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Os 20 melhores minutos de sempre
01 Abril de 2010 | 19:04
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Há sempre o risco, nestas coisas, de se cair com facilidade no exagero, mas mesmo assim aceito correr o risco: o Barcelona realizou frente ao Arsenal os 20 mais fantásticos minutos na história do futebol moderno. O golo compressor que passou pelo Emirates foi mais do que uma lição: foi uma autêntica tese de doutoramento com a assinatura de Guardiola. Aquilo que o Barça fez em Londres, especialmente nos tais 20 minutos, não pode ser por acaso. É pensado, estudado, preparado e tudo executado na perfeição pelos mais finos artistas. Como é possível tamanha desproporção num jogo dos quartos-de-final da Liga dos Campeões? Dizer que os catalães falharam golos em série (muitos, mesmo!) é demasiado redutor. Em todos os jogos se desperdiçam oportunidades daquelas, mas o que não se vê, em mais lado nenhum, é uma equipa "desfilar" na relva daquela forma. O Barça deve a si próprio o facto de não estar já qualificado para as meias-finais. Mas também não é menos verdade que o campeão europeu está cada vez mais perto... do Santiago Bernabéu. Para o jogo da próxima terça-feira, no Nou Camp, não haverá Puyol nem Piqué? É verdade. O Arsenal também não terá Arshavin e Fàbregas. Mesmo sem estes quatro super jogadores em campo, o que interessa é que está aí mais um jogo que é OBRIGATÓRIO ver!
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Comentários
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"Ser adepto do Barcelona vai muito para além do puramente desportivo. É o sentimento de raízes, de valores e da identidade de um país: a Catalunha." (José Carreras). Pode ser que sim, mas ser adepto do Barcelona é, também, ter a possibilidade de escolher a perfeição. Adoptar o compromisso. Fechar os olhos e sonhar. Bem-vindo a este espaço de reflexão sobre a história e a actualidade do clube mais fascinante do Mundo, que tem e promete continuar a ter a marca UNICEF estampada nas camisolas. Campo Novo é a casa dos melhores: César, Helenio Herrera, Kubala, Ramallets, Kocsis, Luis Suárez, Rinus Michels, Udo Lattek, César Luis Menotti, Johan Cruyff, Migueli, Bobby Robson, Van Gaal, Frank Rijkaard, Josep Guardiola, Neeskens, Zubizarreta, Schuster, Koeman, Laudrup, Stoichkov, Hagi, Romário, Ronaldo, Rivaldo, Figo, Ronaldinho Gaúcho, Valdés, Puyol, Xavi, Iniesta ou Daniel Alves. Cabem lá todos. Até Deus passou por ali entre 1982 e 84. Chamavam-lhe era Diego. Um dia, porém, tudo mudou. A nave aterrou, abriu-se a porta e Messi saiu de lá. Para jogar um desporto parecido com futebol. Nada voltaria a ser como dantes. A nave continua aí. Quando tudo isto acabar, ele há-de regressar para o planeta a que pertence.
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