FC Porto, 13 - Os Outros, 0
28 Agosto de 2010 | 01:01
Colocado por: PRSoares
 

As lojas estão a fechar. Ou quase.

Raul Meireles no Liverpool. Os ingleses pagam 13 milhões de euros ao FC Porto.

Yebda no Nápoles por empréstimo do Benfica. Os italianos garantem opção de compra.

Sinama-Pongole no Saragoça por empréstimo do Sporting. Sem opção de compra pelos espanhóis

Tonel no Dínamo Zagreb. Os croatas conseguiram o jogador a custo zero.

Stojkovic no Partizan (Belgrado) por empréstimo do Sporting. Sem opção de compra pelos sérvios.

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"Venho, pelo presente, e formalmente, comunicar junto de V.Exa. que, a partir desta data, e em virtude de motivos de ordem pessoal, não poderei estar disponível para representar oficialmente, e como jogador profissional, a Seleção Nacional de Futebol."

O início da carta de renúncia de Simão Sabrosa à selecção nacional é tudo menos bom português. O "em virtude de motivos de ordem pessoal" atinge mesmo a fasquia do medíocre. Sucede que o texto que Simão fez chegar oficialmente a Gilberto Madaíl não se resume a este pobre e pouco recomendável pedaço de escrita. Logo no parágrafo seguinte:

"Na verdade, e após uma profunda reflexão, acredito que chegou o momento de colocar um termo à minha presença enquanto jogador profissional a representar a nossa Selecção dentro de campo, dando assim espaço também a que novos valores possam fazer o seu percurso de sucesso, tal como também a mim no passado me foi dada essa oportunidade."

Ora aqui está. Não era preciso o "em virtude de motivos de ordem pessoal". Bastava começar o anúncio com este parágrafo. Simples e ao mesmo tempo significativo.

No post anterior, o nº121, a dada altura escrevia-se o seguinte: "Mal posso esperar pelo fim da 3.ª jornada da Liga, quando começar a concentração para a dupla jornada Chipre,cá/Noruega,lá. Para perceber quem são os jogadores que vão querer avocar 2 vitórias essenciais para a fase de qualificação do Euro'12."

Simão avocou o abandono. E coloca-se a jeito para as mais diversas interpretações. Principalmente pelo momento da decisão. É verdade que o jogador do Atlético Madrid terá 32 anos quando começar a fase final do Euro'12, razão plausível para este final de ciclo. Mas haverá, seguramente, outras. 

 
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Comentários

# pedromiguelslb disse em 28-08-2010 às 15h05

Nao faltaram aí as vendas de ramires,dimaria e halliche? Tomás costa,valeri,prediger,orlando sá,nao foram emprestados? M.veloso e moutinho nao foram vendidos? Este post nao tem lógica nenhuma,a nao ser que seja para agradar a p.costa! Já agora faça as contas e veja quem mais lucrou neste defeso!

# PRSoares disse em 28-08-2010 às 17h19

Caro pedromiguelslb: este post agradará (ou não) a quem o ler. Mas é preciso lê-lo com atenção. E se o fizer, vai reparar que os "negócios" referem-se apenas a sexta-feira, 27 de agosto. Dia em que Simão anunciou que não jogaria mais na selecção.

# pedromiguelslb disse em 28-08-2010 às 17h29

Paulo renato,bem sei que é só em relaçao ao dia de ontem,mas nao seria bem melhor um post com todas as transferências? Dá a entender que só o porto é que conseguiu um bom negócio,o que nao é verdade!

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Aqui vai escrever-se em português. De Portugal, onde ele, o português, de facto nasceu. Não há, por isso, acordos ortográficos. Mas haverá factos. E opinião. Sem complacência. Esperem também coisas ligeiramente idiotas e outras manifestamente patetas. Os temas? “The world is my oyster”.

Autor


 Paulo Renato Soares

Na primeira metade dos idos 80, o arremedo de carreira de DJ no Algarve excedeu todas as expectativas. Haverá melhor trabalho nas férias grandes e… pequenas? Depois foi a rádio, ao vivo e a cores, nas fantásticas emissões do Estúdio Móvel do Espaço 3P em qualquer praça de Lisboa e arredores. Na Faculdade de Letras da Universidade Clássica, entre outras utilidades, leu e discutiu a “fancy” de origem alucinogénea dos românticos ingleses do século 19. Foi no primeiro curso de formação profissional de jornalistas promovido pela TSF (maio a dezembro de 87) que ouviu a dr.ª Luísa Homénio, linguista com especialização em expressão oral, dizer: “Você não tem voz de FM”. Natural, para quem nasceu em Grândola Vila Morena, em 62, e é algarvio com sotaque desde esse mesmo ano por adopção da cidade de Lagoa. As passagens pelo departamento de desporto da TSF no ano de estreia; RádioGest; “Jornal do Comércio”; semanário de espectáculos “Êxito” e, imagine-se, pouco mais de um mês em “O Jogo”, foram etapas num caminho profissional que mantém o mesmo rumo desde fevereiro de 1987, quando entrou no Record: jornalista em permanente inquietação no melhor desportivo de Portugal.

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