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Imaginem o FC Porto-Benfica
16 Abril de 2010 | 22:19
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Jorge Jesus visita o Estádio do Dragão na véspera do clássico. Toma um café, já no Porto, com Jesualdo Ferreira. De seguida, os treinadores seguem juntos para o relvado onde, 24 horas depois, o espectáculo vai decorrer. Espera-os uma sessão fotográfica. Jesualdo segura a camisola do FC Porto, Jesus a do Benfica. Sorrisos e cumprimentos. No fundo, civismo. Era um sonho. Agora a realidade: mude o nome de Jesualdo Ferreira para Mauricio Pochettino, o do FC Porto para o Espanhol (eu sei, escreve-se Español), o de Jesus para Guardiola e o de Benfica para Barcelona. Foi o que aconteceu na véspera do dérbi que se joga este sábado, no Cornellà El-Prat. Ainda houve tempo, no final, para Guardiola e Iniesta participarem numa homenagem a Daniel Jarque, antigo capitão do Espanhol, falecido (em Florença) no dia 8 de agosto de 2009. Mas isto é Espanha, claro. Onde até eternos rivais desavindos se (re)unem quando é preciso promover a indústria e mantê-la saudável. Que grande exemplo!
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"Ser adepto do Barcelona vai muito para além do puramente desportivo. É o sentimento de raízes, de valores e da identidade de um país: a Catalunha." (José Carreras). Pode ser que sim, mas ser adepto do Barcelona é, também, ter a possibilidade de escolher a perfeição. Adoptar o compromisso. Fechar os olhos e sonhar. Bem-vindo a este espaço de reflexão sobre a história e a actualidade do clube mais fascinante do Mundo, que tem e promete continuar a ter a marca UNICEF estampada nas camisolas. Campo Novo é a casa dos melhores: César, Helenio Herrera, Kubala, Ramallets, Kocsis, Luis Suárez, Rinus Michels, Udo Lattek, César Luis Menotti, Johan Cruyff, Migueli, Bobby Robson, Van Gaal, Frank Rijkaard, Josep Guardiola, Neeskens, Zubizarreta, Schuster, Koeman, Laudrup, Stoichkov, Hagi, Romário, Ronaldo, Rivaldo, Figo, Ronaldinho Gaúcho, Valdés, Puyol, Xavi, Iniesta ou Daniel Alves. Cabem lá todos. Até Deus passou por ali entre 1982 e 84. Chamavam-lhe era Diego. Um dia, porém, tudo mudou. A nave aterrou, abriu-se a porta e Messi saiu de lá. Para jogar um desporto parecido com futebol. Nada voltaria a ser como dantes. A nave continua aí. Quando tudo isto acabar, ele há-de regressar para o planeta a que pertence.
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