serviços – constitui uma boa amostra dos principais problemas e vícios da Administração Pública e, ao mesmo tempo, uma boa base para a reflexão sobre a natureza das reformas estruturais que são necessárias no Estado.

 

Aqui fica uma síntese, parcial, de dois casos: Banco de Portugal e Segurança Social

...

Ler Mais

9 Ago 2012 15:12
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentários (5)
 

Edward Hugh tem-se destacado na análise da crise, não sendo uma das vozes mais optimistas. Só agora chegámos à análise que fez há umas semanas no "A Fistful of euros" sobre a situação portuguesa e onde apresenta os pontos fortes e fracos do ajustamento nacional, e defende de forma muito razoável que Portugal não deverá conseguir regressar aos mercados em Setembro de 2013. Mas uma das dimensões mais interessantes do "post" é a análise à importância dos factores demográficos para o (in)sucesso nacional e a crítica à posição do Governo de incentivar a emigração de cidadãos portugueses, isto num país com uma dinâmica demográfica desfavorável. Vale também a pena ler os comentários e o debate sobre se a análise é ou não demasiado pessimista. Uma boa oportunidade para perceber melhor como Portugal está a ser visto lá fora. Além disso estamos também a ler:

 

2. PRODUTIVIDADE – II. David Justino, no Quarta Republica, defende a importância da educação para aumentar a produtividade e aponta para um estudo sobre o tema aplicado ao Canadá.

 

3. More on manufacturing convergence. Dani Rodrik escreve sobre os resultados de investigação recente onde conclui que, apesar da ausência de convergência ao nível da produtividade nas economias como um todo, a produtividade nas indústrias dos vários países tendem de facto a convergir, isto independentemente as instituições, da geografia ou das políticas nacionais.

...

Ler Mais

9 Ago 2012 13:09
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentários (1)
 

 

Passam hoje cinco anos sobre a data que ficará na história como o início de uma das maiores crises económicas e financeiras da história da humanidade: a 9 de Agosto de 2007 o BPN Paribas retirou de negociação três fundos por incapacidade de os valorizar num mercado onde a liquidez havia secado. O BCE tem nesse dia a sua primeira cedência de liquidez de emergência nesta crise. Foi acompanhado nos dias seguintes por vários bancos centrais. desde então muitas mais operações de estímulo e resgate tiveram lugar. A crise financeira começava em toda a sua força, mas ainda não se adivinhava o descalabro que aí vinha.

 

Cinco anos depois, escolhemos 25 datas que nos últimos cinco anos marcaram a Grande Recessão que continua e ameaça acabar com a Zona Euro. Podiam ser muitas mais. Aqui ficam a nossa escolha, algumas das melhores cronologias que encontrámos e o convite para propostas e debate sobre as datas mais relevantes desta crise.

 

...

Ler Mais

7 Ago 2012 13:48
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentários (2)
 

Apesar de ter desapontado os investidores na semana passada – ao ter colocado a compra de obrigações pelo BCE condicional a pedidos de assistência financeira à UE – Mario Draghi subiu a parada na crise europeia. Os próximos meses serão decisivos e o BCE deverá desempenhar um papel central. Apesar da desilusão dos investidores, a autoridade monetária prepara-se para desempenhar um papel  maior do que alguma vez se imaginou. A Der Spiegel explica como o BCE poderá usar a sua "bazooka", num texto onde relata o debate dentro do próprio BCE, e onde conclui que a actuação de Frankfurt deverá ser mais gradual do que alguns pensaram (a revista alemã tem um infografia simples sobre a forma como o BCE poderá vir a actuar na compra de obrigações no mercado secundário). A The Economist, nos seus blogues Free Exchange e Charlemagne's notebook, também tenta explicar as dificuldades e riscos que o BCE e Draghi enfrentam, tando do ponto de vista técnico, como político. Além disso estamos também a ler:

 

2. The Point of Exclamation. Ben Yagoda, professor de inglês, escreve no New York Times sobre a forma como a escrita em formatos electrónicos mudou a forma como a pontuação é utilizada, de como um ponto final pode ser sarcástico ou sincero ou de como um ponto de exclamação é quase sempre necessário (fala mesmo de uma "inflação tipo weimar na exclamação"). Vale a pena ler!!

 

3. IMF Pushes Europe to Ease Greek Burden. O FMI quer uma nova reestruturação da dívida pública grega de forma a que o endividamento do Estado em 2020 seja de 100% do PIB, e não de 120% como acordado na última negociação em Fevereiro. Esta será uma condição para que o FMI liberte mais dinheiro em Setembro escreve o Wall Street Journal, que avança as váris formas propostas para que esse objectivo seja atingido.

 

4. Orderly sovereign debt restructuring: missing in action! Um recente estudo do Banco Mundial analisa as reestruturações de dívida nas últimas décadas, incluindo já o caso grego, e defende quais são as melhores condições para que medidas deste tipo tenham sucesso.

...

Ler Mais

6 Ago 2012 15:34
Colocado por: Filomena Lança
Comentários (3)
 

São necessários em média 35 meses para que uma empresa insolvente perca a sua personalidade jurídica e se dê por morta e enterrada. Na prática são três anos às voltas no tribunal e o número é tanto mais surpreendente se tivermos em conta que até à declaração de insolvência propriamente dita bastam apenas uns escassos três meses. O resto, até ao chamado visto de correição - palavra dos dicionários jurídicos que garante que um processo está findo e que foram cumpridas todas as regras, pelo que não há qualquer rabo de fora, leia-se, qualquer irregularidade – é para cumprir todo um interminável conjunto de formalidades, sempre sob supervisão dos tribunais. 

 

Duração média dos processos (em meses) de falência, insolvência e recuperação de empresas findos nos tribunais judicias de 1ª instância, 1º trimestre

 

 

...

Ler Mais

31 Jul 2012 14:59
Colocado por: Catarina Almeida Pereira
Comentários (3)
 

 

O Presidente da Republica tem viabilizado as principais reformas do Governo. Mas quase pede desculpa por aquilo que faz: primeiro com o corte dos subsídios de férias e Natal dos funcionários públicos e reformados; depois com o Código do Trabalho; e agora com a actualização das rendas antigas. 

 

  

 

 

...

Ler Mais

30 Jul 2012 16:36
Colocado por: Manuel Esteves
Comentar este Post
 

Apenas 25% da população da Finlândia defende saída do País da Zona Euro. Pelo contrário, dois em cada três finlandeses desejam manter o euro como a sua moeda. Nem mesmo as hostes do Partido dos Verdadeiros Finlandeses, um partido de extrema direita claramente eurocéptico, parecem muito avessas à moeda única.

...

Ler Mais

27 Jul 2012 18:30
Colocado por: Manuel Esteves
Comentários (5)
 

Por João Maltez 

 

É um bom princípio: arrecadar receita e combater a evasão fiscal. A medida passa por permitir a dedução no IRS de um máximo de 250 euros pelo IVA pago em restaurantes, oficinas de automóveis e cabeleireiros. O problema é que para tanto é preciso ter gasto nesses serviços, num ano, nada mais nada menos do que 26 mil euros.

...

Ler Mais

27 Jul 2012 18:20
Colocado por: Catarina Almeida Pereira
Comentar este Post
 

A comparação parece simples, mas raramente surge nos relatórios das organizações internacionais. 

 

Os dados ontem publicados pela OCDE, com base em informação solicitada ao ministério da Segurança Social, mostram que Portugal está entre os países desenvolvidos com menor proporção de desempregados com subsídio de desemprego.

...

Ler Mais

26 Jul 2012 11:20
Colocado por: Filomena Lança
Comentários (3)
 

 

Qual é, afinal, a postura da banca sempre que lhe passa pelas mãos alguma operação financeira que possa apresentar aspectos suspeitos de envolver branqueamento de capitais? O Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) acredita que as entidades financeiras estão mais pro-activas e mostra as estatísticas: Este ano, até ao final de Junho, foram realizadas 992 denúncias, mais 20% do que as contabilizadas no mesmo período de 2011.

...

Ler Mais

25 Jul 2012 10:34
Colocado por: Marlene Carriço
Comentar este Post
 

A reorganização da rede escolar iniciada em 2005 pela então ministra da Educação Maria de Lurdes Rodrigues já levou ao encerramento de 3.778 escolas primárias um pouco por todo o País. Em Setembro serão mais 239 a fechar portas, fazendo subir para 4.017 o número de escolas que fechou nos últimos seis anos.

...

Ler Mais

20 Jul 2012 17:00
Colocado por: Manuel Esteves
Comentários (6)
 

Já são cinco os países que conseguem que os investidores lhes paguem para... lhes emprestar dinheiro. Isto acontece enquanto – e porque – outros países se vêem obrigados a pagar taxas galopantes. 

...

Ler Mais

19 Jul 2012 17:06
Colocado por: Filomena Lança
Comentários (11)
 

 

Ora bolas!
[para destacar ao início] A partir de Julho, que é quando os turistas chegam em força, vendem-se, em média, 4.000 por dia. Em Agosto, o número dispara para as 7.000. Juntando os restantes meses do Verão, são 465.000 bolas por ano, mais coisa menos coisa. O que dará um simpático volume de facturação na ordem dos 550 mil euros.
Há 40 anos um jovem casal de uma aldeia piscatória da costa algarvia, onde ainda mal começavam a chegar os turistas, fundou um pequeno e inovador negócio de bolas de berlim. Com creme e sem creme, que nessa altura a ASAE ainda não palmilhava ainda os areais. O negócio foi crescendo, ao mesmo ritmo a que todos os anos iam chegando os banhistas, e as bolas de berlim, que começaram por povoar o sotavento algarvio, estenderam-se ao barlavento e depois ao resto do país e acabaram por se tornar num símbolo dos verões portugueses.
Quanto ao jovem casal, lá foi fazendo as suas bolas, de Abril a Outubro e, adaptando-se às novas formalidades legais, garantiu a concessão para três extensos areais.
Tiveram dois filhos, um rapaz e uma rapariga, e trataram de lhes ensinar a sua arte. Depois vieram os netos, que apesar de ainda jovens, se juntaram também já ao negócio.
A receita é simples. Ovos, farinha, manteiga, açúcar (muito), óleo para fritar. E todos os dias, a partir das duas da manhã, lá está a família a preparar as bolas que, na manhã seguinte, serão distribuídas pelos turistas. Distribuídas, é como quem diz, que este ano cada uma custa 1,20 euros. 
São mais 20 cêntimos que no ano passado, mas isso não desencoraja os banhistas. As contas são simples e têm muitos dígitos: A partir de Julho, que é quando os turistas chegam em força, vendem-se, em média, 4.000 por dia. Em Agosto, o número dispara para as 7.000. Juntando os restantes meses do Verão, são 465.000 bolas por ano, mais coisa menos coisa. O que dará um simpático volume de facturação na ordem dos 550 mil euros. 
O avô e a avó já não trabalham, mas ainda supervisionam as bolas. Quanto ao resto da família, passa agradáveis e amenos Invernos, que o trabalho de Verão é duro. Duro, mas rentável.

 

Há 40 anos um jovem casal de uma aldeia piscatória da costa algarvia, onde ainda mal começavam a chegar os turistas, fundou um pequeno e inovador negócio de bolas de berlim. Com creme e sem creme, que nessa altura a ASAE ainda não palmilhava ainda os areais. 

...

Ler Mais

19 Jul 2012 16:17
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentários (3)
 

Daniel Gros faz hoje uma crítica no Vox ao manifesto anti austeridade de Krugman/Layard, recebendo em troca uma resposta ácida de Simon Wren-Lewis. Gros pega no valor dos défices orçamentais e de crescimento do Reino Unido, EUA e Zona Euro e, perante a situação económica semelhante em que se encontram argumenta que a política orçamental não foi muito restritiva (nem muito importante) e não penalizou em exagero o crescimento. Defende ainda que "sem as medidas de consolidação a dívida pública tornar-se-ia insustentável". Wren-Lewis responde que a lógica de comparação directa entre países feita por Gros é "é o tipo de exemplos que usamos para convencer os nossos alunos de que deveriam tirar uma cadeira de econometria". Defende que a austeridade é recessiva e contraproducente, e só deveria acontecer quando o crescimento estiver consolidado. E no que diz respeito à sustentabilidade, as taxas de juros pedidas pelos investidores não corroboram a identificação desse risco. Além disto, também estamos a ler:

 

2. Tradable sectors in Eurozone periphery countries did not underperform in the 2000s. Guillaume Gaulier, Daria Taglioni, Vincent Vicard, do Banco Mundial e do Banco de França, defendem no Vox que os problema nos países do Sul não é (nem foi) falta de de competitividade no sector exportador. O problema foram excessos salariais nos não transaccionáveis, os quais ditaram aumentos de importações insustentáveis.

 

3. España podrá recurrir al dinero del rescate para la compra de deuda pública. O El País teve acesso aos memorandos do resgate espanhol. O dinheiro que receberão poderá até ser usado para comprar dívida pública em mercado secundário. Os documentos estão a ser discutidos nos parlamentos alemão, holandês e finladês, mas ão no espanhol, nota o jornal.

 

4. Analysis: Spain's leader could learn some lessons from Portugal. A Reuters diz que Portugal é muito melhor a comunicar com os mercados e a agradar à troika do que Espanha. Isso acontece em parte porque Pedro Passos Coelho "ganhou uma reputação de obdiência rigorosa à políticas lideradas pela Alemanha de duros cortes em gastos sociais".  

 

...

Ler Mais

16 Jul 2012 11:29
Colocado por: Editor
Comentários (2)
 

Post de João Maltez

 

 

Cidadela de Alepo, Síria Fonte: Aleppo Chamber of Commerce via Bloomberg

 

O economista Nouriel Roubini – o mesmo que previu a bolha imobiliária nos Estados Unidos, a qual deu origem à actual crise económico-financeira no Ocidente – prognosticou que em 2013 ocorrerá uma “tempestade perfeita” na economia mundial.


Os quatro acontecimentos que teorizou como previsíveis são os seguintes: a desaceleração do crescimento nos Estado Unidos; a intensificação da crise da dívida na Europa; o abrandamento do crescimento nas economias emergentes; e um conflito militar com o Irão (Ler, por exemplo, aqui).

...

Ler Mais

13 Jul 2012 17:48
Colocado por: Bruno Simões
Comentar este Post
 

 

Passos Coelho estaria a fazer os cumprimentos formais aos conselheiros nacionais. Quando chegou à parte em que saudou os “membros do Governo”, fez esta observação: “Estão cá poucos, deviam estar mais, porque é bom ouvir o que os conselheiros têm para dizer. Espero que para a próxima possam estar mais”.

...

Ler Mais

13 Jul 2012 17:13
Colocado por: Marlene Carriço
Comentários (5)
 

Percentagem de adesão aos dois dias de greve por parte de médicos, de acordo com as contas dos sindicatos.

...

Ler Mais

13 Jul 2012 14:27
Colocado por: Catarina Almeida Pereira
Comentários (3)
 

Uma semana depois de ter surpreendido o País com o chumbo dos cortes salariais da Função Pública, o Tribunal Constitucional é chamado a pronunciar-se sobre medidas que vão ser aplicadas ao sector privado. 

As alterações ao Código do Trabalho também têm impacto sobre os salários. Mas as contas são, neste caso, mais difíceis de fazer. Desconhecem-se estimativas oficiais. Até porque isso não salva o défice orçamental.

 

...

Ler Mais

12 Jul 2012 12:37
Colocado por: Manuel Esteves
Comentar este Post
 

Mariano Rajoy anunciou ontem o seu terceiro pacote de austeridade. E tal como nos anteriores, Portugal parece ser a grande inspiração de Espanha em matéria de austeridade. Não é que Rajoy ande a pedir conselhos a Passos Coelhos. Simplesmente tanto rajoy como Passos procuram agradar a quem lhes empresta dinheiro: à troika e aos investidores no mercado da dívida pública.  

...

Ler Mais

11 Jul 2012 16:22
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentários (1)
 

Inflação estabilizou nos 2,7%. A inflação está e continuará próxima dos 3% nos próximos meses, mas a expectativa de Miguel Moreira, do Montepio, é a de esta pressão sobre os preços seja temporária    

    

Nota do editor: No "Reacção dos Economistas" pode ler, sem edição do Negócios, a análise aos principais indicadores económicos pelos gabinetes de estudos do Montepio, Millennium bcp, BPI e NECEP (Universidade Católica), isto sem prejuízo de outras contribuições menos regulares. Esta é parte da "matéria-prima" com que o Negócios trabalha e que agora fica também ao seu dispor.  

...

Ler Mais

10 Jul 2012 16:16
Colocado por: Elisabete Miranda
Comentários (4)
 

Apesar de partilharem grandes responsabilidades nos escândalos financeiros que se têm sucedido, as grandes auditorias têm passado pelos pingos da chuva. Richard Murphy, jurista e activista britânico, defende que, tal como os bancos, as auditoras precisam também de uma profunda e urgente reforma ao nível da sua regulação.

 

Recordando o exemplo da manipulação da Libor por parte do Barclays, que terá passado despercebida à PWC, Richard Murphy sustenta que ou as auditoras aceitam a segregação de funções, coisa a que têm vindo a resistir, multiplicando os serviços que prestam às empresas auditadas, ou simplesmente devem perder por completo a função de auditoria a favor do Estado. (Taxresearch)

 

 Além disso, também estamos a ler:

 

2. “Tax evasion across industries”: A evasão fiscal dos trabalhadores independentes na Grécia foi responsável por 48% do défice em 2008 e 31% em 2009, concluem três investigadores a partir da comparação entre o rendimento declarado ao Fisco e o declarado aos bancos, para efeitos de pedidos de crédito.

 

3. "Onde o dinheiro mora": A idoneidade fiscal de Mitt Romney, candidato republicano à presidência dos EUA nas próximas eleições de Novembro, continua a dar que falar. A Vanity Fair segue-lhe o rasto do dinheiro e das pistas que o tentam dissimular.  

...

Ler Mais

9 Jul 2012 19:17
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentários (4)
 

 

Martin Wolf e Carlos Costa em Lisboa na sexta-feira Fonte: Bruno Simão/Negócios   

 

O governador do Banco de Portugal já deu sinais no passado de, como dizem os brasileiros, não gostar de levar desaforos para casa. Basta recordar a resposta pública que deu à análise crítica que António Borges (então ainda no FMI) havia feito à dimensão financeira do programa de ajustamento português. Na sexta-feira, em Lisboa, o governador respondeu também às criticas que eurocéptico Martin Wolf acabara de  fazer sobre a moeda única e, em especial, sobre a perda de soberania monetária em Portugal.

...

Ler Mais

9 Jul 2012 17:46
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentários (5)
 

Jorge Cardoso, o presidente do banco de investimento da CGD, não se queixa da troika. A crise acabou com as grande obras e projectos empresariais, mas a troika cria outras oportunidades de negócio, como privatizações, reestruturações e vendas de activos da própria CGD. Este efeito não dura sempre, diz, garantindo que já a trabalhar na internacionalização, diz em entrevista ao Negócios.

 

 

 

 

...

Ler Mais

6 Jul 2012 15:10
Colocado por: Marlene Carriço
Comentários (369)
 

A poucos dias de uma greve de 48 horas, que promete paralisar hospitais e centros de saúde, o ministro da Saúde veio reiterar a sua disponibilidade para retomar as negociações com os médicos. Mas será que Paulo Macedo consegue ceder ao ponto de convencer os clínicos?

 

...

Ler Mais

6 Jul 2012 7:32
Colocado por: Filomena Lança
Comentários (531)
 

Os tribunais arbitrais, meios de resolução de litígios alternativos aos tribunais, a solução para quem espera e desespera à espera da decisão de um juiz, começam também já a acusar os efeitos da acumulação de novos processos. Segundo os números divulgados esta semana pelo Ministério da Justiça, entre 2006 e 2011, verificou-se um aumento dos processos pendentes de 39,5%. E isto tendo em conta que as mesmas estatísticas indicam que no mesmo período o aumento de processos entrados foi de 8,4%.

 

...

Ler Mais

5 Jul 2012 17:49
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentários (846)
 

 

O Conselho do BCE na reunião do início de Maio em Barcelona Fonte: BCE 

 

O debate sobre a união bancária na Europa está lançado e hoje, na reunião de governadores do BCE, ter-se-á discutido qual deverá ser o alcance dos poderes do futuro supervisor comum europeu (papel que o BCE desempenhará), nomeadamente se os seus braços chegarão a todos os bancos de cada país ou apenas aos bancos com importância sistémica. Segundo o FT Deutschland (ver pergunta no vídeo - min. 33), Christian Noyer (França) é favor de um sistema que abarque todos as instituições financeiras (o que significa que um fundo de resolução europeu tem também de cobrir todas essas instituições), enquanto Ewald Nowotny (Áustria) defendeu que apenas os grandes bancos de importância sistémica para a Zona Euro deverão ficar sujeitos a essa supervisão. Draghi desvalorizou as diferenças, afirmando que o debate está no início, pelo que é normal e saudável a existência de posições diferentes. E Portugal, qual é a posição portuguesa?

...

Ler Mais

5 Jul 2012 12:44
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentários (49)
 

Faz hoje um ano que Christine Largarde assumiu a liderança do FMI. A Bloomberg faz hoje um bom balanço dos primeiros doze meses da primeira mulher a liderar o FMI. Um ano marcado pela intervenção do FMI na Europa cuja gestão Largarde tem conseguido fazer com sucesso, mantendo pressão sobre os líderes na Europa e conseguindo gerir o cepticismo dos países do Sul que não veem com bons olhos. A "saída por razões pessoais" de António Borges da liderança de Departamento Europeu após ter proposto o até então inimaginável no modus operandi do FMI é também referida. Além disso, estamos também a ler:

 

2. Socialists in France Announce New Taxes. Consolidar pela receita e não pela despesa. Esta é a proposta de Hollande, explicada pelo New York Times 

 

3. Central Banks Deliver 45-Minute Salvo as Growth Weakens. O momento mundial não está fácil: basta olhar para os bancos centrais. China e BCE baixam juros; Reino Unido anuncia mais estímulos;

 

4. ¿Un mundo de tipos de interés al 0%?. Uma análise publicada no El País sobre as decisões e os dilemas de Fed, BCE e Banco de Inglaterra perante taxas de juro cada vez mais próximas de zero;

...

Ler Mais

5 Jul 2012 11:31
Colocado por: Manuel Esteves
Comentários (45)
 

  

François Hollande no último Conselho Europeu  Fonte: Bloomberg

 

Portugal descongela e França congela. O governo de François Hollande avançou com um decreto-lei que impede senhorios de aumentarem as suas rendas sempre que mudem de inquilinos. Já a partir do próximo mês. 

...

Ler Mais

4 Jul 2012 16:49
Colocado por: Catarina Almeida Pereira
Comentar este Post
 

É o montante total da dívida à Segurança Social, que representa já 5% do PIB porque num ano subiu 17%.

...

Ler Mais

3 Jul 2012 17:09
Colocado por: Manuel Esteves
Comentários (9)
 

Taxa de desocupação dos jovens: sem emprego e sem estar em processo de aprendizagem 

 

 

O facto da taxa de desemprego jovem em Portugal rondar os 37% não significa que haja 37% de jovens desempregados. A maioria dos jovens está a estudar ou em formação, pelo que esta taxa deve ser combinada com outros indicadores. Segundo a OCDE, há 13% de jovens que não trabalham nem estudam.

...

Ler Mais

3 Jul 2012 15:57
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentários (930)
 

São vários os economistas que insistem que, apesar dos primeiros passos para uma união bancária na Zona Euro serem positivos, os resultados da cimeira são insuficientes. Munchau insiste é precisa a intervenção do BCE ou um aumento significativo da capacidade financeira dos fundos europeus. Manasse alinha. Gros, por seu lado, sublinha que faltam vários elementos a esta união bancária, nomeadamente um fundo de insolvência comum e avisa que a Europa tem caminhar mais depressa se quer salvar o euro. A complicar as coisas, estão o cepticismo finlandês e holandês e as criticas abertas à união bancária de economistas alemães como Werner Sinn.

 

Quem tem estado em silêncio no pós-cimeira é o FMI (dias antes tinha defendido a união bancária e mais integração orçamental). Hoje, no seu site, além de uma avaliação à Alemanha a quem pede mais consumo interno, a instituição divulgou um "paper" onde analisa as cinco principais propostas de "Eurobonds" apresentadas até agora. A saber: as "Blue-Red Bonds de Delpla and Von Weizsäcker; as European Safe Bond (ESBies) propostas pelo grupo de economistas euro-nomics onde está Ricardo Reis; o Fundo de Amortização de Dívida do Conselho de Sábios alemão e as "Eurobills" de Hellwig e Philippon (que já aqui destacámos) e as Obrigações de Estabilidade da Comissão Europeia. Além disso, estamos também a ler:

 

2. IMF Lowers U.S. Growth Projections to 2 Percent. A Bloomberg dá nota da avaliação do FMI à maior economia do mundo onde a instituição avisa para os riscos da política orçamental interna e dos impactos da crise de dívida europeia;

 

3. Europe’s Banking Chief Wields New Power in Crisis. O New York Times faz um perfil de Draghi, o homem que ganhou mais poder com a Cimeira Europeia da semana passada;

...

Ler Mais

3 Jul 2012 13:48
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentários (2)
 

A ARS de Lisboa terá conseguido um contrato de prestação de serviços que lhe garante enfermeiros por menos de 4 euros à hora, noticiou na segunda o Diário de Notícias.

...

Ler Mais

3 Jul 2012 13:38
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentários (3)
 

Samaras, em atenas, dias antes da vitória Fonte: Simon Dawson, Bloomberg

 

A fotografia foi eleita pela Bloomberg como uma das suas melhores do mês de Maio. Foi dirada a 3 de Maio, dias antes das eleições. Samaras acabou por ganhar. Mas ganhou exactamente o quê?

...

Ler Mais

2 Jul 2012 16:03
Colocado por: Elisabete Miranda
Comentários (25)
 

A Segurança Social noticia hoje, na sua página electrónica, que desde dia 1 de Julho os trabalhadores independentes que sejam considerados economicamente dependentes passaram a ter direito à protecção social no desemprego. Trata-se de uma afirmação ambígua que, não sendo formalmente mentira, também não corresponde à verdade.

 

...

Ler Mais

29 Jun 2012 17:10
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentários (861)
 

 

Mariano Rajoy (Espanha), François Hollande (França), Angela Merkel (Alemanha), Mario Monti (Itália) após reunião de dia 22 deste mês Fonte: Alessia Pierdomenico/Bloomberg 

 

(Actualização, sexta-feira: Das três propostas que aqui tinhamos destacado na quinta-feira, a Os lideres europeus decidiram avançar com os primeiros passos da União Bancária. Actualizamos por isso o "post", colocando o BI da União Bancária em primeiro lugar, e introduzindo ligações para alguns textos relevantes sobre o tema)  

 

A Alemanha resiste mas algum tipo de mutualização de dívida pública parece inevitável para o futuro da Zona Euro. Com as "Eurobonds" fora de questão no curto e médio prazos, apresentamos aqui uma breve descrição de três propostas dos últimos meses que procuram resolver a crise europeia, satisfazendo as sensibilidades do Sul e do Norte da Europa.

 

São elas A) os primeiros passos para uma União Bancária (adoptada) B) o Fundo de Amortização de Dívida (FAD) proposto pelo Conselho de Sábios alemão; C) a emissão conjunta de dívida de curto prazo (os "Eurobills")

...

Ler Mais

29 Jun 2012 16:49
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentários (12)
 

 

 

 

 

 

Fila de táxis em Atenas Fonte:Chris Ratcliffe/Bloomberg

 

As propostas para reforma da Zona Euro multiplicam-se. O último contributo chegou de Herman van Rompuy (Presidente do Conselho Europeu) que, em conjunto com os outros três presidentes da Zona Euro (Draghi, Barroso, Juncker), apresentou esta semana um plano de trabalho para aprofundar na próxima década a União Económica e Monetária, nas suas várias componentes: económica, financeira, orçamental e política.

 

Actualização, sexta-feira: Os líderes da Zona Euro lançaram na cimeira de sexta-feira os primeiros passos para uma união bancária, que permitirá que os fundos europeus recapitalizem directamente os bancos; concederam também mais flexibilidade a estes fundos na compra de dívida pública. Outras decisões relevantes implicam os 27 membros da UE: lançamento de projecto piloto para "project-bonds"; um aumento de capital do BEI e uma realocação de fundos estruturais. Relativamente às decisões sobre a Zona Euro, a Reuters tem fez um bom resumo). 

 

Apresentamos um rascunho com uma organização das principais contributos para resolução da crise europeia. Concentramo-nos nas frentes financeira e orçamental e procuramos dividir as propostas pela sua viabilidade de curto e médio/longo prazos. Actualizamos com resultados da Cimeira.

...

Ler Mais

28 Jun 2012 11:42
Colocado por: Pedro Romano
Comentários (4)
 

O Der Spiegel antecipa uma Cimeira complicada. Stormy discussions expected não deixa margem para dúvidas em relação ao ambiente que se vai viver na cimeira europeia que começa hoje e se prolonga até sexta-feira. Além disso, estamos a ler:

...

Ler Mais

28 Jun 2012 9:30
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentários (224)
 

 

 

Votação renhida dá vantagem mínima à reestruturação: 50,5% para o "Sim"; 49,5% para o "Não"

 

Acabou o Frente-a-Frente: os leitores do Negócios dividiram-se pela metade: entre os 1143 votos, 50,5% foram favoráveis à reestruturação defendida por Ricardo Cabral, e 49,5% opuseram-se a a essa solução, alinhando com Pedro Rodrigues.

 

Só no massa monetária, os argumentos foram consultados mais de duas mil vezes, e entre blogue e edição online os leitores ofereceram quase cinco dezenas de comentários. O Massa Monetária agradece aos convidados e a todos os leitores o empenho e os contributos para o debate e a reflexão. 

 

...

Ler Mais

27 Jun 2012 13:15
Colocado por: Pedro Romano
Comentários (3)
 

Morreu Anna Schwartz, co-autora da enorme obra A monetary history of the United States, colaboradora próxima de Milton Friedman e possivelmente a economista mais conhecida do Século XX. 

...

Ler Mais

27 Jun 2012 11:40
Colocado por: Pedro Romano
Comentários (1)
 

What was Spain supposed to have done? A pergunta é de Martin Wolf, que faz uma exposição brilhante acerca dos problemas do euro, da incapacidade de gerir uma "bolha imobiliária" dentro duma união monetária. A Espanha, defende, fez tudo bem feito. Só em retrospectiva é possível detectar erros. Além disso, também estamos a ler:

...

Ler Mais

26 Jun 2012 17:35
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentários (3)
 

O Negócios avança hoje com uma avaliação aos principais desvios orçamentais no Orçamento, escrevendo que o Governo enfrenta um desvio de dois mil milhões de euros para a meta de 4,5% do PIB. A história teve algum impacto no debate parlamentar de hoje. Aqui ficam algumas notas técnicas sobre os cálculos que fizemos por aqui.

...

Ler Mais

26 Jun 2012 14:20
Colocado por: Elisabete Miranda
Comentários (53)
 

Yannis Stounaras já marcou presença por duas vezes no Negócios. Lembrámos isso mesmo no massa monetária em Maio com o título "Grécia e Portugal pelo novo ministro do planeamento grego". Desde hoje, o post que agora recuperamos passou a chamar-se "O novo ministro das Finanças grego já passou por aqui". Para os interessados, aqui ficam as duas entrevistas de um homem que considera que o sucesso de um programa de ajustamento precisa que o ministro das Finanças acredite incondicionalmente no programa. 

 

Leia as entrevistas completas, onde alguns conselhos de Stournaras se mantêm actuais.

 

...

Ler Mais

21 Jun 2012 11:54
Colocado por: Pedro Romano
Comentários (1)
 

New Government, but no new beginning in Athens. Duas eleições, quase dois meses e muitas manchetes nos jornais europeus depois, a Grécia tem novo Governo. Mas a diferença face a Maio não é muita: mantêm-se os partidos de coligação e "sobe" mais um outsider. As coisas, reporta hoje o Der Spiegel, podem não ter mudado assim tanto. Além disso, estamos a ler:

...

Ler Mais

20 Jun 2012 19:28
Colocado por: Pedro Romano
Comentários (2)
 

O Newstatesman decidiu fazer uma capa arrojada. Sugestão de um jornalista da casa, João Malta.

 

...

Ler Mais

19 Jun 2012 12:40
Colocado por: Pedro Romano
Comentários (1)
 

Mais tempo e mais dinheiro. A Grécia pode estar mais próxima de ter Governo e, por conseguinte, de obter melhores condições para o programa de ajustamento. O Der Spiegel continua a cobrir o assunto em Greek coalition could be expensive for Germany (Der Spiegel). Além disso, também estamos a ler:

...

Ler Mais

18 Jun 2012 19:05
Colocado por: Manuel Esteves
Comentários (4)
 

.

 

Tal como se previa, o Presidente da República promulgou o diploma que revê o Código do Trabalho. Menos previsível é a nota que emitiu a justificar a sua decisão. Lendo o comunicado colocado na página oficial da Presidência da República fica a sensação que Cavaco Silva não concorda com as alterações e que apenas lhes deu luz verde por força das circunstâncias

...

Ler Mais

18 Jun 2012 18:55
Colocado por: Pedro Romano
Comentar este Post
 

O sucesso da desvalorização interna irlandesa parece convencer cada vez menos gente. Ainda anteontem, Paul Krugman citava dados do FMI (reproduzidos abaixo), que punham a Irlanda em perspectiva e davam uma ideia bastante diferente da que tem sido veiculada pela troika. 

 

...

Ler Mais

18 Jun 2012 11:47
Colocado por: Pedro Romano
Comentários (2)
 

Já há resultados eleitorais na Grécia, embora não haja governo. O Der Spiegel faz a análise das eleições e das perspectivas de agora em diante. New democracy victory gives hope for Greece é a peça do jornal alemão. Além disso, estamos a ler:

 

2. G-20 said to discuss global stimulus (Bloomberg). As maiores economias do mundo estão reunidas, e é possível que haja um acordo para o crescimento. A Bloomberg explica o que se sabe neste momento.

...

Ler Mais

15 Jun 2012 12:30
Colocado por: Pedro Romano
Comentários (2)
 

A dois dias das eleições gregas, quatro economistas gregos explicam o que está em causa com o acto eleitoral e quais são os cenários possíveis. What's at stake with the greek vote é a leitura do dia, no Wall Street Journal. Além disso, também estamos a ler:

...

Ler Mais

14 Jun 2012 13:27
Colocado por: Pedro Romano
Comentar este Post
 

Numa palavra: sim. É a principal conclusão do 11º relatório do Global Trade Alert, um organismo incontornável para quem segue o comércio internacional.

...

Ler Mais

14 Jun 2012 11:52
Colocado por: Pedro Romano
Comentários (1)
 

Italian economy struggling as euro crisis visits Rome (Der Spiegel). A Itália começa a ser arrastada para o centro do furacão da crise da dívida. O Spiegel fez a reportagem e mostrou os números. Além disto, estamos a ler:

...

Ler Mais

12 Jun 2012 11:49
Colocado por: Pedro Romano
Comentar este Post
 

Espanha e Itália são dois casos diferentes. O argumento é feito em Can Spain and Italy export their way out of trouble? , por Uri Dadush e Zaahira Wyne (no Vox). As comparações macroeconómicas estão hoje em destaque:

...

Ler Mais

8 Jun 2012 15:33
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentários (1)
 

INE confirmou hoje que economia contraiu 0,1% no primeiro trimestre. A equipa do NECEP sublinha que estes dados são um bom arranque de ano, mas não alteram significativamente o diagnóstico sobre a economia portuguesa: PIB está a cair há seis trimestres consecutivos e deverá continua a cair e o único suporte da economia são as exportações. Com este bom arranque de ano, Rui Bernardes Serra, do Montepio, revê a estimativa de recessão para -2,5%, mas avisa para riscos elevados decorrentes, nomeadamente, dos gastos com investimento terem aumentado muito este trimeste, um comportamento que não deverá ser sustentável. Paula Carvalho, do Banco BPI, destaca o sector externo, sublinhando que "exportações são melhor notícia". O BPI aponta para uma recessão de 3%. Bárbara Marques do Millennium bcp evidencia também o contributo de uma recuperação em cadeia do sector da construção, aconselhando, tal como o NECEP, cautela na leitura dos bons resultados do primeiro trimestre.  

    

Nota do editor: No "Reacção dos Economistas" pode ler, sem edição do Negócios, a análise aos principais indicadores económicos pelos gabinetes de estudos do Montepio, Millennium bcp, BPI e NECEP (Universidade Católica), isto sem prejuízo de outras contribuições menos regulares. Esta é parte da "matéria-prima" com que o Negócios trabalha e que agora fica também ao seu dispor.  

...

Ler Mais

6 Jun 2012 21:00
Colocado por: Elisabete Miranda
Comentários (18)
 

Durante anos a fio fomos ouvindo consultores fiscais, advogados e políticos a repetirem que, se se resolvessem os casos em disputa nos  tribunais tributários, os problemas orçamentais do País ficariam a meio caminho da sua resolução.

 

Mas, a julgar pelo que explicou em entrevista ao Negócios o presidente do Supremo Tribunal Administrativo, António Calhau, tudo não tem passado de uma ilusão, assente num erro básico de conceitos.

...

Ler Mais

6 Jun 2012 19:35
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentar este Post
 

Duas economistas do FMI voltaram aos impactos no crescimento da consolidação orçamental para argumentar que, para níveis de dívida pública muito elevados, poderá mesmo haver efeitos expansionistas da austeridade. Isto porque, defendem, a propensão ao consumo das famílias poderá de facto aumentar à medida que o endividamento público diminuiu (ou, de forma mais exacta, à medida que o rácio de dívida pública para rendimento das famílias caiu). Os efeitos são mais fortes para Austrália, Bélgica, Canadá e Espanha, defendem Rina Bhattacharya e Sanchita Mukherjee, na newsletter trimestral de investigação do FMI.

...

Ler Mais

4 Jun 2012 12:44
Colocado por: Pedro Romano
Comentários (1)
 

A imprensa europeia dá como cada vez mais provável um pedido de ajuda de Espanha ao Fundo Europeu de Estabilidade Financeira. Em causa podem estar cerca de 80 mil milhões de euros para recapitalizar a banca do país vizinho. Este é o tema em destaque no Financial Times, na Bloomberg e Der Spiegel. Além disto, também estamos a ler:

...

Ler Mais

1 Jun 2012 16:45
Colocado por: Pedro Romano
Comentários (2)
 

Quem estiver interessado em conhecer um pouco melhor a constituição, actividades e riscos do chamado "sistema bancário sombra" tem agora uma boa fonte de informação: um excelente documento produzido pela Deloitte. O sector continua opaco e, como mostra a Deloitte, até já está a crescer de novo.

 

...

Ler Mais

1 Jun 2012 12:58
Colocado por: Pedro Romano
Comentar este Post
 

Hoje, a independência dos bancos centrais é o assunto em destaque. Recomendamos uma interessante troca de comentários entre Pascal Emmanuel Gobry e Daniel Drezner, complementada com algumas leituras acerca da Zona Euro e "inflation targeting".

...

Ler Mais

29 Mai 2012 11:21
Colocado por: Pedro Romano
Comentários (5)
 

O debate no site Vox acerca de política orçamental parece ter contagiado o próprio Fundo Monetário Internacional (FMI), que publicou agora um estudo (mais um...) acerca da influência que os impostos e a despesa pública têm em economias desenvolvidas. Walking hand in hand é o nome do 'paper', assinado pelo director do departamento orçamental, Carlo Cottarelli, e disponível no site do FMI.

 

 

Carlo Cottarelli, director departamento orçamental do FMI Fonte: FMI 

...

Ler Mais

28 Mai 2012 18:45
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentários (335)
 

A enchxurrada (obrigado Ana Mendes Leal) de mentiras, falcatruas, abusos de poder nas mais variadas áreas da sociedade não deixa ninguém indiferente. O fenómeno mediatizado tende também a personalizar todo o "Mal" em alguns dos nossos homens e mulheres que ocupam a praça pública. Pois bem. A realidade é bem pior. Esses são casos limite de uma sociedade onde a maioria das pessoas mente, mesmo que pouco. Quem o diz é Dan Ariely, professor de economia comportamental na Universidade de Duke, que tem dedicado muito do seu tempo a perceber a mentira. Afinal porque mentimos?

...

Ler Mais

28 Mai 2012 17:17
Colocado por: Editor
Comentários (2)
 

Post de Miguel Prado, jornalista cá da casa

 

 

As poupanças estimadas pelo Governo Fonte: Ministério das Economia 

 

O Governo anunciou a 17 de Maio um pacote para o sector energético que permitirá aos consumidores de electricidade poupar 1,8 mil milhões de euros até 2020. Uma poupança que não se traduzirá em descontos de qualquer tipo na factura da luz, mas antes em evitar (ou tentar fazê-lo) subidas acentuadas ano após ano nessa factura. Contudo, uma grande parte desse bolo de poupança depende do acordo que o Estado consiga “cozinhar” com alguns dos grandes produtores de electricidade.

 

Para os responsáveis do Ministério da Economia, o pacote de 1,8 mil milhões não é coisa pouca. Para os partidos da oposição, o resultado ficou longe do que poderia ter sido feito. As reacções políticas às medidas anunciadas este mês, dando cumprimento aos compromissos assumidos perante a troika, partiram de uma base de expectativas em que a fasquia tinha um nível elevado: 3,9 mil milhões de euros de “rendas excessivas”, segundo um estudo do próprio governos que nunca chegou a ser divulgado publicamente. Mas afinal que cortes foram feitos?

...

Ler Mais

24 Mai 2012 19:41
Colocado por: Pedro Romano
Comentários (4)
 

Ainda a respeito da Estimativa Rápida das Contas Nacionais do primeiro trimestre, utilizámos os dados do INE para fazer uma pequena simulação. No primeiro trimestre, recorde-se, o PIB manteve-se praticamente inalterado face aos três meses precedentes. Face a isto, quão provável é que a previsão do Governo (-3%) se concretize?

...

Ler Mais

24 Mai 2012 13:28
Colocado por: Pedro Romano
Comentar este Post
 

Hey, Germany: you got a bailout, too! é o título de um provocador artigo de opinião publicado hoje na agência Bloomberg. O artigo defende, precisamente ao contrário do que tem sido discurso comum na Alemanha (ver Hans Werner Sinn, por exemplo), que a acção do BCE durante a crise da dívida tem servido sobretudo os interesses alemães. Confuso?

...

Ler Mais

24 Mai 2012 7:00
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentários (7)
 

 

Parlamento alemão Fonte: Michele Tantussi/Bloomberg

 

Há uns dias, enquadrado no actual debate sobre crescimento, o Ifo, importante instituto alemão de estudos económicos, liderado por Hans-Werner Sinn, fez chegar um comentário sobre o tema às redacções, no qual se opunha à deriva pró-políticas de crescimento na UE. Avisava os políticos alemães que o objectivo destas tentativas do Sul é crescer à custa da Alemanha ("o que é compreensível"), mas esclarecia que as consequências seriam roubar poupança e crescimento futuro à maior economia europeia. Terminava com a frase: "É hora dos países periféricos do euro começarem a crescer usando as suas próprias poupanças".

...

Ler Mais

22 Mai 2012 11:31
Colocado por: Pedro Romano
Comentários (1)
 

Os principais números do primeiro trimestre de 2012 tiveram um sabor agridoce. Do lado da actividade económica, as notícias acabaram por ser boas: o PIB manteve-se praticamente ao nível do trimestre anterior (-0,1%) e furou as expectativas mais pessimistas, que apontavam para contracções na casa dos 1 a 1,5%.

...

Ler Mais

21 Mai 2012 14:09
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentários (14)
 

Dois economistas do Bank of America, num texto publicado no Vox, comparam a crise Argentina na viragem do século e a actual situação grega. As semelhanças são notáveis. As diferenças consistem essencialmente na menor capacidade de ajustamento que decorre de participar numa união monetária, sem margem para desvalorizar ou permitir inflação. Os norte-americanos, que conhecem bem o caso grego, vinca ainda a importância das instituições reconhecerem os erros nas estratégias adoptadas o quando antes. Além disso estamos a Ler:

 

2. Na crise, a Alemanha beneficiou das políticas expansionistas da China, EUA e Japão, escreve professor turco (VOX)

 

3. Um bom apanhado das negociações e conversas sobre a crise europeia (Bloomberg)

...

Ler Mais

21 Mai 2012 11:50
Colocado por: Elisabete Miranda
Comentários (24)
 

Agora que a Suíça voltou às páginas dos jornais nacionais devido à nebulosa cortina que construiu em torno do seu sistema financeiro e fiscal, vale a pena olhar para o índice do sigilo financeiro, um indicador construído pelo Tax Justice Network, um grupo de activistas britânico, constituído por académicos, advogados, contabilistas, entre outros, com um prolífero trabalho na área da transparência fiscal internacional.

 

A Suíça lá está, encabeçando o "ranking", e acompanhada de outros territórios, alguns dos quais também não têm sido classificados como paraísos fiscais por autoridades como a OCDE.  

 

...

Ler Mais

18 Mai 2012 15:31
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentários (2)
 

56 penosos dias separam Miguel Ordonez do fim do seu mandato. Isto se os conseguir aguentar, escreveu o El País numa peça que já tem uns dias, mas que descreve bem como o governador do banco central do país vizinho caiu em desgraça. Os problemas no Bankia foram a gota de água num mandato que fica marcado pela incapacidade de reforma do sistema financeiro do País. O destino (e a política) é especialmente traiçoeiro para Ordonez que, no início da crise, até recebia elogios pela reforma regulatória encetada anos antes. É também um aviso para os seus colegas da banca central. Se as coisas correrem mal, os políticos não vão desculpar, vão aproveitar. Além disso, estamos também a ler:

 

2. Raghuram Rajan defende que os argumentos pelos estímulos ao crescimento tem muitas falhas (Greg Mankiw)

 

3. Os gregos são racionais? Bini Smaghi disse que sim. O'Rourke e Krugman acham que não é bem assim (Conscience of a Liberal)

...

Ler Mais

17 Mai 2012 18:32
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentários (3)
 

 

Rasmus Ruffer (BCE), Jurgen Kroeger (Comissão) e Poul Thomsen (FMI) na primeira avaliação à execução do programa de ajustamento em Agosto do ano passado Fonte: Bruno Simão/Negócios  

 

Faz hoje um ano sobre sobre a aprovação do memorando de entendimento.

 

Quem quiser acompanhar a execução do programa pode gostar de dar um salto à "Nova Economics Club", da Universidade Nova, onde os professores Paulo Leiria, Pedro Pita Barros, Susana Peralta, e Nuno Garoupa coordenam os alunos do mestrado em Economia na realização de avaliações sectoriais. Divulgaram hoje relatórios de avaliação sobre mercado de trabalho, habitação e justiça

 

Aqui pelo Negócios, publicámos hoje um balanço, explicando como a crise grega e o aumento do desemprego entrarão na quarta revisão do programa (que começa na terça-feira) e elegendo "o bom", "o mau" e "o urgente" do primeiro ano de troika. Aqui ficam as 15 dimensões que destacámos:

...

Ler Mais

17 Mai 2012 17:52
Colocado por: Editor
Comentários (5)
 

Post de João Carlos Malta, jornalista cá da casa

 

 

 

Flyer para sex-shop no Mexico Fonte: Carlos Garcia Campinho, licença Creative Commons

 
Se no início do mês, o ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, apresentou o Programa Indústria Responsável (PIR) como uma iniciativa inédita para desburocratizar os licenciamentos de novas unidades fabris e promover o investimento, o Governo quer agora retirar barreiras ao florescimento de outros negócios. A atenção do executivo virou-se para as sex-shops. Com a aplicação do regime de licenciamento zero, vai ser mais fácil abrir uma loja que se dedique à venda de brinquedos sexuais.

...

Ler Mais

16 Mai 2012 12:27
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentários (2)
 

A taxa de desemprego em Portugal apresentou um novo recorde: 14,9%. Rui Bernardes Serra, do Montepio, diz que evolução está em linha com o forte agravemento da situação económica e do mercado de trabalho, esperando que o desemprego continue a aumentar ao longo deste ano. Evidencia também o aumento do número de desempregados desencorajados (que não procuram emprego) nas crises que passam a ser considerados inactivos. Paula Carvalho, do BPI, frisa a forte destruição de emprego no último ano, mas também o crescimento do número de inactivos. Bárbara Marques, do Millennium bcp, também salienta o aumento dos inactivos e chama a atenção para a aposta da utilização de verbas do QREN no combate ao desemprego. 

   

Nota do editor: No "Reacção dos Economistas" pode ler, sem edição do Negócios, a análise aos principais indicadores económicos pelos gabinetes de estudos do Montepio, Millennium bcp, BPI e NECEP (Universidade Católica), isto sem prejuízo de outras contribuições menos regulares. Esta é parte da "matéria-prima" com que o Negócios trabalha e que agora fica também ao seu dispor.

...

Ler Mais

16 Mai 2012 11:01
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentários (5)
 

 

 

Angela Merkel e François Hollande ontem, no seu primeiro encontro em Berlim Fonte: Michele Tantussi/Bloomberg 

 

A frase faz parte do texto sobre a crise do euro que abre a última edição da "The Economist". Visto assim, o desafio que se coloca ao euro é especialmente difícil de resolver.

...

Ler Mais

15 Mai 2012 13:06
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentários (1)
 

O PIB português terá recuado 2,2% em termos homólogos no primeiro trimeste, surpreendendo pela positiva a generalidade dos economistas. Um bom desempenho das exportações, algum reajustamento em alta de stocks, e um um recuo do consumo privado inferior ao esperado são os factores encontrados para explicar o desempenho da economia no primeiro trimestre do ano. Paula Carvalho, do BPI, aconselha cautela na leitura dos dados, uma recomendação que é explicitada também pelos economistas da Universidade Católica. Rui Serra, do Montepio, evidencia que esta é a menor contracção em cadeia dos últimos seis trimestres consecutivos de queda e admite que o PIB este ano possa recuar entre 2% a 2,5%. Bárbara Marques, do Millennium, parte das previsões da Comissão Europeia para os trimestres deste ano, actualiza-as com o novo dado, e aponta para 2,8%. A melhor previsão para a evolução do IB este ano é do Governo que aponta uma contracção de 3%.  

   

Nota do editor: No "Reacção dos Economistas" pode ler, sem edição do Negócios, a análise aos principais indicadores económicos pelos gabinetes de estudos do Montepio, Millennium bcp, BPI e NECEP (Universidade Católica), isto sem prejuízo de outras contribuições menos regulares. Esta é parte da "matéria-prima" com que o Negócios trabalha e que agora fica também ao seu dispor.  

...

Ler Mais

14 Mai 2012 14:58
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentários (5)
 

A saída da Grécia da Zona Euro volta às primeiras páginas dos jornais. Já aconteceu mais vezes nesta crise, mas na sequência dos resultados eleitorais gregos a pressão está ao máximo e nos últimos dias até vários membros do BCE aceitaram comentar uma possível saída da Grécia da Zona Euro. A Bloomberg dá conta cinco de pelo menos cinco membros do Conse