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Novembro 2011 -Posts

30 Nov 2011 10:05
Colocado por: Rui Peres Jorge
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Ao centro Elena Salgado (ministra das Finanças de Espanha, por enquanto) e Mário Monti (novo primeiro ministro italiano) ladeados ontem por Olli Rehn (Comissário Europeu) e Juncker (líder do eurogrupo): é deles que depende o futuro do euro. Fonte: Jock Fistick/Bloomberg

 

 

Ontem foi a maior plataforma electrónica cambial do mundo a dizer que está a "limpar o pó" aos seus sistemas antigos e a testá-los para funcionar com dracmas (e outras moedas que não transaccionam há mais de uma década...). Hoje, são os líderes de grandes empresas multinacionais a afirmarem no Financial Times que já se estão a preparar essa contingência. Também hoje noticiamos no Negócios que alguns reputados economistas também já discutem em Lisboa o fim do euro, ou pelo menos a saída portuguesa. João Ferreira do Amaral, por exemplo, defende uma saída após uma estabilização da crise (através da emissão de euro obrigações e de uma intervenção do BCE), defendendo a entrada de Portugal no sistema europeu de taxas de câmbio II, uma decisão que precisaria do apoio das autoridades europeias, nomeadamente do BCE, de forma a garantir uma desvalorização cambial suave através de um mecanismo de crawling peg. Os dias até à cimeira da sexta-feira dia 9 serão intensos, e vamos ouvir falar muito mais do fim do euro ou, pelo menos, de possíveis saídas de certos países. Os desafios técnicos e económicos de uma saída do euro são imensos. Aqui ficam alguns dos artigos que estamos a ler (e a reler) sobre o tema:

 

2. O banco Nomura divulgou há dias um relatório que circulou o mundo onde analisa os riscos de redenominação do euro em novas moedas nacionais. A ideia central é a de que os investidores devem ter presente que há três elementos a ter em conta face a este risco: 1) no caso de uma saída do euro, o mais provável seria que os contratos regidos pela Lei nacional deveriam passar para a nova moeda, enquanto os contratos regidos por outra Lei, ficariam em euros; 2) um país que saia sem acordo dos parceiros, poderá ficar em apuros; 3) uma desintegração total do euro seria caótica.

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29 Nov 2011 6:00
Colocado por: Rui Peres Jorge
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Fonte: Simon Dawnson/Bloomberg

 

Nos últimos trinta anos, somando estes três sectores [Estado, empresas e familias], o rácio de dívida sobre PIB nas economias avançadas tem aumentado sem parar de 167% do PIB em 1980 para 314% hoje, ou seja, a uma média de 5 pontos percentuais do PIB por ano nas últimas três décadas. Dadas as actuais políticas e tendências demográficas, é difícil ver que esta tendência se inverta num futuro próximo. Devemos ficar preocupados? Quais são as consequências reais de um aumento tão rápido nos níveis de dívida? E quando é que os impactos negativos se começam a sentir?


Cecchetti, Mohanty e Zampolli, “The real effects of debt”, BIS, Setembro de 2011 

 

 

O economista chefe do Banco de Pagamentos Internacionais (BIS) e dois dos responsáveis pela análise económica na instituição levam mais longe os trabalhos de Rogoff e Reinhart sobre o limite de dívida pública, estimando também limites para as dívidas das empresas e das famílias a partir dos quais o endividamento começa a penalizar o crescimento.

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28 Nov 2011 11:56
Colocado por: Pedro Romano
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O BCE acabará, mais cedo ou mais tarde, por intervir e conter o contágio da crise da dívida periférica. É esta a opinião (quase) consensual dos economistas que hoje escrevem na blogosfera e na imprensa internacional. James Surowiecki já cunhou um nome para a crise actual: "The avoidable crisis", como explica hoje no New Yorker. Além disto, também estamos a ler:

 

2. The euro curse, por Paul Krugman. Suécia e Finlândia têm ambas situações orçamentais estáveis, mas a segunda está a registar custos de financiamento crescentes. Porquê? Krugman avisa: culpa do euro (no The Conscience of a Liberal).

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28 Nov 2011 10:41
Colocado por: Rui Peres Jorge
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Com o projecto de integração europeia a enfrentar uma dura crise existencial, Eduardo Paz Ferreira com Luís Morais, Nuno Cunha Rodrigues e Teresa Moreira marcam esta semana o quarto de século de integração portuguesa (o mesmo número de anos do Instituto Europeu da Faculdade de Direito) com a conferência internacional "25 anos na União Europeia | 25 anos de Instituto Europeu: Onde estamos? Para onde vamos?" 

 

Nos próximos três dias, no auditório da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, discute-se por isso a adesão portuguesa à UE. O rico programa do encontro explora as várias dimensões da integração, questionando o que Portugal sonhou com o projecto europeu e o que efectivamente conseguiu. A par da conferência, Eduardo Paz Ferreira organizou também o lançamento do livro “25 anos na União Europeia – 110 perspectivas”, onde junta dezenas de reflexões sobre que caminho é este que percorrermos há 25 anos, procurando perceber “quais as esperanças que perdemos pelo caminho, as certezas que sedimentamos e as interrogações que colocamos”, lê-se na apresentação do livro feita pelo também presidente do Instituto de Direito Económico, Financeiro e Fiscal.  

 

Desafiados por um amável convite do professor Paz Ferreira para que contribuíssemos para essa reflexão, eu e a Elisabete Miranda fomos perguntar aos portugueses que balanço, afinal, fazem da integração. Bom, na verdade, pedimos emprestadas as perguntas que a Comissão Europeia tem feito aos portugueses nos últimos 25 anos, através do seu eurobarómetro semestral.

 

Partindo da evolução no tempo das respostas a três perguntas fundamentais, auxiliados com indicadores macroeconómicos e com a pesquisa sobre a forma como alguns dos principais momentos da integração foram marcando a agenda política e mediática do último quarto de século, chegámos a “Os portugueses no seu labirinto”, o texto incluído no livro que será publicado esta semana.

 

Trata-se de uma pequena viagem no tempo que reflecte a forma como a a euforia europeia do final dos anos 80 dá hoje lugar ao desalento que dita níveis de insatisfação e descrença nunca antes vistos em Portugal sobre o projecto europeu. Em baixo fica a representação gráfica (e pequenas passagens do texto) de alguns dos indicadores que marcam uma parte importante da nossa análise sobre como é que os portugueses têm sentido a integração portuguesa.

 

“Levando tudo em consideração, acha que Portugal beneficiou da sua participação na União Europeia?"*

 

 

* Pergunta do eurobarómetro da Comissão Europeia Fonte: Comissão Europeia

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25 Nov 2011 12:32
Colocado por: Pedro Romano
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É assim que a chanceler alemã tem "enquadrado" propostas de estímulos orçamentais na Zona Euro. Contudo, é precisamente isto que David Andolfatto propõe para os Estados Unidos. O argumento tem lógica: as taxas de juro "absurdamente" baixas que o Govero americano tem de pagar para emitir títulos de dívida sinalizam uma grande procura por obrigações deste género, e fazem subir a taxa de rentabilidade real dos investimentos financiados por dívida pública. O economista da Reserva Federal pergunta: será que não é possível encontrar projectos que tenham um retorno superior aos 1,8% de juros nominais exigidos ao Estado americano, e ao mesmo tempo fornecer ao mercado títulos altamente desejados? (no MacroMania). Além disto, também estamos a ler:

 

2. ULC and trade deficits, por Francesco Franco. Os Custos Unitários do Trabalho (CUT) estão no centro do alegado problema de competitividade das economias periféricas, mas são um indicador muito agregado. Num post no The Portuguese Economy, o professor da Universidade Nova mostra que os custos unitários da indústria manufactureira são um melhor "proxy" para captar os problemas de competitividade.

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24 Nov 2011 13:44
Colocado por: Pedro Romano
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O ensino vocacional, por oposição ao ensino universitário mais "clássico", visa dotar os alunos de um ajustamento mais fácil às condições específicas do mercado laboral. Em vez de dotar os jovens de competências genéricas que terão de ser trabalhadas no local de trabalho específico, o ensino voacional promove um "fine-tuning" àquilo que é hoje requerido pelos empregadores.

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24 Nov 2011 13:13
Colocado por: Pedro Romano
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Não é só na Grécia que a austeridade está a ter dificuldades em colocar as contas em ordem. Chris Dillow faz as contas para o Reino Unido e mostra como as coisas também não estão a correr muito bem em terras de Sua Majestade. O blogger britânico descarta também os argumentos invocados pelo ministro das Finanças George Osborne (no Stumbling and Mumbling). Para além disto, também estamos a ler:

 

2. Does Europe have a Korean option? por Simon Johnson. O antigo economista-chefe do FMI - e um dos que previu que Portugal seria também arrastado para a ajuda externa - fala das soluções europeias para a crise e defende que, com ou sem reformas estruturais, a desvalorização do euro poderá ser a solução de último recurso (no Project Syndicate).

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23 Nov 2011 18:10
Colocado por: Pedro Romano
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Q: Is it a good time to become an economist? A: Absolutely. Economics has never been in a worse state. This is unfortunate for humanity but fortunate for you. Autor: o microeconomista Ariel Rubinstein, num artigo em que explica aos mais jovens como escolher...

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21 Nov 2011 14:32
Colocado por: Rui Peres Jorge
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Parlamento Português Fonte: Mario Proenca/Bloomberg  

 

 

O diagnóstico  e o receituário da Troika continuam equivocados,  focando o défice interno em vez do défice externo, a má governação dos devedores em vez das práticas de crédito fácil, para não dizer predador, dos credores.

 

Mariana Abrantes de Sousa, em PPP Lusofonia

 


O enquadramento de políticas postas em prática através de programas de ajustamento da UE/FMI é, na minha perspectiva, inconsistente e perigoso. A crise da dívida soberana europeia é, na verdade, uma crise da balança de pagamentos e de dívida externa

 

Ricardo Cabral, numa audiência no Parlamento Europeu (17 Out.)

 

 

A implementação do programa de ajustamento português vai de vento em popa, com mais uma aprovação na avaliação de sexta-feira. O Governo recebeu elogios e vinca que quer ir até mais longe que troika. O PS apoia em linhas gerais o memorando de entendimento – que nasceu de resto com o seu acordo – afastando assim Portugal das confusões políticas gregas ou italianas. Estas são boas notícias? Depende. Se o diagnóstico traçado pela troika e consequentes prescrições de política estiverem correctos, então, sim, são boas notícias. São até muito boas notícias. Mas, se, pelo contrário, o diagnóstico e as políticas forem as erradas? Bom, nesse caso, como diz Ricardo Cabral, trata-se de um caminho perigoso.

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21 Nov 2011 12:07
Colocado por: Pedro Romano
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"In order to improve labor cost competitiveness, wages in the private sector should follow the lead taken by the public sector in implementing sustained pay cuts".

 

Troika, no comunicado da segunda revisão do PAEF de Portugal.

 

A redução salarial, que começou por ser apenas para o Estado mas que a troika quer ver generalizada a toda a economia, pode não ser a panaceia para todos os males que se tem referido. O impacto de um corte no sector privado, em particular, parece estar longe de ser tão eficaz para atingir os objectivos como um corte no sector público. Vejamos cada caso.

 

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21 Nov 2011 7:07
Colocado por: Rui Peres Jorge
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Os líderes económicos europeus (trocando Trichet por Draghi, claro): Olli Rehn, Comissário; Jean-Claude Juncker (Eurogrupo); Jean-Claude Trichet (BCE) e Klaus Regling (FEEF) na Polónia a 16 de Setembro. Fonte: Bartek Sadowski/Bloomberg

 

Muito se tem falado sobre a necessidade de uma intervenção mais activa do BCE nos mercados de dívida pública. Em Frankfurt, no entanto, a atitude é de resistência. Por um lado, teme-se que a injecção de liquidez decorrente da compra de obrigações gere mais inflação. Por outro receia-se uma eventual perda de independência face ao poder político e a criação de risco moral. Mas se o debate tem uma dimensão política essencial, há aspectos técnicos fundamentais que são relativamente complexos de analisar. Esta versão "não convencional" da "reacção dos economistas" partilha prós e contras identificados por vários economistas para as intervenções do BCE e do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF).

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18 Nov 2011 17:00
Colocado por: Rui Peres Jorge
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Fonte: BCE, "Cartoon on price stability for schools"

 

As últimas semanas têm sido marcadas por uma pressão crescente sobre o BCE para que intervenha mais activamente nos mercados de dívida pública. O banco central tem resistido, remetendo para os tratados da UE, e especificamente para a sua missão de garantir a estabilidade de preços na Zona Euro. Nunca como neste momento o banco central foi tão pressionado e questionado, apesar de Frankfurt não se poupar a esforços para explicar a sua posição: aqui ficam exemplos "educacionais" que a instituição disponibiliza, com destaque para "o monstro da inflação"...

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18 Nov 2011 15:16
Colocado por: António Larguesa
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Mariano Rajoy fala aos apoiantes numa praça de touros em Valência, Espanha, a 13 de Novembro. Fonte: Denis Doyle/Bloomberg

 

No último dia de campanha, o super-favorito às eleições do próximo domingo em Espanha voltou hoje a apontar a herança socialista de José Rodriguez Zapatero como fonte das medidas difíceis que terá de tomar quando chegar na segunda-feira ao Palácio da Moncloa, em Madrid.

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17 Nov 2011 13:33
Colocado por: Marlene Carriço
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Inauguração do Hospital de Cascais - Dr. José de Almeida, em Fevereiro de 2010. Fonte: Pedro Elias/Negócios 

 

O ministro da Saúde diz que sim. A Ordem, os sindicatos e a oposição lembram um estudo recente da Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS) para dizer que não.

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15 Nov 2011 18:44
Colocado por: Filomena Lança
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Com sorte, são 29 meses. É essa, pelo menos, a média para um processo na justiça cível. Dois anos e meio, portanto, que podem facilmente inflacionar se forem utilizados todos os recursos e outros expedientes delatórios que a Lei portuguesa permite.

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15 Nov 2011 12:44
Colocado por: António Larguesa
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Laranjas amadurecem antes de serem colhidas e transformadas em sumo de laranja numa fábrica em Stann Creek, Belize. Fonte: Chip Chipman/Bloomberg

 

No congresso da CDU alemã, em Leipzig, os seguranças retiraram aos congressistas as laranjas (a cor da campanha do partido) que tinham sido distribuídas à porta do conclave dos democratas-cristãos, para prevenir que fossem usadas como projécteis contra… a líder do próprio partido, Angela Merkel. Um episódio à atenção de Pedro Passos Coelho para futuros congressos do PSD, onde por certo chegará com menor popularidade interna pelo desgaste da governação. Isto se a Europa passar a interessar de verdade às bases do partido e ao eleitorado...

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14 Nov 2011 11:16
Colocado por: Rui Peres Jorge
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A recessão acelerou no terceiro trimestre. As equipas do Núcleo de Estudos de Conjuntura da Economia Portuguesa (NECEP) da Faculdade de Economia da Universidade Católica e dos departamentos de estudos do Montepio e BPI apontam para uma recessão de 1,6% em 2011, melhor que as previsões do Governo e da Comissão Europeia. O Millennium bcp alinha pela mesmo valor.  

 

O NECEP salienta que a recessão não é está a ser tão intensa como se temeu – e se poderia julgar pelos indicadores de confiança disponíveis até agora – devido ao bom desempenho das exportações. Esta é uma análise partilhada por Rui Bernardes Serra, do Montepio, Bárbara Marques do Millennium bcp e e por Paula Carvalho do Banco BPI. Todos concordam que o último trimestre e o arranque de 2012 serão bem mais dificeis, com o BPI a avisar que uma recessão de 3% no próximo ano "será talvez o cenário mais favorável, apontando os riscos em sentido negativo".

  

Nota do editor: No "Reacção dos Economistas" pode ler, sem edição do Negócios, a análise aos principais indicadores económicos pelos gabinetes de estudos do Montepio, Millennium BCP, BPI e NECEP (Universidade Católica), isto sem prejuízo de outras contribuições menos regulares. Esta é parte da "matéria-prima" com que o Negócios trabalha e que agora fica também ao seu dispor. 

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11 Nov 2011 15:20
Colocado por: Rui Peres Jorge
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A inflação disparou este mês com aumento dos preços de energia e gás. Bárbara Marques, do Millennium bcp, explica que electricidade e gás, mas também os medicamentos, contribuem para a inflação homóloga de 4,2% Outubro e evidencia que este valor poderá implicar que a taxa média de inflação de 2011 fique acima dos 3,5%. Para 2012 o aumento de preços poderá ser mais brando, mas não muito: é que os aumentos de impostos indirectos e de outras taxas deverão ditar um aumento de preços novamente significativo.

 

Nota do editor: No "Reacção dos Economistas" pode ler, sem edição do Negócios, a análise aos principais indicadores económicos pelos gabinetes de estudos do Montepio, Millennium BCP, BPI e NECEP (Universidade Católica), isto sem prejuízo de outras contribuições menos regulares. Esta é parte da "matéria-prima" com que o Negócios trabalha e que agora fica também ao seu dispor.  

 

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11 Nov 2011 14:35
Colocado por: Rui Peres Jorge
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O reequilíbrio da economia da economia, afastando-se da sua excessiva dependência da procura interna, está a levar o seu caminho com o programa de ajustamento como pano de fundo

 

Comissão Europeia, previsões de Outono de 2011

 

Uma das características centrais do processo de ajustamento económico em curso passa por uma forte contracção do consumo. Em certa medida, os consumidores são as principais "baixas" nacionais na guerra contra uma crise que pegou numa economia desequilibrada e a arremessou ao chão de forma estrondosa. As últimas previsões (e diagnóstico) da Comissão Europeia são disso um espelho - vários indicadores explicam a maior queda do consumo privado ocorrida democracia.

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10 Nov 2011 19:17
Colocado por: Pedro Romano
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Poul Thomsen (direita), chefe de missão do FMI, e Jurgen Kroeger (esquerda), chefe de missão da Comissão Europeia, na última conferência de imprensa da troika em Lisboa. Fonte: Bruno Simão/Negócios 

 

Será interessante ver o que a troika, e em especial o FMI, dirá acerca da proposta do Governo de trocar a mudança da estrutura fiscal TSU/IVA por um aumento das horas trabalhadas. Desde o início do Programa de Ajustamento Económico e Financeiro (PAEF) que o organismo sediado em Washington tem defendido a "desvalorização fiscal", de maneira a aumentar o crescimento.

 

Mesmo que ambas as medidas permitam aumentar o crescimento, a forma como o fazem é antagónica. O que dirá a troika acerca disto?

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10 Nov 2011 18:58
Colocado por: Pedro Romano
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As propostas para partir a Zona Euro em duas podem parecer (para já?) estranhas, mas a verdade é que desde há algum tempo - e sobretudo nos últimos dois anos - que a união monetária já anda, na prática, a duas velocidades. Uma situação que o gráfico de baixo, publicado pela Comissão Europeia, atesta bem.

 

 

Fonte: Previsões económicas de Outono da Comissão Europeia

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10 Nov 2011 15:33
Colocado por: Catarina Almeida Pereira
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Governo à saída para o almoço, depois primeiro debate de OE. Fonte: Miguel Baltazar, Negócios.

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9 Nov 2011 20:24
Colocado por: Rui Peres Jorge
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Fonte: Wolfgang von Brauchitsch/Bloomberg News, Jean-Claude Juncker, presidente do eurogrupo, numa reunião em 2008

 

Segundo a Reuters, o casal Merkozy estará a discutir a possibilidade de partir a Zona Euro e avançar com uma união monetária a duas velocidades. A opção, ainda que considerada distante pela maioria, tem vindo a merecer atenção crescente nos meios intelectuais. 

 

Como comentava há uns dias um quadro comunitário ao Negócios, uma saída de qualquer país da Zona Euro só acontecerá quando ou os governos do euro, ou o país, ou o BCE concluírem que não têm mesmo outra saída para a crise. As razões são naturalmente políticas, mas também muito práticas: os actuais níveis de endividamento intra Zona Euro (infografia do New York Times a não perder, via Baseline Scenario) implicariam perdas demasiados elevadas e arriscadas. E é por isso que, por enquanto, as fugas de informação de Merkozy parecem mais uma resposta/ameaça à revolta dos devedores que os gregos podem representar, como bem vincou Gros.

 

Ainda, assim, dado o assustador avanço da crise da dívida soberana, que esta semana pôs de joelhos a Itália – com mais dívida que todos os outros periféricos juntos – o cenário de desmoronamento da Zona Euro nunca esteve tão próximo. E com ele têm surgem várias propostas, de natureza muito diferente, para um reforma radical da Zona Euro. Vale a pena olhar para elas.

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9 Nov 2011 19:47
Colocado por: Rui Peres Jorge
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As exportações portuguesas abrandaram o ritmo de crescimento, mas ainda assim avançaram mais de 10% em termos homólogos.  Bárbara Marques, do Millennium bcp, realça que o forte dinamismo das exportações por oposição ao das importações, dará este ano um forte contributo para um reequilíbrio do défice externo e salienta que os destinos fora da UE já explicam 25% das exportações. A economista avisa, contudo, que há algumas nuvens no horizonte que é preciso analisar com cuidados nos próximos meses. Rui Bernardes Serra, do Montepio, diz que apesar da ligeira degradação na frente externa, Setembro registou o mais baixo défice externo desde Julho de 2004. Ambos os economistas esperam um contributo positivo da frente externa para o crescimento da economia no terceiro trimestre.

 

Nota do editor: No "Reacção dos Economistas" pode ler, sem edição do Negócios, a análise aos principais indicadores económicos pelos gabinetes de estudos do Montepio, Millennium BCP, BPI e NECEP (Universidade Católica), isto sem prejuízo de outras contribuições menos regulares. Esta é parte da "matéria-prima" com que o Negócios trabalha e que agora fica também ao seu dispor.  

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9 Nov 2011 16:48
Colocado por: Manuel Esteves
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Não sei em que é que Miró estava a pensar quando pintou este quadro. Na crise da dívida soberana europeia não era de certeza. Mas é dele e das suas coloridas esferas que me lembro quando vejo que o nervosismo dos mercados bateu agora à porta da gigante Itália.

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8 Nov 2011 13:20
Colocado por: António Larguesa
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Fonte: Chris Ratcliffe/Bloomberg, durante a conferência de imprensa do G20 na última quarta-feira

 

O porta-voz do partido de Ângela Merkel para os assuntos económicos defendeu abertamente a demissão do primeiro-ministro italiano, que esta tarde volta a jogar o seu futuro político na arena parlamentar.

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7 Nov 2011 13:00
Colocado por: Pedro Romano
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A crise da Zona Euro não é nova. Na verdade, já "aconteceu" há cerca de 150, nos Estados Unidos. O paralelo histórico é feito em The 19th century lessons for the eurozone crisis management, por Adalbert Winkler (no Vox.eu). O economista argumenta que a situação actual da Europa, em que não há, na prática, um "lender of last resort", era a situação comum nos EUA do século XIX, quando os vários bancos, privados de um banco central (a Fed foi um dos últimos bancos centrais a ser criados), geriam em conjunto as falências do sector, numa espécie de sistema mutualista. Segundo Winkler, os bancos da altura têm algumas lições para os políticos europeus de hoje. Também estamos a ler:

 

2. To end the slump, USA must spend, por Larry Summers. Summers defende um grande projecto de investimento público para os Estados Unidos, sem o qual a crise prolongar-se-á durante mais tempo. Os riscos de inflação são baixos, defende (no MIT News).

 

3. The problem with flat tax fever, por Robert Frank. Um dos mais interessantes microeconomistas do mundo académico ataca a ideia de uma "flat rate" e explica por que é que, apesar disso, o sistema fiscal americano tem de mudar (no New York Times).

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4 Nov 2011 13:34
Colocado por: Rui Peres Jorge
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Harold James, professor em Princeton e no Instituto Europeu de Florença, propõe que pensemos na seguinte proposta: e se a par do euro, permitissemos que a Grécia introduzisse de novo o dracma, permitindo uma desvalorização cambial (ainda que parcial) na economia grega. As duas moedas seriam aceites internacionalmente, mas o dracma valeria menos, e os gregos teriam os seus salários serem pagos em dracmas. Num artigo no Project Syndicate, James escreve "manter um leque de escolha entre moedas num enquadramento tanto nacional como internacional parece estranho e contra-intuitivo. Mas pode ser feito – e de facto já foi – e pode ser notavelmente bem sucedido a satisfazer a grande procura por estabilidade". Vale a pena ler esta perspectiva histórica sobre várias moedas europeias, uma ideia que de resto já apareceu várias vezes nesta crise. Além disso, estamos também a ler:

 

2. Draghi faz diferente de Trichet... (Free exchange)

 

3. ... mas Krugman avisa (aqui e aqui) que não há sinais de mudanças fundamentais em Frankfurt (Conscience of a Liberal)

 

4. Esta não é uma crise de dívida, mas sim uma crise nas instituições importantes do ponto de vista sistémico, analisa Chris Dillow (Stumbling and Mumbling) 

  

5. Uma boa (e preocupada) análise aos juros e às pressões que Espanha e Itália enfrentam (Nada es Gratis

 

6. Europa tem de avançar com obrigações europeias sem risco, defendem no Euro-nomics Markus K. Brunnermeier (Princeton University), Luis Garicano (London School of Economics), Philip R. Lane (Trinity College Dublin), Marco Pagano (University of Naples Federico II), Ricardo Reis (Columbia University), Tano Santos (Columbia University), David Thesmar (Hautes Etudes Commerciales, Paris), Stijn van Nieuwerburgh (NYU), Dimitri Vayanos (London School of Economics). Ricardo Reis explica a proposta num artigo no Dinheiro Vivo.

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3 Nov 2011 11:48
Colocado por: Pedro Romano
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Não contem com um euro estável, é o conselho do economista Ken Rogoff. O antigo economista-chefe do FMI está espantado com a força do moeda única e pesou os argumentos de um lado e do outro: um forte a favor da desvalorização e seis "assim-assim" a favor da valorização. Conclusão: não é líquido que a moeda europeia vá afundar, mas é certo que continuará instável (no Project Syndicate). Além disso, também estamos a ler:

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3 Nov 2011 7:00
Colocado por: Rui Peres Jorge
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O Negócios publicou ontem um trabalho de balanço sobre mandato de Trichet e os desafios que se colocam a Mário Draghi. Amanhã avançaremos com um perfil mais detalhado do italiano que tomou esta semana o controlo do BCE. Dessas pesquisas recuperamos aqui um artigo académico que Draghi assinou em 2002 (com Francesco Giavazzi e Robert Merton), e que lhe veio a dar muitas dores de cabeça quase dez anos depois, quando concorreu à liderança do banco central.

 

Em 2002, Mário Draghi foi contratado pelo Goldman Sachs para um cargo de vice-presidente na divisão internacional do banco (Foi aí colega de António Borges, também vice-presidente no Goldman Sachs Internacional, e que é hoje o homem forte do FMI para a Europa). Alguns meses depois da contratação, o italiano assina um artigo com os dois notáveis académicos, um deles prémio Nobel, no qual defendia o uso de derivados financeiros pelos governos como forma de optimizar a gestão da dívida pública (no NBER e aqui em versão gratuita).

 

Os problemas para Draghi surgiram pelo facto do Goldman Sachs ter sido acusado de fomentar e ajudar a Grécia a esconder o verdadeiro nível da sua dívida pública usando derivados financeiros

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2 Nov 2011 15:03
Colocado por: Manuel Esteves
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O editor de economia do jornal britânico "The Guardian" , que desde o início tem sido crítico do caminho da "crescente austeridade" escolhido pela Europa, vem lembrar que a Grécia, como qualquer devedor,...

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2 Nov 2011 13:01
Colocado por: Pedro Romano
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A Alemanha, que durante as últimas duas décadas não se salientou propriamente por baixas taxas de desemprego, parece estar a passar "entre os pingos da chuva" durante a crise, diminuindo o desemprego de forma assinalável. Michael Burda e Jennifer Hunt explicam, research fellows do CEPR, defendem que o "milagre" alemão não tem que ver com as muito elogiadas práticas laborais, nomeadamente nos acordos de redução de horários de trabalho, mas sim com um evento "não repetível": falta de confiança no período anterior à crise, que tolheu as contratações. Ou seja, o "bom momento" actual resulta apenas de o anterior momento ter sido pior do que seria de esperar. Should we believe the german labour market miracle (no Vox.eu). Além disto, também estamos a ler:

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2 Nov 2011 10:10
Colocado por: Rui Peres Jorge
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Paul De Grauwe, professor na Universidade Católica de Leuven, especialista em economia monetária e uma autoridade na análise da Zona Euro, avalia em entrevista ao Negócios publicada hoje a sucessão no BCE. Não esconde desilusão pelos últimos dois anos de Trichet no combate à crise de dívida soberana e incentiva Draghi a ir mais longe.

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2 Nov 2011 10:10
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentários (7)
 

Nos últimos dias o Negócios publicou uma entrevista a Paul De Grauwe em duas levas: na sexta-feira, o professor da Universidade Católica de Leuven  considerou insuficientes os resultados da Cimeira Europeia da semana passada; e hoje insiste que o BCE tem de dizer que estará disposto a avançar com poder financeiro total e enquanto for preciso". 

 

Apesar de decisões históricas na Europa (impensáveis há dois anos, por exemplo), a crise continua a alastar, com os juros italianos a disparar. Um artigo académico do professor belga publicado em Abril ajuda a perceber o porquê. Paul Krugman diz que gostava de ter sido ele a escrever esse texto que na essência defende que, ao entrar na Zona Euro, um país adopta uma moeda estrangeira, colocando-se numa situação de vulnerabilidade que só é experimentada pelas economias emergentes. Daí a importância do BCE.

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  • Frente a Frente

     

    Deve Portugal reestruturar a sua dívida pública?

     

    Acabou o Frente-a-Frente: os leitores do Negócios dividiram-se pela metade: entre os 1143 votos, 50,5% foram favoráveis à reestruturação defendida por Ricardo Cabral, e 49,5% opuseram-se a tal solução, alinhando com Pedro Rodrigues.
     

    Só no massa monetária, os argumentos foram consultados mais de duas mil vezes, e entre blogue e edição online os leitores ofereceram quase cinco dezenas de comentários. O Massa Monetária agradece aos convidados e a todos os leitores o empenho e os contributos para o debate e a reflexão.

     

    Até breve num outro Frente-a-Frente

 

Caderno de Encargos

O “massa monetária” é um espaço de análise de Economia e políticas públicas. Esta é mais uma porta de relacionamento com os nossos leitores, a qual será construída de reflexões e comentários dos jornalistas da casa e da comunidade Negócios. Todos são bem vindos ao debate construtivo.

 

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