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Asegunda escolha nunca é a ideal, mas às vezes revela virtualidades que provavelmente a primeira nunca conseguiria mostrar. André Villas-Boas ou Paulo Sérgio – qual deles é a melhor opção para o Sporting? “Who knows?” E agora é tarde para saber, mas foi evidente que o Sporting se perdeu de amores por um treinador jovem, de nariz arrebitado, que sabe exatamente o que quer. Um treinador de ego maior do que o seu escassíssimo currículo, mas já capaz de puxar a si a liderança em todos os assuntos ligados ao futebol, sem precisar de um diretor-desportivo que lhe diga quais são os melhores jogadores.
Esse treinador é Villas-Boas. O Sporting não quis segurá-lo, correndo atrás de um Paulo que tem muito de Bento. O antigo treinador do Paços de Ferreira finalista da Taça de Portugal não deixa de ser uma excelente escolha para o atual Sporting. É jovem, ambicioso, forte na liderança de grupos e com uma vantagem fundamental em relação a Villas-Boas: com “menos Mundo”, de horizontes mais limitados, está disposto a aceitar o que lhe derem – afinal, está no Sporting e isso já é o suficiente.
Que outro treinador se poderia desejar em Alvalade se não um que esteja disposto a ler pela cartilha já estabelecida, limitado ao orçamento, capaz de aceitar a prospeção que outrem fará no refugo dos mercados internacionais? Na verdade, Paulo Sérgio foi escolhido para a sequela do filme “Forever”, agora regido por outra equipa de produção, mas sempre segundo as mesmas premissas de penúria a que os “projects finance” desta vida submetem o Sporting desde os tempos visionários de José Roquette. Paulo Sérgio tem tudo a ganhar nesta experiência em Alvalade, o Sporting ganhará com ele se a gestão tiver capacidade para o ouvir sem submissões a quem tem muito para aprender, para além da imposição de uma voz grossa que não tem.
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