. Passos Coelho: "Só vamos sair desta situação empobrecendo" - Massa Monetária
 
 
Passos Coelho: "Só vamos sair desta situação empobrecendo"
26 Out 2011 15:07
Colocado por: Rui Peres Jorge
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A afirmação de Passos Coelho parece mais de um economista (ver mais abaixo) do que de um primeiro-ministro. Mas este é o reflexo do plano de ajustamento que está a ser posto em curso e nisso Passos Coelho merece crédito pela frontalidade.

 

Sobre a forma como a corrente dominante vê o ajustamento futuro, vale a pena ler o que escreveram há uns dias Peter Boon e Simon Johnson (ex-economista-chefe do FMI), numa critica à ideia de que tudo na crise europeia se resolveria com mais dinheiro (o destaque é meu):

 

Europe’s periphery also needs to recognize that it signed up to a currency union, and that requires a new approach to adjustment.  Instead of having massive devaluations like Zedillo’s Mexico, or Suharto’s Indonesia and Walesa’s Poland, Europe’s troubled nations need to improve competitiveness through reducing local costs.  That must primarily come through wage reductions and more competitive tax systems.  In Ireland a pact with the major unions is preventing further wage reductions, while in Greece the government is strangling corporations with taxes in order to avoid deeper wage and spending cuts.  The proposed Portuguese “fiscal devaluation” – meaning lower payroll taxes to reduce labor costs and increase VAT to replace the revenue – looks like a weak attempt to avoid talking about the need to much more sharply cut public spending  and wages in real, purchasing power terms.

 

Putting in place a huge financial package is not enough.  Policies have to adjust across the troubled eurozone countries so that nations stop accumulating debt, and the periphery moves rapidly from being least competitive nations in the euro area, to the most competitive and this includes lower real wages, even if debts are restructured appropriately. The European leadership is a long way from even recognizing this reality – let alone talking about it in public.

 

 

 

  


 
COMENTÁRIOS | Inserir Comentário | Comentários (3)

O que quetiona disse, segunda-feira, 31 de Outubro de 2011 11:22
re: Passos Coelho: "Só vamos sair desta situação empobrecendo"

O objetivo do Estado é aumentar a nossa produção ou sair desta situação a qualquer custo...mesmo que se matem as empresas?

Outra pergunta que faço é quem é que sabe das despesas do Estado em detalhe? Pede-se sacrificio mas não se dá contas? Não há qualquer coisa de estranho?

Verdade ? disse, quarta-feira, 26 de Outubro de 2011 17:15
re: Passos Coelho: "Só vamos sair desta situação empobrecendo"

Caro Passos Coelho só peço aos portugueses que se atrevam a analisar o seguinte ou seja verifiquem a tua conta bancária actual e verifiquem-na novamente daqui a 5 ou 10 anos e depois quase que de certeza absoluta vamos falar sinceramente doutra forma e verificar quem realmente empobreceu e quem enriqueceu exageradamente neste rico país plantado á beira mar. Nota não se esqueçam de verificar as contas das pessoas mais chegadas também pois como todos sabemos o mundo é dos espertos e existem 1001 maneiras de matar pulgas e tapar os olhos dos outros.

Procópio disse, quarta-feira, 26 de Outubro de 2011 16:36
re: Passos Coelho: "Só vamos sair desta situação empobrecendo"

Sempre tive a sensação de que o Passos Coelho tem vocação para franciscano.

 

 
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    Deve Portugal reestruturar a sua dívida pública?

     

    Acabou o Frente-a-Frente: os leitores do Negócios dividiram-se pela metade: entre os 1143 votos, 50,5% foram favoráveis à reestruturação defendida por Ricardo Cabral, e 49,5% opuseram-se a tal solução, alinhando com Pedro Rodrigues.
     

    Só no massa monetária, os argumentos foram consultados mais de duas mil vezes, e entre blogue e edição online os leitores ofereceram quase cinco dezenas de comentários. O Massa Monetária agradece aos convidados e a todos os leitores o empenho e os contributos para o debate e a reflexão.

     

    Até breve num outro Frente-a-Frente

 

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