ANA NICOLAU
     
     
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15 Mai 2013

 

O alinhamento de exposições nos próximos meses é tão fenomenal como imperdível. Cada uma mais promissora que a anterior e todas fontes de inspiração ao melhor nível. 
A lista começa com Blumenfeld Studio: New York, 1941–1960, numa mostra que junta cerca de 100 fotografias a cores - quando grande parte do portfolio de Blumenfeld consiste em images a preto e branco - desenvolvidas no seu estúdio em Nova Iorque. 
O fotógrafo alemão é um dos nomes mais relevantes da fotografia de moda do séc.XX. Em tempos protegido de outro grande nome da fotografia de moda, Cecil Beaton, Blumenfeld trabalhou para as revistas Harpers Bazaar e Vogue e produziu inúmeras campanhas publicitárias. Inaugura dia 23 de Maio.
Um mês e meio mais tarde e nascido umas décadas depois, é a vez de Miles Aldridge: I Only Want You to Love Me. 
A estética de Aldridge, por sua vez filho de um diretor artístico, é acentuadamente gráfica e forte no uso da cor o que é irónico quando as personagens nas fotografias parecem mais frias e distantes que um bloco de gelo. Algo teatral e altamente plástico sem perder interesse ou relevância. Inaugura dia 10 de Julho.
A cereja no topo do bolo, é inegavelmente a ansiosamente aguardada exposição Isabella Blow: Fashion Galore! com inauguração para o dia 20 de Novembro. 
Aristocracia e uma das personalidades mais relevantes da moda inglesa, Blow detém a honra de ter apadrinhado Alexander McQueen ao comprar a coleção inteira do designer aquando a sua graduação da Central Saint Martins em 1992. Uma amizade única foi forjada que durou anos afim. 
A intensidade de Blow foi também marcada pela grande amizade com o designer Philip Treacy e a sociealite Daphne Guinness. Visionária e igualmente deprimida pelas vicissitudes da vida, um dos grandes talentos de Blow foi reconhecer outros grandes talentos antes destes serem reconhecidos perante o olho comum.
A contribuição de Blow para indústria da moda é de uma riqueza respeitável. Depois do seu suicídio em 2007 e posterior tentativa de leilão do seu valioso guarda-roupa – um  arquivo valiosos composto de peças de valor histórico - Guinness procedeu a aquisição do lote completo. Um sinal de respeito e imensa amizade pelo qual a indústria da moda, por estes lados, fica grandemente agradecida.
Nas palavras de Guinness "Eu quero que esta coleção, marcada pela graca da Issie e pelo facto de ser tão intimamente dela, permita às pessoas lembrarem-se dela e do seu legado." Bravo.
Até já,
RPL
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O alinhamento de exposições nos próximos meses é tão fenomenal como imperdível. Cada uma mais promissora que a anterior e todas fontes de inspiração ao melhor nível. 


A lista começa com Blumenfeld Studio: New York, 1941–1960, numa mostra que junta cerca de 100 fotografias a cores - quando grande parte do portfolio de Blumenfeld consiste em images a preto e branco - desenvolvidas no seu estúdio em Nova Iorque. 


O fotógrafo alemão é um dos nomes mais relevantes da fotografia de moda do séc.XX. Em tempos protegido de outro grande nome da fotografia de moda, Cecil Beaton, Blumenfeld trabalhou para as revistas Harpers Bazaar e Vogue e produziu inúmeras campanhas publicitárias. Inaugura dia 23 de Maio.


Um mês e meio mais tarde e nascido umas décadas depois, é a vez de Miles Aldridge: I Only Want You to Love Me


A estética de Aldridge, por sua vez filho de um diretor artístico, é acentuadamente gráfica e forte no uso da cor o que é irónico quando as personagens nas fotografias parecem mais frias e distantes que um bloco de gelo. Algo teatral e altamente plástico sem perder interesse ou relevância. Inaugura dia 10 de Julho.


A cereja no topo do bolo, é inegavelmente a ansiosamente aguardada exposição Isabella Blow: Fashion Galore! com inauguração no dia 20 de Novembro. 


Aristocracia e uma das personalidades mais relevantes da moda inglesa, Blow detém a honra de ter apadrinhado Alexander McQueen ao comprar a coleção inteira do designer aquando a sua graduação da Central Saint Martins em 1992. Uma amizade única foi forjada que durou anos afim. 



A intensidade de Blow foi também marcada pela grande amizade com o designer Philip Treacy e a socialite Daphne Guinness. Visionária e diametralmente deprimida pelas vicissitudes da vida, um dos grandes talentos de Blow foi reconhecer outros grandes talentos antes destes serem reconhecidos perante o olho comum.


A contribuição de Blow para indústria da moda é de uma riqueza respeitável. Depois do seu suicídio em 2007 e posterior tentativa de leilão do seu guarda-roupa único – um  arquivo valioso composto de peças de valor histórico - Guinness procedeu à aquisição do lote completo. Um sinal de respeito e gesto de imensa amizade pelo qual a indústria da moda, por estes lados, ficou grandemente agradecida.


Nas palavras de Guinness "Eu quero que esta coleção, marcada pela graca da Issie e pelo facto de ser tão intimamente dela, permita às pessoas lembrarem-se dela e do seu legado." Bravo.

Até já,
RPL
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8 Mai 2013

 

Há um número de exposições e galerias que são, de momento, imperdíveis.
A recentemente inaugurada galeria Dairy Art Centre é uma delas. Criada sob a parceria do colecionador de arte Frank Cohen e curador Nicoli Frahm, o espaço dedicado a arte contemporânea e respetiva premissa, promete o apoio a jovens artistas e grandes nomes do futuro.
 Situada no coração de Londres, a honra da exposição inaugural coube ao artista John Armleder na sua maior exposição a solo no Reino unido até à data. É ir ver,ver,ver porque promete.
No ICA está patente a exposição Bernadette Corporation: 2000 Wasted Years – uma retrospetiva da coletiva nova-iorquina Bernardette Corporation desde a sua criação nos anos 90.
Nascida entre um grupo de amigos e com o motif da organização de festas mentais no clube USA, as intervenções multi-disciplanares e reaccionárias ao sistema incluem festas clandestinas em parques de estacionamento, uma revista, uma marca de moda, filmes, entre outros.
Para quem tem interesse em moda, quer reviver ou simplesmente perceber de onde vem o conceito de cool na sua forma mais pura, está aqui.
E - sorte choruda - também no ICA vale a pena espreitar a exposição BOWIEVIRUS: David Sims, um editorial criado para a revista Arena Homme Plus e reinterpretado por Sims. O objecto de estudo é óbvio e a execução interessante. O espaço e a iluminação – esses - são fenomenais na forma como enaltecem o valor intrínseco das imagens. Muito bom.
Finalmente, e porque Picasso nunca cansa, vale a pena investir umas horas na Courtauld Gallery para ir ver a exposição Becoming Picasso - Paris 1901. Não há nada a dizer, Picasso é visita obrigatória.
E, porque o Verão está a caminho, pergunto-me se o hit do Verão é o mesmo que aqui? Daft Punk rules.
Até já,
RPL
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Há um número de exposições e galerias que são, de momento, imperdíveis.


A recentemente inaugurada galeria Dairy Art Centre é uma delas. Criada sob a parceria do colecionador de arte Frank Cohen e curador Nicoli Frahm, o espaço dedicado à arte contemporânea e respetiva premissa, promete o apoio a jovens artistas e grandes nomes do futuro.


Situada no coração de Londres, a honra da exposição inaugural coube ao artista John Armleder na sua maior exposição a solo no Reino unido até à data. É ir ver,ver,ver porque promete.


No ICA está patente a exposição Bernadette Corporation: 2000 Wasted Years – uma retrospetiva da coletiva nova-iorquina Bernadette Corporation desde a sua criação nos anos 90.


Nascida entre um grupo de amigos e com o motif da organização de festas mentais no clube USA, as intervenções multi-disciplinares e reacionárias ao sistema incluem festas clandestinas em parques de estacionamento, uma revista, uma marca de moda, filmes, entre outros.


Para quem tem interesse em moda, quer reviver ou simplesmente perceber de onde vem o conceito de cool na sua forma mais pura, está aqui.


E - sorte choruda - também no ICA vale a pena espreitar a exposição BOWIEVIRUS: David Sims, um editorial criado para a revista Arena Homme Plus e mais algumas imagens reinterpretadas por Sims. O objecto de estudo é óbvio e a execução interessante. O espaço e a iluminação – esses - são fenomenais na forma como enaltecem o valor intrínseco das imagens. Muito bom.


Finalmente, e porque Picasso nunca cansa, vale a pena investir umas horas na Courtauld Gallery para ir ver a exposição Becoming Picasso - Paris 1901. Não há nada a dizer, Picasso é visita obrigatória.


E, porque o Verão está a caminho, pergunto-me se o hit do Verão é o mesmo que aqui? Daft Punk rules.


Até já,
RPL
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1 Mai 2013

 

Numa altura de agitação política e confrontos idealísticos díspares com a realidade, a exposição Propaganda: power and persuasion a inaugurar brevemente na British Library, acontece na altura certa.
Apresentada nos mais variados formatos com o objectivo de uma mensagem eficiente – através de cartazes, filmes, desenhos animados, música ou textos – a selecção concentra-se em propaganda governamental internacional nos séculos XX e XXI.
Embora expropriada do seu contexto original e exposta num ambiente estéril, o volume de mensagens num só sítio garante uma dose forte de idealismo forçado. Melhor que ler um livro, não?
Outra exposição que está na lista, é Human Relations com curadoria de Sasha Bailey e autoria de Fenton Bailey e Mairi-Luise Tabbakh. Se o apelido soa familiar é porque o é, literalmente. 
O trabalho fotográfico dos filhos do aclamado fotógrafo David Bailey, centra-se na relação do corpo humano com outros corpos e ambiente envolvente. A relação próxima entre os objectos fotografados e o fotógrafo é de longe um conceito novo mas é um começo. O resto, só o tempo o dirá.
Ah, e para quem gosta de Mawi, vão gostar ainda mais da sample sale esta sexta-feira. Colecção actual, peças de arquivo e outros clássicos, chamam por mim – no número 2, Nimrod passage, N14BU. Shhh, é segredo. 
Até já,
RPL
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Numa altura de agitação política e confrontos idealísticos díspares com a realidade, a exposição Propaganda: power and persuasion a inaugurar brevemente na British Library, acontece na altura certa.


Apresentada nos mais variados formatos com o objectivo de uma mensagem eficiente – através de cartazes, filmes, desenhos animados, música ou textos – a selecção concentra-se em propaganda governamental internacional nos séculos XX e XXI.


Embora expropriada do seu contexto original e exposta num ambiente estéril, o volume de mensagens num só sítio garante uma dose forte de idealismo forçado. Melhor que ler um livro, não?


Outra exposição que está na lista, é Human Relations com curadoria de Sasha Bailey e autoria de Fenton Bailey e Mairi-Luise Tabbakh. Se o apelido soa familiar é porque o é, literalmente. 


O trabalho fotográfico dos filhos do aclamado fotógrafo David Bailey, centra-se na relação do corpo humano com outros corpos e ambiente envolvente. A relação próxima entre os objectos fotografados e o fotógrafo é de longe um conceito novo... mas é um começo. O resto, só o tempo o dirá.


Ah, e para quem gosta de Mawi, vão gostar ainda mais da sample sale esta sexta-feira. Coleção atual, peças de arquivo e outros clássicos, chamam por mim – no número 2, Nimrod passage, N14BU.

Shhh, é segredo. 


Até já,
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24 Abr 2013

 

A exposição Gaiety is the most outstanding feature of the Soviet Union a decorrer na galeria Saatchi, não é somente sarcástica no título mas intensa no conteúdo. 
Nada com o tema da União Soviética poderia ser leve e as obras expostas não só confirmam uma realidade tortuosa mas também de desespero, dor e história sem palavras de um grupo cultural que grita profusamente num vácuo surdo.
É, no entanto, essencial ver e perceber estas e outras realidades. Questionar significados e perceber contextos é a única forma de enriquer um conhecimento que nunca está completo. É como ler Dostoiévski, doloroso mas essencial.
Os trabalhos de Sergei Vasiliev, Vikenti Nilin e Boris Mikhailov – três  dos dezoito artistas - são um bom ponto de partida e análise.
Num tema mais leve e poético, a exposição Sebastião Salgado: Genesis do nosso conterrâneo linguístico, o fotógrafo Sebastião Salgado no Natural History Museum, merece uma visita.
O tema é distante e exótico - cultura e natureza - que embora não maravilhe propriamente no conteúdo mas impressiona na técnica.
De qualquer forma, sempre uma boa visita.
Nestes dias que ameaçam a chegada da Primavera, o cheiro momentâneo a jasmin põe o verão no mapa – ainda que distante.
Avizinham-se  idas ao parque... Yumm.
Até Já,
RPL
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A exposição Gaiety is the most outstanding feature of the Soviet Union a decorrer na galeria Saatchi, não é somente sarcástica no título mas intensa no conteúdo. 


Nada com o tema da União Soviética poderia ser leve. As obras expostas não só confirmam uma realidade tortuosa mas também de desespero, dor e história sem palavras, de um grupo cultural que grita profusamente num vácuo surdo.


É, no entanto, essencial ver e perceber estas e outras realidades. Questionar significados e perceber contextos é a única forma de enriquecer um conhecimento que nunca está completo. É como ler Dostoiévski, doloroso mas essencial.


Os trabalhos de Sergei Vasiliev, Vikenti Nilin e Boris Mikhailov – três  dos dezoito artistas - são um bom ponto de partida e análise.


Num tema mais leve e poético, a exposição Sebastião Salgado: Genesis do nosso conterrâneo linguístico, o fotógrafo Sebastião Salgado no Natural History Museum, merece uma visita.


O tema é distante e exótico - cultura e natureza - que embora não maravilhe propriamente no conteúdo mas impressiona na técnica.
De qualquer forma, sempre uma boa visita.


Nestes dias que ameaçam a chegada da Primavera, o cheiro momentâneo a jasmim põe o verão no mapa – ainda que distante.


Avizinham-se  idas ao parque... Yumm.


Até Já,
RPL


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17 Abr 2013

 

 Joseph, uma das marcas mais adoradas do público selecto high-street londrino, falada e consumida com gusto, anda nas bocas de Londres esta semana.
Não bastasse o design próprio - elegante e minimalista - coordenado com outras marcas igualmente interessantes para garantir uma visita, esta semana inaugura na loja de Westbourne Grove a exposição intitulada Taken by Storm. 
A colaboração entre a famosíssima agência de modelos Storm – que descobriu a adolescente Kate Moss nos anos 80 – e a revista Centrefold, resultou numa selecção de fotografias inéditas e outras tantas produzidas de propósito para a edição mais recente. 
A explosão de supermodelos que preenchem as páginas mais que justifica o sucesso do evento – Cindy Crawford, Kate Moss e Cara Delevigne - três gerações de beleza que continuam a marcar passo.
Para quem gosta de documentários de moda - ou tem simplesmente uma pinta de curiosidade àcerca do que acontece nos bastidores antes dos desfiles de moda – a colecção The Day Before realizada por Loïc Prigent é absolutamente imperdível.
São 4 horas de stress e designers diferentes - um caso de estudo fascinante que põe muitos reality shows a um canto.
Recentemente, descobri Cécile Jeanne, uma marca de joalharia parisience que tem as peças mais queridas possíveis. E os preços são simpáticos
Até já,
RPL
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Joseph, uma das marcas mais adoradas do público selecto high-street londrino, falada e consumida com gusto, anda nas bocas de Londres esta semana.


Não bastasse o design próprio - elegante e minimalista - coordenado com outras marcas igualmente interessantes para garantir uma visita, esta semana inaugura na loja de Westbourne Grove a exposição intitulada Taken by Storm


A colaboração entre a famosíssima agência de modelos Storm – que descobriu a adolescente Kate Moss nos anos 80 – e a revista Centrefold, resultou numa selecção de fotografias inéditas e outras tantas produzidas de propósito para a edição mais recente. 


A explosão de supermodelos que preenchem as páginas mais que justifica o sucesso do evento – Cindy Crawford, Kate Moss e Cara Delevigne - três gerações de beleza que continuam a marcar passo.


Para quem gosta de documentários de moda - ou tem simplesmente uma pinta de curiosidade àcerca do que acontece nos bastidores antes dos desfiles – a colecção The Day Before realizada por Loïc Prigent é absolutamente imperdível.


São 4 horas de stress e designers diferentes - um caso de estudo fascinante que põe muitos reality shows a um canto distante.


Recentemente, descobri Cécile Jeanne, uma marca de joalharia parisience que tem as peças mais queridas possíveis e preços simpáticos...


Até já,
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10 Abr 2013

 

Depois de um dos Invernos mais longos da história e um fim-de-semana tímido de sol,  a esperança de um verão que está para vir volta a ganhar azo. 
Um rasgo de luz por estes lados tem um significado especial: uma tarde no pub com amigos, um piquenique no parque, uma ronda de exposições. 
Light Show é a exposição que anda nas bocas dos londrinos mais atentos. Com residência na Hayward Gallery no Southbank Centre, o trabalho de 22 artistas explora o aspecto experimental do uso da luz criando esculturas e espaços de uma beleza excruciante.
O conjunto incluí peças desde os anos 60 à actualidade com uma curadoria que pretende desafiar a percepção mais básica de forma, côr, espaço e projecção. Os bilhetes são escassos e a oportunidade única. A não perder.
Para outros gostos e outras vontades, a exposição Manet: Portraying Life na Royal Academy é paragem obrigatória. Observar as pinceladas ao perto e compreender as motivações de um verdadeiro artista, é  uma experiência enriquecedora que não deve ser negada. Há melhor forma de começar a Primavera?
Por fim, numa disciplina completamente oposta e num outro espaço a explorar com tempo e grande curiosidade, está o Grant Museum of Zoology. São 67.000 espécies de todo o reino animal em exposição nas formas e tamanhos mais variados - algumas conservadas desde desde o séc.XIX.
Indiana Jones, alguém?
Até já,
RPL
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Depois de um dos Invernos mais longos da história e um fim-de-semana tímido de sol,  a esperança de um verão que está para vir volta a ganhar azo.


 
Um rasgo de luz por estes lados tem um significado especial: uma tarde no pub com amigos, um piquenique no parque, uma ronda de exposições. 




Light Show é a exposição que anda nas bocas dos londrinos mais atentos. Com residência na Hayward Gallery no Southbank Centre, o trabalho de 22 artistas explora o aspecto experimental do uso da luz criando esculturas e espaços de uma beleza excruciante.



O conjunto incluí peças desde os anos 60 à actualidade com uma curadoria que pretende desafiar a percepção mais básica de forma, côr, espaço e projecção. Os bilhetes são escassos e a oportunidade única. A não perder.



Para outros gostos e outras vontades, a exposição Manet: Portraying Life na Royal Academy é paragem obrigatória. Observar as pinceladas ao perto e compreender as motivações de um verdadeiro artista, é  uma experiência enriquecedora que não deve ser negada. Há melhor forma de começar a Primavera?

 

 

 

Por fim, numa disciplina completamente oposta e num outro espaço a explorar com tempo e grande curiosidade, está o Grant Museum of Zoology. São 67.000 espécies de todo o reino animal em exposição nas formas e tamanhos mais variados - algumas conservadas desde desde o séc.XIX.


Indiana Jones, alguém?


Até já,
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20 Mar 2013

 

Aparentemente alguns amigos sentem-se semi-ignorados pela semi-ausência de sugestões que lhes sirvam de interesse direto. Por isso, esta semana é para eles.
Vêem-se por estes dias em Londres alguns caracteres com pés bem adornados – discretos, arranjados e cool. É a versão masculina de chique casual, ou seja, muito estilo pouco esforço. 
Depois de um período prolongado de esquecimento, os ténis New Balance estão a ganhar novamente terreno como marca desejável. Ainda ligeiramente subversiva numa categoria comercial, vai ser uma questão de pouco tempo até os hipsters terem todos um par e ser a marca que toda a gente quer palmilhar.
Com as cores e materiais certos, quem pode negar que esta é, sem dúvida, uma escolha acertada? 
Mas quando a tendência filtrar para os pés dos city boys – ou “fatos” como são conhecidos por aqui – aos fim-de-semana é sinal de que está na altura de seguir em frente. Tentar e ser cool são estados de existência a anos-luz de distância.
E porque os mimos também existem no género masculino, vale a pena mencionar o cabeleireiro, perdão, barbeiro Blue Tit. 
Com um salão no Norte e Sul de Londres, a cidade está servida. Paga-se bem o ambiente, a decoração, o styling dos funcionários, a localização e, parafraseando um amigo, “um belo gin & tonic”. Corte, revistas e massagens num ambiente de luxo – uma espécie de non-spa disfarçado porque, enfim, homens são homens.
Ah e por muito saudável que seja uma dieta de peixe e vegetais, não conheço nenhum homem que recuse um belo naco de bife de tempos a tempo. Fontes credíveis recomendam uma visita ao Flat Iron no Soho.
Quem aceita o desafio?
Até já,
RPL
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Aparentemente alguns amigos sentem-se semi-ignorados pela semi-ausência de sugestões que lhes sirvam de interesse direto. Por isso, esta semana é para eles.


Vêem-se por estes dias em Londres alguns caracteres com pés bem adornados – discretos, arranjados e cool. É a versão masculina de chique casual, ou seja, muito estilo pouco esforço.

 
Depois de um período prolongado de esquecimento, os ténis New Balance estão a ganhar novamente terreno como marca desejável. Ainda ligeiramente subversiva numa categoria comercial, vai ser uma questão de pouco tempo até os hipsters terem todos um par e ser a marca que toda a gente quer palmilhar.


Com as cores e materiais certos, quem pode negar que esta é, sem dúvida, uma escolha acertada? 


Mas quando a tendência filtrar para os pés dos city boys – ou “fatos” como são conhecidos por aqui – aos fim-de-semana é sinal de que está na altura de seguir em frente. Tentar e ser cool são estados de existência a anos-luz de distância.



E porque os mimos também existem no género masculino, vale a pena mencionar o cabeleireiro, perdão, barbeiro Blue Tit
 

Com um salão no Norte e Sul de Londres, a cidade está servida. Paga-se bem o ambiente, a decoração, o styling dos funcionários, a localização e, parafraseando um amigo, “um belo gin & tonic”.

Corte, revistas e massagens num ambiente de luxo – uma espécie de non-spa disfarçado porque, enfim, homens são homens.


Ah e por muito saudável que seja uma dieta de peixe e vegetais, não conheço nenhum homem que recuse um belo naco de bife de tempos a tempos. Fontes credíveis recomendam uma visita ao Flat Iron no Soho.


Quem aceita o desafio?


Até já,
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13 Mar 2013

 

A pseudo-neve continua a cair mas o frio cortante é bem real – nada melhor que boas notícias de Primavera para alegrar a mais escura das esperanças invernis.
Dior, sob o elmo de Raf Simons, toma residência no Harrods a partir do dia 16 durante um mês. Não fosse Dior uma das casas francesas mais respeitadas de sempre – porque enfim, de momento  não se pode dizer o mesmo de outras casas de moda imperiais francesas – a visão de Simons promete um ambiente de extrema elegância.
São instalações a replicar a fachada do edifício Dior na Avenida Montaigne, exposições de desenhos e vestidos usados pelas atrizes Marion Cotillard e Jennifer Lawrence – ambas com óscares no seu reportório – eventos e um restaurante temporário de ementa selecta incluíndo cupcakes Dior.
Não é preciso convencer, pois não?
A loucura da semana foi a inauguração da loja & Other stories em Regent street. A marca, parte da H&M, explora as linhas de design nórdico e fica meio caminho entre H&M e COS com preços a condizer.
Não é que o West End precise de mais lojas, mas destas são sempre bem vindas.
E porque a ideia de férias, viagens ou qualquer sítio fora de Londres está na cabeça de 99% dos londrinos, quem não sai imagina que o faz. Há melhor do que um Fleabag na mão para carregar as compras de mercado num destino quente?
Até já,
RPL
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A pseudo-neve continua a cair mas o frio cortante é bem real – nada melhor que boas notícias de Primavera para alegrar a mais escura das esperanças invernis.


Dior, sob o elmo de Raf Simons, toma residência no Harrods a partir do dia 16 durante um mês. Não fosse Dior uma das casas francesas mais respeitadas de sempre - porque enfim, de momento  não se pode dizer o mesmo de outras casas de moda imperiais francesas – a visão de Simons promete um ambiente de extrema elegância.


São instalações a replicar a fachada do edifício Dior na Avenida Montaigne, exposições de desenhos e vestidos usados pelas atrizes Marion Cotillard e Jennifer Lawrence – ambas com óscares no seu reportório – eventos e um restaurante temporário de ementa selecta incluíndo cupcakes Dior.

Não é preciso convencer, pois não?


A loucura da semana foi a inauguração da loja & Other stories em Regent street. A marca, parte da H&M, explora as linhas de design nórdico e fica meio caminho entre H&M e COS com preços a condizer.Não é que o West End precise de mais lojas, mas destas são sempre bem vindas.

 

E porque a ideia de férias, viagens ou qualquer sítio fora de Londres está na cabeça de 99% dos londrinos, quem não sai imagina que o faz. Há melhor do que um Fleabag na mão para carregar as compras de mercado num destino quente?


Até já,
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7 Mar 2013

 

Para os amantes de música  e moda, a exposição David Bowie is no museu Victoria & Albert no final deste mês é destino certo.
A primeira grande restrospectica de Bowie junta mais de 300 objectos, entre eles: letras escritas à mão, instrumentos pessoais, fotografias e claro, um arquivo único de roupa com algumas peças icónicas que populam para sempre o imaginário da cena musical, entre outros.
Mais do que um músico, uma personagem.
Com a música a ganhar protagonismo nos palcos dos museus mais relevantes de Londres, não é portanto de admirar que Madonna ande nas bocas de fãs e afins como uma das estrelas a ser homenageada, parte da exposição The Fashion World of Jean Paul Gaultier no Barbican.
Mas há tempo, essa só está destinada a ver a luz do dia para o ano -  um indicador do que está para vir.
Mini-restaurantes com os hamburgers mais suculentos continuam a surgir por toda a parte em Londres – a loucura vai de Norte a Sul - com pessoas viciadas o suficiente para fazerem fila na rua por uma hora ao frio para ter um. Vá-se lá perceber, é só um hamburguer. 
Patty&Bun é um deles. Minúsculo, cheiroso, cheio de gente, com pouco mais de dez lugares sentados. Mas altamente delicioso. Bye-bye MacDonald´s.
Com a anticipação da nova season de Mad Men e o revivalismo da moda dos anos 60, o pseudo-cheiro a Primavera e uma atração por coisas belas, os sapatos de Nicholas Kirkwood são uma alegria.
Até já,
RPL
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Para os amantes de música  e moda, a exposição David Bowie is no museu Victoria & Albert no final deste mês é destino certo.


A primeira grande restrospectica de Bowie junta mais de 300 objectos, entre eles, letras escritas à mão, instrumentos pessoais, fotografias e claro, um arquivo único de roupa com algumas peças icónicas que populam para sempre o imaginário da cena musical, entre outros.


Mais do que um músico, uma personagem.


Com a música a ganhar protagonismo nos palcos dos museus mais relevantes de Londres, não é portanto de admirar que Madonna ande nas bocas de fãs e afins como uma das estrelas a ser homenageada, parte da exposição The Fashion World of Jean Paul Gaultier no Barbican.


Mas há tempo, essa só está destinada a ver a luz do dia para o ano -  um indicador do que está para vir.


Mini-restaurantes com os hamburgers mais suculentos continuam a surgir por toda a parte em Londres – a loucura vai de Norte a Sul - com pessoas viciadas o suficiente para fazerem fila na rua por uma hora ao frio para comer um. Vá-se lá perceber, é só um hamburguer. 

Patty&Bun é um deles. Minúsculo, cheiroso, cheio de gente, com pouco mais de dez lugares sentados. Mas altamente delicioso. Bye-bye MacDonald´s.

Com a anticipação da nova season de Mad Men e o revivalismo da moda dos anos 60, o pseudo-cheiro a Primavera e uma atração por coisas belas, os sapatos de Nicholas Kirkwood são uma alegria.


Até já,
RPLx


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Mad Men é uma daquelas séries de culto imperdíveis. 
Depois de anos a ganhar prémios e com os atores a serem projetados para a realidade do cinema, a série não perdeu um centímetro de interesse – a história continua a ser intrigante (força Peggy), o guarda-roupa exímio e desejável ainda nos dias de hoje (obrigada Janie Bryant) e a personagem principal, Donald Draper, continua a provocar longos suspiros.
Como em todas as séries dignas de servirem de inspiração para alguma estratégia comercial, foi com alguma surpresa seguida de uma longa satisfação, que as notícias do lançamento de uma edição especial de maquilhagem foram recebidas. Produzida, nada mais nada menos, que pela belíssima marca Esteé Lauder. 
A ideia é tão fenomenal, que é admirável que só surja depois de seis anos de filmagens. Maquilhagem de qualidade inspirada nos anos 60 com um twist de uma série verdadeiramente respeitada – é sucesso garantido.
Ainda na onda dos anos 60, o Tate Modern inaugurou recentemente a exposição Lichtenstein: A Retrospective, uma retrospectiva do trabalho do artista Pop Art, Roy Lichtenstein. 
Mundialmente reconhecido e exponencialmente copiado, as peças de Lichtenstein inspiradas e parodiadas pela linguagem gráfica da banda desenhada, são instantaneamente reconhecíveis. A não perder, não só pelo interesse no artista, mas porque enfim, as exposições do Tate são por, regra geral, obrigatoriamente relevantes.
Em tempo de muito frio, o chá é companhia certa. E que mais delicioso quando acompanhado pelos biscoitos mais apetecíveis? Ui.
Até já,
RPL
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Mad Men é uma daquelas séries de culto imperdíveis. 


Depois de anos a ganhar prémios e com os atores a serem projetados para a realidade do cinema, a série não perdeu um centímetro de interesse – a história continua a ser intrigante (força Peggy), o guarda-roupa exímio e desejável ainda nos dias de hoje (obrigada Janie Bryant) e a personagem principal, Donald Draper, continua a provocar longos suspiros.


Como em todas as séries dignas de servirem de inspiração para alguma estratégia comercial, foi com alguma surpresa seguida de uma longa satisfação, que as notícias do lançamento de uma edição especial de maquilhagem foram recebidas. Produzida, nada mais nada menos, que pela belíssima marca Estée Lauder


A ideia é tão fenomenal, que é admirável que só surja depois de seis anos de filmagens. Maquilhagem de qualidade inspirada nos anos 60 com um twist de uma série verdadeiramente respeitada – é sucesso garantido.


Ainda na onda dos anos 60, o Tate Modern inaugurou recentemente a exposição Lichtenstein: A Retrospective, uma retrospectiva do trabalho do artista Pop Art, Roy Lichtenstein. 


Mundialmente reconhecido e exponencialmente copiado, as peças de Lichtenstein inspiradas e parodiadas pela linguagem gráfica da banda desenhada, são instantaneamente reconhecíveis.

A não perder, não só pelo interesse no artista, mas porque enfim, as exposições do Tate são, regra geral, obrigatoriamente relevantes.
 

Em tempo de muito frio, o chá é companhia certa. E que mais delicioso quando acompanhado pelos biscoitos mais apetecíveis? Ui.


Até já,
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Alguém me estava a contar no outro dia como estava estava feliz por estar de volta a Londres, à rotina, ao movimento da cidade, ao frio de pois de meses a viajar pela Ásia - em países em que o calor é mais certo do que um arco-íris. 
Aposto que Londres inteiro e mais algumas cidades nos arredores, mal podem esperar para este Inverno longo e frio ganhar pernas e ir acampar num sítio distante. 
Até lá resta aproveitar a dita “rotina” e concentrar na maravilhosa actividade cultural que torna a cidade tolerável e prazerosa a um nível sombrio mas intelectual. 
O Teatro Nacional decidiu começar a pré-Primavera com uma exposição do trabalho do fotógrafo inglês Norman Parkinson - Lifework: Norman Parkinson's Century of Style -  em celebração do centenário do seu nascimento. 
Quem conhece um pouco do trabalho de Parkinson entende a relevância das suas images, o movimento, a moda, o documentar uma época e um estilo, que continua a servir de inspiração – espera-se - para o perfilhar de fotógrafos de “moda” que continuam a brotar como cogumelos todos os dias. 
Com referência ainda a uma outra era - quando escrever uma carta ou um postal à mão não era só a normal mas um carinho respeitoso – os postais da Smythson continuam a ser uma tradição sem preço. O luxo sente-se nos olhos, no toque do papel e na surpresa de receber um. Priceless.
Para alguém que gosta – ou precisa – de um café bem saboroso, o que é raro por estes lados, uma visita ao Caravan é absolutamente obrigatória. Delish!
E, embora não seja propriamente uma peça de colecção ou estimada em termos de longevidade, esta clutch da Zara colou-se-me à memória como um rebuçado peganhento.
Até já,
RPL
x

Alguém me estava a contar no outro dia como estava estava feliz por estar de volta a Londres, à rotina, ao movimento da cidade, ao frio depois de meses a viajar pela Ásia - em países em que o calor é mais certo do que um arco-íris. 


Aposto que Londres inteiro e mais algumas cidades nos arredores, mal podem esperar para este Inverno longo e frio ganhar pernas e ir acampar num sítio distante. 


Até lá resta aproveitar a dita “rotina” e concentrar na maravilhosa actividade cultural que torna a cidade tolerável e prazerosa a um nível sombrio mas intelectual. 


O Teatro Nacional decidiu começar a pré-Primavera com uma exposição do trabalho do fotógrafo inglês Norman Parkinson - Lifework: Norman Parkinson's Century of Style -  em celebração do centenário do seu nascimento. 


Quem conhece um pouco do trabalho de Parkinson entende a relevância das suas images, o movimento, a moda, o documentar uma época e um estilo, que continua a servir de inspiração – espera-se - para o perfilhar de fotógrafos de “moda” que continuam a brotar como cogumelos todos os dias. 


Com referência ainda a uma outra era - quando escrever uma carta ou um postal à mão não era só normal mas um carinho respeitoso – os postais da Smythson continuam a ser uma tradição sem preço. O luxo sente-se nos olhos, no toque do papel e na surpresa de receber um. Priceless.


Para alguém que gosta – ou precisa – de um café bem saboroso, o que é raro por estes lados, uma visita ao Caravan é absolutamente obrigatória. Delish!

E, embora não seja propriamente uma peça de colecção ou estimada em termos de longevidade, esta clutch da Zara colou-se-me à memória como um rebuçado peganhento.


Até já,
RPLx


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Cenário de filmes, referido em inúmeras revistas e um favourito da cena nova-iorquina, o restaurante Balthazar finalmente chega a Londres. Estou em pulgas.
Espera-se fina cozinha francesa com um toque british, cocktails sublimes e uma ambiência casual chic - em que a palavra casual é silenciosa e conta apenas para decoração - no coração turístico de Covent garden. É, sem dúvida, mais um destino certo para um brunch de fim-de-semana ou um jantar tardio. Boémio como se quer.
Não muito longe, na National Portrait Gallery, está em exibição Man Ray Portraits – a primeira retrospectiva de retratos tirados aos longo de 50 anos de carreira. Objetos de estudo incluem Picasso, Marcel Duchamp e Catherine Deneuve, entre outros.
Há certos artistas e obras que têm um impacto significativo quando se nos deparam pela primeira vez. Lembro-me perfeitamente de quando vi o trabalho fotográfico de Ray no museu do Chiado em Lisboa, numa altura em que estava a desenvolver fotografia a preto e branco e fazer experimentações com uma câmara pinhole. Foi como um abrir de olhos estonteante – não há nada como aprender a ver.
Com Duchamp no Barbican, Londres parece estar a passar uma fase surrealista. Deve ser um reflexo dos tempos.  
Por fim, Ok é uma marca americana mas adorada por estes lados. Catbird é uma loja em Brooklyn que trabalha com vários artistas que produzem as peças mais deliciosas - feitas de encomenda. Há que não gostar?
Até já,
RPL x


Cenário de filmes, referido em inúmeras revistas e um favourito da cena nova-iorquina, o restaurante Balthazar finalmente chega a Londres. Estou em pulgas.


Espera-se fina cozinha francesa com um toque british, cocktails sublimes e uma ambiência casual chic - em que a palavra casual é silenciosa e conta apenas para decoração - no coração turístico de Covent garden. É, sem dúvida, mais um destino certo para um brunch de fim-de-semana ou um jantar tardio. Boémio como se quer.


Não muito longe, na National Portrait Gallery, está em exibição Man Ray Portraits – a primeira retrospectiva de retratos tirados aos longo de 50 anos de carreira. Objetos de estudo incluem Picasso, Marcel Duchamp e Catherine Deneuve, entre outros.


Há certos artistas e obras que têm um impacto significativo quando se nos deparam pela primeira vez. Lembro-me perfeitamente de quando vi o trabalho fotográfico de Ray no museu do Chiado em Lisboa, numa altura em que estava a desenvolver fotografia a preto e branco e fazer experimentações com uma câmara pinhole. Foi como um abrir de olhos estonteante – não há nada como aprender a ver.




Com Duchamp no Barbican, Londres parece estar a passar uma fase surrealista. Deve ser um reflexo dos tempos.  


Por fim, Ok é uma marca americana mas adorada por estes lados. Catbird é uma loja em Brooklyn que trabalha com vários artistas que produzem as peças mais deliciosas - feitas de encomenda. Há que não gostar?


Até já,
RPL x

 


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6 Fev 2013

 

Há uma nova série americana a fazer as rondas de popularidade. 
Por aqui começou a ser falada à cerca de um ano e, como acontece inevitavelmente com qualquer assunto novo, a conversa começava sempre com “já ouviste falar...?” com a excitação própria da descoberta de algo bom.
A minha introdução a Girls começou com a banda sonora da série, cortesia de uma amiga que já estava viciada ainda estava a série ia no terceiro episódio. O alinhamento musical contou uma história que tinha de ser imediatamente vista. 
Bem-vindos ao Sexo e a cidade do século XXI, uma geração mais nova, crua, realista, enternecedoramente humana, sem bling-bling, magrezas forçadas ou bluff. Escrita, realizada e interpretada por Lena Dunham – sem dúvida, um dos nomes mais promissores da nova geração. Esperemos que as rondas de prémios não destituam nua a genuinidade que fez a série.
As refeições por aqui são a razão e desculpa para sair e socializar – há algo de íntimo que se partilha com pessoas com quem queremos passar tempo quando tempo é algo que praticamente não existe em Londres. 
Na minha lista a ser concretizada brevemente, está uma visita ao restaurante peruano Ceviche. As recomendações contam que a comida é absolutamente deliciosa, o ambiente vibrante e com uma decoração tão descontraída e fresca que é impossível não entrar e sair com um sorriso nos lábios.  
Os meus olhos recentemente focaram a atenção nos designs de Dominic Jones. Não é que seja o meu estilo diário mas há algo de especial nas peças fortes de Jones que merece ser mencionado. É como um fascínio hipnotizante e sedutor embutido de personalidade. Perfeito quando misturado com peças mais delicadas...
Até já,
RPL
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Há uma nova série americana a fazer as rondas de popularidade. 


Por aqui começou a ser falada à cerca de um ano e, como acontece inevitavelmente com qualquer assunto novo, a conversa começava sempre com “já ouviste falar...?” com a excitação própria da descoberta de algo bom.


A minha introdução a Girls começou com a banda sonora da série, cortesia de uma amiga que já estava viciada ainda a série ia no terceiro episódio. O alinhamento musical contou uma história que tinha de ser imediatamente vista. 


Bem-vindos ao Sexo e a cidade do século XXI, uma geração mais nova, crua, realista, enternecedoramente humana, sem bling-bling, magrezas forçadas ou bluff. Escrita, realizada e interpretada por Lena Dunham – sem dúvida, um dos nomes mais promissores da nova geração. Esperemos que as rondas de prémios não destituam nua a genuinidade que fez a série.


As refeições por aqui são a razão e desculpa para sair e socializar – há algo de íntimo que se partilha com pessoas com quem queremos passar tempo quando tempo é algo que praticamente não existe em Londres. 


Na minha lista a ser concretizada brevemente, está uma visita ao restaurante peruano Ceviche. As recomendações contam que a comida é absolutamente deliciosa, o ambiente vibrante e com uma decoração tão descontraída e fresca que é impossível não entrar e sair com um sorriso nos lábios.  


Os meus olhos recentemente focaram a atenção nos designs de Dominic Jones. Não é que seja o meu estilo diário mas há algo de especial nas peças fortes de Jones que merece ser mencionado. É como um fascínio hipnotizante e sedutor embutido de personalidade. Perfeito quando misturado com peças mais delicadas...

Até já,
RPLx


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30 Jan 2013

 

Quem me conhece sabe que não é fácil arrastar-me voluntariamente para um restaurante vegetariano. Mas por uma ou outra boa razão, esporadicamente lá acontece.
The gate em Islington é um restaurante simpático com o tamanho ideal para ser acolhedor mas não demasiado corporativo.  A atmosfera é convidativa e a localização perfeita - situado a uns meros dois minutos do fantasticamente popular restaurante Jamie´s Italian, parte do portfolio do igualmente popular chefe inglês Jamie Oliver.
A comida no The Gate, impressionantemente, não desiludiu. Embora a minha experiência com cozinha vegetariana não seja profunda – como é demasiado óbvio – a ideia de que uma refeição exclusivamente produzida com vegetais, sem carne ou peixe, não me deixaria com fome passado pouco tempo ainda é nova. Tofu – esse vai demorar mais tempo a fazer parte do meu vocabulário. Passo a passo.
Muito em breve vai inaugurar no Barbican um dos grandes ciclos artísticos da Primavera deste ano. A exposição The Bride and the bachelors centra-se na relação de Marcel Duchamp com outros quatro artistas historicamente relevantes: o coreógrafo Merce Cunningham, o compositor John Cage e os artistas Robert Rauschenberg e Jasper Johns.
O programa incluí a exposição, eventos de cinema e teatro, música e conferências no que promete ser uma viagem brutalmente enriquecedora do vocabulário artístico pessoal. A-não-perder. Mal posso esperar.
Numa outra nota, embora seja uma marca espanhola, andamos por aqui um grupinho viciado na marca Hoss Intropia. É garantido que o site não faz juz às deliciosamente peças românticas que se encontram na loja.
Se estiverem por cá...
Até já,
 RPL x

Quem me conhece sabe que não é fácil arrastar-me voluntariamente para um restaurante vegetariano. Mas por uma ou outra boa razão, esporadicamente lá acontece.


The gate em Islington é um restaurante simpático com o tamanho ideal para ser acolhedor mas não demasiado corporativo.  A atmosfera é convidativa e a localização perfeita - situado a uns meros dois minutos do fantasticamente popular restaurante Jamie´s Italian, parte do portfolio do igualmente popular chefe inglês Jamie Oliver.


A comida no The Gate, impressionantemente, não desiludiu. Embora a minha experiência com cozinha vegetariana não seja profunda – como é demasiado óbvio – a ideia de que uma refeição exclusivamente produzida com vegetais, sem carne ou peixe, não me deixaria com fome passado pouco tempo ainda é nova. Tofu, esse, vai demorar mais tempo a fazer parte do meu vocabulário. Passo a passo.


Muito em breve vai inaugurar no Barbican um dos grandes ciclos artísticos da Primavera deste ano. A exposição The Bride and the bachelors centra-se na relação de Marcel Duchamp com outros quatro artistas historicamente relevantes: o coreógrafo Merce Cunningham, o compositor John Cage e os artistas Robert Rauschenberg e Jasper Johns.


O programa incluí a exposição, eventos de cinema e teatro, música e conferências no que promete ser uma viagem brutalmente enriquecedora do vocabulário artístico pessoal. A-não-perder. Mal posso esperar.

Numa outra nota, embora seja espanhola, andamos por aqui um grupinho viciado na marca Hoss Intropia. É garantido que o site não faz juz às deliciosamente peças românticas que se encontram na loja.Se estiverem por cá...


Até já, 
RPL x


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23 Jan 2013

 

É engraçado como ao fim de tanto tempo a usufruir de Londres, ainda é possível descobrir coisas novas.
Claro que a definição de tempo por aqui é relativa – semanas às vezes sentem-se como anos e meses, às vezes, como dias. Londres é uma belíssima ilusão, um oásis inapalpável para quem se quiser deixar deliciar.
Recentemente apareceu no meu radar o Alfie´s Antique Market, uma tentação só no nome e que na minha imaginação só pode ser uma versão curada e ocidental do paraíso que é o Grande Bazaar em Istambul. 
Para os amantes de vintage ou peças de coleção, este é não so um destino de sonho na cidade cosmopolita é um destino obrigatório. Mesmo que não se compre, só estar exposto ao gosto de mentes selecionadas é um conforto indescritível para a alma longe da intelectualidade e conservadorismo dos museus.
Outra tentação recente é a pastelaria Cocomaya com a promessa de sabores de chocolate divinais. Uma ideia desenvolvida por dois colegas de pedigree da indústria da moda inglesa, um deles ex-Liberty London, é de um sucesso estonteante - não há paladar que resista. Na lista de fim-de-semana.
E porque o estímulo e exposição a maneiras de pensar e olhar diferentes nunca é suficiente e sempre bem-vindo, a conferência ou talk – como se diz por aqui – Guy Bourdin: A legacy no Institute of Contemporary Arts (ICA) promete uma tarde interessante e um encontro de mentes, para viajar sobre o trabalho de um dos mais influentes fotógrafos de moda e favourito da Vogue francesa.
Os bilhetes esses compram-se com antecedência porque ninguém gosta de ler “lotação esgotada”, certo?
Até já,
RPL
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É engraçado como ao fim de tanto tempo a usufruir de Londres, ainda é possível descobrir coisas novas.


Claro que a definição de tempo por aqui é relativa – semanas às vezes sentem-se como anos e meses, às vezes, como dias. Londres é uma belíssima ilusão, um oásis inapalpável para quem se quiser deixar deliciar.


Recentemente apareceu no meu radar o Alfies Antique Market, uma tentação só no nome e que na minha imaginação só pode ser uma versão curada e ocidental do paraíso que é o Grande Bazaar em Istambul. 


Para os amantes de vintage ou peças de coleção, este é não só um destino de sonho na cidade cosmopolita, é um destino obrigatório. Mesmo que não se compre, só estar exposto ao gosto de mentes selecionadas é um conforto indescritível para a alma longe da intelectualidade e conservadorismo dos museus.


Outra tentação recente é a pastelaria Cocomaya com a promessa de sabores de chocolate divinais. Uma ideia concebida por dois colegas de pedigree da indústria da moda inglesa, um deles ex-Liberty London, é de um sucesso estonteante - não há paladar que resista. Na lista de fim-de-semana.


E porque o estímulo e exposição a maneiras de pensar e olhar diferentes nunca é suficiente e sempre bem-vindo, a conferência ou talk – como se diz por aqui – Guy Bourdin: A legacy no Institute of Contemporary Arts (ICA) promete uma tarde interessante e um encontro de mentes, para viajar sobre o trabalho de um dos mais influentes fotógrafos de moda e favourito da Vogue francesa.


Os bilhetes esses compram-se com antecedência porque ninguém gosta de ler “lotação esgotada”, certo?


Até já,
RPLx

 


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