PFW: Day #2

Depois de um início bastante calmo, o segundo dia da Semana de Moda parisiense arrancou a todo o gás, com um sem número de desfiles e eventos a acontecer um pouco por toda a cidade. Terminado um pequeno-almoço/apresentação no Hôtel de Crillon, seguimos para o pavilhão Concorde, no centro da praça com o mesmo nome, para assistir ao desfile de Guy Laroche. Marcel Marongiu, o designer da marca, brincou com os contrastes entre o feminino e o masculino e não desapontou. A ideia pode não ser nova, mas são poucos os que a abordam com tanta mestria. A nota negativa vai apenas para os sapatos, pouco harmoniosos, especialmente quando comparados com a restante colecção. 

Próxima paragem: Anne Valérie Hash. Numa sala minúscula, com espaço para pouco mais de três dezenas de convidados, a designer desvendou as suas propostas para o Inverno de 2012. Se alguém ainda tinha dúvidas de que Hash é perita na difícil arte da sobreposição, esta colecção dissipou-as, com peças ultra suaves e femininas a contornarem as silhuetas das modelos. O destaque vai para os casacos, muito bem construídos, com detalhes em pele ou em pêlo, e com um twist de conforto masculino. Segundo o press release da colecção, a ideia era criar peças que se aproximassem da relação da mulher com o seu próprio corpo. A missão foi cumprida.   

Um dos desfiles mais surpreendentes do dia foi o de Limi Feu, com a equipa criativa a dar um passo numa direcção completamente diferente da habitual. A abordagem experimental habitual da marca foi posta de lado, com Limi Yamamoto a apostar numa colecção mais suave, recheada de estampados florais e peças românticas.

O ponto alto do dia foi o desfile de Dries Van Noten que, depois de uma estação assumidamente minimal, apostou tudo nos estampados e nas infinitas formas de combinação dos mesmos. Segundo revelou Noten nos bastidores do desfile, os Ballets Russes, de Sergei Diaghilev, são uma referência há vários anos, que habilmente aliou à sua paixão pela música de David Bowie (a remistura de ‘Heroes’ que se ouviu durante grande parte do desfile comprovou-o). O resultado: cortes inesperados, assimetrias e a multiplicidade de padrões.

“Claro que é uma colecção para mulheres práticas, que trabalham, mas, mais do que isso, é uma reinterpretação do que significa ser chic” descreveu Marco Zanini no backstage. Na passerelle da Rochas, surgiram mulheres sedutoras, exibindo saias de corte direito e em linha A, combinadas com blazers à lá anos sessenta ou camisolas justas em lã, vestidos de cocktail e, claro, kitten heels. “I loved it,” comentou connosco Franca Sozzani, Directora da Vogue Itália, logo após o desfile. “ As cores, o corte, os materiais, lindíssimo.” Apesar de fazer falta alguma novidade, não podemos deixar de concordar.

 

 

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