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Janeiro 2012 -Posts

31 Jan 2012 11:48
Colocado por: Pedro Romano
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Parece de propósito, mas não é. O Congressional Budget Office dos EUA fez um estudo que replica aquilo que o Banco de Portugal fez para Portugal: uma comparação exaustiva de salários entre sector público e privado, controlando variáveis como anos de escolaridade, experiência e localização geográfica. Lá, como cá, as conclusões apontam no sentido de um prémio substancial no sector público, que ronda os 20%. Sobre o estudo do BdP, que foi recentemente "revisitado" através de uma abordagem mais fina, já escrevemos aqui. Além disso, também estamos a ler:

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30 Jan 2012 18:50
Colocado por: Marlene Carriço
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O apelo foi lançado ontem à noite pelo professor e ex-líder social-democrata, Marcelo Rebelo de Sousa, na sequência das notícias do fim-de-semana que davam conta de uma discordância entre o Presidente da República e o primeiro-ministro. Notícias essas com base em alegados cavaquistas não identificados.

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26 Jan 2012 13:16
Colocado por: Rui Peres Jorge
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Vítor Gaspar, a 14 de Julho, quando anunciou a sobretaxa de IRS e a antecipação do aumento do IVA sobre a energia Fonte: Mário Proença/Bloomberg

 

A curva de Laffer é um dos termos preferidos e mais polémicos no debate económico. A ideia teórica é intuitiva: taxas mais elevadas de imposto rendem mais receita apenas até um determinado ponto. Isto porque há um momento a partir do qual um aumento das taxas gera perda de receita fiscal, devido a maior evasão e ao estrangulamento da economia. Não é assim de estranhar que sempre que há um aumento da pressão fiscal sobre a economia, o debate sobre se arriscamos passar esse ponto teórico retorne – normalmente alimentado pelos que mais receiam o excessivo peso da carga fiscal e para irritação dos que defendem um papel importante do Estado na provisão de serviços públicos.

 

Mas esta semana no Parlamento aconteceu algo pouco frequente: perante os últimos dados de execução orçamental, direita e esquerda admitiram implicitamente esse risco. E o governo não o afastou. Os maus resultados em termos de receita de IVA e de contribuições sociais no final do ano fazem temer o pior. E podem ajudar a perceber o que levou Gaspar a desafiar o Banco de Portugal e a troika (o FMI em particular) nas várias propostas de desvalorização fiscal. 

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24 Jan 2012 14:30
Colocado por: Rui Peres Jorge
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Pôr do Sol em Lisboa em Novembro Fonte: Mário Proença/Bloomberg 

 

As más notícias para Portugal correm o mundo. A manter-se o rumo da economia europeia e das políticas económicas que vêm sendo seguidas parece cada vez mais provável que Portugal se veja forçado a adoptar medidas de austeridade adicionais e a avançar com um plano de reestruturação da sua dívida.  

 

Ontem, em artigo de opinião aqui no Negócios  – uma novidade onde me arriscarei com posições mais subjectivas e pessoais que as dos textos que publicamos aqui no massa monetária –, defendi a urgência de uma análise independente à sustentabilidade das contas públicas, sublinhei o risco de Portugal se ver, em breve, na situação grega e de ser por isso necessário debater e preparar o cenário de uma reestruturação da sua dívida. Hoje, o Wall Street Journal escreve que os mesmos banqueiros que estão a negociar com a Grécia duvidam do plano de ajustamento nacional (especificamente na capacidade de Portugal regressar ao mercado em 2013 a preços sustentáveis) e pensam que um segundo "bailout" é inevitável. O WSJ cita ainda analistas que dizem não ter dúvidas sobre a necessidade de uma reestruturação. Este é um cenário também dado como provável por dois economistas que se têm destacado na análise da crise europeia. Simon Johnson (ex-economista-chefe do FMI) e Peter Boone deixam ainda um outro diagnóstico: Portugal (e os outros periféricos) vai precisar de muita mais austeridade. Aqui ficam os principais excertos dos dois textos.

 

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24 Jan 2012 13:20
Colocado por: Rui Peres Jorge
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Se, durante anos, os mercados erraram sistematicamente na avaliação do prémio de risco das obrigações soberanas na área do euro – atribuindo o mesmo risco à Grécia e à Alemanha – porque é que agora se acha que os mercados estão a avaliar de forma correcta o risco no mercado? A pergunta é de Paul De Grauwe  e Yuemei Ji, num artigo publicado no VoxEU.org, onde os dois economistas dão também a resposta: os mercados, em modo de histeria, estão, na verdade, a avaliar mal o risco soberano no euro, e os políticos têm de levar isso em conta nas suas políticas. É por isso essencial que a par com medidas de redução do peso da dívida, a Europa avance com medidas de estímulo monetário e de contenção orçamental. Além disto, estamos também a ler:  

 

2. Carlos Tavares contra Carlos Costa no corte de salários (Negócios)

 

3. Uma proposta de solução para a segmentação do mercado de trabalho espanhol (VoxEU.org)

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23 Jan 2012 12:38
Colocado por: Rui Peres Jorge
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Um início de semana quente em Espanha. Hoje pela manhã duas más notícias: por um lado o banco central apontou para uma contracção do PIB de 1,5% este ano, por outro o FMI vê mesmo risco de insolvência no País. Rajoy continua comprometido com mais medidas de austeridade, mas pode adiá-las para depois das eleições regionais de Março. As palavras de Lagarde, pedindo um reforço dos fundos europeus, estão a percorrer o mundo, sinalizando uma preocupação crescente do FMI com a situação europeia. Simon Johnson e Peter Boone dizem que podem ser precisos 5 biliões de euros. O enfoque sobre as dificuldades espanholas surgem no dia em que os ministros das Finanças do euro se reunem para analisar a crise europeia com dois outros temas quentes: o apcto orçamental e a reestruturação da dívida grega. Sobre o primeiro ponto, já não há muitas duvidas. Já sobre a redução da dívida grega, as negociações seguem, com os credores a endurecer o discurso. Além disto, estamos também a ler:

 

2. Depois de vários episódios fiscais polémicos, Mitt Romney vai tornar publica a sua declaração de rendimentos (The Caucus)

 

3. Precisa de um hacker? Não é assim tão difícil de encontrar, com endereço electrónico e tudo (Wall Street Journal)

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20 Jan 2012 18:46
Colocado por: Marlene Carriço
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“A ambição que temos quando se constrói um hospital é que todos sejamos iguais no acesso à Saúde”

José Sócrates, 12.01.2010, no lançamento da primeira pedra do novo Hospital de Loures

 

Há dois anos, no lançamento da pedra do novo Hospital de Loures o então primeiro-ministro, José Sócrates, falou da importância da construção desta unidade hospitalar, questionando várias vezes o motivo de o “quinto concelho do país” ter demorado tantos anos a ter um hospital.  

 

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20 Jan 2012 18:29
Colocado por: Pedro Romano
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Nas patentes, pelo menos, é isso que parece. Em 2011, o número de patentes europeias registadas cresceu 17% face ao ano anterior, bem acima da média (2,6%). Os dados, que não tiveram grande eco na comunicação social, podem ser consultados via este link. Copiamos a tabela em baixo.

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20 Jan 2012 12:31
Colocado por: Pedro Romano
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O Banco de Portugal revisitou o polémico tema do diferencial de salários entre sector público e sector privado. Apesar de o assunto ter passado mais ou menos despercebido aos radares da comunicação social, é interessante analisar com atenção o estudo publicado no Boletim Económico de Inverno. As conclusões diferem substancialmente das que foram avançadas num estudo semelhante, de 2009 - o artigo em que o Governo se baseou para defender o corte de subsídios de Férias e de Natal na Função Pública.

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19 Jan 2012 12:10
Colocado por: Elisabete Miranda
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A campanha do republicano Mitt Romney está a ser marcada por vários tropeções tributários. Primeiro, as suas propostas fiscais sofreram críticas violentas pelo facto de aprofundarem a desigualdade da distribuição do rendimento nos EUA, um país onde já há multimilionários como Warren Buffet a reconhecerem que pagam poucos impostos. Depois, veio a revelação de que, apesar de ser detentor de uma vasta fortuna pessoal, uma das maiores que algum candidato presidencial alguma vez exibiu, suportou uma taxa média de tributação de… 15%. Agora, chega a notícia de que distribui a sua fortuna por diversos fundos sedeados no offshore das Ilhas Caimão. Perante isto, há já quem sugira que o candidato encerra em si os vários vícios norte-americanos. Além disto, também estamos a ler:

  

2. Dinamarca ensaia escolas sem livros (Wall Street Journal)

  

3. Draghi no twitter? (Alphaville) 

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18 Jan 2012 12:26
Colocado por: Rui Peres Jorge
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Vítor Gaspar, ministro das Finanças, e Carlos Costa, governador do Banco de Portugal Fonte: Miguel Baltazar/Negócios

 

É muito provável que o Banco de Portugal nunca tenha tido tanto poder sobre a política económica nacional. Além do seu papel directo na execução do programa de ajustamento – como banco central português e membro do Eurosistema e representante de Portugal no FMI – o Banco de Portugal tem um peso inédito no Terreiro do Paço. Como demos conta no Negócios, vários lugares chave do Ministério das Finanças são ocupados por quadros do banco central. Ministro e o seu chefe de gabinete, dois secretários de Estado, vários adjuntos e uma destacada consultora (paga pelo Banco de Portugal) vêm da Almirante Reis e lá regressarão após o desempenho das funções governativas. Não há memória de uma tal relação simbiótica entre Ministério das Finanças e Banco de Portugal, a qual se tem traduzido também na adopção de posições desejadas pelo banco. Poder-se-ia até falar num Ministério de Portugal.

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17 Jan 2012 15:39
Colocado por: Pedro Romano
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Segundo um estudo recente da Faculdade de Economia da Universidade do Porto, a economia não observada em Portugal pode representar até um quarto do Produto Interno Bruto (PIB). O Índice de Economia Não Registada (IENR) aponta...

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17 Jan 2012 12:22
Colocado por: Pedro Romano
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Martin Feldstein escreve no Project Syndicate acerca do plano europeu para monitorizar os défices estruturais, limitando os saldos negativos a 0,5% do PIB. O título da peça era "How to Create a Depression". A Grécia, cuja economia deve perder mais de 12% do seu volume em apenas quatro anos, é o exemplo mais claro. E em Portugal?

 

Um dado revelador é a evolução do investimento (formação bruta de capital fixo) nos últimos anos, que não tem parado de cair. Mas os números ficam ainda mais curiosos quando à acumulação anual de investimento (o fluxo que se acrescenta ao stock já existente) é deduzida a depreciação do capital existente (o chamado consumo de capital fixo). O saldo líquido, medido em percentagem do PIB, tem evoluído mais ou menos desta forma.

 

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17 Jan 2012 11:39
Colocado por: Rui Peres Jorge
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Os desenvolvimentos dos últimos dias têm sido assustadores, com a estratégia de austeridade pan-europeia a alarmar cada vez mais especialistas. Uma preocupação que o corte da S&P veio apenas confirmar (duas análises interessantes no Free Exchange, um dando conta dos problemas de diagnóstico da crise pelos líderes europeus, o outro admitindo que a Europa pode estar a caminho de um novo equilíbrio em termos de ratings). Martin Feldstein, economista liberal norte-americano, frisa que a aplicação das regras orçamentais pensadas no "pacto orçamental europeu" podem por a Europa a caminho da depressão. Herman Von Rompuy, presidente do Conselho Europeu, defende as medidas já implementadas, mas avisa que a Europa precisa urgentemente de uma estratégia de crescimento. Além disto, estamos também a ler

 

2. Os grandes números dos resgates (EFSF, na Zona Euro e TARP, nos EUA) que afinal são mais pequenos, por António Fatas (Antonio Fatas e Ilian Mihov)

 

3. Precisamos de inflação para salvar o mundo, escrevem Menzie Chinn (Foreign Policy)

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16 Jan 2012 12:00
Colocado por: Pedro Romano
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... Ou, se quiser discutir, talvez deva ler primeiro este post de Noah Smith. "Sete princípios para discutir com economistas" é uma lista hilariante de falácias recorrentes e argumentos dúbios que demasiadas vezes...

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13 Jan 2012 15:03
Colocado por: Pedro Romano
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Pode parecer uma piada de mau gosto, mas esta parece ter sido mesmo a atitude que vigorou na própria Reserva Federal até ao final do mandato de Alan Greenspan. A Fed revelou esta semana as minutas dos encontros e o Washington Post analisou...

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12 Jan 2012 16:44
Colocado por: Rui Peres Jorge
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Fonte: semanário Oggi

 

A fotografia de Mario Draghi, em Roma, ao volante de um pequeno utilitário, sem cinto e a falar ao telemóvel correu o mundo. As fotos são do semanário Oggi, que tem mesmo uma fotogaleria do presidente do BCE.

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12 Jan 2012 12:24
Colocado por: Pedro Romano
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Podem os Estados Unidos e a Europa replicar a década perdida do Japão? Os ingredientes parecem reunidos: choque na bolsa, bancos moribundos e política monetária a "perder tracção". Com um pequeno senão: a famosa "década perdida" pode não passar de um mito. Este é o tema que reúne hoje a atenção da blogosfera, na sequência de um artigo publicado por New York Times por Eamonn Fingleton. The myth of Japan's failure mostra como os níveis de vida têm vindo a subir, a taxa de desemprego é baixíssima para os padrões europeus e a produtividade cresceu, durante a última década, bem acima da americana. As reacções vieram de Paul Krugman (Japan, reconsidered), Noah Smith (Japan had one lost decade, but not two) e Dean Baker (The Japan Story). Além disto, também estamos a ler.

 

2. Europe's vicious spirals, por Barry Eichengreen. Ou: por que é que o BCE terá de embarcar num programa de quantitative easing e o Estado Social será um pilar essencial, e não um alvo a abater, na travessia que se avizinha (no Project Syndicate).

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12 Jan 2012 11:19
Colocado por: Catarina Almeida Pereira
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“Um dos produtos mais emblemáticos de Portugal é o pastel de nata e, apesar do seu sucesso, porque é que não conseguimos exportá-lo?”, questionou hoje o ministro da Economia.

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11 Jan 2012 16:59
Colocado por: Rui Peres Jorge
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A inflação de 2011 foi a mais elevada desde 2002. José Miguel Moreira, do Montepio, explica que energia, transportes foram as classes que mais contribuiram para a inflação de 3,7% registada no ano passado. Este ano deverá ficar apenas ligeiramente mais baixa.      

   

Nota do editor: No "Reacção dos Economistas" pode ler, sem edição do Negócios, a análise aos principais indicadores económicos pelos gabinetes de estudos do Montepio, Millennium BCP, BPI e NECEP (Universidade Católica), isto sem prejuízo de outras contribuições menos regulares. Esta é parte da "matéria-prima" com que o Negócios trabalha e que agora fica também ao seu dispor.  

 

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11 Jan 2012 11:52
Colocado por: Rui Peres Jorge
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Pedro Passos Coelho numa conferência de imprensa em Berlim, em Setembro de 2011 Fonte: Michele Tantussi/Bloomberg 

 

O dia está marcado por um alegado choque entre o Banco de Portugal e o ministério das Finanças relativo à necessidade de mais medidas de austeridade em 2012, um choque que é difícil encontrar na comparação entre as declarações ontem de Vítor Gaspar e o que está escrito no Boletim Económico do Banco de Portugal: Banco e Governo reconhecem que são precisas medidas em 2012 para compensar aumento de despesa com fundos de pensões. E Gaspar diz que serão receitas extraordinárias (concessão de jogo e venda de imobiliário).

 

Mas no boletim há, de facto, um choque entre Governo e Banco de Portugal: prende-se com a falta de uma política articulada de reformas estruturais que garantam o crescimento da economia a médio prazo. É a retoma que está em causa, avisam. Aqui fica uma leitura comentada aos avisos do boletim.

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11 Jan 2012 11:24
Colocado por: Rui Peres Jorge
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Carlos Costa (Banco de Portugal) com Christine Lagarde (directora-geral do FMI) em Lisboa, em junho, quando Lagarde visitou Lisboa em campanha para a liderança do fundo Fonte: Mario Proenca/Bloomberg  

 

Como o Negócios avançou na segunda-feira o Banco de Portugal passará ao lado dos cortes dos 13º e 14º meses aplicados à restante Administração Pública. Como explicámos aqui, uma das bases legais para a austeridade adaptada é a independência do banco central, sublinhada num parecer de opinião do BCE, de 2010. O Banco de Portugal veio ontem confirmar a notícia, justificando a opção com a independência do banco central, com o trabalho acrescido dos seus quadros no contexto do programa de ajustamento, e com o facto de não depender do Orçamento do Estado. A informação que forneceu não permite comparações directas, nem com a restante AP, nem mesmo com o ano passado no Banco de Portugal. Mas do que é possível perceber, parece razoável concluir que descrição mais correcta para a política de austeridade aplicada no BdP, não é a de austeridade adaptada, , como referimos esta semana, mas antes a de austeridade mitigada 

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9 Jan 2012 15:38
Colocado por: Elisabete Miranda
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Em Abril de 2010, durante o XXXIII congresso do PSD, Pedro Passos Coelho garantia querer "acabar com a promiscuidade entre a esfera pública e privada". 

 

No discurso que proferiu no encerramento do encontro, deixou a promessa sobre o que se poderia esperar da sua actuação, caso chegasse ao almejado cargo de primeiro-ministro: "Nós queremos o Estado fora dos negócios. Nós não queremos um Estado que apoie algumas empresas e não outras. Nós não queremos um Estado que manda na Administração e, por via indirecta, que ainda nomeia gestores de empresas privadas e que discute ao longo das semanas nas páginas dos jornais quem são os senhores ex-ministros que podem por essa via ser nomeados presidentes de empresas privadas".

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9 Jan 2012 12:24
Colocado por: Pedro Romano
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Capitalismo em crise é o mote para o debate promovido pelo Financial Times. O primeiro artigo foi publicado hoje e é assinado pelo académico Larry Summers. Current woes call for smart reinvention, not destruction pede reformas nas áreas da saúde e da educação mas frisa também que uma grande parte dos problemas actuais poderiam ser resolvido com a mistura apropriada de políticas monetária e orçamental.

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9 Jan 2012 10:00
Colocado por: Rui Peres Jorge
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Carlos Costa (Banco de Portugal) com Christine Lagarde (directora-geral do FMI) em Lisboa, em junho, quando Lagarde visitou Lisboa em campanha para a liderança do fundo Fonte: Mario Proenca/Bloomberg  

 

Pelo segundo ano consecutivo o Banco de Portugal decidiu adaptar as regras de austeridade aplicadas à restante Administração Pública, noticia o Negócios. Questionada, a instituição lidera por Carlos Costa não explicou porque não aplicará este ano o corte do 13º e 14º meses salariais, como acontecerá em toda a Administração Pública, incluindo os restantes reguladores. Do lado ministério das Finanças também não foram dadas explicações e Vítor Gaspar, ele próprio vindo do BdP, afirmou em Outubro que não forçaria quaisquer cortes. Mas, afinal, o que vai acontecer no BdP, e porque é que o Banco pode ser excepção?

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6 Jan 2012 12:25
Colocado por: Pedro Romano
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... E adopta um "inflation target", segundo o Wall Street Journal. Segundo o jornal americano, que cita o o presidente da Reserva Federal de St. Louis, a Fed deverá nos próximos tempos apresentar uma meta formal para a inflação a tentar atingir, bem como uma taxa natural de desemprego, abaixo da qual se considera que há pressões inflacionistas. Na prática, desde há algum tempo que se assumia implicitamente que a Fed fazia mira aos 2% que o Banco Central Europeu tenta atingir, mas sempre houve dúvidas em relação à desejabilidade de tornar explícita uma meta deste género. Além disso, também estamos a ler:

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6 Jan 2012 12:02
Colocado por: Pedro Romano
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A emigração está na ordem do dia. Seja de trabalhadores, como foi recentemente sugerido pelo primeiro-ministro, Passos Coelho, seja de capitais (veja-se o caso da família Soares dos Santos). Mas a escolha de um novo local para assentar arraiais é importante e exige ponderação. Finalmente, a OCDE veio agora facilitar a escolha a quem está a pensar mudar de país.

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6 Jan 2012 11:59
Colocado por: Pedro Romano
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Como é que as grandes questões económicas são discutidas entre académicos de topo? Com dúvidas, humor e muitos smiles. Pelo menos, é o que se depreende de uma troca de e-mails - que agora foi tornada pública - entre o teórico dos mercados eficientes, Eugene Fama, e alguns ex-alunos.

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6 Jan 2012 7:00
Colocado por: Rui Peres Jorge
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Durante esta primeira semana de Janeiro o massa monetária publicou as perspectivas para 2012 de mais uma dezena de economistas e especialistas em áreas económicas e financeiras. Tratam-se dos comentários que incluíram nas respostas ao inquérito anual que o Negócios lançou mais uma vez, e com o qual procurou perspectivar o que poderá vir a ser o ano que agora tem início. 

 

Poderá assim ler no blogue do Negócios as opiniões de Octávio Teixeira, Bagão Félix, Pedro Lains, Miguel Frasquilho, Sandro Mendonça, Pedro Bação, Emanuel Reis Leão, Pedro Cassiano Santos, Miguel St. Aubyn, Cristina Casalinho, Pedro Rodrigues, Mariana Abrantes de Sousa e Nuno de Sousa Pereira.

 

A terminar a sequência estão as opiniões de Mariana Abrantes de Sousa, economistas e consultora financeira, que avisa que o desafio principal para Portugal tem de ser vingar no mercado exportador: "Ou exportamos mais bens e serviços… ou exportamos pessoas", avisa; e de Pedro Cassiano Santos, advogado na Vieira de Almeida e especialista em questões financeiras, espera que 2012 seja difícil, mas que seja também o ano em que se verá "uma luz ao fundo do túnel".  

 

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5 Jan 2012 13:17
Colocado por: Rui Peres Jorge
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O mundo muda muito depressa, habituámo-nos a ouvir. E de facto muda tão depressa que quem já não sentiu que muitos dos indicadores económicos que são publicados chegam atrasados. Como se podem tomar decisões com dados que dizem respeito a semanas, por vezes meses antes? Os institutos de estatística tentam fazer o seu melhor. Os investidores procuram cada sinal. E os investigadores pesquisam novas medidas. E é nessa frente que a internet pode ajudar. Escreve Rebecca Hellerstein da Fed de Nova Iorque: "Recent academic research suggests that counts of Internet searches for certain words or phrases can predict some macroeconomic data releases. In this post, we show that Internet search counts can also predict some financial market data releases, as well as future price movements in some financial markets". Além disto, estamos também a ler:

 

2. Alguém diga aos alemães: a compra de obrigações não cria inflação (The Business Insider)

 

3. Nada mau... grandes bancos norte-americanos a caminho de um aumento de lucro de 57% em 2012 (The Big Picture)

 

4. A crise e blogosfera abrem a porta às correntes heterodoxas da economia (The Economist)

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5 Jan 2012 11:58
Colocado por: Pedro Romano
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A economia americana voltou a crescer como antes. Mas com um nível de PIB muito mais baixo.

 

 

 

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5 Jan 2012 7:00
Colocado por: Rui Peres Jorge
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Na primeira semana de Janeiro o massa monetária publica as perspectivas para 2012 de mais uma dezena de economistas e especialistas em áreas económicas e financeiras. Tratam-se dos comentários que incluíram nas respostas ao inquérito anual que o Negócios lançou mais uma vez, e com o qual procurou perspectivar o que poderá vir a ser o ano que agora tem início. 

 

Poderá ler no blogue do Negócios as opiniões de Octávio Teixeira, Bagão Félix, Pedro Lains, Miguel Frasquilho, Sandro Mendonça, Pedro Bação, Emanuel Reis Leão, Pedro Cassiano Santos, Miguel St. Aubyn, Cristina Casalinho, Pedro Rodrigues, Mariana Abrantes de Sousa e Nuno de Sousa Pereira.

 

Hoje, Cristina Casalinho, economista-chefe do Banco BPI, quantifica o enorme desafio que o País enfrenta: "Portugal terá de fazer o maior ajustamento de procura doméstica com que se defrontou nos últimos dois séculos", diz, avisando que para o sucesso será necessário o empenho de famílias, empresas e Estado. Pedro Rodrigues, economista e professor no ISCSP considera que o "ano correrá melhor que o esperado", e admite que Portugal consiga estender o prazo do seu ajustamento orçamental. Para isso, a execução do primeiro semestre de 2012, conhecida pela altura do verão, será essencial.

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4 Jan 2012 15:06
Colocado por: Elisabete Miranda
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Falar dos impactos fiscais de uma deslocalização de um grupo como o da família Soares dos Santos sem conhecer concretamente as suas intenções ao nível da reestruturação societária e dos seus planos de negócio futuros é um arriscado exercício de especulação científica.

 

Contudo, com o que se sabe até ao momento, não estaremos perante a típica situação de eliminação da dupla tributação económica em IRC, uma questão que recentemente foi alvo de um despacho do secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, e que tem sido aduzida como a mais óbvia das razões para esta deslocalização.

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4 Jan 2012 12:42
Colocado por: Rui Peres Jorge
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Porto de Reykjavikna Islândia em Setembro de 2011 Fonte: Paul Taggart/Bloomberg

 

Há uns dias publicámos no Negócios um trabalho sobre o anunciado empobrecimento português comparando a evolução de algumas das principais variáveis económicas com as registados nos outros países que experimentarem desvalorizações internas (Irlanda, Grécia, Letónia e Islândia, esta última registou também desvalorização cambial).

 

A principal conclusão era a de que Portugal só está a iniciar a sua fase descendente. Uma segunda reflexão importante, partilhada por João César das Neves e Pedro Rodrigues, é a de que Portugal não deverá sofrer um ajustamento com a mesma violência. Finalmente, explicava-se a desvalorização interna, e fazia-se uma comparação com as restantes economias, para um conclusão incipiente:a Islândia, que optou por uma desvalorização cambial, teria conseguido, apesar de tudo, um bom resultado. Especialmente se comparada, por exemplo, com a Letónia, que podia desvalorizar o câmbio, mas não o fez.

 

Um estudo publicado por Zslot Darvas, no Bruegel, analisa de forma profunda e mais abrangente os casos da Irlanda, Letónia e Islândia - os países das grandes crises bancárias, para concluir que a Islândia escolher o "mix de política correcto", de onde se destaca a desvalorização cambial e resolução imediata de bancos faltosos.

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4 Jan 2012 12:22
Colocado por: Rui Peres Jorge
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Há números que de facto contam. Este ano, apenas em dívida que chega à maturidade, as maiores economias do mundo vão precisar de 7,6 biliões de dólares (triliões em métrica anglosaxónica). Deste montante, três biliões vão para o Japão e 2,8 biliões para os EUA. França, Alemanha e Itália somam mais de um bilião. A este montante juntar-se-ão os défices orçamentais do ano, vincam analistas ouvidos pela Bloomberg.

 

Portugal está relativamente protegido devido à assistência internacional. Mas a Zona Euro, como um todo, somando défices e refinanciamentos, precisa de 1,56 biliões de euros... ou 2.000.000.000.000 de dólares:

 

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4 Jan 2012 12:13
Colocado por: Pedro Romano
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Só interessam os impostos e a despesa. Esta é pelo menos a opinião de Antonio Fatas e Ilian Mihov, num artigo publicado no Global Economy. A opinião vem na sequência de um longo (e técnico) debate da blogosférica...

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4 Jan 2012 7:00
Colocado por: Rui Peres Jorge
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Na primeira semana de Janeiro o massa monetária publica as perspectivas para 2012 de mais uma dezena de economistas e especialistas em áreas económicas e financeiras. Tratam-se dos comentários que incluíram nas respostas ao inquérito anual que o Negócios lançou mais uma vez, e com o qual procurou perspectivar o que poderá vir a ser o ano que agora tem início. 

 

Poderá ler no blogue do Negócios as opiniões de Octávio Teixeira, Bagão Félix, Pedro Lains, Miguel Frasquilho, Sandro Mendonça, Pedro Bação, Emanuel Reis Leão, Pedro Cassiano Santos, Miguel St. Aubyn, Cristina Casalinho, Pedro Rodrigues, Mariana Abrantes de Sousa e Nuno de Sousa Pereira.

 

Hoje, Pedro Bação (Universidade de Coimbra) não esconde preocupação e não exclui um desmembramento da Zona Euro, considerando que no curto prazo o melhor resultado para Portugal seria cumprir o plano da troika e assim conseguir “negociar um prazo mais alargado para reduzir o défice público, o que implicaria um aumento do valor do empréstimo”. Emanuel Reis Leão (ISCTE) coloca a tónica nos planos de refinanciamento europeus: são “o factor decisivo” diz. Finalmente Nuno de Sousa Pereira (EGP) avisa que as dificuldades do ano exigem “lideranças fortes e capazes de apresentarem projectos mobilizadores”.   

 

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3 Jan 2012 14:03
Colocado por: Rui Peres Jorge
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Lisboa no final de Novembro de 2011 Fonte: Mário Proença/Bloomberg 

 

Foi através de Pedro Lains que cheguei ao estudo, os Ladrões de Bicicletas deram conta dele dias depois e ontem, quando já trabalhava o tema, numa coincidência que afirmou a sua inevitabilidade, entrou-me na caixa de correio um artigo do Financial Times sobre o assunto: Portugal, o país mais desigual da Europa, foi aquele onde a austeridade aplicada pelo Governo foi mais regressiva em termos de distribuição de rendimentos. Ou, dito de outra forma: Portugal é o único país onde a austeridade exigiu mais aos mais pobres.

 

Como o anterior, o actual Governo garante que está apostado em garantir a equidade na austeridade . Veremos. Perante o diagnóstico e o conhecimento científico disponível, não há desculpa para a desigualdade na austeridade. 

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3 Jan 2012 11:25
Colocado por: Pedro Romano
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A Economist reuniu em imagens nove gráficos que sintetizam o turbilhão de 2011. A economia domina: dívida pública, taxas de juro, taxas de câmbio e financiamento do BCE. Os números do ano, que falam por si, arriscam...

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3 Jan 2012 7:00
Colocado por: Rui Peres Jorge
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Na primeira semana de Janeiro o massa monetária publica as perspectivas para 2012 de mais uma dezena de economistas e especialistas em áreas económicas e financeiras. Tratam-se dos comentários que incluiram nas respostas ao inquérito anual que o Negócios lançou mais uma vez, e com o qual procurou perspectivar o que poderá vir a ser o ano que agora tem início. 

 

Poderá ler no blogue do Negócios as opiniões de Octávio Teixeira, Bagão Félix, Pedro Lains, Miguel Frasquilho, Sandro Mendonça, Pedro Bação, Emanuel Reis Leão, Pedro Cassiano Santos, Miguel St. Aubyn, Cristina Casalinho, Pedro Rodrigues, Mariana Abrantes de Sousa e Nuno de Sousa Pereira.

 

Hoje, Miguel Frasquilho analisa 2012 avisando que "o ano poderá ser pior do que o antecipado na Zona Euro – o que se deverá, sobretudo, à falta de liderança política e à erosão da confiança dos investidores", não vendo outra saída que não uma intervenção mais profunda do BCE. Quanto a Portugal admite que seja possível renegociar o pacote de ajustamento; Sandro Mendonça, economista e professor no ISCTE, considera que "é tempo de reconhecer que há algo de radicalmente disfuncional do sistema económico" e identifica os principais riscos que pendem sobre Portugal; e Miguel St Aubyn, professor no ISEG diz não espera que os "cenários mais extremos" como o desmembramento da Zona Euro "venham a ocorrer" - "Seriam demasiado graves as perturbações resultantes do fim deste projecto europeu para que os actuais governantes assumissem essa responsabilidade histórica", justifica.

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2 Jan 2012 10:27
Colocado por: Rui Peres Jorge
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Mariano Rajoy em Campanha, em Valência a 13 de Novembro Fonte: Denis Doyle/Bloomberg

 

Lá por se estar a tornar um hábito europeu, não deixa de impressionar: os líderes europeus insistem em autodestruir a sua credibilidade para derrubarem a crise. Rajoy, em Espanha, é o último exemplo: contra tudo o que havia prometido em campanha eleitoral, anunciou na sexta-feira um aumento da tributação sobre o rendimento, entre outras medidas de austeridade. Mas o Executivo garante: subidas de IVA, nem pensar. Promessa de primeiro-ministro.

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2 Jan 2012 7:00
Colocado por: Rui Peres Jorge
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Na primeira semana de Janeiro o massa monetária publica as perspectivas para 2012 de mais uma dezena de economistas e especialistas em áreas económicas e financeiras. Tratam-se dos comentários que incluiram nas respostas ao inquérito que o Negócios lançou mais uma vez, e com o qual procurou perspectivar o que poderá vir a ser o ano que agora tem início. 

 

Nos próximos dias poderá ler no blogue do Negócios as opiniões de Octávio Teixeira, Bagão Félix, Pedro Lains, Miguel Frasquilho, Sandro Mendonça, Pedro Bação, Emanuel Reis Leão, Pedro Cassiano Santos, Miguel St. Aubyn, Cristina Casalinho, Pedro Rodrigues, Mariana Abrantes de Sousa e Nuno de Sousa Pereira.

 

Hoje, Octávio Teixeira, economista e ex-deputado do PCP afirma que "será quase inevitável a saída de alguns países da Zona Euro", enquanto Bagão Félix, ex-ministro das Finanças e da Segurança Social do CDS, sublinha a importância do Governo "encontrar um melhor ajustamento entre austeridade e coesão social". Pedro Lains, historiador e professor no ICS, espera que, "com sorte", o governo reconheça que a sua estratégia de ajustamento está errada. 

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  • Frente a Frente

     

    Deve Portugal reestruturar a sua dívida pública?

     

    Acabou o Frente-a-Frente: os leitores do Negócios dividiram-se pela metade: entre os 1143 votos, 50,5% foram favoráveis à reestruturação defendida por Ricardo Cabral, e 49,5% opuseram-se a tal solução, alinhando com Pedro Rodrigues.
     

    Só no massa monetária, os argumentos foram consultados mais de duas mil vezes, e entre blogue e edição online os leitores ofereceram quase cinco dezenas de comentários. O Massa Monetária agradece aos convidados e a todos os leitores o empenho e os contributos para o debate e a reflexão.

     

    Até breve num outro Frente-a-Frente

 

Caderno de Encargos

O “massa monetária” é um espaço de análise de Economia e políticas públicas. Esta é mais uma porta de relacionamento com os nossos leitores, a qual será construída de reflexões e comentários dos jornalistas da casa e da comunidade Negócios. Todos são bem vindos ao debate construtivo.

 

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