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Guardiola, o mestre
09 Abril de 2010 | 16:26
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A conferência de imprensa de Pep Guardiola, no lançamento do Real-Barcelona, foi uma lição de pragmatismo e de "descomplicação". O treinador do Barça tem, de facto, a virtude de simplificar o discurso e de falar limpinho, de modo a que toda a gente o entenda. Nada de meias palavras, nada de excessos verbais, nada de provocações baratas, nada de psicologia elaborada. É mesmo capaz de ser este um dos segredos do sucesso do jovem treinador. E, no entanto, está lá tudo: a ambição, a determinação e o raciocínio que é o espelho do futebol organizado dos catalães. Mas organizado, claro, de um modo inimitável e que é - já ninguém duvidará - o mais atraente espectáculo que o desporto-rei produziu nos últimos anos. Ou, se calhar, até mais um bocadinho. Ficam aqui algumas das ideias que Guardiola deixou a pouco mais de 24 horas do grande jogo.
"Espero que sejamos valentes. Nos jogos importantes conseguimos sempre mostrar esse lado e demo-nos sempre bem."
"Este Real Madrid impressiona-me. É uma equipa feita, criada e comprada para ganhar a Champions. É uma equipa com milhões de virtudes."
"Espero que Messi jogue o que sabe. Se sair bem, perfeito. Se não sair, tudo bem na mesma. Sozinho, ele não pode ganhar no Bernabéu."
"(sobre o silêncio da equipa após a vitória frente ao Arsenal) Quis apenas que os jogadores disfrutassem a qualificação para as meias-finais da Liga dos Campeões."
"Será um jogo entretido. É importante, mas não decisivo. Creio que haverá golos."
"Preocupa-me muito a imagem que vamos deixar no Bernabéu. Quero que o mundo veja uma vez mais o verdadeiro Barça."
"O 2-6 é único e irrepetível."
"A baixa de Ibra vai notar-se, mas também vejo Iniesta fantasticamente bem!"
"Temos que ser atrevidos."
"O Real joga de forma muito semelhante ao que fazia na última época. Continuam a apostar muito no contra-ataque."
"Eduardo Inda? (director da "Marca") Não sei quem é."
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"Ser adepto do Barcelona vai muito para além do puramente desportivo. É o sentimento de raízes, de valores e da identidade de um país: a Catalunha." (José Carreras). Pode ser que sim, mas ser adepto do Barcelona é, também, ter a possibilidade de escolher a perfeição. Adoptar o compromisso. Fechar os olhos e sonhar. Bem-vindo a este espaço de reflexão sobre a história e a actualidade do clube mais fascinante do Mundo, que tem e promete continuar a ter a marca UNICEF estampada nas camisolas. Campo Novo é a casa dos melhores: César, Helenio Herrera, Kubala, Ramallets, Kocsis, Luis Suárez, Rinus Michels, Udo Lattek, César Luis Menotti, Johan Cruyff, Migueli, Bobby Robson, Van Gaal, Frank Rijkaard, Josep Guardiola, Neeskens, Zubizarreta, Schuster, Koeman, Laudrup, Stoichkov, Hagi, Romário, Ronaldo, Rivaldo, Figo, Ronaldinho Gaúcho, Valdés, Puyol, Xavi, Iniesta ou Daniel Alves. Cabem lá todos. Até Deus passou por ali entre 1982 e 84. Chamavam-lhe era Diego. Um dia, porém, tudo mudou. A nave aterrou, abriu-se a porta e Messi saiu de lá. Para jogar um desporto parecido com futebol. Nada voltaria a ser como dantes. A nave continua aí. Quando tudo isto acabar, ele há-de regressar para o planeta a que pertence.
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