Entre a fama e o proveito
31 Outubro de 2011 | 16:29
Colocado por: Antonio Magalhaes
 

 O Sporting chegou às dez vitórias (seis no campeonato), subiu ao 3.º lugar da classificação (fica à espera do Gil Vicente-Marítimo para saber se é definitivo) e… não sofreu golos (nos últimos 4 encontros da Liga apenas encaixou 1). Sem ter arrancado exibição brilhante, os leões forami dominadores e competentes. As queixas do Feirense não têm cabimento mas é justo que se enalteça o seu comportamento na linha do que fez com o Benfica e FC Porto. Aliás, Domingos notou o facto importante do Sporting ter ganho onde o FC Porto não ganhou.

Domingos notou também que Rinaudo voltou a ser amarelado sem ter cometido sequer falta. Ou seja, neste momento o argentino está à beira de ficar suspenso, tendo perdido margem de tolerância com dois cartões mal mostrados. Rinaudo é um jogador impetuoso, ríspido, mas rapidamente passou a ser castigado mais pela fama do que pela infracção.

O V. Guimarães é um clube especial. Ali, a paixão e as emoções são levadas ao extremo por uma simples razão: em Guimarães o Vitória é o primeiro e único amor. Ontem, deu um safanão na crise e regressou aos triunfos após três derrotas consecutivas que a atiraram para o último lugar. O presidente Emílio Macedo, depois de uma conturbada assembleia geral, disse que “a solução é ganhar jogos”. Em parte, tem razão. Só que as vitórias não podem disfarçar ou mesmo esconder tudo. Guimarães merece que o Vitória ganhe mais vezes, mas também é preciso esclarecer aquilo que parece não estar muito claro.

Há quem diga que o Sp. Braga tem a pretensão de ser um Vitória mas não tem a popularidade do rival. Assim será, pelo menos na mobilização que um e outro geram, mas é indiscutível o crescimento do Sp. Braga a patamares de grandeza que os seus vizinhos invejam. Essa dimensão reflecte a qualidade do trabalho e também ambição. Com ela, os adeptos tornaram-se mais exigentes. É bom que o sejam, mas é mau que a levem àquilo que de pior dela resulta: a cegueira. Só ela pode justificar o comportamento de alguns que tomaram de ponta Leonardo Jardim, um técnico competente, que subiu a pulso e sem favores.

 

Publicado no Record, Minuto Zero, 31 de outubro 2011

 
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Uma viagem pelo mundo e pelo tempo. Ideias soltas e sem hora. Pelo meio, a memória de outras histórias e muitos heróis.

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A queda para o jornalismo desportivo começou com relatos de jogos de caricabol (um dia, o autor explicará o que é - se a isso for obrigado). Mais a sério, passou pelo jornal da escola e um jornal regional. Depois, mesmo já muito a sério, fez carreira no Off-side, Gazeta dos Desportos, Correio da Manhã e A Bola até chegar ao Record e a este blog.

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