O crime compensa
20 Janeiro de 2012 | 19:30
Colocado por: Bernardo Ribeiro
 

Leio e penso: Sim, vale a pena lutar. Sim, foi feita justiça. Mas há também uma prova, o crime compensa.

 

Comunicado de imprensa

 

Ao fim de seis anos, depois de ter oferecido 200 mil euros ao vereador José Sá Fernandes, através do seu irmão Ricardo Sá Fernandes, para que o vereador mudasse de posição e apoiasse o nefasto negócio dos terrenos do Parque Mayer / Entrecampos e o afirmasse publicamente, e depois de muitas vicissitudes jurídicas, o sr. Domingos Névoa foi hoje condenado pelo Supremo Tribunal de Justiça a 5 meses de prisão pela prática do crime de corrupção, pena que fica suspensa desde que, e se, pagar aos cofres do Estado exactamente a mesma quantia pela qual tentou corromper o vereador: 200 mil euros.

 

Afinal vale a pena lutar contra a corrupção e denunciá-la. Finalmente houve justiça.

 
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Comentários

# Gonçalo Ribeiro disse em 20-01-2012 às 22h22

E eu fiquei sem Feira Popular

# Red Thunder disse em 21-01-2012 às 11h36

Se ele ofereceu 200mil é porque o lucro era muito maior...

# julio moreira disse em 21-01-2012 às 12h28

Bernardo boa tarde

Apenas me ocorre considerar benevola a pena aplicada.

Cinco meses de prisão para um crime de corrupção comprovada?

Ainda por cima com pena suspensa!

É, desta forma, que querem combater a corrupção? Ainda por cima quando conseguem atingir aquilo que, nestes tipos de cirmes, é o mais dificil, ou seja a obtenção da prova?

O que são 200 mil euros para o Senhor Domingos Névoa?

Durante estes seis anos o queixoso apenas não foi trucidado pela máquina por ser quem é, e familiar de quem é.

De outra forma estava

aniquilado e no desemprego.

Cumprimentos

# Lordkaos disse em 21-01-2012 às 12h58

Até parece quer já não sabia disso...O Exemplo máximo está lá em cima, na torre das antas...

# GB-Benfica disse em 21-01-2012 às 17h18

Belo exemplo e boa partilha.

Vocês jornalistas devem denunciar e sobretudo INVESTIGAR estas denúncias, porque a vossa força é tão ou mais forte que os ditos tribunais. Por vezes não calculam o poder de que dispõem, mas se a vossa profissão é, de facto, uma paixão, não se limitem à forma, realcem o conteúdo.

# True Blue disse em 21-01-2012 às 18h04

Ate parece que alguém perguntou para quem.. e para onde foi o dinheiro que desapareceu, escafedeu do BPN / SLN. Fala-se em 4/5 Mil Milhões de Euros. São Mil Milhoes de Contos dos antigos.. Uma parte, uma fatia de 180 Milhões desse dinheiro, dizem, vai ser agora investida num Hotel no Recife.

Preocupam-se tanto com os trocos, os peanuts, os 'crimes' de tostão.. e branqueiam, esquecem, ignoram os 'crimes' de dezenas centenas de Milhões !!!!

Quem fala em BPN / SLN, fala em ParqueExpo, EPUL / GEBALIS, Portucale, Freeport, face Oculta, Submarinos.. mas, só estão preocupados com o inquilino da Torre das Antas, uma gota no oceano da imensa podridão dos Varas, Oliveira e Costas, Loureiros, Duartes Limas e quejandos !!!

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Sobre este Blog

Um espaço para reflexões, crónicas, desabafos, recados, trocadilhos, piropos e tudo que me der na real gana. Onde se vai falar de desporto, música, cinema ou apenas da vida. Real.

Autor

» Lado B
por Bernardo Ribeiro

Bernardo Ribeiro, formado em jornalismo pelo CENJOR e com frequência do curso de Comunicação Social da Universidade Católica, entrou como estagiário para o Record em 1992, com 20 anos, ficando um pouco mais de dois, nas secções de Internacional, Futebol e Modalidades. Antes colaborou com o semanário "Sete", com textos na área musical e estagiou nas rádios Antena1 e Minuto. Em 1994 integrou a secção Sporting do diário "O Jogo", onde permaneceu mais dois anos até regressar ao Record, também para fazer parte da editoria Sporting. O lançamento do diário "24 Horas", em 1998, e a hipótese de fazer parte de uma equipa que arrancava com um jornal do zero levaram-no à primeira redação do jornal fundado por José Rocha Vieira. Foi editor de Desporto e mais tarde subchefe de redação até à saída para "A Bola", em 2001, jornal em que desempenhou funções de editor durante dois anos. Um novo convite, em 2003, fê-lo voltar ao Record pela terceira vez.

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