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Dos fracos não reza a história
03 Fevereiro de 2012 | 18:26
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VIEIRA CRESCE COMO LÍDER E LUTA POR NOVAS CONQUISTAS DO BENFICA. JÁ OS ÁRBITROS APANHARAM O CASTIGO MERECIDO
Vieira demorou, não ganhou muito nos 9 anos que leva como presidente, mas aprende e já faz mais coisas bem do que mal. No plano da credibilidade financeira e da mobilidade social há muito que o presidente deu mostras de valia imensa. Já muitos se esqueceram, mas o clube que herdou de Vilarinho tinha acabado de ser espoliado até ao tutano por Vale e Azevedo, o tal que continua a viver no bem-bom em Londres, sabe-se lá como. Foi no futebol que as coisas tardaram e há apenas 2 títulos de campeão para festejar. Mas há sinais de melhoras. E, quem sabe, mais uma conquista das boas para celebrar no final da época.
A forma como tem gerido a equipa este ano, como chutou Rui Costa para cima e contratou um profissional como António Carraça para blindar o balneário, o facto de ter segurado Jorge Jesus, apesar da pobre temporada passada, e um pormenor como o hoje revelado por Record em relação a Rodrigo mostram como evoluiu o homem que manda no Benfica. Hoje incontestado como Pinto da Costa no Dragão. A obra não se compara, sim, mas não está terminada.
O assunto passou quase despercebido e para os árbitros – os dois em questão e a classe em geral – era melhor que nem tivesse sido divulgado. Só que ontem o Conselho de Disciplina da FPF castigou João Ferreira com 3 jogos de suspensão e Paulo Baptista com dois por se terem recusado a apitar o Beira-Mar-Sporting. A razão, recorde-se, as críticas leoninas à arbitragem após a triste atuação de Carlos Xistra no jogo com o Olhanense. Cantavam os Heróis do Mar que dos fracos não reza a história. Talvez seja por isso que haja quem defenda que não se deve falar de árbitros. A ilegalidade das ações frente ao Sporting esta época foi agora castigada. Recorde-se que por solidariedade bacoca, birra ou algo pior, após Aveiro, Pedro Proença foi a Alvalade maltratar o leão com uma das piores arbitragens da carreira. Mais grave, esta época já se ouviram críticas semelhantes a Pinto da Costa e antes a Vieira e o corporativismo despreocupado dos juízes não apareceu. É fácil roubar o mais fraco. Chama-se cobardia e neste país há muito quem o faça. Mas ainda há quem esteja atento.
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Um espaço para reflexões, crónicas, desabafos, recados, trocadilhos, piropos e tudo que me der na real gana. Onde se vai falar de desporto, música, cinema ou apenas da vida. Real.
Bernardo Ribeiro, formado em jornalismo pelo CENJOR e com frequência do curso de Comunicação Social da Universidade Católica, entrou como estagiário para o Record em 1992, com 20 anos, ficando um pouco mais de dois, nas secções de Internacional, Futebol e Modalidades. Antes colaborou com o semanário "Sete", com textos na área musical e estagiou nas rádios Antena1 e Minuto. Em 1994 integrou a secção Sporting do diário "O Jogo", onde permaneceu mais dois anos até regressar ao Record, também para fazer parte da editoria Sporting. O lançamento do diário "24 Horas", em 1998, e a hipótese de fazer parte de uma equipa que arrancava com um jornal do zero levaram-no à primeira redação do jornal fundado por José Rocha Vieira. Foi editor de Desporto e mais tarde subchefe de redação até à saída para "A Bola", em 2001, jornal em que desempenhou funções de editor durante dois anos. Um novo convite, em 2003, fê-lo voltar ao Record pela terceira vez, então para ocupar o cargo de chefe de redação, tendo passado a integrar a direção no início de 2008.
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