Canto direto: A imaturidade de Villas-Boas
25 Fevereiro de 2012 | 12:00
Colocado por: Alex Pais
 

A descontração de André Villas-Boas ao lado de Pinto da Costa, em “Camp Blue”, assistindo ao Manchester City-FC Porto, é um sinal de total falta de senso e de maturidade.

Desde logo porque o Chelsea saiu de Nápoles, na véspera, vergado ao peso de mais uma derrota (3-1) e por números que tornam difícil a vantagem na eliminatória após a partida da segunda mão. Depois porque a equipa de Villas-Boas somou o seu quinto jogo sem vencer – três empates, duas derrotas, 6-10 em golos – agravando uma crise que põe já em risco o 4.º lugar na Liga inglesa, o último que dá hipótese à participação na Champions. Os “blues” estão em 5.º, perseguidos pelo Newcastle, a 1 ponto, e pelo Liverpool, a 4.

Em vez de tomar as dores dos adeptos, Villas-Boas fia-se no seu “goodwill” junto de Abramovich, a quem apresentou a bandeja com as cabeças dos veteranos, feitos maus da fita. E exibe-se ao lado do antigo patrão, com grandes sorrisos, em postura de arrogância própria dos que se julgam acima dos outros sejam quais forem as alhadas em que se metem – e para mais com o colega de profissão que lhe sucedeu em dificuldades, veja-se que bonito. O russo deve ter gostado dessa ostentação de confiança e mais gostará ainda de ouvir os adeptos – que o seu dinheiro contém mas não silencia – se hoje com o Bolton continuar a série de insucessos que ameaça transformar-se em penosa via sacra até ao final da época.

André Villas-Boas ganhou quatro títulos pelo FC Porto e é isso, e não é pouco, o que tem no currículo. Mas bem podia começar a preocupar-se em demonstrar, para já no Chelsea, que tudo aconteceu graças ao seu talento e não à “boa herança” recebida no Dragão dos seus antecessores, ou à conhecida capacidade da estrutura montada pelo homem que o “inventou” e ao lado do qual resolveu agora pavonear-se – à míngua de resultados, vive-se de efemérides.

Canto direto, publicado na edição impressa de Record de 25 fevereiro 2012

A descontração de André Villas-Boas ao lado de Pinto da Costa, em “Camp Blue”, assistindo ao Manchester City-FC Porto, é um sinal de total falta de senso e de maturidade.
Desde logo porque o Chelsea saiu de Nápoles, na véspera, vergado ao peso de mais uma derrota (3-1) e por números que tornam difícil a vantagem na eliminatória após a partida da segunda mão. Depois porque a equipa de Villas-Boas somou o seu quinto jogo sem vencer – três empates, duas derrotas, 6-10 em golos – agravando uma crise que põe já em risco o 4.º lugar na Liga inglesa, o último que dá hipótese à participação na Champions. Os “blues” estão em 5.º, perseguidos pelo Newcastle, a 1 ponto, e pelo Liverpool, a 4.
Em vez de tomar as dores dos adeptos, Villas-Boas fia-se no seu “good will” junto de Abramovich, a quem apresentou a bandeja com as cabeças dos veteranos, feitos maus da fita. E exibe-se ao lado do antigo patrão, com grandes sorrisos, em postura de arrogância própria dos que se julgam acima dos outros sejam quais forem as alhadas em que se metem – e para mais com o colega de profissão que lhe sucedeu em dificuldades, veja-se que bonito. O russo deve ter gostado dessa ostentação de confiança e mais gostará ainda de ouvir os adeptos – que o seu dinheiro contém mas não silencia – se hoje com o Bolton continuar a série de insucessos que ameaça transformar-se em penosa via sacra até ao final da época.
André Villas-Boas ganhou quatro títulos pelo FC Porto e é isso, e não é pouco, o que tem no currículo. Mas bem podia começar a preocupar-se em demonstrar, para já no Chelsea, que tudo aconteceu graças ao seu talento e não à “boa herança” recebida no Dragão dos seus antecessores, ou à conhecida capacidade da estrutura montada pelo homem que o “inventou” e ao lado do qual resolveu agora pavonear-se – à míngua de resultados, vive-se de efeméridesA descontração de André Villas-Boas ao lado de Pinto da Costa, em “Camp Blue”, assistindo ao Manchester City-FC Porto, é um sinal de total falta de senso e de maturidade.Desde logo porque o Chelsea saiu de Nápoles, na véspera, vergado ao peso de mais uma derrota (3-1) e por números que tornam difícil a vantagem na eliminatória após a partida da segunda mão. Depois porque a equipa de Villas-Boas somou o seu quinto jogo sem vencer – três empates, duas derrotas, 6-10 em golos – agravando uma crise que põe já em risco o 4.º lugar na Liga inglesa, o último que dá hipótese à participação na Champions. Os “blues” estão em 5.º, perseguidos pelo Newcastle, a 1 ponto, e pelo Liverpool, a 4.Em vez de tomar as dores dos adeptos, Villas-Boas fia-se no seu “good will” junto de Abramovich, a quem apresentou a bandeja com as cabeças dos veteranos, feitos maus da fita. E exibe-se ao lado do antigo patrão, com grandes sorrisos, em postura de arrogância própria dos que se julgam acima dos outros sejam quais forem as alhadas em que se metem – e para mais com o colega de profissão que lhe sucedeu em dificuldades, veja-se que bonito. O russo deve ter gostado dessa ostentação de confiança e mais gostará ainda de ouvir os adeptos – que o seu dinheiro contém mas não silencia – se hoje com o Bolton continuar a série de insucessos que ameaça transformar-se em penosa via sacra até ao final da época.André Villas-Boas ganhou quatro títulos pelo FC Porto e é isso, e não é pouco, o que tem no currículo. Mas bem podia começar a preocupar-se em demonstrar, para já no Chelsea, que tudo aconteceu graças ao seu talento e não à “boa herança” recebida no Dragão dos seus antecessores, ou à conhecida capacidade da estrutura montada pelo homem que o “inventou” e ao lado do qual resolveu agora pavonear-se – à míngua de resultados, vive-se de efemérides.
 
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Alexandre Pais publica neste blog e em www.alexandrepais.pt os seus textos de opinião. É sócio do Belenenses, desde 1957, e adepto do Real Madrid, desde que se conhece. Na foto, de 2009, na redação de Record, vêmo-lo com Artur Agostinho e Mário Zambujal, referências do jornal, e António Magalhães, o atual diretor.

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Colunista do Record, da Sábado e do Correio da Manhã, Alexandre Pais foi diretor do 24 Horas, de 2001 a 2003, e do Record, de 2003 e 2013, tendo iniciado o seu percurso jornalístico no Mundo Desportivo, em 1964. No primeiro post deste blog pode encontrar-se a sua biografia completa e no segundo algumas imagens que recordam momentos de uma carreira já longa mas ainda não terminada. O avatar veio numa onda de insultos do fanatismo clubista, como "homenagem" de um leitor de Record...

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