|
A propósito da crise de resultados que afetou o Sporting, perguntava há dias, neste mesmo espaço, o diretor-adjunto do Record Nuno Farinha: que segredo esconde Rinaudo. Pois bem, seja ele qual for, a verdade é que a consequência da presença em campo do médio argentino transfigura a equipa de Domingos, tendo o condão de transformar um ciclo depressivo num surto de novo entusiasmo.
O Record partiu em busca dessa explicação técnico-táctica que o Hugo Neves desmonta na página 4 desta edição pelo que não adianta estar aqui a avançar muitas considerações sobre o tema. No entanto, em termos comparativos, quando falamos num Sporting com Rinaudo e num Sporting sem ele, a conclusão é clara: o médio argentino preenche todos os requisitos para quem ocupa aquela posição com uma diferença em relação a outras opções – possui grande qualidade.
Com Rinaudo, o sol voltou a brilhar para o leão, mas já agora também é bom que se desfaçam certas nuvens que ficaram a pairar sobre a vitória do Sporting na Madeira. É um facto que o penálti (que por muitas leituras que possa merecer foi, mantenho, bem assinalado) relançou a equipa de Domingos para o Jamor, do mesmo modo que o “golo” de Capel (anulado por offside inexistente tirado a Carrillo) poderia tornado bem mais fácil esse caminho meia hora antes. Razões de queixa? Convenhamos que ainda é o Sporting quem mais se pode lamentar.
Se no Sporting, já se percebeu que Rinaudo é peça única, no Benfica há muito tempo que se chegou a essa conclusão em relação a Aimar. Por isso, a renovação do contrato com El Mago é um inteligente ato de gestão. Aimar ainda tem muito para dar ao Benfica que não é p único a estar grato. O futebol português também agradece. Por cá, há poucos jogadores com o perfume de Aimar. Vieira assumiu o dossiê, voltando a apagar quem no passado também aparecia no retrato.
Publicado no Record, Minuto Zero, 10 de fevereiro 2012
|