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“Abenomics” vai salvar o Japão?
17 Mai 2013 13:08
Colocado por: Rui Peres Jorge
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Shinzo Abe, o primeiro-ministro japonês esta semana em Tóquio Fonte: Kiyoshi Ota/Bloomberg

 

O primeiro ministro japonês que entrou em funções em Dezembro elegeu como objectivo acabar com a deflação e retirar o País da profunda crise que atravessa. Para isso decidiu usar todos os instrumentos disponíveis num plano que já foi baptizado por “Abenomics” e que inclui um plano de investimento público (100 mil milhões de euros), uma política monetária agressiva, e um plano de desenvolvimento industrial baseado em tecnologia – que deverá apresentar hoje, escreve a Bloomberg. Com Abe no poder, o iene desvalorizou e a bolsa disparou; as exportações subiram e o consumo também. No entanto, o investimento ainda não chegou para suportar a retoma e a deflação continua. A “Abenomics” está no palco mediático internacional e ocupa um espaço de destaque no “Estamos a Ler” de hoje:


2. Abe’s master plan. A The Economist faz o balanço dos cinco meses do plano de Abe baseado em forte estímulo económico e numa mensagem nacionalista. “A política económica parece melhor que o nacionalismo”, lê-se na edição desta semana.

 

3. El experimento japonés dispara el PIB. O El País também dá a sua versão da experiência japonesa, considerando que, por enquanto, oferece um balanço misto.

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Controlo de capitais em Chipre: uma história de dois euros
27 Mar 2013 15:54
Colocado por: Rui Peres Jorge
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Preços em euro num supermercado cipriota Fonte: Simon Dawson/Bloomberg

 

Começam a conhecer-se as medidas de controlo de capital em Chipre. Segundo o Guardian, depósitos a prazo não poderão ser levantados antes de tempo; cheques podem ser depositados mas não levantados; os pagamentos para fora de Chipre estão proibidos (com excepções: os cipriotas podem sair do país com um máximo de 3 mil euros; os pagamentos de importações são permitidos contra apresentação da “documentação relevante”; e os cipriotas poderão transferir um máximo de 10 mil euros por trimestre para filhos que estudem no estrangeiro); além disso, e entre outras, os pagamentos com cartão de crédito no estrangeiro não podem ultrapassar os cinco mil euros por mês. As medidas deverão vigorar durante 7 dias.        

O que é que isto significa para a união monetária?

São impressionantes as análises que se lêem nestes dias sobre este tema. Não é para menos: é que se o caso cipriota anima o debate geral sobre os benefícios e malefícios dos controlos de capitais, a sua dimensão única é estas limitações acontecerem dentro de uma união monetária. Isso é único significará, em termos substantivos e se se prolongar por mais que uns dias, que deixou rigorosamente de existir apenas uma moeda na união monetária europeia, como escreve Tim Duy no seu Fed’s Watch. Guntram B. Wolff, no Bruegel, argumenta na mesma linha: com o controlo de capitais, um euro em Chipre vale menos que um euro em qualquer noutro país da Zona Euro, um desenvolvimento político “que mina o sistema monetário único” e “arrisca enviar um sinal fatal aos mercados que poderá muito bem iniciar futuras corridas aos depósitos noutros locais”. Wolff e Darvas, também no Bruegel, num post publicado já hoje avisam para cinco riscos concretos da decisão de controlar capitais, entre elas a violação de principios básicos do Tratado da União Europeia. Além destes textos estamos também a ler:

2. Capital controls and the Cypri-outlier. Uma boa análise de Cardiff Garcia no Alphaville sobre o debate em torno dos controlos de capitais e a distinção que deve ser feita quando se aplicam numa união monetária;

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Chipre e os três tipos de crises financeiras: liquidez, solvência e estupidez
22 Mar 2013 13:18
Colocado por: Rui Peres Jorge
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Cartoon de Patrick Chappatte Fonte: Acting Man

 

Os cartoons ajudam a relativizar: aqui fica contributo de Pater Tenebrarum de onde pedimos emprestado o desenho acima com que abrimos este "Estamos a ler" dedicado à crise cipriota e que segue com a análise de Nicolas Véron aos desenvolvimentos da última semana, com enfoque na proposta inicial que, ao financiamento de 10 mil milhões de euros da UE e do FMI, juntava uma taxa sobre todos os depósitos, incluindo os de valor abaixo de 100 mil euros. O autor diz que lhe vem à cabeça uma frase de um ex-economista chefe do FMI, Mike Musa, que a propósito das crises asiatáticas do final dos anos 90 terá dito: "há três tipos de crise financeiras: crises de liquidez, crises de solvência e crises de estupidez". Vale a pena ler o texto de Véron pela forma como enquadra as várias dimensões – política, económica e financeira – da crise cipriota, na qual se evidenciam os riscos da decisão irreflectida de taxar depósitos abaixo de 100 mil euros e a forma como as eleições e a política alemã estão a prejudicar a gestão da crise. Estamos também a ler:          

 

2. Options for Cyprus. Zsolt Darvas, no Bruegel, analisa as opções disponíveis para o Chipre à entrada do fim de semana que, no limite, poderá ditar a saída do país da Zona Euro. O "Ciprexit" seria pontencialmente desastroso, diz, defendendo no entanto a posição do BCE de fechar a torneira caso não exista acordo;

 

3. Cyprus crisis: EU risks the unthinkable if bailout ultimatum fails. Larry Elliot, no The Guardian, analisa o cenário mais drámático desta crise: uma saída do Chipre;

 

4. A short history of bank deposit levies. Más noticias para os que vêem as taxas sobre depósitos como uma excentricidade cipriota: já aconteceu várias vezes e na Europa, nota o Tyler Cowen no Merginal Revolution;

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Política do BCE beneficiou mais o centro da Europa
18 Fev 2013 16:12
Colocado por: Rui Peres Jorge
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Vítor Constâncio e Mario Draghi, vice-presidente e presidente do BCE na conferência de imprensa mensal de 7 de Fevereiro Fonte: Ralph Orlowski/Bloomberg

 

É talvez a análise económica mais interessante nas notícias de hoje. O Financial Times dá conta de uma análise do Barclays ao financiamento obtido no mercado de capitais pelas empresas europeias na segunda metade de 2012 (Eurozone core cashes in on cheap borrowing). As empresas sedeadas em França, Alemanha, Bélgica e Holanda terão aumentado em termos líquidos o seu financiamento em 37 mil milhões de euros em empréstimos baratos, beneficiando das medidas adoptadas pelo BCE para baixar  risco da região. Já em Itália, Espanha, Portugal e Grécia o sector empresarial não financeiro aumentou o seu endividamento  mercado apenas 12 mil milhões de euros em termos líquidos, um montante concentrado em grandes empresas como a Telecom Itália e Telefonica. Ao mesmo tempo, escreve o jornal, estes países viram o financiamento bancário reduzir-se 65 mil milhões de euros. A fragmentação da Zona Euro pode ter-se reduzido, mas o problema mantém-se agudo. Além disso, estamos também a ler:

2. Carney says his Job is helping with BoE refounding. O futuro presidente do Banco de Inglaterra assume uma refundação na autoridade monetária britânica. Carney, que sai do Banco de Canadá, tem defendido que um banco central deve ter como referência de actuação o PIB nominal e não a inflação, como acontece com a maioria dos bancos centrais.


3. G-20 signals support for japan easing without yean talk. Os líderes do G-20 voltaram a vincar a importância dos principais blocos e países permitirem que as suas moedas flutuem ao sabor dos fundamentais económicos, mas suavizaram a posição sobre o Japão, que cuja política monetária recente tem explicitamente favorecido uma desvalorização do Yen.

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Tentando perceber a reestruturação irlandesa
12 Fev 2013 12:16
Colocado por: Rui Peres Jorge
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A Irlanda reestruturou cerca de metade da dívida que contraiu durante a crise para fazer face aos problemas no seu sistema financeiro. A operação, anunciada no final da semana passada, é um marco na história da crise do país, mas também da Zona Euro: um sinal de flexibilização e negociação dentro da Zona Euro que merece ser analisado com detalhe. Alguns elementos centrais:

 

– A Irlanda troca 28 mil milhões de euros das agora famosas "notas promissórias" que emitiu no pico da crise para salvar os seus bancos por obrigações do Tesouro irlandês.

 

– A taxa de juro poderá ser um pouco mais baixa, mas a grande alteração está na maturidade. As primeiras, com uma maturidade de 7 a 8 anos, obrigavam o Estado a pagar 3,1 mil milhões de euros ao ano nesse período. As segundas têm uma maturidade média de 34 anos, e adiam a primeira amortização para daqui a 27 anos, aliviando a pressão no regresso aos mercados de um país com um "stock" de dívida acima dos 120% do PIB.

 

– O negócio, que envolve essencialmente o Governo e o banco central irlandês, mas conta com a anuência do BCE, poderá configurar financiamento monetário (isto é empréstimos do banco central ao Estado), o que está proibido pelos Tratados da UE - este é um tema que ainda promete dar que falar.

 

– Para tentar aliviar essa possível interpretação, o Banco da Irlanda irá procurar vender no mercado as obrigações irlandesas com que ficará em balanço (que substitutem as notas promissórias) e este é referido como um dos riscos de médio prazo da operação.

 

– Uma das grandes vantagens do alargamento das maturidades é o efeito da inflação sobre a dívida: pagar 28 mil milhões de euros daqui a 34 anos é muito diferente de ter de pagar o mesmo montante hoje ou daqui a 7 ou 8 anos. O Free Exchange, da The Economist, faz um bom resumo dos pontos essenciais do acordo (Untangling the promissory knot). Karl Whelan, o economista que toda a gente lê para perceber a dimensão financeira dos desafios irlandeses, aprofunda o tema no seu artigo na Forbes (Ireland's Promissory Note Deal). Além disso, e sobre o mesmo tema, estamos também a ler:

 

2. Rescheduling of promissory notes is monetary financing in all but name. Wolfgang Munchau, no FT, escreve sobre o acordo irlandês, diz que não há dúvidas que é financiamento monetário, mas defende que mesmo assim é a melhor forma de tentar resolver os problemas irlandeses.

 

3. Irish bank debt deal breaks deposit taboo. P O Neil, no “a fistful of euros”, escreve sobre uma dimensão pouco referida mas muito interessante da reestruturação irlandesa: alguns depositantes deverão perder parte do seu dinheiro. (O envolvimento dos depositantes está também a ser estudado no Chipre, escreveu esta semana o FT, aqui citado pela CNBC)

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Os melhores "posts" nacionais sobre o regresso aos mercados
24 Jan 2013 11:16
Colocado por: Rui Peres Jorge
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João Moreira Rato, presidente do IGCP e Maria Luis Albuquerque, secretária de Estado do Tesouro, ontem na apresentação dos resultados da emissão Fonte: Miguel Baltazar, Negócios

 

Algumas das análises mais interessantes aos desenvolvimentos desta semana relacionados com o regresso aos mercados financeiros estão na blogoesfera. Os impactos da emissão na sustentabilidade da dívida, a fragilidade da situação nacional, a abertura de um caminho para uma intervenção do BCE (e logo um segundo resgate) são alguns dos temas analisados. Vale a pena ler:

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Há mais macroeconomia do que por vezes se imagina
27 Dez 2012 16:09
Colocado por: Rui Peres Jorge
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Nada como terminar o ano com uma boa discussão sobre a crise na macroeconomia. Tudo ganhou dimensão com um dos já típicos ataques de Paul Krugman aos economistas de água doce (os que descreve como não acreditando na utilidade nem para a política orçamental, nem para a monetária). Para o Nobel da Economia a macro ainda está podre. As respostas não se fizeram esperar, com intervenções de algumas das estrelas da blogoesfera económica dos EUA. Talvez o mais interessante no debate seja a afirmação por vários economistas de que as posições de Krugman não são, na verdade, assim tão diferentes das defendidas por aqueles que critica. Estamos assim a ler:

 

2. Macro, what have you done for me lately? Noah Smith faz um bom apanhado da recente discussão sobre o estado da macroeconomia e a diferença entre "água salgada" e "água doce" e defende que não há assim tantas diferenças.

 

3. Oh dear, oh dear, Krugman gets it so wrong, so wrong, on the state of macroeconomics. Lars Syll, no Real-World Economics Review, também defende que Krugman e Mankiw são muito mais parecidos do que fazem crer.

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A grande história do momento na política monetária vem do Japão
27 Dez 2012 10:20
Colocado por: Rui Peres Jorge
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Tim Duy descreve com profundidade e de forma relativamente simples uma das principais histórias do ano na política monetária: a potencial perda de independência do banco central do Japão a favor de uma estratégia de monetização explícita de défices. Em Missing The Big Japan Story Tim Duy recorre a vários artigos, incluindo um conhecido discurso de Ben Bernanke sobre a articulação entre a política monetária e a política orçamental, para sublinhar a importância do que está a acontecer no Japão (Este é um tipo de desenvolvimento que merece apoio de economistas menos ortodoxos). Vale também a pena ler a análise de Duy à recente alteração de regra de política monetária nos EUA. Além disso, estamos também a ler: 

 

2. Lack of progress in Macroeconomics. Antonio Fatás responde a críticas de Jeffrey Sachs aos keynesianos. Fatás diz que o conhecido economista ignora elementos consensuais entre economistas acabando por apresentar um artigo inconsistente que sofre do que chama "sindroma do 'é tão óbvio'" que nem precisa de ser fundamentado...

 

3. A Conservative Case for the Welfare State. Bruce Bartlett, economista que serviu Reagan e Bus pai, defende no Economix a importância do estado social nos EUA. "O Estado social foi criado para limar as arestas brutas do capitalismo e torná-lo mais sustentável", diz.

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FMI reconhece oficialmente vantagens de controlo de capitais
4 Dez 2012 12:51
Colocado por: Rui Peres Jorge
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A crise impôs algumas alterações nos consensos dominantes em torno da condução da política económica. Para muitos, e provavelmente com razão dada a resistência institucional às mudanças, estas alterações não foram as suficientes. Ainda assim, não passa despercebido o facto de o FMI passar oficialmente a defender as vantagens de controlos de capitais. Como nota a Bloomberg, o apoio é limitado a condições muito específicas (países sem margem para mexer em taxas de juro ou que estejam a ser excessivamente afectados por movimentos de capitais) mas ler, numa posição institucional de Washington, que apesar dos fluxos de capitais terem vantagens, é preciso reconhecer que  "também acarretam riscos, que podem ser aumentados por falhas na estrutura financeira e institucional de países" merece nota. Além disso estamos a ler:

  

2. Is There a Case for Optimism About the Eurozone? Yves Smith faz uma análise pouco animadora da crise europeia. Mas para os optimistas, o texto no Naked Capitalism parte de  uma visão mais animadora de John Dizard, no FT. 

 

3. La UE aplaza al 12 de diciembre las negociaciones sobre la unión bancaria. O El País vinca a incapacidade dos líderes europeus de chegarem a acordo sobre a união bancária, esclarecendo o que está em cima da mesa das negociações.

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Estudo da Economia precisa de mudar radicalmente
30 Out 2012 14:16
Colocado por: Rui Peres Jorge
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O Vox está a promover há algum tempo um debate sobre para que serve a economia e o que deve mudar no seu ensino. A este respeito, vale a pena ler um texto de Alan Kirman, Professor da Universite Paul Cezanne in Aix-en Provence. Algumas ideias: em vez de assumirem que a economia está naturalmente em equilíbrio e que por vezes é abalada por choques externos, os economistas deveriam admitir que "podem estar a lidar com um sistema que se auto-organiza e que, de tempos a tempos, experimenta grandes e rápidas mudanças". No ensino da ciência, os economistas "deveriam gastar mais tempo a insitir na importância da coordenação como o principal problema das economias modernas, em vez da eficiência". E, finalmente, "todos deveríamos lembrarnos de que o actual pensamento económico será um dia ensinado como história do pensamento económico". Além disso, estamos também a ler:

 

2. 1892. A História é boa companheira em momentos históricos. Pedro Lains contribuiu revisitando a grande crise de pagamentos portuguesa do final do século XIX. Vale também a pena ler um exercício que fez há um ano sobre as necessidades de financiamento externo português: a crise dos 30?

 

3. Spain's bad bank lures investors with steep discounts. A Reuters dá conta de como o banco central espanhol planeia que o "bad bank" do país (que comprará aos bancos os maus créditos nos balanços) consiga captar o interesse de investidores privados. Os retornos podem chegar a 15%, diz o Banco de Espanha. A entrada de investidores privados é essencial para que o "bad bank" possa ficar fora das contas públicas.

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O silêncio português e a escolha de vencedores na Europa
23 Out 2012 10:43
Colocado por: Rui Peres Jorge
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Francois Hollande,presidente francês (esquerda), Mario Monti, primeiro ministro italiano (centro) e Enda Kenny, primeiro ministro irlandês na Cimeira da semana passada. Fonte: Jock Fistick/Bloomberg

 

Ao contrário de Portugal e Espanha, a Irlanda poderá vir beneficiar de recapitalização retroactiva dos seus bancos, depois de receber o apoio da Alemanha e da França. É um caso especial diz o eixo-franco alemão para gáudio irlandês como descreve o Público. A posição chega poucas semanas deppois de se saber que, em nome da transmissão da política monetária, o BCE poderá comprar obrigações de Espanha e Itália, mas não de Portugal e Irlanda. E em todo caso provavelmente antes de Irlanda do que de Portugal. No meio disto, o Governo português permanece em silêncio em Portugal e pelo vistos nas próprias negociações. Fica por perceber se a Europa escolhe vencedores na luta contra a crise (como afirma um responsável irlandês) como o faz. e qual a estratégia nacional. Além disso, estamos também a ler: 

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O fantasma da Grécia paira sobre Portugal
25 Set 2012 16:11
Colocado por: Rui Peres Jorge
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Como o Negócios notou pela manhã o recuo do Governo na TSU correu o mundo e pintou um quadro negativo sobre o ajustamento português: o Governo sai fragilizado e o próprio sucesso do programa de ajustamento começa a ser posto em causa. O FT chama-lhe um recuo embaraçoso. O El País classifica a medida abandonada como uma "experiência social" e diz que a coligação esteve por um fio. O Wall Street Journal considera que a aplicação de medidas de austeridade adicionais está agora mais difícil. E Ambrose Evans-Pritchard defende que Portugal entrou numa nova fase da crise. O fantasta da Grécia começa a pairar sobre Portugal. A piorar o cenário está a envolvente externa que piora a cada dia. A S&P reviu em baixa as previsões de crescimento para a Zona Euro e para Espanha e avisa que os problemas de liquidez resultarão em recessão certa em Portugal. Ontem, Christine Lagarde apontou para uma revisão em baixa do crescimento mundial por parte do FMI. Além disso, estamos também a ler:

 

2) Inside Mario Draghi's euro rescue plan. A Reuters faz um viagem aos bastidores da tomada de decisão do BCE em comprar dívida pública europeia.

 

3) Central Banks on the Offensive?. BCE, Fed e Banco do Japão anunciaram recentemente medidas anti-crise. Será que estão coordenados? No Project Sydicate Jean Pisani-Ferry diz que, infelizmente, não. 

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Draghi sobe a parada
7 Ago 2012 13:48
Colocado por: Rui Peres Jorge
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Apesar de ter desapontado os investidores na semana passada – ao ter colocado a compra de obrigações pelo BCE condicional a pedidos de assistência financeira à UE – Mario Draghi subiu a parada na crise europeia. Os próximos meses serão decisivos e o BCE deverá desempenhar um papel central. Apesar da desilusão dos investidores, a autoridade monetária prepara-se para desempenhar um papel  maior do que alguma vez se imaginou. A Der Spiegel explica como o BCE poderá usar a sua "bazooka", num texto onde relata o debate dentro do próprio BCE, e onde conclui que a actuação de Frankfurt deverá ser mais gradual do que alguns pensaram (a revista alemã tem um infografia simples sobre a forma como o BCE poderá vir a actuar na compra de obrigações no mercado secundário). A The Economist, nos seus blogues Free Exchange e Charlemagne's notebook, também tenta explicar as dificuldades e riscos que o BCE e Draghi enfrentam, tando do ponto de vista técnico, como político. Além disso estamos também a ler:

 

2. The Point of Exclamation. Ben Yagoda, professor de inglês, escreve no New York Times sobre a forma como a escrita em formatos electrónicos mudou a forma como a pontuação é utilizada, de como um ponto final pode ser sarcástico ou sincero ou de como um ponto de exclamação é quase sempre necessário (fala mesmo de uma "inflação tipo weimar na exclamação"). Vale a pena ler!!

 

3. IMF Pushes Europe to Ease Greek Burden. O FMI quer uma nova reestruturação da dívida pública grega de forma a que o endividamento do Estado em 2020 seja de 100% do PIB, e não de 120% como acordado na última negociação em Fevereiro. Esta será uma condição para que o FMI liberte mais dinheiro em Setembro escreve o Wall Street Journal, que avança as váris formas propostas para que esse objectivo seja atingido.

 

4. Orderly sovereign debt restructuring: missing in action! Um recente estudo do Banco Mundial analisa as reestruturações de dívida nas últimas décadas, incluindo já o caso grego, e defende quais são as melhores condições para que medidas deste tipo tenham sucesso.

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Pecados e virtudes da austeridade
19 Jul 2012 16:17
Colocado por: Rui Peres Jorge
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Daniel Gros faz hoje uma crítica no Vox ao manifesto anti austeridade de Krugman/Layard, recebendo em troca uma resposta ácida de Simon Wren-Lewis. Gros pega no valor dos défices orçamentais e de crescimento do Reino Unido, EUA e Zona Euro e, perante a situação económica semelhante em que se encontram argumenta que a política orçamental não foi muito restritiva (nem muito importante) e não penalizou em exagero o crescimento. Defende ainda que "sem as medidas de consolidação a dívida pública tornar-se-ia insustentável". Wren-Lewis responde que a lógica de comparação directa entre países feita por Gros é "é o tipo de exemplos que usamos para convencer os nossos alunos de que deveriam tirar uma cadeira de econometria". Defende que a austeridade é recessiva e contraproducente, e só deveria acontecer quando o crescimento estiver consolidado. E no que diz respeito à sustentabilidade, as taxas de juros pedidas pelos investidores não corroboram a identificação desse risco. Além disto, também estamos a ler:

 

2. Tradable sectors in Eurozone periphery countries did not underperform in the 2000s. Guillaume Gaulier, Daria Taglioni, Vincent Vicard, do Banco Mundial e do Banco de França, defendem no Vox que os problema nos países do Sul não é (nem foi) falta de de competitividade no sector exportador. O problema foram excessos salariais nos não transaccionáveis, os quais ditaram aumentos de importações insustentáveis.

 

3. España podrá recurrir al dinero del rescate para la compra de deuda pública. O El País teve acesso aos memorandos do resgate espanhol. O dinheiro que receberão poderá até ser usado para comprar dívida pública em mercado secundário. Os documentos estão a ser discutidos nos parlamentos alemão, holandês e finladês, mas ão no espanhol, nota o jornal.

 

4. Analysis: Spain's leader could learn some lessons from Portugal. A Reuters diz que Portugal é muito melhor a comunicar com os mercados e a agradar à troika do que Espanha. Isso acontece em parte porque Pedro Passos Coelho "ganhou uma reputação de obdiência rigorosa à políticas lideradas pela Alemanha de duros cortes em gastos sociais".  

 

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Quando se reformam as auditoras?
10 Jul 2012 16:16
Colocado por: Elisabete Miranda
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Apesar de partilharem grandes responsabilidades nos escândalos financeiros que se têm sucedido, as grandes auditorias têm passado pelos pingos da chuva. Richard Murphy, jurista e activista britânico, defende que, tal como os bancos, as auditoras precisam também de uma profunda e urgente reforma ao nível da sua regulação.

 

Recordando o exemplo da manipulação da Libor por parte do Barclays, que terá passado despercebida à PWC, Richard Murphy sustenta que ou as auditoras aceitam a segregação de funções, coisa a que têm vindo a resistir, multiplicando os serviços que prestam às empresas auditadas, ou simplesmente devem perder por completo a função de auditoria a favor do Estado. (Taxresearch)

 

 Além disso, também estamos a ler:

 

2. “Tax evasion across industries”: A evasão fiscal dos trabalhadores independentes na Grécia foi responsável por 48% do défice em 2008 e 31% em 2009, concluem três investigadores a partir da comparação entre o rendimento declarado ao Fisco e o declarado aos bancos, para efeitos de pedidos de crédito.

 

3. "Onde o dinheiro mora": A idoneidade fiscal de Mitt Romney, candidato republicano à presidência dos EUA nas próximas eleições de Novembro, continua a dar que falar. A Vanity Fair segue-lhe o rasto do dinheiro e das pistas que o tentam dissimular.  

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O primeiro ano de Lagarde
5 Jul 2012 12:44
Colocado por: Rui Peres Jorge
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Faz hoje um ano que Christine Largarde assumiu a liderança do FMI. A Bloomberg faz hoje um bom balanço dos primeiros doze meses da primeira mulher a liderar o FMI. Um ano marcado pela intervenção do FMI na Europa cuja gestão Largarde tem conseguido fazer com sucesso, mantendo pressão sobre os líderes na Europa e conseguindo gerir o cepticismo dos países do Sul que não veem com bons olhos. A "saída por razões pessoais" de António Borges da liderança de Departamento Europeu após ter proposto o até então inimaginável no modus operandi do FMI é também referida. Além disso, estamos também a ler:

 

2. Socialists in France Announce New Taxes. Consolidar pela receita e não pela despesa. Esta é a proposta de Hollande, explicada pelo New York Times 

 

3. Central Banks Deliver 45-Minute Salvo as Growth Weakens. O momento mundial não está fácil: basta olhar para os bancos centrais. China e BCE baixam juros; Reino Unido anuncia mais estímulos;

 

4. ¿Un mundo de tipos de interés al 0%?. Uma análise publicada no El País sobre as decisões e os dilemas de Fed, BCE e Banco de Inglaterra perante taxas de juro cada vez mais próximas de zero;

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FMI analisa cinco propostas de Eurobonds
3 Jul 2012 15:57
Colocado por: Rui Peres Jorge
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São vários os economistas que insistem que, apesar dos primeiros passos para uma união bancária na Zona Euro serem positivos, os resultados da cimeira são insuficientes. Munchau insiste é precisa a intervenção do BCE ou um aumento significativo da capacidade financeira dos fundos europeus. Manasse alinha. Gros, por seu lado, sublinha que faltam vários elementos a esta união bancária, nomeadamente um fundo de insolvência comum e avisa que a Europa tem caminhar mais depressa se quer salvar o euro. A complicar as coisas, estão o cepticismo finlandês e holandês e as criticas abertas à união bancária de economistas alemães como Werner Sinn.

 

Quem tem estado em silêncio no pós-cimeira é o FMI (dias antes tinha defendido a união bancária e mais integração orçamental). Hoje, no seu site, além de uma avaliação à Alemanha a quem pede mais consumo interno, a instituição divulgou um "paper" onde analisa as cinco principais propostas de "Eurobonds" apresentadas até agora. A saber: as "Blue-Red Bonds de Delpla and Von Weizsäcker; as European Safe Bond (ESBies) propostas pelo grupo de economistas euro-nomics onde está Ricardo Reis; o Fundo de Amortização de Dívida do Conselho de Sábios alemão e as "Eurobills" de Hellwig e Philippon (que já aqui destacámos) e as Obrigações de Estabilidade da Comissão Europeia. Além disso, estamos também a ler:

 

2. IMF Lowers U.S. Growth Projections to 2 Percent. A Bloomberg dá nota da avaliação do FMI à maior economia do mundo onde a instituição avisa para os riscos da política orçamental interna e dos impactos da crise de dívida europeia;

 

3. Europe’s Banking Chief Wields New Power in Crisis. O New York Times faz um perfil de Draghi, o homem que ganhou mais poder com a Cimeira Europeia da semana passada;

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Uma Cimeira turbulenta
28 Jun 2012 11:42
Colocado por: Pedro Romano
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O Der Spiegel antecipa uma Cimeira complicada. Stormy discussions expected não deixa margem para dúvidas em relação ao ambiente que se vai viver na cimeira europeia que começa hoje e se prolonga até sexta-feira. Além disso, estamos a ler:

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Uma crise inevitável
27 Jun 2012 11:40
Colocado por: Pedro Romano
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What was Spain supposed to have done? A pergunta é de Martin Wolf, que faz uma exposição brilhante acerca dos problemas do euro, da incapacidade de gerir uma "bolha imobiliária" dentro duma união monetária. A Espanha, defende, fez tudo bem feito. Só em retrospectiva é possível detectar erros. Além disso, também estamos a ler:

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Há Governo na Grécia
21 Jun 2012 11:54
Colocado por: Pedro Romano
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New Government, but no new beginning in Athens. Duas eleições, quase dois meses e muitas manchetes nos jornais europeus depois, a Grécia tem novo Governo. Mas a diferença face a Maio não é muita: mantêm-se os partidos de coligação e "sobe" mais um outsider. As coisas, reporta hoje o Der Spiegel, podem não ter mudado assim tanto. Além disso, estamos a ler:

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Mais notícias da Grécia
19 Jun 2012 12:40
Colocado por: Pedro Romano
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Mais tempo e mais dinheiro. A Grécia pode estar mais próxima de ter Governo e, por conseguinte, de obter melhores condições para o programa de ajustamento. O Der Spiegel continua a cobrir o assunto em Greek coalition could be expensive for Germany (Der Spiegel). Além disso, também estamos a ler:

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Já há Governo na Grécia
18 Jun 2012 11:47
Colocado por: Pedro Romano
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Já há resultados eleitorais na Grécia, embora não haja governo. O Der Spiegel faz a análise das eleições e das perspectivas de agora em diante. New democracy victory gives hope for Greece é a peça do jornal alemão. Além disso, estamos a ler:

 

2. G-20 said to discuss global stimulus (Bloomberg). As maiores economias do mundo estão reunidas, e é possível que haja um acordo para o crescimento. A Bloomberg explica o que se sabe neste momento.

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O que está em causa com as eleições gregas
15 Jun 2012 12:30
Colocado por: Pedro Romano
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A dois dias das eleições gregas, quatro economistas gregos explicam o que está em causa com o acto eleitoral e quais são os cenários possíveis. What's at stake with the greek vote é a leitura do dia, no Wall Street Journal. Além disso, também estamos a ler:

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Espanha e Itália, dois casos diferentes
12 Jun 2012 11:49
Colocado por: Pedro Romano
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Espanha e Itália são dois casos diferentes. O argumento é feito em Can Spain and Italy export their way out of trouble? , por Uri Dadush e Zaahira Wyne (no Vox). As comparações macroeconómicas estão hoje em destaque:

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Espanha cada vez mais sob pressão
4 Jun 2012 12:44
Colocado por: Pedro Romano
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A imprensa europeia dá como cada vez mais provável um pedido de ajuda de Espanha ao Fundo Europeu de Estabilidade Financeira. Em causa podem estar cerca de 80 mil milhões de euros para recapitalizar a banca do país vizinho. Este é o tema em destaque no Financial Times, na Bloomberg e Der Spiegel. Além disto, também estamos a ler:

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A Grécia está melhor ou pior que a Argentina
21 Mai 2012 14:09
Colocado por: Rui Peres Jorge
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Dois economistas do Bank of America, num texto publicado no Vox, comparam a crise Argentina na viragem do século e a actual situação grega. As semelhanças são notáveis. As diferenças consistem essencialmente na menor capacidade de ajustamento que decorre de participar numa união monetária, sem margem para desvalorizar ou permitir inflação. Os norte-americanos, que conhecem bem o caso grego, vinca ainda a importância das instituições reconhecerem os erros nas estratégias adoptadas o quando antes. Além disso estamos a Ler:

 

2. Na crise, a Alemanha beneficiou das políticas expansionistas da China, EUA e Japão, escreve professor turco (VOX)

 

3. Um bom apanhado das negociações e conversas sobre a crise europeia (Bloomberg)

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Governador espanhol é "pimpampum do PP"
18 Mai 2012 15:31
Colocado por: Rui Peres Jorge
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56 penosos dias separam Miguel Ordonez do fim do seu mandato. Isto se os conseguir aguentar, escreveu o El País numa peça que já tem uns dias, mas que descreve bem como o governador do banco central do país vizinho caiu em desgraça. Os problemas no Bankia foram a gota de água num mandato que fica marcado pela incapacidade de reforma do sistema financeiro do País. O destino (e a política) é especialmente traiçoeiro para Ordonez que, no início da crise, até recebia elogios pela reforma regulatória encetada anos antes. É também um aviso para os seus colegas da banca central. Se as coisas correrem mal, os políticos não vão desculpar, vão aproveitar. Além disso, estamos também a ler:

 

2. Raghuram Rajan defende que os argumentos pelos estímulos ao crescimento tem muitas falhas (Greg Mankiw)

 

3. Os gregos são racionais? Bini Smaghi disse que sim. O'Rourke e Krugman acham que não é bem assim (Conscience of a Liberal)

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O trunfo de 510 biliões de euros da Grécia
10 Mai 2012 11:32
Colocado por: Pedro Romano
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As contas são da Bloomberg: entre empréstimos oficiais, títulos devidos ao BCE e créditos no sistema de pagamentos TARGET, a Grécia deve 510 mil milhões que pode ameaçar não pagar para melhorar os termos do acordo com a troika .Greece may hold 510 billion€ trump card (Bloomberg) mostra como isso poderia ser feito. Além disso, estamos a ler:

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O problema do Pingo Doce
3 Mai 2012 11:42
Colocado por: Pedro Romano
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Pedro Pita Barros analisou a questão de um ponto de vista microeconómico, e não encontrou nenhum relevante. Leia-se Estive no pingo doce, paguei 50% e sobrevivi (Pedro Pita Barros, Momentos Económicos). Para além disso, também estamos a ler:

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Mercados flexíveis são solos mais férteis para a austeridade
26 Abr 2012 11:26
Colocado por: Pedro Romano
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Prossegue no Vox o debate em torno de política orçamental e austeridade. Em Fiscal Consolidation in reformed vs unreformed labour markets, Alessandro Turrini argumenta que o impacto da austeridade no emprego é, de forma contra-intuitiva, maior em países com mercados laborais fechados. O economista da Comissão Europeia conclui que a consolidação orçamental tem assim melhores possibildiades de sucesso se for simultaneamente acompanhada de liberalização do mercado de trabalho. Além disso, também estamos a ler:

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Não foi o empobrecimento que relançou os bálticos
26 Abr 2012 7:00
Colocado por: Rui Peres Jorge
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Área da cidade velha de Tallinn, Estónia, no final de 2011 Fonte: Bloomberg 

 

O crescimento da Estónia (7,6%), Letónia (5,5%) e Lituânia (5,9%) em 2011 está a ser avançado como um bom exemplo de como as desvalorizações internas podem funcionar. Depois da resistência à desvalorização cambial, o tratamento de choque consequente está, finalmente, a dar resultados, dizem os defensores da estratégia adoptada. Uma análise de Rainer Kattel e Ringa Raudla, da Universidade de Tecnologia de Tallinn, na Estonia, contesta esta visão. No Triple Crisis, os autores expõem o essencial da sua investigação, e concluem que o relançamento báltico não é explicado pela desvalorização interna (no sentido de uma queda prolongada de preços e salários como resultaria da teoria aplicada a economias que experimentaram "booms" de dimensões impressionante), mas antes por dois factores externos à governação que dificilmente serão replicados noutros países: mercados de trabalhos flexíveis (que promoveram elevado desemprego e emigração) e integração nas cadeias de produção europeias. Além disso, e à boleia do VOX que está a promover um debate sobre receitas orçamentais na crise, estamos também a ler:  

  

2. Cotarelli, do FMI, defende a disciplina orçamental, mas insiste que consolidações demasiado agressivas podem matar o paciente (VOX)

 

3. Grandes males orçamentais exigem grandes curas, respondem Marco Buti e Lucio Pench, da Comissão Europeia (VOX)

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Chávez governa por twitter
24 Abr 2012 11:37
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentários (3)

 

Cristina Kirchner e Hugo Chávez, em Caracas em Março de 2008 Fonte: Bloomberg

 

Hugo Chávez, o presidente venezuelano, internado para tratar um cancro em Havana, tem comunicado ao país as suas decisões através de mensagens na famosa rede social que limita as mensagens a 140 caracteres. A história está hoje no El País e é mais um exemplo de como a América Latina tem sido rica em temas para os jornais espanhóis. O destaque continua no entanto a ir para a nacionalização da empresa da Repsol na Argentina. Também o El País escreve que a estratégia do Governo espanhol deixou de ser a pressão através dos vários fora internacionais, mas antes usar própria diplomacia para garantir uma indemnização justa. Kirchner terá admitido não pagar nada. O caso YPF tem aliás concorrido com outros temas económicos, estes internos, da vizinha Espanha. Os prognósticos são reservados. O Cinco Dias, por exemplo, escreve que a Goldman Sachs estima em 58 mil milhões de euros as perdas necessárias para os bancos espanhóis limparem os seus balanços. O Expansión falou com mais de dez economistas internacionais sobre a forma como olham para o País. No Vox, Daniel Gros e Cinzia Alcidi defendem Espanha tem de ajustar muito mais no imobiliário para sair da crise. Além disso, estamos também a ler:

 

2. Weidmann: defensor do euro ou o seu coveiro? Um pequeno perfil do presidente do Bundesbank integrado numa análise à crise europeia (Bloomberg);

 

3. "Os absolutistas do contrato... são os verdadeiros pais da revolução", disse Keynes, agora citado por Skydelsky num texto em que defende a urgência de baixar o peso da dívida (Project Syndicate)

 

4. Uma boa análise de Hugo Dixon, ao que o FMI está pedir à Europa (Reuters)

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LTRO ou compra directa de obrigações?
19 Abr 2012 11:41
Colocado por: Pedro Romano
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LTRO, bond purchases or both? (Jason Rave, Macro Matters). Neste post, Rave defende que os LTRO do BCE são um mecanismo ineficiente de atingir os objectivos que poderiam ser atingidos através da compra directa de obrigações públicas. Além disso, também estamos a ler:

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Espanha no centro do mundo
16 Abr 2012 11:41
Colocado por: Pedro Romano
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Euro area seeks bigger IMF war chest on spanish concerns (Bloomberg). Com o problema espanhol a recrudescer, a Zona Euro vira-se para Washington em busca de ajuda. Do mundo e da blogosfera. Com as taxas de juro a furarem os 6%, Daniel Gros pergunta: What's...

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Por que é que os juros estão baixos?
13 Abr 2012 12:08
Colocado por: Pedro Romano
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1. More on safe assets (Paul Krugman, The Conscience of a Liberal). E se as taxas de juro baixas não resultarem da procura de activos seguros, mas reflectirem apenas a crença na manutenção de taxas directoras perto do 0% durante...

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Alemanha já não é o "doente" da Europa
11 Abr 2012 12:14
Colocado por: Pedro Romano
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1. Germany grows robust from sick man (Bloomberg). Como o "homem doente" da Europa se tornou um exemplo a seguir e promete continuar a crescer nos próximos tempos.

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Um Deus em cada mercado financeiro
9 Abr 2012 11:51
Colocado por: Pedro Romano
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Um Deus em cada mercado e um intérprete dos seus desígnios em cada analista de mercado. The financial market as a vengeful God , de Simon Wren Lewis, é um artigo acerca da forma demasiado comum como, por vezes, os comentadores de...

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Municípios poderão reestruturar dívidas
5 Abr 2012 13:01
Colocado por: Rui Peres Jorge
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Fonte oficial de Miguel Relvas afirmou à Bloomberg que alguns municípios poderão mesmo ter de reestruturar a sua dívida. Tal como o Negócios noticou na terça-feira, a revisão da Lei das Finanças Locais a operar este ano deverá já incluir um procedimento para que tal seja possível de forma "ordeira". Ainda sobre o programa de ajustamento nacional. Com a semana marcada pelos temas orçamentais e pela avaliação da troika (Comissão na terça-feira; FMI hoje à tarde) e pelo Orçamento Rectificativo, aqui ficam o relatório de Bruxelas sobre o ajustamento e o da UTAO sobre o Rectificativo. Sobre o sucesso de consolidações orçamentais e os seus potenciais impactos expansionistas, vale a pena ler Simon Wren-Lewis. Além disso estamos também a ler:   

 

2. Keneth Rogoff vai ao centro do debate económico sobre a Zona Euro: para resisitir a choques, uma união monetária precisa de maior integração de políticas. Sem isso a Zona Euro pode naão chegar ao final da década (Project Syndicate)

 

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A resposta acertada do BCE
4 Abr 2012 11:18
Colocado por: Pedro Romano
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The ECB's proportionate response to the euro zone debt crisis (Vox, Bernard Delbecque). Paul de Grauwe tem defendido que o BCE poderia ter ajudado a Zona Euro de forma mais eficaz comprando dívida pública directamente em vez de o fazer...

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O euro não vai acabar
2 Abr 2012 11:31
Colocado por: Pedro Romano
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Pelo menos, para já. Charlez Wyplosz explica porquê, num artigo brilhante publicado hoje na Bloomberg. Why the currency won't colapse toca em (quase) tudo: o cherry-picking de algumas comparações entre países fora e dentro da união monetária, o problema de comparar o euro com o dólar e a importância de analisar a questão em prazos mais dilatados. Além disso, estamos a ler: 

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A era da repressão financeira
26 Mar 2012 11:49
Colocado por: Pedro Romano
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Inflação, crescimento, austeridade. Há muitas formas típicas de afrouxar a pressão sufocante da dívida pública. E depois há as heterodoxas, como a pressão financeira. Financial repression: then and now, de Carmen Reinhart e Jacob Kirkegaard, explica em que consiste o mecanismo e onde é que ele já está a ser sibilinamente implementado. Além disso, também estamos a ler:

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Gastar mais reduz o défice
23 Mar 2012 11:42
Colocado por: Pedro Romano
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O Wall Street Journal dá hoje grande destaque a um estudo de Larry Summers e Brad DeLong, segundo o qual um estímulo orçamental pode diminui a dívida pública em determinadas circunstâncias. A armadilha de liquidez em que grande parte da Europa e EUA caíram é uma delas: Summers and DeLond push for more government spending. Também estamos a ler:

 

2. The logic and fairness of Greece's programme (Vox). O economista-chefe do FMI, Olivier Blanchard, analisa o segundo programa de austeridada da Grécia. O diagnóstico "transpira" a Portugal por todos os poros.

 

3. Fed's Bullard sees price threat from G7delaying tighter policy (Bloomberg). Um dos presidentes da Fed alerta para os riscos que a actual política monetária pode ter para a inflação.

 

4. The strange case of disappearing productive capacity (Mainly Macro). A capacidade produtiva (aka PIB potencial) está a desaparecer um pouco por todo o mundo desenvolvido. Simon Wren-Lewis descobriu que o Reino Unido não escapa à regra.

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Acabem com a austeridade, diz o New York
22 Mar 2012 11:55
Colocado por: Pedro Romano
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Pushing back agains austerity é o título do editorial de hoje do New York Times. À medida que o tempo passa, há cada vez mais críticos da política de austeridade europeia, promovida pela Alemanha. Para o NYT, o Fiscal Compact foi a gota de água. Além disso, também estamos a ler:

 

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O que acontece se a Grécia sair do euro?
20 Mar 2012 12:58
Colocado por: Rui Peres Jorge
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Evangelos Venizelos, aqui ainda ministro das Finanças da Grécia num Ecofin em Bruxelas, cargo que deixou esta semana para liderar o PASOK Fonte: Jock Fistick/Bloomberg 

 

Sucedem-se os exercícios de análise aos impactos de uma possível saída da Grécia da Zona Euro. O FMI justificou o seu apoio financeiro no segundo resgate grego com os efeitos que uma saída da Grécia da Zona Euro poderia ter, tendo concretizado os impactos no último relatório sobre o país: corte abrupto do financiamento e da actividade económica, inflação imediata, o que conduziria a uma queda do PIB superior a 10% no ano, e uma contracção da consumo privado ainda superior. Aumentos de salários para compensar os preços também mitigariam as melhorias na competitividade externa decorrentes da desvalorização. Os economistas da instituição continuam: o peso da dívida detida por estrangeiros iria disparar tornando inevitáveis defaults público e privados e os efeitos sobre os outros países fracos do euro seriam graves (Pedro Braz Teixeira chama a atenção para este último ponto e para instabilidade política na Grécia). No VOX, Miranda Xafa, consultora e ex-quadro do FMI, também desaconselha a saída da Grécia do Euro: "A Grécia continuaria a ser o país mais regulado na OCDE e o regresso ao dracma só acrescentaria ao peso da dívida", escreve. Ainda no VOX surge uma outra proposta que pretende forçar os gregos a poupar e a comprar dívida pública do seu país. Além disso estamos também a ler:

 

2. Consolidação orçamental não garante reduções no rácio da dívida pública, dizem Gianluca Cafiso e Roberto Cellini (VOX)

 

3. Cortes salariais e austeridade vão piorar a crise do euro, por Corrado Andini e Ricardo Cabral (IZA)

 

4.  Ben Bernanke, o vilão - um perfil de Ben Bernanke por Roger Lownstein (The Atlantic)

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Portugal recebe atenção
19 Mar 2012 11:46
Colocado por: Rui Peres Jorge
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O roadshow que Vítor Gaspar fará pelos EUA nos próximos dias (depois de já ter visitado a Alemanha) é sem dúvida oportuno. Como é evidente, após a reestruturação grega, os olhos do mundo estarão agora postos em Portugal. Exemplos: Edward Hugh no A fistfull full of euros faz uma boa análise da situação nacional. Mohamed El-Erian, o presidente de um dos maiores fundo de investimento do mundo, afirmou no fim de semana não ter dúvidas que Portugal terá o mesmo destino da Grécia. O The Guardian dava esta manhã destaque de topo de página no minuto a minuto da secção de economia a Portugal, incluindo a intervenção de Gaspar no Peterson Institute.

 

2. Um plano de curso de economia política após a crise (Dani Rodrik)

 

3. A relação entre dívida e crescimento não é tão simples como parece (Noahpinion)

 

4. E se a grande recessão nos deixou mais pobres para sempre (The Atlantic)

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Os europeus não sabem 'bloggar'
16 Mar 2012 12:00
Colocado por: Pedro Romano
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O Bruegel não tem dúvidas: europeans can't blog. O termo de comparação são os blogues americanos, que têm gerado um debate aceso (Naked Capitalism, The Conscience of a Liberal, Noahopinion, entre outros) e inclusivamente trazido figuras de topo para a discussão. O contraste com a Europa é óbvio. O Bruegel dá o conselho: os europeus deviam escrever mais em inglês, a língua franca da economia. Além disso, também estamos a ler:

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Todos reestruturam menos nós?
13 Mar 2012 12:18
Colocado por: Rui Peres Jorge
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Portugal começa a ficar isolado. Os gregos restruturam dívida pública de forma directa (apesar de com sucesso duvidoso). Os irlandeses fazem-no de forma indirecta através do Anglo Irish, entretanto nacionalizado. Já Portugal garante que nem sequer vai precisar de um segundo resgate, quanto mais de qualquer alívio do peso da dívida.

 

2) Eichengreen e O’Rourke actualizam o seu quadro de navegação da crise no VOX. A grande recessão evidenciou uma recuperação muito mais rápida do que aconteceu na grande depressão dos anos 30, mas há sinais de abrandamento (VOX).

 

3) A história de como a Grande Depressão tornou os capitalistas e homens de negócios em keynesianos empedernidos, e de como foi forjado o consenso económico que iria prevalecer nas três décadas seguintes (Bloomberg)

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Lições da Suécia para a Europa
12 Mar 2012 11:28
Colocado por: Pedro Romano
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A Suécia passou por uma crise orçamental dolorosa na década de 90, no seguimento da falência do seu sistema bancário. Uma das lições que retirou foi a importância de um enquadramento fiscal mais sólido, que lançou as bases para duas décadas de contas públicas saudáveis. Em What can Europe learn from Sweden? Four lessons for fiscal discipline, o presidente do Conselho de Finanças Públicas de Estocolmo, Lars Calmfors, explica a reforma orçamental da Suécia e identifica os pontos de contacto (e de divergência) relativamente ao Fiscal Compact europeu. Também estamos a ler:

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Grécia prestes a reestruturar
9 Mar 2012 11:38
Colocado por: Pedro Romano
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Evangelos Venizelos, ministro das Finanças grego, hoje de manhã Fonte: Kostas Tsironis 

 

A reestruturação da dívida pública da Grécia abre hoje a maioria dos on lines internacionais. Greece pulls off debt reestructuring plan, no Der Spiegel, é um bom apanhado da situação. A ler também a entrevista a um académico a alemão. Além disso, também estamos a ler:

 

2. Anti-keynesian Germany, por Simon Wren-Lewis (Mainly Macro). A Alemanha tem uma aversão histórica a políticas orçamentais e monetárias expansionistas. Wren-Lewis formula uma hipótese para explicar esta curiosidade.

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Europa a falar sozinha no G20
27 Fev 2012 11:40
Colocado por: Pedro Romano
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1. Europe left do dig deeper after G-20 rebuff . A Alemanha e a Zona Euro voltaram do G20 com poucos motivos para celebrar. Mais dinheiro do FMI, só depois de o Mecanismo Europeu de Estabilidade estar dotado de mais meios (na Bloomber News). 2...

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Poul Thomsen por um dia
23 Fev 2012 20:46
Colocado por: Pedro Romano
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Não é dos jogos mais interactivos que já vimos (fica a boa distância do famoso Seja Ben Bernanke), mas é certamente dos mais instrutivos. Em So, what would your plan for Greece be?, Daniel Davies mostra, num post em forma de "Role Playing Game", como não há soluções fáceis para o dilema grego. Todas as opções, mesmo as mais razoáveis à partida, revelam-se, mais cedo ou mais tarde, politicamente inviáveis ou economicamente destrutivas. Altamente recomendado.  

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Grécia, problema insolúvel?
22 Fev 2012 12:59
Colocado por: Pedro Romano
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O dia é monopolizado pelo novo programa de ajustamento da Grécia, que não está a convencer os mercados. Depois de (algumas) reacções iniciais positivas, o tom geral convergiu para o pessimismo que vigorava antes...

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A aposta de 1 trilião do BCE
13 Fev 2012 11:51
Colocado por: Pedro Romano
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Qual é a verdadeira estratégia do BCE? A pergunta parece simples, mas as pressões políticas que rondam Frankfurt, bem como a linguagem cifrada dos bancos centrais, tornam difícil perceber exactamente o que vai na cabeça...

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O verdadeiro keynesiano
7 Fev 2012 11:42
Colocado por: Pedro Romano
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A "falácia do verdadeiro escocês" é uma estratégia, muito conhecida em filosofia, para evitar dar o "braço a torcer" numa discussão. A wikipédia tem um bom sumário da ideia, mas podemos dar um exemplo. Suponha o leitor que um religioso afirma que "nenhum crente é capaz de assassinar". Perante a constatação de que há de facto crentes que assassinam, é possível ensaiar uma fuga argumentando que "esses" crentes, em particular, não são "verdadeiros crentes". O religioso fugiu à refutação simplesmente redefinindo o termo de partida para excluir os casos incómodos. O que é que tudo isto tem a ver com economia? Segundo Jonathan Portes, algo semelhante está a passar-se no debate entre macroeconomistas. What does keynesianism really mean? é um texto imperdível, publicado no Vox.eu. Além disso, também estamos a ler:    

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Sete lições da transição do comunismo
6 Fev 2012 11:38
Colocado por: Pedro Romano
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Seven things I have learned about transition from communism , por Andrei Shleifer. Um texto imperdível (no Vox.eu) acerca do que aprendemos durante o processo (inédito, à altura) de reconstrução de regimes económicos...

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Funcionários públicos ganham mais... nos EUA
31 Jan 2012 11:48
Colocado por: Pedro Romano
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Parece de propósito, mas não é. O Congressional Budget Office dos EUA fez um estudo que replica aquilo que o Banco de Portugal fez para Portugal: uma comparação exaustiva de salários entre sector público e privado, controlando variáveis como anos de escolaridade, experiência e localização geográfica. Lá, como cá, as conclusões apontam no sentido de um prémio substancial no sector público, que ronda os 20%. Sobre o estudo do BdP, que foi recentemente "revisitado" através de uma abordagem mais fina, já escrevemos aqui. Além disso, também estamos a ler:

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A histeria dos mercados na avaliação dos juros no euro
24 Jan 2012 13:20
Colocado por: Rui Peres Jorge
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Se, durante anos, os mercados erraram sistematicamente na avaliação do prémio de risco das obrigações soberanas na área do euro – atribuindo o mesmo risco à Grécia e à Alemanha – porque é que agora se acha que os mercados estão a avaliar de forma correcta o risco no mercado? A pergunta é de Paul De Grauwe  e Yuemei Ji, num artigo publicado no VoxEU.org, onde os dois economistas dão também a resposta: os mercados, em modo de histeria, estão, na verdade, a avaliar mal o risco soberano no euro, e os políticos têm de levar isso em conta nas suas políticas. É por isso essencial que a par com medidas de redução do peso da dívida, a Europa avance com medidas de estímulo monetário e de contenção orçamental. Além disto, estamos também a ler:  

 

2. Carlos Tavares contra Carlos Costa no corte de salários (Negócios)

 

3. Uma proposta de solução para a segmentação do mercado de trabalho espanhol (VoxEU.org)

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Tempestade em Espanha... e não só
23 Jan 2012 12:38
Colocado por: Rui Peres Jorge
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Um início de semana quente em Espanha. Hoje pela manhã duas más notícias: por um lado o banco central apontou para uma contracção do PIB de 1,5% este ano, por outro o FMI vê mesmo risco de insolvência no País. Rajoy continua comprometido com mais medidas de austeridade, mas pode adiá-las para depois das eleições regionais de Março. As palavras de Lagarde, pedindo um reforço dos fundos europeus, estão a percorrer o mundo, sinalizando uma preocupação crescente do FMI com a situação europeia. Simon Johnson e Peter Boone dizem que podem ser precisos 5 biliões de euros. O enfoque sobre as dificuldades espanholas surgem no dia em que os ministros das Finanças do euro se reunem para analisar a crise europeia com dois outros temas quentes: o apcto orçamental e a reestruturação da dívida grega. Sobre o primeiro ponto, já não há muitas duvidas. Já sobre a redução da dívida grega, as negociações seguem, com os credores a endurecer o discurso. Além disto, estamos também a ler:

 

2. Depois de vários episódios fiscais polémicos, Mitt Romney vai tornar publica a sua declaração de rendimentos (The Caucus)

 

3. Precisa de um hacker? Não é assim tão difícil de encontrar, com endereço electrónico e tudo (Wall Street Journal)

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Os paraísos de Mitt Romney
19 Jan 2012 12:10
Colocado por: Elisabete Miranda
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A campanha do republicano Mitt Romney está a ser marcada por vários tropeções tributários. Primeiro, as suas propostas fiscais sofreram críticas violentas pelo facto de aprofundarem a desigualdade da distribuição do rendimento nos EUA, um país onde já há multimilionários como Warren Buffet a reconhecerem que pagam poucos impostos. Depois, veio a revelação de que, apesar de ser detentor de uma vasta fortuna pessoal, uma das maiores que algum candidato presidencial alguma vez exibiu, suportou uma taxa média de tributação de… 15%. Agora, chega a notícia de que distribui a sua fortuna por diversos fundos sedeados no offshore das Ilhas Caimão. Perante isto, há já quem sugira que o candidato encerra em si os vários vícios norte-americanos. Além disto, também estamos a ler:

  

2. Dinamarca ensaia escolas sem livros (Wall Street Journal)

  

3. Draghi no twitter? (Alphaville) 

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Europa a caminho da depressão?
17 Jan 2012 11:39
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentários (4)

Os desenvolvimentos dos últimos dias têm sido assustadores, com a estratégia de austeridade pan-europeia a alarmar cada vez mais especialistas. Uma preocupação que o corte da S&P veio apenas confirmar (duas análises interessantes no Free Exchange, um dando conta dos problemas de diagnóstico da crise pelos líderes europeus, o outro admitindo que a Europa pode estar a caminho de um novo equilíbrio em termos de ratings). Martin Feldstein, economista liberal norte-americano, frisa que a aplicação das regras orçamentais pensadas no "pacto orçamental europeu" podem por a Europa a caminho da depressão. Herman Von Rompuy, presidente do Conselho Europeu, defende as medidas já implementadas, mas avisa que a Europa precisa urgentemente de uma estratégia de crescimento. Além disto, estamos também a ler

 

2. Os grandes números dos resgates (EFSF, na Zona Euro e TARP, nos EUA) que afinal são mais pequenos, por António Fatas (Antonio Fatas e Ilian Mihov)

 

3. Precisamos de inflação para salvar o mundo, escrevem Menzie Chinn (Foreign Policy)

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Nunca discuta com economistas
16 Jan 2012 12:00
Colocado por: Pedro Romano
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... Ou, se quiser discutir, talvez deva ler primeiro este post de Noah Smith. "Sete princípios para discutir com economistas" é uma lista hilariante de falácias recorrentes e argumentos dúbios que demasiadas vezes...

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"Subprime"? Não me faça rir
13 Jan 2012 15:03
Colocado por: Pedro Romano
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Pode parecer uma piada de mau gosto, mas esta parece ter sido mesmo a atitude que vigorou na própria Reserva Federal até ao final do mandato de Alan Greenspan. A Fed revelou esta semana as minutas dos encontros e o Washington Post analisou...

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A década perdida do Japão - que pode nunca ter existido
12 Jan 2012 12:24
Colocado por: Pedro Romano
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Podem os Estados Unidos e a Europa replicar a década perdida do Japão? Os ingredientes parecem reunidos: choque na bolsa, bancos moribundos e política monetária a "perder tracção". Com um pequeno senão: a famosa "década perdida" pode não passar de um mito. Este é o tema que reúne hoje a atenção da blogosfera, na sequência de um artigo publicado por New York Times por Eamonn Fingleton. The myth of Japan's failure mostra como os níveis de vida têm vindo a subir, a taxa de desemprego é baixíssima para os padrões europeus e a produtividade cresceu, durante a última década, bem acima da americana. As reacções vieram de Paul Krugman (Japan, reconsidered), Noah Smith (Japan had one lost decade, but not two) e Dean Baker (The Japan Story). Além disto, também estamos a ler.

 

2. Europe's vicious spirals, por Barry Eichengreen. Ou: por que é que o BCE terá de embarcar num programa de quantitative easing e o Estado Social será um pilar essencial, e não um alvo a abater, na travessia que se avizinha (no Project Syndicate).

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Capitalismo em crise
9 Jan 2012 12:24
Colocado por: Pedro Romano
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Capitalismo em crise é o mote para o debate promovido pelo Financial Times. O primeiro artigo foi publicado hoje e é assinado pelo académico Larry Summers. Current woes call for smart reinvention, not destruction pede reformas nas áreas da saúde e da educação mas frisa também que uma grande parte dos problemas actuais poderiam ser resolvido com a mistura apropriada de políticas monetária e orçamental.

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FED segue exemplo do BCE
6 Jan 2012 12:25
Colocado por: Pedro Romano
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... E adopta um "inflation target", segundo o Wall Street Journal. Segundo o jornal americano, que cita o o presidente da Reserva Federal de St. Louis, a Fed deverá nos próximos tempos apresentar uma meta formal para a inflação a tentar atingir, bem como uma taxa natural de desemprego, abaixo da qual se considera que há pressões inflacionistas. Na prática, desde há algum tempo que se assumia implicitamente que a Fed fazia mira aos 2% que o Banco Central Europeu tenta atingir, mas sempre houve dúvidas em relação à desejabilidade de tornar explícita uma meta deste género. Além disso, também estamos a ler:

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Prever a economia e os mercados a partir da internet
5 Jan 2012 13:17
Colocado por: Rui Peres Jorge
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O mundo muda muito depressa, habituámo-nos a ouvir. E de facto muda tão depressa que quem já não sentiu que muitos dos indicadores económicos que são publicados chegam atrasados. Como se podem tomar decisões com dados que dizem respeito a semanas, por vezes meses antes? Os institutos de estatística tentam fazer o seu melhor. Os investidores procuram cada sinal. E os investigadores pesquisam novas medidas. E é nessa frente que a internet pode ajudar. Escreve Rebecca Hellerstein da Fed de Nova Iorque: "Recent academic research suggests that counts of Internet searches for certain words or phrases can predict some macroeconomic data releases. In this post, we show that Internet search counts can also predict some financial market data releases, as well as future price movements in some financial markets". Além disto, estamos também a ler:

 

2. Alguém diga aos alemães: a compra de obrigações não cria inflação (The Business Insider)

 

3. Nada mau... grandes bancos norte-americanos a caminho de um aumento de lucro de 57% em 2012 (The Big Picture)

 

4. A crise e blogosfera abrem a porta às correntes heterodoxas da economia (The Economist)

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A dívida pública não interessa
4 Jan 2012 12:13
Colocado por: Pedro Romano
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Só interessam os impostos e a despesa. Esta é pelo menos a opinião de Antonio Fatas e Ilian Mihov, num artigo publicado no Global Economy. A opinião vem na sequência de um longo (e técnico) debate da blogosférica...

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Os números do ano (e da década)
3 Jan 2012 11:25
Colocado por: Pedro Romano
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A Economist reuniu em imagens nove gráficos que sintetizam o turbilhão de 2011. A economia domina: dívida pública, taxas de juro, taxas de câmbio e financiamento do BCE. Os números do ano, que falam por si, arriscam...

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O Pai Natal desperdiça muito dinheiro
27 Dez 2011 8:17
Colocado por: Rui Peres Jorge
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Rua de Paris com iluminações de Natal Fonte: Fabrice Dimier/Bloomberg 

 

Até 30% e uma média de 10 mil milhões de euros por ano será o valor financeiro do desperdício, só nos EUA, das prendas oferecidas no Natal. Acreditando em resultados publicados já no inicio dos anos 90, "o Pai Natal desperdiça muito dinheiro". Como? Através das volumosas perdas que podem resultar das trocas de prendas em época natalícia. Sendo mais preciso, do desperdício resultante de muitos presentes serem pouco valorizados por quem os recebe. E quem já não recebeu (vários) presentes inúteis?  

 

Pedro Rodrigues no 10envolver já referiu o artigo seminal sobre o "peso morto do Natal" (carga excedente, no termo económico) publicado em 1993 por Joel Waldfogel: o economista diz que o facto de muitas prendas não serem valorizadas por quem as recebe ao preço pago por quem as comprou significa que há um desperdício que pode variar entre 10% e 33% do valor gasto em presentes (mais recentemente Waldfogel coloca este desperdício nos 16% ou 10 mil milhões de dólares por ano). 

 

Os resultados têm alimentado debate, artigos em jornais e críticas na comunidade académica. Em Dezembro de 1998 (John List e Jason Shogren também na American Economic Review) analisam resultados conflituantes com os de Waldfogel, para lhe dar razão sobre a existência de um desperdício nas prendas, embora de menor dimensão. E em Março de 2000, também na AER Bradley Ruffle e Orit Tykocinsky dedicam-se às complexas questões metodológicas associadas a estes estudos. Para quem quiser ter a certeza que não contribui para despredicios, o mais simples, pelo menos para as pessoas que não conhece, será oferecer dinheiro. Além disto, estamos também a ler:

  

2. Krugman explica a Lucas a equivalência ricardiana (The Conscience of a Liberal)

 

3. E Stephen Williamson explica porque Krugman está errado nas críticas a Lucas (Stephen Williamson)

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Quer dinheiro? Vá ao BCE
21 Dez 2011 13:29
Colocado por: Rui Peres Jorge
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Estátua com símbolo de euro em frente ao BCE em Frankfurt Fonte: Hannelore Foerster/Bloomberg
 

Foi isso mesmo que os bancos europeus fizeram esta manhã (e que os governos gostariam muito de fazer). Hoje mais de cinco centrenas de bancos pediram emprestado ao BCE uma quantidade recorde de dinheiro no primeiro de dois empréstimos a três anos: 489 mil milhões de euros, muito acima dos cerca de 300 mil milhões de esperados em média no mercado. "BCE inunda mercado", escreveu o El País, que antes já havia explicado como estes empréstimos do BCE baixaram os juros de curto prazo na periferia (em Espanha cairam de cerca de 5% para cerca de 2%) e como poderão reduzir o risco de liquidez na banca durante 2012 e 2013. Os economistas do Royal Bank of Scotland enviaram uma nota a clientes explicando a operação: 523 bancos pediram 489 mil milhões de euros, dos quais 61% servirão para refinanciar empréstimos de prazos mais curtos. Sobram 191 mil milhões de liquidez adicional. Para o RBS, a "questão chave" será saber se "esta nova liquidez de cerca de 200 mil milhões de euros será usada para comprar obrigações, emprestar dinheiro à economia ou para amortizar obrigações que chegam à maturidade". Da análise conclui-se que não esperam muito mais destas operações do que a garantia que não há um desastre bancário por falta de liquidez no sistema. Além disso estamos também a ler:

 

2) Em Inglaterra há unanimidade no banco central sobre a necessidade de continuar a comprar obrigações (Bloomberg)

 

3) A estratégia da Fed pode estar a funcionar (Bloomberg)

 

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E se o BCE puder dizer asneiras dentro da igreja
19 Dez 2011 12:03
Colocado por: Rui Peres Jorge
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Mário Draghi numa conferência em Frankfurt em novembro. Fonte: Hannelore Foerster/Bloomberg

 

"O BCE, como herdeiro do Bundesbank, considera que a compra de obrigações soberanas pelos bancos centrais é como dizer asneiras na igreja: pura e simplesmente não é feito". É assim que Willem Buiter, o agora economista-chefe do Citigroup, responde a Tom Keene, sobre porque é que o BCE ainda não actuou. O inspirado início da conversa a meio de Novembro segue depois uma análise da crise europeia e do potencial "default" grego, mas mais ou menos peloa minuto 5" o economista britânico avança uma proposta de intervenção do BCE no mercado de dívida sem criar pressões inflaccionistas (a entrevista em vídeo foi a 16 de Novembro). Ilian Mihov faz um resumo da proposta de Buiter, que passa essencialmente por usar os lucros do BCE (de senhoriagem) para financiar compras de dívida de países em dificuldades. Neste caso, não haveria impressão de moeda para financiar as compras. Draghi, numa entrevista publicada hoje, quebra o tabu e fala sobre uma desagregação do euro. Mais logo, às 15:30, vai ao Parlamento Europeu. Além disso estamos também a ler:  

 

2. A desalavancagem bancária no panorama europeu e os efeitos da dívida soberana, descrevem Stephen Kinsella e Vincent O'Sullivan (VoxEU.org)
 

 

3. Antonio Fatas descreve "um pacto europeu de instabilidade e estagnação" (Antonio Fatas e Ilian Mihov)

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Compreendendo o "não" inglês
15 Dez 2011 11:43
Colocado por: Pedro Romano
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O "não" britânico na cimeira europeia da última sexta-feira gerou algum celeuma nos principais meios de comunicação social. Em The british 'Non', Harold James passa em revista a relação atribulada do eixo franco-alemão com a economia britânica desde os primórdios da criação do Mecanismo Europeu de Taxas de Câmbio e explica por que é que a "retirada" de Cameron não deveria ser vista com estranheza. Além disto, também estamos a ler:

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Capitalismo ou a Crise - quem acaba primeiro?
5 Dez 2011 11:53
Colocado por: Pedro Romano
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Será que o capitalismo vai resistir à crise financeira e económica? Esta é a pergunta que o economista Kenneth Rogoff faz na sua coluna de hoje do Project Syndicate - Is modern capitalism sustainable? O capitalismo, diz o antigo economista-chefe do FMI, produziu um crescimento fenomenal da riqueza durante os últimos dois séculos, mas à medida que as principais necessidades vão sendo satisfeitas, tornam-se mais óbvios os seus subprodutos nefastos: desigualdade, problemas ambientais, etc. Além disto, também estamos a ler:

 

2. Keep the IMF out of Europe, por Mario Blejer e Eduardo Levy Yeyati. Os economistas argentinos analisam a intervenção do Fundo na Europa e apontam os problemas que a opção levante. Nomeadamente, o precedente que abre ao fazer com que o Fundo entre com o dinheiro que a Alemanha não está disposta a usar (no Project Syndicate).

 

3. The question of the eurobonds, por Richard Posner. O economista explica o problema que a criação de obrigações levanta na Zona Euro e o jogo de interesses divergentes que não pára de adiar a sua concretização. What a mess!, é a conclusão.

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Voltar ao escudo
30 Nov 2011 10:05
Colocado por: Rui Peres Jorge
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Ao centro Elena Salgado (ministra das Finanças de Espanha, por enquanto) e Mário Monti (novo primeiro ministro italiano) ladeados ontem por Olli Rehn (Comissário Europeu) e Juncker (líder do eurogrupo): é deles que depende o futuro do euro. Fonte: Jock Fistick/Bloomberg

 

 

Ontem foi a maior plataforma electrónica cambial do mundo a dizer que está a "limpar o pó" aos seus sistemas antigos e a testá-los para funcionar com dracmas (e outras moedas que não transaccionam há mais de uma década...). Hoje, são os líderes de grandes empresas multinacionais a afirmarem no Financial Times que já se estão a preparar essa contingência. Também hoje noticiamos no Negócios que alguns reputados economistas também já discutem em Lisboa o fim do euro, ou pelo menos a saída portuguesa. João Ferreira do Amaral, por exemplo, defende uma saída após uma estabilização da crise (através da emissão de euro obrigações e de uma intervenção do BCE), defendendo a entrada de Portugal no sistema europeu de taxas de câmbio II, uma decisão que precisaria do apoio das autoridades europeias, nomeadamente do BCE, de forma a garantir uma desvalorização cambial suave através de um mecanismo de crawling peg. Os dias até à cimeira da sexta-feira dia 9 serão intensos, e vamos ouvir falar muito mais do fim do euro ou, pelo menos, de possíveis saídas de certos países. Os desafios técnicos e económicos de uma saída do euro são imensos. Aqui ficam alguns dos artigos que estamos a ler (e a reler) sobre o tema:

 

2. O banco Nomura divulgou há dias um relatório que circulou o mundo onde analisa os riscos de redenominação do euro em novas moedas nacionais. A ideia central é a de que os investidores devem ter presente que há três elementos a ter em conta face a este risco: 1) no caso de uma saída do euro, o mais provável seria que os contratos regidos pela Lei nacional deveriam passar para a nova moeda, enquanto os contratos regidos por outra Lei, ficariam em euros; 2) um país que saia sem acordo dos parceiros, poderá ficar em apuros; 3) uma desintegração total do euro seria caótica.

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Todos à espera do BCE
28 Nov 2011 11:56
Colocado por: Pedro Romano
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O BCE acabará, mais cedo ou mais tarde, por intervir e conter o contágio da crise da dívida periférica. É esta a opinião (quase) consensual dos economistas que hoje escrevem na blogosfera e na imprensa internacional. James Surowiecki já cunhou um nome para a crise actual: "The avoidable crisis", como explica hoje no New Yorker. Além disto, também estamos a ler:

 

2. The euro curse, por Paul Krugman. Suécia e Finlândia têm ambas situações orçamentais estáveis, mas a segunda está a registar custos de financiamento crescentes. Porquê? Krugman avisa: culpa do euro (no The Conscience of a Liberal).

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Curar a dívida com mais dívida?
25 Nov 2011 12:32
Colocado por: Pedro Romano
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É assim que a chanceler alemã tem "enquadrado" propostas de estímulos orçamentais na Zona Euro. Contudo, é precisamente isto que David Andolfatto propõe para os Estados Unidos. O argumento tem lógica: as taxas de juro "absurdamente" baixas que o Govero americano tem de pagar para emitir títulos de dívida sinalizam uma grande procura por obrigações deste género, e fazem subir a taxa de rentabilidade real dos investimentos financiados por dívida pública. O economista da Reserva Federal pergunta: será que não é possível encontrar projectos que tenham um retorno superior aos 1,8% de juros nominais exigidos ao Estado americano, e ao mesmo tempo fornecer ao mercado títulos altamente desejados? (no MacroMania). Além disto, também estamos a ler:

 

2. ULC and trade deficits, por Francesco Franco. Os Custos Unitários do Trabalho (CUT) estão no centro do alegado problema de competitividade das economias periféricas, mas são um indicador muito agregado. Num post no The Portuguese Economy, o professor da Universidade Nova mostra que os custos unitários da indústria manufactureira são um melhor "proxy" para captar os problemas de competitividade.

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Austeridade em causa
24 Nov 2011 13:13
Colocado por: Pedro Romano
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Não é só na Grécia que a austeridade está a ter dificuldades em colocar as contas em ordem. Chris Dillow faz as contas para o Reino Unido e mostra como as coisas também não estão a correr muito bem em terras de Sua Majestade. O blogger britânico descarta também os argumentos invocados pelo ministro das Finanças George Osborne (no Stumbling and Mumbling). Para além disto, também estamos a ler:

 

2. Does Europe have a Korean option? por Simon Johnson. O antigo economista-chefe do FMI - e um dos que previu que Portugal seria também arrastado para a ajuda externa - fala das soluções europeias para a crise e defende que, com ou sem reformas estruturais, a desvalorização do euro poderá ser a solução de último recurso (no Project Syndicate).

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A crise da zona euro... há 150 anos
7 Nov 2011 13:00
Colocado por: Pedro Romano
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A crise da Zona Euro não é nova. Na verdade, já "aconteceu" há cerca de 150, nos Estados Unidos. O paralelo histórico é feito em The 19th century lessons for the eurozone crisis management, por Adalbert Winkler (no Vox.eu). O economista argumenta que a situação actual da Europa, em que não há, na prática, um "lender of last resort", era a situação comum nos EUA do século XIX, quando os vários bancos, privados de um banco central (a Fed foi um dos últimos bancos centrais a ser criados), geriam em conjunto as falências do sector, numa espécie de sistema mutualista. Segundo Winkler, os bancos da altura têm algumas lições para os políticos europeus de hoje. Também estamos a ler:

 

2. To end the slump, USA must spend, por Larry Summers. Summers defende um grande projecto de investimento público para os Estados Unidos, sem o qual a crise prolongar-se-á durante mais tempo. Os riscos de inflação são baixos, defende (no MIT News).

 

3. The problem with flat tax fever, por Robert Frank. Um dos mais interessantes microeconomistas do mundo académico ataca a ideia de uma "flat rate" e explica por que é que, apesar disso, o sistema fiscal americano tem de mudar (no New York Times).

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E se tivéssemos euros e dracmas ao mesmo tempo?
4 Nov 2011 13:34
Colocado por: Rui Peres Jorge
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Harold James, professor em Princeton e no Instituto Europeu de Florença, propõe que pensemos na seguinte proposta: e se a par do euro, permitissemos que a Grécia introduzisse de novo o dracma, permitindo uma desvalorização cambial (ainda que parcial) na economia grega. As duas moedas seriam aceites internacionalmente, mas o dracma valeria menos, e os gregos teriam os seus salários serem pagos em dracmas. Num artigo no Project Syndicate, James escreve "manter um leque de escolha entre moedas num enquadramento tanto nacional como internacional parece estranho e contra-intuitivo. Mas pode ser feito – e de facto já foi – e pode ser notavelmente bem sucedido a satisfazer a grande procura por estabilidade". Vale a pena ler esta perspectiva histórica sobre várias moedas europeias, uma ideia que de resto já apareceu várias vezes nesta crise. Além disso, estamos também a ler:

 

2. Draghi faz diferente de Trichet... (Free exchange)

 

3. ... mas Krugman avisa (aqui e aqui) que não há sinais de mudanças fundamentais em Frankfurt (Conscience of a Liberal)

 

4. Esta não é uma crise de dívida, mas sim uma crise nas instituições importantes do ponto de vista sistémico, analisa Chris Dillow (Stumbling and Mumbling) 

  

5. Uma boa (e preocupada) análise aos juros e às pressões que Espanha e Itália enfrentam (Nada es Gratis

 

6. Europa tem de avançar com obrigações europeias sem risco, defendem no Euro-nomics Markus K. Brunnermeier (Princeton University), Luis Garicano (London School of Economics), Philip R. Lane (Trinity College Dublin), Marco Pagano (University of Naples Federico II), Ricardo Reis (Columbia University), Tano Santos (Columbia University), David Thesmar (Hautes Etudes Commerciales, Paris), Stijn van Nieuwerburgh (NYU), Dimitri Vayanos (London School of Economics). Ricardo Reis explica a proposta num artigo no Dinheiro Vivo.

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Não contem com um euro estável
3 Nov 2011 11:48
Colocado por: Pedro Romano
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Não contem com um euro estável, é o conselho do economista Ken Rogoff. O antigo economista-chefe do FMI está espantado com a força do moeda única e pesou os argumentos de um lado e do outro: um forte a favor da desvalorização e seis "assim-assim" a favor da valorização. Conclusão: não é líquido que a moeda europeia vá afundar, mas é certo que continuará instável (no Project Syndicate). Além disso, também estamos a ler:

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O "milagre" laboral alemão
2 Nov 2011 13:01
Colocado por: Pedro Romano
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A Alemanha, que durante as últimas duas décadas não se salientou propriamente por baixas taxas de desemprego, parece estar a passar "entre os pingos da chuva" durante a crise, diminuindo o desemprego de forma assinalável. Michael Burda e Jennifer Hunt explicam, research fellows do CEPR, defendem que o "milagre" alemão não tem que ver com as muito elogiadas práticas laborais, nomeadamente nos acordos de redução de horários de trabalho, mas sim com um evento "não repetível": falta de confiança no período anterior à crise, que tolheu as contratações. Ou seja, o "bom momento" actual resulta apenas de o anterior momento ter sido pior do que seria de esperar. Should we believe the german labour market miracle (no Vox.eu). Além disto, também estamos a ler:

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O momento "Volcker" de Ben Bernanke
31 Out 2011 12:35
Colocado por: Pedro Romano
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O presidente da Reserva Federal, Ben Bernanke, encontra-se em 2011 onde Volcker se encontrava em 1979: perante uma economia a desfazer-se e com as armas habituais (quase) completamente inutilizadas. A comparação é feita hoje no New York Times por Christina Romer, que defende uma nova abordagem à política monetária: trocar o "inflation targeting" por um "Nominal GDP targeting". Ben Bernanke needs a Volcker moment, no NYT. Além disso, também estamos a ler:

 

2. More Thoughts on weaponized keynesianism, por Paul Krugman. O académico de Princeton discute a velha questão keynesiana: será que encher e tapar buracos é mesmo bom para a economia? E o raciocínio aplica-se às despesas militares? (no The Conscience of a Liberal)

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Cimeira abriu o caminho a uma recessão de grande dimensão
28 Out 2011 12:19
Colocado por: Rui Peres Jorge
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A Cimeira deste semana evitou que a bomba que pendia sobre a Zona Euro explodisse nos próximos dias e isso é uma vitória. Mas à medida que as horas passam sobre os resultados anunciados na madrugada de quinta-feira, fica cada vez mais claro que estamos muito longe de uma solução credível de médio longo prazo para a crise europeia. Richard Baldwin, no Vox, faz uma análise aos pontos fortes (reestruturação grega, sinal de empenho no reforço do capital dos bancos e uma maior capacidade do FEEF de dar cobertura politica à actuação do BCE) e fracos (demasiada pressão sobre os bancos o que forçará um choque de crédito e austeridade acrescida Itália e Espanha - ambas conduzirão a uma recessão maior) do pacote apresentado esta semana. Em síntese, diz Baldwin, os líderes europeus evitaram que a bomba explodisse, mas abriram caminho a uma recessão de grandes dimensões em 2012. Para Portugal isto significa que, muito possivelmente, o risco de reestruturação aumentou - uma possibilidade admitida por vários economistas ouvidos pelo Negócios. Além disto, estamos também a ler:   

 

1. Vamos ter mais cimeiras em breve, diz a The Economist

 

2. Os líderes estão a decidir em torres de marfim e o BCE tem de ser chamado, escreveu De Grauwe ainda antes da cimeira (VOX)

 

3. O sistema de seguro sobre risco de incumprimento não vai funcionar, avisa Gros (VOX)

 

4. Mais do mesmo, lamenta Guido Tabellini (VOX)

 

5. "Um copo meio cheio" de Guntram Wolf é uma das análises mais optimistas à Cimeira (Bruegel)

 

6. Nuno Teles defende que foi um "péssimo acordo" (Ladrões de Bicicletas)

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Trichet - um mandato falhado?
25 Out 2011 12:59
Colocado por: Pedro Romano
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Dean Baker analisa o mandato de Jean-Claude Trichet à frente do BCE e "arrasa" com a prestação do francês. Para Baker, só uma avaliação muito restrita (inflação) permite dar boa nota ao homem que conduziu o euro durante grande parte da década anterior. De resto, Trichet limitou-se a ver a economia europeia afundar, sem "alertar" para as bolhas na habitação espanhola e irlandesa (no Guardian). Além disto, também estamos a ler:

 

1. Cristina Kirchner's Choice , por Roberto Guareschi. Uma análise da vitória da líder argentina e do que significam as suas políticas económicas para o futuro do país sul-americano (no Project Syndicate).

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Ainda o caso islandês
24 Out 2011 12:14
Colocado por: Pedro Romano
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A Islândia, que tem tentado "driblar" a crise através da desvalorização da moeda, volta a ser tema de destaque no blogue de Krugman. O economista volta à carga e defende que ter moeda própria é uma forma muito mais eficaz - e menos dolorosa - de restabelecer o equilíbrio de uma economia sobrevalorizada. Why not the worst, por Paul Krugman (The Conscience of a Liberal). Também estamos a ler:

 

Crime, unemployment and peer effects, por Chris Dillow. Um post acerca da razão pela qual o crime não tem subido tanto quanto seria de esperar tendo em conta o desemprego, e um alerta para o futuro (Stumbling and Mumbling)

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Os contributos do Nobel para a economia
13 Out 2011 12:48
Colocado por: Pedro Romano
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David Glasner explica em que consiste o contributo do Nobel Thomas Sargent para a Teoria Económica. Uma explicação simples e intuitiva da ligação entre os seus trabalhos e as célebres Expectativas Racionais, que já tinham valido o prémio a Robert Lucas (no Uneasy Money). Além disso, também estamos a ler:

 

1. Os contributos do outro Nobel, Sims, por Mark Thoma (I e II). A explicação é bastante mais técnica do que a anterior (no Economist's View).

 

2. Desemprego em massa para durar. Chris Dillow explica por que é que o debate no Reino Unido acerca de como baixar o desemprego é, em larga medida estéril. Com algumas contas simples, é possível chegar à conclusão de que o desemprego elevado só será reduzido se o Reino Unido conseguir crescer a 3,7% (no Stumbing and Mumbling).

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Afinal isto da economia será mais Darwin e menos A. Smith?
12 Out 2011 13:55
Colocado por: Rui Peres Jorge
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Robert Frank, da Universidade de Cornell, acabou de publicar um livro de ataque às lógicas liberais na economia, a que chamou "A economia Darwin". "Daqui a cem anos os economistas irão considerar que o fundador intelectual da sua disciplina é Charles Darwin e não Adam Smith", afirmou o economista no livro, citado pelo Real Time Economics. A questão central em análise é saber se a escolha individual é a melhor forma de optimizar o bem estar da sociedade ou se, pelo contrário, a busca da satisfação individual pode acabar por deixar todos pior, abrinco caminho à coordenação da acção. Este tema é já bem conhecido na economia mas, segundo o blogue do Wall Stret Journal, para Frank, o problema não deve ser visto como uma possível falha de mercado, mas antes como uma falhar estrutural do liberalismo. Além disso estamos ainda a ler:

 

2. A empresa do Roubini nunca teve lucros e estará à venda (CNBC)

 

3. A Grécia não volta a crescer antes de 2013, diz a troika (BCE)

 

4. Empréstimo da troika passa a maturidade de 12,5 anos e juros mais baixos (The Portuguese Economy)

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O Nobel da Economia em entrevista
10 Out 2011 12:13
Colocado por: Pedro Romano
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Já há Nobel da Economia. Os laureados deste ano são Thomas Sargent e Christopher Sims, pela "pesquisa empírica no domínio da causa e efeito na macroeconomia". Vale a pena reler esta longa entrevista dada por Sargent há pouco mais de cinco anos, em que o economista fala da sua investigação. Aviso: a entrevista, de 27 páginas, é um pouco técnica. Além disso, também estamos a ler:

 

2. Paul Krugman fala sobre o "eterno" problema dos modelos económicos. IS-LMentary é uma explicação do modelo mais simples de análise macroeconómica (The Conscience of a Liberal)

 

3. A importância de Wall Street para a criação de Sillicon Valley's. Não é assim tanta, diz alguém que já lá trabalhou: James Kwak (Baseline Scenario).

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Já há previsões para o Nobel da Economia
7 Out 2011 14:46
Colocado por: Rui Peres Jorge
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O Nobel da Economia será conhecido na segunda feira, e como habitualmente as previsões e apostas já se multiplicam. Pedro Pita Barros aposta em Ken Rogoff ou Jordi Gali e liga-nos às previsões da Reuters e à opinião no Mostly Economics. Além disto, estamos também a ler:

 

2. Krugman defende o Sul da Europa de ataque de Greenspan (Conscience of a Liberal)

 

3. Recapitalização dos bancos na agenda da Cimeira Europeia de 17 e 18 (Negócios)

 

4. Várias formas de medir a receita fiscal e como estas podem iludir (Ladrões de Bicicletas)

 

5. Eslováquia: o último resistente ao alargamento do Fundo Europeu (Washington Post)

 

6. Deixem-me rir, diz Anunes sobre o corte de ratings dos bancos portugueses pela Moody's (SEDES)

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Países periféricos: vítimas ou culpados?
29 Set 2011 12:44
Colocado por: Pedro Romano
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O post no The Street Light já tem uns dias, mas continua actual: o que é que causou a crise do euro? O autor contrapõe duas explicações antagónicas - foi o comportamento "irresponsável" da periferia ou factores "sistémicos" inerentes à formação da união monetária?

 

Sobre o mesmo tema, mas concentrado em Portugal, António Borges, director do departamento Europeu do FMI, escreve hoje um artigo de opinião na revista Exame onde faz um diagnóstico aos desafios nacionais, enquadrando-o numa lógica de "privilégios" excessivos em Portugal. O resumo publicado pela revista não expõe ou arrisca quais são estes privilégios, para além do desequílibrio macroeconómico que resulta de níveis de despesa acima do rendimento ao longo da década do euro, o qual terá de ser combatido por uma desvalorização interna, que o departamento de Borges tem defendido que aconteça por via da desvalorização fiscal (corte na TSU e aumento de IVA). Esta é uma hipótese que está a perder apoio, mesmo dentro do FMI, com a instituição já a admitir ceder. Além disto, estamos ainda a ler:

 

2. A previsão mais errada do século, por Matthew Philips. Não, o mundo não vai continuar americano (no Freakonomics).

 

3. Uma entrevista a Daren Acemoglu, provavelmente o economista mais versátil da actualidade. Uma conversa longa e profunda acerca de regulação bancária, desigualdade, desemprego, crescimento económico, economia política, instituições e habitação (no The Region).

 

4. Desta vez não é diferente, por Murat Tasci. O investigador da Fed olha para os níveis de emprego e conclui que a "jobless recovery" era expectável tendo em conta a recuperação também anémica do PIB americano (Banco da Fed de Cleveland)

 

5. Lucas diz que na Europa os altos impostos prejudicam o esforço de trabalho. Interessante, mas aparentemente falso (Antonio Fatas)

 

6. Lições da crise japonesa, segundo Richard Koo (Ladrões de Bicicletas)

 

7. A inflação como imposto (Cachimbo de Magritte)

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O jogo perigoso da Europa
28 Set 2011 13:24
Colocado por: Pedro Romano
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O economista de Harvard Martin Feldstein fala hoje acerca dos motivos que levam a Europa a tentar adiar um "default" grego que todos vêem como incontornável. Europe's high-risk gamble, no Project Syndicate. Para além disso, também estamos a ler:

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Nova regulação para a banca inglesa
26 Set 2011 13:00
Colocado por: Pedro Romano
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A Comissão Independente para a Banca acabou finalmente o seu relatório. O documento está disponível on line e um dos redactores, o jornalista Martin Wolf, fala aqui acerca da segurança da banca e do problema dos riscos...

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Azia de Merkel no "país de m***" que a maltrata, diria Berlusconi
5 Set 2011 13:22
Colocado por: António Larguesa
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A chanceler alemã – a mais poderosa da economia portuguesa em 2011, na contagem encerrada na semana passada pelo Negócios – assistiu ontem a mais uma derrota da sua CDU nas eleições regionais. O Der Spiegel lembra que é a maior derrota de sempre do partido no estado nordestino de Mecklenburg-Western Pomerania. Além disso também estamos a ler:

 

2. Em França, o regresso sorridente de DSK deixou um sorriso amarelo nos camaradas socialistas que preparavam em ambiente de maior acalmia a escolha do candidato para as Presidenciais de 2012. (Le Monde)

 

3. Em Itália, o “país de m***” que Berlusconi admitiu abandonar dentro de poucos meses, já há sugestões para comemorar a saída do primeiro-ministro. (Youtube)

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BCE, o salvador relutante
9 Ago 2011 11:54
Colocado por: Elisabete Miranda
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Enquanto os líderes europeus se mantêm pouco inclinados a defender o euro, cabe ao BCE ir desempenhando esse papel, mesmo que seja contra o seu ADN, escreve a The Economist. Além disso, também estamos a ler:

 

2. CGD: a confusão entre regulador e regulado (The Portuguese Economy) 

 

3. Adivinha, adivinha: qual é o país onde a desigualdade mais cresce? (the Guardian)

 

4. Mais inflação, repressão financeira ou incumprimentos, não há outras alternativas (Rogoff, Project Syndicate)

 

 5. Podemos ser ricos sem democracia? Indivíduos, sim; países, dificilmente (Dani Rodrik)

 

6. Os estímulos fiscais não são determinantes para a fixação de residência (uma lição para a política municipal nacional?)  (Center on budget and policy priorities) 

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Só o BCE poderá evitar o pior na Europa
4 Ago 2011 12:40
Colocado por: Rui Peres Jorge
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Além do notável artigo de opinião de hoje de Paul de Grauwe no Financial Times onde defende que Só o BCE poderá evitar o pior na Europa, estamos também a ler:

 

2. Barroso quer aumento do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (Negócios)

 

3. Bancos voltam a depositar no BCE em vez de emprestarem uns aos outros (Financial Times)

 

4. Já não são só as economias emergentes que estão a intervir nas respectivas moedas (Bloomberg)    

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Reacções ao aumento do tecto de dívida nos EUA
2 Ago 2011 12:16
Colocado por: Rui Peres Jorge
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Além de 1. Reacções ao aumento do tecto de dívida nos EUA (Real Time Economics), estamos ainda a ler:

 

2. Giavazzi e Kashyap apresentam plano para salvar a Europa (Bloomberg)

 

3. Plano Cadilhe para BPN teria sido melhor (Cachimbo de Magritte)

  

4. Problemas nos EUA e na Europa longe de resolvidos (Baseline Scenario)

 

5. Os riscos sobre a economia chinesa (Blogoexisto)

 

6. O acordo grego é muito favorável para os credores, diz Cabral (Vox)

 

7. A reestruturação grega e a do Dubai (Fistful of Euros)

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48 em 49 economistas norte-americanos consideraram inevitável default grego
18 Jul 2011 17:44
Colocado por: Rui Peres Jorge
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1. Afinal, em números de contas públicas, EUA até são parecidos com Portugal, escreve Miguel Frasquilho (Quarta República)

 

2. E Fernando Alexandre mostra mais semelhanças entre Portugal, Grécia e EUA (The Portuguese Economy) 

 

3. Vítor Bento contra o envolvimento dos privados no resgate grego - apesar de o considerar justo (Sedes)

 

4. Cenários a considerar na encruzilhada europeia, segundo Nuno Teles (Ladrões de Bicicletas)

 

5. Pagar ou não pagar as dívidas, reflecte Jean Pisani-Ferry? (Jornal de Negócios)

 

6. 48 em 49 economistas norte-americanos consideraram inevitável default grego (Real Time Economics)

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Vital Moreira contesta equidade fiscal do imposto extraordinário
15 Jul 2011 16:22
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentários (3)

1. Tavares Moreira defende Vítor Gaspar e a poupança (Quarta Republica)

 

2. Lains critica o discurso do ministro (Pedro Lains)

 

3. E Vital Moreira contesta argumento da equidade fiscal (Causa Nossa)

 

4. A bolha AAA (FT Alphaville)

 

5. Lagarde segundo Jean Pisani-Ferry (Bruegel)

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Santander abre "outlet" de venda de casas em Espanha
14 Jun 2011 12:20
Colocado por: Rui Peres Jorge
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1. Europa tenta salvar resgate grego (FT)

 

2. Lagarde cada vez mais primeira na corrida para o FMI depois de Fisher ser bloqueado (Bloomberg)

 

3. Santander abre "outlet" de venda de casas em Espanha (El País)

 

4. Em Espanha salário mínimo sobe pouco, mas sobe (El Mundo)

 

5. A Grécia com o rating mais baixo do mundo (The Guardian)

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Acordo com a troika: reinventar a roda
30 Mai 2011 12:03
Colocado por: Rui Peres Jorge
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Onde investia Kadafi? Em muito lado, e em obrigações do BES e do BCP também
27 Mai 2011 12:39
Colocado por: Editor
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1. Um dólar forte nem sempre é bom, diz Christina Romer (NY Times)

 

2. Grécia deveria sair temporariamente do euro, volta a defender Feldstein (Project Sindicate)

 

3. Interesse chinês por terras de cultivo causam desconforto no Brasil (NY Times)

 

4. As prioridades do FMI segundo Lagarde (Bloomberg)

 

5. E ao fim de 25 meses, um pouco de inflação no Japão (Bloomberg)

 

6. Onde investia Kadafi? Em muito lado, e em obrigações do BES e do BCP também (Global Witness)

 

7. Maus resultados económicos nos EUA alarmam Krugman (Conscience of a Liberal)

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Os desafios do FMI depois de DSK
24 Mai 2011 9:00
Colocado por: Rui Peres Jorge
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1. Harold James analisa desafios do FMI depois de DSK (Project Sindicate)

 

2. São precisas mudanças no FMI, diz Martin Khor (The Star)

 

3. Simon Johnson sobre possíveis herdeiros de DSK (Bloomberg)

 

4. A Itália é que é o elefante, não a Espanha (A fistful of euros)

  

5. Uma proposta para a Grécia comprar a sua própria dívida (Vox)

 

6. Ricardo Cabral defende os méritos da reestruturação e mais IRC para não transacionáveis (Vox)

 

7. Quando dinheiro perde do BCE com a reestruturação grega (FT Alphaville)

 

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Falta realismo na Europa, diz Krugman
23 Mai 2011 12:14
Colocado por: Rui Peres Jorge
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1. Press release com a aprovação do FMI ao empréstimos a Portugal (FMI)

 

2. S&P corta outlook a Itália (Economist)

 

3. Falta realismo na Europa, diz Krugman (NY Times)

 

4. O Post olha para Portugal (Washington Post)

 

5. Lagarde lidera corrida para FMI (Bloomberg)

 

6. Os periféricos precisam de ajuda, não de castigos, diz Mark Weisbrot (The Nation)

 

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Vale a pena baixar a TSU?
9 Mai 2011 12:27
Colocado por: Rui Peres Jorge
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A flexissegurança funcionou durante a crise?
15 Abr 2011 12:37
Colocado por: Rui Peres Jorge
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1. Grécia vai vender activos e cortar despesa, mas não vai reestrurar (Bloomberg)

 

2. Afinal, os chineses não vão investir 9 mil milhões nas "cajas" (El País)

 

3. China cresce e aquece (Financial Times)

 

4. A flexissegurança funcionou durante a crise? (Vox)

 

5. O resgate não democrático de Portugal (New York Times)

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A revolta dos retalhistas contra os grandes bancos nos EUA
12 Abr 2011 13:52
Colocado por: Editor
Comentários (1)

1. FMI diz que iuan está demasiado fraco (Real Time Economics)

 

2. A revolta dos retalhistas contra os grandes bancos nos EUA (Baseline Scenario)

 

3. Ler os clássicos da economia para perceber a crise (The Conscience of a Liberal)

 

4. O aviso dos consumidores a keynesianos e friedmanianos (Stumbling and mumbling)

 

5. Draghi dado como certo à frente do BCE (Reuters)

 

6. Grupo de alemães tenta travar ajuda a Portugal nos tribunais (Jornal de Negócios)

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Os esqueletos que se escondem nos bancos alemães
6 Abr 2011 13:00
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentários (3)

1. E se os EUA entrassem em "default" (Real Time Economics)

 

2. Privatizar a Caixa ou rescalonar a dívida? A segunda, diz Ricardo Cabral (The Portuguese Economy)

 

3. Brasil contra proposta do FMI de limitar os controlos de capitais (Bloomberg)

 

4. Portugal forçado a pagar juros proibitivos (Financial Times)

 

5. Os esqueletos dos bancos alemães (Reuters via Ana Gomes)

 

6. O mecanismo financiamento europeu pós-2013 por Paul de Grauwe (Eurointelligence)

 

7. Portugal ainda não mostrou que é capaz, diz Strauss-Khan (El País)

 

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Até freiras acham que na Goldman Sachs se ganha demais
4 Abr 2011 15:29
Colocado por: Editor
Comentários (5)

1. Até as freiras acham que na Goldmam Sachs se ganha de mais (The Guardian)

 

2. O próximo problema para o petróleo: as eleições na Nigéria (WSJ)

 

3. Obama re-candidata-se em 2012 (Financial Times)

 

4. BCE criticado em antecipação por subida de juros esta semana (Financial Times)

 

5. Bernanke pode mesmo ter acertado na receita contra a crise... (Bloomberg)

 

6. ... e Krugman explica como é que a injecção de dinheiro de Bernanke funcionou (The Conscience of a Liberal)

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“No one’s home”: no Parlamento e no metro de Lisboa
29 Mar 2011 14:48
Colocado por: Manuel Esteves
Comentários (4)

1. O FT Alphaville faz contas aos prazos eleitorais em Portugal e as implicações de um plano de ajuda quando “no one’s home”.

 

2. O WSJ ensina a “lição irlandesa” aos líderes da Zona Euro que sugerem um acordo rápido para o resgate nacional.

 

3. Nove dias depois do início da guerra, o Presidente e Nobel da Paz, Barack Obama, justifica aos norte-americanos a acção na Líbia, mas fala de “limites” à participação dos EUA.

 

4. Outro “Nobel” – o da Arquitectura – é português. Após o sobressalto em Espanha pelas possíveis implicações da crise política gerada por cá, as boas notícias também chegam ao outro lado da fronteira.

 

5. Em dia de (mais uma) greve dos maquinistas do Metro de Lisboa, finalizamos com um vídeo que parodia a burocracia nos serviços públicos. É apresentado no youtube como um dos finalistas do “Jameson Notodofilmfest” (via blogue união de facto).

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Para ser feliz, o melhor é ser muito ou muito pouco religioso
18 Mar 2011 13:08
Colocado por: Editor
Comentários (3)

1. A política orçamental não vale assim tanto na crise, defendem Mankiw e Weinzierl (Harvard)

 

2. Para ser feliz, o melhor é ser muito ou muito pouco religioso, concluem Gundlach e Opfinger (Hamburg and Leibniz Universities)

 

3. De Long não percebe os planos de austeridade (Project Syndicate)

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Iene sobe enquanto o Japão sofre
17 Mar 2011 12:11
Colocado por: Editor
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1. Custos laborais: Espanha vs Alemanha (El País)

 

2. Irlanda faz campanha nos EUA sobre recusa de aumentar IRC (Bloomberg)

 

3. Iene sobe enquanto o Japão sofre (The Guardian)

 

4. Catástrofes, crescimento e redistribuição (Stumbling and Mumbling)

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Está a dar-se uma revolução silenciosa no governo económico europeu
16 Mar 2011 17:00
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentários (1)

1. Está a acontecer uma revolução silenciosa no governo económico europeu (EU Observer)

 

2. Mapa dos empréstimos do FMI no mundo (FMI) 

 

3. Medidas de austeridade na Zona Euro (Reuters, Dez. de 2010)

 

4. Um problema lógico (Sedes)

 

5. Os bancos portugueses começam a preocupar (FT Alphaville)

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Na Fed, a guerra já não é entre pombas e falcões, diz o NYT
3 Mar 2011 13:34
Colocado por: Manuel Esteves
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1. Na Fed, a divisão já não é entre pombas e falcões, mas entre empíricos e teóricos, diz Christina D. Romer (New York Times)

 

2. Quando um Estado soberano não pode de forma sustentável emitir sua própria dívida nos mercados, as suas empresas (REN) também não conseguem (Alphaville)

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Ranking de 2010 de publicações e economistas portugueses: o ano não foi bom
2 Mar 2011 12:58
Colocado por: Editor
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1. Mais investir nos pais ou nos professores? O maior exercício de economia experimental de sempre (Bloomberg)

 

2. Uma dura fotografia ao mercado de dívida português (Alphaville)

 

3. Ranking de 2010 de publicações e economistas portugueses (The Portuguese Economy)

 

4. As consequências económicas do dinheiro (Sciencemag, via Baseline Scenario)

 

5. Bangladesh despede Muhammad Yunus do seu próprio banco (El País)

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Défice de credibilidade ou excesso de loquacidade
22 Fev 2011 14:56
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentários (200)

1. Desacelerar não é diminuir (Os comediantes)

 

2. Que parva que esta gente é (Cachimbo de Magritte)

 

3. O despesismo continua (Desmitos)

 

4. Défice de credibilidade ou excesso de loquacidade? (4R - Quarta Republica)

 

5. Governar para a estatística (I) (Ladrões de Bicicletas)

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Ler para perceber muitas das discussões actuais sobre política económica entre keynesianos e neoclássicos
18 Fev 2011 13:34
Colocado por: Editor
Comentários (563)

1. Ler para perceber muitas das discussões actuais sobre política económica entre keynesianos e neoclássicos (Antonio Fatas e Ilian Mihov)

 

2. Funcionários Públicos: afinal, quantos são? E onde estão (Sedes)

 

3. Krugman ataca Mervyn King (The Conscience of a Liberal)

 

4. Roubini sobre porque é que o G-20 não funciona (Project Syndicate através da Slate)

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O sonho americano não tem nada a ver com a igualdade
17 Fev 2011 12:32
Colocado por: Editor
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O sonho americano é o sonho de sermos milionários? (Arrastão)

 

Será que as parcerias público-privadas foram a nossa bolha? (Blogo Existo)

 

Jean pisany ferry, presidente do Bruegel, fala acerca da proposta alemã (Project Syndicate)

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O sector mais quente das exportações norte-americanas: o armamento
14 Fev 2011 13:40
Colocado por: Editor
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1. Volta a crescer o número de milionários russos (Financial Times)

 

2. G-20 continua a trabalhar no sistema de indicadores que avisem para desequilíbrios mundiais (Bloomberg)

 

3. Cão de Sócrates chega ao El Mundo (El Mundo)

 

4. Krugman critica plano republicano para corte de défice (NYT)

 

5. Emigrantes tunisinos em força em Itália (WSJ)

 

6. Obama apresenta hoje orçamento e promete cortar défice (El País)

 

7. O legado de Mubarak (vídeo, Reuters)

 

8. O sector mais quente das exportações norte-americanas: o armamento (Fortune)

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Às ditaduras já não basta terem um bom desempenho económico, avisa Rodrik
10 Fev 2011 13:04
Colocado por: Manuel Esteves
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O bom desempenho económico não segurou as ditaduras do Norte de África. As outras que se cuidem, avisa Dani Rodrik (Project Syndicate)

 

A inflação no Reino Unido não é um problema, diz Paul Krugman (The Conscience of Liberal)

 

Como a Europa chegou ao beco em que se encontra hoje, segundo Nuno Teles (Ladrões de Bicicletas)

 

O congresso das exportações e como a tarefa a que se propõe o Governo é mais difícil do que parece (The Portuguese Economy)

 

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Egipto deveria preocupar a China, diz Eichengreen
9 Fev 2011 12:49
Colocado por: Editor
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1. O dificil e longo caminho na frente externa (The Portuguese Economy)

 

2. Portugal tecnológico? (Desmitos)

 

3. Weber fora da corrida para BCE e a outra dança de cadeiras em Frankfurt (Wall Street Journal e Real Time Economics)

 

4. EUA preparam mais uma nova amnistia ( Wall Street Journal)

 

4. O Egipto deveria preocupar a China, diz Eichengreen (Project Syndicate)  

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A crise europeia precisa de restruturações de dívida e de um plano para desenvolvimento das periferias
8 Fev 2011 18:20
Colocado por: Editor
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1) A crise europeia precisa de restruturações de dívida e de um plano para desenvolvimento das periferias (Bruegel Policy Brief: "A comprehensive approach to euro-area debt crisis) – sobre este tema ver também: "procura-se um plano a cinco anos para desenvolvimento das periferias" e "E se Keynes nascer três vezes")

 

2) Imaginem lá: mesmo com a crise,  os ricos continuam a ficar mais ricos, escreve Matthew Lynn (Bloomberg)

 

3) A competitividade espanhola melhorou face à OCDE (El País)

 

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Portugal é o terceiro da Europa com mais futebolistas estrangeiros
1 Fev 2011 13:01
Colocado por: Rui Peres Jorge
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1. "Renováveis da moda" não reduzem dependência do Petróleo, dizem Mira Amaral e Pedro Sampaio Nunes (Publico)

 

2. Orlando Caliço responde a Óscar Gaspar sobre as contas da Saúde (Sedes)

 

3. Terá a grande espera terminado? (The Economist)   

 

4. Mercado aposta numa probablidade de 70% de Mubarak sair até 11 de Fevereiro (Intrade)

 

5. Egípcios fintam restrições às comunicações com tecnologias antigas (BBC Brasil)

 

6. É tempo de olhar a sério para o objectivo de inflação na Zona Euro, diz Munchau (FT)

 

7. Portugal é o terceiro da Europa com mais futebolistas estrangeiros (The Economist)

 

8. Mais um candidato a candidado republicano à presidência dos EUA (Politics Daily)

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A China pode estar a causar as revoltas nos países árabes
31 Jan 2011 12:22
Colocado por: Editor
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1. O fim do excedente comercial chinês não chega sem riscos (Project Syndicate)

 

2. Será que é a China que está a causar as revoltas nos países arabes? Krugman acerca da subida dos preços dos alimentos (Conscience of a Liberal)

 

3. Sair do euro, pergunta Vítor Bento (Sedes)

 

4. À procura de empresas com défices crónicos e com alternativas no privado. Não está fácil. (Relatório anual do Sector Empresarial do Estado)  

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a mulher de Stiglitz em Davos
28 Jan 2011 12:08
Colocado por: Editor
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1. Governos emergentes começam a acumular alimentos (Financial Times)

 

2. Como é que os bancos centrais devem lidar com o aumento dos preços dos alimentos (VOX)

 

3. Conclusões do relatório da Comissão de Inquérito à Crise Financeira nos EUA (FCIC)

 

4. E sobre a versão Republicana para as causas da crise nos EUA vale a pena ler Johnson (Project Syndicate)

 

5. A mulher de Stigtlitz em Davos (Davos Notebook - Reuters)

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Propostas que a esquerda ignora para que os trabalhadores não paguem sós a crise
27 Jan 2011 12:16
Colocado por: Editor
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1. Governador do banco central do Luxemburgo sobre como evitar a próxima crise do euro (Project Syndicate)

 

2. Propostas que a esquerda ignora para que os trabalhadores não paguem a crise (Stumbling and mumbling)

 

3. Caracteristicas humanas essenciais para o capitalismo (The Browser)

 

4. Summers encontra mulher à altura para a sua conhecida rigidez (Davos Live - WSJ)

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Obama não convence nem Krugman, nem Sachs, mas por razões bem diferentes
26 Jan 2011 13:35
Colocado por: Rui Peres Jorge
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1. Uma maiora que acredita que até 2016 algum dos países do euro vai desistir (Bloomberg)

 

2. Recuo do PIB não demove Cameron (Bloomberg)

 

3. Obama não convence Jeffrey Sachs que não quer estímulos (Real Time Economics)

 

4. Obama não convence Krugman que quer mais estímulos (Paul Krugman)

 

5. Roubini, em Davos, diz que não há dinheiro para salvar Espanha (El País)

 

6. Shiller sobre porque é que as pessoas não confiam nos economistas, mas gostam de economia (Project Syndicate)

 

7. A notícia de 2003 do Jornal de Negócios sobre a auditoria das Deloitte ao BPN (Jornal de Negócios)

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Uma breve história da Apple desde 1976
25 Jan 2011 17:04
Colocado por: Rui Peres Jorge
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1. Uma breve história da Apple (New York Times)

 

2. O mito da competitividade do Presidente Obama (Paul Krugman)

 

3. Obama em alta em dia de discurso do estado da União (Financial Times)

 

4. Davos visto pela Reuters e pelo FT 

 

5. Apresentação do IGCP aos investidores, com quantificação dos dias de greve em Portugal

 

6. A Wikileaks matou os off-shores? (Bloomberg)

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Gere 47 mil milhões de libras e é mãe de nove filhos. Quotas para mulheres? Nem pensar
24 Jan 2011 13:00
Colocado por: Rui Peres Jorge
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1. Quais são as melhores escolas: privadas ou escolas publicas? (Ladrões de Bicicletas)

 

2. Gere 47 mil milhões de libras e é mãe de nove filhos. Quotas para mulheres? Nem pensar (Guardian)

 

3. Há as preocupações oficiais de Davos e depois há as preocupações económicas de Davos. E nessas, a China e Europa é que contam (Real Time Economics)

 

4. Inflação e capacidade de produção no mundo (Paul Krugman)

 

5. Portugal: um problema económico e político (The Portuguese Economy)

 

6. Várias caras da Justiça (Slate) 

 

7. Será que o seu voto conta mesmo (Independent Review) 

 

8. Microfundações para a revolução na Tunisia. E não só (Stumbling and Mumbling)

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A "sondagem" do Sol e a selva pura e simples
21 Jan 2011 13:45
Colocado por: Rui Peres Jorge
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1) João Rodrigues responde a Nuno Garoupa sobre a crise e o euro (Ladrões de Bicicletas)

2) Lisboa sinaliza o fim dos soberanos sem risco (Financial Times)

3) A "sondagem" do Sol e a selva pura e simples (Margem de erro)

4) Basileia III e com Dodd Frank ainda vai dar que falar (Felix Salmon)

5) Vale a pena controlar capitais? (VOX)

6) A vida depois do capitalismo (Project Sindicate)

7) Optimismo alemão no máximo de 20 anos (Bloomberg)

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John Maynard Keynes aos olhos de Friedman
20 Jan 2011 11:30
Colocado por: Rui Peres Jorge
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1) Grandes festas em 1600 Pennsylvania Avenue, Washington DC (imagina-se algo mais sóbrio com Hu Jintao)

 

2) John Maynard Keynes aos olhos de Friedman

 

3) Sombras chinesas no mundo das obrigações 

 

4) Regras orçamentais baixam o risco soberano, diz a Comissão

 

5) A sucessão de Trichet vista pelos franceses

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Agora sim, os testes à banca serão sérios
18 Jan 2011 11:29
Colocado por: Rui Peres Jorge
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1) Pita Barros defende as novas taxas na Saúde;

2) Mankiw olha para a mobilidade económica e social nos EUA e Europa

3) WSJ olha para a dança de cadeiras no BCE (ainda antes da saída de Trichet); A Bloomberg também

4) Krugman pergunta: pode a Europa ser salva?

5) Um resgate a Portugal só vai piorar a crise europeia (pode também gostar de ler algumas das opiniões em "uma questão de solvência")

6) A China emprestou mais dinheiro a economias em desenvolvimento do que o Banco Mundial

7) Agora sim, os testes à banca serão sérios, diz BCE

8) Obama e Hu menos tensos?

9) China lança curso anti-corrupção

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Portugal e a colocação mistério de dívida pública
11 Jan 2011 13:12
Colocado por: Rui Peres Jorge
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  1. O impacto na construção no desemprego estrutural nos EUA
  2. O meio erro de Krugman
  3. Colocação (mistério) de dívida portuguesa no centro da atenção internacinonal
  4. Eichengreen avisa para os riscos cambiais
  5. Japão também vai comprar dívida europeia
  6. Capitalismo tem de provar que consegue fazer melhor
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Brasil avisa: vamos de guerra cambial a guerra de comércio
10 Jan 2011 12:11
Colocado por: Rui Peres Jorge
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Cuidado com as ideias Zombie, ainda lhe comem o cérebro
20 Dez 2010 15:48
Colocado por: Rui Peres Jorge
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“Abenomics” vai salvar o Japão?
17 Mai 2013 13:08
Colocado por: Rui Peres Jorge
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Shinzo Abe, o primeiro-ministro japonês esta semana em Tóquio Fonte: Kiyoshi Ota/Bloomberg

 

O primeiro ministro japonês que entrou em funções em Dezembro elegeu como objectivo acabar com a deflação e retirar o País da profunda crise que atravessa. Para isso decidiu usar todos os instrumentos disponíveis num plano que já foi baptizado por “Abenomics” e que inclui um plano de investimento público (100 mil milhões de euros), uma política monetária agressiva, e um plano de desenvolvimento industrial baseado em tecnologia – que deverá apresentar hoje, escreve a Bloomberg. Com Abe no poder, o iene desvalorizou e a bolsa disparou; as exportações subiram e o consumo também. No entanto, o investimento ainda não chegou para suportar a retoma e a deflação continua. A “Abenomics” está no palco mediático internacional e ocupa um espaço de destaque no “Estamos a Ler” de hoje:


2. Abe’s master plan. A The Economist faz o balanço dos cinco meses do plano de Abe baseado em forte estímulo económico e numa mensagem nacionalista. “A política económica parece melhor que o nacionalismo”, lê-se na edição desta semana.

 

3. El experimento japonés dispara el PIB. O El País também dá a sua versão da experiência japonesa, considerando que, por enquanto, oferece um balanço misto.

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Controlo de capitais em Chipre: uma história de dois euros
27 Mar 2013 15:54
Colocado por: Rui Peres Jorge
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Preços em euro num supermercado cipriota Fonte: Simon Dawson/Bloomberg

 

Começam a conhecer-se as medidas de controlo de capital em Chipre. Segundo o Guardian, depósitos a prazo não poderão ser levantados antes de tempo; cheques podem ser depositados mas não levantados; os pagamentos para fora de Chipre estão proibidos (com excepções: os cipriotas podem sair do país com um máximo de 3 mil euros; os pagamentos de importações são permitidos contra apresentação da “documentação relevante”; e os cipriotas poderão transferir um máximo de 10 mil euros por trimestre para filhos que estudem no estrangeiro); além disso, e entre outras, os pagamentos com cartão de crédito no estrangeiro não podem ultrapassar os cinco mil euros por mês. As medidas deverão vigorar durante 7 dias.        

O que é que isto significa para a união monetária?

São impressionantes as análises que se lêem nestes dias sobre este tema. Não é para menos: é que se o caso cipriota anima o debate geral sobre os benefícios e malefícios dos controlos de capitais, a sua dimensão única é estas limitações acontecerem dentro de uma união monetária. Isso é único significará, em termos substantivos e se se prolongar por mais que uns dias, que deixou rigorosamente de existir apenas uma moeda na união monetária europeia, como escreve Tim Duy no seu Fed’s Watch. Guntram B. Wolff, no Bruegel, argumenta na mesma linha: com o controlo de capitais, um euro em Chipre vale menos que um euro em qualquer noutro país da Zona Euro, um desenvolvimento político “que mina o sistema monetário único” e “arrisca enviar um sinal fatal aos mercados que poderá muito bem iniciar futuras corridas aos depósitos noutros locais”. Wolff e Darvas, também no Bruegel, num post publicado já hoje avisam para cinco riscos concretos da decisão de controlar capitais, entre elas a violação de principios básicos do Tratado da União Europeia. Além destes textos estamos também a ler:

2. Capital controls and the Cypri-outlier. Uma boa análise de Cardiff Garcia no Alphaville sobre o debate em torno dos controlos de capitais e a distinção que deve ser feita quando se aplicam numa união monetária;

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Chipre e os três tipos de crises financeiras: liquidez, solvência e estupidez
22 Mar 2013 13:18
Colocado por: Rui Peres Jorge
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Cartoon de Patrick Chappatte Fonte: Acting Man

 

Os cartoons ajudam a relativizar: aqui fica contributo de Pater Tenebrarum de onde pedimos emprestado o desenho acima com que abrimos este "Estamos a ler" dedicado à crise cipriota e que segue com a análise de Nicolas Véron aos desenvolvimentos da última semana, com enfoque na proposta inicial que, ao financiamento de 10 mil milhões de euros da UE e do FMI, juntava uma taxa sobre todos os depósitos, incluindo os de valor abaixo de 100 mil euros. O autor diz que lhe vem à cabeça uma frase de um ex-economista chefe do FMI, Mike Musa, que a propósito das crises asiatáticas do final dos anos 90 terá dito: "há três tipos de crise financeiras: crises de liquidez, crises de solvência e crises de estupidez". Vale a pena ler o texto de Véron pela forma como enquadra as várias dimensões – política, económica e financeira – da crise cipriota, na qual se evidenciam os riscos da decisão irreflectida de taxar depósitos abaixo de 100 mil euros e a forma como as eleições e a política alemã estão a prejudicar a gestão da crise. Estamos também a ler:          

 

2. Options for Cyprus. Zsolt Darvas, no Bruegel, analisa as opções disponíveis para o Chipre à entrada do fim de semana que, no limite, poderá ditar a saída do país da Zona Euro. O "Ciprexit" seria pontencialmente desastroso, diz, defendendo no entanto a posição do BCE de fechar a torneira caso não exista acordo;

 

3. Cyprus crisis: EU risks the unthinkable if bailout ultimatum fails. Larry Elliot, no The Guardian, analisa o cenário mais drámático desta crise: uma saída do Chipre;

 

4. A short history of bank deposit levies. Más noticias para os que vêem as taxas sobre depósitos como uma excentricidade cipriota: já aconteceu várias vezes e na Europa, nota o Tyler Cowen no Merginal Revolution;

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Política do BCE beneficiou mais o centro da Europa
18 Fev 2013 16:12
Colocado por: Rui Peres Jorge
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Vítor Constâncio e Mario Draghi, vice-presidente e presidente do BCE na conferência de imprensa mensal de 7 de Fevereiro Fonte: Ralph Orlowski/Bloomberg

 

É talvez a análise económica mais interessante nas notícias de hoje. O Financial Times dá conta de uma análise do Barclays ao financiamento obtido no mercado de capitais pelas empresas europeias na segunda metade de 2012 (Eurozone core cashes in on cheap borrowing). As empresas sedeadas em França, Alemanha, Bélgica e Holanda terão aumentado em termos líquidos o seu financiamento em 37 mil milhões de euros em empréstimos baratos, beneficiando das medidas adoptadas pelo BCE para baixar  risco da região. Já em Itália, Espanha, Portugal e Grécia o sector empresarial não financeiro aumentou o seu endividamento  mercado apenas 12 mil milhões de euros em termos líquidos, um montante concentrado em grandes empresas como a Telecom Itália e Telefonica. Ao mesmo tempo, escreve o jornal, estes países viram o financiamento bancário reduzir-se 65 mil milhões de euros. A fragmentação da Zona Euro pode ter-se reduzido, mas o problema mantém-se agudo. Além disso, estamos também a ler:

2. Carney says his Job is helping with BoE refounding. O futuro presidente do Banco de Inglaterra assume uma refundação na autoridade monetária britânica. Carney, que sai do Banco de Canadá, tem defendido que um banco central deve ter como referência de actuação o PIB nominal e não a inflação, como acontece com a maioria dos bancos centrais.


3. G-20 signals support for japan easing without yean talk. Os líderes do G-20 voltaram a vincar a importância dos principais blocos e países permitirem que as suas moedas flutuem ao sabor dos fundamentais económicos, mas suavizaram a posição sobre o Japão, que cuja política monetária recente tem explicitamente favorecido uma desvalorização do Yen.

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Tentando perceber a reestruturação irlandesa
12 Fev 2013 12:16
Colocado por: Rui Peres Jorge
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A Irlanda reestruturou cerca de metade da dívida que contraiu durante a crise para fazer face aos problemas no seu sistema financeiro. A operação, anunciada no final da semana passada, é um marco na história da crise do país, mas também da Zona Euro: um sinal de flexibilização e negociação dentro da Zona Euro que merece ser analisado com detalhe. Alguns elementos centrais:

 

– A Irlanda troca 28 mil milhões de euros das agora famosas "notas promissórias" que emitiu no pico da crise para salvar os seus bancos por obrigações do Tesouro irlandês.

 

– A taxa de juro poderá ser um pouco mais baixa, mas a grande alteração está na maturidade. As primeiras, com uma maturidade de 7 a 8 anos, obrigavam o Estado a pagar 3,1 mil milhões de euros ao ano nesse período. As segundas têm uma maturidade média de 34 anos, e adiam a primeira amortização para daqui a 27 anos, aliviando a pressão no regresso aos mercados de um país com um "stock" de dívida acima dos 120% do PIB.

 

– O negócio, que envolve essencialmente o Governo e o banco central irlandês, mas conta com a anuência do BCE, poderá configurar financiamento monetário (isto é empréstimos do banco central ao Estado), o que está proibido pelos Tratados da UE - este é um tema que ainda promete dar que falar.

 

– Para tentar aliviar essa possível interpretação, o Banco da Irlanda irá procurar vender no mercado as obrigações irlandesas com que ficará em balanço (que substitutem as notas promissórias) e este é referido como um dos riscos de médio prazo da operação.

 

– Uma das grandes vantagens do alargamento das maturidades é o efeito da inflação sobre a dívida: pagar 28 mil milhões de euros daqui a 34 anos é muito diferente de ter de pagar o mesmo montante hoje ou daqui a 7 ou 8 anos. O Free Exchange, da The Economist, faz um bom resumo dos pontos essenciais do acordo (Untangling the promissory knot). Karl Whelan, o economista que toda a gente lê para perceber a dimensão financeira dos desafios irlandeses, aprofunda o tema no seu artigo na Forbes (Ireland's Promissory Note Deal). Além disso, e sobre o mesmo tema, estamos também a ler:

 

2. Rescheduling of promissory notes is monetary financing in all but name. Wolfgang Munchau, no FT, escreve sobre o acordo irlandês, diz que não há dúvidas que é financiamento monetário, mas defende que mesmo assim é a melhor forma de tentar resolver os problemas irlandeses.

 

3. Irish bank debt deal breaks deposit taboo. P O Neil, no “a fistful of euros”, escreve sobre uma dimensão pouco referida mas muito interessante da reestruturação irlandesa: alguns depositantes deverão perder parte do seu dinheiro. (O envolvimento dos depositantes está também a ser estudado no Chipre, escreveu esta semana o FT, aqui citado pela CNBC)

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Os melhores "posts" nacionais sobre o regresso aos mercados
24 Jan 2013 11:16
Colocado por: Rui Peres Jorge
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João Moreira Rato, presidente do IGCP e Maria Luis Albuquerque, secretária de Estado do Tesouro, ontem na apresentação dos resultados da emissão Fonte: Miguel Baltazar, Negócios

 

Algumas das análises mais interessantes aos desenvolvimentos desta semana relacionados com o regresso aos mercados financeiros estão na blogoesfera. Os impactos da emissão na sustentabilidade da dívida, a fragilidade da situação nacional, a abertura de um caminho para uma intervenção do BCE (e logo um segundo resgate) são alguns dos temas analisados. Vale a pena ler:

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Há mais macroeconomia do que por vezes se imagina
27 Dez 2012 16:09
Colocado por: Rui Peres Jorge
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Nada como terminar o ano com uma boa discussão sobre a crise na macroeconomia. Tudo ganhou dimensão com um dos já típicos ataques de Paul Krugman aos economistas de água doce (os que descreve como não acreditando na utilidade nem para a política orçamental, nem para a monetária). Para o Nobel da Economia a macro ainda está podre. As respostas não se fizeram esperar, com intervenções de algumas das estrelas da blogoesfera económica dos EUA. Talvez o mais interessante no debate seja a afirmação por vários economistas de que as posições de Krugman não são, na verdade, assim tão diferentes das defendidas por aqueles que critica. Estamos assim a ler:

 

2. Macro, what have you done for me lately? Noah Smith faz um bom apanhado da recente discussão sobre o estado da macroeconomia e a diferença entre "água salgada" e "água doce" e defende que não há assim tantas diferenças.

 

3. Oh dear, oh dear, Krugman gets it so wrong, so wrong, on the state of macroeconomics. Lars Syll, no Real-World Economics Review, também defende que Krugman e Mankiw são muito mais parecidos do que fazem crer.

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A grande história do momento na política monetária vem do Japão
27 Dez 2012 10:20
Colocado por: Rui Peres Jorge
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Tim Duy descreve com profundidade e de forma relativamente simples uma das principais histórias do ano na política monetária: a potencial perda de independência do banco central do Japão a favor de uma estratégia de monetização explícita de défices. Em Missing The Big Japan Story Tim Duy recorre a vários artigos, incluindo um conhecido discurso de Ben Bernanke sobre a articulação entre a política monetária e a política orçamental, para sublinhar a importância do que está a acontecer no Japão (Este é um tipo de desenvolvimento que merece apoio de economistas menos ortodoxos). Vale também a pena ler a análise de Duy à recente alteração de regra de política monetária nos EUA. Além disso, estamos também a ler: 

 

2. Lack of progress in Macroeconomics. Antonio Fatás responde a críticas de Jeffrey Sachs aos keynesianos. Fatás diz que o conhecido economista ignora elementos consensuais entre economistas acabando por apresentar um artigo inconsistente que sofre do que chama "sindroma do 'é tão óbvio'" que nem precisa de ser fundamentado...

 

3. A Conservative Case for the Welfare State. Bruce Bartlett, economista que serviu Reagan e Bus pai, defende no Economix a importância do estado social nos EUA. "O Estado social foi criado para limar as arestas brutas do capitalismo e torná-lo mais sustentável", diz.

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FMI reconhece oficialmente vantagens de controlo de capitais
4 Dez 2012 12:51
Colocado por: Rui Peres Jorge
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A crise impôs algumas alterações nos consensos dominantes em torno da condução da política económica. Para muitos, e provavelmente com razão dada a resistência institucional às mudanças, estas alterações não foram as suficientes. Ainda assim, não passa despercebido o facto de o FMI passar oficialmente a defender as vantagens de controlos de capitais. Como nota a Bloomberg, o apoio é limitado a condições muito específicas (países sem margem para mexer em taxas de juro ou que estejam a ser excessivamente afectados por movimentos de capitais) mas ler, numa posição institucional de Washington, que apesar dos fluxos de capitais terem vantagens, é preciso reconhecer que  "também acarretam riscos, que podem ser aumentados por falhas na estrutura financeira e institucional de países" merece nota. Além disso estamos a ler:

  

2. Is There a Case for Optimism About the Eurozone? Yves Smith faz uma análise pouco animadora da crise europeia. Mas para os optimistas, o texto no Naked Capitalism parte de  uma visão mais animadora de John Dizard, no FT. 

 

3. La UE aplaza al 12 de diciembre las negociaciones sobre la unión bancaria. O El País vinca a incapacidade dos líderes europeus de chegarem a acordo sobre a união bancária, esclarecendo o que está em cima da mesa das negociações.

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Estudo da Economia precisa de mudar radicalmente
30 Out 2012 14:16
Colocado por: Rui Peres Jorge
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O Vox está a promover há algum tempo um debate sobre para que serve a economia e o que deve mudar no seu ensino. A este respeito, vale a pena ler um texto de Alan Kirman, Professor da Universite Paul Cezanne in Aix-en Provence. Algumas ideias: em vez de assumirem que a economia está naturalmente em equilíbrio e que por vezes é abalada por choques externos, os economistas deveriam admitir que "podem estar a lidar com um sistema que se auto-organiza e que, de tempos a tempos, experimenta grandes e rápidas mudanças". No ensino da ciência, os economistas "deveriam gastar mais tempo a insitir na importância da coordenação como o principal problema das economias modernas, em vez da eficiência". E, finalmente, "todos deveríamos lembrarnos de que o actual pensamento económico será um dia ensinado como história do pensamento económico". Além disso, estamos também a ler:

 

2. 1892. A História é boa companheira em momentos históricos. Pedro Lains contribuiu revisitando a grande crise de pagamentos portuguesa do final do século XIX. Vale também a pena ler um exercício que fez há um ano sobre as necessidades de financiamento externo português: a crise dos 30?

 

3. Spain's bad bank lures investors with steep discounts. A Reuters dá conta de como o banco central espanhol planeia que o "bad bank" do país (que comprará aos bancos os maus créditos nos balanços) consiga captar o interesse de investidores privados. Os retornos podem chegar a 15%, diz o Banco de Espanha. A entrada de investidores privados é essencial para que o "bad bank" possa ficar fora das contas públicas.

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O silêncio português e a escolha de vencedores na Europa
23 Out 2012 10:43
Colocado por: Rui Peres Jorge
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Francois Hollande,presidente francês (esquerda), Mario Monti, primeiro ministro italiano (centro) e Enda Kenny, primeiro ministro irlandês na Cimeira da semana passada. Fonte: Jock Fistick/Bloomberg

 

Ao contrário de Portugal e Espanha, a Irlanda poderá vir beneficiar de recapitalização retroactiva dos seus bancos, depois de receber o apoio da Alemanha e da França. É um caso especial diz o eixo-franco alemão para gáudio irlandês como descreve o Público. A posição chega poucas semanas deppois de se saber que, em nome da transmissão da política monetária, o BCE poderá comprar obrigações de Espanha e Itália, mas não de Portugal e Irlanda. E em todo caso provavelmente antes de Irlanda do que de Portugal. No meio disto, o Governo português permanece em silêncio em Portugal e pelo vistos nas próprias negociações. Fica por perceber se a Europa escolhe vencedores na luta contra a crise (como afirma um responsável irlandês) como o faz. e qual a estratégia nacional. Além disso, estamos também a ler: 

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O fantasma da Grécia paira sobre Portugal
25 Set 2012 16:11
Colocado por: Rui Peres Jorge
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Como o Negócios notou pela manhã o recuo do Governo na TSU correu o mundo e pintou um quadro negativo sobre o ajustamento português: o Governo sai fragilizado e o próprio sucesso do programa de ajustamento começa a ser posto em causa. O FT chama-lhe um recuo embaraçoso. O El País classifica a medida abandonada como uma "experiência social" e diz que a coligação esteve por um fio. O Wall Street Journal considera que a aplicação de medidas de austeridade adicionais está agora mais difícil. E Ambrose Evans-Pritchard defende que Portugal entrou numa nova fase da crise. O fantasta da Grécia começa a pairar sobre Portugal. A piorar o cenário está a envolvente externa que piora a cada dia. A S&P reviu em baixa as previsões de crescimento para a Zona Euro e para Espanha e avisa que os problemas de liquidez resultarão em recessão certa em Portugal. Ontem, Christine Lagarde apontou para uma revisão em baixa do crescimento mundial por parte do FMI. Além disso, estamos também a ler:

 

2) Inside Mario Draghi's euro rescue plan. A Reuters faz um viagem aos bastidores da tomada de decisão do BCE em comprar dívida pública europeia.

 

3) Central Banks on the Offensive?. BCE, Fed e Banco do Japão anunciaram recentemente medidas anti-crise. Será que estão coordenados? No Project Sydicate Jean Pisani-Ferry diz que, infelizmente, não. 

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Draghi sobe a parada
7 Ago 2012 13:48
Colocado por: Rui Peres Jorge
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Apesar de ter desapontado os investidores na semana passada – ao ter colocado a compra de obrigações pelo BCE condicional a pedidos de assistência financeira à UE – Mario Draghi subiu a parada na crise europeia. Os próximos meses serão decisivos e o BCE deverá desempenhar um papel central. Apesar da desilusão dos investidores, a autoridade monetária prepara-se para desempenhar um papel  maior do que alguma vez se imaginou. A Der Spiegel explica como o BCE poderá usar a sua "bazooka", num texto onde relata o debate dentro do próprio BCE, e onde conclui que a actuação de Frankfurt deverá ser mais gradual do que alguns pensaram (a revista alemã tem um infografia simples sobre a forma como o BCE poderá vir a actuar na compra de obrigações no mercado secundário). A The Economist, nos seus blogues Free Exchange e Charlemagne's notebook, também tenta explicar as dificuldades e riscos que o BCE e Draghi enfrentam, tando do ponto de vista técnico, como político. Além disso estamos também a ler:

 

2. The Point of Exclamation. Ben Yagoda, professor de inglês, escreve no New York Times sobre a forma como a escrita em formatos electrónicos mudou a forma como a pontuação é utilizada, de como um ponto final pode ser sarcástico ou sincero ou de como um ponto de exclamação é quase sempre necessário (fala mesmo de uma "inflação tipo weimar na exclamação"). Vale a pena ler!!

 

3. IMF Pushes Europe to Ease Greek Burden. O FMI quer uma nova reestruturação da dívida pública grega de forma a que o endividamento do Estado em 2020 seja de 100% do PIB, e não de 120% como acordado na última negociação em Fevereiro. Esta será uma condição para que o FMI liberte mais dinheiro em Setembro escreve o Wall Street Journal, que avança as váris formas propostas para que esse objectivo seja atingido.

 

4. Orderly sovereign debt restructuring: missing in action! Um recente estudo do Banco Mundial analisa as reestruturações de dívida nas últimas décadas, incluindo já o caso grego, e defende quais são as melhores condições para que medidas deste tipo tenham sucesso.

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Pecados e virtudes da austeridade
19 Jul 2012 16:17
Colocado por: Rui Peres Jorge
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Daniel Gros faz hoje uma crítica no Vox ao manifesto anti austeridade de Krugman/Layard, recebendo em troca uma resposta ácida de Simon Wren-Lewis. Gros pega no valor dos défices orçamentais e de crescimento do Reino Unido, EUA e Zona Euro e, perante a situação económica semelhante em que se encontram argumenta que a política orçamental não foi muito restritiva (nem muito importante) e não penalizou em exagero o crescimento. Defende ainda que "sem as medidas de consolidação a dívida pública tornar-se-ia insustentável". Wren-Lewis responde que a lógica de comparação directa entre países feita por Gros é "é o tipo de exemplos que usamos para convencer os nossos alunos de que deveriam tirar uma cadeira de econometria". Defende que a austeridade é recessiva e contraproducente, e só deveria acontecer quando o crescimento estiver consolidado. E no que diz respeito à sustentabilidade, as taxas de juros pedidas pelos investidores não corroboram a identificação desse risco. Além disto, também estamos a ler:

 

2. Tradable sectors in Eurozone periphery countries did not underperform in the 2000s. Guillaume Gaulier, Daria Taglioni, Vincent Vicard, do Banco Mundial e do Banco de França, defendem no Vox que os problema nos países do Sul não é (nem foi) falta de de competitividade no sector exportador. O problema foram excessos salariais nos não transaccionáveis, os quais ditaram aumentos de importações insustentáveis.

 

3. España podrá recurrir al dinero del rescate para la compra de deuda pública. O El País teve acesso aos memorandos do resgate espanhol. O dinheiro que receberão poderá até ser usado para comprar dívida pública em mercado secundário. Os documentos estão a ser discutidos nos parlamentos alemão, holandês e finladês, mas ão no espanhol, nota o jornal.

 

4. Analysis: Spain's leader could learn some lessons from Portugal. A Reuters diz que Portugal é muito melhor a comunicar com os mercados e a agradar à troika do que Espanha. Isso acontece em parte porque Pedro Passos Coelho "ganhou uma reputação de obdiência rigorosa à políticas lideradas pela Alemanha de duros cortes em gastos sociais".  

 

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Quando se reformam as auditoras?
10 Jul 2012 16:16
Colocado por: Elisabete Miranda
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Apesar de partilharem grandes responsabilidades nos escândalos financeiros que se têm sucedido, as grandes auditorias têm passado pelos pingos da chuva. Richard Murphy, jurista e activista britânico, defende que, tal como os bancos, as auditoras precisam também de uma profunda e urgente reforma ao nível da sua regulação.

 

Recordando o exemplo da manipulação da Libor por parte do Barclays, que terá passado despercebida à PWC, Richard Murphy sustenta que ou as auditoras aceitam a segregação de funções, coisa a que têm vindo a resistir, multiplicando os serviços que prestam às empresas auditadas, ou simplesmente devem perder por completo a função de auditoria a favor do Estado. (Taxresearch)

 

 Além disso, também estamos a ler:

 

2. “Tax evasion across industries”: A evasão fiscal dos trabalhadores independentes na Grécia foi responsável por 48% do défice em 2008 e 31% em 2009, concluem três investigadores a partir da comparação entre o rendimento declarado ao Fisco e o declarado aos bancos, para efeitos de pedidos de crédito.

 

3. "Onde o dinheiro mora": A idoneidade fiscal de Mitt Romney, candidato republicano à presidência dos EUA nas próximas eleições de Novembro, continua a dar que falar. A Vanity Fair segue-lhe o rasto do dinheiro e das pistas que o tentam dissimular.  

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O primeiro ano de Lagarde
5 Jul 2012 12:44
Colocado por: Rui Peres Jorge
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Faz hoje um ano que Christine Largarde assumiu a liderança do FMI. A Bloomberg faz hoje um bom balanço dos primeiros doze meses da primeira mulher a liderar o FMI. Um ano marcado pela intervenção do FMI na Europa cuja gestão Largarde tem conseguido fazer com sucesso, mantendo pressão sobre os líderes na Europa e conseguindo gerir o cepticismo dos países do Sul que não veem com bons olhos. A "saída por razões pessoais" de António Borges da liderança de Departamento Europeu após ter proposto o até então inimaginável no modus operandi do FMI é também referida. Além disso, estamos também a ler:

 

2. Socialists in France Announce New Taxes. Consolidar pela receita e não pela despesa. Esta é a proposta de Hollande, explicada pelo New York Times 

 

3. Central Banks Deliver 45-Minute Salvo as Growth Weakens. O momento mundial não está fácil: basta olhar para os bancos centrais. China e BCE baixam juros; Reino Unido anuncia mais estímulos;

 

4. ¿Un mundo de tipos de interés al 0%?. Uma análise publicada no El País sobre as decisões e os dilemas de Fed, BCE e Banco de Inglaterra perante taxas de juro cada vez mais próximas de zero;

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FMI analisa cinco propostas de Eurobonds
3 Jul 2012 15:57
Colocado por: Rui Peres Jorge
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São vários os economistas que insistem que, apesar dos primeiros passos para uma união bancária na Zona Euro serem positivos, os resultados da cimeira são insuficientes. Munchau insiste é precisa a intervenção do BCE ou um aumento significativo da capacidade financeira dos fundos europeus. Manasse alinha. Gros, por seu lado, sublinha que faltam vários elementos a esta união bancária, nomeadamente um fundo de insolvência comum e avisa que a Europa tem caminhar mais depressa se quer salvar o euro. A complicar as coisas, estão o cepticismo finlandês e holandês e as criticas abertas à união bancária de economistas alemães como Werner Sinn.

 

Quem tem estado em silêncio no pós-cimeira é o FMI (dias antes tinha defendido a união bancária e mais integração orçamental). Hoje, no seu site, além de uma avaliação à Alemanha a quem pede mais consumo interno, a instituição divulgou um "paper" onde analisa as cinco principais propostas de "Eurobonds" apresentadas até agora. A saber: as "Blue-Red Bonds de Delpla and Von Weizsäcker; as European Safe Bond (ESBies) propostas pelo grupo de economistas euro-nomics onde está Ricardo Reis; o Fundo de Amortização de Dívida do Conselho de Sábios alemão e as "Eurobills" de Hellwig e Philippon (que já aqui destacámos) e as Obrigações de Estabilidade da Comissão Europeia. Além disso, estamos também a ler:

 

2. IMF Lowers U.S. Growth Projections to 2 Percent. A Bloomberg dá nota da avaliação do FMI à maior economia do mundo onde a instituição avisa para os riscos da política orçamental interna e dos impactos da crise de dívida europeia;

 

3. Europe’s Banking Chief Wields New Power in Crisis. O New York Times faz um perfil de Draghi, o homem que ganhou mais poder com a Cimeira Europeia da semana passada;

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Uma Cimeira turbulenta
28 Jun 2012 11:42
Colocado por: Pedro Romano
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O Der Spiegel antecipa uma Cimeira complicada. Stormy discussions expected não deixa margem para dúvidas em relação ao ambiente que se vai viver na cimeira europeia que começa hoje e se prolonga até sexta-feira. Além disso, estamos a ler:

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Uma crise inevitável
27 Jun 2012 11:40
Colocado por: Pedro Romano
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What was Spain supposed to have done? A pergunta é de Martin Wolf, que faz uma exposição brilhante acerca dos problemas do euro, da incapacidade de gerir uma "bolha imobiliária" dentro duma união monetária. A Espanha, defende, fez tudo bem feito. Só em retrospectiva é possível detectar erros. Além disso, também estamos a ler:

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Há Governo na Grécia
21 Jun 2012 11:54
Colocado por: Pedro Romano
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New Government, but no new beginning in Athens. Duas eleições, quase dois meses e muitas manchetes nos jornais europeus depois, a Grécia tem novo Governo. Mas a diferença face a Maio não é muita: mantêm-se os partidos de coligação e "sobe" mais um outsider. As coisas, reporta hoje o Der Spiegel, podem não ter mudado assim tanto. Além disso, estamos a ler:

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Mais notícias da Grécia
19 Jun 2012 12:40
Colocado por: Pedro Romano
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Mais tempo e mais dinheiro. A Grécia pode estar mais próxima de ter Governo e, por conseguinte, de obter melhores condições para o programa de ajustamento. O Der Spiegel continua a cobrir o assunto em Greek coalition could be expensive for Germany (Der Spiegel). Além disso, também estamos a ler:

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Já há Governo na Grécia
18 Jun 2012 11:47
Colocado por: Pedro Romano
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Já há resultados eleitorais na Grécia, embora não haja governo. O Der Spiegel faz a análise das eleições e das perspectivas de agora em diante. New democracy victory gives hope for Greece é a peça do jornal alemão. Além disso, estamos a ler:

 

2. G-20 said to discuss global stimulus (Bloomberg). As maiores economias do mundo estão reunidas, e é possível que haja um acordo para o crescimento. A Bloomberg explica o que se sabe neste momento.

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O que está em causa com as eleições gregas
15 Jun 2012 12:30
Colocado por: Pedro Romano
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A dois dias das eleições gregas, quatro economistas gregos explicam o que está em causa com o acto eleitoral e quais são os cenários possíveis. What's at stake with the greek vote é a leitura do dia, no Wall Street Journal. Além disso, também estamos a ler:

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Espanha e Itália, dois casos diferentes
12 Jun 2012 11:49
Colocado por: Pedro Romano
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Espanha e Itália são dois casos diferentes. O argumento é feito em Can Spain and Italy export their way out of trouble? , por Uri Dadush e Zaahira Wyne (no Vox). As comparações macroeconómicas estão hoje em destaque:

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Espanha cada vez mais sob pressão
4 Jun 2012 12:44
Colocado por: Pedro Romano
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A imprensa europeia dá como cada vez mais provável um pedido de ajuda de Espanha ao Fundo Europeu de Estabilidade Financeira. Em causa podem estar cerca de 80 mil milhões de euros para recapitalizar a banca do país vizinho. Este é o tema em destaque no Financial Times, na Bloomberg e Der Spiegel. Além disto, também estamos a ler:

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A Grécia está melhor ou pior que a Argentina
21 Mai 2012 14:09
Colocado por: Rui Peres Jorge
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Dois economistas do Bank of America, num texto publicado no Vox, comparam a crise Argentina na viragem do século e a actual situação grega. As semelhanças são notáveis. As diferenças consistem essencialmente na menor capacidade de ajustamento que decorre de participar numa união monetária, sem margem para desvalorizar ou permitir inflação. Os norte-americanos, que conhecem bem o caso grego, vinca ainda a importância das instituições reconhecerem os erros nas estratégias adoptadas o quando antes. Além disso estamos a Ler:

 

2. Na crise, a Alemanha beneficiou das políticas expansionistas da China, EUA e Japão, escreve professor turco (VOX)

 

3. Um bom apanhado das negociações e conversas sobre a crise europeia (Bloomberg)

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Governador espanhol é "pimpampum do PP"
18 Mai 2012 15:31
Colocado por: Rui Peres Jorge
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56 penosos dias separam Miguel Ordonez do fim do seu mandato. Isto se os conseguir aguentar, escreveu o El País numa peça que já tem uns dias, mas que descreve bem como o governador do banco central do país vizinho caiu em desgraça. Os problemas no Bankia foram a gota de água num mandato que fica marcado pela incapacidade de reforma do sistema financeiro do País. O destino (e a política) é especialmente traiçoeiro para Ordonez que, no início da crise, até recebia elogios pela reforma regulatória encetada anos antes. É também um aviso para os seus colegas da banca central. Se as coisas correrem mal, os políticos não vão desculpar, vão aproveitar. Além disso, estamos também a ler:

 

2. Raghuram Rajan defende que os argumentos pelos estímulos ao crescimento tem muitas falhas (Greg Mankiw)

 

3. Os gregos são racionais? Bini Smaghi disse que sim. O'Rourke e Krugman acham que não é bem assim (Conscience of a Liberal)

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O trunfo de 510 biliões de euros da Grécia
10 Mai 2012 11:32
Colocado por: Pedro Romano
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As contas são da Bloomberg: entre empréstimos oficiais, títulos devidos ao BCE e créditos no sistema de pagamentos TARGET, a Grécia deve 510 mil milhões que pode ameaçar não pagar para melhorar os termos do acordo com a troika .Greece may hold 510 billion€ trump card (Bloomberg) mostra como isso poderia ser feito. Além disso, estamos a ler:

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O problema do Pingo Doce
3 Mai 2012 11:42
Colocado por: Pedro Romano
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Pedro Pita Barros analisou a questão de um ponto de vista microeconómico, e não encontrou nenhum relevante. Leia-se Estive no pingo doce, paguei 50% e sobrevivi (Pedro Pita Barros, Momentos Económicos). Para além disso, também estamos a ler:

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Mercados flexíveis são solos mais férteis para a austeridade
26 Abr 2012 11:26
Colocado por: Pedro Romano
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Prossegue no Vox o debate em torno de política orçamental e austeridade. Em Fiscal Consolidation in reformed vs unreformed labour markets, Alessandro Turrini argumenta que o impacto da austeridade no emprego é, de forma contra-intuitiva, maior em países com mercados laborais fechados. O economista da Comissão Europeia conclui que a consolidação orçamental tem assim melhores possibildiades de sucesso se for simultaneamente acompanhada de liberalização do mercado de trabalho. Além disso, também estamos a ler:

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Não foi o empobrecimento que relançou os bálticos
26 Abr 2012 7:00
Colocado por: Rui Peres Jorge
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Área da cidade velha de Tallinn, Estónia, no final de 2011 Fonte: Bloomberg 

 

O crescimento da Estónia (7,6%), Letónia (5,5%) e Lituânia (5,9%) em 2011 está a ser avançado como um bom exemplo de como as desvalorizações internas podem funcionar. Depois da resistência à desvalorização cambial, o tratamento de choque consequente está, finalmente, a dar resultados, dizem os defensores da estratégia adoptada. Uma análise de Rainer Kattel e Ringa Raudla, da Universidade de Tecnologia de Tallinn, na Estonia, contesta esta visão. No Triple Crisis, os autores expõem o essencial da sua investigação, e concluem que o relançamento báltico não é explicado pela desvalorização interna (no sentido de uma queda prolongada de preços e salários como resultaria da teoria aplicada a economias que experimentaram "booms" de dimensões impressionante), mas antes por dois factores externos à governação que dificilmente serão replicados noutros países: mercados de trabalhos flexíveis (que promoveram elevado desemprego e emigração) e integração nas cadeias de produção europeias. Além disso, e à boleia do VOX que está a promover um debate sobre receitas orçamentais na crise, estamos também a ler:  

  

2. Cotarelli, do FMI, defende a disciplina orçamental, mas insiste que consolidações demasiado agressivas podem matar o paciente (VOX)

 

3. Grandes males orçamentais exigem grandes curas, respondem Marco Buti e Lucio Pench, da Comissão Europeia (VOX)

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Chávez governa por twitter
24 Abr 2012 11:37
Colocado por: Rui Peres Jorge
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Cristina Kirchner e Hugo Chávez, em Caracas em Março de 2008 Fonte: Bloomberg

 

Hugo Chávez, o presidente venezuelano, internado para tratar um cancro em Havana, tem comunicado ao país as suas decisões através de mensagens na famosa rede social que limita as mensagens a 140 caracteres. A história está hoje no El País e é mais um exemplo de como a América Latina tem sido rica em temas para os jornais espanhóis. O destaque continua no entanto a ir para a nacionalização da empresa da Repsol na Argentina. Também o El País escreve que a estratégia do Governo espanhol deixou de ser a pressão através dos vários fora internacionais, mas antes usar própria diplomacia para garantir uma indemnização justa. Kirchner terá admitido não pagar nada. O caso YPF tem aliás concorrido com outros temas económicos, estes internos, da vizinha Espanha. Os prognósticos são reservados. O Cinco Dias, por exemplo, escreve que a Goldman Sachs estima em 58 mil milhões de euros as perdas necessárias para os bancos espanhóis limparem os seus balanços. O Expansión falou com mais de dez economistas internacionais sobre a forma como olham para o País. No Vox, Daniel Gros e Cinzia Alcidi defendem Espanha tem de ajustar muito mais no imobiliário para sair da crise. Além disso, estamos também a ler:

 

2. Weidmann: defensor do euro ou o seu coveiro? Um pequeno perfil do presidente do Bundesbank integrado numa análise à crise europeia (Bloomberg);

 

3. "Os absolutistas do contrato... são os verdadeiros pais da revolução", disse Keynes, agora citado por Skydelsky num texto em que defende a urgência de baixar o peso da dívida (Project Syndicate)

 

4. Uma boa análise de Hugo Dixon, ao que o FMI está pedir à Europa (Reuters)

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LTRO ou compra directa de obrigações?
19 Abr 2012 11:41
Colocado por: Pedro Romano
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LTRO, bond purchases or both? (Jason Rave, Macro Matters). Neste post, Rave defende que os LTRO do BCE são um mecanismo ineficiente de atingir os objectivos que poderiam ser atingidos através da compra directa de obrigações públicas. Além disso, também estamos a ler:

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Espanha no centro do mundo
16 Abr 2012 11:41
Colocado por: Pedro Romano
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Euro area seeks bigger IMF war chest on spanish concerns (Bloomberg). Com o problema espanhol a recrudescer, a Zona Euro vira-se para Washington em busca de ajuda. Do mundo e da blogosfera. Com as taxas de juro a furarem os 6%, Daniel Gros pergunta: What's...

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Por que é que os juros estão baixos?
13 Abr 2012 12:08
Colocado por: Pedro Romano
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1. More on safe assets (Paul Krugman, The Conscience of a Liberal). E se as taxas de juro baixas não resultarem da procura de activos seguros, mas reflectirem apenas a crença na manutenção de taxas directoras perto do 0% durante...

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Alemanha já não é o "doente" da Europa
11 Abr 2012 12:14
Colocado por: Pedro Romano
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1. Germany grows robust from sick man (Bloomberg). Como o "homem doente" da Europa se tornou um exemplo a seguir e promete continuar a crescer nos próximos tempos.

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Um Deus em cada mercado financeiro
9 Abr 2012 11:51
Colocado por: Pedro Romano
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Um Deus em cada mercado e um intérprete dos seus desígnios em cada analista de mercado. The financial market as a vengeful God , de Simon Wren Lewis, é um artigo acerca da forma demasiado comum como, por vezes, os comentadores de...

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Municípios poderão reestruturar dívidas
5 Abr 2012 13:01
Colocado por: Rui Peres Jorge
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Fonte oficial de Miguel Relvas afirmou à Bloomberg que alguns municípios poderão mesmo ter de reestruturar a sua dívida. Tal como o Negócios noticou na terça-feira, a revisão da Lei das Finanças Locais a operar este ano deverá já incluir um procedimento para que tal seja possível de forma "ordeira". Ainda sobre o programa de ajustamento nacional. Com a semana marcada pelos temas orçamentais e pela avaliação da troika (Comissão na terça-feira; FMI hoje à tarde) e pelo Orçamento Rectificativo, aqui ficam o relatório de Bruxelas sobre o ajustamento e o da UTAO sobre o Rectificativo. Sobre o sucesso de consolidações orçamentais e os seus potenciais impactos expansionistas, vale a pena ler Simon Wren-Lewis. Além disso estamos também a ler:   

 

2. Keneth Rogoff vai ao centro do debate económico sobre a Zona Euro: para resisitir a choques, uma união monetária precisa de maior integração de políticas. Sem isso a Zona Euro pode naão chegar ao final da década (Project Syndicate)

 

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A resposta acertada do BCE
4 Abr 2012 11:18
Colocado por: Pedro Romano
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The ECB's proportionate response to the euro zone debt crisis (Vox, Bernard Delbecque). Paul de Grauwe tem defendido que o BCE poderia ter ajudado a Zona Euro de forma mais eficaz comprando dívida pública directamente em vez de o fazer...

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O euro não vai acabar
2 Abr 2012 11:31
Colocado por: Pedro Romano
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Pelo menos, para já. Charlez Wyplosz explica porquê, num artigo brilhante publicado hoje na Bloomberg. Why the currency won't colapse toca em (quase) tudo: o cherry-picking de algumas comparações entre países fora e dentro da união monetária, o problema de comparar o euro com o dólar e a importância de analisar a questão em prazos mais dilatados. Além disso, estamos a ler: 

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A era da repressão financeira
26 Mar 2012 11:49
Colocado por: Pedro Romano
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Inflação, crescimento, austeridade. Há muitas formas típicas de afrouxar a pressão sufocante da dívida pública. E depois há as heterodoxas, como a pressão financeira. Financial repression: then and now, de Carmen Reinhart e Jacob Kirkegaard, explica em que consiste o mecanismo e onde é que ele já está a ser sibilinamente implementado. Além disso, também estamos a ler:

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Gastar mais reduz o défice
23 Mar 2012 11:42
Colocado por: Pedro Romano
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O Wall Street Journal dá hoje grande destaque a um estudo de Larry Summers e Brad DeLong, segundo o qual um estímulo orçamental pode diminui a dívida pública em determinadas circunstâncias. A armadilha de liquidez em que grande parte da Europa e EUA caíram é uma delas: Summers and DeLond push for more government spending. Também estamos a ler:

 

2. The logic and fairness of Greece's programme (Vox). O economista-chefe do FMI, Olivier Blanchard, analisa o segundo programa de austeridada da Grécia. O diagnóstico "transpira" a Portugal por todos os poros.

 

3. Fed's Bullard sees price threat from G7delaying tighter policy (Bloomberg). Um dos presidentes da Fed alerta para os riscos que a actual política monetária pode ter para a inflação.

 

4. The strange case of disappearing productive capacity (Mainly Macro). A capacidade produtiva (aka PIB potencial) está a desaparecer um pouco por todo o mundo desenvolvido. Simon Wren-Lewis descobriu que o Reino Unido não escapa à regra.

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Acabem com a austeridade, diz o New York
22 Mar 2012 11:55
Colocado por: Pedro Romano
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Pushing back agains austerity é o título do editorial de hoje do New York Times. À medida que o tempo passa, há cada vez mais críticos da política de austeridade europeia, promovida pela Alemanha. Para o NYT, o Fiscal Compact foi a gota de água. Além disso, também estamos a ler:

 

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O que acontece se a Grécia sair do euro?
20 Mar 2012 12:58
Colocado por: Rui Peres Jorge
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Evangelos Venizelos, aqui ainda ministro das Finanças da Grécia num Ecofin em Bruxelas, cargo que deixou esta semana para liderar o PASOK Fonte: Jock Fistick/Bloomberg 

 

Sucedem-se os exercícios de análise aos impactos de uma possível saída da Grécia da Zona Euro. O FMI justificou o seu apoio financeiro no segundo resgate grego com os efeitos que uma saída da Grécia da Zona Euro poderia ter, tendo concretizado os impactos no último relatório sobre o país: corte abrupto do financiamento e da actividade económica, inflação imediata, o que conduziria a uma queda do PIB superior a 10% no ano, e uma contracção da consumo privado ainda superior. Aumentos de salários para compensar os preços também mitigariam as melhorias na competitividade externa decorrentes da desvalorização. Os economistas da instituição continuam: o peso da dívida detida por estrangeiros iria disparar tornando inevitáveis defaults público e privados e os efeitos sobre os outros países fracos do euro seriam graves (Pedro Braz Teixeira chama a atenção para este último ponto e para instabilidade política na Grécia). No VOX, Miranda Xafa, consultora e ex-quadro do FMI, também desaconselha a saída da Grécia do Euro: "A Grécia continuaria a ser o país mais regulado na OCDE e o regresso ao dracma só acrescentaria ao peso da dívida", escreve. Ainda no VOX surge uma outra proposta que pretende forçar os gregos a poupar e a comprar dívida pública do seu país. Além disso estamos também a ler:

 

2. Consolidação orçamental não garante reduções no rácio da dívida pública, dizem Gianluca Cafiso e Roberto Cellini (VOX)

 

3. Cortes salariais e austeridade vão piorar a crise do euro, por Corrado Andini e Ricardo Cabral (IZA)

 

4.  Ben Bernanke, o vilão - um perfil de Ben Bernanke por Roger Lownstein (The Atlantic)

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Portugal recebe atenção
19 Mar 2012 11:46
Colocado por: Rui Peres Jorge
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O roadshow que Vítor Gaspar fará pelos EUA nos próximos dias (depois de já ter visitado a Alemanha) é sem dúvida oportuno. Como é evidente, após a reestruturação grega, os olhos do mundo estarão agora postos em Portugal. Exemplos: Edward Hugh no A fistfull full of euros faz uma boa análise da situação nacional. Mohamed El-Erian, o presidente de um dos maiores fundo de investimento do mundo, afirmou no fim de semana não ter dúvidas que Portugal terá o mesmo destino da Grécia. O The Guardian dava esta manhã destaque de topo de página no minuto a minuto da secção de economia a Portugal, incluindo a intervenção de Gaspar no Peterson Institute.

 

2. Um plano de curso de economia política após a crise (Dani Rodrik)

 

3. A relação entre dívida e crescimento não é tão simples como parece (Noahpinion)

 

4. E se a grande recessão nos deixou mais pobres para sempre (The Atlantic)

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Os europeus não sabem 'bloggar'
16 Mar 2012 12:00
Colocado por: Pedro Romano
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O Bruegel não tem dúvidas: europeans can't blog. O termo de comparação são os blogues americanos, que têm gerado um debate aceso (Naked Capitalism, The Conscience of a Liberal, Noahopinion, entre outros) e inclusivamente trazido figuras de topo para a discussão. O contraste com a Europa é óbvio. O Bruegel dá o conselho: os europeus deviam escrever mais em inglês, a língua franca da economia. Além disso, também estamos a ler:

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Todos reestruturam menos nós?
13 Mar 2012 12:18
Colocado por: Rui Peres Jorge
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Portugal começa a ficar isolado. Os gregos restruturam dívida pública de forma directa (apesar de com sucesso duvidoso). Os irlandeses fazem-no de forma indirecta através do Anglo Irish, entretanto nacionalizado. Já Portugal garante que nem sequer vai precisar de um segundo resgate, quanto mais de qualquer alívio do peso da dívida.

 

2) Eichengreen e O’Rourke actualizam o seu quadro de navegação da crise no VOX. A grande recessão evidenciou uma recuperação muito mais rápida do que aconteceu na grande depressão dos anos 30, mas há sinais de abrandamento (VOX).

 

3) A história de como a Grande Depressão tornou os capitalistas e homens de negócios em keynesianos empedernidos, e de como foi forjado o consenso económico que iria prevalecer nas três décadas seguintes (Bloomberg)

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Lições da Suécia para a Europa
12 Mar 2012 11:28
Colocado por: Pedro Romano
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A Suécia passou por uma crise orçamental dolorosa na década de 90, no seguimento da falência do seu sistema bancário. Uma das lições que retirou foi a importância de um enquadramento fiscal mais sólido, que lançou as bases para duas décadas de contas públicas saudáveis. Em What can Europe learn from Sweden? Four lessons for fiscal discipline, o presidente do Conselho de Finanças Públicas de Estocolmo, Lars Calmfors, explica a reforma orçamental da Suécia e identifica os pontos de contacto (e de divergência) relativamente ao Fiscal Compact europeu. Também estamos a ler:

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Grécia prestes a reestruturar
9 Mar 2012 11:38
Colocado por: Pedro Romano
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Evangelos Venizelos, ministro das Finanças grego, hoje de manhã Fonte: Kostas Tsironis 

 

A reestruturação da dívida pública da Grécia abre hoje a maioria dos on lines internacionais. Greece pulls off debt reestructuring plan, no Der Spiegel, é um bom apanhado da situação. A ler também a entrevista a um académico a alemão. Além disso, também estamos a ler:

 

2. Anti-keynesian Germany, por Simon Wren-Lewis (Mainly Macro). A Alemanha tem uma aversão histórica a políticas orçamentais e monetárias expansionistas. Wren-Lewis formula uma hipótese para explicar esta curiosidade.

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Europa a falar sozinha no G20
27 Fev 2012 11:40
Colocado por: Pedro Romano
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1. Europe left do dig deeper after G-20 rebuff . A Alemanha e a Zona Euro voltaram do G20 com poucos motivos para celebrar. Mais dinheiro do FMI, só depois de o Mecanismo Europeu de Estabilidade estar dotado de mais meios (na Bloomber News). 2...

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Poul Thomsen por um dia
23 Fev 2012 20:46
Colocado por: Pedro Romano
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Não é dos jogos mais interactivos que já vimos (fica a boa distância do famoso Seja Ben Bernanke), mas é certamente dos mais instrutivos. Em So, what would your plan for Greece be?, Daniel Davies mostra, num post em forma de "Role Playing Game", como não há soluções fáceis para o dilema grego. Todas as opções, mesmo as mais razoáveis à partida, revelam-se, mais cedo ou mais tarde, politicamente inviáveis ou economicamente destrutivas. Altamente recomendado.  

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Grécia, problema insolúvel?
22 Fev 2012 12:59
Colocado por: Pedro Romano
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O dia é monopolizado pelo novo programa de ajustamento da Grécia, que não está a convencer os mercados. Depois de (algumas) reacções iniciais positivas, o tom geral convergiu para o pessimismo que vigorava antes...

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A aposta de 1 trilião do BCE
13 Fev 2012 11:51
Colocado por: Pedro Romano
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Qual é a verdadeira estratégia do BCE? A pergunta parece simples, mas as pressões políticas que rondam Frankfurt, bem como a linguagem cifrada dos bancos centrais, tornam difícil perceber exactamente o que vai na cabeça...

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O verdadeiro keynesiano
7 Fev 2012 11:42
Colocado por: Pedro Romano
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A "falácia do verdadeiro escocês" é uma estratégia, muito conhecida em filosofia, para evitar dar o "braço a torcer" numa discussão. A wikipédia tem um bom sumário da ideia, mas podemos dar um exemplo. Suponha o leitor que um religioso afirma que "nenhum crente é capaz de assassinar". Perante a constatação de que há de facto crentes que assassinam, é possível ensaiar uma fuga argumentando que "esses" crentes, em particular, não são "verdadeiros crentes". O religioso fugiu à refutação simplesmente redefinindo o termo de partida para excluir os casos incómodos. O que é que tudo isto tem a ver com economia? Segundo Jonathan Portes, algo semelhante está a passar-se no debate entre macroeconomistas. What does keynesianism really mean? é um texto imperdível, publicado no Vox.eu. Além disso, também estamos a ler:    

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Sete lições da transição do comunismo
6 Fev 2012 11:38
Colocado por: Pedro Romano
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Seven things I have learned about transition from communism , por Andrei Shleifer. Um texto imperdível (no Vox.eu) acerca do que aprendemos durante o processo (inédito, à altura) de reconstrução de regimes económicos...

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Funcionários públicos ganham mais... nos EUA
31 Jan 2012 11:48
Colocado por: Pedro Romano
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Parece de propósito, mas não é. O Congressional Budget Office dos EUA fez um estudo que replica aquilo que o Banco de Portugal fez para Portugal: uma comparação exaustiva de salários entre sector público e privado, controlando variáveis como anos de escolaridade, experiência e localização geográfica. Lá, como cá, as conclusões apontam no sentido de um prémio substancial no sector público, que ronda os 20%. Sobre o estudo do BdP, que foi recentemente "revisitado" através de uma abordagem mais fina, já escrevemos aqui. Além disso, também estamos a ler:

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A histeria dos mercados na avaliação dos juros no euro
24 Jan 2012 13:20
Colocado por: Rui Peres Jorge
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Se, durante anos, os mercados erraram sistematicamente na avaliação do prémio de risco das obrigações soberanas na área do euro – atribuindo o mesmo risco à Grécia e à Alemanha – porque é que agora se acha que os mercados estão a avaliar de forma correcta o risco no mercado? A pergunta é de Paul De Grauwe  e Yuemei Ji, num artigo publicado no VoxEU.org, onde os dois economistas dão também a resposta: os mercados, em modo de histeria, estão, na verdade, a avaliar mal o risco soberano no euro, e os políticos têm de levar isso em conta nas suas políticas. É por isso essencial que a par com medidas de redução do peso da dívida, a Europa avance com medidas de estímulo monetário e de contenção orçamental. Além disto, estamos também a ler:  

 

2. Carlos Tavares contra Carlos Costa no corte de salários (Negócios)

 

3. Uma proposta de solução para a segmentação do mercado de trabalho espanhol (VoxEU.org)

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Tempestade em Espanha... e não só
23 Jan 2012 12:38
Colocado por: Rui Peres Jorge
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Um início de semana quente em Espanha. Hoje pela manhã duas más notícias: por um lado o banco central apontou para uma contracção do PIB de 1,5% este ano, por outro o FMI vê mesmo risco de insolvência no País. Rajoy continua comprometido com mais medidas de austeridade, mas pode adiá-las para depois das eleições regionais de Março. As palavras de Lagarde, pedindo um reforço dos fundos europeus, estão a percorrer o mundo, sinalizando uma preocupação crescente do FMI com a situação europeia. Simon Johnson e Peter Boone dizem que podem ser precisos 5 biliões de euros. O enfoque sobre as dificuldades espanholas surgem no dia em que os ministros das Finanças do euro se reunem para analisar a crise europeia com dois outros temas quentes: o apcto orçamental e a reestruturação da dívida grega. Sobre o primeiro ponto, já não há muitas duvidas. Já sobre a redução da dívida grega, as negociações seguem, com os credores a endurecer o discurso. Além disto, estamos também a ler:

 

2. Depois de vários episódios fiscais polémicos, Mitt Romney vai tornar publica a sua declaração de rendimentos (The Caucus)

 

3. Precisa de um hacker? Não é assim tão difícil de encontrar, com endereço electrónico e tudo (Wall Street Journal)

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Os paraísos de Mitt Romney
19 Jan 2012 12:10
Colocado por: Elisabete Miranda
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A campanha do republicano Mitt Romney está a ser marcada por vários tropeções tributários. Primeiro, as suas propostas fiscais sofreram críticas violentas pelo facto de aprofundarem a desigualdade da distribuição do rendimento nos EUA, um país onde já há multimilionários como Warren Buffet a reconhecerem que pagam poucos impostos. Depois, veio a revelação de que, apesar de ser detentor de uma vasta fortuna pessoal, uma das maiores que algum candidato presidencial alguma vez exibiu, suportou uma taxa média de tributação de… 15%. Agora, chega a notícia de que distribui a sua fortuna por diversos fundos sedeados no offshore das Ilhas Caimão. Perante isto, há já quem sugira que o candidato encerra em si os vários vícios norte-americanos. Além disto, também estamos a ler:

  

2. Dinamarca ensaia escolas sem livros (Wall Street Journal)

  

3. Draghi no twitter? (Alphaville) 

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Europa a caminho da depressão?
17 Jan 2012 11:39
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentários (4)

Os desenvolvimentos dos últimos dias têm sido assustadores, com a estratégia de austeridade pan-europeia a alarmar cada vez mais especialistas. Uma preocupação que o corte da S&P veio apenas confirmar (duas análises interessantes no Free Exchange, um dando conta dos problemas de diagnóstico da crise pelos líderes europeus, o outro admitindo que a Europa pode estar a caminho de um novo equilíbrio em termos de ratings). Martin Feldstein, economista liberal norte-americano, frisa que a aplicação das regras orçamentais pensadas no "pacto orçamental europeu" podem por a Europa a caminho da depressão. Herman Von Rompuy, presidente do Conselho Europeu, defende as medidas já implementadas, mas avisa que a Europa precisa urgentemente de uma estratégia de crescimento. Além disto, estamos também a ler

 

2. Os grandes números dos resgates (EFSF, na Zona Euro e TARP, nos EUA) que afinal são mais pequenos, por António Fatas (Antonio Fatas e Ilian Mihov)

 

3. Precisamos de inflação para salvar o mundo, escrevem Menzie Chinn (Foreign Policy)

...

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Nunca discuta com economistas
16 Jan 2012 12:00
Colocado por: Pedro Romano
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... Ou, se quiser discutir, talvez deva ler primeiro este post de Noah Smith. "Sete princípios para discutir com economistas" é uma lista hilariante de falácias recorrentes e argumentos dúbios que demasiadas vezes...

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"Subprime"? Não me faça rir
13 Jan 2012 15:03
Colocado por: Pedro Romano
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Pode parecer uma piada de mau gosto, mas esta parece ter sido mesmo a atitude que vigorou na própria Reserva Federal até ao final do mandato de Alan Greenspan. A Fed revelou esta semana as minutas dos encontros e o Washington Post analisou...

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A década perdida do Japão - que pode nunca ter existido
12 Jan 2012 12:24
Colocado por: Pedro Romano
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Podem os Estados Unidos e a Europa replicar a década perdida do Japão? Os ingredientes parecem reunidos: choque na bolsa, bancos moribundos e política monetária a "perder tracção". Com um pequeno senão: a famosa "década perdida" pode não passar de um mito. Este é o tema que reúne hoje a atenção da blogosfera, na sequência de um artigo publicado por New York Times por Eamonn Fingleton. The myth of Japan's failure mostra como os níveis de vida têm vindo a subir, a taxa de desemprego é baixíssima para os padrões europeus e a produtividade cresceu, durante a última década, bem acima da americana. As reacções vieram de Paul Krugman (Japan, reconsidered), Noah Smith (Japan had one lost decade, but not two) e Dean Baker (The Japan Story). Além disto, também estamos a ler.

 

2. Europe's vicious spirals, por Barry Eichengreen. Ou: por que é que o BCE terá de embarcar num programa de quantitative easing e o Estado Social será um pilar essencial, e não um alvo a abater, na travessia que se avizinha (no Project Syndicate).

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Capitalismo em crise
9 Jan 2012 12:24
Colocado por: Pedro Romano
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Capitalismo em crise é o mote para o debate promovido pelo Financial Times. O primeiro artigo foi publicado hoje e é assinado pelo académico Larry Summers. Current woes call for smart reinvention, not destruction pede reformas nas áreas da saúde e da educação mas frisa também que uma grande parte dos problemas actuais poderiam ser resolvido com a mistura apropriada de políticas monetária e orçamental.

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FED segue exemplo do BCE
6 Jan 2012 12:25
Colocado por: Pedro Romano
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... E adopta um "inflation target", segundo o Wall Street Journal. Segundo o jornal americano, que cita o o presidente da Reserva Federal de St. Louis, a Fed deverá nos próximos tempos apresentar uma meta formal para a inflação a tentar atingir, bem como uma taxa natural de desemprego, abaixo da qual se considera que há pressões inflacionistas. Na prática, desde há algum tempo que se assumia implicitamente que a Fed fazia mira aos 2% que o Banco Central Europeu tenta atingir, mas sempre houve dúvidas em relação à desejabilidade de tornar explícita uma meta deste género. Além disso, também estamos a ler:

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Prever a economia e os mercados a partir da internet
5 Jan 2012 13:17
Colocado por: Rui Peres Jorge
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O mundo muda muito depressa, habituámo-nos a ouvir. E de facto muda tão depressa que quem já não sentiu que muitos dos indicadores económicos que são publicados chegam atrasados. Como se podem tomar decisões com dados que dizem respeito a semanas, por vezes meses antes? Os institutos de estatística tentam fazer o seu melhor. Os investidores procuram cada sinal. E os investigadores pesquisam novas medidas. E é nessa frente que a internet pode ajudar. Escreve Rebecca Hellerstein da Fed de Nova Iorque: "Recent academic research suggests that counts of Internet searches for certain words or phrases can predict some macroeconomic data releases. In this post, we show that Internet search counts can also predict some financial market data releases, as well as future price movements in some financial markets". Além disto, estamos também a ler:

 

2. Alguém diga aos alemães: a compra de obrigações não cria inflação (The Business Insider)

 

3. Nada mau... grandes bancos norte-americanos a caminho de um aumento de lucro de 57% em 2012 (The Big Picture)

 

4. A crise e blogosfera abrem a porta às correntes heterodoxas da economia (The Economist)

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A dívida pública não interessa
4 Jan 2012 12:13
Colocado por: Pedro Romano
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Só interessam os impostos e a despesa. Esta é pelo menos a opinião de Antonio Fatas e Ilian Mihov, num artigo publicado no Global Economy. A opinião vem na sequência de um longo (e técnico) debate da blogosférica...

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Os números do ano (e da década)
3 Jan 2012 11:25
Colocado por: Pedro Romano
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A Economist reuniu em imagens nove gráficos que sintetizam o turbilhão de 2011. A economia domina: dívida pública, taxas de juro, taxas de câmbio e financiamento do BCE. Os números do ano, que falam por si, arriscam...

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O Pai Natal desperdiça muito dinheiro
27 Dez 2011 8:17
Colocado por: Rui Peres Jorge
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Rua de Paris com iluminações de Natal Fonte: Fabrice Dimier/Bloomberg 

 

Até 30% e uma média de 10 mil milhões de euros por ano será o valor financeiro do desperdício, só nos EUA, das prendas oferecidas no Natal. Acreditando em resultados publicados já no inicio dos anos 90, "o Pai Natal desperdiça muito dinheiro". Como? Através das volumosas perdas que podem resultar das trocas de prendas em época natalícia. Sendo mais preciso, do desperdício resultante de muitos presentes serem pouco valorizados por quem os recebe. E quem já não recebeu (vários) presentes inúteis?  

 

Pedro Rodrigues no 10envolver já referiu o artigo seminal sobre o "peso morto do Natal" (carga excedente, no termo económico) publicado em 1993 por Joel Waldfogel: o economista diz que o facto de muitas prendas não serem valorizadas por quem as recebe ao preço pago por quem as comprou significa que há um desperdício que pode variar entre 10% e 33% do valor gasto em presentes (mais recentemente Waldfogel coloca este desperdício nos 16% ou 10 mil milhões de dólares por ano). 

 

Os resultados têm alimentado debate, artigos em jornais e críticas na comunidade académica. Em Dezembro de 1998 (John List e Jason Shogren também na American Economic Review) analisam resultados conflituantes com os de Waldfogel, para lhe dar razão sobre a existência de um desperdício nas prendas, embora de menor dimensão. E em Março de 2000, também na AER Bradley Ruffle e Orit Tykocinsky dedicam-se às complexas questões metodológicas associadas a estes estudos. Para quem quiser ter a certeza que não contribui para despredicios, o mais simples, pelo menos para as pessoas que não conhece, será oferecer dinheiro. Além disto, estamos também a ler:

  

2. Krugman explica a Lucas a equivalência ricardiana (The Conscience of a Liberal)

 

3. E Stephen Williamson explica porque Krugman está errado nas críticas a Lucas (Stephen Williamson)

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Quer dinheiro? Vá ao BCE
21 Dez 2011 13:29
Colocado por: Rui Peres Jorge
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Estátua com símbolo de euro em frente ao BCE em Frankfurt Fonte: Hannelore Foerster/Bloomberg
 

Foi isso mesmo que os bancos europeus fizeram esta manhã (e que os governos gostariam muito de fazer). Hoje mais de cinco centrenas de bancos pediram emprestado ao BCE uma quantidade recorde de dinheiro no primeiro de dois empréstimos a três anos: 489 mil milhões de euros, muito acima dos cerca de 300 mil milhões de esperados em média no mercado. "BCE inunda mercado", escreveu o El País, que antes já havia explicado como estes empréstimos do BCE baixaram os juros de curto prazo na periferia (em Espanha cairam de cerca de 5% para cerca de 2%) e como poderão reduzir o risco de liquidez na banca durante 2012 e 2013. Os economistas do Royal Bank of Scotland enviaram uma nota a clientes explicando a operação: 523 bancos pediram 489 mil milhões de euros, dos quais 61% servirão para refinanciar empréstimos de prazos mais curtos. Sobram 191 mil milhões de liquidez adicional. Para o RBS, a "questão chave" será saber se "esta nova liquidez de cerca de 200 mil milhões de euros será usada para comprar obrigações, emprestar dinheiro à economia ou para amortizar obrigações que chegam à maturidade". Da análise conclui-se que não esperam muito mais destas operações do que a garantia que não há um desastre bancário por falta de liquidez no sistema. Além disso estamos também a ler:

 

2) Em Inglaterra há unanimidade no banco central sobre a necessidade de continuar a comprar obrigações (Bloomberg)

 

3) A estratégia da Fed pode estar a funcionar (Bloomberg)

 

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E se o BCE puder dizer asneiras dentro da igreja
19 Dez 2011 12:03
Colocado por: Rui Peres Jorge
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Mário Draghi numa conferência em Frankfurt em novembro. Fonte: Hannelore Foerster/Bloomberg

 

"O BCE, como herdeiro do Bundesbank, considera que a compra de obrigações soberanas pelos bancos centrais é como dizer asneiras na igreja: pura e simplesmente não é feito". É assim que Willem Buiter, o agora economista-chefe do Citigroup, responde a Tom Keene, sobre porque é que o BCE ainda não actuou. O inspirado início da conversa a meio de Novembro segue depois uma análise da crise europeia e do potencial "default" grego, mas mais ou menos peloa minuto 5" o economista britânico avança uma proposta de intervenção do BCE no mercado de dívida sem criar pressões inflaccionistas (a entrevista em vídeo foi a 16 de Novembro). Ilian Mihov faz um resumo da proposta de Buiter, que passa essencialmente por usar os lucros do BCE (de senhoriagem) para financiar compras de dívida de países em dificuldades. Neste caso, não haveria impressão de moeda para financiar as compras. Draghi, numa entrevista publicada hoje, quebra o tabu e fala sobre uma desagregação do euro. Mais logo, às 15:30, vai ao Parlamento Europeu. Além disso estamos também a ler:  

 

2. A desalavancagem bancária no panorama europeu e os efeitos da dívida soberana, descrevem Stephen Kinsella e Vincent O'Sullivan (VoxEU.org)
 

 

3. Antonio Fatas descreve "um pacto europeu de instabilidade e estagnação" (Antonio Fatas e Ilian Mihov)

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Compreendendo o "não" inglês
15 Dez 2011 11:43
Colocado por: Pedro Romano
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O "não" britânico na cimeira europeia da última sexta-feira gerou algum celeuma nos principais meios de comunicação social. Em The british 'Non', Harold James passa em revista a relação atribulada do eixo franco-alemão com a economia britânica desde os primórdios da criação do Mecanismo Europeu de Taxas de Câmbio e explica por que é que a "retirada" de Cameron não deveria ser vista com estranheza. Além disto, também estamos a ler:

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Capitalismo ou a Crise - quem acaba primeiro?
5 Dez 2011 11:53
Colocado por: Pedro Romano
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Será que o capitalismo vai resistir à crise financeira e económica? Esta é a pergunta que o economista Kenneth Rogoff faz na sua coluna de hoje do Project Syndicate - Is modern capitalism sustainable? O capitalismo, diz o antigo economista-chefe do FMI, produziu um crescimento fenomenal da riqueza durante os últimos dois séculos, mas à medida que as principais necessidades vão sendo satisfeitas, tornam-se mais óbvios os seus subprodutos nefastos: desigualdade, problemas ambientais, etc. Além disto, também estamos a ler:

 

2. Keep the IMF out of Europe, por Mario Blejer e Eduardo Levy Yeyati. Os economistas argentinos analisam a intervenção do Fundo na Europa e apontam os problemas que a opção levante. Nomeadamente, o precedente que abre ao fazer com que o Fundo entre com o dinheiro que a Alemanha não está disposta a usar (no Project Syndicate).

 

3. The question of the eurobonds, por Richard Posner. O economista explica o problema que a criação de obrigações levanta na Zona Euro e o jogo de interesses divergentes que não pára de adiar a sua concretização. What a mess!, é a conclusão.

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Voltar ao escudo
30 Nov 2011 10:05
Colocado por: Rui Peres Jorge
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Ao centro Elena Salgado (ministra das Finanças de Espanha, por enquanto) e Mário Monti (novo primeiro ministro italiano) ladeados ontem por Olli Rehn (Comissário Europeu) e Juncker (líder do eurogrupo): é deles que depende o futuro do euro. Fonte: Jock Fistick/Bloomberg

 

 

Ontem foi a maior plataforma electrónica cambial do mundo a dizer que está a "limpar o pó" aos seus sistemas antigos e a testá-los para funcionar com dracmas (e outras moedas que não transaccionam há mais de uma década...). Hoje, são os líderes de grandes empresas multinacionais a afirmarem no Financial Times que já se estão a preparar essa contingência. Também hoje noticiamos no Negócios que alguns reputados economistas também já discutem em Lisboa o fim do euro, ou pelo menos a saída portuguesa. João Ferreira do Amaral, por exemplo, defende uma saída após uma estabilização da crise (através da emissão de euro obrigações e de uma intervenção do BCE), defendendo a entrada de Portugal no sistema europeu de taxas de câmbio II, uma decisão que precisaria do apoio das autoridades europeias, nomeadamente do BCE, de forma a garantir uma desvalorização cambial suave através de um mecanismo de crawling peg. Os dias até à cimeira da sexta-feira dia 9 serão intensos, e vamos ouvir falar muito mais do fim do euro ou, pelo menos, de possíveis saídas de certos países. Os desafios técnicos e económicos de uma saída do euro são imensos. Aqui ficam alguns dos artigos que estamos a ler (e a reler) sobre o tema:

 

2. O banco Nomura divulgou há dias um relatório que circulou o mundo onde analisa os riscos de redenominação do euro em novas moedas nacionais. A ideia central é a de que os investidores devem ter presente que há três elementos a ter em conta face a este risco: 1) no caso de uma saída do euro, o mais provável seria que os contratos regidos pela Lei nacional deveriam passar para a nova moeda, enquanto os contratos regidos por outra Lei, ficariam em euros; 2) um país que saia sem acordo dos parceiros, poderá ficar em apuros; 3) uma desintegração total do euro seria caótica.

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Todos à espera do BCE
28 Nov 2011 11:56
Colocado por: Pedro Romano
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O BCE acabará, mais cedo ou mais tarde, por intervir e conter o contágio da crise da dívida periférica. É esta a opinião (quase) consensual dos economistas que hoje escrevem na blogosfera e na imprensa internacional. James Surowiecki já cunhou um nome para a crise actual: "The avoidable crisis", como explica hoje no New Yorker. Além disto, também estamos a ler:

 

2. The euro curse, por Paul Krugman. Suécia e Finlândia têm ambas situações orçamentais estáveis, mas a segunda está a registar custos de financiamento crescentes. Porquê? Krugman avisa: culpa do euro (no The Conscience of a Liberal).

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Curar a dívida com mais dívida?
25 Nov 2011 12:32
Colocado por: Pedro Romano
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É assim que a chanceler alemã tem "enquadrado" propostas de estímulos orçamentais na Zona Euro. Contudo, é precisamente isto que David Andolfatto propõe para os Estados Unidos. O argumento tem lógica: as taxas de juro "absurdamente" baixas que o Govero americano tem de pagar para emitir títulos de dívida sinalizam uma grande procura por obrigações deste género, e fazem subir a taxa de rentabilidade real dos investimentos financiados por dívida pública. O economista da Reserva Federal pergunta: será que não é possível encontrar projectos que tenham um retorno superior aos 1,8% de juros nominais exigidos ao Estado americano, e ao mesmo tempo fornecer ao mercado títulos altamente desejados? (no MacroMania). Além disto, também estamos a ler:

 

2. ULC and trade deficits, por Francesco Franco. Os Custos Unitários do Trabalho (CUT) estão no centro do alegado problema de competitividade das economias periféricas, mas são um indicador muito agregado. Num post no The Portuguese Economy, o professor da Universidade Nova mostra que os custos unitários da indústria manufactureira são um melhor "proxy" para captar os problemas de competitividade.

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Austeridade em causa
24 Nov 2011 13:13
Colocado por: Pedro Romano
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Não é só na Grécia que a austeridade está a ter dificuldades em colocar as contas em ordem. Chris Dillow faz as contas para o Reino Unido e mostra como as coisas também não estão a correr muito bem em terras de Sua Majestade. O blogger britânico descarta também os argumentos invocados pelo ministro das Finanças George Osborne (no Stumbling and Mumbling). Para além disto, também estamos a ler:

 

2. Does Europe have a Korean option? por Simon Johnson. O antigo economista-chefe do FMI - e um dos que previu que Portugal seria também arrastado para a ajuda externa - fala das soluções europeias para a crise e defende que, com ou sem reformas estruturais, a desvalorização do euro poderá ser a solução de último recurso (no Project Syndicate).

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A crise da zona euro... há 150 anos
7 Nov 2011 13:00
Colocado por: Pedro Romano
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A crise da Zona Euro não é nova. Na verdade, já "aconteceu" há cerca de 150, nos Estados Unidos. O paralelo histórico é feito em The 19th century lessons for the eurozone crisis management, por Adalbert Winkler (no Vox.eu). O economista argumenta que a situação actual da Europa, em que não há, na prática, um "lender of last resort", era a situação comum nos EUA do século XIX, quando os vários bancos, privados de um banco central (a Fed foi um dos últimos bancos centrais a ser criados), geriam em conjunto as falências do sector, numa espécie de sistema mutualista. Segundo Winkler, os bancos da altura têm algumas lições para os políticos europeus de hoje. Também estamos a ler:

 

2. To end the slump, USA must spend, por Larry Summers. Summers defende um grande projecto de investimento público para os Estados Unidos, sem o qual a crise prolongar-se-á durante mais tempo. Os riscos de inflação são baixos, defende (no MIT News).

 

3. The problem with flat tax fever, por Robert Frank. Um dos mais interessantes microeconomistas do mundo académico ataca a ideia de uma "flat rate" e explica por que é que, apesar disso, o sistema fiscal americano tem de mudar (no New York Times).

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E se tivéssemos euros e dracmas ao mesmo tempo?
4 Nov 2011 13:34
Colocado por: Rui Peres Jorge
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Harold James, professor em Princeton e no Instituto Europeu de Florença, propõe que pensemos na seguinte proposta: e se a par do euro, permitissemos que a Grécia introduzisse de novo o dracma, permitindo uma desvalorização cambial (ainda que parcial) na economia grega. As duas moedas seriam aceites internacionalmente, mas o dracma valeria menos, e os gregos teriam os seus salários serem pagos em dracmas. Num artigo no Project Syndicate, James escreve "manter um leque de escolha entre moedas num enquadramento tanto nacional como internacional parece estranho e contra-intuitivo. Mas pode ser feito – e de facto já foi – e pode ser notavelmente bem sucedido a satisfazer a grande procura por estabilidade". Vale a pena ler esta perspectiva histórica sobre várias moedas europeias, uma ideia que de resto já apareceu várias vezes nesta crise. Além disso, estamos também a ler:

 

2. Draghi faz diferente de Trichet... (Free exchange)

 

3. ... mas Krugman avisa (aqui e aqui) que não há sinais de mudanças fundamentais em Frankfurt (Conscience of a Liberal)

 

4. Esta não é uma crise de dívida, mas sim uma crise nas instituições importantes do ponto de vista sistémico, analisa Chris Dillow (Stumbling and Mumbling) 

  

5. Uma boa (e preocupada) análise aos juros e às pressões que Espanha e Itália enfrentam (Nada es Gratis

 

6. Europa tem de avançar com obrigações europeias sem risco, defendem no Euro-nomics Markus K. Brunnermeier (Princeton University), Luis Garicano (London School of Economics), Philip R. Lane (Trinity College Dublin), Marco Pagano (University of Naples Federico II), Ricardo Reis (Columbia University), Tano Santos (Columbia University), David Thesmar (Hautes Etudes Commerciales, Paris), Stijn van Nieuwerburgh (NYU), Dimitri Vayanos (London School of Economics). Ricardo Reis explica a proposta num artigo no Dinheiro Vivo.

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Não contem com um euro estável
3 Nov 2011 11:48
Colocado por: Pedro Romano
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Não contem com um euro estável, é o conselho do economista Ken Rogoff. O antigo economista-chefe do FMI está espantado com a força do moeda única e pesou os argumentos de um lado e do outro: um forte a favor da desvalorização e seis "assim-assim" a favor da valorização. Conclusão: não é líquido que a moeda europeia vá afundar, mas é certo que continuará instável (no Project Syndicate). Além disso, também estamos a ler:

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O "milagre" laboral alemão
2 Nov 2011 13:01
Colocado por: Pedro Romano
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A Alemanha, que durante as últimas duas décadas não se salientou propriamente por baixas taxas de desemprego, parece estar a passar "entre os pingos da chuva" durante a crise, diminuindo o desemprego de forma assinalável. Michael Burda e Jennifer Hunt explicam, research fellows do CEPR, defendem que o "milagre" alemão não tem que ver com as muito elogiadas práticas laborais, nomeadamente nos acordos de redução de horários de trabalho, mas sim com um evento "não repetível": falta de confiança no período anterior à crise, que tolheu as contratações. Ou seja, o "bom momento" actual resulta apenas de o anterior momento ter sido pior do que seria de esperar. Should we believe the german labour market miracle (no Vox.eu). Além disto, também estamos a ler:

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O momento "Volcker" de Ben Bernanke
31 Out 2011 12:35
Colocado por: Pedro Romano
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O presidente da Reserva Federal, Ben Bernanke, encontra-se em 2011 onde Volcker se encontrava em 1979: perante uma economia a desfazer-se e com as armas habituais (quase) completamente inutilizadas. A comparação é feita hoje no New York Times por Christina Romer, que defende uma nova abordagem à política monetária: trocar o "inflation targeting" por um "Nominal GDP targeting". Ben Bernanke needs a Volcker moment, no NYT. Além disso, também estamos a ler:

 

2. More Thoughts on weaponized keynesianism, por Paul Krugman. O académico de Princeton discute a velha questão keynesiana: será que encher e tapar buracos é mesmo bom para a economia? E o raciocínio aplica-se às despesas militares? (no The Conscience of a Liberal)

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Cimeira abriu o caminho a uma recessão de grande dimensão
28 Out 2011 12:19
Colocado por: Rui Peres Jorge
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A Cimeira deste semana evitou que a bomba que pendia sobre a Zona Euro explodisse nos próximos dias e isso é uma vitória. Mas à medida que as horas passam sobre os resultados anunciados na madrugada de quinta-feira, fica cada vez mais claro que estamos muito longe de uma solução credível de médio longo prazo para a crise europeia. Richard Baldwin, no Vox, faz uma análise aos pontos fortes (reestruturação grega, sinal de empenho no reforço do capital dos bancos e uma maior capacidade do FEEF de dar cobertura politica à actuação do BCE) e fracos (demasiada pressão sobre os bancos o que forçará um choque de crédito e austeridade acrescida Itália e Espanha - ambas conduzirão a uma recessão maior) do pacote apresentado esta semana. Em síntese, diz Baldwin, os líderes europeus evitaram que a bomba explodisse, mas abriram caminho a uma recessão de grandes dimensões em 2012. Para Portugal isto significa que, muito possivelmente, o risco de reestruturação aumentou - uma possibilidade admitida por vários economistas ouvidos pelo Negócios. Além disto, estamos também a ler:   

 

1. Vamos ter mais cimeiras em breve, diz a The Economist

 

2. Os líderes estão a decidir em torres de marfim e o BCE tem de ser chamado, escreveu De Grauwe ainda antes da cimeira (VOX)

 

3. O sistema de seguro sobre risco de incumprimento não vai funcionar, avisa Gros (VOX)

 

4. Mais do mesmo, lamenta Guido Tabellini (VOX)

 

5. "Um copo meio cheio" de Guntram Wolf é uma das análises mais optimistas à Cimeira (Bruegel)

 

6. Nuno Teles defende que foi um "péssimo acordo" (Ladrões de Bicicletas)

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Trichet - um mandato falhado?
25 Out 2011 12:59
Colocado por: Pedro Romano
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Dean Baker analisa o mandato de Jean-Claude Trichet à frente do BCE e "arrasa" com a prestação do francês. Para Baker, só uma avaliação muito restrita (inflação) permite dar boa nota ao homem que conduziu o euro durante grande parte da década anterior. De resto, Trichet limitou-se a ver a economia europeia afundar, sem "alertar" para as bolhas na habitação espanhola e irlandesa (no Guardian). Além disto, também estamos a ler:

 

1. Cristina Kirchner's Choice , por Roberto Guareschi. Uma análise da vitória da líder argentina e do que significam as suas políticas económicas para o futuro do país sul-americano (no Project Syndicate).

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Ainda o caso islandês
24 Out 2011 12:14
Colocado por: Pedro Romano
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A Islândia, que tem tentado "driblar" a crise através da desvalorização da moeda, volta a ser tema de destaque no blogue de Krugman. O economista volta à carga e defende que ter moeda própria é uma forma muito mais eficaz - e menos dolorosa - de restabelecer o equilíbrio de uma economia sobrevalorizada. Why not the worst, por Paul Krugman (The Conscience of a Liberal). Também estamos a ler:

 

Crime, unemployment and peer effects, por Chris Dillow. Um post acerca da razão pela qual o crime não tem subido tanto quanto seria de esperar tendo em conta o desemprego, e um alerta para o futuro (Stumbling and Mumbling)

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Os contributos do Nobel para a economia
13 Out 2011 12:48
Colocado por: Pedro Romano
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David Glasner explica em que consiste o contributo do Nobel Thomas Sargent para a Teoria Económica. Uma explicação simples e intuitiva da ligação entre os seus trabalhos e as célebres Expectativas Racionais, que já tinham valido o prémio a Robert Lucas (no Uneasy Money). Além disso, também estamos a ler:

 

1. Os contributos do outro Nobel, Sims, por Mark Thoma (I e II). A explicação é bastante mais técnica do que a anterior (no Economist's View).

 

2. Desemprego em massa para durar. Chris Dillow explica por que é que o debate no Reino Unido acerca de como baixar o desemprego é, em larga medida estéril. Com algumas contas simples, é possível chegar à conclusão de que o desemprego elevado só será reduzido se o Reino Unido conseguir crescer a 3,7% (no Stumbing and Mumbling).

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Afinal isto da economia será mais Darwin e menos A. Smith?
12 Out 2011 13:55
Colocado por: Rui Peres Jorge
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Robert Frank, da Universidade de Cornell, acabou de publicar um livro de ataque às lógicas liberais na economia, a que chamou "A economia Darwin". "Daqui a cem anos os economistas irão considerar que o fundador intelectual da sua disciplina é Charles Darwin e não Adam Smith", afirmou o economista no livro, citado pelo Real Time Economics. A questão central em análise é saber se a escolha individual é a melhor forma de optimizar o bem estar da sociedade ou se, pelo contrário, a busca da satisfação individual pode acabar por deixar todos pior, abrinco caminho à coordenação da acção. Este tema é já bem conhecido na economia mas, segundo o blogue do Wall Stret Journal, para Frank, o problema não deve ser visto como uma possível falha de mercado, mas antes como uma falhar estrutural do liberalismo. Além disso estamos ainda a ler:

 

2. A empresa do Roubini nunca teve lucros e estará à venda (CNBC)

 

3. A Grécia não volta a crescer antes de 2013, diz a troika (BCE)

 

4. Empréstimo da troika passa a maturidade de 12,5 anos e juros mais baixos (The Portuguese Economy)

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O Nobel da Economia em entrevista
10 Out 2011 12:13
Colocado por: Pedro Romano
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Já há Nobel da Economia. Os laureados deste ano são Thomas Sargent e Christopher Sims, pela "pesquisa empírica no domínio da causa e efeito na macroeconomia". Vale a pena reler esta longa entrevista dada por Sargent há pouco mais de cinco anos, em que o economista fala da sua investigação. Aviso: a entrevista, de 27 páginas, é um pouco técnica. Além disso, também estamos a ler:

 

2. Paul Krugman fala sobre o "eterno" problema dos modelos económicos. IS-LMentary é uma explicação do modelo mais simples de análise macroeconómica (The Conscience of a Liberal)

 

3. A importância de Wall Street para a criação de Sillicon Valley's. Não é assim tanta, diz alguém que já lá trabalhou: James Kwak (Baseline Scenario).

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Já há previsões para o Nobel da Economia
7 Out 2011 14:46
Colocado por: Rui Peres Jorge
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O Nobel da Economia será conhecido na segunda feira, e como habitualmente as previsões e apostas já se multiplicam. Pedro Pita Barros aposta em Ken Rogoff ou Jordi Gali e liga-nos às previsões da Reuters e à opinião no Mostly Economics. Além disto, estamos também a ler:

 

2. Krugman defende o Sul da Europa de ataque de Greenspan (Conscience of a Liberal)

 

3. Recapitalização dos bancos na agenda da Cimeira Europeia de 17 e 18 (Negócios)

 

4. Várias formas de medir a receita fiscal e como estas podem iludir (Ladrões de Bicicletas)

 

5. Eslováquia: o último resistente ao alargamento do Fundo Europeu (Washington Post)

 

6. Deixem-me rir, diz Anunes sobre o corte de ratings dos bancos portugueses pela Moody's (SEDES)

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Países periféricos: vítimas ou culpados?
29 Set 2011 12:44
Colocado por: Pedro Romano
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O post no The Street Light já tem uns dias, mas continua actual: o que é que causou a crise do euro? O autor contrapõe duas explicações antagónicas - foi o comportamento "irresponsável" da periferia ou factores "sistémicos" inerentes à formação da união monetária?

 

Sobre o mesmo tema, mas concentrado em Portugal, António Borges, director do departamento Europeu do FMI, escreve hoje um artigo de opinião na revista Exame onde faz um diagnóstico aos desafios nacionais, enquadrando-o numa lógica de "privilégios" excessivos em Portugal. O resumo publicado pela revista não expõe ou arrisca quais são estes privilégios, para além do desequílibrio macroeconómico que resulta de níveis de despesa acima do rendimento ao longo da década do euro, o qual terá de ser combatido por uma desvalorização interna, que o departamento de Borges tem defendido que aconteça por via da desvalorização fiscal (corte na TSU e aumento de IVA). Esta é uma hipótese que está a perder apoio, mesmo dentro do FMI, com a instituição já a admitir ceder. Além disto, estamos ainda a ler:

 

2. A previsão mais errada do século, por Matthew Philips. Não, o mundo não vai continuar americano (no Freakonomics).

 

3. Uma entrevista a Daren Acemoglu, provavelmente o economista mais versátil da actualidade. Uma conversa longa e profunda acerca de regulação bancária, desigualdade, desemprego, crescimento económico, economia política, instituições e habitação (no The Region).

 

4. Desta vez não é diferente, por Murat Tasci. O investigador da Fed olha para os níveis de emprego e conclui que a "jobless recovery" era expectável tendo em conta a recuperação também anémica do PIB americano (Banco da Fed de Cleveland)

 

5. Lucas diz que na Europa os altos impostos prejudicam o esforço de trabalho. Interessante, mas aparentemente falso (Antonio Fatas)

 

6. Lições da crise japonesa, segundo Richard Koo (Ladrões de Bicicletas)

 

7. A inflação como imposto (Cachimbo de Magritte)

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O jogo perigoso da Europa
28 Set 2011 13:24
Colocado por: Pedro Romano
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O economista de Harvard Martin Feldstein fala hoje acerca dos motivos que levam a Europa a tentar adiar um "default" grego que todos vêem como incontornável. Europe's high-risk gamble, no Project Syndicate. Para além disso, também estamos a ler:

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Nova regulação para a banca inglesa
26 Set 2011 13:00
Colocado por: Pedro Romano
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A Comissão Independente para a Banca acabou finalmente o seu relatório. O documento está disponível on line e um dos redactores, o jornalista Martin Wolf, fala aqui acerca da segurança da banca e do problema dos riscos...

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Azia de Merkel no "país de m***" que a maltrata, diria Berlusconi
5 Set 2011 13:22
Colocado por: António Larguesa
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A chanceler alemã – a mais poderosa da economia portuguesa em 2011, na contagem encerrada na semana passada pelo Negócios – assistiu ontem a mais uma derrota da sua CDU nas eleições regionais. O Der Spiegel lembra que é a maior derrota de sempre do partido no estado nordestino de Mecklenburg-Western Pomerania. Além disso também estamos a ler:

 

2. Em França, o regresso sorridente de DSK deixou um sorriso amarelo nos camaradas socialistas que preparavam em ambiente de maior acalmia a escolha do candidato para as Presidenciais de 2012. (Le Monde)

 

3. Em Itália, o “país de m***” que Berlusconi admitiu abandonar dentro de poucos meses, já há sugestões para comemorar a saída do primeiro-ministro. (Youtube)

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BCE, o salvador relutante
9 Ago 2011 11:54
Colocado por: Elisabete Miranda
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Enquanto os líderes europeus se mantêm pouco inclinados a defender o euro, cabe ao BCE ir desempenhando esse papel, mesmo que seja contra o seu ADN, escreve a The Economist. Além disso, também estamos a ler:

 

2. CGD: a confusão entre regulador e regulado (The Portuguese Economy) 

 

3. Adivinha, adivinha: qual é o país onde a desigualdade mais cresce? (the Guardian)

 

4. Mais inflação, repressão financeira ou incumprimentos, não há outras alternativas (Rogoff, Project Syndicate)

 

 5. Podemos ser ricos sem democracia? Indivíduos, sim; países, dificilmente (Dani Rodrik)

 

6. Os estímulos fiscais não são determinantes para a fixação de residência (uma lição para a política municipal nacional?)  (Center on budget and policy priorities) 

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Só o BCE poderá evitar o pior na Europa
4 Ago 2011 12:40
Colocado por: Rui Peres Jorge
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Além do notável artigo de opinião de hoje de Paul de Grauwe no Financial Times onde defende que Só o BCE poderá evitar o pior na Europa, estamos também a ler:

 

2. Barroso quer aumento do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (Negócios)

 

3. Bancos voltam a depositar no BCE em vez de emprestarem uns aos outros (Financial Times)

 

4. Já não são só as economias emergentes que estão a intervir nas respectivas moedas (Bloomberg)    

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Reacções ao aumento do tecto de dívida nos EUA
2 Ago 2011 12:16
Colocado por: Rui Peres Jorge
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Além de 1. Reacções ao aumento do tecto de dívida nos EUA (Real Time Economics), estamos ainda a ler:

 

2. Giavazzi e Kashyap apresentam plano para salvar a Europa (Bloomberg)

 

3. Plano Cadilhe para BPN teria sido melhor (Cachimbo de Magritte)

  

4. Problemas nos EUA e na Europa longe de resolvidos (Baseline Scenario)

 

5. Os riscos sobre a economia chinesa (Blogoexisto)

 

6. O acordo grego é muito favorável para os credores, diz Cabral (Vox)

 

7. A reestruturação grega e a do Dubai (Fistful of Euros)

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48 em 49 economistas norte-americanos consideraram inevitável default grego
18 Jul 2011 17:44
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentários (2)

1. Afinal, em números de contas públicas, EUA até são parecidos com Portugal, escreve Miguel Frasquilho (Quarta República)

 

2. E Fernando Alexandre mostra mais semelhanças entre Portugal, Grécia e EUA (The Portuguese Economy) 

 

3. Vítor Bento contra o envolvimento dos privados no resgate grego - apesar de o considerar justo (Sedes)

 

4. Cenários a considerar na encruzilhada europeia, segundo Nuno Teles (Ladrões de Bicicletas)

 

5. Pagar ou não pagar as dívidas, reflecte Jean Pisani-Ferry? (Jornal de Negócios)

 

6. 48 em 49 economistas norte-americanos consideraram inevitável default grego (Real Time Economics)

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Vital Moreira contesta equidade fiscal do imposto extraordinário
15 Jul 2011 16:22
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentários (3)

1. Tavares Moreira defende Vítor Gaspar e a poupança (Quarta Republica)

 

2. Lains critica o discurso do ministro (Pedro Lains)

 

3. E Vital Moreira contesta argumento da equidade fiscal (Causa Nossa)

 

4. A bolha AAA (FT Alphaville)

 

5. Lagarde segundo Jean Pisani-Ferry (Bruegel)

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Santander abre "outlet" de venda de casas em Espanha
14 Jun 2011 12:20
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentários (2)

1. Europa tenta salvar resgate grego (FT)

 

2. Lagarde cada vez mais primeira na corrida para o FMI depois de Fisher ser bloqueado (Bloomberg)

 

3. Santander abre "outlet" de venda de casas em Espanha (El País)

 

4. Em Espanha salário mínimo sobe pouco, mas sobe (El Mundo)

 

5. A Grécia com o rating mais baixo do mundo (The Guardian)

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Acordo com a troika: reinventar a roda
30 Mai 2011 12:03
Colocado por: Rui Peres Jorge
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Onde investia Kadafi? Em muito lado, e em obrigações do BES e do BCP também
27 Mai 2011 12:39
Colocado por: Editor
Comentários (3)

1. Um dólar forte nem sempre é bom, diz Christina Romer (NY Times)

 

2. Grécia deveria sair temporariamente do euro, volta a defender Feldstein (Project Sindicate)

 

3. Interesse chinês por terras de cultivo causam desconforto no Brasil (NY Times)

 

4. As prioridades do FMI segundo Lagarde (Bloomberg)

 

5. E ao fim de 25 meses, um pouco de inflação no Japão (Bloomberg)

 

6. Onde investia Kadafi? Em muito lado, e em obrigações do BES e do BCP também (Global Witness)

 

7. Maus resultados económicos nos EUA alarmam Krugman (Conscience of a Liberal)

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Os desafios do FMI depois de DSK
24 Mai 2011 9:00
Colocado por: Rui Peres Jorge
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1. Harold James analisa desafios do FMI depois de DSK (Project Sindicate)

 

2. São precisas mudanças no FMI, diz Martin Khor (The Star)

 

3. Simon Johnson sobre possíveis herdeiros de DSK (Bloomberg)

 

4. A Itália é que é o elefante, não a Espanha (A fistful of euros)

  

5. Uma proposta para a Grécia comprar a sua própria dívida (Vox)

 

6. Ricardo Cabral defende os méritos da reestruturação e mais IRC para não transacionáveis (Vox)

 

7. Quando dinheiro perde do BCE com a reestruturação grega (FT Alphaville)

 

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Falta realismo na Europa, diz Krugman
23 Mai 2011 12:14
Colocado por: Rui Peres Jorge
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1. Press release com a aprovação do FMI ao empréstimos a Portugal (FMI)

 

2. S&P corta outlook a Itália (Economist)

 

3. Falta realismo na Europa, diz Krugman (NY Times)

 

4. O Post olha para Portugal (Washington Post)

 

5. Lagarde lidera corrida para FMI (Bloomberg)

 

6. Os periféricos precisam de ajuda, não de castigos, diz Mark Weisbrot (The Nation)

 

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Vale a pena baixar a TSU?
9 Mai 2011 12:27
Colocado por: Rui Peres Jorge
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A flexissegurança funcionou durante a crise?
15 Abr 2011 12:37
Colocado por: Rui Peres Jorge
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1. Grécia vai vender activos e cortar despesa, mas não vai reestrurar (Bloomberg)

 

2. Afinal, os chineses não vão investir 9 mil milhões nas "cajas" (El País)

 

3. China cresce e aquece (Financial Times)

 

4. A flexissegurança funcionou durante a crise? (Vox)

 

5. O resgate não democrático de Portugal (New York Times)

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A revolta dos retalhistas contra os grandes bancos nos EUA
12 Abr 2011 13:52
Colocado por: Editor
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1. FMI diz que iuan está demasiado fraco (Real Time Economics)

 

2. A revolta dos retalhistas contra os grandes bancos nos EUA (Baseline Scenario)

 

3. Ler os clássicos da economia para perceber a crise (The Conscience of a Liberal)

 

4. O aviso dos consumidores a keynesianos e friedmanianos (Stumbling and mumbling)

 

5. Draghi dado como certo à frente do BCE (Reuters)

 

6. Grupo de alemães tenta travar ajuda a Portugal nos tribunais (Jornal de Negócios)

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Os esqueletos que se escondem nos bancos alemães
6 Abr 2011 13:00
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentários (3)

1. E se os EUA entrassem em "default" (Real Time Economics)

 

2. Privatizar a Caixa ou rescalonar a dívida? A segunda, diz Ricardo Cabral (The Portuguese Economy)

 

3. Brasil contra proposta do FMI de limitar os controlos de capitais (Bloomberg)

 

4. Portugal forçado a pagar juros proibitivos (Financial Times)

 

5. Os esqueletos dos bancos alemães (Reuters via Ana Gomes)

 

6. O mecanismo financiamento europeu pós-2013 por Paul de Grauwe (Eurointelligence)

 

7. Portugal ainda não mostrou que é capaz, diz Strauss-Khan (El País)

 

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Até freiras acham que na Goldman Sachs se ganha demais
4 Abr 2011 15:29
Colocado por: Editor
Comentários (5)

1. Até as freiras acham que na Goldmam Sachs se ganha de mais (The Guardian)

 

2. O próximo problema para o petróleo: as eleições na Nigéria (WSJ)

 

3. Obama re-candidata-se em 2012 (Financial Times)

 

4. BCE criticado em antecipação por subida de juros esta semana (Financial Times)

 

5. Bernanke pode mesmo ter acertado na receita contra a crise... (Bloomberg)

 

6. ... e Krugman explica como é que a injecção de dinheiro de Bernanke funcionou (The Conscience of a Liberal)

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“No one’s home”: no Parlamento e no metro de Lisboa
29 Mar 2011 14:48
Colocado por: Manuel Esteves
Comentários (4)

1. O FT Alphaville faz contas aos prazos eleitorais em Portugal e as implicações de um plano de ajuda quando “no one’s home”.

 

2. O WSJ ensina a “lição irlandesa” aos líderes da Zona Euro que sugerem um acordo rápido para o resgate nacional.

 

3. Nove dias depois do início da guerra, o Presidente e Nobel da Paz, Barack Obama, justifica aos norte-americanos a acção na Líbia, mas fala de “limites” à participação dos EUA.

 

4. Outro “Nobel” – o da Arquitectura – é português. Após o sobressalto em Espanha pelas possíveis implicações da crise política gerada por cá, as boas notícias também chegam ao outro lado da fronteira.

 

5. Em dia de (mais uma) greve dos maquinistas do Metro de Lisboa, finalizamos com um vídeo que parodia a burocracia nos serviços públicos. É apresentado no youtube como um dos finalistas do “Jameson Notodofilmfest” (via blogue união de facto).

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Para ser feliz, o melhor é ser muito ou muito pouco religioso
18 Mar 2011 13:08
Colocado por: Editor
Comentários (3)

1. A política orçamental não vale assim tanto na crise, defendem Mankiw e Weinzierl (Harvard)

 

2. Para ser feliz, o melhor é ser muito ou muito pouco religioso, concluem Gundlach e Opfinger (Hamburg and Leibniz Universities)

 

3. De Long não percebe os planos de austeridade (Project Syndicate)

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Iene sobe enquanto o Japão sofre
17 Mar 2011 12:11
Colocado por: Editor
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1. Custos laborais: Espanha vs Alemanha (El País)

 

2. Irlanda faz campanha nos EUA sobre recusa de aumentar IRC (Bloomberg)

 

3. Iene sobe enquanto o Japão sofre (The Guardian)

 

4. Catástrofes, crescimento e redistribuição (Stumbling and Mumbling)

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Está a dar-se uma revolução silenciosa no governo económico europeu
16 Mar 2011 17:00
Colocado por: Rui Peres Jorge
Comentários (1)

1. Está a acontecer uma revolução silenciosa no governo económico europeu (EU Observer)

 

2. Mapa dos empréstimos do FMI no mundo (FMI) 

 

3. Medidas de austeridade na Zona Euro (Reuters, Dez. de 2010)

 

4. Um problema lógico (Sedes)

 

5. Os bancos portugueses começam a preocupar (FT Alphaville)

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Na Fed, a guerra j