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Entre a espada e a parede
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Estou no centro da epidemia. Números tornados públicos na Suíça indicam que Genebra é o cantão onde se regista o maior número de casos de Gripe A: 26, entre 148 a nível nacional. Regresso já esta quarta-feira a Portugal. Espero escapar. Tenho umas férias de sonho em família à espera. Não quero desiludi-la. Mas estou entre a espada e a parede. Em Portugal, o cenário não é muito melhor. Pelo contrário.
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O herói improvável
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A baliza encarnada começou a tremer logo primeiro jogo de pré-temporada. Jorge Jesus deu 45 minuitos a Moreira e Quim, frente ao Sion. O famalicense ficou mal na fotografia no segundo golo dos suíços. O técnico não o deixou cair, apesar da desconfiança dos adeptos. O camisola 12 respondeu positivamente. Mas nesta luta emergiu um herói improvável: Moretto., O brasileiro, que esteve para ser cedido mas que foi integrado nos trabalhos de pré-temporada, defendeu um penálti e susteve dois remates na parte final do desafio com o Shakhtar. A corrida pelo lugar entre os postes, agora., tem três intervenientes.
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Perseguição na auto-estrada
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Sinto que estou a ser perseguido. As auto-estradas estão cheias de radares e câmaras de vigilância para dissuadir excessos na condução. Tenho a tentação de pisar o risco. Não resisto, o pé fica pesado, passo o limite máximo permitido, que em alguns casos é de 80 kms/h. Mas lá está um olho mecânico a olhar para mim. Regresso à "legalidade". Mas há sempre uma "bomba" que passa por mim, em completo excesso de velocidade. Será que sou o centro das atenções? Sinto-me que estou a ser perseguido...
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Técnico em antecipação
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O jornal "Le matin" ficou impressionado com a cobertura mediática do desafio do Benfica, em Sion: 30 jornalistas acreditados, sem contar com os colaboradores das estações de televisão. E registou o facto de nenhum jornalsta português ter colocado uma única pergunta ao treinador do primeiro adversário das águias na conferência de imprensa que se seguiu ao jogo. Didier Tholot jogou na antecipação: "Foi uma honra para nós jogar com o Benfica", disse, sem que fosse interpelado.
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Nuno Gomes, a estrela
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Nuno Gomes renovou recentemente contrato, prolongando a ligação com os encarnados até 2011. O capitão partiu em desvantagem para a concorrência (foi suplente utilizado diante do FC Sion, no primeiro teste da temporada), mas o jornal "Le Nouvelliste" apresentou-o como uma das estrelas da equipa da Luz, a par de Saviola. O prestígio do 21 das águias permanece intocável nestas paragens.
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O Tour está a chegar
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Há quem evoque a chegada de 40 mil soldados franceses, liderados por Napoleão Bonaparte, há 200 anos, mas, neste caso, não se trata de uma qualquer invasão bélica. O Tour vai passar por território suíço e, por estas paragens, já se respira ciclismo. A prova gaulesa enche as páginas dos jornais, ou não fosse Fabian Cancellara um dos protagonistas da edição deste ano, e nas ruas os amantes das duas rodas florescem como cogumelos. Da mesma forma que em África ou no Brasil os craques de futebol começam nas ruas, na Suíça as artérias estão preparadas para potenciar o aparecimento de ciclistas.
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Marca lá, amigo
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Aimar e Saviola são amigos de longa data. O Benfica juntou-os e o camisola 10 tem procurado ajudar o ex-Real Madrid na integração ao novo clube. O entendimento entre eles já se nota no relvado, nas jogas que protoganizam, mas também noutros pequenos gestos. No encontro de estreia, frente ao FC Sion., Aimar sofreu a grande penalidade de que resultou o segundo golo das águias. E, de pronto imediato, fez questão de dar a bola ao "30", para que este convertesse o castigo máximo. El Conejo não desperdiçou o brinde e ampliou a vantagem.
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Um postal ilustrado
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Saímos cedo do hotel. A auto-estrada que liga Genebra a Sion está em obras e não queremos arriscar ficar retidos. Ainda faltam cinco horas e meia para o início do jogo. Há tempo de sobra. Passamos Nyon. As casas olham-nos, altaneiras, da encosta da serra. A paisagem encanta. Continuamos. Aproxima-se Montreux, que descansa sob o lago Léman, o segundo maior da Europa ocidental. Já estamos a dar ao lago. A vista é arrebatadora. A tal que vejo da janela do quarto do hotel, na margem oposta. Paramos em Martigny, cidade romana e do cão São Bernardo. Pequena e pacata. Falta pouco. Mais de 25 quilómetros. Chegamos, finalmente. No alto, ergue-se o castelo e catedral. Atingimos o estádio, bem no meio dos Alpes. A Suíça do meu imaginário abriu-se diante mim. Estou arrebatado.
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Acabou-se o sossego
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É cedo e estamos no quarto a escrever. Temos o tempo a nosso favor. O trabalho pode chegar a Lisboa a horas razoáveis. Abrimos a janela para aproveitar a brisa e desfrutar um pouco da paisagem e da tranquilidade que rodeia o hotel. Ouvem-se buzinadelas, gritos, alegria a rodos. O que é isto? Oh, não! É um casamento que se celebra nos jardim do hotel. Lá se vai o sossego. A boda acaba cedo. Finalizamos o trabalho. Ao hotel chega um grupo de excursionistas orientais. São muitos. Viajam em dois autocarros. Cheios. Há velhos e novos. A primeira noite é tranquila. Por que recear o contrário?
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Uma cidade em obras
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Meyrin, à semelhança da região de Genebra, está literalmente em obras. Não há um local que não esteja em reparação, que não haja obstáculos na via e em que o trânsito não tenha de ser desviado. Para chegar ao complexo onde os encarnados se treinam, é necessário dar voltas e mais voltas. Aparentemente, os habitantes locais não se queixam. Dentro de um ano, o comboio ligará o centro de Genebra a Meyrin. Por isso, vale a pena esperar.
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Orgulho suíço
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A liga suíça de futebol está a anos-luz dos principais campeonatos europeus. Ainda assim, a imprensa encontrou um motivo de orgulho: de entre todos os campeonatos que se inciam no verão, o helvético foi o primeiro a arrancar. FC Aarau e Grasshopper deram, no sábado, o pontapé de saída na competição. Venceu o Aarau, pela margem mínima. O FC Sion, primeiro adversário das águias, só joga com o Lucerna a 22 de julho, uma vez que o jogo foi adiado.
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A força dos estrangeiros
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Quem leu o último livro de Daniel Silva editado em Portugal, “O assassino inglês”, reparou certamente numa alusão à comunidade portuguesa radicada na Suíça. Nesta história, o antigo correspondente da UPI (United Press International) no Médio Oriente e produtor da CNN transporta Gabriel Allon, o espião israelita/restaurador de arte que é personagem central das suas obras, até este país que faz gala de ser neutral. A missão é recuperar as obras de arte roubadas aos judeus pelo regime de Hitler e escondidas nos bancos suíços, durante a 2.ª Grande Guerra Mundial. A determinada altura, o responsável pelo departamento de segurança helvético, Gerhardt Peterson, quando está a ser interrogado por Allon, refere-se aos portugueses como um mal necessário para a realização de determinados trabalhos. Tudo isto não passa de ficção, mas neste caso o imaginário confude-se com a realidade. Basta consultar o site do município de Meyrin para se perceber a força dos estrangeiros no desenvolvimento local: 44 por cento da população é oriunda de outros países. Nacionalidades são 100. E representam cinco continentes.
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A culpa não é da cerveja
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O que leva um jornal a fazer manchete com cerveja? Um estudo germano-sueco, publicado no "Jornal Europeu de Nutrição Clínica" e estampado no "Le Matin", que desmistifica a ideia criada em torno dessa bebida. Durante 8 anos, os investigadores acompanharam 20 mil homens e mulheres e chegaram à conclusão que o tão apreciado líquido não engorda. Ter barriga é uma questão genética. Para acentuar os resultados do estudo, o chefe de vendas de uma marca helvética, Marc Leuenberger, garantiu àquele diário: "A cerveja tem menos calorias do que um sumo de laranja." Já o diretor da Associação suíça de cervejarias, Marcel Kreber, sugeriu: "A cerveja abre o apetite. Consequentemente, comemos mais." Desfeito o equívoco, convém. no entanto, não abusar. Até prova em contrário, beber em excesso altera o estado de lucidez...
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O mundo de mãos dadas
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Camuflada pelos campos de girassóis e pela verdejante vegetação que circundam Meyrin, estende-se, no sopé da serra, a Organização Europeia para a Investigação Nuclear (CERN, correspondente ao original Conseil Européen pour la Recherche Nucléaire), embora a estrela do complexo, o maior acelerador de partículas do mundo, consista num túnel de 27 quilómetros, em anel, situado a 100 metros de profundidade e que atravessa territórios suíço e francês. Fundado em 1954, apesar de ter sido idealizado no final da 2.ª Grande Guerra, o projeto reuniu inicialmente 12 países signatários. Hoje, são 20 estados membros (entre os quais Portugal) e nele colaboram 7.000 cientistas de 80 países. Durante a “guerra fria”, uniu norte-americanos e soviéticos na mesma causa. É a prova de que o mundo, quando quer, pode dar as mãos.
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Faturar em grande
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Quem esfrega as mãos de contente é o casal Palma (Maria e José), que explora o bar do complexo do Meyrin FC. Por estes dias, o negócio vai de vento em pompa. A média de espectadores nos jogos do clube é de 400/500 pessoas e os treinos do Benfica têm superado este número. Os portugueses não perdem oportunidade de "matar" saudades das bem portugueses cervejas e bifanas. A “loirinha” escorre pelas gargantas que nem água; já a carne parece ser pouca para saciar tanta fome.
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