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Domingos respira de alívio
09 Fevereiro de 2012 | 19:30
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Era jogo de tudo ou nada para os leões e no final
Domingos respirou de alívio. O Sporting está na final do Jamor e isso é tudo o
que os dirigentes lhe pedem: um título que mostre aos adeptos que o caminho
escolhido é válido. Igualar os 2.ºs lugares de Bento já não vai ser fácil, mas
se bater a Académica e conquistar a Taça de Portugal o técnico apagará um pouco
da marca deixada por um treinador que ainda causa divisões entre a família
leonina. Antes as Taças, Supertaças e acessos à Champions eram pouco... depois
ninguém as repetiu.
É óbvio que o investimento proporcionado a um e
outro não tem qualquer comparação e não pode o dinheiro gasto em contratações
com Domingos obrigar à conquista da Liga. Até porque FC_Porto e Benfica não
ficaram parados e gastaram tanto ou mais e em menos jogadores. Mas a fasquia
fica obrigatoriamente mais alta, por muito que se usem imagens como a Cerelac
ou queixas injustas de jogadores chegados a conta-gotas. Em Alvalade o timing é
de tocar a reunir, focar nos objetivos possíveis e devolver a alegria às
bancadas, esta época mais permissivas e com vontade de puxar pela equipa do que
em anos anteriores.
Resta por isso olhar para o Jamor como o compromisso
mais importante que resta, mas sem esquecer a Liga Europa – onde a
experiência de Domingos é importante – e perceber que no campeonato tudo
o que vier a mais será melhor. Ou seja, chegar à pré-eliminatória da Champions,
sem ser a conquista da Liga, é vital para um emblema em falência técnica.
Lembrem-se disso.
Abundam em Alvalade queixas de arbitragem, umas com
mais razões do que outras, mas o que faz mais confusão é a mágoa com a
comunicação social. O leão tarda em perceber quem deveriam ser os aliados e a
confundir o trigo com o joio. Talvez por isso as ideias não passem, se mantenha
a comunicação bicéfala, se ligue a coisas com que não se deveria perder um
minuto. Também aqui o Sporting está a anos-luz dos rivais. Tem gente que sabe o
que faz e que pode mudar. Tarda em fazê-lo.
Pedro Proença volta a estar no centro do
furacão. Ontem criticado de um lado e outro, conseguiu o pleno. E é o melhor...
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Um espaço para reflexões, crónicas, desabafos, recados, trocadilhos, piropos e tudo que me der na real gana. Onde se vai falar de desporto, música, cinema ou apenas da vida. Real.
Bernardo Ribeiro, formado em jornalismo pelo CENJOR e com frequência do curso de Comunicação Social da Universidade Católica, entrou como estagiário para o Record em 1992, com 20 anos, ficando um pouco mais de dois, nas secções de Internacional, Futebol e Modalidades. Antes colaborou com o semanário "Sete", com textos na área musical e estagiou nas rádios Antena1 e Minuto. Em 1994 integrou a secção Sporting do diário "O Jogo", onde permaneceu mais dois anos até regressar ao Record, também para fazer parte da editoria Sporting. O lançamento do diário "24 Horas", em 1998, e a hipótese de fazer parte de uma equipa que arrancava com um jornal do zero levaram-no à primeira redação do jornal fundado por José Rocha Vieira. Foi editor de Desporto e mais tarde subchefe de redação até à saída para "A Bola", em 2001, jornal em que desempenhou funções de editor durante dois anos. Um novo convite, em 2003, fê-lo voltar ao Record pela terceira vez, então para ocupar o cargo de chefe de redação, tendo passado a integrar a direção no início de 2008.
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