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"Oops, he did it again!" O senhor Jobs, o chefão da Apple, cada vez que convoca uma apresentação, deixa-nos sempre com um olho nos sonhos e outro na carteira. Podemos não ligar
muito a gadgets ou a novas tecnologias, mas que aquele novo aparelho que ele desvenda lá no palco é bonito e até me
dava algum jeito, lá isso dava! Há uns meses foi assim com iPad, que ainda não chegou a Portugal.
Depois foi o iPhone 4, que demorou alguns meses a chegar. Mas ei-lo. Já cá canta! E agora é que
são elas.
As operadoras de telefone já têm o iPhone 4. O Metro, a convite da Vodafone, pôde experimentar
um deles e pode perceber o porquê de muitas revistas da especialidade dizerem que este é o melhor
smartphone do mundo. A começar por ser o smartphone mais fino do mundo. Mas uma das coisas que realmente
impressiona neste telefone, e, por exemplo, em comparação com o último modelo da Apple, o 3GS,
é o novo ecrã do quarto iPhone, equipado com o chamado “retina display”. Em vez dos tradicionais 196 píxeis por polegada, o ecrã do iPhone 4 tem uma resolução de 326 píxeis por polegada. Ora, diz Steve Jobs que o olho humano consegue observar até 300. Assim sendo, na teoria, o novo gadget da Apple tem píxeis a mais, o que, neste caso, garante uma perfeição nunca antes vista num telemóvel, uma nitidez impressionante de tudo o que aparece no ecrã do iPhone. Em alguns casos, certos ícones, por ainda não estarem adaptados a esta nova realidade super-definida do "retina display" vão parecer-lhe desfocados, mas a verdade é que este novo ecrã do iPhone é o futuro que está para ficar durante um bom par de anos.
Aqui fica uma pequena amostra:
iPhone4 iPhone 3GS
 
Esteticamente, o trabalho da Apple é sempre o melhor possível. O iPhone 4 é uma autêntica peça de joalheria: ainda mais fino que o irmão mais velho, está revestido a vidro e com a parte lateral com alumínio, onde estão instaladas as várias antenas. Esse foi um dos problemas mais badalados do iPhone 4 quando foi lançado, as antenas: ao que parece, se fossem tocadas, o telefone perderia sinal. Bom, o Metro bem se esforçou para perder sinal. Bem tapou as antenas, mas a verdade é que não foi por isso que perdeu recepção... Não é por aí que o iPhone, no nosso entender, leva pontos negativos.
De resto, quem já utiliza o anterior modelo da Apple, o 3GS, não irá notar uma grande diferença na velocidade de utilização na passagem para o iPhone 4: o sistema operativo é o mesmo, o iOS4. Ainda assim, o processador de 1GHZ com chip Apple A4 do iPhone 4 (o mesmo do iPad) cai "que nem ginjas" no último software da Apple e corre que é uma maravilha. Os dedos deslizam no ecrã impecavelmente, sem falhas, sem "engasgar", os programas, as aplicações abrem de forma imediata, estando o utilizador apenas dependente da velocidade de Internet que tem à sua disposição.
No campo de novas ferramentas disponíveis do novo gadget, da Apple, nota para as duas novas câmaras: uma na frente - que permite utilizar, via wi-fi, o novo programa de conversação em vídeo "Facetime" - e outra na parte de trás do iPhone, agora mais potente, com resoulção HD, de alta-definição (5 Megapíxels, quando na versão 3GS era de 3 Megapixels e a gravação de vídeo é feita em 720 alta resolução com 720p).

Uma das grandes vantagens de ter um iPhone é poder ter nas mãos um telefone, um iPod, uma câmara de filmar, uma máquina fotográfica, um suporte de acesso à internet fiável e as contas de email. E não esquecer a enorme biblioteca de aplicações - de tudo e mais alguma coisa - que a Apple Store põe à disposição dos clientes. Só em Portugal existem cerca de 250 mil iPhones e não se espera que este número venha a descer nos próximos tempos. A julgar pelo sucesso da Apple, que vende sempre milhões cada vez que mete qualquer coisa no mercado, o iPhone vai continuar a ser o telemóvel que todos querem, mesmo que digam que não...
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