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A austeridade é necessária para Portugal sair da crise?
2 Mar 2011 0:10
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Com ou sem intervenção internacional, mas provavelmente de forma mais musculada se a UE e o FMI vierem mesmo a emprestar dinheiro ao País, a austeridade parece estar para ficar. Portugal não está só e as virtudes e defeitos desta estratégia estão a ser debatidas um pouco por todo o mundo ocidental.

 

O Negócios lançou o debate a partir das posições contrárias de João Rodrigues e Álvaro Santos Pereira que apresentaram na sexta-feira passada os seus argumentos iniciais a favor e contra uma politica de austeridade. Desde então e até terça-feira à noite quase 1.500 pessoas consultaram as posições dos economistas, perto de mil leitores votaram no barómetro e uma dezena comentou. Até agora, à pergunta lançada, 74% dos votantes responderam "Sim".

 

Álvaro Santos Pereira é professor na Universidade Simon Fraser no Canadá, e João Rodrigues, é investigador da Universidade de Coimbra (CES). Ambos são bloguers prolíferos: Santos Pereira no Desmitos e João Rodrigues nos Ladrões de Bicicletas.

 

Hoje é dia de contraargumentos.  Neles, João Rodrigues e Álvaro Santos Pereira aprofundam a sua visão sobre a necessidade de uma política de austeridade. Os dois economistas respondem aos argumentos do "adversários" e a reptos de alguns leitores, evidenciando visões aparentemente inconciliáveis para a saída da crise.

 

A votação e os comentários estão abertos até quinta-feira às 17 horas. Sexta-feira faremos o balanço deste Frente-a-Frente. Bem vindo.

 

Contra-argumentos (quarta-feira, dia 02 Março)

 

João Rodrigues: "Abriu-se a torneira da austeridade..."

 

1. A leitura da defesa da austeridade feita por Álvaro Santos Pereira (ASP) suscita-me três questões:

 

a) Por que é que se tenta discutir os nossos problemas fingindo que é possível compreendê-los e resolvê-los sem considerar e alterar esta perversa configuração europeia?

Do regime de crescimento económico anémico, que pressiona as finanças públicas, à inserção económica dependente, que se traduz num elevado endividamento ao exterior, uma parte fundamental dos nossos problemas chama-se euro disfuncional. Trata-se de uma moeda sem governo económico com a mesma escala, capaz de instituir políticas de combate à crise e de relançamento, em especial nas suas mal apetrechadas periferias. Neste contexto europeu, e com este ou outro governo de liberal submissão aos interesses dos "nossos parceiros", estamos condenados a um definhamento socioeconómico que só agravará o problema da dívida.   

 

b) Por que é que quem apoia a austeridade, nunca apoia as políticas de austeridade realmente existentes?

 Portugal imita, em 2011, a Grécia e a Irlanda: a austeridade já não é a conta gotas. A torneira abriu-se e a história repete-se. Os economistas pré-keynesianos ganharam politicamente em toda a linha. O refúgio na retórica vaga da "gordura do Estado" é uma fuga à ética da responsabilidade. É evidente que nenhum espírito isento discordará do combate ao desperdício, aos grupos económicos que parasitam o Estado e fogem às suas responsabilidades fiscais ou ao cancro da economia informal. No entanto, as politicas de austeridade exigidas pelos "mercados" e pelas "estúpidas" regras dos pactos europeus implicam em todo o lado fazer cortes abruptos, injustos socialmente e contraproducentes economicamente.

 

c) Por que é que a lógica intrínseca e as consequências inevitáveis das políticas de austeridade não são enunciadas?

Estamos já em plena política à FMI, mesmo que sem uma das variáveis, a desvalorização cambial, que tornou no passado estas políticas menos destrutivas. Neste contexto, vários estudos, incluindo do próprio FMI, reconhecem que a austeridade é sempre recessiva. Os cortes nas despesas sociais e nos serviços públicos, os cortes salariais na função pública e o aumento do desemprego, que se segue à compressão da procura, aumentam o medo na economia, levando à aceitação de cortes salariais no sector privado e, com as alterações regressivas da legislação laboral associadas, a uma diminuição do poder da esmagadora maioria dos trabalhadores. Esta é a inconfessada economia política da austeridade. 

 

2. Neste quadro político e intelectual, consolida-se um capitalismo cada vez mais medíocre, viciado na baixa dos salários, sem freios e contrapoderes colectivos, com trabalhadores desmotivados e com poucas razões para apostar na qualificação. Um capitalismo sem incentivos para atacar o problema da qualidade do nosso capital e concentrado em sectores de baixa produtividade. A preocupação com a competitividade não passa por aqui. E a preocupação com o financiamento da economia portuguesa também não. Ao afundar a economia, a austeridade perpetua um círculo vicioso implicitamente reconhecido.

 

3. Uma economia decente implica dar prioridade ao combate ao desemprego, evitando uma economia sem pressão salarial, com mercado interno comprimido e com fraca posição nos mercados externos, e proteger os serviços públicos e a segurança social. Uma economia decente implica também políticas industriais e de investimento robustas. Tudo isto é contrário à lógica das políticas de austeridade.

 

 

Álvaro Santos Pereira: "Fomos nós que lançámos o papão da austeridade sobre nós e não os mercados"

 

1. Em 2011, Portugal terá a maior dívida pública dos últimos 160 anos e a maior dívida externa desde 1892, quando declarámos uma bancarrota parcial. Porém, estes indicadores nem sequer reflectem a verdadeira realidade nacional, pois a dívida pública oficial não inclui nem as dívidas das empresas públicas (mais 24% do PIB), nem as parcerias público-privadas (PPPs), cujos encargos ascendem a quase 30% do PIB. Se adicionarmos tudo, chegamos a uma dívida pública total que tem um valor actualizado entre os 120% e os 130% do PIB. Por outras palavras, a nossa situação orçamental é muito aflitiva. E é exactamente por isso que a austeridade é inevitável.

 

2. É verdade, como diz o João Rodrigues, que a crise financeira internacional agravou os desequilíbrios orçamentais. Porém, não é certo que a austeridade tenha sido desenhada só para apaziguar os mercados. A austeridade surgiu porque os desequilíbrios das nossas contas públicas não são sustentáveis. Ou seja, a austeridade é o preço que estamos a pagar pela irresponsabilidade dos nossos governos e não porque os mercados nos querem fazer mal. Todos os países sofreram os efeitos da crise internacional. Todos viram descer as receitas fiscais, e todos aumentaram as despesas públicas. Contudo, os únicos países que estão hoje numa situação aflitiva já tinham em 2008 uma situação orçamental extremamente frágil (como a Grécia e Portugal), ou tiveram bolhas imobiliárias que rebentaram e desencadearam enormes crises bancárias (como a Irlanda e, provavelmente, a Espanha). Isto é, fomos nós que lançámos o papão da austeridade sobre nós e não os mercados.

 

3. E não se pense que o investimento público é o salvador ou o contra-ponto à austeridade. Não é. Se o investimento público tivesse qualquer poder mágico para fazer retomar a economia, já há muito que estaríamos a viver um milagre económico de proporções asiáticas. Na última década, as obras públicas (e pseudo-públicas) totalizaram quase 30% do nosso PIB. E qual foi o resultado deste investimento? Uma década de estagnação, a maior taxa de desemprego dos últimos 100 anos, e a segunda maior vaga emigratória da nossa História. Por isso, acabemos de uma vez por todas com a fábula do investimento público, pois não é que está a solução.

 

4. Dito isto, a austeridade não pode, de facto, ser uma solução permanente. Que medidas é que podemos então tomar para vencer a crise das contas públicas? Do lado das receitas, um novo agravamento fiscal será um erro tremendo. No entanto, o Estado tem outros meios para aumentar as suas receitas. Ainda há muito por onde privatizar e há mais de 10 mil terrenos e imóveis públicos, muitos dos quais poderão ser alienados.

 

Do lado das despesas há muito por onde cortar, incluindo:

 

a) 10% dos consumos intermédios do Estado

 

b) 10%-15% das despesas de todas as entidades e organismos públicos não essenciais.

 

c) 10% e 20% dos encargos gerais do Estado (i.e., governo, Assembleia da República, etc.)

 

d) fim das ajudas e créditos fiscais a muitas das centenas de fundações que o Estado apoia.

 

e) uma real reforma do Estado que leve à fusão e extinção entre 30% e 50% de todas as entidades e organismos públicos.

 

 

5. Ou seja, o ajustamento tem de ser feito à custa do emagrecimento do Estado e não à custa dos contribuintes e dos funcionários públicos.

 

6. E se, mesmo assim, todas estas estratégias não chegarem, há sempre a possibilidade de termos reestruturar as nossas dívidas. Existiriam inconvenientes de curto prazo associados com essa decisão. Mas, se não tivermos alternativa...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Argumentos iniciais (sexta-feira, dia 25 Fevereiro)

 

Álvaro Santos Pereira: "A austeridade é necessária mas não é suficiente"

 

1. Portugal enfrenta três grandes e difíceis crises: uma crise das finanças públicas, uma crise de competitividade, e uma gravíssima crise de endividamento externo. Todas estas crises estão relacionadas, mas são de tal modo profundas que os nossos parceiros europeus e os mercados internacionais pensam que não conseguiremos melhorar as nossas finanças públicas sem uma continuação da política de austeridade.

 

2. Ainda assim, será a austeridade mesmo necessária para Portugal sair da crise? Sim e não. Ou seja, a austeridade é necessária, mas não é suficiente. A austeridade é necessária para combater os desequilíbrios das contas públicas e o endividamento ao exterior. Sem um combate sem tréguas ao nosso elevado défice orçamental e à nossa dívida pública explosiva, não é difícil imaginar um cenário em que o financiamento da economia nacional poderia ser posto em causa, o que, por sua vez, daria azo a uma crise económica e financeira bem maior do que actual. Por isso, a austeridade é, de facto, necessária para evitar que tal aconteça.

 

3. O problema não é a austeridade, mas a maneira como nós a temos implementado. Primeiro, andamos a promover uma austeridade a conta gotas, que só tem prejudicado a economia nacional. Segundo, a austeridade devia ser feita do lado das despesas e não através do aumento de impostos. Ou seja, a austeridade devia ser feita cortando na gordura do Estado, nos consumos intermédios, nas despesas dos milhares de entidades e organismos públicos que constituem a nossa Administração Pública, e nos apoios que o Estado concede a determinados grupos económicos e a toda a espécie de grupos de interesse. Isto é, a austeridade devia ser feita contra o despesismo do Estado e não contra os funcionários públicos ou contra os contribuintes portugueses.

 

4. Um problema adicional é que, apesar da austeridade, continua a não haver consolidação orçamental e as despesas públicas continuam a crescer com pouco controlo. Não há igualmente uma estratégia definida para o combate da nossa dívida pública crescentemente explosiva. Não há um real plano de contenção da dívida das  empresas públicas (que já totaliza mais de 24% do PIB). Não há uma estratégia plurianual abrangente para o desastre financeiro anunciado que são as parcerias público-privadas (que nos irão custar mais de 2,5 mil milhões de euros por ano a partir de 2013). E não há qualquer tentativa de evitar o recurso a desorçamentações descaradas e à contabilidade criativa. Em suma, a nossa política de finanças públicas está num desnorte total. Com um governo assim, quem é que precisa de especuladores para nos atirar para os braços do FMI? E é por isso que é absolutamente vital mudarmos de rumo o quanto antes.

 

5. Todavia, e como já disse, a austeridade não chega. Uma política de austeridade que não leve em consideração os nossos problemas de competitividade está condenada ao fracasso. Porquê? Porque não é difícil imaginar um cenário em que a recessão criada pela nossa austeridade a conta-gotas provoque uma diminuição drástica das receitas fiscais, o que só agravará ainda mais os desequilíbrios das contas públicas, aumentando, mais uma vez, a tentação de introduzirmos ainda mais austeridade. Por outras palavras, para que a austeridade seja bem sucedida, é fundamental que um combate implacável ao despesismo do Estado seja contrabalançado por políticas que ajudem a economia a recuperar da crise e da estagnação. Sem isso, e sem retoma económica não há austeridade que nos valha.

 

 

João Rodrigues: "Austeridade permanente? Não, obrigado "

 

1. Depois de uma quebra de 2,7%, em 2009, o PIB português registou uma recuperação, em 2010, de 1,4%, apenas possível porque Portugal só se juntou tardiamente ao clube da austeridade liderado pela Grécia e pela Irlanda.

 

2. A Grande Recessão, iniciada num sistema financeiro liberalizado e disfuncional, não se transformou na Grande Depressão devido ao peso do Estado e dos seus estabilizadores automáticos (sobretudo a quebra das receitas), mas o seu lastro é visível no desperdício de uma taxa de desemprego que atinge os dois dígitos.

 

3. Não satisfeitos pela factura apresentada aos contribuintes pelos efeitos dos desvarios do sistema financeiro, os mesmos mercados pediram, em 2010, um segundo pagamento através do aumento das taxas de juro da dívida pública, em especial nos países periféricos. A política económica de austeridade, desenhada para aplacar a pressão dos mercados, já fracassou neste intento.

 

4. Tirando a predação realizada por interesses privados, visível por exemplo nas ruinosas parcerias público-privadas, a situação das finanças públicas depende fundamentalmente do andamento da economia e por isso a sua situação continuará a prazo periclitante, apesar do esforço para aumentar impostos indirectos regressivos e para cortar nos salários e nas despesas sociais.

 

5. Qualquer que seja o modelo de aplicação e a distribuição do seu fardo, o resultado da austeridade é a recessão e a continuação do aumento do desemprego, sem perspectiva de crescimento futuro. As políticas de austeridade fazem do trabalho, dos salários directos e indirectos, a principal variável de ajustamento à crise. Assim não se criam os empregos de que necessitamos porque não se resolvem os dois problemas que travam o investimento: o acesso ao crédito e as expectativas de evolução da procura.

 

6. As políticas de austeridade esquecem adicionalmente que é impossível um esforço simultâneo de poupança pública e privada sem uma contracção da economia, particularmente num contexto de défice externo estrutural, reflexo de uma integração económica dependente do país e que se traduziu na perda de instrumentos de política, sem que instrumentos de compensação robustos tivessem sido criados à escala europeia.

 

7. Neste contexto, as políticas de austeridade, que também são uma imposição de um centro europeu apostado em defender os seus bancos, só podem ser contrariadas por uma aliança dos PIGS. Estes devem usar a ameaça de uma reestruturação da dívida por si organizada como instrumento de pressão para que se gere uma solução europeia para um problema que é europeu porque partilhamos moeda e mercado.

 

8. Assim, a transformação do fundo europeu, criado em Maio, num pacote de estímulo económico, o que pressuporia baixar as taxas de juro e acabar com condicionalismos que destroem as economias, seria um primeiro passo. A consolidação orçamental só se pode realizar num contexto de crescimento e isso pressupõe proteger os países de mercados financeiros por reformar. Isto também implicaria a prazo criar dívida pública europeia e aumentar o orçamento europeu, o que corrigiria o estrutural desequilíbrio no governo económico do euro.

 

9. Adicionalmente, as periferias devem reconquistar instrumentos de política industrial e comercial para debelarem os défices permanentes nas suas relações com o exterior. Isto poderia passar por permitir a suspensão temporária das exigentes regras do mercado interno europeu por forma a possibilitar uma politica de crédito e outros apoios direccionados aos sectores inovadores nacionais e alguma protecção face às importações. Sem uma alternativa à austeridade, o destino do país é claro: um empobrecimento desigual.

 

 


 
COMENTÁRIOS | Inserir Comentário | Comentários (36)

car title loans california disse, terça-feira, 8 de Maio de 2012 12:41
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Obrigado por todo seu trabalho duro

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dentist los angeles disse, sábado, 14 de Abril de 2012 3:06
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Olá ! Esta é a minha primeira visita ao seu blog! Somos um grupo de voluntários e iniciar uma nova iniciativa em uma comunidade no mesmo nicho . Seu blog nos forneceu informações úteis para trabalhar. Você tem feito um trabalho maravilhoso !

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Todo mundo adora o que vocês tendem a ser até demais. Este tipo de trabalho inteligente e relatórios ! Mantenha- os caras muito bons trabalhos que eu incorporei vocês para blogroll.

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payday loans in calgary disse, quinta-feira, 29 de Março de 2012 2:47
Grandes informações para usuários de internet aqui no seu site # notran

Eu estava curioso para saber se você já pensou em mudar o layout da página do seu site? É muito bem escrito , eu amo o que você começou a dizer. Mas talvez você possa um pouco mais na forma de conteúdo que as pessoas possam se conectar melhor com ela. Você começou uma enorme quantidade de texto para ter apenas uma ou duas fotos. Talvez você pudesse espaço -lo melhor?

wewrwrrrtsh disse, quarta-feira, 14 de Março de 2012 21:10
quem fez que RESOLVA!

Resolvam mas esta trampa , 15 ou 20 anos pra sair duma crise é treta, dá pra sair mais rápido, estou a envelhecer quero viver a vida, vá mexeu, mexeu, tá a andar!!!! DESPACHEM ESTA TRAMPA!!!! FILHOS DUMA ****!!!!!!

payday loans disse, terça-feira, 6 de Março de 2012 2:26
Eu quero dizer que eu aprecio todo o seu trabalho . Obrigado.

O seu site tem uma página de contato ? Estou tendo problemas de localização , mas , eu gostaria de lhe enviar um e-mail . Eu tenho algumas idéias criativas para o seu blog você poderia estar interessado em ouvir . De qualquer maneira, grande blog e estou ansioso para vê-lo a melhorar ao longo do tempo .

vancouver web developer disse, sábado, 25 de Fevereiro de 2012 7:35
Site simplesmente incrível

A austeridade é necessária para Portugal sair da crise? - Massa Monetбria É o que eu estava procurando. Obrigado pela informação.

body shop locations vancouver disse, quinta-feira, 23 de Fevereiro de 2012 21:58
Eu quero dizer que aprecio todos os seus esforços

Caro proprietário do blog ! Quero agradecer a você para fornecer tanta informação útil . Obrigado mais uma vez.

seo services vancouver disse, quarta-feira, 22 de Fevereiro de 2012 1:56
Eu simplesmente amo seu blog interessante

Eu quero dizer que você realmente me ajudou a entender o assunto de A austeridade é necessária para Portugal sair da crise? - Massa Monetбria

dentist vancouver disse, segunda-feira, 20 de Fevereiro de 2012 19:57
Hey! Muito obrigada por compartilhar tanta informação

Obrigado por compartilhar tanta informação. Agora eu sei muito mais sobre A austeridade é necessária para Portugal sair da crise? - Massa Monetбria que eu fiz antes .

website design vancouver disse, terça-feira, 14 de Fevereiro de 2012 8:33
Obrigado por nos fornecer informações valiosas, tais

Agradeço todo o esforço que você põe em escrever este post sobre A austeridade é necessária para Portugal sair da crise? - Massa Monetбria . Vou postar uma volta backlink para seu blog no meu site, eu acho que alguns dos meus clientes podem achar interessante.

oh canada disse, sábado, 21 de Janeiro de 2012 2:29
Eu sou um canadense orgulhoso

Havin com tanto conteúdo que você nunca tiver problemas de plagorism ou violação de direitos autorais ? Meu site tem um monte de conteúdo exclusivo Eu nem mesmo criei ou terceirizados , mas parece que um lote de que é popping -lo por toda a internet sem minha autorização. Você sabe alguma solução para ajudar a reduzir o conteúdo de serem roubados ? Eu realmente aprecio isso.

edmonton payday loans disse, quinta-feira, 12 de Janeiro de 2012 18:35
Eu aprecio todos os contorcendo seu sobre este assunto interessante

Blog Awesome! Você tem alguma dicas e sugestões para aspirantes a escritores ? Estou esperando para começar o meu próprio site em breve, mas estou um pouco perdido em tudo. Que você aconselharia a começar com uma plataforma livre como Wordpress ou ir para uma opção de pagamento? Há tantas opções lá fora, que eu estou completamente sobrecarregado .. Alguma dica ? Muito obrigado !

Tawny disse, sábado, 8 de Outubro de 2011 1:25
re: A austeridade é necessária para Portugal sair da crise?

Please keep trhownig these posts up they help tons.

Brenley disse, quarta-feira, 5 de Outubro de 2011 9:11
re: A austeridade é necessária para Portugal sair da crise?

You mean I don't have to pay for expert adicve like this anymore?!

pedro disse, quinta-feira, 5 de Maio de 2011 21:51
re: A austeridade é necessária para Portugal sair da crise?

ClaRO QUE NAO. A vida aqui ja é uma porcaria e alias EU NAO tenho culpa da porcaria cos outros fazem. Portanto os outros (politicos, etc) que a resolvam.Eu NAO tenho que pagar nada. Pague alguem EU NAO PAGO

Pedro Pereira disse, sexta-feira, 4 de Março de 2011 18:44
re: A austeridade é necessária para Portugal sair da crise?

Se a austeridade é necessária então devem ser aqueles que a invocam e impõem a dar o exemplo, para que todos percebam. Senão vai parecer que a austeridade só é necessária para alguns, para que aqueles que a impõem permaneçam bem ou ainda melhor.

Ana Pereira disse, quarta-feira, 2 de Março de 2011 17:17
re: A austeridade é necessária para Portugal sair da crise?

Despesas do Subsector Estado

Despesa corrente: aumentou 0,7% (aumento nominal e real); Despesa total efectiva: aumentou 0,9% (aumento nominal e real).

Despesas do Subsector Serviços e Fundos Autónomos

Despesa corrente: aumentou 5,1% (aumento nominal e real); Despesa total efectiva: aumentou 6,4% (aumento nominal e real); Despesa com Pessoal, pasme-se: aumentou 7,4% (aumento nominal e real)

Despesas do Subsector da Segurança Social

Despesa corrente: aumentou 4,9% (aumento nominal e real); Despesa total efectiva: aumentou 4,8% (aumento nominal e real).

Despesas da Administração Local

Despesa primária: diminuiu 5,6% (diminuição nominal e real); Despesa total efectiva: diminuiu 4,9% (diminuição nominal e real).

Execução Orçamental do Estado

Despesa corrente: aumentou 0,7% (aumento nominal e real); Despesa total efectiva: aumentou 0,9% (aumento nominal e real); Despesa com Pessoal, pasme-se: aumentou 4,9% (aumento nominal e real).

A Despesa só diminuiu na Administração Local. Onde Sócrates e Teixeira dos Santos comandam, é só a subir.

Daqui: quartarepublica.blogspot.com/.../os-especuladores-internacionais-tem.html

Agora pergunto se a Despesa continua a subir apesar das reduções salariais em curso e do aumento brutal de impostos, é óbvio que este (des)governo pretende manter as opções erradas à custa de todo um país e de todos os trabalhadores. Para quando um BASTA generalizado?

Carlos Antunes disse, quarta-feira, 2 de Março de 2011 10:40
Austeridade Sempre

Começo por transcrever o que dizem os dicionários mais comuns sobre austeridade: integridade, severidade e rigor de disciplina.

Então acho que qualquer pessoa de bom senso quer austeridade, afinal os Países com maior qualidade de vida (Nórdicos e Canadá) não vivem num clima permanente de austeridade? Ou queremos viver sem austeridade e mudar e vivermos como um país africano?

Manuel Henrique Figueira disse, quarta-feira, 2 de Março de 2011 8:43
re: A austeridade é necessária para Portugal sair da crise?

O novo chavão «combater o despesismo do Estado» ou «cortar a gordura do Estado tornou-se o Alfa e Ómega do nosso problema de desequilíbrio das finanças públicas, eu diria mesmo, do problema económico-financeiro do país.

A. S. P. enuncia acima, no ponto 4 do seu texto mais recente, 5 medidas com esse fim.

Quem não concordará com elas? Talvez nem os mais acrisolados estatistas, os quais, pelo menos, terão pudor em se afirmarem publicamente contra elas.

O que A. S. P. nunca disse nos seus textos é quanto isso vai poupar e se resolve o nosso problema do desequilíbrio das contas públicas. Parece que pensa que sim, infelizmente não é verdade, senão, até o fogoso e impulsivo Sócrates, qual E. T. que sobre tudo paira com a solução no bolso, já o tinha posto em prática.

Esta «solução milagrosa» tem, no entanto, dois «pequenos» problemas, que A. S. P. nunca enuncia mas que seria bom que o fizesse:

1.º o grosso das despesas públicas, 83% do chamado despesismo do Estado, é ordenados, pensões, despesas na saúde, educação, etc. Sobram 17% para o funcionamento da restante máquina do Estado. Mesmo se se cortasse 50% desses 17%, o que seria suficiente para bloquear a administração pública (com todas as consequências desastrosas para as pessoas e para a economia em geral), a poupança seria quase desprezível face ao nosso colossal défice;

2.º a parte mais significativa desse corte da chamada «gordura do Estado» proposto acima por A. S. P. é a dos salários dos funcionários dessas instituições que, ou seriam extintas ou reduzidas, e para essas pessoas A. S. P. preconiza o seguinte: (...) a austeridade devia ser feita cortando na gordura do Estado, nos consumos intermédios, nas despesas dos milhares de entidades e organismos públicos que constituem a nossa Administração Pública (...) contra o despesismo do Estado e não contra os funcionários públicos (...).

Pois, os votos ainda pesam mais do que os próprios votantes pensam. E quando se está à beirinha de subir ao poder nas eleições que galopam a passos largos, convém não falar em despedimentos de funcionários. Mas se se acaba com os organismos onde eles trabalham, se se propaga aos sete ventos que há funcionários públicos a mais, o que se lhes vai fazer?

Não convém dizer agora, por motivos óbvios, pois o que convirá é fazer depois de o PSD de A. S. P. ganhar as eleições.

M. H. F.

Nuno Freire disse, quarta-feira, 2 de Março de 2011 7:50
A vista curta continua a imperar

A vista curta das finanças está mais uma vez a prevalecer sobre a ciência social da economia. O problema de Portugal são as desigualdades sociais, os baixos rendimentos das famílias e o desaparecimento da classe média.

Todas as medidas que o governo tome que agravem ainda mais estes 3 pontos essenciais só vai agravar a situação do País a longo prazo.

O que adianta ter um défice de 4 ou 5%, quando as despesas reais do Estado Português são mais 20 a 3% do PIB.

Os números têm o valor que têm e todos sabemos que há muitas ferramentas financeiras e contabilisticas para colocar os tais números nos 4%.

O que o governo pode e deve fazer é ter um papel fiscalizador dos organismos públicos e do sector empresarial público e privado...mas para isso é preciso coragem política e não ter medo de perder os apoios dos lobbies e das massas.

ValeAquilino disse, terça-feira, 1 de Março de 2011 13:14
re: A austeridade é necessária para Portugal sair da crise?

Para austeridade já basta, mais não obrigado.

O que precisamos é de uma atitude responsável, e poupar quanto baste. Não para beneficio do (des)governo mas para sarvaguarda do próprio.

Se o (des)governo fosse credivel e competente, não gastava e desperdiçava, se despediçar é distribuir pela corte.

Austeridade para o Governo, Assembleia da República e politicos em geral.

Para este Clã, sim. Austeridade já e em força.

Para os protegidos do sistema, que sejam submetidos a uma justiça que funcione, e isso parece não existir por estes lados.

Miguel Silva disse, terça-feira, 1 de Março de 2011 13:04
re: A austeridade é necessária para Portugal sair da crise?

A austeridade não só não é necessária como resulta de sucessivas opções de caracter economico e financeiro que, como actualmente se pode comprovar, se vieram a revelar totalmente erradas.

Aumentar impostos, aumentar a despesa do estado  e destruir empregos nunca será uma boa solução , porque representa uma inaceitavel sucessão de erros básicos que vêem devidamente explicitados nos manuais de economia

Rui Peres Jorge disse, terça-feira, 1 de Março de 2011 11:01
re: A austeridade é necessária para Portugal sair da crise?

Já temos os contraargumentos que serão publicados amanhã. Haverá propostas concretas e criticas cruzadas. Até lá mantém-se o espaço de comentários aqui e o resultado dos mais de 700 votos: 75% acha que a austeridade é necessária

Exilado no Mundo disse, terça-feira, 1 de Março de 2011 10:58
re: A austeridade é necessária para Portugal sair da crise?

Agora até o Chico Paulo sofre com os mercados:

exiladonomundo.blogspot.com/.../ubiquos-mercados.html

Fernando disse, sábado, 26 de Fevereiro de 2011 0:18
Austeridade aumenta a crise.

As medidas tomas são injustas. Por isso criam revolta no povo, que fará o possivel para não pagar impostos.

Os responsaveis pela crise continuam a viver como se não fosse nada com eles. Vejam nos EUA o caso Madof e comparem com o BPN ou o BPP. Em Portugal não temos confiança nas instituições.

Também as medidas tomadas são um roubo ao povo.As medidas anti-crise deveriam incluir , baixar o preço da electrcidade, das telecomunicações dos combustiveis, das portagens, para que as empresas pequenas pudessem sobreviver, criando assim emprego e receita fiscal.

O problema é que as medidas de auteridade apenas visam destruir e não construir. Já não há passiência para arurar uma cambada de politicos corruptos e incompetentes. A votação na assembleia da republica dos ordanados dos gestores publicos é um exemplo.

Rui Peres Jorge disse, sexta-feira, 25 de Fevereiro de 2011 22:56
re: A austeridade é necessária para Portugal sair da crise?

Caros Manuel e Luis Faria, apesar de me parecer que as diferenças nas receitas de ASP e JR ficam evidentes, concordo com a avaliação de que conceito de austeridade pode gerar uma discussão com argumentos demasiado dispersos. Vamos aguardar e ver o que os nossos convidados nos dizem na quarta-feira. Caro António Silva, obrigado pela referência aos debates do Contraditório, que desconhecíamos – aproveitamos para dar os parabéns aos responsáveis do projecto que seguiremos com atenção.

Luis Faria disse, sexta-feira, 25 de Fevereiro de 2011 15:12
As perguntas fundamentais?

De facto as perguntas colocadas pelo leitor Manuel Cabral são fundamentais. Qual é a posição concreta dos "antagonistas" sobre as mesmas?

António Silva disse, sexta-feira, 25 de Fevereiro de 2011 14:47
"...um novo modelo de debate"???

Todos os debates construtivos são muito bem-vindos, mas não será este espaço uma fraca repetição do que já é feito aqui: www.contraditorio.pt/debates.php

Creio que um jornal para sobreviver deve ser mais ousado e inovador do que o JN demonstra ser...

Fernando Tenreiro disse, sexta-feira, 25 de Fevereiro de 2011 14:19
O desporto é parte da solução

O desporto é um sector não-transaccionável e produz capital desportivo, humano, social e cria postos de trabalho para além do impacto económico directo e indirecto fruto de inúmeros co-produtos e externalidades abundantes.

Acontece que o processo de desenvolvimento nacional foi crítico para o desporto e por exemplo apenas a reforma do Estado permitirá ao desporto internalizar as externalidades abundantes geradas.

A crise está a ser crítica para os desfavorecidos que mais necessitam de desporto e eventualmente as externalidades negativas do corte de prática desportiva dos desfavorecidos na educação, saúde e segurança social serão bastante maiores do que o percentual popupado com os actuais cortes sobre a produção pública de desporto.

Há sectores no desporto que poderão gerir melhor a austeridade e há sectores onde isso constitui tiros nos pés.

Escrutinar um caso e outro só com leis bem feitas e boas instituições que o actual pacote não compreende.

Estou a favor do Alvaro Santos Pereira de uma austeridade inteligente.

Manuel Henrique Figueira disse, sexta-feira, 25 de Fevereiro de 2011 11:53
re: A austeridade é necessária para Portugal sair da crise?

Ponto 3 dos argumentos de A. S. P. - (...) a austeridade devia ser feita cortando na gordura do Estado, nos consumos intermédios, nas despesas dos milhares de entidades e organismos públicos que constituem a nossa Administração Pública (...) contra o despesismo do Estado e não contra os funcionários públicos (...).

Este argumento é recorrente. Mas por ser tão vago, torna-se irrelevante. Afinal, corta-se em quê? No papel A4, nos clipes e na fita-cola? De duas uma, ou esses organismos e entidades são desnecessários, devendo ser fechados e os seus funcionários despedidos por inutilidade da função (na melhor das hipóteses deslocados alguns para organismos deficitários em recursos humanos) ou os tão falados cortes na gordura não passarão de uma dieta pífia. Só o encerramento total, com despedimentos, é significativo quanto à poupança que gera. Mas estes verdadeiros cortes quem é capaz de os fazer? Preconizar constantemente o corte nas gorduras do Estado, tomando estas pelos «peanuts» do papel, dos clipes e da fita-cola não me parece muito sério ou então é revelador de falta de coragem política. Enuncie-se com clareza o que é supérfluo e o respectivo encerramento, com todas as consequências. A gordura do desperdício nos «peanuts» deve permanentemente ser cortada, mas em todos os organismos, mesmo nos imprescindíveis. A par das 3 crises enunciadas pelo autor no ponto 1, há outra que nos tem feito arrastar os pés ao longo de décadas, que se caracteriza por: falta de diagnóstico sério; falta de enunciação de soluções, falta de coragem para as tomar, suportando todas as suas consequências. Chega de lugares-comuns, de meias-verdades, de falta de coragem política!

Manuel Henrique Figueira

Manuel Henrique Figueira disse, sexta-feira, 25 de Fevereiro de 2011 11:53
re: A austeridade é necessária para Portugal sair da crise?

Ponto 3 dos argumentos de A. S. P. - (...) a austeridade devia ser feita cortando na gordura do Estado, nos consumos intermédios, nas despesas dos milhares de entidades e organismos públicos que constituem a nossa Administração Pública (...) contra o despesismo do Estado e não contra os funcionários públicos (...).

Este argumento é recorrente. Mas por ser tão vago, torna-se irrelevante. Afinal, corta-se em quê? No papel A4, nos clipes e na fita-cola? De duas uma, ou esses organismos e entidades são desnecessários, devendo ser fechados e os seus funcionários despedidos por inutilidade da função (na melhor das hipóteses deslocados alguns para organismos deficitários em recursos humanos) ou os tão falados cortes na gordura não passarão de uma dieta pífia. Só o encerramento total, com despedimentos, é significativo quanto à poupança que gera. Mas estes verdadeiros cortes quem é capaz de os fazer? Preconizar constantemente o corte nas gorduras do Estado, tomando estas pelos «peanuts» do papel, dos clipes e da fita-cola não me parece muito sério ou então é revelador de falta de coragem política. Enuncie-se com clareza o que é supérfluo e o respectivo encerramento, com todas as consequências. A gordura do desperdício nos «peanuts» deve permanentemente ser cortada, mas em todos os organismos, mesmo nos imprescindíveis. A par das 3 crises enunciadas pelo autor no ponto 1, há outra que nos tem feito arrastar os pés ao longo de décadas, que se caracteriza por: falta de diagnóstico sério; falta de enunciação de soluções, falta de coragem para as tomar, suportando todas as suas consequências. Chega de lugares-comuns, de meias-verdades, de falta de coragem política!

Manuel Henrique Figueira

Luís Neves disse, sexta-feira, 25 de Fevereiro de 2011 11:30
re: A austeridade é necessária para Portugal sair da crise?

Não tenho dúvida alguma de que a austeridade é necessária para ultrapassar as questões relacionadas com o défice orçamental, que ano após ano vai fazer 'engordar' a nossa já farta dívida pública. No entanto, não acredito que o caminho que está a ser trilhado nos leve a uma melhor posição no médio-longo prazo.

A competitividade, um tema tão em voga, tem sido o nosso 'Calcanhar de Aquiles': fala-se que deve ser alcançada através de salários 'baixos', através da exportação de bens transacionáveis com maior valor acrescentado, etc. Fala-se de tudo, mas não existe uma estratégia bem definida para se alcançar a dita competitividade, a única que no médio prazo vai permitir construir uma almofada decente para manter o nosso 'Estado Social', que actualmente está em aparente colapso!

Relativamente ao 'Estado Social', considero que os intitulados 'baby boomers' têem que deixar de pensar na sua carteira, única e exclusivamente, e devem começar a pensar na carteira daqueles que lhes vão suceder. A única coisa em que pensam é em estabilizar as reformas que lhes vão ser concedidas, sem pensar naquilo que é o Futuro desse dito 'Estado Social'.

Eu compreendo que o que descrevo não passa de subjectividade. Daí que considere que cabe aos nossos 'lideres' (se é que ainda existem pessoas a quem podemos considerar lideres) clarificar qual é o caminho pelo qual todos devemos lutar, como forma de construir um país MELHOR!

Manuel Cabral disse, sexta-feira, 25 de Fevereiro de 2011 10:37
Qual é mesmo a discussão?

O conceito de austeridade é muito abrangente. Por isso acho importante definir-se bem do que estamos a falar.

Álvaro Santos Pereire diz: "a austeridade devia ser feita do lado das despesas e não através do aumento de impostos"

João Rodrigues diz: "As políticas de austeridade fazem do trabalho, dos salários directos e indirectos, a principal variável de ajustamento à crise"

Até aqui, não vejo nenhuma grande contradição nas duas posições: ambos são contra a subida de impostos e contra o despesismo do estado.

Seria bom esclarecer em que pontos discordam realmente. Para esse efeito, deixo aqui alguns assuntos sobre os quais podem deixar as vossas opiniões:

- Corte de apoios sociais (valores e elegibilidade para pensões, fundo de desemprego, etc.)

- Corte nas obras públicas (TGV, novo aeroporto...)

- Reorganização da função pública. Ou seja, fusão e extinção de certos serviços e institutos

- Corte nos salários e quantidade de funcionários públicos

- Maior liberalização do mercado de trabalho. Tornar os despedimentos individuais mais fáceis será bom ou mau para a economia?

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