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Carrega, Barcelona!
04 Abril de 2010 | 11:45
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Valdés, Puyol, Piqué, Busquets, Messi, Jeffren e Bojan. Na segunda parte, saltam lá para dentro Xavi, Pedro e Jonathan. O Barça que venceu o Ath. Billbau teve em campo dez (!) jogadores formados em casa. Que dizer? Que outro clube pode orgulhar-se do mesmo? Que outro clube pode aplicar esta receita enquanto, ao mesmo tempo, ganha títulos como nunca ninguém ganhou; apresenta o futebol mais extraordinário que se já se viu; está a um passo das meias-finais da Liga dos Campeões e promete discutir até ao fim o campenato de Espanha com quem gastou 300 milhões de euros a comprar o que de melhor existia no catálogo? Este notável trabalho de aproveitamento da formação faz ainda mais sentido quando no topo da pirâmide está um outro produto da casa, Guardiola - talvez já o maior símbolo da história recente do clube catalão. "Com estes jogadores pode ir-se até ao fim do mundo", disse agora Pep, em extâse, no final do jogo frente ao Ath. Bilbau. Tem razão: pode mesmo. Bojan tem uma oportunidade de entrar de início (Ibra lesionou-se no aquecimento) e corresponde com uma exibição de sonho; Jeffren joga na ala direita e faz o golo inaugural; Piqué parece uma rocha; Busquets cresce todos os dias, etc. E o mais angustiante para a concorrência é que qualquer um destes jogadores tem pelo menos mais 8 ou 10 anos de futebol pela frente, que podem muito bem ser passados no Nou Camp. Enquanto isso, o mais provável é o Real continuar a desenvolver sua política galáctica. Com um problema: os melhores estão em... em Barcelona. E não se vendem.
PS: Messi, aquele minorquinha com 1,69, já vai com 26 golos na Liga. Igualou Rooney na luta pela Bota de Ouro. Faço minhas as palavras de Guardiola: já não sobra nada para dizer de Leo. PS2: Que fantástico guarda-redes tem o Barcelona. Valdés merece, em definitivo, ser considerado um dos melhores do mundo. Mesmo não estando entre os três melhores... de Espanha (para Del Bosque, claro)
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Comentários
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"Ser adepto do Barcelona vai muito para além do puramente desportivo. É o sentimento de raízes, de valores e da identidade de um país: a Catalunha." (José Carreras). Pode ser que sim, mas ser adepto do Barcelona é, também, ter a possibilidade de escolher a perfeição. Adoptar o compromisso. Fechar os olhos e sonhar. Bem-vindo a este espaço de reflexão sobre a história e a actualidade do clube mais fascinante do Mundo, que tem e promete continuar a ter a marca UNICEF estampada nas camisolas. Campo Novo é a casa dos melhores: César, Helenio Herrera, Kubala, Ramallets, Kocsis, Luis Suárez, Rinus Michels, Udo Lattek, César Luis Menotti, Johan Cruyff, Migueli, Bobby Robson, Van Gaal, Frank Rijkaard, Josep Guardiola, Neeskens, Zubizarreta, Schuster, Koeman, Laudrup, Stoichkov, Hagi, Romário, Ronaldo, Rivaldo, Figo, Ronaldinho Gaúcho, Valdés, Puyol, Xavi, Iniesta ou Daniel Alves. Cabem lá todos. Até Deus passou por ali entre 1982 e 84. Chamavam-lhe era Diego. Um dia, porém, tudo mudou. A nave aterrou, abriu-se a porta e Messi saiu de lá. Para jogar um desporto parecido com futebol. Nada voltaria a ser como dantes. A nave continua aí. Quando tudo isto acabar, ele há-de regressar para o planeta a que pertence.
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