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Uma final de cada vez, sff
05 Abril de 2010 | 14:14
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Madrid bem gostaria que fosse diferente, mas a semana começa com os merengues a apontar baterias ao clássico de sábado, no Santiago Bernabéu. Já não há conversa que não vá dar a esse Real Madrid-Barcelona. Adeptos, jogadores, treinadores, dirigentes, comentadores fazem o pleno: só há olhos para o duelo com o campeão espanhol, europeu e mundial. E também há, claro, um desejo cada vez menos secreto de vingar o humilhante 2-6 da época passada. Madrid já nem dorme à espera do apito inicial. Presumo que os bilhetes estejam esgotados há muitas semanas, de resto. Só que, sejam lá pacientes, em Barcelona há coisas mais importantes em que pensar. Por exemplo, no Arsenal. Ora, Guardiola está coberto de razão quando diz que o desafio com os ingleses é o mais decisivo da temporada. Correndo bem, o Barça salta para as meias-finaus da Champions e chegará, aí sim, carregado de moral ao jogo com o Real. Até porque, não ultrapassando os gunners, ficaria também pelo caminho o sonho de levantar a Liga dos Campeões... no Bernabéu. Portanto, o melhor que pode acontecer ao Barcelona é carimbar amanhã a passagem para as meias-finais e chegar a casa do rival, no próximo sábado, "lembrando-lhes" que vão querer lá voltar, em maio, para conquistar o mais importante título europeu. Isto é, por agora não há tempo para pensar em galácticos. O Arsenal é, incomparavelmente, uma preocupação bastante maior. A excitação merengue é compreensível, mas, vá lá, tenham paciência, aguentem só mais um bocadinho.
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Comentários
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"Ser adepto do Barcelona vai muito para além do puramente desportivo. É o sentimento de raízes, de valores e da identidade de um país: a Catalunha." (José Carreras). Pode ser que sim, mas ser adepto do Barcelona é, também, ter a possibilidade de escolher a perfeição. Adoptar o compromisso. Fechar os olhos e sonhar. Bem-vindo a este espaço de reflexão sobre a história e a actualidade do clube mais fascinante do Mundo, que tem e promete continuar a ter a marca UNICEF estampada nas camisolas. Campo Novo é a casa dos melhores: César, Helenio Herrera, Kubala, Ramallets, Kocsis, Luis Suárez, Rinus Michels, Udo Lattek, César Luis Menotti, Johan Cruyff, Migueli, Bobby Robson, Van Gaal, Frank Rijkaard, Josep Guardiola, Neeskens, Zubizarreta, Schuster, Koeman, Laudrup, Stoichkov, Hagi, Romário, Ronaldo, Rivaldo, Figo, Ronaldinho Gaúcho, Valdés, Puyol, Xavi, Iniesta ou Daniel Alves. Cabem lá todos. Até Deus passou por ali entre 1982 e 84. Chamavam-lhe era Diego. Um dia, porém, tudo mudou. A nave aterrou, abriu-se a porta e Messi saiu de lá. Para jogar um desporto parecido com futebol. Nada voltaria a ser como dantes. A nave continua aí. Quando tudo isto acabar, ele há-de regressar para o planeta a que pertence.
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