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Iniesta, o rei do azar
13 Abril de 2010 | 15:58
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O Barça pode chegar ao fim do campeonato com 101 pontos (!), se ganhar os 7 jogos que faltam, e Messi pode igualar ou ultrapassar os 47 golos oficiais marcados por Ronaldo, o Fenómeno, numa só época (faltam 7 para igualar). Mas, mesmo assim, com um horizonte tão animador, há uma notícia que está a preocupar o balneário do Barça: a lesão de Iniesta (rotura muscular na perna direita). "Andrés está muito triste", afirmou Guardiola ao final da manhã. E nem podia ser de outra maneira. Iniesta repete, no fundo, a ponta final da última temporada, quando uma lesão semelhante fez temer pela sua presença, até ao último momento, na final da Liga dos Campeões. Desta vez, o cenário é idêntico. A previsão para a paragem é de aproximadamente um mês e, se tudo correr bem (para o jogador e para o Barcelona), o regresso só deverá acontecer... na final da Liga dos Campeões (22 de maio). O problema só não é maior, para a equipa, porque Xavi, Keita e Busquets atravessam um fantástico momento de forma. E ainda há Touré ou mesmo Maxwell, que tem cumprido satisfatoriamente quando Guardiola o adianta para o meio-campo. Mesmo assim, há um sentimento de tristeza no balneário. Ou muito me engano ou Guardiola irá tentar transformar o problema numa oportunidade, buscando aqui uma fonte de motivação para os próximos jogos - passando a mensagem de que Iniesta só voltará a jogar esta época... se o Barça chegar à final da Champions, no Bernabéu. Vai uma aposta?
PS: Um desafio aberto a todos os que passam por aqui - que equipa deveria Guardiola escolher para o jogo de amanhã contra o Deportivo? Repetir o onze de Madrid (que já não tinha Iniesta)? Quem fará, desta vez, o lado direito? Daniel Alves deve regressar ao lado direito da defesa? Deve Messi descansar? E quem na posição 6? Busquets ou Touré?
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Comentários
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"Ser adepto do Barcelona vai muito para além do puramente desportivo. É o sentimento de raízes, de valores e da identidade de um país: a Catalunha." (José Carreras). Pode ser que sim, mas ser adepto do Barcelona é, também, ter a possibilidade de escolher a perfeição. Adoptar o compromisso. Fechar os olhos e sonhar. Bem-vindo a este espaço de reflexão sobre a história e a actualidade do clube mais fascinante do Mundo, que tem e promete continuar a ter a marca UNICEF estampada nas camisolas. Campo Novo é a casa dos melhores: César, Helenio Herrera, Kubala, Ramallets, Kocsis, Luis Suárez, Rinus Michels, Udo Lattek, César Luis Menotti, Johan Cruyff, Migueli, Bobby Robson, Van Gaal, Frank Rijkaard, Josep Guardiola, Neeskens, Zubizarreta, Schuster, Koeman, Laudrup, Stoichkov, Hagi, Romário, Ronaldo, Rivaldo, Figo, Ronaldinho Gaúcho, Valdés, Puyol, Xavi, Iniesta ou Daniel Alves. Cabem lá todos. Até Deus passou por ali entre 1982 e 84. Chamavam-lhe era Diego. Um dia, porém, tudo mudou. A nave aterrou, abriu-se a porta e Messi saiu de lá. Para jogar um desporto parecido com futebol. Nada voltaria a ser como dantes. A nave continua aí. Quando tudo isto acabar, ele há-de regressar para o planeta a que pertence.
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