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Mais respeito pelos portugueses, sr. Madaíl
05 Março de 2010 | 23:52
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“Quero deixar um apelo: se não querem apoiar para não irem. Se forem é para apoiar e que façam o objectivo de transmitir ânimo e força aos jogadores, para que estes saibam que têm um país que os apoia”.
As palavras são de Gilberto Madaíl e não, parece que o senhor ainda não foi preso. Com quem julga ele que está a falar? Não sei, mas os muitos milhares de portugueses que manifestaram a sua indignação em Coimbra pela má exibição da Selecção Nacional não podem ser tratados assim. Nem esses nem todos os outros que pagam os bilhetes, pagam os principescos salários ganhos por jogadores, técnicos e dirigentes, como Madaíl, e que têm o direito à indignação. Não foi bonito, também acho que não. Um pouco exagerado? Também me parece. Mas Gilberto Madaíl não tem, mas não tem MESMO, o direito de falar assim com os portugueses que lhe pagam um milionário salário. O líder de uma instituição de utilidade pública que existe para representar todo e qualquer português no mundo do futebol tem de ter mais tento na língua. Talvez fosse melhor mergulhar na porcaria e perceber quais as razões para a equipa de todos nós ter perdido a empatia de muitos de nós. Era mais difícil do que fazer tristes e pouco pensadas declarações como esta, sim, mas seria muito mais produtivo. E, quem sabe, ajudava a justificar o muito dinheiro que os portugueses, os que assobiam e os outros, o deixam ganhar.
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Um espaço para reflexões, crónicas, desabafos, recados, trocadilhos, piropos e tudo que me der na real gana. Onde se vai falar de desporto, música, cinema ou apenas da vida. Real.
Bernardo Ribeiro, formado em jornalismo pelo CENJOR e com frequência do curso de Comunicação Social da Universidade Católica, entrou como estagiário para o Record em 1992, com 20 anos, ficando um pouco mais de dois, nas secções de Internacional, Futebol e Modalidades. Antes colaborou com o semanário "Sete", com textos na área musical e estagiou nas rádios Antena1 e Minuto. Em 1994 integrou a secção Sporting do diário "O Jogo", onde permaneceu mais dois anos até regressar ao Record, também para fazer parte da editoria Sporting. O lançamento do diário "24 Horas", em 1998, e a hipótese de fazer parte de uma equipa que arrancava com um jornal do zero levaram-no à primeira redação do jornal fundado por José Rocha Vieira. Foi editor de Desporto e mais tarde subchefe de redação até à saída para "A Bola", em 2001, jornal em que desempenhou funções de editor durante dois anos. Um novo convite, em 2003, fê-lo voltar ao Record pela terceira vez, então para ocupar o cargo de chefe de redação, tendo passado a integrar a direção no início de 2008.
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