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10: o pesadelo
08 Abril de 2010 | 11:19
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Interessante a história publicada pelo "Mundo Deportivo": a ligação amaldiçoada entre o Real Madrid desta época e o número 10, precisamente numa altura em que o mundo só fala de um 10 chamado Lionel Messi. Vamos por partes. A 10 de novembro de 2009, o Alcorcón eliminou o Real da Taça do Rei, naquela que é, para muitos, a maior humilhação na longa história merengue. A 10 de março, já deste ano, novo choque para o sonho galático: o Lyon afasta o Real da Liga dos Campeões, precisamente na temporada em que Real sonhava vencer a... 10ª no Santiago Bernabéu. Como se ainda não bastasse, agora está aí o clássico mais aguardado - Real-Barcelona - marcado para o próximo sábado... dia 10! Perceber como coincidências (?) destas são possíveis, fechar os olhos e imaginar Messi à solta, com o 10 nas costas, a pisar o relvado do Bernabéu, e ainda pensar que o maior rival pode, em maio, festejar ali a Champions... parece tudo um enorme pesadelo! Resultado do Barcelona-Real na primeira volta? 1-0. Pois é. Pensa que é tudo? Ainda não. Sneijder e Robben (os holandeses que o Real dispensou no mesmo momento em que entraram Cristiano, Kaká e companhia) estão apurados para as meias-finais da Liga dos Campeões. Sneijder é o número 10 do Inter, Robben é o número 10 do Bayern Munique. Pior é impossível?
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"Ser adepto do Barcelona vai muito para além do puramente desportivo. É o sentimento de raízes, de valores e da identidade de um país: a Catalunha." (José Carreras). Pode ser que sim, mas ser adepto do Barcelona é, também, ter a possibilidade de escolher a perfeição. Adoptar o compromisso. Fechar os olhos e sonhar. Bem-vindo a este espaço de reflexão sobre a história e a actualidade do clube mais fascinante do Mundo, que tem e promete continuar a ter a marca UNICEF estampada nas camisolas. Campo Novo é a casa dos melhores: César, Helenio Herrera, Kubala, Ramallets, Kocsis, Luis Suárez, Rinus Michels, Udo Lattek, César Luis Menotti, Johan Cruyff, Migueli, Bobby Robson, Van Gaal, Frank Rijkaard, Josep Guardiola, Neeskens, Zubizarreta, Schuster, Koeman, Laudrup, Stoichkov, Hagi, Romário, Ronaldo, Rivaldo, Figo, Ronaldinho Gaúcho, Valdés, Puyol, Xavi, Iniesta ou Daniel Alves. Cabem lá todos. Até Deus passou por ali entre 1982 e 84. Chamavam-lhe era Diego. Um dia, porém, tudo mudou. A nave aterrou, abriu-se a porta e Messi saiu de lá. Para jogar um desporto parecido com futebol. Nada voltaria a ser como dantes. A nave continua aí. Quando tudo isto acabar, ele há-de regressar para o planeta a que pertence.
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