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Xavi de olhos vendados
12 Abril de 2010 | 18:40
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E AGORA? Certo, vamos dar por garantida a saída do pobre Pellegrini. E agora? Mourinho? Benítez? Outros 300 milhões? Continuarão a duplicar-se posições com Rooney, Silva ou Ribéry? Que qualidades deverá o próximo técnico para agradar a Florentino, se é que ele gosta de algum? O Real Madrid está numa perigosa encruzilhada e os seus responsáveis precisam de muito tino. Está a perder estilo, influência, palmarés e grandeza. E o pior é que a solução não é fácil porque requer humildade para aceitar a realidade e tempo para reagir. Os planos que se vislumbram não são os melhores. O plano A é despachar o treinador e gastar a "pasta". O plano B é gastar a "pasta" e despachar o treinador. O plano C é fazer as duas coisas. O mesmo de sempre. HORROROSO. Com tudo isto, o clássico foi um horror, um jogo absolutamente normal que começou com uma Guardiolada - Daniel Alves a extremo - e terminou como terminam todos os jogos do Barça: com Don Xavier Hernandez jogando o que lhe dá na real gana. Um dia poderia experimentar jogar com os olhos vendados. É possível que o seu rendimento não baixasse muito. Foi o melhor de uma partida que bem podia ter sido um Barça-Cádiz. Dá a impressão que a Liga é um divertimento que o Barcelona aproveita entre os jogos europeus.
(Texto de Roberto Palomar, na "Marca" de 12 de abril)
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Comentários
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"Ser adepto do Barcelona vai muito para além do puramente desportivo. É o sentimento de raízes, de valores e da identidade de um país: a Catalunha." (José Carreras). Pode ser que sim, mas ser adepto do Barcelona é, também, ter a possibilidade de escolher a perfeição. Adoptar o compromisso. Fechar os olhos e sonhar. Bem-vindo a este espaço de reflexão sobre a história e a actualidade do clube mais fascinante do Mundo, que tem e promete continuar a ter a marca UNICEF estampada nas camisolas. Campo Novo é a casa dos melhores: César, Helenio Herrera, Kubala, Ramallets, Kocsis, Luis Suárez, Rinus Michels, Udo Lattek, César Luis Menotti, Johan Cruyff, Migueli, Bobby Robson, Van Gaal, Frank Rijkaard, Josep Guardiola, Neeskens, Zubizarreta, Schuster, Koeman, Laudrup, Stoichkov, Hagi, Romário, Ronaldo, Rivaldo, Figo, Ronaldinho Gaúcho, Valdés, Puyol, Xavi, Iniesta ou Daniel Alves. Cabem lá todos. Até Deus passou por ali entre 1982 e 84. Chamavam-lhe era Diego. Um dia, porém, tudo mudou. A nave aterrou, abriu-se a porta e Messi saiu de lá. Para jogar um desporto parecido com futebol. Nada voltaria a ser como dantes. A nave continua aí. Quando tudo isto acabar, ele há-de regressar para o planeta a que pertence.
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