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808 passes
15 Abril de 2010 | 18:28
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O Barcelona-Deportivo produziu estatísticas que ajudam a compreender a superioridade dos catalães. E há uma diferença de números que não pode deixar, desde logo, de impressionar. Em 90 minutos, a equipa realizou 808 (!) passes certos - entre curtos, médios e longos - contra 275 do adversário. Nem seria preciso ter visto o jogo para se perceber o que aconteceu no Nou Camp. Uma sessão de "tiki-taka" ao mais alto nível, que até valeu, como já referi no post anterior, 75% de posse de bola (outra barbaridade). Para além disso, o Barcelona fez 21 remates e o Depor apenas 5. A equipa da casa enquadrou 11 remates na baliza e os visitantes apenas 3. O site oficial do FC Barcelona apresenta toda esta contabilidade e ainda destaca outras curiosidades estatísticas: Bojan fez o seu primeiro golo contra o Deportivo (embora já tivesse marcado a Aranzubía quando este defendia as redes do Athletic Bilbau); Pedro assinou o 19º golo da época (e que golo!); Touré estreou-se a marcar esta época (foi o 4º golo que marcou em jogos do campeonato espanhol) e foi também ele o jogador que participou em mais ações durante o encontro: 146. Henry voltou a jogar (estava de fora desde o Arsenal 2 - Barcelona 2) e, por fim, a dupla de centrais também tem um número interessante, e revelador, para apresentar: Piqué e Márquez fizeram... uma única falta durante os 90 minutos. Enfim, assim vai o Barça.
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Comentários
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"Ser adepto do Barcelona vai muito para além do puramente desportivo. É o sentimento de raízes, de valores e da identidade de um país: a Catalunha." (José Carreras). Pode ser que sim, mas ser adepto do Barcelona é, também, ter a possibilidade de escolher a perfeição. Adoptar o compromisso. Fechar os olhos e sonhar. Bem-vindo a este espaço de reflexão sobre a história e a actualidade do clube mais fascinante do Mundo, que tem e promete continuar a ter a marca UNICEF estampada nas camisolas. Campo Novo é a casa dos melhores: César, Helenio Herrera, Kubala, Ramallets, Kocsis, Luis Suárez, Rinus Michels, Udo Lattek, César Luis Menotti, Johan Cruyff, Migueli, Bobby Robson, Van Gaal, Frank Rijkaard, Josep Guardiola, Neeskens, Zubizarreta, Schuster, Koeman, Laudrup, Stoichkov, Hagi, Romário, Ronaldo, Rivaldo, Figo, Ronaldinho Gaúcho, Valdés, Puyol, Xavi, Iniesta ou Daniel Alves. Cabem lá todos. Até Deus passou por ali entre 1982 e 84. Chamavam-lhe era Diego. Um dia, porém, tudo mudou. A nave aterrou, abriu-se a porta e Messi saiu de lá. Para jogar um desporto parecido com futebol. Nada voltaria a ser como dantes. A nave continua aí. Quando tudo isto acabar, ele há-de regressar para o planeta a que pertence.
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