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<?xml-stylesheet type="text/xsl" href="http://comunidade.xl.pt/JNegocios/utility/FeedStylesheets/rss.xsl" media="screen"?><rss version="2.0" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/" xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"><channel><title>Massa Monetária</title><link>http://comunidade.xl.pt/JNegocios/blogs/massamonetaria/default.aspx</link><description /><dc:language>en</dc:language><generator>CommunityServer 2008.5 SP2 (Debug Build: 40407.4157)</generator><item><title>Martim vs Raquel: de que lado está a literatura sobre o salário mínimo?</title><link>http://comunidade.xl.pt/JNegocios/blogs/massamonetaria/archive/2013/05/22/martim-vs-raquel-de-que-lado-est-225-a-literatura-sobre-o-sal-225-rio-m-237-nimo.aspx</link><pubDate>Wed, 22 May 2013 14:15:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="false">34e15d2d-3e48-4f1b-ad6d-78e9292216db:72616</guid><dc:creator>NunoAguiar</dc:creator><slash:comments>0</slash:comments><wfw:commentRss xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/">http://comunidade.xl.pt/JNegocios/blogs/massamonetaria/rsscomments.aspx?PostID=72616</wfw:commentRss><comments>http://comunidade.xl.pt/JNegocios/blogs/massamonetaria/archive/2013/05/22/martim-vs-raquel-de-que-lado-est-225-a-literatura-sobre-o-sal-225-rio-m-237-nimo.aspx#comments</comments><description>&lt;p&gt;&amp;Eacute; um daqueles momentos televisivos com uma profundidade limitada, mas que marca simbolicamente uma discuss&amp;atilde;o. No &amp;quot;Pr&amp;oacute;s &amp;amp; Contras&amp;quot; de segunda-feira, Martim Neves, um rapaz de 16 anos que criou uma marca de roupa, deu uma resposta &amp;agrave; historiadora Raquel Varela que contagiou imediatamente as redes sociais e lan&amp;ccedil;ou a discuss&amp;atilde;o na blogosfera. Por esta altura, j&amp;aacute; deve ter visto o v&amp;iacute;deo, mas se tiver chegado hoje &lt;span style="text-decoration:line-through;"&gt;da caverna&lt;/span&gt; de f&amp;eacute;rias, veja em baixo:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;iframe src="http://www.youtube.com/embed/mghEvA1imV4" frameborder="0" height="315" width="420"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O objectivo de Martim n&amp;atilde;o era defender o valor do sal&amp;aacute;rio m&amp;iacute;nimo, mas esta troca de argumentos relan&amp;ccedil;ou uma discuss&amp;atilde;o que tinha sido despertada pela &amp;uacute;ltima vez por Pedro Passos Coelho. O primeiro-ministro argumentou em Mar&amp;ccedil;o deste ano que, num contexto de desemprego muito elevado, &amp;quot;a medida mais sensata que se pode tomar&amp;quot; &amp;eacute; reduzir o sal&amp;aacute;rio m&amp;iacute;nimo, incentivando a cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o de mais postos de trabalho pelas empresas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O impacto do sal&amp;aacute;rio m&amp;iacute;nimo no emprego &amp;eacute; um t&amp;oacute;pico de discuss&amp;atilde;o antigo e existe bastante literatura portuguesa sobre o tema. Em 2006, num &lt;a target="_blank" href="http://www.bportugal.pt/pt-PT/BdP%20Publicaes%20de%20Investigao/AB200610_p.pdf"&gt;paper do Banco de Portugal (BdP)&lt;/a&gt;, Pedro Portugal escrevia que &amp;quot;o resultado da altera&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos sal&amp;aacute;rios m&amp;iacute;nimos sobre o emprego &amp;eacute; amb&amp;iacute;guo&amp;quot; e que &amp;quot;a investiga&amp;ccedil;&amp;atilde;o emp&amp;iacute;rica acumulou um vast&amp;iacute;ssimo reposit&amp;oacute;rio de resultados contradit&amp;oacute;rios, por vezes suportando a indica&amp;ccedil;&amp;atilde;o de perdas de emprego, noutras vezes apontando para a aus&amp;ecirc;ncia de efeitos sobre o emprego ou at&amp;eacute; para algum ganho modesto de emprego&amp;quot;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;J&amp;aacute; este ano, o investigador do BdP mostrava-se &lt;a target="_blank" href="http://www.aip.pt/?lang=pt&amp;amp;page=homepage/homepage.jsp&amp;amp;detail=60ddfa3c-4d8a-3010-a6bb-a6c2545ac463"&gt;cr&amp;iacute;tico &amp;agrave; ideia de aumentar o sal&amp;aacute;rio m&amp;iacute;nimo&lt;/a&gt;. &amp;quot;O sal&amp;aacute;rio m&amp;iacute;nimo em Portugal corresponde j&amp;aacute; a cerca de 77% do sal&amp;aacute;rio mediano (um dos valores mais elevados da OCDE) e cerca de 50% dos trabalhadores rec&amp;eacute;m-contratados auferem, precisamente, o sal&amp;aacute;rio m&amp;iacute;nimo. Esta &amp;eacute; uma indica&amp;ccedil;&amp;atilde;o clara de que o actual n&amp;iacute;vel da remunera&amp;ccedil;&amp;atilde;o m&amp;iacute;nima garantida &amp;eacute;, de facto, uma restri&amp;ccedil;&amp;atilde;o activa&amp;quot;, escreve. &amp;quot;&amp;Eacute; absolutamente leg&amp;iacute;timo que uma sociedade decida estabelecer um n&amp;iacute;vel m&amp;iacute;nimo de remunera&amp;ccedil;&amp;atilde;o do trabalho de acordo com as suas prefer&amp;ecirc;ncias &amp;eacute;ticas e sociais. N&amp;atilde;o &amp;eacute; poss&amp;iacute;vel, contudo, deixar de ter presente que o estabelecimento de sal&amp;aacute;rios m&amp;iacute;nimos muito desalinhados com a produtividade, geram necessariamente desemprego e inactividade que ter&amp;atilde;o de ser adequadamente apoiados atrav&amp;eacute;s de pol&amp;iacute;ticas p&amp;uacute;blicas.&amp;quot;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em 2011, outros investigadores do BdP - M&amp;aacute;rio Centeno, Cl&amp;aacute;udia Duarte e &amp;Aacute;lvaro Novo - &lt;a target="_blank" href="http://www.bportugal.pt/pt-PT/BdP%20Publicaes%20de%20Investigao/AB201016_p.pdf"&gt;voltaram ao tema&lt;/a&gt;: &amp;quot;Globalmente os resultados apontam para um efeito negativo de aumentos do sal&amp;aacute;rio m&amp;iacute;nimo do emprego de trabalhadores com baixos sal&amp;aacute;rios, que tem como contrapartida pequenos ganhos salariais&amp;quot;, pode ler-se no estudo. &amp;quot;As atualiza&amp;ccedil;&amp;otilde;es mais recentes e de maior dimens&amp;atilde;o do sal&amp;aacute;rio m&amp;iacute;nimo conduziram a redu&amp;ccedil;&amp;otilde;es significativas da desigualdade salarial na aba inferior da distribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos sal&amp;aacute;rios. Esta compress&amp;atilde;o dos sal&amp;aacute;rios foi explicada por aumentos salariais significativos nos percentis mais baixos e aumentos salariais abaixo da m&amp;eacute;dia da economia nos sal&amp;aacute;rios medianos. No entanto, estes aumentos tamb&amp;eacute;m est&amp;atilde;o associados a redu&amp;ccedil;&amp;otilde;es no emprego, com um aumento da instabilidade de emprego dos trabalhadores com sal&amp;aacute;rios mais baixos.&amp;quot;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a target="_blank" href="http://www.eeg.uminho.pt/uploads/eventos/EV_4693/20111114544410506250.pdf"&gt;Um paper conjunto da Universidade do Minho e da Universidade do Porto&lt;/a&gt; (2011) apoia esta argumenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Para os investigadores, &amp;quot;o aumento do sal&amp;aacute;rio m&amp;iacute;nimo tem um efeito negativo sobre a sobreviv&amp;ecirc;ncia das empresas, embora a magnitude desse efeito seja reduzida&amp;quot;. &amp;quot;Conclui-se, por isso, que os efeitos negativos identificados sobre o n&amp;iacute;vel de emprego n&amp;atilde;o resultam tanto do encerramento de empresas, mas antes da din&amp;acirc;mica de cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o e destrui&amp;ccedil;&amp;atilde;o de emprego por empresas que se mant&amp;ecirc;m em actividade.&amp;quot; E s&amp;atilde;o ainda mais incisivos. &amp;quot;Com base nos resultados obtidos, &amp;eacute; poss&amp;iacute;vel prever que o aumento imediato do SMN para &amp;euro;500, conforme acordado em 2006, originar&amp;aacute; uma diminui&amp;ccedil;&amp;atilde;o do emprego que variar&amp;aacute; entre -0.34% no cen&amp;aacute;rio de baixo aumento dos pre&amp;ccedil;os da produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o interna (1%) e -0.01% no cen&amp;aacute;rio de aumento dos pre&amp;ccedil;os alta (3%).&amp;quot;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Esta n&amp;atilde;o &amp;eacute;, contudo, a &amp;uacute;nica perspectiva sobre o tema. &lt;a target="_blank" href="http://iscte.pt/~rpme/RPM_2008_BMEP.pdf"&gt;Um paper escrito por Ricardo Paes Mamede&lt;/a&gt;, no Gabinete de Estrat&amp;eacute;gia e Estudos, do Minist&amp;eacute;rio da Economia, apresentava conclus&amp;otilde;es diferentes, argumentando que o acordo de Concerta&amp;ccedil;&amp;atilde;o Social para subir o sal&amp;aacute;rio m&amp;iacute;nimo representa apenas 0,13% do volume total de ganhos dos trabalhadores por conta de outrem a tempo integral. &amp;quot;O impacto relativamente modesto do acordo sobre a evolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o da RMMG [Remunera&amp;ccedil;&amp;atilde;o M&amp;iacute;nima Mensal Garantida] em termos de custos salariais refor&amp;ccedil;a a ideia de que o acordo alcan&amp;ccedil;ado poder&amp;aacute; estar a contribuir para diminuir a incid&amp;ecirc;ncia do fen&amp;oacute;meno dos &amp;#39;trabalhadores pobres&amp;#39; em Portugal, sem com isso p&amp;ocirc;r em risco o desempenho da economia portuguesa na sua globalidade. Tendo em conta que os sal&amp;aacute;rios s&amp;atilde;o apenas uma parcela dos custos totais das empresas, os efeitos globais do acordo para a competitividade do conjunto das empresas portuguesas em 2008 ser&amp;atilde;o provavelmente diminutos.&amp;quot;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Num &lt;a target="_blank" href="http://gemf.fe.uc.pt/workingpapers/pdf/2013/gemf_2013-08.pdf"&gt;outro estudo publicado pela Faculdade de Economia, da Universidade de Coimbra&lt;/a&gt;, e da autoria de John Addison, McKinley Blackburn e Chad Cotti, a conclus&amp;atilde;o &amp;eacute; que &amp;quot;mesmo durante uma recess&amp;atilde;o econ&amp;oacute;mica significativa, aumentos do sal&amp;aacute;rio m&amp;iacute;nimo n&amp;atilde;o parecem ter efeitos particularmente fortes na redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o do emprego no sector da economia mais prov&amp;aacute;vel de ser afectado pelo sal&amp;aacute;rio m&amp;iacute;nimo&amp;quot;. Contudo, para alguns grupos espec&amp;iacute;ficos, como os adolescentes,&amp;quot;sugere-se que o grande aumento do desemprego jovem durante a recess&amp;atilde;o &amp;eacute; pelo menos parcialmente explicado por um aumento paralelo do sal&amp;aacute;rio m&amp;iacute;nimo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Com algumas diferen&amp;ccedil;as, parece ser mais ou menos consensual que um aumento significativo do sal&amp;aacute;rio m&amp;iacute;nimo tem efeitos negativos sobre o emprego. Mas (e &amp;eacute; um &amp;quot;mas&amp;quot; decisivo), a literatura tamb&amp;eacute;m parece indiciar que esse impacto econ&amp;oacute;mico &amp;eacute; menos relevante do que muitas vezes parece. A partir da&amp;iacute;, a pondera&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; pol&amp;iacute;tica.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Actualmente, quase 600 mil portugueses recebem 485 euros por m&amp;ecirc;s (432 l&amp;iacute;quidos), o que representa 12,7% dos trabalhadores quando, em 2007, eram apenas 6%.&lt;/p&gt;&lt;div style="clear:both;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://comunidade.xl.pt/JNegocios/aggbug.aspx?PostID=72616" width="1" height="1"&gt;</description><category domain="http://comunidade.xl.pt/JNegocios/blogs/massamonetaria/archive/tags/Pontos+cr_26002300_237_3B00_ticos/default.aspx">Pontos cr&amp;#237;ticos</category></item><item><title>BCE e Portugal visto por alguns dos "bloggers" mais influentes do mundo</title><link>http://comunidade.xl.pt/JNegocios/blogs/massamonetaria/archive/2013/05/21/bce-e-portugal-visto-por-alguns-dos-melhores-bloggers-do-mundo.aspx</link><pubDate>Tue, 21 May 2013 15:37:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="false">34e15d2d-3e48-4f1b-ad6d-78e9292216db:71812</guid><dc:creator>Rui Peres Jorge</dc:creator><slash:comments>0</slash:comments><wfw:commentRss xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/">http://comunidade.xl.pt/JNegocios/blogs/massamonetaria/rsscomments.aspx?PostID=71812</wfw:commentRss><comments>http://comunidade.xl.pt/JNegocios/blogs/massamonetaria/archive/2013/05/21/bce-e-portugal-visto-por-alguns-dos-melhores-bloggers-do-mundo.aspx#comments</comments><description>&lt;p&gt;&lt;a href="http://comunidade.xl.pt/JNegocios/cfs-file.ashx/__key/CommunityServer.Blogs.Components.WeblogFiles/massamonetaria/1780.Draghi_5F00_Gaspar_5F00_ok.jpg"&gt;&lt;img src="http://comunidade.xl.pt/JNegocios/resized-image.ashx/__size/550x0/__key/CommunityServer.Blogs.Components.WeblogFiles/massamonetaria/1780.Draghi_5F00_Gaspar_5F00_ok.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:xx-small;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:xx-small;"&gt;Mario Draghi, presidente do BCE e V&amp;iacute;tor Gaspar, ministro das Finan&amp;ccedil;as portugu&amp;ecirc;s Fonte: Bloomberg.&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;br /&gt;H&amp;aacute; um debate a decorrer na blogosesfera sobre Portugal e o BCE. Ou melhor:&amp;nbsp;sobre o&amp;nbsp;que &amp;eacute; que o BCE pode (deve) fazer pelo pequeno pa&amp;iacute;s da periferia. No debate est&amp;atilde;o Tyler Cowen (Marginal Revolution), Ryan Avent (Free Exchange - Economist), Karl Smith (Forbes) e Paul Krugman a fazer uma apari&amp;ccedil;&amp;atilde;o no final.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mas o que junta t&amp;atilde;o distintos &amp;quot;bloggers&amp;quot; em torno de Portugal e do BCE? A resposta est&amp;aacute; num dos maiores problemas da uni&amp;atilde;o monet&amp;aacute;ria, o que em &amp;ldquo;econom&amp;ecirc;s&amp;rdquo; ganhou o nome de &amp;ldquo;fragmenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o financeira da Zona Euro&amp;rdquo; ou de &amp;ldquo;trav&amp;atilde;o/problema no mecanismo de transmiss&amp;atilde;o da pol&amp;iacute;tica monet&amp;aacute;ria&amp;rdquo;. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Dito assim parece complicado mas &amp;eacute; na verdade relativamente simples: as taxas de juro em Portugal (e periferia da Zona Euro) continuam exageradamente elevadas apesar das decis&amp;otilde;es de cortes de juros adoptadas pelo BCE. Isto significa que o BCE &amp;eacute; mais autoridade monet&amp;aacute;ria da Europa &amp;ldquo;core&amp;rdquo; do que da Europa do Sul, visto na periferia onde n&amp;atilde;o consegue baixar os custos de financiamento mesmo para empresas e projectos saud&amp;aacute;veis. Isso significa muitas empresas e muitos empregos destru&amp;iacute;dos por uma inefici&amp;ecirc;ncia da uni&amp;atilde;o monet&amp;aacute;ria.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mas ser&amp;aacute; que o BCE n&amp;atilde;o consegue ou n&amp;atilde;o quer? &amp;Eacute; este o debate que vai quente.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;Eacute; certo que o BCE e Mario Draghi deram passos importantes para garantir a sobreviv&amp;ecirc;ncia do euro, merecendo destaque a ced&amp;ecirc;ncia ilimitada de liquidez aos bancos por prazos longos, a cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um mecanismo de compra de d&amp;iacute;vida p&amp;uacute;blica e a press&amp;atilde;o para a cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o de uma uni&amp;atilde;o banc&amp;aacute;ria que vai, aos poucos, fazendo o seu caminho &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mas podem desenvolvimento justificar a inac&amp;ccedil;&amp;atilde;o nos casos em que&amp;nbsp; existam mais instrumentos anti-crise dispon&amp;iacute;veis? E ser&amp;aacute; que existem?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ryan Avent, no &lt;a target="_blank" href="http://www.economist.com/blogs/freeexchange/2013/05/european-central-bank?fsrc=scn/tw_ec/broken_transmission_mechanisms"&gt;Free Exchange&lt;/a&gt;, abre o debate sugerindo que sim, que h&amp;aacute;&amp;nbsp; instrumentos que o BCE poderia utilizar, como o mecanismo de &amp;ldquo;empr&amp;eacute;stimos por cr&amp;eacute;dito concedido&amp;rdquo; adoptado&amp;nbsp; durante a crise no Reino Unido. Trata-se um mecanismo no qual o banco central aceita dos cr&amp;eacute;ditos que estes concederam &amp;agrave;s PME dando-lhes em troca activos com menos risco (por exemplo obriga&amp;ccedil;&amp;otilde;es) &amp;ndash; activos estes que os bancos, por sua vez, podem usar como colateral nos empr&amp;eacute;stimos que pedem ao banco central para financiar a economia&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Esta op&amp;ccedil;&amp;atilde;o, &amp;agrave; semelhan&amp;ccedil;a da compra&amp;nbsp;directa aos bancos de cr&amp;eacute;ditos concedidos a PMEs, s&amp;atilde;o varia&amp;ccedil;&amp;otilde;es do &amp;ldquo;quantitative easing&amp;rdquo; (al&amp;iacute;vio quantitativo, em tradu&amp;ccedil;&amp;atilde;o livre), um instrumento de pol&amp;iacute;tica monet&amp;aacute;ria que o BCE se tem recusado a utilizar, ao contr&amp;aacute;rio do que fizeram a Reserva Federal norte-americana (Fed) e o Banco de Inglaterra (BoE).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Este tipo de pol&amp;iacute;ticas visa:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;1)&amp;nbsp;Estimular uma economia quando as taxas de juro j&amp;aacute; n&amp;atilde;o podem baixar mais &amp;ndash; contornando a chamada armadilha da liquidez; e ou &lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;2)&amp;nbsp;Baixar as taxas de juro onde elas permanecem elevadas por problemas no mecanismo de transmiss&amp;atilde;o da pol&amp;iacute;tica monet&amp;aacute;ria;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os c&amp;eacute;pticos usam v&amp;aacute;rios argumentos contra o &amp;ldquo;quantitative easing&amp;rdquo; (QE):&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;ndash; Injectar mais dinheiro na economia gera infla&amp;ccedil;&amp;atilde;o sem estimular efectivamente o crescimento, atiram tipicamente os alem&amp;atilde;es;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;ndash; O BCE j&amp;aacute; fornece liquidez sem limites, diz por seu lado o BCE;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;ndash; Os problemas estruturais do Sul resultam de n&amp;iacute;veis de endividamento pouco saud&amp;aacute;veis nos sectores privado e p&amp;uacute;blico&amp;nbsp; e falta de reformas estruturais;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;ndash; As economias do Sul s&amp;atilde;o pouco competitivas e precisam &amp;eacute; de ajustar os sal&amp;aacute;rios nominais para ganharem competitividade e assim crescerem;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Tyler Cowen, do Marginal Revolution, est&amp;aacute; entre os c&amp;eacute;pticos e em &lt;a target="_blank" href="http://marginalrevolution.com/marginalrevolution/2013/05/does-the-eurozone-have-a-monetary-policy-transmission-mechanism-or-rather-a-liquidity-leak.html?utm_source=feedly&amp;amp;utm_medium=feed&amp;amp;utm_campaign=Feed%3A+marginalrevolution%2Ffeed+%28Marginal+Revolution%29"&gt;dois&lt;/a&gt; &lt;a target="_blank" href="http://marginalrevolution.com/marginalrevolution/2013/05/karl-smith-on-the-liquidity-leak.html"&gt;posts&lt;/a&gt;&amp;nbsp; exp&amp;otilde;e, com clareza, os problemas que o QE enfrenta, usando para isso Portugal como exemplo:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;P1) H&amp;aacute; um problema de risco moral na compra de activos: o banco central estaria a incentivar os bancos a emprestarem dinheiro mesmo que a projectos pouco v&amp;aacute;lidos;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;P2) Se o BCE injectar mais no Sul, os fundos limitar-se-&amp;atilde;o a &amp;ldquo;caminhar&amp;rdquo; novamente para o Norte, onde est&amp;atilde;o os investimentos e os bancos mais seguros;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;P3) Injectar mais dinheiro na economia da Zona Euro criar&amp;aacute; infla&amp;ccedil;&amp;atilde;o na Alemanha (e sal&amp;aacute;rios mais elevados) sem gerar muita mais procura por bens de Portugal, visto que Portugal e Alemanha n&amp;atilde;o competem em muitos mercados e a Alemanha n&amp;atilde;o compra assim tantos bens a Portugal;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&lt;em&gt;Uma chamada de aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o Luis Aguiar-Conraria&amp;nbsp;a uma partilha de Pedro Lains&amp;nbsp;nota que, entretanto,&amp;nbsp;Tyler Cowen &lt;/em&gt;&lt;a target="_blank" href="http://marginalrevolution.com/marginalrevolution/2013/05/on-recoveries-elasticities-and-portuguese-exports.html"&gt;&lt;em&gt;respondeu a Krugman&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; que havia contestado esta ideia.&amp;nbsp;Cowen alerta para a inexist&amp;ecirc;ncia de resultados definitivos&amp;nbsp;quanto ao impacto das taxas de c&amp;acirc;mbio&amp;nbsp;reais sobre as exporta&amp;ccedil;&amp;otilde;es e lembra que uma desvaloriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do euro&amp;nbsp;(motivada por infla&amp;ccedil;&amp;atilde;o mais forte na Alemanha) tamb&amp;eacute;m&amp;nbsp;aumenta a factura mais elevada&amp;nbsp;das importa&amp;ccedil;&amp;otilde;es:&amp;nbsp;a energia.&lt;/em&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;P4) A ac&amp;ccedil;&amp;atilde;o do BCE poder&amp;aacute; ajudar a resolver o diferencial de sal&amp;aacute;rios entre Portugal e a Alemanha, mas n&amp;atilde;o resolve os problemas banc&amp;aacute;rios do Sul: demasiado endividamento, falta de reformas estruturais;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;P5) Vender activos aos alem&amp;atilde;es criar&amp;aacute; problemas pol&amp;iacute;ticos graves a Sul;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Cowen recebeu respostas de Krugman, Avent e Karl Smith que tentamos organizar:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;1)&amp;nbsp;Mais infla&amp;ccedil;&amp;atilde;o (e sal&amp;aacute;rios mais altos) a Norte s&amp;atilde;o essenciais para o funcionamento regular da uni&amp;atilde;o monet&amp;aacute;ria &amp;ndash; esse &amp;eacute; um mecanismo central no reajuste de pre&amp;ccedil;os relativos (a alternativa &amp;eacute; o esfor&amp;ccedil;o de defla&amp;ccedil;&amp;atilde;o a Sul com n&amp;iacute;veis de desemprego catastr&amp;oacute;ficos), explica &lt;a target="_blank" href="http://www.forbes.com/sites/modeledbehavior/2013/05/17/the-ecbs-liquidity-leak/"&gt;Karl Smith&lt;/a&gt;. Mais dinheiro a Norte permitir&amp;aacute; aos agentes econ&amp;oacute;micos olhar com interesse para o Sul, comprar e investir a&amp;iacute;, complementa &lt;a target="_blank" href="http://www.economist.com/blogs/freeexchange/2013/05/euro-crisis-0?fsrc=rss"&gt;Avent&lt;/a&gt;; &lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;2)&amp;nbsp;A ideia de recusar mais activismo monet&amp;aacute;rio porque ele n&amp;atilde;o resolve todos os problemas do Sul &amp;eacute; considerada inaceit&amp;aacute;vel por Avent: n&amp;atilde;o resolve todos, mas resolve alguns e ajuda na situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o grave em que Portugal e outros pa&amp;iacute;ses se encontram e portanto deve ser usado, defende;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;3)&amp;nbsp;&lt;a target="_blank" href="http://krugman.blogs.nytimes.com/2013/05/20/german-wages-and-portuguese-competitiveness-a-bit-wonkish/"&gt;Krugman&lt;/a&gt;, por seu lado, diz que mais infla&amp;ccedil;&amp;atilde;o a Norte implica n&amp;atilde;o s&amp;oacute; mais procura e investimento da Alemanha no Sul. Implicaria tamb&amp;eacute;m um euro mais fraco que promoveria as exporta&amp;ccedil;&amp;otilde;es portuguesas para Alemanha (nos produtos que compitam com pa&amp;iacute;ses fora do euro), mas tamb&amp;eacute;m ajudaria &amp;agrave;s vendas directas para outros destinos fora da Zona Euro&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;4)&amp;nbsp;A ideia de&amp;nbsp; que, no Sul, se aceita melhor o desemprego do que a venda de activos a estrangeiros &amp;eacute; questionada por Avent;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;5)&amp;nbsp;Finalmente, argumentam Krugman e Avent, mais infla&amp;ccedil;&amp;atilde;o a Norte &amp;eacute;, nesta situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, uma obriga&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos pa&amp;iacute;ses do Norte da uni&amp;atilde;o monet&amp;aacute;ria. Este pode ser um projecto econ&amp;oacute;mico mas tamb&amp;eacute;m &amp;eacute;, em grande medida, um projecto pol&amp;iacute;tico com obriga&amp;ccedil;&amp;otilde;es dos v&amp;aacute;rios lados nos momentos dif&amp;iacute;ceis.&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&lt;em&gt;&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&lt;em&gt;Tyler Cowen&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;a target="_blank" href="http://marginalrevolution.com/marginalrevolution/2013/05/on-recoveries-elasticities-and-portuguese-exports.html"&gt;&lt;em&gt;contesta&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;&amp;nbsp;esta argumenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o moral sobre&amp;nbsp;quest&amp;otilde;es econ&amp;oacute;micas. Antes de chegar a&amp;iacute;, defende,&amp;nbsp;o que importa &amp;eacute; estabelecer&amp;nbsp;um consenso sobre quais os reais impactos em Portugal de mais infla&amp;ccedil;&amp;atilde;o na Alemanha.&lt;/em&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A concentra&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos argumentos em torno das press&amp;otilde;es inflacionistas&amp;nbsp; resulta da import&amp;acirc;ncia das din&amp;acirc;micas macroecon&amp;oacute;micas para resolver os problemas do euro, mas reflecte tamb&amp;eacute;m o papel central da Alemanha e da sua avers&amp;atilde;o &amp;agrave; infla&amp;ccedil;&amp;atilde;o na hesita&amp;ccedil;&amp;atilde;o que o BCE demonstra em adoptar uma pol&amp;iacute;tica monet&amp;aacute;ria mais agressiva. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Paralelamente valeria a pena debater mais profundamente a efic&amp;aacute;cia destes instrumentos a baixar os juros na periferia e qual o risco para o BCE de embarcar por este caminho. A Alemanha, o BCE e outros duvidam. Fed e BoE, com desempregos bem mais baixos, acham que faz sentido.&lt;/p&gt;&lt;div style="clear:both;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://comunidade.xl.pt/JNegocios/aggbug.aspx?PostID=71812" width="1" height="1"&gt;</description><category domain="http://comunidade.xl.pt/JNegocios/blogs/massamonetaria/archive/tags/Pontos+cr_26002300_237_3B00_ticos/default.aspx">Pontos cr&amp;#237;ticos</category></item><item><title>Abenomics vai salvar o Japão?</title><link>http://comunidade.xl.pt/JNegocios/blogs/massamonetaria/archive/2013/05/17/abenomics-vai-salvar-o-jap-227-o.aspx</link><pubDate>Fri, 17 May 2013 12:08:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="false">34e15d2d-3e48-4f1b-ad6d-78e9292216db:70766</guid><dc:creator>Rui Peres Jorge</dc:creator><slash:comments>1</slash:comments><wfw:commentRss xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/">http://comunidade.xl.pt/JNegocios/blogs/massamonetaria/rsscomments.aspx?PostID=70766</wfw:commentRss><comments>http://comunidade.xl.pt/JNegocios/blogs/massamonetaria/archive/2013/05/17/abenomics-vai-salvar-o-jap-227-o.aspx#comments</comments><description>&lt;p&gt;&lt;a href="http://comunidade.xl.pt/JNegocios/cfs-file.ashx/__key/CommunityServer.Blogs.Components.WeblogFiles/massamonetaria/7041.Abe.jpg"&gt;&lt;img src="http://comunidade.xl.pt/JNegocios/resized-image.ashx/__size/550x0/__key/CommunityServer.Blogs.Components.WeblogFiles/massamonetaria/7041.Abe.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:xx-small;"&gt;Shinzo Abe, o primeiro-ministro japon&amp;ecirc;s esta semana em T&amp;oacute;quio &lt;strong&gt;Fonte:&lt;/strong&gt; Kiyoshi Ota/Bloomberg&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O primeiro ministro japon&amp;ecirc;s que entrou em fun&amp;ccedil;&amp;otilde;es em Dezembro elegeu como objectivo acabar com a defla&amp;ccedil;&amp;atilde;o e retirar o Pa&amp;iacute;s da profunda crise que atravessa. Para isso decidiu usar todos os instrumentos dispon&amp;iacute;veis num plano que j&amp;aacute; foi baptizado por &amp;ldquo;Abenomics&amp;rdquo; e que inclui um plano de investimento p&amp;uacute;blico (100 mil milh&amp;otilde;es de euros), uma pol&amp;iacute;tica monet&amp;aacute;ria agressiva, e um plano de desenvolvimento industrial baseado em tecnologia &amp;ndash; que dever&amp;aacute; apresentar hoje, &lt;a target="_blank" href="http://www.bloomberg.com/news/2013-05-17/abe-s-growth-strategy-to-support-investment-in-japan-technology.html"&gt;escreve a Bloomberg&lt;/a&gt;. Com Abe no poder, o iene desvalorizou e a bolsa disparou; as exporta&amp;ccedil;&amp;otilde;es subiram e o consumo tamb&amp;eacute;m. No entanto, o investimento ainda n&amp;atilde;o chegou para suportar a retoma e a defla&amp;ccedil;&amp;atilde;o continua. A &amp;ldquo;Abenomics&amp;rdquo; est&amp;aacute; no palco medi&amp;aacute;tico internacional e ocupa um espa&amp;ccedil;o de destaque no &amp;ldquo;Estamos a Ler&amp;rdquo; de hoje:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;br /&gt;2. &lt;a target="_blank" href="http://www.economist.com/news/leaders/21578044-shinzo-abe-has-vision-prosperous-and-patriotic-japan-economics-looks-better"&gt;Abe&amp;rsquo;s master plan&lt;/a&gt;. A The Economist faz o balan&amp;ccedil;o dos cinco meses do plano de Abe baseado&amp;nbsp;em forte&amp;nbsp;est&amp;iacute;mulo econ&amp;oacute;mico e numa mensagem nacionalista. &amp;ldquo;A pol&amp;iacute;tica econ&amp;oacute;mica parece melhor que o nacionalismo&amp;rdquo;, l&amp;ecirc;-se na edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o desta semana.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;3. &lt;a target="_blank" href="http://economia.elpais.com/economia/2013/05/16/actualidad/1368691631_726779.html"&gt;El experimento japon&amp;eacute;s dispara el PIB&lt;/a&gt;. O El Pa&amp;iacute;s tamb&amp;eacute;m d&amp;aacute; a sua vers&amp;atilde;o da experi&amp;ecirc;ncia japonesa, considerando que, por enquanto, oferece um balan&amp;ccedil;o misto.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;4. Consumers put at the heart into Japan growth. O Financial Times&amp;nbsp;descreve a evolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o da economia japonesa, que cresce hoje ao ritmo mais r&amp;aacute;pido entre as sete maiores economias do mundo, mas continua em defla&amp;ccedil;&amp;atilde;o e com falta de investimento.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;5. &lt;a target="_blank" href="http://fatasmihov.blogspot.pt/2013/05/the-myth-of-liquidity-and-bubbles-in.html"&gt;The myth of liquidity and bubbles in financial markets&lt;/a&gt;. Antonio Fatas faz uma critica &amp;agrave; an&amp;aacute;lise de Gillian Teett no FT sobre a asser&amp;ccedil;&amp;atilde;o de que a subida das bolsas se deve &amp;agrave; imensa liquidez injecta pelos bancos centrais.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;br /&gt;6. &lt;a target="_blank" href="http://www.reuters.com/article/2013/05/17/us-ecb-banks-support-idUSBRE94G05020130517"&gt;ECB eyes supervisor role to squeeze weak banks&lt;/a&gt;. A Reuters analisa a forma como o BCE poder&amp;aacute; usar a nova informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o sobre a sa&amp;uacute;de dos bancos para pressionar os bancos mais fracos e limitar o apoio que concede via politica monet&amp;aacute;ria.&lt;/p&gt;&lt;div style="clear:both;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://comunidade.xl.pt/JNegocios/aggbug.aspx?PostID=70766" width="1" height="1"&gt;</description><category domain="http://comunidade.xl.pt/JNegocios/blogs/massamonetaria/archive/tags/Estamos+a+Ler/default.aspx">Estamos a Ler</category></item><item><title>Portugal precisa com urgência de investimento e de exportar</title><link>http://comunidade.xl.pt/JNegocios/blogs/massamonetaria/archive/2013/05/15/portugal-precisa-com-urg-234-ncia-de-exporta-231-245-es-e-ide.aspx</link><pubDate>Wed, 15 May 2013 14:33:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="false">34e15d2d-3e48-4f1b-ad6d-78e9292216db:70403</guid><dc:creator>Rui Peres Jorge</dc:creator><slash:comments>0</slash:comments><wfw:commentRss xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/">http://comunidade.xl.pt/JNegocios/blogs/massamonetaria/rsscomments.aspx?PostID=70403</wfw:commentRss><comments>http://comunidade.xl.pt/JNegocios/blogs/massamonetaria/archive/2013/05/15/portugal-precisa-com-urg-234-ncia-de-exporta-231-245-es-e-ide.aspx#comments</comments><description>&lt;p&gt;&lt;a target="_blank" href="http://www.jornaldenegocios.pt/economia/conjuntura/detalhe/economia_portuguesa_registra_contraccao_homologa_de_39_no_primeiro_trimestre.html"&gt;Economia portuguesa contrai 3,9%&lt;/a&gt;.&amp;nbsp;Paula Carvalho do BPI diz que os dados divulgados hoje pelo BPI&amp;nbsp;n&amp;atilde;o trazem grandes surpresas, mas considera que os &amp;ldquo;detalhes s&amp;atilde;o pouco favor&amp;aacute;veis&amp;rdquo;, avisando para os riscos que resultam da continua da queda do investimento. Rui Bernardes Serra, do Montepio, tamb&amp;eacute;m sublinha a queda do investimento e&amp;nbsp;sublinha&amp;nbsp;que &amp;ldquo;o actual per&amp;iacute;odo de recess&amp;atilde;o j&amp;aacute; dura h&amp;aacute; 10 trimestres, encontrando-se o PIB no n&amp;iacute;vel mais baixo desde o 2&amp;ordm;T2000&amp;rdquo;. Filipe Garcia, da IMF considera que&amp;nbsp;&amp;ldquo;a economia portuguesa s&amp;oacute; poder&amp;aacute; voltar ao crescimento perante uma evolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o extraordinariamente positiva do com&amp;eacute;rcio externo&amp;rdquo;. A import&amp;acirc;ncia da frente externa &amp;eacute; igualmente evidenciada pela equipa do NECEP, da Universidade Cat&amp;oacute;lica, que perante os dados conhecidos at&amp;eacute; agora, faz a an&amp;aacute;lise mais positiva: &amp;ldquo;O NECEP acredita que o resultado do 1&amp;ordm;T2013 pode reflectir efectivamente uma melhoria relativa do desempenho econ&amp;oacute;mico&amp;rdquo;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:x-small;"&gt;&lt;i&gt;Nota do editor: No &amp;quot;Reac&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos Economistas&amp;quot; pode ler, sem edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Neg&amp;oacute;cios, a an&amp;aacute;lise aos principais indicadores econ&amp;oacute;micos pelos gabinetes de estudos do Montepio, Millennium bcp, BPI, NECEP (Universidade Cat&amp;oacute;lica) e IMF,&amp;nbsp;isto sem preju&amp;iacute;zo de outras contribui&amp;ccedil;&amp;otilde;es menos regulares. Esta &amp;eacute; parte da &amp;quot;mat&amp;eacute;ria-prima&amp;quot; com que o Neg&amp;oacute;cios trabalha e que agora fica tamb&amp;eacute;m ao seu dispor.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;N&amp;uacute;cleo de Estudos de Conjuntura sobre a Economia Portuguesa (NECEP) da Universidade Cat&amp;oacute;lica&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;1.&amp;nbsp;No 1&amp;ordm; trimestre de 2013 (1&amp;ordm;T2013), a economia portuguesa registou uma quebra de 0,3% face ao trimestre anterior e uma contra&amp;ccedil;&amp;atilde;o hom&amp;oacute;loga de 3,9% (-1,8% e -3,8%, respetivamente, no 4&amp;ordm;T2012). Este &amp;eacute; o d&amp;eacute;cimo trimestre consecutivo de decl&amp;iacute;nio do PIB, que apresenta uma quebra acumulada neste per&amp;iacute;odo de 7,3%.&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;2.&amp;nbsp;A quebra em cadeia de 0,3% registada no 1&amp;ordm;T2013 representa uma melhoria evidente face aos &amp;uacute;ltimos trimestres. Contudo, este valor ter&amp;aacute; beneficiado de um efeito base positivo decorrente da fort&amp;iacute;ssima quebra do PIB no trimestre anterior (contra&amp;ccedil;&amp;atilde;o de 1,8% em cadeia), explic&amp;aacute;vel apenas por fatores pontuais ou n&amp;atilde;o recorrentes. Conv&amp;eacute;m notar que houve efeitos de calend&amp;aacute;rio e meteorol&amp;oacute;gicos que tiveram uma influ&amp;ecirc;ncia oposta. Em especial, foi not&amp;oacute;rio o impacto adverso que as condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es climat&amp;eacute;ricas tiveram na constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&lt;br /&gt;3. Com base nos indicadores dispon&amp;iacute;veis, o NECEP acredita que o resultado do 1&amp;ordm;T2013 pode refletir efetivamente uma melhoria relativa do desempenho econ&amp;oacute;mico, ainda que este continue muito dependente do comportamento da economia europeia, que registou nova contra&amp;ccedil;&amp;atilde;o no in&amp;iacute;cio do ano&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Paula Carvalho - Departamento de Estudos do Banco BPI&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;1. O comportamento da economia portuguesa nos primeiros tr&amp;ecirc;s meses do ano esteve em linha com as expectativas, registando-se apenas um ligeiro agravamento da taxa de varia&amp;ccedil;&amp;atilde;o hom&amp;oacute;loga por compara&amp;ccedil;&amp;atilde;o com o trimestre anterior. Mas os pormenores adiantados pelo INE suscitam alguma preocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;ndash; Por um lado, o aumento da queda das importa&amp;ccedil;&amp;otilde;es &amp;eacute; o principal factor citado para o refor&amp;ccedil;o do contributo favor&amp;aacute;vel das exporta&amp;ccedil;&amp;otilde;es l&amp;iacute;quidas. O que sugere que as exporta&amp;ccedil;&amp;otilde;es poder&amp;atilde;o ter mantido uma performance menos boa, em linha com a informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o nominal.&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;ndash; Um segundo aspecto, a maior queda do investimento, num contexto em que a forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o l&amp;iacute;quida de capital j&amp;aacute; &amp;eacute; negativa e o peso do Investimento no PIB se situa entre os mais baixos dos pa&amp;iacute;ses da OCDE (cerca de 18%). Sugerindo que esta vari&amp;aacute;vel merece ser olhada com algum cuidado e detalhe. Sugere tamb&amp;eacute;m a necessidade de promover a atrac&amp;atilde;o de investimento estrangeiro e de fomentar o investimento dom&amp;eacute;stico. De prefer&amp;ecirc;ncia, investimento produtivo e em sectores e actividades transaccion&amp;aacute;veis. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Filipe Garcia &amp;ndash; Informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Mercados Financeiros&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;1.&amp;nbsp;A divulga&amp;ccedil;&amp;atilde;o de mais uma taxa de crescimento negativa em cadeia do PIB n&amp;atilde;o pode surpreender ningu&amp;eacute;m, tendo em conta a traject&amp;oacute;ria dos &amp;uacute;ltimos anos da economia portuguesa bem como a evolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o da envolvente externa.&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;2.&amp;nbsp;Apesar de -0.3% ser melhor do que o esperado e comparar com -1.8% no trimestre anterior, n&amp;atilde;o se pode ainda dizer que a recess&amp;atilde;o esteja a abrandar. A varia&amp;ccedil;&amp;atilde;o hom&amp;oacute;loga do PIB continua a agravar-se, o que acontece pelo quarto trimestre consecutivo.&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;3.&amp;nbsp;Tamb&amp;eacute;m n&amp;atilde;o constitui surpresa que seja a procura interna a contribuir de forma mais negativa para o crescimento do produto, mas o facto de ser o investimento em constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o a destacar-se mostra bem a import&amp;acirc;ncia deste sector e, eventualmente, os excessos das &amp;uacute;ltimas d&amp;eacute;cadas.&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;4.&amp;nbsp;Naturalmente, para que o processo de converg&amp;ecirc;ncia or&amp;ccedil;amental acordado tenha alguma hip&amp;oacute;tese de ter sucesso, ser&amp;aacute; necess&amp;aacute;rio que a economia portuguesa estabilize em termos de queda do produto. Os n&amp;uacute;meros do INE confirmam o que todos observam &amp;ndash; essa estabiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o ainda n&amp;atilde;o ocorreu. Desta forma, o cumprimento dos objectivos, econ&amp;oacute;micos e financeiros, ser&amp;aacute; consecutivamente adiado at&amp;eacute; que o produto comece a crescer.&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;5.&amp;nbsp;A economia portuguesa s&amp;oacute; poder&amp;aacute; voltar ao crescimento perante uma evolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o extraordinariamente positiva do com&amp;eacute;rcio externo &amp;ndash; que se afigura dif&amp;iacute;cil tendo em conta a situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o econ&amp;oacute;mica dos parceiros comerciais &amp;ndash; ou atrav&amp;eacute;s de algum tipo de incentivo &amp;agrave; procura interna, algo que o OE 2013 n&amp;atilde;o parece promover, pelo contr&amp;aacute;rio.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Rui Bernardes Serra &amp;ndash; Departamento de Estudos do Montepio&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;1.&amp;nbsp;A estimativa preliminar do INE para o Produto Interno Bruto (PIB) de Portugal no 1&amp;ordm;T2013 apontou para uma descida de 0.3%, em linha com a mediana das proje&amp;ccedil;&amp;otilde;es das institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es contactadas pela Bloomberg (-0.3%) e com aquelas que eram as nossas perspetivas antes de terem sido conhecidos os dados de mar&amp;ccedil;o da balan&amp;ccedil;a comercial no passado dia 10 de maio, sendo que desde ent&amp;atilde;o apont&amp;aacute;vamos para uma queda de 0.1%, embora esta descida de 0.3% se enquadre perfeitamente no nosso intervalo de previs&amp;atilde;o, j&amp;aacute; que o erro padr&amp;atilde;o do nosso modelo &amp;eacute; de 0.5 p.p..&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;2.&amp;nbsp;Trata-se de um significativo abrandamento do ritmo de contra&amp;ccedil;&amp;atilde;o, sendo inclusivamente a menor descida desde o 1&amp;ordm;T2012 (+0.1%), depois de no 4&amp;ordm;T2012 a economia ter ca&amp;iacute;do 1.8%, a maior queda desde o 1&amp;ordm;T2009, quando a economia mundial se encontrava na Grande Recess&amp;atilde;o. De resto, tamb&amp;eacute;m a contra&amp;ccedil;&amp;atilde;o de 0.6% observada no 4&amp;ordm;T2012 no conjunto da Zona Euro foi a maior desde aquele trimestre.&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;3.&amp;nbsp;O atual per&amp;iacute;odo de recess&amp;atilde;o j&amp;aacute; dura h&amp;aacute; 10 trimestres, encontrando-se o PIB no n&amp;iacute;vel mais baixo desde o 2&amp;ordm;T2000. No ano de 2012 registou-se simultaneamente a menor (-0.1% no 1&amp;ordm;T2012) e a maior contra&amp;ccedil;&amp;atilde;o trimestral durante esta recess&amp;atilde;o. Note-se que o PIB portugu&amp;ecirc;s &amp;eacute; particularmente vol&amp;aacute;til, sendo que a m&amp;eacute;dia m&amp;oacute;vel de 4 trimestres revelou uma contra&amp;ccedil;&amp;atilde;o de 1.0% face ao ano m&amp;oacute;vel terminado no 4&amp;ordm;T2012 (i.e. o ano de 2012), a maior desde o 1&amp;ordm;T2009 e a 9&amp;ordf; consecutiva, com o ritmo de contra&amp;ccedil;&amp;atilde;o a intensificar-se nos &amp;uacute;ltimos 4 trimestres.&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;4.&amp;nbsp;Em termos de comportamento em cadeia, apesar de com esta estimativa inicial o INE ainda n&amp;atilde;o divulgar dados em detalhe do PIB, face a este resultado, continuamos a considerar que, na &amp;oacute;tica da despesa, os dados da balan&amp;ccedil;a comercial de bens e servi&amp;ccedil;os (ainda com o registo de mar&amp;ccedil;o indispon&amp;iacute;vel para a balan&amp;ccedil;a de servi&amp;ccedil;os) sugerem um contributo positivo das exporta&amp;ccedil;&amp;otilde;es l&amp;iacute;quidas para o crescimento do PIB (depois de dois trimestres a penalizar), refletindo um acr&amp;eacute;scimo das exporta&amp;ccedil;&amp;otilde;es e uma queda das importa&amp;ccedil;&amp;otilde;es. A atividade no 1&amp;ordm;T2013 ter&amp;aacute; sido somente penalizada pelo investimento &amp;ndash; tanto ao n&amp;iacute;vel do investimento em capital fixo (FBCF), que ter&amp;aacute; registado uma nova queda (se bem que em desagravamento), como da varia&amp;ccedil;&amp;atilde;o de exist&amp;ecirc;ncias, que ter&amp;aacute; revertido o forte contributo positivo do trimestre anterior &amp;ndash;, com o consumo p&amp;uacute;blico a dever evidenciar um contributo sensivelmente nulo e com o consumo privado a regressar aos crescimentos, provavelmente crescendo um pouco menos do que o que esper&amp;aacute;vamos (admite-se que grande parte do nosso erro de previs&amp;atilde;o para o crescimento do PIB possa ter resultado precisamente das estimativas mais otimistas para esta vari&amp;aacute;vel).&amp;nbsp; &lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;5.&amp;nbsp;Relativamente &amp;agrave; &amp;oacute;tica da oferta, para o desagravamento da queda em cadeia do PIB no 1&amp;ordm;T2013 ter&amp;aacute; sido decisivo o comportamento do setor industrial, que ter&amp;aacute; regressado aos crescimentos, ao passo que os servi&amp;ccedil;os e a constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o ter&amp;atilde;o permanecido em contra&amp;ccedil;&amp;atilde;o, se bem que, em ambos os casos, em desagravamento. Para o conjunto do ano de 2013, continuamos a apontar para uma queda do PIB de 2.3%, embora com alguns riscos descendentes, sobretudo devido ao impacto das novas medidas de austeridade que ser&amp;atilde;o implementadas a partir de 2014 (e que somente n&amp;atilde;o prolongar&amp;atilde;o a recess&amp;atilde;o da economia portuguesa no pr&amp;oacute;ximo ano porque se espera uma recupera&amp;ccedil;&amp;atilde;o da economia europeia). Riscos associados quer ao impacto j&amp;aacute; este ano das medidas que ser&amp;atilde;o anunciadas em sede de OE-2014, quer de eventuais novas medidas anunciadas em sede do retificativo do OE-2013.&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;6.&amp;nbsp;Na realidade refira-se que a previs&amp;atilde;o de uma queda de 2.3% requer alguma recupera&amp;ccedil;&amp;atilde;o da atividade no 2&amp;ordm; semestre deste ano. Em todo o caso, em 2014 a economia dever&amp;aacute; crescer menos do que o previsto pelo Governo e pela troika (+0.6%), devendo crescer apenas entre 0.0% e 0.5%, relativamente em linha com a simula&amp;ccedil;&amp;atilde;o efetuada pelo Banco de Portugal no seu Boletim Econ&amp;oacute;mico de Primavera, que, para al&amp;eacute;m do cen&amp;aacute;rio central com as medidas legislativas aprovadas (+1.1%), efetuou uma simula&amp;ccedil;&amp;atilde;o com base em cortes adicionais na despesa equivalentes a 1.5% do PIB, apontando ent&amp;atilde;o para um crescimento do PIB de apenas 0.3%.&lt;/p&gt;&lt;div style="clear:both;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://comunidade.xl.pt/JNegocios/aggbug.aspx?PostID=70403" width="1" height="1"&gt;</description><category domain="http://comunidade.xl.pt/JNegocios/blogs/massamonetaria/archive/tags/Reac_26002300_231_3B0026002300_227_3B00_o+dos+Economistas/default.aspx">Reac&amp;#231;&amp;#227;o dos Economistas</category></item><item><title>Inflação volta a cair</title><link>http://comunidade.xl.pt/JNegocios/blogs/massamonetaria/archive/2013/05/13/infla-231-227-o-volta-a-cair.aspx</link><pubDate>Mon, 13 May 2013 18:03:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="false">34e15d2d-3e48-4f1b-ad6d-78e9292216db:70082</guid><dc:creator>Rui Peres Jorge</dc:creator><slash:comments>2</slash:comments><wfw:commentRss xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/">http://comunidade.xl.pt/JNegocios/blogs/massamonetaria/rsscomments.aspx?PostID=70082</wfw:commentRss><comments>http://comunidade.xl.pt/JNegocios/blogs/massamonetaria/archive/2013/05/13/infla-231-227-o-volta-a-cair.aspx#comments</comments><description>&lt;p&gt;&lt;a target="_blank" href="http://www.jornaldenegocios.pt/economia/conjuntura/detalhe/inflacao_homologa_recua_para_02_em_abril.html"&gt;Infla&amp;ccedil;&amp;atilde;o recua para 0,2% em Abril&lt;/a&gt;.&amp;nbsp;Jos&amp;eacute; Miguel Moreira, do Montepio, diz que&amp;nbsp;os primeiros dado do&amp;nbsp;ano&amp;nbsp;sinalizam que as press&amp;otilde;es inflacionistas de 2012 foram tempor&amp;aacute;rias e aponta para uma infla&amp;ccedil;&amp;atilde;o m&amp;eacute;dia deste ano&amp;nbsp;nos 0,7%.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;span style="font-size:x-small;"&gt;&lt;i&gt;&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:x-small;"&gt;&lt;i&gt;&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:x-small;"&gt;&lt;i&gt;Nota do editor: No &amp;quot;Reac&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos Economistas&amp;quot; pode ler, sem edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Neg&amp;oacute;cios, a an&amp;aacute;lise aos principais indicadores econ&amp;oacute;micos pelos gabinetes de estudos do Montepio, Millennium bcp, BPI, NECEP (Universidade Cat&amp;oacute;lica) e IMF,&amp;nbsp;isto sem preju&amp;iacute;zo de outras contribui&amp;ccedil;&amp;otilde;es menos regulares. Esta &amp;eacute; parte da &amp;quot;mat&amp;eacute;ria-prima&amp;quot; com que o Neg&amp;oacute;cios trabalha e que agora fica tamb&amp;eacute;m ao seu dispor.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Jos&amp;eacute; Miguel Moreira &amp;ndash; Departamento de Estudos do Montepio&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&lt;strong&gt;1. Infla&amp;ccedil;&amp;atilde;o hom&amp;oacute;loga (IPC) desceu em abril de 0.5% para 0.2%, retomando a tend&amp;ecirc;ncia de queda que vem a evidenciar desde novembro de 2011 e aproximando-se dos m&amp;iacute;nimos desde dez-09 registados em fevereiro (0.0%).&lt;/strong&gt;&amp;nbsp; A infla&amp;ccedil;&amp;atilde;o, medida pela varia&amp;ccedil;&amp;atilde;o hom&amp;oacute;loga do IPC, registou um crescimento hom&amp;oacute;logo de 0.2%, inferior ao esperado pelo consenso da Bloomberg (+0.4%) e ao valor observado no m&amp;ecirc;s anterior (+0.5%), representando um regresso &amp;agrave; tend&amp;ecirc;ncia descendente que o indicador vem a evidenciar desde novembro de 2011 e aproximando-se dos m&amp;iacute;nimos desde dezembro de 2009 observados em fevereiro, quando estabilizou. Em termos mensais, o IPC , o que compara com a varia&amp;ccedil;&amp;atilde;o de 1.7% registada no m&amp;ecirc;s anterior e de 0.3% no m&amp;ecirc;s hom&amp;oacute;logo do ano anterior. &lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&lt;strong&gt;2. A taxa de varia&amp;ccedil;&amp;atilde;o hom&amp;oacute;loga do IPC core foi de 0.3%, id&amp;ecirc;ntica &amp;agrave; do m&amp;ecirc;s anterior e passando a estar num n&amp;iacute;vel ligeiramente superior ao do IPC geral (+0.2%).&lt;/strong&gt; O diferencial entre a taxa de varia&amp;ccedil;&amp;atilde;o hom&amp;oacute;loga deste indicador e a do IPC passou assim a ser marginalmente positivo, depois de mais de 3 anos (40 meses) a apresentar valores negativos, evidenciando que as press&amp;otilde;es inflacionistas advinham, em parte, dos pre&amp;ccedil;os da energia, mas com a infla&amp;ccedil;&amp;atilde;o core a tamb&amp;eacute;m n&amp;atilde;o ter estado imune &amp;agrave;s altera&amp;ccedil;&amp;otilde;es fiscais que foram sendo efetuadas desde meados de 2010. &lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&lt;strong&gt;3. Estes primeiros dados do ano para a infla&amp;ccedil;&amp;atilde;o continuam a confirmar as nossas perspetivas, de que as anteriores press&amp;otilde;es inflacionistas assumiam um car&amp;aacute;cter largamente tempor&amp;aacute;rio&lt;/strong&gt;. Assim, prevemos que a dissipa&amp;ccedil;&amp;atilde;o desses efeitos tempor&amp;aacute;rios ao longo do presente ano, em conjuga&amp;ccedil;&amp;atilde;o com uma descida do pre&amp;ccedil;o m&amp;eacute;dio anual do petr&amp;oacute;leo, um crescimento relativamente moderado dos pre&amp;ccedil;os de importa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de bens n&amp;atilde;o energ&amp;eacute;ticos, a manuten&amp;ccedil;&amp;atilde;o de uma forte modera&amp;ccedil;&amp;atilde;o salarial se traduzam numa redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o da infla&amp;ccedil;&amp;atilde;o (medida pela varia&amp;ccedil;&amp;atilde;o hom&amp;oacute;loga do IHPC) em 2013 para cerca de 0.7%, um valor que &amp;eacute; o 2&amp;ordm; mais baixo desde que existem registos, apenas superado pela queda de 0.9% registada em 2009, depois do colapso dos pre&amp;ccedil;os do petr&amp;oacute;leo. &lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&lt;strong&gt;4. Note-se que em 2012 a infla&amp;ccedil;&amp;atilde;o j&amp;aacute; abrandou dos 3.6% observados em 2011 para 2.8%, todavia continuando ainda acima da m&amp;eacute;dia da Zona Euro&lt;/strong&gt; &amp;ndash; refletindo, essencialmente, o impacto de altera&amp;ccedil;&amp;otilde;es da tributa&amp;ccedil;&amp;atilde;o indireta e de pre&amp;ccedil;os condicionados por procedimentos de natureza administrativa em 2011 e 2012, no contexto das medidas de consolida&amp;ccedil;&amp;atilde;o inclu&amp;iacute;das programa de ajustamento econ&amp;oacute;mico e financeiro (PAEF) acordado com a troika.&lt;/p&gt;&lt;div style="clear:both;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://comunidade.xl.pt/JNegocios/aggbug.aspx?PostID=70082" width="1" height="1"&gt;</description><category domain="http://comunidade.xl.pt/JNegocios/blogs/massamonetaria/archive/tags/Reac_26002300_231_3B0026002300_227_3B00_o+dos+Economistas/default.aspx">Reac&amp;#231;&amp;#227;o dos Economistas</category></item><item><title>Gastos com pensões explicam estagnação portuguesa?</title><link>http://comunidade.xl.pt/JNegocios/blogs/massamonetaria/archive/2013/05/09/gastos-com-pens-245-es-explicam-estagna-231-227-o-portuguesa.aspx</link><pubDate>Thu, 09 May 2013 19:28:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="false">34e15d2d-3e48-4f1b-ad6d-78e9292216db:69299</guid><dc:creator>Rui Peres Jorge</dc:creator><slash:comments>7</slash:comments><wfw:commentRss xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/">http://comunidade.xl.pt/JNegocios/blogs/massamonetaria/rsscomments.aspx?PostID=69299</wfw:commentRss><comments>http://comunidade.xl.pt/JNegocios/blogs/massamonetaria/archive/2013/05/09/gastos-com-pens-245-es-explicam-estagna-231-227-o-portuguesa.aspx#comments</comments><description>&lt;p&gt;&lt;a href="http://comunidade.xl.pt/JNegocios/cfs-file.ashx/__key/CommunityServer.Blogs.Components.WeblogFiles/massamonetaria/5127.OLD-AGE_5F00_OK.jpg"&gt;&lt;img src="http://comunidade.xl.pt/JNegocios/resized-image.ashx/__size/550x0/__key/CommunityServer.Blogs.Components.WeblogFiles/massamonetaria/5127.OLD-AGE_5F00_OK.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:xx-small;"&gt;Fonte:&amp;nbsp;Yuriko Nakao/Bloomberg&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Esque&amp;ccedil;a a concorr&amp;ecirc;ncia da China, o mercado de trabalho muito r&amp;iacute;gido ou os gastos p&amp;uacute;blicos discricion&amp;aacute;rios. A explica&amp;ccedil;&amp;atilde;o para a estagna&amp;ccedil;&amp;atilde;o da economia portuguesa est&amp;aacute; nos gastos com pens&amp;otilde;es &amp;ndash; com grandes responsabilidades para os governos de Cavaco Silva &amp;ndash; e no mau trabalho desempenhado pelos bancos na primeira d&amp;eacute;cada da moeda &amp;uacute;nica &amp;ndash; que canalizaram o enorme fluxo de recursos financeiros que chegou a Portugal com o euro para os sectores menos produtivos. Esta &amp;eacute; a conclus&amp;atilde;o de Ricardo Reis, economista e professor na Universidade de Columbia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em &amp;ldquo;&lt;a target="_blank" href="http://www.brookings.edu/~/media/Projects/BPEA/Spring%202013/2013a_reis.pdf"&gt;The Portuguese Slump-Crash and the Euro crisis&lt;/a&gt;&amp;rdquo;, artigo citado por V&amp;iacute;tor Gaspar nas suas apresenta&amp;ccedil;&amp;otilde;es e que, depois de apresentado no &lt;a target="_blank" href="http://www.brookings.edu/"&gt;Brookings&lt;/a&gt;, est&amp;aacute; no &lt;a target="_blank" href="http://www.irisheconomy.ie/index.php/2013/03/21/spring-2013-brookings-panel-on-economic-activity/"&gt;menu internacional&lt;/a&gt; dos artigos sobre a crise portuguesa, Ricardo Reis analisa a d&amp;eacute;cada perdida iniciada em 2000. As suas conclus&amp;otilde;es interessam para o debate sobre a sa&amp;iacute;da da crise. As duas &amp;aacute;reas que identifica como problem&amp;aacute;ticas est&amp;atilde;o no centro da receita de ajustamento da troika e do Governo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;br /&gt;A tese de Ricardo Reis &amp;eacute; a de que, por um lado, os bancos canalizaram o fluxo de dinheiro que chegou a rodos com a entreda no euro para ind&amp;uacute;strias&amp;nbsp;com baixa produtividade&amp;nbsp;de sectores n&amp;atilde;o transaccion&amp;aacute;veis, com destaque para servi&amp;ccedil;os como a educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o&amp;nbsp;ou o com&amp;eacute;rcio.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&lt;em&gt;Portugal went through a sharp increase in capital inows from 2000 onwards. Whereas these led to a boom elsewhere, in Portugal they triggered a slump. I argued that this was due to two factors. First, underdeveloped credit markets in Portugal implied that most of the capital inows went to fund unproductive firms in the non-tradable sector. This causes productivity to fall and the real exchange rate to appreciate, and it took resources away from the tradables sector.&lt;/em&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O economista n&amp;atilde;o explica o que levou os bancos a esta escolha sem sentido econ&amp;oacute;mico. Pode ser que os bancos, em vez de estarem ao servi&amp;ccedil;o da economia, tenham estado ao servi&amp;ccedil;o de sectores pouco produtivos. Reis chama-lhe &amp;ldquo;mercado de cr&amp;eacute;dito subdesenvolvido&amp;rdquo;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mas um segundo factor central para a estagna&amp;ccedil;&amp;atilde;o foi o aumento da carga fiscal na economia portuguesa para fazer face &amp;agrave;s despesas com pens&amp;otilde;es. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&lt;em&gt;Second, because of generous past promises on old age pensions, the Portuguese government continuously raised taxes between 2000 and 2007. This discouraged work, and combined with the mis-allocation of resources, produced a slump&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;br /&gt;O economista concretiza que os governos de Cavaco Silva nos anos 90 e&amp;nbsp;a exisit&amp;ecirc;ncia de pens&amp;otilde;es m&amp;iacute;nimas a todos os reformados num contexto de uma sociedade pobre e&amp;nbsp;envelhecida&amp;nbsp;(as pens&amp;otilde;es m&amp;iacute;nimas existem desde h&amp;aacute; muito tempo mas tiveram um aumento expressivo no Governo de Dur&amp;atilde;o Barroso, com Bag&amp;atilde;o F&amp;eacute;lix, como nota o &lt;a target="_blank" href="http://www.portugal.gov.pt/media/816306/PRT_FAD_TA_Report_Expenditure_Policy_Reform_Options_January_2013.pdf"&gt;relat&amp;oacute;rio do FMI sobre cortes de despesa, p&amp;aacute;g. 35&lt;/a&gt;).&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;It is dificult to see signs of large discretionary spending in the data. In fact, in education, culture, or economic affairs, there were cuts in spending during the slump. More than 100% of the increase in total spending comes from a particular sub-category of social protection spending: old age retirement. &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&lt;em&gt;&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&lt;em&gt;Previous to the reform [2007], the system&amp;#39;s generosity impacted spending through two specic channels. First, Portugal has one of the highest rates of old-age poverty in the OECD (OECD, 2009), and addresses this social concern by having a minimum pension for everyone. The combination of population aging and the slump implied large increased the spending in this anti-poverty aspect of Social Security. Second, the large expansions in the generosity of the system occurred in the early 1990s, especially for public servants. It was during the years of 2000-07 that these past promises came due, and spending rose.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&lt;em&gt;&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&lt;em&gt;Looking at the government, therefore, the more promising shock to explain the slump is the hike in taxes. This was mostly due to the need to keep up with a large increase in spending as a result of the slump or of past promises towards pensions. Portugal set up its welfare state in the early 1990s, and a very generous one that placed a large strain on public finances ten years later. Only by 2007 was there a serious reform of the system and by then taxes had been rising continuous to keep up.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;br /&gt;O economista considera que estes s&amp;atilde;o os dois principais factores a explicar a&amp;nbsp;estagna&amp;ccedil;&amp;atilde;o portuguesa que fragilizou o pa&amp;iacute;s. Al&amp;eacute;m de desvalorizar o papel da despesa p&amp;uacute;blica discricion&amp;aacute;ria, Reis desvaloriza tamb&amp;eacute;m o impacto da entrada da China nos mercados internacionais (v&amp;aacute;rios pa&amp;iacute;ses sofreram esse choque) e de um mercado de trabalho excessivamente r&amp;iacute;gido (ficou muito mais flex&amp;iacute;veis na &amp;uacute;ltima d&amp;eacute;cada).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Diagn&amp;oacute;stico influencia pol&amp;iacute;ticas actuais&amp;nbsp;&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Especialmente nos &amp;uacute;ltimos meses as despesas com pens&amp;otilde;es t&amp;ecirc;m estado no centro das pol&amp;iacute;ticas de redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o de d&amp;eacute;fice or&amp;ccedil;amental. O argumento &amp;eacute; o de que &amp;eacute; preciso baixar a despesa p&amp;uacute;blica, para assim reduzir o d&amp;eacute;fice e, logo que poss&amp;iacute;vel, permitir uma redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o de impostos que estimule a economia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Esta prescri&amp;ccedil;&amp;atilde;o de pol&amp;iacute;tica econ&amp;oacute;mica tem impl&amp;iacute;cito o diagn&amp;oacute;stico de que as despesas do Estado subiram demais &amp;ndash; com destaque para pens&amp;otilde;es (e funcion&amp;aacute;rios p&amp;uacute;blicos) &amp;ndash;, o que por sua vez for&amp;ccedil;ou um aumento de impostos que prejudica o crescimento e que &amp;eacute; preciso reverter. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ricardo Reis n&amp;atilde;o toma posi&amp;ccedil;&amp;atilde;o no artigo sobre as politicas que est&amp;atilde;o a ser adoptadas. Mas do diagn&amp;oacute;stico resulta que uma prov&amp;aacute;vel sa&amp;iacute;da para crise deva ser reduzir a despesa excessiva com pens&amp;otilde;es - assim&amp;nbsp;se compreende que&amp;nbsp;h&amp;aacute; uns dias, quando questionado sobre o que pensava do artigo, um investidor em d&amp;iacute;vida p&amp;uacute;blica portuguesa que lera o artigo, tenha respondido de imediato: &amp;ldquo;o problema foram as pens&amp;otilde;es&amp;rdquo;, validando o planos que o Governo e a troika t&amp;ecirc;m sobre a mesa.&lt;/p&gt;&lt;div style="clear:both;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://comunidade.xl.pt/JNegocios/aggbug.aspx?PostID=69299" width="1" height="1"&gt;</description><category domain="http://comunidade.xl.pt/JNegocios/blogs/massamonetaria/archive/tags/Em+Teoria/default.aspx">Em Teoria</category></item><item><title>Menos 230 mil empregos num ano</title><link>http://comunidade.xl.pt/JNegocios/blogs/massamonetaria/archive/2013/05/09/menos-230-mil-empregos-num-ano.aspx</link><pubDate>Thu, 09 May 2013 10:47:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="false">34e15d2d-3e48-4f1b-ad6d-78e9292216db:69237</guid><dc:creator>Rui Peres Jorge</dc:creator><slash:comments>2</slash:comments><wfw:commentRss xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/">http://comunidade.xl.pt/JNegocios/blogs/massamonetaria/rsscomments.aspx?PostID=69237</wfw:commentRss><comments>http://comunidade.xl.pt/JNegocios/blogs/massamonetaria/archive/2013/05/09/menos-230-mil-empregos-num-ano.aspx#comments</comments><description>&lt;p&gt;&lt;a target="_blank" href="http://www.jornaldenegocios.pt/economia/emprego/mercado_de_trabalho/detalhe/taxa_de_desemprego_dispara_para_177.html"&gt;A taxa de desemprego aumentou para os&amp;nbsp;17,7% no primeiro trimestre&lt;/a&gt;. A taxa de desemprego &lt;a target="_blank" href="http://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&amp;amp;xpgid=ine_destaques&amp;amp;DESTAQUESdest_boui=151972007&amp;amp;DESTAQUESmodo=2&amp;amp;xlang=pt"&gt;medida pelo INE&lt;/a&gt; atinge um novo recorde, puxada pela destrui&amp;ccedil;&amp;atilde;o de 4,9% dos empregos na economia no &amp;uacute;ltimo ano, escreve Filipe Garcia, da IMF. O n&amp;uacute;mero de empregos na economia est&amp;aacute; agora nos 4,43 milh&amp;otilde;es, menos 230 mil que h&amp;aacute; um ano. Jos&amp;eacute; Miguel Moreira, do Montepio, considera que estes dados revelam &amp;quot;um mercado bastante deteriorado, constituindo um dos principais constrangimentos para a economia portuguesa&amp;quot;. E Paula Carvalho, do BPI, considera que h&amp;aacute; &amp;quot;tend&amp;ecirc;ncias preocupantes&amp;quot;, nomeadamente o aumento do desemprego de longa dura&amp;ccedil;&amp;atilde;o e entre os menos qualificados e tamb&amp;eacute;m a destrui&amp;ccedil;&amp;atilde;o de emprego na ind&amp;uacute;stria transformadora.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:x-small;"&gt;&lt;i&gt;&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:x-small;"&gt;&lt;i&gt;Nota do editor: No &amp;quot;Reac&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos Economistas&amp;quot; pode ler, sem edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Neg&amp;oacute;cios, a an&amp;aacute;lise aos principais indicadores econ&amp;oacute;micos pelos gabinetes de estudos do Montepio, Millennium bcp, BPI, NECEP (Universidade Cat&amp;oacute;lica) e IMF,&amp;nbsp;isto sem preju&amp;iacute;zo de outras contribui&amp;ccedil;&amp;otilde;es menos regulares. Esta &amp;eacute; parte da &amp;quot;mat&amp;eacute;ria-prima&amp;quot; com que o Neg&amp;oacute;cios trabalha e que agora fica tamb&amp;eacute;m ao seu dispor.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Paula Carvalho - Departamento de Estudos do BPI&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;1. A informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o relativa ao mercado de trabalho em Portugal, nos primeiros tr&amp;ecirc;s meses do ano pontua novamente pela negativa.&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;2. H&amp;aacute; v&amp;aacute;rias tend&amp;ecirc;ncias que suscitam alguma inquieta&amp;ccedil;&amp;atilde;o, entre as quais destacaria:&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:60px;"&gt;&amp;ndash; O aumento em 35% em termos hom&amp;oacute;logos do desemprego de longa dura&amp;ccedil;&amp;atilde;o (indiv&amp;iacute;duos que procuram trabalho h&amp;aacute; mais de 1 ano), que abrange quase 60% dos desempregados (560 mil pessoas).&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:60px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:60px;"&gt;&amp;ndash; O aumento do desemprego (+16.1%) afectou maioritariamente indiv&amp;iacute;duos com qualifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o at&amp;eacute; ao terceiro ciclo (9&amp;ordm; ano); o contributo para o aumento do desemprego &amp;eacute; superior a 50%. &lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:60px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:60px;"&gt;&amp;ndash; O volume de emprego sofreu uma queda de 4.9% face ao per&amp;iacute;odo hom&amp;oacute;logo, menos 229 300 postos de trabalho. Desta queda, cerca de 27% (61 600 empregos) fica a dever-se ao sector da ind&amp;uacute;stria transformadora, actividade tipicamente transaccion&amp;aacute;vel.&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;3. As duas primeiras tend&amp;ecirc;ncias referidas preocupam porque sinalizam falta de capacidade de ajustamento da popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o activa &amp;agrave;s necessidades dos empregadores, confirmando que a falta de qualifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; de facto um elemento de vulnerabilidade no posicionamento do indiv&amp;iacute;duo no mercado de trabalho. Comprovando esta aprecia&amp;ccedil;&amp;atilde;o, salienta-se o aumento do emprego de indiv&amp;iacute;duos qualifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o superior. &lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;4. O terceiro factor mencionado sinaliza que a economia n&amp;atilde;o est&amp;aacute; ainda visivelmente a ajustar no sentido de refor&amp;ccedil;ar o peso do sector transaccion&amp;aacute;vel, embora o sector industrial n&amp;atilde;o seja o &amp;uacute;nico com estas caracter&amp;iacute;sticas.&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;5. Por fim uma nota positiva. N&amp;atilde;o obstante o enorme aumento da taxa de desemprego, os dados agora divulgados enquadram-se nas nossas previs&amp;otilde;es e sobretudo sinalizam algum desagravamento da tend&amp;ecirc;ncia de aumento do desemprego. Ou seja, o n&amp;uacute;mero de desempregados continua a aumentar, ainda na casa dos dois d&amp;iacute;gitos, mas h&amp;aacute; algum al&amp;iacute;vio, o que poder&amp;aacute; indiciar que estamos mais pr&amp;oacute;ximos de uma tend&amp;ecirc;ncia de estabiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o, ainda que esta n&amp;atilde;o se perspective t&amp;atilde;o cedo. &lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;6. Acresce referir que, atendendo &amp;agrave;s perspectivas que actualmente se colocam quanto ao enquadramento global e dom&amp;eacute;stico, e &amp;agrave; possibilidade de aprofundamento da recess&amp;atilde;o para al&amp;eacute;m dos n&amp;iacute;veis actualmente esperados, os riscos s&amp;atilde;o ainda de agravamento do cen&amp;aacute;rio no mercado de trabalho.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Jos&amp;eacute; Miguel Moreira &amp;ndash; Departamento de Estudos do Montepio&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&lt;strong&gt;1. Taxa de desemprego voltou a subir&amp;nbsp;para 17.7%, renovando n&amp;iacute;veis m&amp;aacute;ximos hist&amp;oacute;ricos&lt;/strong&gt;, prevendo-se que se continue a agravar nos pr&amp;oacute;ximos trimestres e com o pico trimestral m&amp;aacute;ximo (acima de 18%) a dever ser atingido somente entre o final deste ano e o in&amp;iacute;cio de 2014.&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&lt;strong&gt;2.&amp;nbsp;O resultado que traduz um novo forte agravamento face aos 16.9%&lt;/strong&gt; observados no trimestre anterior, apenas ligeiramente superior ao que perspetiv&amp;aacute;vamos (17.6%), representando um valor 2.8 p.p. superior ao observado no trimestre hom&amp;oacute;logo de 2012 e o n&amp;iacute;vel mais elevado da atual e da anterior s&amp;eacute;rie hist&amp;oacute;rica. &lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&lt;strong&gt;3. Quer a subida trimestral, quer a subida hom&amp;oacute;loga da taxa de desemprego resultaram de aumentos do desemprego e de quedas do emprego&lt;/strong&gt;. Considerando os dados ajustados de sazonalidade (c&amp;aacute;lculos do Departamento de Estudos do Montepio), a taxa de desemprego no 1&amp;ordm;T2013 &amp;eacute; de 17.5% (16.8% no 4&amp;ordm;T2012), representado o n&amp;iacute;vel mais elevado desde, pelo menos, o 1&amp;ordm;T1977 (considerando os dados ajustados de sazonalidade das s&amp;eacute;ries trimestrais do Banco de Portugal).&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&lt;strong&gt;4. Refira-se que esta taxa de desemprego ajustada de sazonalidade no 1&amp;ordm;T2013 est&amp;aacute; em linha com a m&amp;eacute;dia das estimativas mensais avan&amp;ccedil;adas pelo Eurostat ao longo do trimestre&lt;/strong&gt;, n&amp;atilde;o devendo implicar (ao contr&amp;aacute;rio do que tem sido &amp;eacute; habitual) qualquer revis&amp;atilde;o da s&amp;eacute;rie do Eurostat que afete o n&amp;iacute;vel m&amp;eacute;dio trimestral.&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&lt;strong&gt;5.&amp;nbsp; Estes dados persistem assim a revelar um mercado bastante deteriorado&lt;/strong&gt;, constituindo um dos principais constrangimentos para a economia portuguesa, devendo continuar a agravar-se, ademais que este ano de 2013 ser&amp;aacute; particularmente dif&amp;iacute;cil, tendo em considera&amp;ccedil;&amp;atilde;o o conjunto de medidas de ajustamento com que a economia se est&amp;aacute; a confrontar. &lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&lt;strong&gt;6. De resto, em termos prospectivos, e reflectindo designadamente o agravamento do desemprego ligeiramente superior ao esperado no 1&amp;ordm;T2013, revimos em alta a nossa previs&amp;atilde;o&lt;/strong&gt; de taxa de desemprego para 2013, apontando-se agora para um valor mais pr&amp;oacute;ximo dos 18.0%, devendo o pico trimestral m&amp;aacute;ximo ser atingido somente entre o final deste ano e o in&amp;iacute;cio de 2014.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;b&gt;Filipe Garcia &amp;ndash; Informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Mercados Financeiros&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&lt;strong&gt;1. O desemprego continua a subir, reflexo do ciclo recessivo ainda em curso&lt;/strong&gt;. A traject&amp;oacute;ria permanece clara e sem sinais de invers&amp;atilde;o, com a economia incapaz de gerar emprego. &lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&lt;strong&gt;2. H&amp;aacute; v&amp;aacute;rias din&amp;acirc;micas que t&amp;ecirc;m dificultado a cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o de emprego, mesmo em economias em crescimento&lt;/strong&gt;, pelo que uma economia em recess&amp;atilde;o fica ainda mais vulner&amp;aacute;vel ao aumento do desemprego.&amp;nbsp; &lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&lt;strong&gt;3. Como sempre, parece-nos t&amp;atilde;o ou mais relevante analisar os n&amp;uacute;meros do emprego do que da taxa de desemprego. E, mais uma vez, o n&amp;uacute;mero de empregos na economia voltou a diminuir, desta vez 4.9% em termos hom&amp;oacute;logos e 2.2% em termos trimestrais&lt;/strong&gt;, o que &amp;eacute; verdadeiramente preocupante. A popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o activa continua tamb&amp;eacute;m a diminuir. Portanto, n&amp;atilde;o h&amp;aacute; nada de bom neste relat&amp;oacute;rio do emprego. &lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&lt;strong&gt;4. O fluxo migrat&amp;oacute;rio n&amp;atilde;o &amp;eacute; um fen&amp;oacute;meno marginal&lt;/strong&gt; e h&amp;aacute; j&amp;aacute; muitos portugueses que n&amp;atilde;o se inscrevem nos centros de emprego - e por isso a taxa de desemprego n&amp;atilde;o &amp;eacute; ainda mais alta.&amp;nbsp; &lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&lt;strong&gt;5. Importa relembrar que a cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o de emprego &amp;eacute; uma vari&amp;aacute;vel que sofre de desfasamento em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao ciclo econ&amp;oacute;mico&lt;/strong&gt;. Ou seja, &amp;eacute; de esperar que a situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o apenas mostre melhorias algum tempo ap&amp;oacute;s o produto crescer ou, pelo menos estabilizar. Dado que os indicadores relativos ao PIB continuam a deteriorar-se, a invers&amp;atilde;o da tend&amp;ecirc;ncia no desemprego continua &amp;ldquo;adiada&amp;rdquo;.&lt;/p&gt;&lt;div style="clear:both;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://comunidade.xl.pt/JNegocios/aggbug.aspx?PostID=69237" width="1" height="1"&gt;</description><category domain="http://comunidade.xl.pt/JNegocios/blogs/massamonetaria/archive/tags/Reac_26002300_231_3B0026002300_227_3B00_o+dos+Economistas/default.aspx">Reac&amp;#231;&amp;#227;o dos Economistas</category></item><item><title>Credores só recuperam 6,1% no fim de uma insolvência</title><link>http://comunidade.xl.pt/JNegocios/blogs/massamonetaria/archive/2013/04/30/credores-s-243-recuperam-6-1-no-fim-de-uma-insolv-234-ncia.aspx</link><pubDate>Tue, 30 Apr 2013 20:00:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="false">34e15d2d-3e48-4f1b-ad6d-78e9292216db:67766</guid><dc:creator>Filomena Lança</dc:creator><slash:comments>0</slash:comments><wfw:commentRss xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/">http://comunidade.xl.pt/JNegocios/blogs/massamonetaria/rsscomments.aspx?PostID=67766</wfw:commentRss><comments>http://comunidade.xl.pt/JNegocios/blogs/massamonetaria/archive/2013/04/30/credores-s-243-recuperam-6-1-no-fim-de-uma-insolv-234-ncia.aspx#comments</comments><description>&lt;p&gt;Os credores que se apresentam a reclamar cr&amp;eacute;ditos no &amp;acirc;mbito de um processo de insolv&amp;ecirc;ncia t&amp;ecirc;m cada vez menos esperan&amp;ccedil;as de recuperar os seus valores. Em m&amp;eacute;dia conseguem reaver apenas 6,1% do total, sendo que os restantes 93,9% dos cr&amp;eacute;ditos reconhecidos pelos tribunais nunca chegam aos seus bolsos. Os n&amp;uacute;meros s&amp;atilde;o do Minist&amp;eacute;rio da Justi&amp;ccedil;a, segundo o qual no &amp;uacute;ltimo trimestre do ano passado deram entrada 5.389 novos processos. Entre as insolv&amp;ecirc;ncias declaradas, as fam&amp;iacute;lias continuam cada vez mais &amp;agrave; frente das empresas, representando j&amp;aacute; 65,3% do total.&lt;/p&gt;&lt;div style="clear:both;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://comunidade.xl.pt/JNegocios/aggbug.aspx?PostID=67766" width="1" height="1"&gt;</description><category domain="http://comunidade.xl.pt/JNegocios/blogs/massamonetaria/archive/tags/N_26002300_250_3B00_meros+que+contam/default.aspx">N&amp;#250;meros que contam</category></item><item><title>Desunião bancária</title><link>http://comunidade.xl.pt/JNegocios/blogs/massamonetaria/archive/2013/04/17/a-desuni-227-o-banc-225-ria.aspx</link><pubDate>Wed, 17 Apr 2013 13:11:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="false">34e15d2d-3e48-4f1b-ad6d-78e9292216db:65535</guid><dc:creator>Rui Peres Jorge</dc:creator><slash:comments>1</slash:comments><wfw:commentRss xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/">http://comunidade.xl.pt/JNegocios/blogs/massamonetaria/rsscomments.aspx?PostID=65535</wfw:commentRss><comments>http://comunidade.xl.pt/JNegocios/blogs/massamonetaria/archive/2013/04/17/a-desuni-227-o-banc-225-ria.aspx#comments</comments><description>&lt;p&gt;&lt;a href="http://comunidade.xl.pt/JNegocios/cfs-file.ashx/__key/CommunityServer.Blogs.Components.WeblogFiles/massamonetaria/7041.Spirit-of-Europe_5F00_Linksman_5F00_Flickr_5F00_CC.jpg"&gt;&lt;img src="http://comunidade.xl.pt/JNegocios/resized-image.ashx/__size/550x0/__key/CommunityServer.Blogs.Components.WeblogFiles/massamonetaria/7041.Spirit-of-Europe_5F00_Linksman_5F00_Flickr_5F00_CC.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:xx-small;"&gt;Fonte: Linksman_Flickr_CC&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O&amp;nbsp;balde &amp;aacute;gua fria das reuni&amp;otilde;es do Ecofin e Eurogrupo da semana passada surgiu quase no fim dos trabalhos, no s&amp;aacute;bado, quando Wolfgang Schauble, o ministro das Finan&amp;ccedil;as alem&amp;atilde;o afirmou que tal uni&amp;atilde;o implicar&amp;aacute; uma &lt;a target="_blank" href="http://www.jornaldenegocios.pt/empresas/detalhe/alemanha_recusa_uniao_bancaria_com_actual_tratado_da_uniao_europeia.html"&gt;revis&amp;atilde;o do Tratado da UE&lt;/a&gt;. A &amp;Aacute;ustria apressou-se a apoiar essa posi&amp;ccedil;&amp;atilde;o. E o presidente do Eurogrupo afirmou que, perante a posi&amp;ccedil;&amp;atilde;o alem&amp;atilde;, poder&amp;aacute; ser inevit&amp;aacute;vel uma &amp;ldquo;revis&amp;atilde;o limitada&amp;rdquo; do Tratado.&amp;nbsp; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Uma uni&amp;atilde;o banc&amp;aacute;ria implica tr&amp;ecirc;s&amp;nbsp; institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es. Um supervisor comum, um sistema comum de resolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o e recapitaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de bancos (que definir&amp;aacute; as regras do jogo ter&amp;aacute; o poder de decis&amp;atilde;o sobre quando fechar ou recapitalizar uma institui&amp;ccedil;&amp;atilde;o) e, finalmente, um sistema de garantia comum para os dep&amp;oacute;sitos banc&amp;aacute;rios at&amp;eacute; determinado limite (em princ&amp;iacute;pio os actuais 100 mil euros).&amp;nbsp; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os mais c&amp;iacute;nicos argumentar&amp;atilde;o, eventualmente com raz&amp;atilde;o, que o pa&amp;iacute;s mais poderoso da Europa, e alguns dos seus mais frequentes aliados pol&amp;iacute;ticos, n&amp;atilde;o est&amp;atilde;o preparados para delegar numa institui&amp;ccedil;&amp;atilde;o europeia decis&amp;otilde;es como fechar ou recapitalizar as suas institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es financeiras. O facto da avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o sobre o imperativo legal de uma revis&amp;atilde;o do Tratados da UE ser contestada por v&amp;aacute;rios especialistas, &lt;a target="_blank" href="http://www.bloomberg.com/news/2013-04-15/how-to-kill-a-banking-union-the-german-way.html"&gt;incluindo a Comiss&amp;atilde;o Europeia&lt;/a&gt;, alimenta esta perspectiva. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mas, olhando para os &lt;a target="_blank" href="http://comunidade.xl.pt/JNegocios/blogs/massamonetaria/archive/2013/04/17/um-balan-231-o-da-uni-227-o-banc-225-ria-e-a-import-226-ncia-do-exemplo-cipriota.aspx"&gt;detalhes da uni&amp;atilde;o banc&amp;aacute;ria&lt;/a&gt;, dificilmente se pode negar que h&amp;aacute; boas raz&amp;otilde;es para se defender que a uni&amp;atilde;o banc&amp;aacute;ria desafia princ&amp;iacute;pios do Tratado da UE que&amp;nbsp; pro&amp;iacute;be transfer&amp;ecirc;ncias or&amp;ccedil;amentais entre Estados-membros, consagra uma independ&amp;ecirc;ncia &amp;iacute;mpar do BCE perante os governos e postula a separa&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre a pol&amp;iacute;tica monet&amp;aacute;ria e a pol&amp;iacute;tica or&amp;ccedil;amental.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O caminho de uma revis&amp;atilde;o do Tratado &amp;eacute; espinhoso especialmente num contexto de crescente cepticismo sobre o projecto europeu. Em v&amp;aacute;rios pa&amp;iacute;ses ser&amp;atilde;o necess&amp;aacute;rios referendos e s&amp;oacute; haver&amp;aacute; acordo quando os 27 concordarem. O Reino Unido, por seu lado, j&amp;aacute; afirmou que no &amp;acirc;mbito das negocia&amp;ccedil;&amp;otilde;es pretende levar &amp;agrave; mesa a sua pr&amp;oacute;pria ambi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de recuperar poderes para Londres, enervando os que querem apenas uma altera&amp;ccedil;&amp;atilde;o limitada. A uni&amp;atilde;o banc&amp;aacute;ria amea&amp;ccedil;a transformar-se numa desuni&amp;atilde;o. &lt;/p&gt;&lt;div style="clear:both;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://comunidade.xl.pt/JNegocios/aggbug.aspx?PostID=65535" width="1" height="1"&gt;</description><category domain="http://comunidade.xl.pt/JNegocios/blogs/massamonetaria/archive/tags/Pontos+cr_26002300_237_3B00_ticos/default.aspx">Pontos cr&amp;#237;ticos</category></item><item><title>Justificação teórica da austeridade ameaçada por... erro de Excel</title><link>http://comunidade.xl.pt/JNegocios/blogs/massamonetaria/archive/2013/04/17/justifica-231-227-o-te-243-rica-da-austeridade-cai-devido-a-erro-de-excel.aspx</link><pubDate>Wed, 17 Apr 2013 12:50:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="false">34e15d2d-3e48-4f1b-ad6d-78e9292216db:65522</guid><dc:creator>NunoAguiar</dc:creator><slash:comments>3</slash:comments><wfw:commentRss xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/">http://comunidade.xl.pt/JNegocios/blogs/massamonetaria/rsscomments.aspx?PostID=65522</wfw:commentRss><comments>http://comunidade.xl.pt/JNegocios/blogs/massamonetaria/archive/2013/04/17/justifica-231-227-o-te-243-rica-da-austeridade-cai-devido-a-erro-de-excel.aspx#comments</comments><description>&lt;p&gt;&lt;a href="http://comunidade.xl.pt/JNegocios/cfs-file.ashx/__key/CommunityServer.Blogs.Components.WeblogFiles/massamonetaria/6278.rogoff.JPG"&gt;&lt;img src="http://comunidade.xl.pt/JNegocios/resized-image.ashx/__size/550x0/__key/CommunityServer.Blogs.Components.WeblogFiles/massamonetaria/6278.rogoff.JPG" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:xx-small;"&gt;Rogoff tentou justificar-se ontem &amp;agrave; noite. &lt;b&gt;Fonte: &lt;/b&gt;Jerome Favre/Bloomberg&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Bom, esta &amp;eacute; daquelas que muda tudo &lt;span style="text-decoration:line-through;"&gt;ou n&amp;atilde;o vai mudar nada&lt;/span&gt;. Pelos vistos, pode n&amp;atilde;o ser assim t&amp;atilde;o &amp;oacute;bvio que uma d&amp;iacute;vida p&amp;uacute;blica mais elevada tem um impacto negativo no crescimento econ&amp;oacute;mico de um pa&amp;iacute;s. &lt;a target="_blank" href="http://www.peri.umass.edu/fileadmin/pdf/working_papers/working_papers_301-350/WP322.pdf"&gt;Num estudo publicado segunda-feira&lt;/a&gt;, tr&amp;ecirc;s acad&amp;eacute;micos da Universidade de Massachusetts vieram colocar um gigantesco ponto de interroga&amp;ccedil;&amp;atilde;o sobre as conclus&amp;otilde;es do paper de Carmen Reinhardt e Kenneth Rogoff, &lt;a target="_blank" href="http://www.nber.org/papers/w15639.pdf"&gt;&amp;ldquo;Growth in a Time of Debt&amp;rdquo;&lt;/a&gt; (2010), questionando, n&amp;atilde;o s&amp;oacute; as premissas utilizadas por ambos, como apontando falhas b&amp;aacute;sicas em c&amp;aacute;lculos de Excel.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;ldquo;Por que raio &amp;eacute; que isto &amp;eacute; importante?&amp;rdquo;. O estudo de Reinhardt e Rogoff (RR) &amp;eacute; &lt;a target="_blank" href="http://www.reinhartandrogoff.com/related-research/growth-in-a-time-of-debt-featured-in"&gt;uma das principais obras de refer&amp;ecirc;ncia no que diz respeito &amp;agrave; discuss&amp;atilde;o em torno da necessidade de estabiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do endividamento p&amp;uacute;blico&lt;/a&gt;, sendo citada frequentemente para defender processos agressivos de consolida&amp;ccedil;&amp;atilde;o or&amp;ccedil;amental. A sua principal conclus&amp;atilde;o &amp;eacute;: economias com um r&amp;aacute;cio de d&amp;iacute;vida p&amp;uacute;blica superior a 90% do PIB v&amp;ecirc;em o seu crescimento econ&amp;oacute;mico penalizado. Uma conclus&amp;atilde;o que serviu como pilar acad&amp;eacute;mico para os esfor&amp;ccedil;os de austeridade que arrancaram na Europa em 2010, por exemplo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O paper de RR j&amp;aacute; foi &lt;a target="_blank" href="http://www.theatlantic.com/business/archive/2013/03/no-the-united-states-will-never-ever-turn-into-greece/273748/"&gt;v&amp;aacute;rias&lt;/a&gt; &lt;a target="_blank" href="http://rortybomb.wordpress.com/2010/08/19/new-working-paper-the-boom-not-the-slump-the-right-time-for-austerity/"&gt;vezes&lt;/a&gt; &lt;a target="_blank" href="http://www.levyinstitute.org/pubs/wp_603.pdf"&gt;criticado&lt;/a&gt;, mas as suas fragilidades nunca tinham sido postas a nu &lt;a target="_blank" href="http://www.peri.umass.edu/fileadmin/pdf/working_papers/working_papers_301-350/WP322.pdf"&gt;desta forma&lt;/a&gt;. Thomas Herndon, Michael Ash e Robert Pollin replicaram o estudo de RR, utilizando exactamente a mesma base de dados e concluem que &amp;ldquo;erros de c&amp;oacute;digo [Excel], exclus&amp;atilde;o selectiva de dados dispon&amp;iacute;veis e uma pondera&amp;ccedil;&amp;atilde;o pouco convencional de estat&amp;iacute;sticas levam a erros s&amp;eacute;rios que representam de forma imprecisa a rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre d&amp;iacute;vida p&amp;uacute;blica e crescimento do PIB entre 20 economias avan&amp;ccedil;adas no per&amp;iacute;odo p&amp;oacute;s-guerra&amp;rdquo;. Os tr&amp;ecirc;s autores concluem que &amp;ldquo;o crescimento com r&amp;aacute;cios de d&amp;iacute;vida p&amp;uacute;blica/PIB acima de 90% n&amp;atilde;o s&amp;atilde;o dramaticamente diferentes&amp;rdquo; de situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es em que o endividamento p&amp;uacute;blico &amp;eacute; mais baixo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Depois de terem tentado - sem sucesso - replicar os resultados de RR com os dados p&amp;uacute;blicos dispon&amp;iacute;veis, Herndon, Ash e Pollin pediram directamente a RR a base de dados que estes usaram no estudo de 2010. Ao analisar esses dados, os tr&amp;ecirc;s investigadores concluem que existem tr&amp;ecirc;s grandes problemas com o paper de RR. Por um lado, s&amp;atilde;o exclu&amp;iacute;dos da an&amp;aacute;lise anos em que d&amp;iacute;vidas acima de 90% conviveram com crescimentos econ&amp;oacute;micos s&amp;oacute;lidos (Austr&amp;aacute;lia (1946-1950), Nova Zel&amp;acirc;ndia (1946-1949) e Canad&amp;aacute; (1946-1950)). Outro problema &amp;eacute; que RR d&amp;atilde;o o mesmo peso a observa&amp;ccedil;&amp;otilde;es com dura&amp;ccedil;&amp;otilde;es diferentes. Por exemplo, o Reino Unido teve um crescimento m&amp;eacute;dio de 2,4% durante 19 anos com d&amp;iacute;vida superior a 90%. A Nova Zel&amp;acirc;ndia teve uma recess&amp;atilde;o de 7,6% num s&amp;oacute; ano em que a d&amp;iacute;vida estava acima desse valor. RR d&amp;atilde;o o mesmo peso a ambos, apesar de o per&amp;iacute;odo de observa&amp;ccedil;&amp;atilde;o ser 19 vezes maior no primeiro. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mas a cereja no topo do bolo &amp;eacute;, sem d&amp;uacute;vida, o c&amp;oacute;digo de Excel... &amp;ldquo;Um erro de c&amp;oacute;digo na folha de Excel de RR exclui totalmente cinco pa&amp;iacute;ses, Austr&amp;aacute;lia, &amp;Aacute;ustria, B&amp;eacute;lgica, Canad&amp;aacute; e Dinamarca da an&amp;aacute;lise. RR fizeram a m&amp;eacute;dia das c&amp;eacute;lulas nas linhas 30 a 44, em vez das linhas 30 a 49&amp;rdquo;, escrevem os tr&amp;ecirc;s autores. Mike Konczal, que escreve &lt;a target="_blank" href="http://www.nextnewdeal.net/rortybomb/researchers-finally-replicated-reinhart-rogoff-and-there-are-serious-problems#.UW147o4A23o.twitter"&gt;este belo resumo&lt;/a&gt;, admite que duvidou da exist&amp;ecirc;ncia desse erro de c&amp;oacute;digo e pediu a Herndon-Ash-Pollin para lhe enviarem o Excel. Eles mandaram-lhe este &amp;ldquo;print-screen&amp;rdquo;, onde &amp;eacute; poss&amp;iacute;vel observar que faltam algumas c&amp;eacute;lulas na an&amp;aacute;lise.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img src="http://www.nextnewdeal.net/sites/default/files/styles/large/public/content_images/reinhart_rogoff_coding_error_0.png" class="decoded" alt="" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:xx-small;"&gt;A m&amp;eacute;dia calculada na linha 51 exclui cinco linhas da base de dados.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Eliminando este erro de c&amp;oacute;digo, incluindo todos os pa&amp;iacute;ses da base de dados e considerando cada ano acima de 90% com o mesmo peso (crit&amp;eacute;rio tamb&amp;eacute;m discut&amp;iacute;vel), Herndon-Ash-Pollin concluem portanto que &amp;ldquo;a m&amp;eacute;dia de crescimento real do PIB para pa&amp;iacute;ses com um r&amp;aacute;cio de d&amp;iacute;vida/PIB acima de 90% &amp;eacute;, na realidade, 2,2% e n&amp;atilde;o -0,1%&amp;rdquo; como conclu&amp;iacute;am RR. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O Twitter &lt;span style="text-decoration:line-through;"&gt;dos jornalistas de economia&lt;/span&gt; explodiu. A argumenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos investigadores de Massachusetts ajusta-se perfeitamente &amp;agrave;s teorias daqueles que sempre defenderam n&amp;atilde;o existir uma&amp;nbsp;causalidade directa entre d&amp;iacute;vida alta e crescimento mais fraco, defendendo at&amp;eacute; que a rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; inversa: isto &amp;eacute;, &amp;eacute;&amp;nbsp;o crescimento mais d&amp;eacute;bil leva a uma acumula&amp;ccedil;&amp;atilde;o de d&amp;iacute;vida.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;ldquo;Alguns de n&amp;oacute;s nunca compraram [a teoria de RR], argumentando que a correla&amp;ccedil;&amp;atilde;o observada entre d&amp;iacute;vida e crescimento reflecte uma causalidade inversa. Mas mesmo eu nunca sonhei que uma grande parte do resultado alegado pudesse resultar de nada mais profundo do que m&amp;aacute; aritm&amp;eacute;tica&amp;rdquo;, &lt;a target="_blank" href="http://krugman.blogs.nytimes.com/2013/04/16/holy-coding-error-batman/"&gt;escrevia o Nobel Paul Krugman&lt;/a&gt;, poucas horas ap&amp;oacute;s o estudo ter come&amp;ccedil;ado a circular (depois acrescentaria &lt;a target="_blank" href="http://krugman.blogs.nytimes.com/2013/04/16/reinhart-rogoff-continued/"&gt;isto&lt;/a&gt;). &amp;ldquo;Se for verdade, isto &amp;eacute; embara&amp;ccedil;oso para RR. Mas os verdadeiros culpados aqui s&amp;atilde;o as pessoas que aproveitaram um resultado de investiga&amp;ccedil;&amp;atilde;o d&amp;uacute;bio, n&amp;atilde;o sabendo nada sobre a investiga&amp;ccedil;&amp;atilde;o, porque ela dizia aquilo que eles queriam ouvir.&amp;rdquo;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Escreve Mike Konczal: &amp;ldquo;Se este erro acabar por ter sido um engano de RR, bom, podemos apenas esperar que os futuros historiadores escrevam que um dos principais argumentos emp&amp;iacute;ricos que providenciou as bases intelectuais para a movimenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o mundial para austeridade no in&amp;iacute;cio de 2010 foi baseada em algu&amp;eacute;m acidentalmente n&amp;atilde;o ter actualizado uma f&amp;oacute;rmula de Excel.&amp;rdquo; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Carmen Reinhardt e Kenneth Rogoff &lt;a target="_blank" href="http://www.businessinsider.com/reinhart-and-rogoff-respond-to-critique-2013-4"&gt;responderiam ter&amp;ccedil;a-feira &amp;agrave; noite&lt;/a&gt;. As suas principais linhas de argumenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o s&amp;atilde;o que sempre estiveram mais preocupados com mostrar uma associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e n&amp;atilde;o com provar a exist&amp;ecirc;ncia de uma causalidade entre d&amp;iacute;vida e crescimento; destacam tamb&amp;eacute;m que os resultados medianos (e n&amp;atilde;o m&amp;eacute;dios) s&amp;atilde;o semelhantes aos que publicaram em 2010. Sobre o erro de c&amp;oacute;digo de Excel? Nem uma palavra. Economistas e analistas classificaram a resposta como algo &lt;a target="_blank" href="http://krugman.blogs.nytimes.com/2013/04/16/reinhart-rogoff-continued/"&gt;desapontante&lt;/a&gt;. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O que vai ent&amp;atilde;o mudar? Provavelmente, pouco ou nada. Entre as autoridades europeias, por exemplo, o consenso pol&amp;iacute;tico &amp;eacute; relativamente alargado em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o aos esfor&amp;ccedil;os de austeridade e o bar&amp;oacute;metro alem&amp;atilde;o continua a apontar nessa direc&amp;ccedil;&amp;atilde;o. No entanto, foi um bom in&amp;iacute;cio de semana para os keynesianos que acusam os esfor&amp;ccedil;os de austeridade de serem in&amp;uacute;teis e o debate acad&amp;eacute;mico acabou de ganhar uma nova ruga importante.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;i&gt;Actualiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o (17h30): Carmen Reinhardt e Kenneth Rogoff publicaram hoje &lt;a target="_blank" href="http://www.businessweek.com/pdf/rogoffresponse.pdf"&gt;uma resposta mais longa e completa&lt;/a&gt;.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="clear:both;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://comunidade.xl.pt/JNegocios/aggbug.aspx?PostID=65522" width="1" height="1"&gt;</description><category domain="http://comunidade.xl.pt/JNegocios/blogs/massamonetaria/archive/tags/Pontos+cr_26002300_237_3B00_ticos/default.aspx">Pontos cr&amp;#237;ticos</category></item><item><title>Um balanço da União Bancária (e a importância do exemplo cipriota)</title><link>http://comunidade.xl.pt/JNegocios/blogs/massamonetaria/archive/2013/04/17/um-balan-231-o-da-uni-227-o-banc-225-ria-e-a-import-226-ncia-do-exemplo-cipriota.aspx</link><pubDate>Wed, 17 Apr 2013 12:40:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="false">34e15d2d-3e48-4f1b-ad6d-78e9292216db:65532</guid><dc:creator>Rui Peres Jorge</dc:creator><slash:comments>1</slash:comments><wfw:commentRss xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/">http://comunidade.xl.pt/JNegocios/blogs/massamonetaria/rsscomments.aspx?PostID=65532</wfw:commentRss><comments>http://comunidade.xl.pt/JNegocios/blogs/massamonetaria/archive/2013/04/17/um-balan-231-o-da-uni-227-o-banc-225-ria-e-a-import-226-ncia-do-exemplo-cipriota.aspx#comments</comments><description>&lt;p&gt;&lt;a href="http://comunidade.xl.pt/JNegocios/cfs-file.ashx/__key/CommunityServer.Blogs.Components.WeblogFiles/massamonetaria/8816.Klaus-Regling_5F00_EU-Council-Eurozone_5F00_Flickr_5F00_CC.jpg"&gt;&lt;img src="http://comunidade.xl.pt/JNegocios/resized-image.ashx/__size/550x0/__key/CommunityServer.Blogs.Components.WeblogFiles/massamonetaria/8816.Klaus-Regling_5F00_EU-Council-Eurozone_5F00_Flickr_5F00_CC.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:xx-small;"&gt;Klaus Regling, o presidente do Mecanismo Europeu de Estabilidade, o fundo que recapitalizar&amp;aacute; os bancos numa uni&amp;atilde;o banc&amp;aacute;ria e Jeroen Dijsselbloem, presidente do Eurogrupo Fonte: EU Council Eurozone_Flickr_CC&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Simplificando poder-se-&amp;aacute; afirmar que os bancos portugueses ca&amp;iacute;ram pelo risco do seu soberano, e que o soberano irland&amp;ecirc;s caiu pelo risco dos seus bancos. Este &amp;ldquo;ciclo diab&amp;oacute;lico&amp;rdquo; entre sistema financeiro e as finan&amp;ccedil;as p&amp;uacute;blicas &amp;eacute; a &lt;a target="_blank" href="http://europa.eu/rapid/press-release_MEMO-12-662_en.htm?locale=en"&gt;raz&amp;atilde;o central&lt;/a&gt; para a cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o de uma uni&amp;atilde;o banc&amp;aacute;ria na UE. Dada a fragilidade de Portugal e da Irlanda um avan&amp;ccedil;o r&amp;aacute;pido nesta frente &amp;eacute; visto como importante para aliviar a press&amp;atilde;o dos mercados. Em que ponto est&amp;aacute; este projecto europeu? &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Uma uni&amp;atilde;o banc&amp;aacute;ria implica tr&amp;ecirc;s&amp;nbsp;institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es: um supervisor comum; um sistema comum de resolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o e recapitaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de bancos (que definir&amp;aacute; as regras do jogo e ter&amp;aacute; o poder de decis&amp;atilde;o sobre quando fechar ou recapitalizar uma institui&amp;ccedil;&amp;atilde;o); e, finalmente, um sistema de garantia comum para os dep&amp;oacute;sitos banc&amp;aacute;rios at&amp;eacute; determinado limite (em princ&amp;iacute;pio os actuais 100 mil euros).&amp;nbsp; Fa&amp;ccedil;amos um ponto de situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Mecanismo de Supervis&amp;atilde;o Comum&lt;/strong&gt; &amp;ndash; Os l&amp;iacute;deres europeus chegaram na sexta-feira passada em Dublin a um&amp;nbsp;acordo pol&amp;iacute;tico sobre a sua cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Se tudo correr bem,&amp;nbsp;a decis&amp;atilde;o final com valor legal&amp;nbsp;poder&amp;aacute; acontecer ainda este semestre&amp;nbsp;e o MSC entrar&amp;aacute; em fun&amp;ccedil;&amp;otilde;es em Junho de 2014. Entretanto o BCE, a quem caber&amp;aacute;&amp;nbsp;este papel, ter&amp;aacute; de construir uma infraestrutura humana e t&amp;eacute;cnica que garanta a separa&amp;ccedil;&amp;atilde;o efectiva entre as suas fun&amp;ccedil;&amp;otilde;es como supervisor e como autoridade monet&amp;aacute;ria;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Sistema de garantia de dep&amp;oacute;sitos comum &amp;ndash;&lt;/strong&gt; &amp;eacute; um dos&amp;nbsp;temas mais pol&amp;eacute;micos e dif&amp;iacute;ceis. Se um banco ou um sistema financeiro nacional&amp;nbsp;entrar em colapso, quem garante os 100 mil euros por dep&amp;oacute;sito: os fundos europeus atrav&amp;eacute;s do Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE) ou o respectivo governo nacional?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Se for o segundo, cai por terra o objectivo de quebrar o &amp;quot;ciclo diab&amp;oacute;lico&amp;quot; entre risco soberano e risco banc&amp;aacute;rio &amp;ndash; e a uni&amp;atilde;o deixa de fazer sentido. Mas se os riscos or&amp;ccedil;amentais forem efectivamente mutualizados directamente e sempre&amp;nbsp;atrav&amp;eacute;s do MEE, ent&amp;atilde;o n&amp;atilde;o se estar&amp;aacute;, na pr&amp;aacute;tica, a&amp;nbsp;avan&amp;ccedil;ar para uma uni&amp;atilde;o or&amp;ccedil;amental?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A prov&amp;aacute;vel resposta positiva a esta pergunta parece ser a justifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o&amp;nbsp;para que este tema&amp;nbsp;tenha sido&amp;nbsp;atirado para as calendas gregas nas negocia&amp;ccedil;&amp;otilde;es, podendo mesmo n&amp;atilde;o entrar em funcionamento ao mesmo tempo que as restantes duas pe&amp;ccedil;as da uni&amp;atilde;o (o surpervisor e o mecanismo de resolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o)&amp;nbsp;- as quais, no melhor cen&amp;aacute;rio, estar&amp;atilde;o em funcionamento pleno no in&amp;iacute;cio de 2015;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Mecanismo de Resolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o Comum &amp;ndash;&lt;/strong&gt; O plano da Comiss&amp;atilde;o Europeia passa por, no final deste semestre, aprovar o SSC e lan&amp;ccedil;ar a negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o sobre o detalhe do MRC. Este&amp;nbsp;&amp;eacute; neste momento o tema que mais tempo ocupa&amp;nbsp;&amp;agrave;s equipas t&amp;eacute;cnicas&amp;nbsp;que trabalham a uni&amp;atilde;o banc&amp;aacute;ria.&amp;nbsp;A seguir vir&amp;atilde;o as negocia&amp;ccedil;&amp;otilde;es.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nestas negocia&amp;ccedil;&amp;otilde;es h&amp;aacute; duas dimens&amp;otilde;es centrais: &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;1) A primeira &amp;eacute; a ordem pela qual os accionistas, os obrigacionistas, os depositantes e, finalmente, os contribuintes ser&amp;atilde;o chamados a pagar&amp;nbsp;as recapitaliza&amp;ccedil;&amp;otilde;es.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A posi&amp;ccedil;&amp;atilde;o do BCE,&amp;nbsp;novamente explicitada na reuni&amp;otilde;es de Dublin,&amp;nbsp;e que parece merecer apoio da maioria dos&amp;nbsp;Estados membros, &amp;eacute; que os primeiros a pagar ser&amp;atilde;o os accionistas, depois os detentores de obriga&amp;ccedil;&amp;otilde;es, seguidos dos depositantes n&amp;atilde;o seguros (isto &amp;eacute;, os montantes superiores a 100 mil euros). Os&amp;nbsp;peqeuno depositantes ficar&amp;atilde;o protegidos e s&amp;oacute; se o dinheiro n&amp;atilde;o for suficiente &amp;eacute; que entrar&amp;atilde;o os fundos dos contribuintes. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao dinheiro dos contribuintes h&amp;aacute; ainda quem defenda que, em primeiro lugar,&amp;nbsp;ter&amp;aacute; sempre de entrar o dinheiro&amp;nbsp;dos contribuintes do pa&amp;iacute;s de resid&amp;ecirc;ncia do banco, e s&amp;oacute; depois o dos contribuintes europeus, atrav&amp;eacute;s do MEE.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E&amp;nbsp;&amp;eacute; este debate que&amp;nbsp;torna o caso cipriota &amp;eacute; t&amp;atilde;o relevante. No Chipre, pela primeira vez na crise europeia, aplicou-se exactamente esta ordem de prioridade. Neste ponto a pequena ilha&amp;nbsp;n&amp;atilde;o &amp;eacute; uma excep&amp;ccedil;&amp;atilde;o, &amp;eacute; a nova regra, e uma regra que parece razo&amp;aacute;vel: n&amp;atilde;o&amp;nbsp;&amp;eacute; facilmente aceit&amp;aacute;vel que os contribuintes paguem&amp;nbsp;por banco falido e os obrigacionistas&amp;nbsp;fiquem a salvo&amp;nbsp;(como mostra o caso irland&amp;ecirc;s).&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;2) A segunda dimens&amp;atilde;o a resolver&amp;nbsp;&amp;eacute; exactamente saber em que condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es o MEE entra em ac&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/strong&gt; E aqui o debate e trabalho de estudo nas institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es europeias est&amp;aacute; a avan&amp;ccedil;ar em for&amp;ccedil;a. O objectivo &amp;eacute; que exista um esbo&amp;ccedil;o de proposta at&amp;eacute; ao final do semestre, na esperan&amp;ccedil;a que decis&amp;otilde;es possam finais possam ser tomadas a tempo da entrada em funcionamento at&amp;eacute; 2015.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em cima da mesa est&amp;atilde;o temas como:&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&lt;br /&gt;1) Se o MEE entrar no capital de num banco, como se distribuem os activos t&amp;oacute;xicos (para se ter uma ideia, a Irlanda aplicou cerca de 30 mil milh&amp;otilde;es de euros nos dois bancos que procurou salvar e esse investimento vale agora apenas 8 mil milh&amp;otilde;es)&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;2) Se um Estado entrar no capital do banco e tal se vier a revelar catastr&amp;oacute;fico for&amp;ccedil;ando &amp;agrave; interven&amp;ccedil;&amp;atilde;o do MEE, &amp;eacute; ou n&amp;atilde;o poss&amp;iacute;vel operar-se uma recapitaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o retroactiva (Este &amp;eacute; uma grande esperan&amp;ccedil;a da Irlanda para aliviar a sua d&amp;iacute;vida p&amp;uacute;blica)&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;3) H&amp;aacute; ou n&amp;atilde;o um limite m&amp;aacute;ximo para o dinheiro que o MEE poder&amp;aacute; aplicar numa s&amp;oacute; institui&amp;ccedil;&amp;atilde;o? E condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es poder&amp;aacute; colocar a essa institui&amp;ccedil;&amp;atilde;o, nomeadamente em termos de r&amp;aacute;cio de capital, cr&amp;eacute;dito concedido, etc ?&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;4) Se um banco encontrar problemas, deve o ESM cobrir todo o activo, ou apenas ou activos que foi criado ap&amp;oacute;s o Mecanismo Comum e Supervis&amp;atilde;o;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;5) Poder-se-&amp;aacute; sempre for&amp;ccedil;ar a uma recapitaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o parcial e priorit&amp;aacute;ria por parte dos cofres nacionais. E nesse caso, qual o limite?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O&amp;nbsp;debate sobre em que momento ou com que quantidade de dinheiro entrar&amp;aacute; o MEE em ac&amp;ccedil;&amp;atilde;o promete pol&amp;eacute;mica.&amp;nbsp;Se as condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es para aceder ao MEE forem suficientemente restritivas, elimina-se, na pr&amp;aacute;tica, o risco de dinheiro europeu financiar bancos nacionais &amp;ndash; o que &amp;eacute; o memos que matar a uni&amp;atilde;o &amp;agrave; nascen&amp;ccedil;a; Se forem demasiado f&amp;aacute;ceis ou autom&amp;aacute;ticas poder-se argumentar que implica uma uni&amp;atilde;o or&amp;ccedil;amental.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A&amp;nbsp;decis&amp;atilde;o de fechar ou a recapitalizar um banco e&amp;nbsp;a avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o sobre se e quando se adicionar&amp;atilde;o recursos europeus aos nacionais tem uma forte dimens&amp;atilde;o or&amp;ccedil;amental e pol&amp;iacute;tica, colocando a UE a caminho para uma uni&amp;atilde;o nestas duas dimens&amp;otilde;es, o que desafia os Tratados da UE.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A Comiss&amp;atilde;o Europeia, por seu lado, diz que est&amp;aacute; confiante que n&amp;atilde;o ser&amp;atilde;o necess&amp;aacute;rias altera&amp;ccedil;&amp;otilde;es ao Tratado, reafirmou sexta-feira em Dublin. Para isso ir&amp;aacute; por exemplo propor uma institui&amp;ccedil;&amp;atilde;o separada do BCE (Uma autoridade para a resolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o banc&amp;aacute;ria)&amp;nbsp;para ser&amp;nbsp;o &amp;uacute;ltimo respons&amp;aacute;vel pol&amp;iacute;tico por estas decis&amp;otilde;es. Espera assim convencer os que temem pela independ&amp;ecirc;ncia do BCE, pela viola&amp;ccedil;&amp;atilde;o da proibi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de transfer&amp;ecirc;ncias or&amp;ccedil;amentais entre Estados-membros e tamb&amp;eacute;m os que est&amp;atilde;o contra uma uni&amp;atilde;o pol&amp;iacute;tica mais profunda na UE. A Alemanha j&amp;aacute; afirmou que n&amp;atilde;o est&amp;aacute; convencida.&lt;/p&gt;&lt;div style="clear:both;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://comunidade.xl.pt/JNegocios/aggbug.aspx?PostID=65532" width="1" height="1"&gt;</description><category domain="http://comunidade.xl.pt/JNegocios/blogs/massamonetaria/archive/tags/Pontos+cr_26002300_237_3B00_ticos/default.aspx">Pontos cr&amp;#237;ticos</category></item><item><title>Inflação continua ajustamento em baixa</title><link>http://comunidade.xl.pt/JNegocios/blogs/massamonetaria/archive/2013/04/10/infla-231-227-o-continua-ajustamento-em-baixa.aspx</link><pubDate>Wed, 10 Apr 2013 16:57:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="false">34e15d2d-3e48-4f1b-ad6d-78e9292216db:64417</guid><dc:creator>Rui Peres Jorge</dc:creator><slash:comments>0</slash:comments><wfw:commentRss xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/">http://comunidade.xl.pt/JNegocios/blogs/massamonetaria/rsscomments.aspx?PostID=64417</wfw:commentRss><comments>http://comunidade.xl.pt/JNegocios/blogs/massamonetaria/archive/2013/04/10/infla-231-227-o-continua-ajustamento-em-baixa.aspx#comments</comments><description>&lt;p&gt;&lt;a target="_blank" href="http://www.jornaldenegocios.pt/economia/conjuntura/detalhe/subida_media_dos_precos_cobrados_aos_consumidores_abrandou_nos_ultimos_12_meses.html"&gt;A infla&amp;ccedil;&amp;atilde;o hom&amp;oacute;loga em Mar&amp;ccedil;o foi de 0,5%&lt;/a&gt;, divulgou o INE. Filipe Garcia, da IMF, nota que o aumento de pre&amp;ccedil;os em cadeia face a Fevereiro foi elevado em termos hist&amp;oacute;ricos. Contudo, em termos hom&amp;oacute;logos, as varia&amp;ccedil;&amp;otilde;es continuam a ser relativamente baixas. A infla&amp;ccedil;&amp;atilde;o m&amp;eacute;dia do ano dever&amp;aacute; ficar entre 0,8% e 1,2%, estima. &amp;nbsp; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:x-small;"&gt;&lt;i&gt;Nota
 do editor: No &amp;quot;Reac&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos Economistas&amp;quot; pode ler, sem edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o do 
Neg&amp;oacute;cios, a an&amp;aacute;lise aos principais indicadores econ&amp;oacute;micos pelos 
gabinetes de estudos do Montepio, Millennium bcp, BPI, NECEP 
(Universidade Cat&amp;oacute;lica) e IMF,&amp;nbsp;isto sem preju&amp;iacute;zo de outras contribui&amp;ccedil;&amp;otilde;es
 menos regulares. Esta &amp;eacute; parte da &amp;quot;mat&amp;eacute;ria-prima&amp;quot; com que o Neg&amp;oacute;cios 
trabalha e que agora fica tamb&amp;eacute;m ao seu dispor.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;b&gt;Filipe Garcia &amp;ndash; Informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Mercados Financeiros&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&lt;b&gt;1. Mar&amp;ccedil;o &amp;eacute; um dos meses em que historicamente a infla&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; mais alta&lt;/b&gt;, o que resulta da introdu&amp;ccedil;&amp;atilde;o das novas colec&amp;ccedil;&amp;otilde;es de vestu&amp;aacute;rio e cal&amp;ccedil;ado. &lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&lt;b&gt;2. Este ano os pre&amp;ccedil;os voltaram a subir em Mar&amp;ccedil;o, mas bem mais do que esperado&lt;/b&gt;, com base precisamente nas categorias com maior sazonalidade. Foi a maior alta percentual de pre&amp;ccedil;os em Mar&amp;ccedil;o desde que Portugal se encontra no euro, mas se considerarmos o impacto destas categorias em pontos percentuais face h&amp;aacute; um ano atr&amp;aacute;s, verifica-se que o efeito &amp;eacute; relativamente semelhante. &lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&lt;b&gt;3. Este n&amp;uacute;mero n&amp;atilde;o &amp;eacute;, de todo, reflexo de um aumento na procura interna e em termos de contexto, n&amp;atilde;o h&amp;aacute; altera&amp;ccedil;&amp;otilde;es relevantes&lt;/b&gt;.&amp;nbsp; No que diz respeito &amp;agrave; infla&amp;ccedil;&amp;atilde;o m&amp;eacute;dia, continua o ajustamento em baixa, resultante da dilui&amp;ccedil;&amp;atilde;o do impacto da subida do IVA na energia registado no ano passado. Tendo em conta a infla&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Mar&amp;ccedil;o, agora anunciada, a infla&amp;ccedil;&amp;atilde;o m&amp;eacute;dia dever&amp;aacute; ficar este ano entre 0.8% e 1.2%.&lt;/p&gt;&lt;div style="clear:both;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://comunidade.xl.pt/JNegocios/aggbug.aspx?PostID=64417" width="1" height="1"&gt;</description></item><item><title>O Papa devia ser brasileiro?</title><link>http://comunidade.xl.pt/JNegocios/blogs/massamonetaria/archive/2013/04/05/o-papa-devia-ser-brasileiro.aspx</link><pubDate>Fri, 05 Apr 2013 11:03:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="false">34e15d2d-3e48-4f1b-ad6d-78e9292216db:63682</guid><dc:creator>NunoAguiar</dc:creator><slash:comments>2</slash:comments><wfw:commentRss xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/">http://comunidade.xl.pt/JNegocios/blogs/massamonetaria/rsscomments.aspx?PostID=63682</wfw:commentRss><comments>http://comunidade.xl.pt/JNegocios/blogs/massamonetaria/archive/2013/04/05/o-papa-devia-ser-brasileiro.aspx#comments</comments><description>&lt;p&gt;&lt;a href="http://comunidade.xl.pt/JNegocios/cfs-file.ashx/__key/CommunityServer.Blogs.Components.WeblogFiles/massamonetaria/1881.chapeus-cardeais.jpg"&gt;&lt;img src="http://comunidade.xl.pt/JNegocios/resized-image.ashx/__size/550x0/__key/CommunityServer.Blogs.Components.WeblogFiles/massamonetaria/1881.chapeus-cardeais.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:xx-small;"&gt;Se fosse respeitado o princ&amp;iacute;pio de representatividade, haveria mais cardeais do Sul a usar o Solid&amp;eacute;u no conclave. &lt;strong&gt;Fonte:&lt;/strong&gt; Alessia Pierdomenico/Bloomberg&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O Papa Francisco tem feito sucesso na imprensa e nas redes sociais, com quebras de protocolo e uma maior proximidade&amp;nbsp;dos fieis no seu primeiro m&amp;ecirc;s &amp;agrave; frente da Igreja Cat&amp;oacute;lica. Um papado que &amp;eacute; revolucion&amp;aacute;rio desde o momento da escolha do argentino Jorge Bergoglio, o primeiro Papa sul-americano. Uma decis&amp;atilde;o que d&amp;aacute; alguma justi&amp;ccedil;a representativa &amp;agrave; rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre o hemisf&amp;eacute;rio Norte e hemisf&amp;eacute;rio Sul. Ainda assim, o resultado poderia ser diferente com&amp;nbsp;outro conclave. Se fosse respeitado o princ&amp;iacute;pio de representatividade,&amp;nbsp;o pa&amp;iacute;s com maior n&amp;uacute;mero de cardeais seria o Brasil. Um Papa brasileiro? Nada melhor para irritar os argentinos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a target="_blank" href="http://www.voxeu.org/article/voting-theory-and-papal-conclave"&gt;No Vox, Nicolas Boccard&lt;/a&gt; aplica princ&amp;iacute;pios da teoria da vota&amp;ccedil;&amp;atilde;o, concluindo que, apesar da escolha de Bergoglio para Papa, a representatividade do conclave - com base da distribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o da popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o cat&amp;oacute;lica - est&amp;aacute; altamente distorcida.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Comecemos por esta tabela:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img src="http://www.voxeu.org/sites/default/files/image/FromApr2012/boccard%20table1%2027%20mar.png" class="decoded" alt="" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:xx-small;"&gt;&lt;strong&gt;Legenda:&lt;/strong&gt; Card. - n&amp;uacute;mero de cardeais; % - percentagem do conclave; Cat. - n&amp;uacute;mero de Cat&amp;oacute;licos; % - percentagem dos cat&amp;oacute;licos de todo o mundo;&amp;nbsp;Q - r&amp;aacute;cio de desigualdade.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em 50 anos, o n&amp;uacute;mero de cat&amp;oacute;licos mais de duplicou em todo o mundo, com o principal contributo a vir dos pa&amp;iacute;ses do Sul. Em 1963, a representatividade no conclave estava claramente distorcida: 50% dos cat&amp;oacute;licos viviam em pa&amp;iacute;ses do Sul, mas apenas 23% dos cardeais vinham dessas regi&amp;otilde;es. Em 2013, essa distor&amp;ccedil;&amp;atilde;o agravou-se. Apesar de haver agora uma maior percentagem de cardeais do Sul (35%), esse aumento esteve longe de acompanhar o ritmo de crescimento da popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o cat&amp;oacute;lica nesses pa&amp;iacute;ses, que j&amp;aacute; ultrapassa os dois ter&amp;ccedil;os do total (67%). Desde 1978 que&amp;nbsp;a propor&amp;ccedil;&amp;atilde;o no conclave praticamente&amp;nbsp;n&amp;atilde;o muda.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Numa an&amp;aacute;lise&amp;nbsp;pa&amp;iacute;s a pa&amp;iacute;s, Boccard calcula&amp;nbsp;quais os estados com&amp;nbsp;cardeais em &amp;quot;excesso&amp;quot; e aqueles que deveriam ter mais do que t&amp;ecirc;m actualmente, tendo por base o n&amp;uacute;mero de cat&amp;oacute;licos que abrigam. A tabela &amp;eacute; bastante expl&amp;iacute;cita:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img src="http://www.voxeu.org/sites/default/files/image/FromApr2012/boccard%20table3%2027%20mar.png" class="decoded" alt="" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:xx-small;"&gt;&lt;strong&gt;Legenda:&lt;/strong&gt; Cat. - n&amp;uacute;mero de cat&amp;oacute;licos do pa&amp;iacute;s; Exact - n&amp;uacute;mero &amp;quot;justo&amp;quot; de cardeais; Fair - n&amp;uacute;mero &amp;quot;justo&amp;quot; de cardeais (arredondado); Card. - n&amp;uacute;mero actual de cardeais; Diff - diferen&amp;ccedil;a entre o n&amp;uacute;mero actual e o n&amp;uacute;mero &amp;quot;justo&amp;quot; de cardeais.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Num mundo em que o conclave fosse escolhido em fun&amp;ccedil;&amp;atilde;o da distribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o geogr&amp;aacute;fica dos cat&amp;oacute;licos, o Brasil teria 14 cardeais em vez dos actuais 5, o M&amp;eacute;xico&amp;nbsp;10 em vez de 3. It&amp;aacute;lia 5, em vez de 28. Portugal ficaria com apenas 1 e n&amp;atilde;o com os 2 que tem hoje.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E&amp;nbsp;quem merece&amp;nbsp;ter um cardeal?&amp;nbsp;O estudo faz uma outra divis&amp;atilde;o entre:&amp;nbsp;pa&amp;iacute;ses que t&amp;ecirc;m um cardeal e &amp;quot;merecem&amp;quot; mant&amp;ecirc;-lo;&amp;nbsp;pa&amp;iacute;ses que t&amp;ecirc;m um cardeal, mas que deveriam perd&amp;ecirc;-lo; e pa&amp;iacute;ses que n&amp;atilde;o t&amp;ecirc;m nenhum cardeal e deveriam ter um (ou dois, no caso do Uganda).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img src="http://www.voxeu.org/sites/default/files/image/FromApr2012/boccard%20table4%2027%20mar.png" class="decoded" alt="" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No total, significaria que a Am&amp;eacute;rica Latina passaria a ter 46 cardeais&amp;nbsp;no conclave&amp;nbsp;(39% dos 117), em vez dos actuais 19 (16%). It&amp;aacute;lia deixaria de ter 1/4 dos cardeais, para passar a ter apenas 4%.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&lt;em&gt;&amp;quot;A &amp;uacute;nica explica&amp;ccedil;&amp;atilde;o l&amp;oacute;gica tem a ver com a hierarquia da Igreja, que parece n&amp;atilde;o estar disposta a abdicar de poder em favor daqueles que representam a maior massa de Cat&amp;oacute;licos&amp;quot;, escreve Boccard. &amp;quot;As origens sul-americanas do novo Papa pode ser interpretado como uma oportunidade para uma mudan&amp;ccedil;a justa.&amp;quot;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&lt;em&gt;&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Consulte aqui todos os &lt;a target="_blank" href="https://skydrive.live.com/view.aspx?resid=80E87B799F559C21!1296&amp;amp;app=Excel&amp;amp;authkey=!AGY4hHurpjlhRm0"&gt;n&amp;uacute;meros do autor&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;&lt;div style="clear:both;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://comunidade.xl.pt/JNegocios/aggbug.aspx?PostID=63682" width="1" height="1"&gt;</description><category domain="http://comunidade.xl.pt/JNegocios/blogs/massamonetaria/archive/tags/Pontos+cr_26002300_237_3B00_ticos/default.aspx">Pontos cr&amp;#237;ticos</category></item><item><title>Contratação de 600 enfermeiros? Foi mentira, senhora deputada</title><link>http://comunidade.xl.pt/JNegocios/blogs/massamonetaria/archive/2013/04/03/contrata-231-227-o-de-600-enfermeiros-201-mentira-senhora-deputada-deputada-do-psd-cai-na-mentira-do-dia-1-de-abril.aspx</link><pubDate>Wed, 03 Apr 2013 16:38:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="false">34e15d2d-3e48-4f1b-ad6d-78e9292216db:63387</guid><dc:creator>Marlene Carriço</dc:creator><slash:comments>0</slash:comments><wfw:commentRss xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/">http://comunidade.xl.pt/JNegocios/blogs/massamonetaria/rsscomments.aspx?PostID=63387</wfw:commentRss><comments>http://comunidade.xl.pt/JNegocios/blogs/massamonetaria/archive/2013/04/03/contrata-231-227-o-de-600-enfermeiros-201-mentira-senhora-deputada-deputada-do-psd-cai-na-mentira-do-dia-1-de-abril.aspx#comments</comments><description>&lt;p&gt;Ainda h&amp;aacute; quem caia nas mentiras do primeiro dia de Abril. Que o diga a deputada social-democrata, Laura Esperan&amp;ccedil;a, que acreditou que o Minist&amp;eacute;rio da Sa&amp;uacute;de ia mesmo contratar mais 600 enfermeiros este ano.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O rol de elogios &amp;agrave; equipa de Paulo Macedo j&amp;aacute; ia longo quando Laura Esperan&amp;ccedil;a congratulou o ministro da Sa&amp;uacute;de pela contrata&amp;ccedil;&amp;atilde;o de cerca de 600 enfermeiros ainda em 2013. As gargalhadas fizeram-se ouvir bem alto e o murmurinho come&amp;ccedil;ou a correr imediatamente. Isto por que a not&amp;iacute;cia a que a deputada se referia &amp;eacute; falsa.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;ldquo;Essa not&amp;iacute;cia &amp;eacute; falsa senhora deputada e j&amp;aacute; foi desmentida&amp;rdquo;, disparou o deputado do PS, e ex-secret&amp;aacute;rio de Estado Adjunto da Sa&amp;uacute;de, Manuel Pizarro, entre gargalhadas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O epis&amp;oacute;dio sucedeu-se esta manh&amp;atilde; durante a Comiss&amp;atilde;o de Sa&amp;uacute;de, no Parlamento. Na &amp;uacute;ltima ronda de quest&amp;otilde;es, a deputada do PSD elencava um conjunto de medidas promovidas pela actual equipa ministerial e acabou por referir uma que n&amp;atilde;o passou de uma mensagem falsa veiculada por correio electr&amp;oacute;nico e que circulou na segunda-feira, dia das mentiras.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Al&amp;eacute;m desta not&amp;iacute;cia, foi ainda usado um endere&amp;ccedil;o electr&amp;oacute;nico oficial do secretaria de Estado da Cultura para emitir um comunicado falso a dar conta da aloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o de mais verbas para apoios &amp;agrave;s artes. O secret&amp;aacute;rio de Estado da Presid&amp;ecirc;ncia do Conselho de Ministros negou no pr&amp;oacute;prio dia que o Governo estivesse sob ataque inform&amp;aacute;tico, esclarecendo que os comunicados falsos enviados a partir de e-mails oficiais tiveram origem na apropria&amp;ccedil;&amp;atilde;o indevida dos endere&amp;ccedil;os electr&amp;oacute;nicos. Entretanto a organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o Mayday Lisboa reivindicou a autoria das not&amp;iacute;cias falsas.&lt;/p&gt;&lt;div style="clear:both;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://comunidade.xl.pt/JNegocios/aggbug.aspx?PostID=63387" width="1" height="1"&gt;</description><category domain="http://comunidade.xl.pt/JNegocios/blogs/massamonetaria/archive/tags/Pontos+cr_26002300_237_3B00_ticos/default.aspx">Pontos cr&amp;#237;ticos</category></item><item><title>Lições de Chipre: feridas por sarar</title><link>http://comunidade.xl.pt/JNegocios/blogs/massamonetaria/archive/2013/04/03/li-231-245-es-de-chipre-feridas-por-sarar.aspx</link><pubDate>Wed, 03 Apr 2013 16:24:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="false">34e15d2d-3e48-4f1b-ad6d-78e9292216db:63391</guid><dc:creator>NunoAguiar</dc:creator><slash:comments>0</slash:comments><wfw:commentRss xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/">http://comunidade.xl.pt/JNegocios/blogs/massamonetaria/rsscomments.aspx?PostID=63391</wfw:commentRss><comments>http://comunidade.xl.pt/JNegocios/blogs/massamonetaria/archive/2013/04/03/li-231-245-es-de-chipre-feridas-por-sarar.aspx#comments</comments><description>&lt;p&gt;&lt;a href="http://comunidade.xl.pt/JNegocios/cfs-file.ashx/__key/CommunityServer.Blogs.Components.WeblogFiles/massamonetaria/0336.chipre.jpg"&gt;&lt;img src="http://comunidade.xl.pt/JNegocios/resized-image.ashx/__size/550x0/__key/CommunityServer.Blogs.Components.WeblogFiles/massamonetaria/0336.chipre.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:xx-small;"&gt;Cipriotas criticam &amp;quot;solidariedade europeia&amp;quot;. &lt;b&gt;Fonte:&lt;/b&gt; Simon Dawson/Bloomberg&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nada ser&amp;aacute; como antes. A crise da Zona Euro tem sido tudo menos entediante, mas a gest&amp;atilde;o do resgate cipriota veio apimentar ainda mais as coisas, trazendo para o debate p&amp;uacute;blico um conjunto de ideias e solu&amp;ccedil;&amp;otilde;es in&amp;eacute;ditas. Assistimos a propostas para taxar pequenos depositantes, bancos centrais a amea&amp;ccedil;ar directamente um pa&amp;iacute;s e a estreia de controlos de capital num Estado-membro da moeda &amp;uacute;nica. Veja as li&amp;ccedil;&amp;otilde;es e as cicatrizes deixadas pela crise em Chipre:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;1 -&lt;b&gt; &lt;/b&gt;Os &lt;b&gt;dep&amp;oacute;sitos j&amp;aacute; n&amp;atilde;o s&amp;atilde;o sagrados.&lt;/b&gt;&amp;nbsp;&lt;a target="_blank" href="http://www.jornaldenegocios.pt/economia/detalhe/presidente_do_chipre_optou_por_envolver_todos_os_depositantes_na_nova_taxa.html"&gt;A proposta para taxar os depositantes&amp;nbsp;cipriotas inicial era bastante agressiva&lt;/a&gt; e castigava quase de forma igual &amp;ndash; 2,74 pontos de diferen&amp;ccedil;a &amp;ndash; um dep&amp;oacute;sito de mil euros e outro de dez milh&amp;otilde;es. Taxar os depositantes manteve-se como condi&amp;ccedil;&amp;atilde;o essencial para o resgate, mas contas com menos de 100 mil euros foram salvaguardadas na propostas final. Ainda assim, clientes do Laiki dever&amp;atilde;o ter um haircut de 80%. &lt;a target="_blank" href="http://www.ft.com/intl/cms/s/0/4a1bb1d6-9926-11e2-af84-00144feabdc0.html#axzz2PP7zs2HU"&gt;No Banco de Chipre pode chegar aos 60%.&lt;/a&gt;&amp;nbsp;Num processo feito de sucessivos&amp;nbsp;avan&amp;ccedil;os e recuos, os respons&amp;aacute;veis europeus&amp;nbsp;reconhecem agora que impor perdas a dep&amp;oacute;sitos abrangidos pelo fundo de garantia foi um erro. Contudo, fica claramente a ideia de que,&amp;nbsp;em crises mais graves, os&amp;nbsp;dep&amp;oacute;sitos - mesmo que apenas os mais elevados -&amp;nbsp;deixaram de ser terreno sagrado e poder&amp;atilde;o voltar a ser chamados a pagar.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;2 - &lt;b&gt;Um pa&amp;iacute;s do euro pode ter controlos de capital.&lt;/b&gt; Chipre vai testar esta teoria, mas ela tem, pelo menos o acordo de Bruxelas, FMI e BCE. No m&amp;iacute;nimo durante o pr&amp;oacute;ximo m&amp;ecirc;s estar&amp;atilde;o em vigor &lt;a target="_blank" href="http://www.jornaldenegocios.pt/economia/europa/detalhe/banca_reabre_hoje_mas_cipriotas_ficam_impedidos_de_transferir_dinheiro_para_fora.html"&gt;fortes e in&amp;eacute;ditas limita&amp;ccedil;&amp;otilde;es &amp;agrave; circula&amp;ccedil;&amp;atilde;o de capitais dentro da ilha&lt;/a&gt;, assim como para outros Estados Membros. Isto depois de os bancos cipriotas terem sido for&amp;ccedil;ados a encerrar durante quase duas semanas. Hoje e no curto prazo, &lt;a target="_blank" href="http://ftalphaville.ft.com/2013/03/25/1438412/controls-continued-as-is-their-wont/"&gt;um euro vale o mesmo em Nic&amp;oacute;sia e em Berlim?&lt;/a&gt; &lt;a target="_blank" href="http://www.canfieldpress.com/a-cypriot-euro-is-not-a-euro"&gt;Economistas e analistas acham que n&amp;atilde;o.&lt;/a&gt; O que levanta outra quest&amp;atilde;o mais complexa: com estas limita&amp;ccedil;&amp;otilde;es, a Zona Euro ainda &amp;eacute; uma verdadeira uni&amp;atilde;o econ&amp;oacute;mica e monet&amp;aacute;ria? O governo cipriota e as autoridades europeias argumentam que s&amp;atilde;o controlos tempor&amp;aacute;rios, mas a &lt;a target="_blank" href="http://www.cnbc.com/id/100596387"&gt;Isl&amp;acirc;ndia est&amp;aacute; h&amp;aacute; v&amp;aacute;rios anos a tentar levant&amp;aacute;-los&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;3 -&lt;b&gt; Sa&amp;iacute;das da Zona Euro j&amp;aacute; n&amp;atilde;o&amp;nbsp;s&amp;atilde;o tabu.&lt;/b&gt; A crise grega e a rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o dif&amp;iacute;cil entre o governo de Atenas e a troika j&amp;aacute; tinham aberto esta porta, mas Chipre deixou-a escancarada. Durante o processo de negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o, respons&amp;aacute;veis europeus fizeram &lt;a target="_blank" href="http://www.jornaldenegocios.pt/economia/detalhe/wolfgang_schuble_diz_que_criticas_a_alemanha_devem_se_a_inveja.html"&gt;declara&amp;ccedil;&amp;otilde;es muito agressivas&lt;/a&gt; em &lt;a target="_blank" href="http://www.nytimes.com/2013/03/28/world/europe/germany-faces-criticism-in-cyprus-for-policies-on-bailout-program.html?_r=0"&gt;rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o a Chipre&lt;/a&gt; e a sa&amp;iacute;da da ilha ter&amp;aacute; sido &lt;a target="_blank" href="http://www.reuters.com/article/2013/03/21/uk-eurozone-cyprus-call-idUKBRE92K0DW20130321"&gt;discutida abertamente em algumas reuni&amp;otilde;es&lt;/a&gt;. Quinta-feira, Mario Draghi disse que n&amp;atilde;o admitia cen&amp;aacute;rios de sa&amp;iacute;da do euro, mas poucas semanas antes, o&amp;nbsp;Banco Central Europeu (BCE) amea&amp;ccedil;ou indirectamente Nic&amp;oacute;sia com a sa&amp;iacute;da da moeda &amp;uacute;nica, dizendo que poderia deixar de apoiar os seus bancos. Mas j&amp;aacute; l&amp;aacute; vamos.&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;4&amp;nbsp;- O&lt;b&gt; &lt;a target="_blank" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Groupthink"&gt;&amp;ldquo;pensamento de grupo&amp;rdquo;&lt;/a&gt; &amp;eacute; um &lt;a target="_blank" href="http://www.ft.com/intl/cms/s/0/ae1f144c-8fe5-11e2-ae9e-00144feabdc0.html#axzz2O3ypfDmQ"&gt;perigo real&lt;/a&gt;&lt;/b&gt; para a Zona Euro. A crise tem-se assemelhado a uma intermin&amp;aacute;vel reprise do &lt;a target="_blank" href="http://www.imdb.com/title/tt0107048/"&gt;&amp;ldquo;Groundhog Day&amp;rdquo;&lt;/a&gt;. Quantas vezes j&amp;aacute; n&amp;atilde;o assistimos a este cen&amp;aacute;rio: um grupo de respons&amp;aacute;veis europeus re&amp;uacute;nem-se e, depois de um debate aceso com propostas e contra-propostas, chegam a uma solu&amp;ccedil;&amp;atilde;o que acaba por agravar a crise. Parece ter sido o caso da cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o do imposto sobre dep&amp;oacute;sitos abaixo de 100 mil euros, que estariam protegidos pelo fundo de garantia. No entanto...&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;5 - &amp;hellip;quando encurralados, os &lt;b&gt;respons&amp;aacute;veis europeus s&amp;atilde;o capazes de ceder&lt;/b&gt;. Esgotadas o rejeitadas as suas op&amp;ccedil;&amp;otilde;es iniciais, a Europa acaba por recuar.&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;6 - &lt;b&gt;O BCE pode amea&amp;ccedil;ar um pa&amp;iacute;s&lt;/b&gt; com a expuls&amp;atilde;o do euro. Durante o impasse nas negocia&amp;ccedil;&amp;otilde;es, o &lt;a target="_blank" href="http://www.jornaldenegocios.pt/economia/detalhe/pela_primeira_vez_bce_ameaca_empurrar_um_pais_para_fora_do_euro.html"&gt;BCE amea&amp;ccedil;ou o governo cipriota de deixar de apoiar os seus bancos&lt;/a&gt;. Os economistas concordam que, caso isso acontecesse, seria praticamente inevit&amp;aacute;vel uma sa&amp;iacute;da da moeda &amp;uacute;nica. O banco central j&amp;aacute; tinha feito press&amp;otilde;es semelhantes nos bastidores, mas nunca de forma oficial, levantando importantes quest&amp;otilde;es de legitimidade democr&amp;aacute;tica. Na pr&amp;aacute;tica, um &amp;oacute;rg&amp;atilde;o n&amp;atilde;o-eleito estaria a expulsar um Estado Membro. &lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;7 - &lt;b&gt;A democracia perde&lt;/b&gt;. Num primeiro momento, o parlamento cipriota chumbou o programa de resgate proposto pelo governo e pela troika. Contudo, depois de ajustes &amp;agrave; proposta inicial e uma forte press&amp;atilde;o do BCE, foi encontrada uma solu&amp;ccedil;&amp;atilde;o de reestrutura&amp;ccedil;&amp;atilde;o do sistema financeiro, que n&amp;atilde;o teve de passar pelo Parlamento. &lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;8 - Os pa&amp;iacute;ses do Norte &amp;ndash; Alemanha, &amp;Aacute;ustria, Holanda e Finl&amp;acirc;ndia &amp;ndash; est&amp;atilde;o cada vez mais hesitantes em aceitar novos resgates. Mesmo que os aceitem, est&amp;atilde;o a exigir mais dos pa&amp;iacute;ses em dificuldades. Em Berlim, parece sentir-se o impacto das elei&amp;ccedil;&amp;otilde;es de Setembro. A nova lideran&amp;ccedil;a europeia, cuja face &amp;eacute; o novo presidente do Eurogrupo, &lt;a target="_blank" href="http://www.jornaldenegocios.pt/economia/europa/uniao_europeia/zona_euro/detalhe/eurogrupo_admite_que_chipre_possa_ser_exemplo_a_seguir_em_caso_de_problemas_na_banca.html"&gt;Jeroen Dijsselbloem, parece ser tamb&amp;eacute;m mais radical&lt;/a&gt;. A ideia de que &lt;b&gt;n&amp;atilde;o h&amp;aacute; almo&amp;ccedil;os gr&amp;aacute;tis&lt;/b&gt; foi e continuar&amp;aacute; a ser sublinhada. O condicionalismo ser&amp;aacute; cada vez mais a regra. &lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;9 - &lt;b&gt;&lt;a target="_blank" href="http://www.reuters.com/article/2013/03/21/eurozone-cyprus-banking-size-idUSL6N0CDEMT20130321"&gt;O tamanho interessa&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;. Os respons&amp;aacute;veis europeus parecem mais confort&amp;aacute;veis a castigar um pequeno pa&amp;iacute;s da moeda &amp;uacute;nica do que gigantes, com poss&amp;iacute;veis problemas sist&amp;eacute;micos. &lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;10 - O sector privado ser&amp;aacute; mais vezes chamado a pagar a crise. Nas palavras do BNP Paribas: &amp;ldquo;A troika tentar&amp;aacute; &lt;b&gt;utilizar dinheiro privado quando puder limitar o envolvimento do sector p&amp;uacute;blico&lt;/b&gt;. Apesar de cada caso ser &amp;uacute;nico, os princ&amp;iacute;pios s&amp;atilde;o os mesmos.&amp;rdquo; Em pa&amp;iacute;ses pequenos, o sector privado parece enfrentar agora mais risco.&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;11 - O &lt;b&gt;fundo de garantia de dep&amp;oacute;sitos serve apenas para cobrir &lt;a target="_blank" href="http://www.voxeu.org/article/deposit-insurance-after-iceland-and-cyprus"&gt;bancos e crises de pequena dimens&amp;atilde;o&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;. &lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;12 - O FMI deixou de ser um parceiro tolerante. A crise de Chipre parece ter acentuado as divis&amp;otilde;es dentro da troika, particularmente entre Bruxelas e o FMI. Escreve o Barclays: &amp;ldquo;&lt;b&gt;O Fundo est&amp;aacute; claramente a avaliar de forma mais cr&amp;iacute;tica os novos programas&lt;/b&gt;, especialmente quando o r&amp;aacute;cio de d&amp;iacute;vida em percentagem do PIB ultrapassa os 100%. Isto &amp;eacute;, haver&amp;aacute; uma maior preocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o sobre o impacto da arquitectura do resgate na sustentabilidade da d&amp;iacute;vida de um pa&amp;iacute;s. No caso de Chipre, por exemplo, isso significou um empr&amp;eacute;stimo mais baixo (dez mil milh&amp;otilde;es de euros) e encontrar outras fontes de financiamento (taxar dep&amp;oacute;sitos).&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left:30px;"&gt;13 -&amp;nbsp;BNP Paribas: &lt;b&gt;&amp;ldquo;O risco moral foi reduzido.&amp;rdquo;&lt;/b&gt; Para a institui&amp;ccedil;&amp;atilde;o financeira, as solu&amp;ccedil;&amp;otilde;es de bail-in ajudam a reduzir o &amp;ldquo;moral hazard&amp;rdquo;. &lt;a target="_blank" href="http://www.bruegel.org/nc/blog/detail/article/1063-with-cyprus-europe-risks-being-too-tough-on-banking-moral-hazard/#.UVxflmefW9s"&gt;Ser&amp;aacute; demais?&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="clear:both;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://comunidade.xl.pt/JNegocios/aggbug.aspx?PostID=63391" width="1" height="1"&gt;</description><category domain="http://comunidade.xl.pt/JNegocios/blogs/massamonetaria/archive/tags/Pontos+cr_26002300_237_3B00_ticos/default.aspx">Pontos cr&amp;#237;ticos</category></item></channel></rss>