Janeiro 2011
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Nota do editor: No "Reacção dos Economistas" pode ler, sem edição do Negócios, a análise aos principais indicadores económicos pelos gabinetes de estudos do Montepio, Millennium BCP, BPI e NECEP (Universidade Católica), isto sem prejuízo de outras contribuições menos regulares. Esta é parte da "matéria-prima" com que o Negócios trabalha e que agora fica também ao seu dispor.
Os indicadores de produção industrial e vendas a retalho divulgados hoje pelo INE permitem esperar que Portugal tenha escapado à contracção do PIB no último trimestre do ano passado. Essa é pelo menos a leitura e expectativa de José Miguel Moreira, do departamento de estudos do Montepio. ...
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Nota do editor: Miguel Morgado, de "O Cachimbo de Magritte", aceitou o convite do massa monetária e, até ao final de Fevereiro, publicará os seus posts também nesta casa.
Multiplicam-se as notícias de que os cortes salariais e o congelamento de carreiras no sector público não estão a ser cumpridos. Recordo que algo de muito semelhante ocorreu na Irlanda no ano passado. Existe uma grande diferença entre anunciar cortes e congelamentos, e depois executá-los. A assimetria de injustiça que irá crescer - de um lado, os que cumprem à risca, e do outro, os que graças a dotes inexplicáveis escapam ilesos - terá consequências. Não sei quem é ficará a rir no fim. E estaremos cá para ver os resultados na contenção da despesa. O mais provável é o movimento do costume: o crescimento da receita fiscal justificará o júbilo de governantes e jornalistas patrióticos. Mais nada.
Miguel Morgado, O Cachimbo de Magritte ...
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Teresa Ter-Minassian repete por várias vezes que não tem trocado opiniões sobre Portugal com os seus colegas e ex-colegas do FMI. Que fala apenas a título pessoal, e nada mais. Mas quando se passou 37 anos a trabalhar no Fundo Monetário Internacional, vários deles como directora do departamento de Assuntos Orçamentais, a sua opinião ajuda a perceber o tipo raciocínio económico que domina a instituição.
Na entrevista que dá hoje ao Negócios, a economista elogia as medidas de consolidação orçamental do Governo e vê uma ajuda internacional, do FMI e da UE, apenas como um reforço para credibilizar o pacote de ajustamento. Mas... apesar de o essencial estar feito, há ainda margem para a adopção de algumas medidas mais (Teresa Ter-Minassian não diz que elas serão indispensáveis, mas o FMI sim).
Então e que medidas poderão ser essas? ...
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Entre o final de 2008 e o início de 2009, com a economia mundial a afundar vertiginosamente, assistimos ao segundo nascimento de Keynes, economista praticamente proscrito desde a década de 70. Nesse período, o homem cujas ideias salvaram o mundo da grande depressão dos anos 30, voltou à ribalta, para gáudio de uns e desconfiança de outros e o mundo voltou a ouvir falar sobre a "Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda".
Mas esses são tempo que já lá vão. Afastado o risco de depressão económica, os mercados financeiros começaram a acusar (e a aproveitar) as fragilidades nascidas no aumento do peso da dívida pública um pouco por todo o mundo. A ênfase no estímulo da procura agregada foi rapidamente substituida pela urgência de politicas de austeridade.
Foi a segunda certidão de óbito que o mundo ocidental passou a Keynes que, com ela, viu cair significativamente o número de buscas no Google para níveis pré-crise.

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Crédito: Kevin P. Casey/Bloomberg News (Randy Fulton na "Cidade Tenda 4" em Seattle, 2007, para onde foi viver após perder a casa)
A Comissão de Inquérito à Crise Financeira nos EUA apresentou esta semana o seu relatório sobre o que foi o maior choque financeiro da história da humanidade. Após mais de 700 entrevistas aos principais actores da crise, os autores escrevem: "mesmo quando fomos nomeados, muito já tinha sido escrito e dito sobre a crise. Ainda assim (...) ficámos muitas vezes fascinados, surpreendidos e até chocados pelo que vimos, ouvimos e lê mos. A nossa foi uma viagem de revelação", lê-se no relatório. Um documento que, garantem, pretende: "expor factos, identificar responsabilidades, desmascarar mitos, e ajudar-nos a perceber como é que a crise poderia ter sido evitada. Esta é uma tentativa de registar a história, não de a escrever, nem de permitir que seja reescrita". Recapitulando: ...
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Os EUA e o Reino Unido começaram há uns meses uma experiência económica que poderá ficar para a história. Obama e Cameron desenharam estratégias de saída da crise opostas. Algum deles vai perder, mas todos vamos aprender sobre economia.
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Crédito: Andrew Harrer, Bloomberg, 27.01.2011, Fórum Económico Mundial, Davos;
Esquerda para direita: George Papandreou (primeiro ministro grego); Lionel Barber (FT); Nick Clegg (vice primeiro ministro Reino Unido); Jean-Claude Trichet (BCE); Jacob Wallenberg, presidente da Investor AB
Título do gráfico: "O crescimento da UE -15 deverá ficar quase dois pontos abaixo do crescimento global" ...
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Nota do editor: No "Reacção dos Economistas" pode ler, sem edição do Negócios, a análise aos principais indicadores económicos pelos gabinetes de estudos do Montepio, Millennium BCP, BPI e NECEP (Universidade Católica), isto sem prejuízo de outras contribuições menos regulares. Esta é parte da "matéria-prima" com que o Negócios trabalha e que agora fica também ao seu dispor.
Os indicadores de confiança do INE e da Comissão Europeia divulgados hoje traçam um cenário negro para a economia nacional. Rui Bernardes Serra, economista-chefe do Montepio, Barbara Marques, do Millennium BCP e o NECEP analisam os indicadores de confiança e de sentimento económico medidos pela Comissão. ...
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O Governo justificou as medidas de consolidação orçamental de 2010 com a necessidade de ganhar credibilidade junto dos mercados internacionais. Mas, a julgar pelo gráfico abaixo, retirado da base de dados do Banco de Portugal, talvez o tenha feito demasiado tarde.

Fonte: Banco de Portugal; valores em milhões de euros ...
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O presidente do BES opôs-se publicamente ao recurso por Portugal a ajuda externa do FMI e do Fundo Europeu de Estabilização Financeira, pelo menos às taxas de juro actuais. Junta-se aos que criticam "políticas de austeridade"? ...
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As desavenças orçamentais entre Ana Jorge e Teixeira dos Santos vêm desde há alguns meses, e agudizaram-se num confronto nas páginas de jornais em Setembro, com o primeiro a pedir mais rigor, e a segunda a defender a actual gestão do SNS. Desde então, nasceu um guerra de números, como se os ministros andassem a brincar às contas do SNS. Desde então, ninguém se entende. ...
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A primeira sessão foi a 19 de Dezembro, a poucos dias do Natal, e já ninguém esperava que representasse efectivamente o arranque do julgamento. Não representou. Oliveira Costa e os outros 15 arguidos passaram uma manhã no Tribunal mas pouco mais fizeram do que identificar-se e ouvir o juiz presidente do colectivo a avisar desde logo que o julgamento será demorado, que há muitas testemunhas, o caso é complexo e os mesmos magistrados têm outros processos em mãos, alguns tão complexos como este. ...
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O indicador mais comummente utilizado para avaliar a rigidez do mercado laboral é o Employment Protection Legislation (EPL), um índice calculado pela OCDE que tenta captar os entraves legais à contratação e despedimento. Pontos fortes: é simples, fácil de interpretar, abrangente e está disponível para um conjunto alargado de países. Mas, baseando-se no que diz a Lei, tem a infeliz limitação de poder ser enganador sempre que as práticas concretas dos empregadores forem diferentes das prescrições legais - seja por falta de fiscalização, seja por problemas de interpretação ou aplicação da Lei. ...
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Grande parte da acção e da tensão sobre a crise de dívida pública portuguesa dos últimos meses concentra-se no discreto 6º andar do número 57 da Avenida da República em Lisboa. É aí que neste momento trabalham alguns os mais importantes economistas e gestores financeiros do país: os que gerem a nossa dívida pública que, desde há pouco mais de um ano, se encontra sob forte pressão. ...
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Nota do editor: Miguel Morgado, de "O Cachimbo de Magritte", aceitou o convite do massa monetária e, até ao final de Fevereiro, publicará os seus posts também nesta casa.
Lembraram-se alguns agora da evidência do "protesto" e do "afastamento dos políticos relativamente aos eleitores". Muito conveniente. Mas eu posso dizer a todos estes meninos que o "protesto" e o "afastamento" já cá moravam há muito tempo. Ou ainda não se tinham apercebido? Não quero pensar que chegaram a imaginar que o "protesto" nasceu convosco. Recuso-me a alimentar pensamentos dessa índole. Mas em todo o caso sempre posso dizer aquilo que todo o português vos podia ter dito: o abençoado "protesto" está cá, já cá estava e veio para durar. ...
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Nota do editor: Miguel Morgado, de "O Cachimbo de Magritte", aceitou o convite do massa monetária e, até ao final de Fevereiro, publicará os seus posts também nesta casa.
A retórica socialista já está a tratar de diminuir a vitória de Cavaco Silva. A abstenção, o truísmo de 53% não serem 58%, nem 62%, nem 80%, o frio, a chuva e o resto. Tudo servirá para dizer que a autoridade - não a legitimidade, é certo - do PR já teve melhores dias e que isso deverá reflectir-se no uso pleno das suas competências e prerrogativas constitucionais. É compreensível. A máquina socialista cuida da sua própria sobrevivência, cada vez menos provável à medida que os dias passam. ...
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683 milhões
Os portugueses gastaram menos 683 milhões de euros em medicamentos em 2010 face ao ano anterior, num mercado avaliado em cerca de 2,4 mil milhões de euros. Ao todo, o número de embalagens vendidas caiu 13 milhões para 658 milhões. De acordo com os dados da IMS Health, divulgados pelo "DN", esta quebra na venda de medicamentos foi suportada em exclusivo pelos medicamentos de marca. ...
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Nota editor: João Galamba, do Jugular, aceitou o convite do massa monetária e, até ao final de Fevereiro, publicará os seus posts também nesta casa.
No dia 12 de Janeiro a Comissão Europeia (CE) publicou um documento intitulado Análise Anual do Crescimento: uma resposta global da UE à crise. Trata-se do documento que inicia o chamado Semestre Europeu e que enquadra um novo ciclo coordenação das políticas económicas ao nível europeu. As notícias não são boas. Estamos perante um típico exemplo daquilo que Paul Krugman designou de Idade das Trevas da Macroeconomia. ...
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O Presidente da Republica reeleito marcou o discurso de vitória com um ataque directo aos que entenderam ser importante esclarecer, em campanha eleitoral, o teor da relação do Presidente com o BPN (devido a compra e venda de acções da SLN e à sua casa do Algarve). Em campanha, Cavaco disse que apenas voltaria a falar desses temas após as eleições. Cumpriu e fê-lo logo no discurso de vitória. O povo falou, disse. ...
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O primeiro "Frente a Frente" terminou na sexta-feira à noite. Entre os mais de 400 leitores que votaram, cerca de 80% apoiou a tese de que a proposta inicial do Governo para a alteração do estatuto dos magistrados não consubstanciava um ataque à sua independência.
O "Frente a Frente" é um modelo de debate inovador que, a partir de posições opostas de dois convidados, convoca os leitores a participar através de comentários e votos sobre um tema/questão. Os convidados apresentam argumentos e contra-argumentos em dois momentos diferentes no tempo de forma a permitir um debate com evolução nos argumentos usados de parte a parte.
O debate sobre as alterações aos estatutos durou três dias: entre a manhã de quarta-feira e as 19 horas de sexta-feira visualizaram a página de argumentos e contra-argumentos 1.169 pessoas, votaram 461 e comentaram 29.
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Nota editor: No "Reacção dos Economistas" pode ler, sem edição do Negócios, a análise aos principais indicadores económicos pelos gabinetes de estudos do Montepio, MillenniumBCP e NECEP (Universidade Católica), isto sem prejuízo de outras contribuições menos regulares. Esta é parte da "matéria-prima" com que o Negócios trabalha e que agora fica também ao seu dispor.
Crédito desacelera e a economia terá entrado em terreno negativo em Dezembro, mede o Banco de Portugal. João César das Neves professor na Universidade Católica, e Rui Serra, economista-chefe, e José Miguel Moreira, do Montepio, analisam os indicadores de conjuntura do BdP.
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Qual vai ser o impacto da consolidação das contas públicas de 2011 no crescimento económico? Uma parte deste efeito é directo, através da quantidade de bens e serviços comprados pelo Estado; mas outra parte depende da forma como os restantes sectores institucionais reagirem às restrições orçamentais impostas. ...
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O aviso é de Yu Yongding, ex-consultor do banco central chinês, num texto escrito no Financial Times esta semana, que considera que a China precisa ajuda a definir a sua estratégia de investimentos, nomeadamente ao comprar obrigações de Portugal e Espanha. ...
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Hoje é dia de contra-argumentos e de votação final. João Palma não gostou da análise de Nuno Garoupa e contra-ataca. O professor de Direito, mais comedido, insiste que a proposta governamental inicial não é a melhor, mas que em nada afecta a independência dos magistrados. Pelo contrário.
Desde quarta-feira já votaram mais de 370 leitores que deram, até à manhã de hoje, uma larga maioria ao "Não" (perto de 80%). O "Sim" defendido pelos magistrados recebeu 20% dos votos, mas conseguiu a maioria dos comentários de apoio. Poderá votar e comentar até hoje ao fim do dia.
Entrentanto, ontem, o Governo e o PS terão mesmo recuado face às criticas da oposição e dos magistrados. Os subsídios de renda já não deverão ser tributados em sede de IRS, embora se deva manter o aumento da idade da reforma para os 65 anos em 2020 – tal como acontece no regime geral de Segurança Social – e o aumento, até 2014, do número mínimo de anos de trabalho dos 36 para 40.
Nuno Garoupa é professor na Universidade de Illinois e investigador na área do Direito. João Palma é presidente do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público.
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Nota editor: No "Reacção dos Economistas" pode ler, sem edição do Negócios, a análise aos principais indicadores económicos pelos gabinetes de estudos do Montepio, MillenniumBCP e NECEP (Universidade Católica), isto sem prejuízo de outras contribuições menos regulares. Esta é parte da "matéria-prima" com que o Negócios trabalha e que agora fica também ao seu dispor.
O défice do Estado foi maior em 2010 do que em 2009, revelou a DGO. José Miguel Moreira, do Montepio analisa os resultados orçamentais. ...
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Crédito: Pedro Elias
Cavaco Silva prepara-se para ser reeleito para a Presidência da República. As sondagens não deixam grande margem para dúvidas e a vitória começa a desenhar-se com contornos cada vez mais nítidos. Sem contestar o favoritismo óbvio, vale a pena questionar, contudo, o seu desempenho eleitoral enquanto candidato à Presidência da República. ...
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Nota editor: Miguel Morgado, de "O Cachimbo de Magritte", aceitou o convite do massa monetária e, até ao final de Fevereiro, publicará os seus posts também nesta casa.
O meu problema com a narrativa que os nossos socialistas adoptaram com o fervor dos prosélitos, a de que a crise que vivemos actualmente é, apenas e só, uma crise sistémica do euro, não incide nas múltiplas "falhas" agora diagnosticadas à "arquitectura" do euro. Que a arquitectura do "euro", quando analisada pela perspectiva da teoria das "zonas monetárias óptimas" e de outras teorias adjacentes, tinha falhas é óbvio. Mas foi sempre óbvio. O facto foi assinalado vezes sem conta antes mesmo da adopção do euro. ...
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Nota editor: No "reacção dos economistas" pode ler, sem edição do Negócios, a análise aos principais indicadores económicos pelos gabinetes de estudos do Montepio, MillenniumBCP e NECEP (Universidade Católica), isto sem prejuízo de outras contribuições menos regulares. Esta é parte da "matéria-prima" com que o Negócios trabalha e que agora fica também ao seu dispor.
A actividade económica em Portugal está a abrandar, mede o INE. José Miguel Moreira, do Montepio e Bárbara Marques, do MillenniumBCP analisam a síntese económica de conjuntura do instituto. ...
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Portugal emitiu hoje dívida a 1 ano mais caro do que a Alemanha a dez anos. Mesmo assim, estamos felizes. Apenas porque ganhámos tempo. Pouco tempo.
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por Pedro Santos Guerreiro, psg@negocios.pt
O Negócios acaba de noticiar que o Grupo Espírito Santo vendeu a Escom, a sua participada em Angola, que inclui os seus negócios nos diamantes, energia, imobiliário, obras públicas... Não se sabe ainda pormenores sobre o "encaixe" - e que destino ele terá. Mas não é preciso ser bruxo para reconhecer uma venda de activos. ...
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Nota editor: João Galamba, do Jugular, aceitou o convite do massa monetária e, até ao final de Fevereiro, publicará os seus posts também nesta casa.
A chamada crise da dívida soberana é uma ficção política com um objectivo muito claro: permitir manter a ilusão de que, salvo alguns ajustamentos pontuais, a arquitectura institucional da zona euro está, na sua essência, correcta. Isto permitiu transformar um sintoma - a desconfiança dos mercados em relação à solvabilidade dos países periféricos, que se reflectiu numa subida do seu custo de financiamento - na causa do problema: porque os países periféricos quebraram os seus compromissos, estão a ser justamente penalizados e têm de mostrar, através da sua própria vontade, que são capazes de inverter a situação e recuperar a confiança dos mercados. ...
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O debate reacendeu-se com o deflagrar da crise financeira internacional e perante a manifesta incapacidade de muitos economistas e analistas identificarem e denunciarem, atempadamente, os excessos do sector bancário. Muitos apontam hoje as ligações e interesses profissionais dos economistas como a principal explicação do seu silêncio e "desatenção". ...
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1,3%
Em Espanha as regiões autónomas poderão ter um défice orçamental de 1,3% do PIB em 2011. Este é pelo menos o limite imposto pelo governo central. O problema, que começa a preocupar o Governo e alguns investidores, é o facto de muitas das regiões estarem a desafiar o número. Segundo o El País, entre 15 regiões, oito planeiam ultrapassar a meta, e três ainda não apresentaram planos para este ano. ...
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Apesar dos recentes sucessos, as taxas de juro em mercado secundário, sejam irlandesas ou gregas, sejam portuguesas, espanholas ou belgas mantêm-se teimosamente próximas de máximos. Uma explicação plausível para este comportamento dos investidores encontra-se no cepticismo crescente sobre a probabilidade de sucesso dos actuais e futuros planos de resgate na Europa ...
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Num texto publicado ontem no Financial Times, Kenneth Rogoff, ex-economista chefe do FMI, analisa as perspectivas cambiais no mundo para 2011. para o fazer, Rogoff evidencia as contradições de política económica adoptadas nos EUA, Europa e China. Sobre o Velho Continente diz que "é difícil saber por onde começar" no elencar de problemas, razão pela qual defende que "o euro parece preparado para vencer a corrida para baixo". Entre as contradições está a forma como a Zona Euro parece estar a pedir aos periféricos que sofram indefinidamente. ...
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Pelos vistos foi mesmo isto que aconteceu em Portugal. Como podem ler na edição de hoje do Negócios, a introdução de banda larga nas escolas portuguesas entre 2005 e 2009 implicou uma deterioração das notas...
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Crédito: Pedro Elias. 29.09.10, Conselho de Ministros, Lisboa. ...
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As últimas emissões de dívida pública portuguesa têm sido tudo menos animadoras. Esta é pelo menos a opinião da maioria dos economistas e analistas. Mas há excepções: numa pequena aldeia no Terreiro do Paço em Lisboa mantém-se um conjunto de optimismas irredutíveis, encabeçados por Carlos Costa Pina, o secretário de Estado do Tesouro. ...
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O “massa monetária” é um espaço de análise de Economia e políticas públicas. Esta é mais uma porta de relacionamento com os nossos leitores, a qual será construída de reflexões e comentários dos jornalistas da casa e da comunidade Negócios. Todos são bem vindos ao debate construtivo.
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