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Servilismo não!
11 Fevereiro de 2012 | 13:00
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Costumo dizê-lo quando à conversa com o meu pai, meio a
sério, meio a brincar, que uma das vantagens de trabalhar num jornal desportivo
é não ter de assistir de tão perto à degradação de moral e valores de um País
que me diz muito e cujas lideranças tão mal têm tratado. Sim, nos jornais
generalistas há mais Mundo, mais temas, maior diversidade diária, mas sectores
como política e economia, para não falar da degradação da sociedade,
tornar-se-iam complicados de gerir quando alguns dos implicados fazem tanta pele
de galinha. No desporto, por muito que se goste de Benfica, Sporting ou FC Porto,
de futebol ou hóquei em patins, com maior ou menor dificuldade, tudo não passa
de um jogo. Com um papel importante nas
nossas vidas, nalgumas até demasiado, capaz de despertar paixões assolapadas,
mas se colocado no devido lugar, incapaz de substituir o sorriso do bebé quando
chego a casa.
Então o futebol é melhor do que o País? Claro que não.
Apenas um espelho, com gente tão limpa ou corrupta como nas restantes actividades.
E sabe-se como Portugal é hoje um local de esquemas e compadrios. Ainda assim,
o impacto das medidas de um dirigente de clube pouco sério é sempre menor do
que a de um político, jurista ou detentor de um cargo capaz de afectar todos os
portugueses. E são muitos, infelizmente.
Há algo em que o futebol português é infinitamente mais
interessante, digno, até valente. Joga para ganhar. Ao contrário do que
acontece com os nossos políticos atuais, capazes das figuras mais tristes
perante os congéneres alemães, mas incapazes de assumirem que Portugal ainda é
uma nação soberana, onde se deviam tomar decisões a bem dos que cá vivem.
Pode-se jogar à defesa, pode-se até acabar goleado. Mas de cabeça levantada,
diz-se não ao servilismo.
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Um espaço para reflexões, crónicas, desabafos, recados, trocadilhos, piropos e tudo que me der na real gana. Onde se vai falar de desporto, música, cinema ou apenas da vida. Real.
Bernardo Ribeiro, formado em jornalismo pelo CENJOR e com frequência do curso de Comunicação Social da Universidade Católica, entrou como estagiário para o Record em 1992, com 20 anos, ficando um pouco mais de dois, nas secções de Internacional, Futebol e Modalidades. Antes colaborou com o semanário "Sete", com textos na área musical e estagiou nas rádios Antena1 e Minuto. Em 1994 integrou a secção Sporting do diário "O Jogo", onde permaneceu mais dois anos até regressar ao Record, também para fazer parte da editoria Sporting. O lançamento do diário "24 Horas", em 1998, e a hipótese de fazer parte de uma equipa que arrancava com um jornal do zero levaram-no à primeira redação do jornal fundado por José Rocha Vieira. Foi editor de Desporto e mais tarde subchefe de redação até à saída para "A Bola", em 2001, jornal em que desempenhou funções de editor durante dois anos. Um novo convite, em 2003, fê-lo voltar ao Record pela terceira vez, então para ocupar o cargo de chefe de redação, tendo passado a integrar a direção no início de 2008.
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