|
Parem com isto!
23 Março de 2010 | 16:24
|
| |
|
|
|
|
O que vimos na última semana em estádios nacionais, nomeadamente em Alvalade e no Algarve, tem de motivar uma reflexão profunda de todos os agentes desportivos, das entidades que o regulam, mas também do Governo. As batalhas campais presenciadas, duas na mesma semana, não são aceitáveis em qualquer outro sector da sociedade portuguesa que não o desporto-rei. Porquê o deixar andar aqui? Estamos a viver sem leis?
Quem manda no país tem de perceber que é preciso atuar quanto antes, sem medo de perder votos ou enfrentar os tubarões do futebol. O que está em causa são já simples razões de segurança dos cidadãos, que não podem ser colocadas em causa por nada, muito menos por um mero jogo de bola. Já pensou quantos milhares de pessoas foram afetadas 5.ª feira por causa da guerra entre as claques do Sporting e do Atlético Madrid, quando estavam num interface de transportes e tudo o que queriam era chegar a casa após mais um longo e árduo dia de trabalho?
Não se trata apenas de estúpidas guerras de gangs, que mais não sabem do que se bater entre eles. Quando chovem pedras sobre todo e qualquer autocarro, quando a polícia dispara balas de borracha para locais em que elas podem matar, a preocupação de quem tem mais de dois neurónios não é a salvação do espetáculo ou que estejam a matar a galinha dos ovos de ouro. Que muitos dirigentes do futebol não querem saber dele e andam por cá apenas por estratégias de poder pessoal ou riqueza alheia, já todos percebemos. Há portugueses que têm vergonha do que se passa. Pode ser uma maioria silenciosa. Mas estão fartos da bandalheira.
Texto publicado na edição impressa de "Record" de 23 de março de 2010
|
| |
|
| |
Comentários
|
|
|
|
Um espaço para reflexões, crónicas, desabafos, recados, trocadilhos, piropos e tudo que me der na real gana. Onde se vai falar de desporto, música, cinema ou apenas da vida. Real.
Bernardo Ribeiro, formado em jornalismo pelo CENJOR e com frequência do curso de Comunicação Social da Universidade Católica, entrou como estagiário para o Record em 1992, com 20 anos, ficando um pouco mais de dois, nas secções de Internacional, Futebol e Modalidades. Antes colaborou com o semanário "Sete", com textos na área musical e estagiou nas rádios Antena1 e Minuto. Em 1994 integrou a secção Sporting do diário "O Jogo", onde permaneceu mais dois anos até regressar ao Record, também para fazer parte da editoria Sporting. O lançamento do diário "24 Horas", em 1998, e a hipótese de fazer parte de uma equipa que arrancava com um jornal do zero levaram-no à primeira redação do jornal fundado por José Rocha Vieira. Foi editor de Desporto e mais tarde subchefe de redação até à saída para "A Bola", em 2001, jornal em que desempenhou funções de editor durante dois anos. Um novo convite, em 2003, fê-lo voltar ao Record pela terceira vez, então para ocupar o cargo de chefe de redação, tendo passado a integrar a direção no início de 2008.
|