
Marine Le Pen, filha do famosos demagogo da extrema-_-direita francesa Jean-Marie, sucede ao pai como líder da Frente Nacional (FN). Vista pelos analista políticos como uma cara mais moderada do grupo ultranacionalista, _Le Pen conta ao Metro que _já tem as presidenciais, de 2013, debaixo de olho.
Acha que pode repetir a performance do seu pai, que chegou à segunda volta das presidenciais em 2002?
Sim. Dado o estado da França e a classe política de hoje em dia, a hipótese da minha presença na segunda volta é plausível e credível. Até os meus opositores políticos o afirmam. Espero que assim seja, senão os franceses teriam uma escolha falsa: apesar de todos os males que afectam _o nosso país – a Europa, _o Euro ou a emigração – as agendas dos dois maiores partidos são relativamente semelhantes. Contudo, o meu objectivo principal é ganhar as presidenciais.
Como explica o sucesso dos partidos de extrema-direita na Europa?
É a resposta a um movimento que pretende defender a civilização europeia. Muitas nações europeias começaram a aperceber-se que enfrentam dois totalitarismos hoje em dia: a globalização e o islamismo. A imigração em massa, que importa estilos de vida que desafiam a nossa população nos seus hábitos, valores e leis, gera um reflexo vital por todo o lado.
O que achou da controversa expulsão de romenos este Verão?
Nicolas Sarkozy tinha uma visão comunitária. Se é necessário acabar com os campos ilegais, temos que acabar com todos e não apenas com os romenos. Esta operação eleitoral ajudou a acentuar a contradição de Sarkozy: não nos pode impor o Tratado de Lisboa, que elimina fronteiras, e ao mesmo tempo querer enviar pessoas para uma fronteira que já não existe. Se quer controlar quem vem para o nosso território, a primeira coisa a fazer é reestruturar as fronteiras.
A lei que proíbe a burqa vai começar em força em Abril. A França será o primeiro país na Europa a introduzir tal proibição. Qual é a sua opinião sobre isto?
Esta lei limita-se a espaços públicos. Acho que a burqa, que num país laico é sinal de ostentação e reivindicação política, deveria ser proibida em todo o lado. O governo não se atreveu a levar a sua lógica até ao fim. Nas empresas privadas em especial, não é dada qualquer resposta.
Gilles Daniel
Metro World News França