Vão ficar com sangue nas mãos
21 Março de 2010 | 19:10
Colocado por: Bernardo Ribeiro
 

Depois dos graves confrontos ocorridos em Alvalade antes do Sporting-Atletico Madrid, a final da Taça da Liga ficou já marcada por incidentes entre adeptos de Benfica e FC Porto. Está mais do que na hora das autoridades competentes acordarem para o problema, pois a escalada de ódio insano entre defensores de cores diferentes só pode acabar mal.

Há muito para ser feito neste campo e a complacência que se tem registado em relação ao problema é quase criminosa. Há que identificar todos os envolvidos e não apenas tentar evitar os confrontos. Todos os que atiram pedras, atacam outros seja de que forma for, que sejam identificados pelas imagens. Têm de ser levados à justiça e obrigados a abandonar os campos de futebol. Seja por proibição total, seja por obrigação de se apresentarem nas esquadras à hora dos jogos.

O discurso de ódio de Luís Filipe Vieira e Jorge Nuno Pinto da Costa nos últimos anos tem também causa-efeito fácil de perceber nos confrontos. Se algo acontecer, os dois presidentes terão também sangue nas mãos. Mesmo que depois aproveitem o desastre para carpir falsas mágoas. São ligações muito perigosas as que os líderes dos clubes mantêm com aquilo que se vêm tornado os seus braços armados.

Vejo agora na televisão que ainda não há detenções… depois de tudo o que já se passou. Andam mesmo a brincar com o fogo. E, repito, só vão acordar no dia em que voltarem a ficar com sangue nas mãos.

 
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Comentários

# Tomas disse em 22-03-2010 às 00h03

o mais grave é que já houve dirigentes a ficarem com sangue nas mãos e tudo ficou na mesma..... ou pior

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Um espaço para reflexões, crónicas, desabafos, recados, trocadilhos, piropos e tudo que me der na real gana. Onde se vai falar de desporto, música, cinema ou apenas da vida. Real.

Autor

» Lado B
por Bernardo Ribeiro

Bernardo Ribeiro, formado em jornalismo pelo CENJOR e com frequência do curso de Comunicação Social da Universidade Católica, entrou como estagiário para o Record em 1992, com 20 anos, ficando um pouco mais de dois, nas secções de Internacional, Futebol e Modalidades. Antes colaborou com o semanário "Sete", com textos na área musical e estagiou nas rádios Antena1 e Minuto. Em 1994 integrou a secção Sporting do diário "O Jogo", onde permaneceu mais dois anos até regressar ao Record, também para fazer parte da editoria Sporting. O lançamento do diário "24 Horas", em 1998, e a hipótese de fazer parte de uma equipa que arrancava com um jornal do zero levaram-no à primeira redação do jornal fundado por José Rocha Vieira. Foi editor de Desporto e mais tarde subchefe de redação até à saída para "A Bola", em 2001, jornal em que desempenhou funções de editor durante dois anos. Um novo convite, em 2003, fê-lo voltar ao Record pela terceira vez.

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